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	<title>fogo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>fogo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>El Niño e mudanças climáticas elevam risco de incêndios no Brasil em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 16:46:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Tecnico-faz-o-controle-do-fogo--150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil entra em um período de vigilância crítica após a NOAA elevar para 82% a probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho de 2026. Este fenômeno, que deve se estender até o início de 2027 com 96% de chance, ocorre em um cenário global onde a temporada de incêndios no mundo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Tecnico-faz-o-controle-do-fogo--150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil entra em um período de vigilância crítica após a NOAA elevar para 82% a probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho de 2026. Este fenômeno, que deve se estender até o início de 2027 com 96% de chance, ocorre em um cenário global onde a temporada de incêndios no mundo já é 50% mais severa que a média histórica.</p>
<p data-path-to-node="2">O alerta é reforçado por dados  da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Eles revelam que os incêndios florestais de 2024 (ano marcado por um dos El Niño mais fortes da história), na Amazônia, superaram o desmatamento como o maior fator de perda de florestas tropicais no planeta, consolidando o fogo como uma ameaça central à biodiversidade.</p>
<p data-path-to-node="3">Em levantamentos recentes, a área queimada na Amazônia, naquele ano, chegou a 16 milhões de hectares — um salto de 116% em relação à média anual da última década. O total de focos de calor alcançou 215 mil, representando um aumento de 55% em relação à média histórica do período analisado.</p>
<p>A combinação de um Pacífico superaquecido com a linha de base das mudanças climáticas globais cria um &#8220;efeito turbocompressor&#8221; que aumenta a vulnerabilidade das florestas brasileiras.</p>
<p>O impacto do El Niño é tradicionalmente desigual e perigoso no nosso País. Enquanto a região Sul tem excesso de chuvas e enchentes, as regiões Norte e Nordeste entram em um ciclo de seca severa e temperaturas recordes; e o Centro-Oeste enfrenta precipitações irregulares e calor extremo.</p>
<p>Esse cenário de estiagem prolongada na Amazônia e no Cerrado, somado ao &#8220;efeito chicote&#8221; — onde o crescimento de vegetação após períodos úmidos se torna combustível seco em ondas de calor —, sinaliza um potencial aumento nos focos de incêndio florestal.</p>
<p>Pesquisadores alertam que a degradação do dossel da floresta, já afetada pela exploração madeireira e secas anteriores, reduz a umidade interna da mata, tornando-a muito mais suscetível ao fogo.</p>
<p>Além do desastre ambiental, a intensificação das queimadas representa um risco imediato à saúde pública. A fumaça resultante transporta partículas finas (PM2,5) que são significativamente mais tóxicas que a poluição urbana comum, podendo agravar crises respiratórias em todo o País.</p>
<p>Com o mundo já registrando áreas queimadas recordes na África e na Ásia no início deste ano, especialistas reforçam que o Brasil precisa fortalecer suas estratégias de prevenção e combate ao fogo; uma vez que o aquecimento global torna mesmo os episódios moderados de El Niño mais destrutivos do que no passado.</p>
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		<title>Foco na prevenção: veja as ações planejadas contra incêndios florestais em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 17:02:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[combate]]></category>
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		<category><![CDATA[Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/incendios3-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciou nesta quarta-feira, 4, as ações de prevenção e combate a incêndios florestais previstas para 2026. As medidas integram uma nova política de governança do fogo iniciada em 2023 e reforçam os resultados obtidos no ano passado: a área queimada no Brasil caiu 39% em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/incendios3-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciou nesta quarta-feira, 4, as ações de prevenção e combate a incêndios florestais previstas para 2026. As medidas integram uma nova política de governança do fogo iniciada em 2023 e reforçam os resultados obtidos no ano passado: a área queimada no Brasil caiu 39% em 2025 em relação à média dos oito anos anteriores, segundo dados da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>
<p>Os números foram expressivos nos biomas mais vulneráveis:</p>
<ul>
<li>Pantanal: redução de 91%</li>
<li>Amazônia: redução de 75%</li>
<li>Mata Atlântica: redução de 58%</li>
<li>Pampa: redução de 45%</li>
</ul>
<p>Para a ministra Marina Silva, os resultados são reflexos da implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), instituída pela Lei 14.944/2024. A política coordena a atuação entre União, estados, municípios, setor privado e comunidades tradicionais.</p>
<p data-path-to-node="5">Um dos pilares do plano para 2026 é a portaria de emergência ambiental assinada pela ministra no fim de fevereiro. O instrumento, baseado em dados técnicos sobre déficit de chuvas e histórico de calor, permite a contratação emergencial de brigadistas e define períodos e áreas de maior vulnerabilidade.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="5">&#8220;É planejar, prevenir e combater, assegurando que essas iniciativas sejam políticas permanentes&#8221;, afirmou Marina Silva.</p>
</blockquote>
<p>Para 2026, o governo decretou emergência ambiental em áreas de risco e autorizou a contratação emergencial de brigadistas. A estrutura mobilizada inclui:</p>
<ul>
<li>4.660 profissionais, entre brigadistas e servidores do Ibama e do ICMBio</li>
<li>18 helicópteros e 12 aviões para lançamento de água</li>
<li>89 embarcações e 973 caminhonetes</li>
</ul>
<blockquote><p>“Algo que sempre foi muito importante ao longo da nossa história é que a gente tem trabalhado com, pelo menos, 50% das nossas brigadas formadas por indígenas e algo perto de 10% de quilombolas e isso é muito importante porque são pessoas que conhecem os territórios e estão acostumadas a andar no ambiente florestal,” conclui.</p></blockquote>
<p>O alerta, porém, já está dado para o segundo semestre. Com o enfraquecimento do La Niña e a provável chegada do El Niño a partir de julho, especialistas projetam uma temporada de secas mais intensa, com maior risco de incêndios nas regiões Norte e Nordeste e irregularidade climática no centro do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Defesa Civil realiza missão nos estados da Amazônia Legal para evitar incêndios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jul 2025 14:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/combate-prevfogo_mcamgo_abr_28062024-3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Defesa Civil Nacional começa, nesta semana, uma missão nos estados mais afetados pelos impactos da seca na Amazônia Legal e no Pantanal. A ideia é estruturar a atuação coordenada dos órgãos federais, de forma antecipada ao período de estiagem. A missão tem caráter técnico e vai atuar diretamente com os gestores locais, por meio [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/combate-prevfogo_mcamgo_abr_28062024-3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Defesa Civil Nacional começa, nesta semana, uma missão nos estados mais afetados pelos impactos da seca na Amazônia Legal e no Pantanal. A ideia é estruturar a atuação coordenada dos órgãos federais, de forma antecipada ao período de estiagem.</p>
<p>A missão tem caráter técnico e vai atuar diretamente com os gestores locais, por meio de oficinas e da divulgação do Plano Nacional de Enfrentamento à Estiagem Amazônica e Pantanal.</p>
<p>As regiões da Amazônia Legal e do Pantanal atravessam cheias e estiagens anualmente. Mas, nos últimos anos, a estiagem foi mais seca e quente, causando falta d&#8217;água e incêndios florestais.</p>
<p>Em 2024, 30 milhões de hectares foram atingidos por queimadas. Essa foi a segunda maior extensão de fogo nos últimos 40 anos, segundo Relatório Anual do Fogo, lançado pelo MapBiomas, no mês passado.</p>
<p>A Amazônia foi a região mais afetada em área. E no Pantanal, foi onde a ocorrência de incêndios mais cresceu, em comparação à média histórica.</p>
<p>O Plano Nacional de Enfrentamento à Estiagem, neste ano, acontece nos dez estados desses dois biomas: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.</p>
<p>Segundo o coordenador-geral de gerenciamento de desastres, Rafael Félix, o objetivo é alinhar as ações já desenvolvidas por estados e municípios com a Defesa Civil Nacional.</p>
<p>Cada capital vai receber uma base de atuação para os Agentes do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil, que vão conduzir as reuniões técnicas. No caso do Pará, haverá uma base extra em Marabá, oeste do estado; e do Amazonas, mais uma em Tefé, médio Solimões, e Tabatinga, fronteira com Peru e Colômbia.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Amazônia registra redução de 75,4% nas áreas queimadas no primeiro semestre do ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 19:24:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Tecnico-faz-o-controle-do-fogo--150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia registrou uma redução significativa de 75,4% nas áreas queimadas no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Isso significa que, de mais de 1 milhão de hectares queimados no ano passado, o bioma passou a 247,9 mil hectares comprometidos pelo fogo nos seis primeiros meses deste ano. Na mesma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Tecnico-faz-o-controle-do-fogo--150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia registrou uma redução significativa de 75,4% nas áreas queimadas no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Isso significa que, de mais de 1 milhão de hectares queimados no ano passado, o bioma passou a 247,9 mil hectares comprometidos pelo fogo nos seis primeiros meses deste ano. Na mesma linha, os focos de calor na Amazônia diminuíram 61,7%, somando 5.169 focos contra 13.489 registrados em 2024.</p>
<p>Em um cenário nacional igualmente positivo, o Brasil como um todo saiu de 3,1 milhões de hectares queimados no primeiro semestre de 2024 para cerca de 1 milhão de hectares nos primeiros seis meses de 2025, representando uma queda de 65,8% nas áreas afetadas pelo fogo. Os dados, divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) nesta quarta-feira (2 de julho), são do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da UFRJ e do Sistema BDQueimadas do Inpe.</p>
<p>Como o<strong> Pará Terra Boa</strong> divulgou na quarta-feira, <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-registra-queda-de-37-no-numero-de-focos-de-incendio-no-primeiro-semestre/" target="_blank" rel="noopener">a análise do Inpe também aponta uma diminuição de 46,4%</a> no número de focos de calor em nível nacional, com 19.277 focos identificados de janeiro a junho de 2025, o menor dado já alcançado desde 2018 para esse período. No primeiro semestre de 2024, foram mapeados 35.938 focos de calor no país.</p>
<p>A queda nas áreas queimadas e nos focos de calor foi identificada em quatro dos seis biomas brasileiros.</p>
<p>Essa expressiva diminuição nas áreas queimadas e nos focos de calor, tanto na Amazônia quanto no restante do Brasil, é resultado de uma combinação de fatores. Por um lado, as condições de seca e os riscos de incêndios foram menos severos em 2025 em comparação com as situações atípicas de 2023 e 2024. Por outro, um conjunto robusto de esforços adotado pelo governo federal em parceria com os estados tem sido crucial para enfrentar os incêndios.</p>
<p>O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima destaca que a intensificação dos incêndios florestais é um dos impactos diretos da mudança do clima, com temperaturas mais elevadas e períodos de seca prolongados tornando a vegetação mais vulnerável. Por isso, a prevenção e o combate ao fogo são prioridades absolutas do governo.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>130 mil hectares de florestas foram incendiados em fase que mais absorvem carbono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2025 13:17:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/queimadas6-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um novo estudo acende um sinal de alerta para a Amazônia: em 2023, aproximadamente 150 mil hectares de florestas em recuperação foram consumidos pelo fogo. A preocupação é ainda maior ao se constatar que 130 mil hectares (88%) dessas áreas queimadas estavam nos primeiros 20 anos de regeneração. Esse período é crucial, pois é quando [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/queimadas6-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um novo estudo acende um sinal de alerta para a Amazônia: em 2023, aproximadamente 150 mil hectares de florestas em recuperação foram consumidos pelo fogo. A preocupação é ainda maior ao se constatar que 130 mil hectares (88%) dessas áreas queimadas estavam nos primeiros 20 anos de regeneração. Esse período é crucial, pois é quando essas florestas atuam como &#8220;esponjas&#8221; de carbono, retirando uma quantidade significativa de gás carbônico da atmosfera e ajudando a frear as mudanças climáticas.</p>
<p>Os dados foram divulgados em um estudo na revista científica Environmental Research Letters, contando com a participação do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). A pesquisa aponta que mais da metade dessas áreas afetadas pelo fogo – 82 mil hectares (55%) – tinham entre 1 e 6 anos de recuperação, ou seja, estavam em seu estágio mais vulnerável e, paradoxalmente, mais ativo na absorção de carbono.</p>
<h3>O que são florestas em recuperação</h3>
<p>Para entender a gravidade do problema, é preciso saber que:</p>
<ul>
<li>Florestas em recuperação, também chamadas de florestas secundárias, são áreas que foram desmatadas no passado (por exemplo, para agricultura ou pecuária) e que, após o abandono, começaram a crescer novamente por conta própria.</li>
<li>Sua importância é imensa: nos primeiros 20 anos de sua &#8220;nova vida&#8221;, essas florestas conseguem retirar 11 vezes mais carbono da atmosfera do que as florestas primárias (aquelas que nunca foram desmatadas e mantêm sua estrutura original). Elas agem como um &#8220;aspirador de pó&#8221; natural, limpando o ar.</li>
</ul>
<p>&#8220;Florestas secundárias desempenham um papel vital na mitigação das mudanças climáticas, removendo carbono da atmosfera&#8221;, explica Celso H. L. Silva Junior, pesquisador do IPAM e um dos autores do estudo. No entanto, ele alerta: &#8220;Mesmo com essa função crucial, a vegetação secundária não possui proteção em nível federal, nem mesmo pelo Código Florestal.&#8221;</p>
<p>Silva Junior reforça que florestas em estágio inicial de regeneração são mais frágeis e suscetíveis ao fogo e outros distúrbios, necessitando de proteção equivalente à das florestas primárias. É fundamental, porém, entender que florestas primárias não devem ser substituídas por secundárias, pois o desmatamento inicial libera grandes volumes de gás carbônico que levariam muitos anos para serem reabsorvidos por uma nova floresta em crescimento.</p>
<h3>O problema</h3>
<p>O dióxido de carbono, ou CO2, é um gás naturalmente presente na atmosfera e é essencial para a vida na Terra. Ele faz parte do que chamamos de efeito estufa natural, que funciona como um cobertor, mantendo o planeta aquecido o suficiente para que a vida exista.</p>
<p>No entanto, desde a Revolução Industrial, atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), o desmatamento e certas práticas agrícolas liberam quantidades enormes de CO2 na atmosfera.</p>
<p>Essa liberação excessiva está desequilibrando o efeito estufa natural, tornando o &#8220;cobertor&#8221; mais espesso. Isso faz com que mais calor fique retido na Terra, levando ao aquecimento global.</p>
<h3>A solução</h3>
<p>É aqui que a absorção de carbono se torna vital. Ela se refere à capacidade de &#8220;remover&#8221; o CO2 da atmosfera e armazená-lo em diferentes locais. Os principais &#8220;aspiradores de carbono&#8221; do planeta são:</p>
<ul>
<li><strong>Florestas e vegetação:</strong> As plantas, através da fotossíntese, absorvem CO2 do ar para crescer. Elas transformam esse gás em matéria orgânica (troncos, folhas, raízes) e liberam oxigênio. Quanto mais florestas e vegetação saudáveis, mais carbono pode ser removido da atmosfera. É por isso que reflorestar e proteger áreas verdes é tão importante.</li>
<li><strong>Oceanos</strong>: Os oceanos absorvem uma quantidade gigantesca de CO2 da atmosfera. Uma parte se dissolve na água, e outra é utilizada por organismos marinhos (como plânctons e corais) para construir suas conchas e esqueletos.</li>
<li><strong>Solos</strong>: O solo, especialmente solos ricos em matéria orgânica, também tem uma grande capacidade de armazenar carbono. Práticas agrícolas sustentáveis podem aumentar essa capacidade.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Efeitos da devastação comprometem a biodiversidade e a restauração da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 12:18:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[frugivoria]]></category>
		<category><![CDATA[interações ecológicas]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/amazonia999-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Que o desmatamento e as queimadas causam prejuízos enormes para a manutenção das florestas e para o meio ambiente, todo mundo sabe. O que ainda não se conhecia era por quanto tempo os efeitos dessas ações podem durar e como isso prejudica também a restauração das áreas degradadas. Um estudo inédito publicado na revista Oikos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/amazonia999-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Que o desmatamento e as queimadas causam prejuízos enormes para a manutenção das florestas e para o meio ambiente, todo mundo sabe. O que ainda não se conhecia era por quanto tempo os efeitos dessas ações podem durar e como isso prejudica também a restauração das áreas degradadas. Um estudo inédito publicado na<a href="https://nsojournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/oik.10831" target="_blank" rel="noopener"> revista Oikos</a> apresentou as respostas para essas questões, trazendo à tona a importância das relações ecológicas que ajudam a manter a Amazônia.</p>
<p>A pesquisa foi desenvolvida pela bióloga Liana Chesini Rossi no doutorado em Ecologia e Biodiversidade da Unesp e está inserida no Programa de Monitoramento Ecológico de Longa Duração do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no âmbito do projeto coordenado pela Rede Amazônia Sustentável. O foco do trabalho está nas interações ecológicas frugívoras, isto é, nos impactos observados nas relações que os animais mantêm com a flora.</p>
<p>Normalmente, espécies de macacos, morcegos, pássaros, antas e outras ajudam a manter a diversidade da floresta por se alimentarem dos frutos e atuarem como dispersoras de sementes. A expectativa era que o estudo constatasse os impactos negativos sobre a biodiversidade em áreas que foram incendiadas ou com extração de madeira. Porém, a pesquisa revelou que os efeitos são ainda mais graves e de longo prazo.</p>
<blockquote><p>“O estudo mostra que, mesmo passados 20 anos, as interações observadas ainda são simplificadas. Envolvem menos espécies, e elas interagem menos entre si. Isso é preocupante, porque essas interações são fundamentais para a regeneração e a consequente manutenção da floresta”, explicou a pesquisadora Liana Rossi ao <a href="https://jornal.unesp.br/2025/06/17/efeitos-negativos-de-queimadas-e-extracao-de-madeira-sobre-ecologia-da-amazonia-perduram-por-decadas-mostra-estudo-pioneiro/" target="_blank" rel="noopener">Jornal da Unesp</a>.</p></blockquote>
<figure id="attachment_35226" aria-describedby="caption-attachment-35226" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-35226 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/anta-sul-americana-no-habitat-natural-belo-tipo-de-criatura-no-zoologico-animal-raro-em-cativeiro-tapirus-terrestris-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/anta-sul-americana-no-habitat-natural-belo-tipo-de-criatura-no-zoologico-animal-raro-em-cativeiro-tapirus-terrestris-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/anta-sul-americana-no-habitat-natural-belo-tipo-de-criatura-no-zoologico-animal-raro-em-cativeiro-tapirus-terrestris-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/anta-sul-americana-no-habitat-natural-belo-tipo-de-criatura-no-zoologico-animal-raro-em-cativeiro-tapirus-terrestris-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/anta-sul-americana-no-habitat-natural-belo-tipo-de-criatura-no-zoologico-animal-raro-em-cativeiro-tapirus-terrestris-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/anta-sul-americana-no-habitat-natural-belo-tipo-de-criatura-no-zoologico-animal-raro-em-cativeiro-tapirus-terrestris-2048x1365.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/anta-sul-americana-no-habitat-natural-belo-tipo-de-criatura-no-zoologico-animal-raro-em-cativeiro-tapirus-terrestris-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/anta-sul-americana-no-habitat-natural-belo-tipo-de-criatura-no-zoologico-animal-raro-em-cativeiro-tapirus-terrestris-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/anta-sul-americana-no-habitat-natural-belo-tipo-de-criatura-no-zoologico-animal-raro-em-cativeiro-tapirus-terrestris-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-35226" class="wp-caption-text">Sem animais como a anta, restauração de áreas devastadas é comprometida. Foto: Freepik</figcaption></figure>
<h3>Monitoramento de mais de 1.500 horas</h3>
<p>A investigação contou com mais de 1.500 horas de observações focais e 30 mil horas de monitoramento por armadilhas fotográficas situadas na Amazônia. O material foi coletado em quatro diferentes classes de floresta: intacta, explorada, explorada e queimada há 17 anos e explorada e queimada há três anos. Os resultados comprovam que as florestas intactas tiveram um número maior de espécies e de interações ecológicas em comparação com as áreas desmatadas e queimadas.</p>
<p>As florestas degradadas tiveram uma redução de 16% nas espécies de frugívoros e de 66% no número de interações de frugivoria. O artigo aponta que houve também mudanças na composição da fauna, levando até ao desaparecimento de espécies nessas áreas, como o pássaro cujubi (<em>Aburria cujubi</em>), o primata coatá-de-testa-branca (<em>Ateles marginatus</em>) e a anta (<em>Tapirus terrestris</em>).</p>
<blockquote><p>“Além de empobrecer a biodiversidade nas florestas que foram queimadas, a ausência dessas espécies também priva algumas plantas de seus principais dispersores de sementes. Isso pode comprometer a estrutura e a continuidade das populações vegetais a longo prazo”, destaca o professor da Unesp e autor principal do artigo, Marco Aurélio Pizo.</p></blockquote>
<p>No total, o trabalho registrou 4.670 interações de frugivoria, envolvendo 991 associações únicas entre 165 espécies de plantas e 174 animais frugívoros. A grande maioria das relações ecológicas (86%) se dá em ambiente arbóreo, enquanto apenas 14% foram observadas no solo.</p>
<h3>Perda de biodiversidade</h3>
<p>Os dados reforçam a importância das áreas florestais para a ecologia da região. Com menos espécies animais e vegetais, além de um processo constante de devastação, a Amazônia perde não só em biodiversidade, mas também fica mais vulnerável a novos impactos e pode sofrer ainda mais com os efeitos das mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>“Menos interações resultam em uma diminuição no processo de dispersão de sementes, levando a uma regeneração florestal mais lenta, o que pode aumentar a suscetibilidade da floresta ao fogo e agravar ainda mais a perda de interações. Os dados reforçam que o tempo de recuperação dessas áreas pode ser maior do que se imaginava. Esse cenário é preocupante, especialmente diante das previsões de continuidade ou intensificação de distúrbios recorrentes, como queimadas e extração seletiva de madeira”, destaca Liana Rossi.</p></blockquote>
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		<title>Amazônia queimou mais da metade do total registrado no Brasil em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 15:03:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/fogo-amazonia-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em 2024, a Amazônia registrou a maior área queimada, desde o início da série histórica em 1985, consolidando-se como o principal epicentro do fogo no Brasil. Com aproximadamente 15,6 milhões de hectares atingidos, o bioma teve mais da metade de toda a área queimada no Brasil em 2024 , ue registrou 30 milhões de hectares,- [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/fogo-amazonia-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em 2024, a Amazônia registrou a maior área queimada, desde o início da série histórica em 1985, consolidando-se como o principal epicentro do fogo no Brasil. Com aproximadamente 15,6 milhões de hectares atingidos, o bioma teve mais da metade de toda a área queimada no Brasil em 2024 , ue registrou 30 milhões de hectares,- uma área 62% acima da média histórica de 18,5 milhões de hectares por ano.</p>
<p>Os dados são do MapBiomas Fogo, que lança nesta terça-feira, 24 de junho, a Coleção 4 de mapas de cicatrizes de fogo do Brasil e a primeira edição do Relatório Anual do Fogo (RAF). O levantamento revela que 30 milhões de hectares foram atingidos pelo fogo em 2024, uma área 62% acima da média histórica anual de 18,5 milhões de hectares.</p>
<p>De acordo com o relatório, entre 1985 e 2024, um quarto do território nacional brasileiro, equivalente à soma das áreas do Pará e do Mato Grosso, foi atingido por queimadas. Nesses 40 anos, 206 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo, afetando os seis biomas do País.</p>
<p>Quase metade da área queimada no Brasil neste período de quatro décadas esteve concentrada em apenas três Estados: Mato Grosso (44.981.584 hectares), Pará (31.251.958 hectares) e Maranhão (2.422.849 hectares). Juntos, somam mais de 96,6 milhões de hectares atingidos pelo fogo pelo menos uma vez — o equivalente a 47% de toda a área queimada no país no período.</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-35147 aligncenter" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/image2-fogo-300x245.webp" alt="" width="675" height="552" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/image2-fogo-300x245.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/image2-fogo-150x122.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/image2-fogo-450x367.webp 450w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" /></p>
<h3>Ação humana e seca severa agravam o cenário</h3>
<p>Além do recorde em extensão, pela primeira vez na série histórica, a vegetação florestal tornou-se a classe de cobertura e uso da terra mais afetada pelo fogo na Amazônia. Foram 6,7 milhões de hectares de florestas  afetados pelo fogo (equivalente a 43% da área queimada no bioma), superando os 5,2 milhões de hectares de pastagem queimados (33,7%). Historicamente, as pastagens sempre haviam sido a classe mais atingida pelo fogo no bioma.</p>
<p>Felipe Martenexen, coordenador de mapeamento do bioma Amazônia do MapBiomas, ressalta que &#8220;o fogo não é um elemento natural da dinâmica ecológica das florestas amazônicas.</p>
<blockquote><p>“As áreas queimadas que marcaram o bioma em 2024 são resultado da ação humana, especialmente em um cenário agravado por dois anos consecutivos de seca severa. A combinação entre vegetação altamente inflamável, baixa umidade e o uso do fogo  criou as condições perfeitas para a propagação do mesmo em larga escala, levando a um recorde histórico de área queimada na região.” afirma Martenexen,.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Pará e mais 16 estados vão receber brigadas temporárias para combater queimadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 May 2025 18:45:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[brigadas]]></category>
		<category><![CDATA[degradação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/fogo4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Governo Federal autorizou o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) a contratar brigadas federais temporárias para atuar em 17 estados. Além do Pará, todos os estados da Amazônia Legal serão atendidos pela medida (Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Maranhão, Rondônia, Roraima e Tocantins). De acordo com a portaria, os municípios [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/fogo4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Governo Federal autorizou o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) a contratar brigadas federais temporárias para atuar em 17 estados. Além do Pará, todos os estados da Amazônia Legal serão atendidos pela medida (Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Maranhão, Rondônia, Roraima e Tocantins).</p>
<p>De acordo com a portaria, os municípios paraenses atendidos serão: Altamira, Belém, Santarém, Itaituba, Moju, Monte Alegre, São Geraldo do Araguaia, Pau D&#8217;Arco, Novo Progresso, Oriximiná e Placas.</p>
<p>A estrutura das brigadas depende  da realidade e a complexidade do combate aos incêndios nos municípios, variando de equipes com 15 a 29 brigadistas.</p>
<p>Em 2024, o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-teve-desmatamento-em-queda-e-queimadas-em-alta-em-2024/">Pará teve 56.070 focos de queimadas</a>, o que representa uma alta de 34% em relação a 2023. Com isso, o estado liderou o ranking da degradação por meio do uso do fogo no país, com o equivale a 20,1% de todas as ocorrências de incêndios florestais.</p>
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		<title>Área queimada no Brasil cai 70% no primeiro trimestre de 2025</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/area-queimada-no-brasil-cai-70-no-primeiro-trimestre-de-2025/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 14:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/queimadas_2019-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A área atingida por queimadas reduziu em 70% entre janeiro e março no Brasil, de acordo com os novos dados do Monitor do Fogo, do MapBiomas Nesse período, as imagens de satélite captaram focos de fogo em 912,9 mil hectares, o que equivale a 2,1 milhões de hectares queimados a menos em relação a 2024. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/queimadas_2019-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A área atingida por queimadas reduziu em 70% entre janeiro e março no Brasil, de acordo com os novos dados do Monitor do Fogo, do MapBiomas Nesse período, as imagens de satélite captaram focos de fogo em 912,9 mil hectares, o que equivale a 2,1 milhões de hectares queimados a menos em relação a 2024.</p>
<p>Apesar da queda nos registros de fogo, a ameaça continua presente e provoca destruição principalmente na Amazônia. Na região amazônica, foram 774,5 mil hectares, ou 84% do total registrado no País. O estado de Roraima liderou o ranking das queimadas com 415,7 mil hectares perdidos. O Pará, com 208,6 mil hectares, e o Maranhão, com 123,8 mil hectares, aparecem na segunda e terceira colocação, respectivamente. Juntos, eles concentraram 81% de todas as queimadas do trimestre no país.</p>
<p>Esse cenário ocorre devido ao regime climático distinto de Roraima, onde ainda predomina um clima mais seco, o que é um combustível para a disseminação de incêndios. Enquanto isso, outros estados da região, como o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/depois-da-seca-para-enfrenta-situacao-de-emergencia-por-causa-das-chuvas/">Pará, passam por um período mais chuvoso</a>.</p>
<blockquote><p>“Os dados do primeiro trimestre de 2025 refletem a sazonalidade climática nos biomas brasileiros, com o período de chuvas na maior parte dos biomas resultando em um uma redução geral das áreas queimadas”, afirma Vera Arruda, pesquisadora do IPAM e do MapBiomas Fogo.</p></blockquote>
<p>Na análise específica do mês de março, o levantamento aponta que a Amazônia concentrou 51% da área queimada, com um total de 55,1 mil hectares em risco. Nesse quesito, Roraima e Pará também tiveram os piores resultados, com registros de fogo em 37,3 mil hectares e 9 mil hectares, respectivamente, no mês passado.</p>
<p>No total, foram 106,6 mil hectares queimados no período, o que representa uma queda de 86% em relação a março de 2024, quando houve fogo em 781,5 mil hectares.</p>
<blockquote><p>“A redução expressiva da área queimada na Amazônia é uma boa notícia. Entretanto, é importante entendermos que a estação seca de 2025 que se aproxima possivelmente ainda será forte, o que pode reverter essa condição de redução” alerta Ane Alencar, diretora de Ciência do Ipam e coordenadora do Mapbiomas Fogo.</p></blockquote>
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		<title>Florestas precisam de até 29 anos para se recuperar de incêndios</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/florestas-precisam-de-ate-29-anos-para-se-recuperar-de-incendios/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2025 15:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[florestas secundárias]]></category>
		<category><![CDATA[fogo]]></category>
		<category><![CDATA[incêndio]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/queimadas_2019-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Florestas desmatadas que estão em processo de regeneração sofrem um grande impacto negativo quando atingidas por incêndios. De acordo com um estudo recente, o fogo compromete a recuperação dessas áreas, chamadas de florestas secundárias, e prejudica os serviços ambientais que elas oferecem. Diferente das florestas primárias, as florestas secundárias são aquelas em recuperação depois de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/queimadas_2019-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Florestas desmatadas que estão em processo de regeneração sofrem um grande impacto negativo quando atingidas por incêndios. De acordo com um estudo recente, o fogo compromete a recuperação dessas áreas, chamadas de florestas secundárias, e prejudica os serviços ambientais que elas oferecem.</p>
<p>Diferente das florestas primárias, as florestas secundárias são aquelas em recuperação depois de um fator externo como fogo ou desmate. Um dos primeiros a investigar o impacto do<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/com-recorde-de-queimadas-em-24-horas-amazonia-bate-dia-do-fogo-de-2019/" target="_blank" rel="noopener"> fogo</a> na copa dessas florestas em regeneração, o estudo realizado porr pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), afirma que esse tipo de floresta retira da atmosfera até 1,6 bilhões de toneladas de carbono ao ano.</p>
<blockquote><p>“As florestas secundárias exercem importantes serviços ambientais que devem ser conservados, como a captura de carbono da atmosfera. Para cumprir as novas metas de redução de emissões brasileiras e o PLANAVEG [Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa] é preciso proteger as florestas que estão se recuperando do fogo, fator ao qual elas são mais vulneráveis”, aponta Celso H. L. Silva Junior, pesquisador do IPAM e um dos autores do estudo.</p></blockquote>
<p>Segundo a publicação, as florestas secundárias em estágio tardio – isto é, as que foram desmatadas e já têm grau de regeneração – levam de 19 a 29 anos para se regenerarem depois de um <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/fogo-na-amazonia-se-concentra-em-locais-onde-agronegocio-avanca-afirma-professor/" target="_blank" rel="noopener">desmatamento seguido de fogo.</a> Já as florestas secundárias em estágios iniciais – as que estão começando a se regenerar – levam de 12 a 14 anos para recuperar a vegetação presente antes dos incêndios.</p>
<p>A pesquisa foi feita em um período de dois anos (entre 2016 e 2018) e analisou uma área de florestas presentes na região do Arco do Desmatamento na Amazônia. O estudo integra um projeto que investiga a resiliência de florestas secundárias às mudanças climáticas.</p>
<h3>Queimadas x solo</h3>
<p>No início de março, um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), investigou <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/fogo-e-seca-reduzem-capacidade-da-amazonia-de-armazenar-carbono/" target="_blank" rel="noopener">a relação entre queimadas e o solo no bioma</a>. A conclusão foi que incêndios e secas frequentes estão acabando com a capacidade da Amazônia de retirar carbono da atmosfera e armazená-lo no solo: em áreas atingidas, esta troca já é 18,7% menor.</p>
<p>Em outras palavras:  fogo aumentou a mortalidade das árvores e raízes que, em conjunto com o estresse causado pela seca, reduziu o processo de fotossíntese. Esse processo obriga a floresta a usar reservas de energia antigas, tornando-a mais vulnerável a eventos extremos futuros, que devem se tornar mais frequentes com as altas temperaturas.</p>
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