<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>fronteira agrícola &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/fronteira-agricola/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Thu, 03 Feb 2022 19:57:14 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>fronteira agrícola &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Veja como soja e milho expandem, enquanto agricultura familiar encolhe nas últimas décadas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/veja-como-soja-e-milho-expandem-enquanto-agricultura-familiar-encolhe-nas-ultimas-decadas/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/agricultura/veja-como-soja-e-milho-expandem-enquanto-agricultura-familiar-encolhe-nas-ultimas-decadas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Feb 2022 20:03:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[arroz]]></category>
		<category><![CDATA[fronteira agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Imaflora]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[produção agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=7640</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/mandioca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Como e onde se produzem os alimentos no Brasil? Essa é uma pergunta comum entre os consumidores preocupados com a rastreabilidade dos produtos que comemos, tanto no Brasil quanto no mundo. Um estudo inédito do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), publicado no dia 31/01, se debruçou sobre o tema e produziu [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/mandioca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Como e onde se produzem os alimentos no Brasil? Essa é uma pergunta comum entre os consumidores preocupados com a rastreabilidade dos produtos que comemos, tanto no Brasil quanto no mundo.</p>
<p>Um estudo inédito do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), publicado no dia 31/01, se debruçou sobre o tema e produziu uma profunda análise sobre a produção agrícola do País nas últimas décadas (1985-2017). Intitulada <a href="https://www.imaflora.org/public/media/biblioteca/producao_de_alimentos_no_brasil_geografia_cronologia_e_evolucao.pdf" target="_blank" rel="noopener">“Produção de Alimentos no Brasil: Geografia, Cronologia e Evolução”</a>, esta é a segunda pesquisa de uma série produzida pelo Imaflora com apoio do Instituto Ibirapitanga, Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Grupo de Políticas Públicas (GPP/Esalq) que analisa os sistemas alimentares no Brasil e seus aspectos de produção, distribuição e consumo.</p>
<p>O estudo constata que a produção brasileira está concentrada em poucas culturas. Em todos os anos analisados, apenas cinco culturas ocupavam 70% ou mais do total de área agrícola do País:</p>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>arroz,</li>
<li>cana-de-açúcar,</li>
<li>feijão, milho e</li>
<li>soja.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>Nos anos 2000, a soja ganhou papel de destaque, ocupando, em 2017, 43,2% da área, seguida pelo milho (22,5%), cana-de-açúcar (13%), feijão (3,9%) e arroz (2,6%).</p>
<p>No período analisado, soja e milho sempre ocuparam a maior parte da área agrícola do País, sendo que até 1995 o milho era a principal cultura, perdendo o posto nos anos 2000 para a soja. Já a cana-de-açúcar ganhou o terceiro lugar, ultrapassando culturas alimentares (arroz e feijão) com o passar do tempo.</p>
<h3>Fronteira agrícola</h3>
<p>Um dos recortes analisados foi como se deu a evolução da fronteira agrícola nas últimas décadas. O estudo identificou que a prevalência do crescimento de áreas de pastagens, detectada nos dois primeiros períodos analisados (1985-1995; 1995-2006), deu lugar a uma maior expansão de áreas agrícolas no período mais recente, que vai de 2006 a 2017.</p>
<p>A expansão de áreas de agricultura foi maior em cerca de 54,9% das 558 microrregiões (grupo de municípios definido pelo IBGE) do País entre 2006 e 2017, enquanto a expansão das áreas de pastagem foi superior em 29,3% das microrregiões.</p>
<p>A  expansão das áreas de floresta foi maior em apenas 15,8% das áreas neste período.</p>
<blockquote><p>“Essa grande expansão da agricultura pode ser explicada, entre outros fatores, pelo aumento das áreas de cana-de-açúcar na região Sudeste e das áreas de soja no Centro-Sul”, afirma Vinicius Guidotti de Faria, Coordenador de Geoprocessamento do Imaflora.</p></blockquote>
<p>Ao analisar a evolução da área plantada e da produção agrícola entre o período de 1988 a 2017, o estudo constatou que em 2017 a área total ocupada pela agricultura no País era de aproximadamente 78,7 Mha (milhões de hectares), um aumento de 26% em relação a 2006, e de 39% em relação a 1988, enquanto a produção de 2017 cresceu cerca de 57% comparada a 2006 (398,5 Mt) e cerca de 85% (707,6 Mt) comparado ao ano de 1988. De forma geral, o aumento da produção foi duas vezes maior do que a expansão das áreas produtivas entre os anos 1988 e 2017, indicando ganhos de produtividade no período.</p>
<h3><strong>Boom de commodities</strong></h3>
<p>As culturas que tiveram o maior crescimento de produção entre 1988 e 2017 foram soja, milho e cana-de-açúcar.</p>
<p>A produção da soja cresceu cerca de 536% em toneladas no período, enquanto a área cultivada aumentou em 221%. O milho expandiu sua produção em 295%, com 32% de aumento de área plantada. A cana-de-açúcar teve uma expansão de 194% de produção, com aumento da área em cerca de 145%.</p>
<p>Algumas culturas reduziram a área de produção, mas aumentaram a quantidade produzida, demonstrando aumento da produtividade &#8211; como no caso do arroz (redução de área de 67% e aumento de 5,5% na produção) e café (área 40% menor, com produção 96% maior).</p>
<p>Já culturas como o trigo, mandioca e cacau apresentaram redução de área e de produção no período analisado. A área ocupada pelo trigo reduziu cerca de 47%, pela mandioca diminuiu cerca de 30% e pelo cacau em 16%. A produção dessas culturas também decaiu, com queda de 24% do trigo, 15% da mandioca e 40% do cacau.</p>
<p>Embora algumas culturas apresentem processos bastante dinâmicos e heterogêneos, outras, em especial a soja, demonstram que o aumento de produtividade não evitou o processo de expansão, ocasionando um fenômeno chamado “efeito rebote”<i> (rebound-effect do inglês)</i>, quando o aumento de produção causado pela intensificação gera uma busca por novas áreas, ao invés da permanência na área original, conhecido como “efeito poupa-terra” (<i>land-sparing do inglês)</i>.</p>
<p>O avanço da soja e a estagnação da produção de culturas como o arroz e o feijão também podem ser percebidos quando se olha o percentual das culturas que prevalecem em cada uma das microrregiões agrícolas, isto é, as culturas com maior quantidade de área em relação a todas as culturas plantadas em cada microrregião.</p>
<p>Em 2017, a soja era a cultura prevalente em 27,6% das microrregiões do País, o milho em 19,7%, a cana-de-açúcar em 16,1%, o feijão em 6,9% e o arroz em apenas 3,8% das microrregiões.</p>
<blockquote><p>“Se nos imaginarmos em uma viagem pelo interior do Estado de São Paulo, é provável que veremos pelas estradas a prevalência do cultivo da cana-de-açúcar. Se fosse no Estado do Mato Grosso, provavelmente veríamos áreas extensas com o cultivo de soja. Contudo, esses Estados apresentam diversos outros cultivos, que ficam à margem desta grande concentração produtiva”, afirma Ana Chamma, pesquisadora do Grupo de Políticas Públicas (GPP) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e uma das autoras do estudo.</p></blockquote>
<p>Apesar desta concentração, a produção de outras culturas, em menor escala, permanece.</p>
<blockquote><p>“As áreas especializadas na produção de soja, milho e cana-de-açúcar são bastante nítidas no País. Mas não podemos afirmar que a expansão dessas grandes <em>commodities</em> reduziu a variedade de culturas em escala regional. No geral, a produção agrícola do País não perdeu em quantidade e em diversidade, mas observou uma mudança na forma de se produzir, com aumento da produtividade e da área de algumas culturas”, explica Guidotti.</p></blockquote>
<h3><strong>Concentração produtiva </strong></h3>
<p>A dinâmica da produção e a concentração em culturas de grande escala voltadas à exportação impacta diretamente na redução de estabelecimentos agropecuários e no aumento da área média, já que estas culturas demandam áreas maiores para sua viabilização econômica.</p>
<p>Entre 2006 e 2017, o número de estabelecimentos teve uma redução de 2% no País. Já a área média dos estabelecimentos passou de 64,5 hectares em 2006 para 69,2 hectares em 2017, variação de 7,4%.</p>
<blockquote><p>“Ao olharmos o Brasil como um todo, essas mudanças parecem pequenas, mas o fato é que as mudanças foram bastante acentuadas em algumas regiões. No Sul do país, por exemplo, houve redução de 15,2% no número de estabelecimentos e aumento de área média de 21%, indicando uma forte concentração produtiva na região. Esse fenômeno pode ser explicado pela crescente complexidade da gestão da atividade agrícola e o alto custo de tecnologias que, juntamente com outros fatores, têm levado parte considerável dos pequenos produtores e produtores familiares a desistir da atividade agropecuária”, afirma Guidotti.</p></blockquote>
<h3>Agricultura familiar</h3>
<p>A concentração produtiva e a necessidade na expansão de áreas para a garantia da sustentabilidade financeira das propriedades altera também o perfil dos produtores. Entre 2006 e 2017, a agricultura familiar perdeu quase 500 mil estabelecimentos, passando de 84% para 77% do total.</p>
<blockquote><p>“Grande parte deixou de obter sua renda principalmente da agricultura, passando a serem considerados moradores rurais não produtores, com renda vinda principalmente da prestação de serviços, pensões e aposentadorias ou de programas de transferência de renda”, explica Guidotti.</p></blockquote>
<p>Reflexo disso, o estudo aponta a concentração fundiária no Brasil como fenômeno que permanece ao longo do tempo: em 2006, cerca de 69% dos estabelecimentos agropecuários do País eram pequenos (de 2 a 100 hectares) e os grandes (de 500 até mais de 2500 hectares) correspondiam a 2%.</p>
<p>Contudo, a área ocupada pelos grandes era de 56% e de pequenos 23%. Em 2017, a proporção permanece quase inalterada: 69% dos estabelecimentos eram pequenos e 2% grandes. A área ocupada pelos estabelecimentos grandes correspondia a 58% do total. Ou seja, desde 2006, pelo menos, uma pequena parcela de estabelecimentos ocupa mais da metade da área agropecuária do país.</p>
<blockquote><p>“Na verdade, a distribuição desigual de terras é um fenômeno bastante conhecido no Brasil desde muito tempo atrás. Dados disponíveis indicam que o índice de Gini, por exemplo, era de 0,83 em 1940 e de 0,85 em 2017, indicando que a estrutura fundiária do País não sofreu grandes alterações ao longo do tempo [quanto mais próximo de 1 mais desigual a situação]. Essa estrutura desigual corrobora para a geografia da produção agrícola que, de certa forma, se torna concentrada e especializada”, afirma Chamma.</p></blockquote>
<h3>Renda</h3>
<p>A renda de 82% desses estabelecimentos, o que representa 600 mil famílias, é de menos de dois salários mínimos mensais. O envelhecimento da população no campo, a ida de jovens para grandes centros e o custo tecnológico para a manutenção da atividade são outros fatores que contribuem para essa realidade.</p>
<blockquote>
<blockquote><p>“Seria preciso repensar a agricultura no Brasil para termos avanços nos próximos 30, 40 anos que objetivem a produção de alimentos e a melhoria no meio rural, com efeitos positivos do ponto de vista econômico e social”, conclui Guidotti.</p></blockquote>
</blockquote>
<p>“Essa configuração do rural brasileiro, que acaba pressionando pequenos agricultores a expandirem suas áreas e tecnificarem seus cultivos para que a produção seja rentável requer a construção de novas políticas públicas voltadas a essa população rural. O incentivo da inserção de jovens no campo e a valorização da agricultura em pequena escala, por exemplo”, completa Chamma.</p>
<blockquote><p>&#8220;A questão alimentar está no centro de alguns dos principais desafios do nosso tempo, com impactos profundos na saúde, nas mudanças climáticas e no modelo de desenvolvimento do Brasil. A pesquisa realizada nos permite compreender as transformações na produção de alimentos nas últimas décadas e nos ajuda a formular intervenções que contribuam para a construção de um sistema alimentar mais justo, saudável e sustentável&#8221;, complementa André Degenszajn, diretor-presidente do Instituto Ibirapitanga.</p></blockquote>
<p>Veja o estudo completo <a href="https://www.imaflora.org/public/media/biblioteca/producao_de_alimentos_no_brasil_geografia_cronologia_e_evolucao.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>, por regiões.</p>
<p><i>Fontes: Imaflora e LUNA, Francisco Vidal; KLEIN, Herbert S. Transformações da agricultura brasileira desde 1950. História Econômica &amp; História de Empresas, v. 22, n. 2, 2019.</i></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/agricultura/veja-como-soja-e-milho-expandem-enquanto-agricultura-familiar-encolhe-nas-ultimas-decadas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-07-25 01:48:32 by W3 Total Cache
-->