<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Fórum Brasileiro de Segurança Pública &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/forum-brasileiro-de-seguranca-publica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Thu, 30 Nov 2023 17:31:48 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>Fórum Brasileiro de Segurança Pública &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Seis das dez cidades mais violentas da Amazônia ficam no Pará, incluindo as primeiras da lista</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/seis-das-dez-cidades-mais-violentas-da-amazonia-ficam-no-para-incluindo-as-primeiras-da-lista/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/seis-das-dez-cidades-mais-violentas-da-amazonia-ficam-no-para-incluindo-as-primeiras-da-lista/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2023 15:24:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[Cartografias da Violência da Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[crime organizado]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Brasileiro de Segurança Pública]]></category>
		<category><![CDATA[mortes]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=26410</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/violencia1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A violência tem avançado na Amazônia Legal, com 9.011 pessoas mortas registradas nos nove estados do bioma em 2022. O mais violento foi o Amapá, com taxa de 50,6 mortes por 100 mil habitantes, seguido do Amazonas (38,8),  Pará (36,9), Rondônia (34,3), Roraima e Tocantins (ambos com 30,5), Mato Grosso (29,3), Acre (28,6) e Maranhão [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/violencia1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A violência tem avançado na Amazônia Legal, com 9.011 pessoas mortas registradas nos nove estados do bioma em 2022. O mais violento foi o Amapá, com taxa de 50,6 mortes por 100 mil habitantes, seguido do Amazonas (38,8),  Pará (36,9), Rondônia (34,3), Roraima e Tocantins (ambos com 30,5), Mato Grosso (29,3), Acre (28,6) e Maranhão (28,5). Todos eles estão acima da média nacional.</p>
<p>Os dados estão na publicação <a href="https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/11/cartografias-violencia-amazonia-ed2.pdf" target="_blank" rel="noopener">&#8220;Cartografias da Violência da Amazônia&#8221;</a>, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta quinta-feira, 30 e mostra que, <span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">entre os 10 municípios que tiveram mais de  80 mortes por 100 mil habitantes entre 2020 e 2022, 6 são paraenses, incluindo a primeira e a segunda colocadas na lista.</span></p>
<ol>
<li>Floresta do Araguaia-PA (126,6)</li>
<li>Cumaru do Norte-PA (128,5)</li>
<li>Aripuanã -MT (121,8)</li>
<li>Alto Paraguai &#8211; MT (110,0)</li>
<li>Mocajuba – PA (108,0)</li>
<li>Anapu &#8211; PA (100,0)</li>
<li>Novo Progresso-PA (99,9)</li>
<li>São José do Rio Claro-MT (99,5)</li>
<li>Abel FigueiredoPA (95,2)</li>
<li>Nova Maringá-MT (90,3)</li>
</ol>
<blockquote><p>“Se o desmatamento desenfreado e a exploração ilegal de minérios são variáveis presentes há décadas na região, que também convive diariamente com a violência decorrente dos conflitos fundiários, a disseminação de facções criminosas que atuam especialmente no narcotráfico é um fenômeno que se consolidou há cerca de uma década, gerando crescimento dos homicídios e ameaçando ainda mais o modo de vida dos povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas”, diz o documento.</p></blockquote>
<h3>Cidade mais violenta</h3>
<p>Com 17.898 habitantes, Floresta do Araguaia, situada às margens do rio Araguaia, no Sul do Pará, tem suas atividades econômicas ligadas à pecuária, agricultura e mineração. A região é objeto de disputas de fazendeiros que atuam com criação de gado e como madeireiros.<span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);"> No local, há uma terra indígena e assentamentos rurais, que contabilizam ao menos 13 conflitos fundiários e agrários, de acordo com o Forum. </span></p>
<div id="chunk-3bap5">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="32" data-block-id="9">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">Já, Cumaru do Norte, fundadao ao longo da </span><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">rodovia estadual PA-287, tem</span><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);"> 14.036 pessoas habitantes, e sofre com a ação dos garimpos </span><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">e registra alto índice de</span><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);"> </span><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">desmatamento da floresta amazônica. O município abriga a TI Kayapó.</span></p>
</div>
</div>
<h3>Proteção</h3>
<p>A violência na região amazônica cresceu tanto, princialmente contra os quilombolas e indígenas, que algumas comunidades têm recorrido a tecnologias, como GPS e até drones, para proteger seus territórios do crime organizado, como mostra o <a href="https://www.estadao.com.br/sustentabilidade/na-amazonia-indigenas-e-quilombolas-usam-drone-app-e-gps-para-se-proteger-do-comando-vermelho/" target="_blank" rel="noopener">Estadão</a>. De acordo com a reportagem a violência contra esses povos quadruplicou em dois anos. Foram 232 registros no ano passado, segundo levantamento da Rede de Observatórios da Segurança.</p>
<p>As comunidades quilombolas e indígenas são usadas por facções criminosas como esconderijo diante de operações policiais e também como pontos estratégicos para passar a droga.</p>
<p>São 22 grupos criminosos diferentes, presentes em ao menos 178 municípios da Amazônia Legal brasileira, o que corresponde a  23,05% do total de municípios, segundo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A expansão de facções criminosas provenientes do Sudeste fortaleu e profissionalizou grupos locais.</p>
<p>Novas rotas criminosas surgiram, bem como articulações com garimpeiros e criminosos ambientais da região.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não há, portanto, como debater estratégias e políticas para manter a Floresta Amazônica de pé sem considerar a grave ameaça que o crime e a violência representam na região hoje.<br />
Mais do que isso, não há como avançar na agenda ambiental se o projeto de mudança<br />
pensado para o bioma não contemplar segurança pública como uma das dimensões que<br />
precisam ser consideradas urgentes&#8221;, afirma o estudo.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/seis-das-dez-cidades-mais-violentas-da-amazonia-ficam-no-para-incluindo-as-primeiras-da-lista/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Veja as rotas de drogas e pontos de atuação de facções criminosas no Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/veja-as-rotas-de-drogas-e-pontos-de-atuacao-de-faccoes-criminosas-no-para/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/veja-as-rotas-de-drogas-e-pontos-de-atuacao-de-faccoes-criminosas-no-para/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jul 2022 17:55:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[CV]]></category>
		<category><![CDATA[droga]]></category>
		<category><![CDATA[facções criminosas]]></category>
		<category><![CDATA[FDN]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Brasileiro de Segurança Pública]]></category>
		<category><![CDATA[PCC]]></category>
		<category><![CDATA[PCN]]></category>
		<category><![CDATA[PGN]]></category>
		<category><![CDATA[Rex]]></category>
		<category><![CDATA[rios]]></category>
		<category><![CDATA[rotas]]></category>
		<category><![CDATA[tráfico de drogas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=11187</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/faccao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O assassinato do servidor da Funai Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips no Vale do Javari (AM) escancarou o alerta que precisa ser ouvido pelas autoridades locais da Amazônia com relação à insegurança pública provocada por vários tipos de criminosos, que usam nosso Estado para explorar riquezas, grilar terras, derrubar florestas, aliciar menores, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/faccao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O assassinato do servidor da Funai Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips no Vale do Javari (AM) escancarou o alerta que precisa ser ouvido pelas autoridades locais da Amazônia com relação à insegurança pública provocada por vários tipos de criminosos, que usam nosso Estado para explorar riquezas, grilar terras, derrubar florestas, aliciar menores, vender drogas e matar impunemente nossa gente em nome da ilegalidade.</p>
<p>Na região, seja no Amazonas ou no Pará, a dinâmica criminal inclui organizações criminais, principalmente as de base prisional, hoje com peso significativo nos indicadores de violência. Os dados abaixo fazem parte do documento chamado &#8220;Cartografias das violências na região amazônica: relatório final&#8221;, divulgado em fevereiro deste ano pelo <a href="https://forumseguranca.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Fórum Brasileiro de Segurança Pública</a>.</p>
<h3>Rotas da droga no Pará</h3>
<p>No Pará, as rotas constituem uma área de trânsito da droga em direção aos mercados nacionais e internacionais, visto que por meio do rio Amazonas as redes integram a cidade de Santarém, mas o destino da droga é a capital Belém. Pelo rio Amazonas há também uma integração pelo rio Xingu, através de Altamira, que se tornou um grande entreposto da droga com a presença das facções criminosas. Por fim, a rede se completa através da conexão rio Amazonas-rio Tocantins por meio das cidades de Cametá, Abaetetuba, Barcarena, Moju e Igarapé Miri. Belém e Barcarena se destacam como importantes pontos de distribuição da droga em direção à Europa.</p>
<p>Pela rodovia Cuiabá-Porto Velho se dá a ligação das redes que partem da Bolívia na região de fronteira com Rondônia e a interação de Mato Grosso com o oeste do Pará por meio da BR-163 (Cuiabá/Santarém) que se integra à rodovia Transamazônica, rio Xingu e rio Amazonas, conectando a região de Altamira. No Pará, há as interações que ocorrem a partir da Transamazônica, saindo de Santarém em direção a Belém e região nordeste do Estado. Há ainda a integração através das rodovias Belém/Brasília, Pará-Maranhão e Transcametá em direção a região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, além de expandir as rotas para o nordeste a partir do Maranhão.</p>
<h3>Via aérea</h3>
<p>Existem, também, rotas aeroviárias, onde narcotraficantes pagam pilotos de pequenas aeronaves que se encarregam de transportar a cocaína, seja atravessando as fronteiras em voos baixos, seja abastecendo as aeronaves já em território brasileiro para dar prosseguimento do transporte em direção às outras regiões. Desse modo, é comum na Amazônia a existência de pistas de pouso clandestinas que são construídas para receber a droga. Estas pistas de pouso, foram encontradas tanto em meio às florestas quanto em fazendas.</p>
<h3>Facções</h3>
<p>As cidades de Belém e Manaus constituem-se como duas importantes metrópoles regionais que historicamente sofrem com problemas de violência urbana relacionadas à presença de gangues, grupos de extermínio e tráfico de drogas, mas que foram agravados pela chegada das facções criminosas do Sudeste, sobretudo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).</p>
<p>Com o crescimento do tráfico de cocaína na Amazônia, essas duas metrópoles ficaram em evidência nas disputas pelo controle do mercado da droga, pois constituem importantes hubs da interação espacial das redes na região para a fluidez da droga em direção aos mercados nacionais e globais. Não à toa, grupos regionais do tráfico de drogas começaram a se organizar para controlarem as principais rotas de distribuição e consumo na região.</p>
<h3>No Amazonas</h3>
<p>Em 2007, surge no Amazonas a Família Do Norte (FDN), facção regional nascida dentro do sistema penitenciário e que passa a exercer influência na região Norte do país. Ato contínuo, a FDN passa a controlar a principal rota da entrada de cocaína na Amazônia, a do rio Solimões, que sempre foi de interesse geoestratégico do PCC, por conectar a tríplice fronteira do Brasil, Colômbia e Peru. A FDN também buscou desenvolver outras atividades típicas da economia do crime como o tráfico de armas.</p>
<h3>FDN x CV</h3>
<p>Até 2017, a FDN e o CV eram aliados. Atualmente, os grupos são rivais, na medida em que o CV conseguiu controlar Manaus depois de uma longa guerra com a FDN. O início dos conflitos entre ambos ocorreu quando, em 2017, um grupo de integrantes da FDN tentou dividir as áreas de influência do mercado da droga em Manaus, fato que fez surgir um terceiro grupo, a “FDN pura”. Essa dissidência da FDN, segundo os relatos de policiais ouvidos pelo projeto, se aliou ao CV, que por sua vez já controlava as rotas do tráfico de drogas da Colômbia. Isso acabou por ampliar sua influência na região, mas também fez com que FDN e CV passassem a disputar o controle do mercado e das rotas da droga em Manaus e no Amazonas.</p>
<h3>No Pará</h3>
<p>No Pará, também em 2017, houve a criação do Primeiro Comando do Norte (PCN), facção aliada ao PCC paulista, que surgiu como estratégia deste último para ampliar sua influência dentro do sistema penitenciário da região Norte e, ao mesmo tempo, controlar o mercado e das rotas do narcotráfico em Altamira e Marabá.</p>
<p>Devido à prisão de vários membros do PCN, a facção teve pouco tempo de vida e logo foi diluída. Surgiu, também, o Comando Classe A (CCA) no pavilhão A do sistema penitenciário de Altamira, que viria a se tornar uma espécie de braço do PCC na região e se aliar a outras facções atuantes ali, a saber Bonde dos 13 (B13), IFARA (Irmandade, Força Ativa e Responsabilidade Acreana), Família Terror do Amapá e Primeiro Comando da Capital. Essas siglas mostram a conexão das facções dos Estados do Acre, Amapá, Pará e São Paulo.</p>
<h3>PGN x Rex</h3>
<p>Dois outros grupos atuam no Pará: a Primeira Guerrilha do Norte (PGN), pequena facção aliada ao PCC que surgiu no interior do Estado, na região da Colônia do Prata no município de Igarapé Mirim no nordeste do Pará; e a Equipe Rex, presente no bairro da Terra Firme, periferia de Belém.</p>
<p>No caso da Equipe Rex, assim como de outros pequenos grupos de expressão local, houve integração com o Comando Vermelho, que hoje tem grande influência na Região Metropolitana de Belém.</p>
<p><em>Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/veja-as-rotas-de-drogas-e-pontos-de-atuacao-de-faccoes-criminosas-no-para/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Garimpo, grilagem e invasão de terras geram alta em taxa de homicídios na Amazônia Legal</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpo-grilagem-e-invasao-de-terras-geram-alta-em-taxa-de-homicidios-na-amazonia-legal/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpo-grilagem-e-invasao-de-terras-geram-alta-em-taxa-de-homicidios-na-amazonia-legal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Feb 2022 17:17:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Brasileiro de Segurança Pública]]></category>
		<category><![CDATA[grilagem]]></category>
		<category><![CDATA[homicídios]]></category>
		<category><![CDATA[Núcleo de Estudos da Violência da USP]]></category>
		<category><![CDATA[Valmir Climaco]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=8191</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/segurança-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No Brasil, o número de mortes violentas intencionais caiu 7% em 2021, mas na Região Norte, aumentou 10% em relação a 2020, segundo monitoramento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo site G1, nesta segunda-feira, 21/02. Entre as causas desse dado alarmante para o amazônida estão a dobradinha entre garimpo e facções criminosas, a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/segurança-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No Brasil, o número de mortes violentas intencionais caiu 7% em 2021, mas na Região Norte, aumentou 10% em relação a 2020, segundo monitoramento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo site G1, nesta segunda-feira, 21/02. Entre as causas desse dado alarmante para o amazônida estão a dobradinha entre garimpo e facções criminosas, a disputa por territórios entre as organizações criminosas e a descoordenação entre forças de segurança estadual e federal. No Pará, o número de mortes por homicídios se manteve estável, com leve queda: o número passou de 2.349, em 2020, para 2.336, em 2021, segundo o levantamento.</p>
<p>As vítimas são dos seguintes crimes: homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios (roubos seguidos de morte) e lesões corporais seguidas de morte.</p>
<p>O paraense acompanhou a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sob-mira-da-pf-garimpo-avanca-sem-cerimonias-sobre-brasilia-apos-manchar-aguas-de-alter-do-chao/" target="_blank" rel="noopener">semana de horrores</a> que passou, com direito a manifestação contra o governador Helder Barbalho (MDB) em Itaituba ao lado de garimpeiros, marcada por ameaças do garimpo ilegal sobre a sede do ICMBio em protesto contra a queima de equipamentos usados na garimpagem ilegal, que é garantida por lei.</p>
<p>Toda a violência já usada pelos garimpeiros ilegais agora se soma à violência de um outro grupo, o das facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro. O amazônida, assim, está sob fogo cruzado.</p>
<p>Essas facções criminosas expandiram seus negócios ilegais para a Amazônia nos últimos quatro anos, encontrando no garimpo um campo fértil para lavagem de dinheiro com ouro, especialmente em reservas indígenas do País, a dos Ianomâmis, em Roraima; e a dos Mundurukus, em Itaituba, no Pará, uma vez que o sistema de controle desses crimes é fraco.</p>
<p>Em Rondônia, a Divisão de Inteligência e Captura (Dicap) do sistema prisional estadual tinha, em novembro do ano passado, uma lista de dez foragidos vinculados a uma facção criminosa paulista que teriam se refugiado em garimpos na selva, conforme mostrou o jornal &#8220;O Globo&#8221;. Uns trabalhavam com a segurança dos garimpeiros e outros com o próprio garimpo em si, além do mercado paralelos de drogas e armas.</p>
<p>No Pará, o prefeito de Itaituba, Valmir Climaco (MDB), é suspeito de estar metido nesse mundo do crime até o pescoço, uma vez que ele é garimpeiro. De acordo com o Ministério Público Federal, o político negociou com um chefe de facção criminosa a compra de um garimpo chamado “Palmares”, que se situa na divisa entre o Pará e o Amazonas. O valor do negócio era de R$ 4 milhões e incluía no pagamento o bimotor usado no tráfico, reportou o jornal &#8220;<a href="https://oglobo.globo.com/brasil/seguranca-publica/nos-a-guerra-crime-organizado-avanca-sobre-os-garimpos-ilegais-da-amazonia-25260890" target="_blank" rel="noopener">O Globo</a>&#8221; em novembro do ano passado.</p>
<p>Climaco esteve com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), na semana passada para que o Governo Federal deixasse de cumprir suas funções legais, como a destruição das máquinas milionárias usadas pelos garimpeiros (sim, não se trata de qualquer pé de chinelo) e apreendidas pela Polícia Federal. Ao seu lado estava o deputado federal José Priante (MDB-PA), dizendo que estava em Brasília &#8220;<span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">tratando e levando o clamor da região toda em relação aos últimos acontecimentos que tem estarrecido a todos que vivem nessa região garimpeira&#8221;. Em nenhum momento, o parlamentar eleito por paraenses falou da violência que esse setor tem levado ao nosso Estado, a ponto de agora o Brasil registrar redução na curva de homicídios e toda a Região Norte, aumento.</span></p>
<p>O Amazonas foi o Estado com a maior alta da região e do País: 54% a mais de mortes foram registradas em 2021 que em 2020 no Estado &#8211; o número passou de 1.019 para 1.571, conta o G1.</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="11" data-block-id="3">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Os especialistas apontam os seguintes fatores para o aumento da violência:</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="33" data-block-id="4">
<ul class="content-unordered-list">
<li>Associação do narcotráfico com crimes ambientais, como grilagem, garimpo ilegal e desmatamento</li>
<li>Falta de integração das autoridades estaduais e federais no combate aos crimes na Amazônia Legal</li>
<li>Disputa de territórios entre facções criminosas</li>
</ul>
</div>
<blockquote><p>&#8220;Ao contrário do resto do Estados, onde essa curva de homicídios vem diminuindo, mostrando uma maior estabilidade nessas cenas criminais, no Norte, os Estados da Amazônia Legal vivem um desequilíbrio em decorrência da fragilização das instituições de fiscalização e de polícia para controlar os comportamentos criminosos na invasão de terra indígena, de grilagem, de madeira e mesmo da droga&#8221;, diz Bruno Paes Manso, do Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP).</p></blockquote>
<p>Esse aumento no número de mortes violentas no Norte pode ter relação, ainda, com o aumento no número de armas circulando pelo País. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública publicado no ano passado, o Brasil dobrou o número de armas nas mãos de civis em apenas três anos.</p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sob-mira-da-pf-garimpo-avanca-sem-cerimonias-sobre-brasilia-apos-manchar-aguas-de-alter-do-chao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Sob mira da PF, garimpo avança sem cerimônias sobre Brasília após manchar águas de Alter do Chão</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpo-vira-mineracao-artesanal-em-decreto-presidencial-favoravel-a-extracao-de-ouro-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Garimpo vira ‘mineração artesanal’ em decreto presidencial favorável à extração de ouro na Amazônia</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/vice-prefeito-e-condenado-por-incentivar-ato-violento-contra-operacao-de-combate-a-garimpo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Vice-prefeito é condenado por incentivar ato violento contra operação de combate a garimpo</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpo-grilagem-e-invasao-de-terras-geram-alta-em-taxa-de-homicidios-na-amazonia-legal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-06-19 17:37:18 by W3 Total Cache
-->