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	<title>Flota do Paru &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Flota do Paru &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Pará inicia convocação de empresas para manejo sustentável na Flota do Paru </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:35:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[concessão florestal sustentável]]></category>
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		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/20930_67537c73-9155-59d7-14ff-6c43e6172d17-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo  O governo do Pará convocou as empresas vencedoras da licitação para assumir o manejo sustentável nas Florestas Estaduais do Paru e do Iriri. As empresas têm até 60 dias para apresentar os documentos e assinar os contratos de concessão. Serão concedidas seis Unidades de Manejo Florestal (UMFs). A Flota do Paru terá mais de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/20930_67537c73-9155-59d7-14ff-6c43e6172d17-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="1,0,0"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li data-path-to-node="1,0,0"><em> O governo do<strong> Pará</strong> convocou as empresas vencedoras da licitação para assumir o manejo sustentável nas <strong>Florestas Estaduais do Paru e do Iriri.</strong></em></li>
<li>
<p data-path-to-node="1,1,0"><em>As empresas têm até 60 dias para apresentar os documentos e assinar os contratos de concessão.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,2,0"><em>Serão concedidas seis <strong>Unidades de Manejo Florestal</strong> (<strong>UMFs</strong>). A<strong> Flota do Paru</strong> terá mais de 426 mil hectares sob concessão, e a<strong> Flota do Iriri</strong> destinará mais da metade de sua área ao projeto.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,3,0"><em>Permitir a exploração econômica controlada de madeira e serviços florestais, gerando emprego sem comprometer a preservação da<strong> Amazônia</strong>.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,4,0"><em>Após a assinatura, as empresas realizarão inventários técnicos e deverão obter as licenças ambientais para operar.</em></p>
</li>
</ul>
<p>O governo do <strong>Pará</strong> iniciou oficialmente a convocação das empresas vencedoras da<a href="https://ideflorbio.pa.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/09.Relatorio-Circunstanciado-Concorrencia-001-2026.pdf" target="_blank" rel="noopener"> Concorrência Pública nº 001/2026</a> para assumir o manejo sustentável em áreas das F<strong>lorestas Estaduais do Paru e do Irir</strong>i, no oeste do estado.</p>
<p>Considerada uma das maiores concessões florestais do Brasil, a iniciativa integra a política estadual de uso sustentável das florestas públicas, aliando exploração econômica controlada, preservação ambiental e geração de emprego e renda na <strong>Amazônia.</strong></p>
<p>O aviso de convocação foi publicado pelo <strong>Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará</strong> (<strong>Ideflor-Bio</strong>) no <a href="https://www.ioepa.com.br/portal/#2" target="_blank" rel="noopener">Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira, 26</a>, após a homologação do resultado da concorrência pública. O documento, assinado pelo presidente do órgão, Nilson Pinto de Oliveira, estabelece prazo de até 60 dias para que as empresas apresentem a documentação necessária antes da assinatura dos contratos.</p>
<figure id="attachment_42997" aria-describedby="caption-attachment-42997" style="width: 452px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-42997" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-27-112642.png" alt="" width="452" height="391" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-27-112642.png 452w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-27-112642-300x260.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-27-112642-150x130.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-27-112642-450x389.png 450w" sizes="(max-width: 452px) 100vw, 452px" /><figcaption id="caption-attachment-42997" class="wp-caption-text">Trecho do Diário Oficial do Estado (DOE) de terça-feira, 26, que cita a convocação. Foto: IOEPA</figcaption></figure>
<p>As empresas habilitadas serão responsáveis pela gestão de seis Unidades de Manejo Florestal (UMFs), distribuídas entre as duas florestas estaduais. Na <strong>Floresta Estadual do Paru,</strong> foram convocadas as empresas Arapuã Florestal Ltda, vencedora das UMFs VIa e VIIIa; MCS Agroflorestal e Construção Civil Ltda, vencedora da UMF X; e TMBR Serviços Florestais Eireli, responsável pela UMF XI.</p>
<p>Já na <strong>Floresta Estadual do Irir</strong>i, localizada em Altamira, foram habilitadas as empresas Cichelero Indústria, Comércio e Exportação de Madeiras Ltda, vencedora da UMF I, e Curuá Florestal Ltda, vencedora da UMF II.</p>
<p>Segundo o<strong> IDEFLOR-Bio</strong>, o modelo de concessão prevê o manejo sustentável de produtos madeireiros, não madeireiros e serviços florestais, seguindo critérios técnicos e ambientais definidos em edital. A proposta permite o uso econômico da floresta de forma controlada, sem comprometer a conservação ambiental das áreas concedidas.</p>
<h3>Manejo sustentável</h3>
<p>A<strong> Floresta Estadual do Paru</strong> é considerada uma das maiores áreas de conservação de uso sustentável em floresta tropical do planeta e abriga a maior árvore já identificada na<strong> Amazônia</strong>. A unidade possui mais de 3,6 milhões de hectares e abrange os municípios de Alenquer, Óbidos, Prainha, Monte Alegre e Almeirim.</p>
<p>De acordo com o plano de manejo da unidade, cerca de <strong>985 mil hectares</strong> apresentam viabilidade econômica para produção de madeira. Desse total, mais de<strong> 426 mil hectares</strong> foram destinados à concessão florestal por meio de licitação pública, concentrados nos municípios de Almeirim, Alenquer e Monte Alegre.</p>
<p>O zoneamento ambiental da floresta estabelece diferentes níveis de intervenção. As áreas concedidas estão classificadas como de moderada intervenção, onde o manejo sustentável é permitido mediante regras rígidas de exploração, monitoramento e controle ambiental.</p>
<h3>Corredor ecológico</h3>
<p><strong>A Floresta Estadual do Iriri</strong> possui aproximadamente<strong> 440 mil hectares</strong> e está inserida no corredor ecológico da BR-163, cercada por unidades de conservação e terras indígenas. Mais da metade da área da unidade foi destinada ao manejo florestal empresarial sustentável.</p>
<p>O governo do <strong>Pará</strong> afirma que o modelo segue as diretrizes da Lei de <strong>Gestão de Florestas Públicas e do Sistema Nacional de Unidades de Conservação</strong> (<strong>SNUC)</strong>, permitindo que atividades econômicas sejam desenvolvidas dentro das florestas públicas sob controle do Estado e com exigências ambientais específicas.</p>
<p>Após a apresentação da documentação e assinatura dos contratos, as empresas deverão iniciar as etapas preparatórias para operação nas áreas concedidas, incluindo planejamento técnico, inventário florestal e obtenção de autorizações ambientais. A expectativa é que as atividades avancem gradualmente conforme o prazo prescrito após a formalização dos contratos.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-consolida-maior-concessao-para-manejo-florestal-sustentavel-do-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pará consolida maior concessão para manejo florestal sustentável do Brasil</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/estudo-destaca-potencial-das-concessoes-florestais-para-manejo-sustentavel-no-brasil-indonesia-e-congo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Estudo destaca potencial das concessões florestais para manejo sustentável no Brasil, Indonésia e Congo</strong></a></p>
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		<title>Safra da castanha-do-pará é aberta na Flota do Paru com foco em sustentabilidade e segurança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 16:32:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[castanha-do-Pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260317111030-GC00075539-F00294555E-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O início de um novo ciclo produtivo e ambiental marcou a última segunda-feira,16, no município de Monte Alegre, na região do Baixo Amazonas. A abertura oficial da safra de castanha-do-pará na Floresta Estadual (Flota) do Paru mobilizou centenas de extrativistas, consolidando um modelo de gestão que une a geração de renda para comunidades tradicionais à [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260317111030-GC00075539-F00294555E-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O início de um novo ciclo produtivo e ambiental marcou a última segunda-feira,16, no município de Monte Alegre, na região do Baixo Amazonas. A abertura oficial da safra de castanha-do-pará na Floresta Estadual (Flota) do Paru mobilizou centenas de extrativistas, consolidando um modelo de gestão que une a geração de renda para comunidades tradicionais à conservação da natureza.</p>
<p>A safra de 2026 reflete o amadurecimento de políticas públicas implementadas pelo Governo do Pará, por meio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio). Nos últimos dois anos, o órgão executou o projeto de compatibilização do extrativismo em áreas de concessão florestal, buscando o equilíbrio entre o uso tradicional dos recursos e o manejo das florestas públicas.</p>
<p>Para o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, a iniciativa é estratégica para o desenvolvimento regional com sustentabilidade.</p>
<blockquote><p>“A castanha-do-pará é um símbolo da bioeconomia amazônica. Ao investir nos extrativistas, estamos fortalecendo a economia local, gerando renda e, ao mesmo tempo, protegendo a floresta. Esse é o caminho para um desenvolvimento que respeita as pessoas e o meio ambiente.”</p></blockquote>
<h3>Segurança e suporte técnico</h3>
<p>No dia 12 de fevereiro, a Diretoria de Gestão de Florestas Públicas de Produção (DGFLOP) finalizou a entrega de kits de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e insumos básicos. Dos 187 coletores habilitados na Flota do Paru, 150 já receberam uniformes, botas, luvas, capacetes e óculos, além de ferramentas como terçados, sacas de ráfia, linhas e agulhas.</p>
<figure id="attachment_41485" aria-describedby="caption-attachment-41485" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-41485" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260317104536-GC00075539-F00294552-300x225.webp" alt="" width="680" height="510" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260317104536-GC00075539-F00294552-300x225.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260317104536-GC00075539-F00294552-1024x769.webp 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260317104536-GC00075539-F00294552-768x577.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260317104536-GC00075539-F00294552-150x113.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260317104536-GC00075539-F00294552-450x338.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260317104536-GC00075539-F00294552-1200x901.webp 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260317104536-GC00075539-F00294552.webp 1400w" sizes="(max-width: 680px) 100vw, 680px" /><figcaption id="caption-attachment-41485" class="wp-caption-text">Foto: DGFLOP/Ideflor-Bio</figcaption></figure>
<p>Além do suporte material, o conhecimento técnico foi priorizado. Ao longo de 2025, os coletores passaram por capacitações promovidas pelo Instituto Floresta Tropical (IFT) e pela The Nature Conservancy (TNC), abordando boas práticas de manejo, segurança no trabalho e estratégias de precificação no mercado de produtos não madeireiros.</p>
<h3>Gestão participativa e financiamento</h3>
<p>Um dos diferenciais desta safra é a entrega de uma cartilha de regras de uso das áreas de coleta, elaborada de forma participativa pelos próprios extrativistas. O documento estabelece acordos de convivência e normas para evitar conflitos, fortalecendo a autogestão comunitária nos castanhais.</p>
<p>O projeto é financiado com recursos do Fundo de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Fundeflor), provenientes das próprias concessões florestais.</p>
<blockquote><p>“Estamos promovendo um modelo em que o extrativista é reconhecido como parte essencial da gestão da floresta. Ao garantir segurança, organização e regras claras, fortalecemos a atividade e asseguramos a conservação dos recursos naturais para as próximas gerações&#8221;, disse a gerente de Contratos Florestais do Ideflor-Bio, Cíntia Soares, que enfatiza a relevância da integração:</p></blockquote>
<p>A diretora da DGFLOP, Ana Claudia Simoneti, reforça que o projeto é um exemplo de inovação na gestão pública:</p>
<blockquote><p>“A compatibilização entre o uso tradicional e a concessão florestal é um desafio, mas também uma grande oportunidade. Esse trabalho mostra que é possível construir soluções conjuntas, respeitando o conhecimento das comunidades e promovendo uma gestão mais eficiente e inclusiva.”</p></blockquote>
<p>Com o início da colheita, a expectativa é de que a organização alcançada neste ano sirva de modelo para outras unidades de conservação no estado, reafirmando o papel do Pará como protagonista na bioeconomia nacional.</p>
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		<title>Campanha alerta para proteção de santuário das árvores gigantes na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 17:03:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[angelim-vermelho]]></category>
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		<category><![CDATA[Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais]]></category>
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		<category><![CDATA[Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/up_ag_40297_198b8b94-36fe-4d61-b829-dde494f7384a-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As 20 maiores árvores já registradas na Amazônia e na América Latina, todas da espécie angelim-vermelho (Dinizia excelsa) e localizadas no estado do Pará, correm risco devido a atividades mineradoras na região do Baixo Amazonas. Para tentar evitar os avanços, a campanha “Proteja as Árvores Gigantes”, liderada pelo instituto O Mundo Que Queremos, elaborou uma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/up_ag_40297_198b8b94-36fe-4d61-b829-dde494f7384a-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As 20 maiores árvores já registradas na Amazônia e na América Latina, todas da espécie angelim-vermelho (<em>Dinizia excelsa</em>) e localizadas no estado do Pará, correm risco devido a atividades mineradoras na região do Baixo Amazonas. Para tentar evitar os avanços, a campanha “Proteja as Árvores Gigantes”, liderada pelo instituto O Mundo Que Queremos, <a href="https://drive.google.com/file/d/1_HjrAvYayHO1iCuCz88D20A9CEC2qVbS/view" target="_blank" rel="noopener">elaborou uma nota técnica</a> e encaminhou a órgãos ambientais estaduais e federais cobrando a adoção urgente de medidas efetivas de proteção.</p>
<p>Descobertas em 2022 a partir de uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) conduzida em parceria com outras instituições nacionais e internacionais, as árvores possuem entre 400 e 600 anos de existência, com alturas entre 70 e 88 metros. A campanha em ritmo de urgência é pelo risco que elas desapareçam antes de serem estudadas pela ciência e apresentadas ao mundo. Para ter uma noção das grandiosidade do que ainda pode ser descoberto, segundo um levantamento publicado no periódico Scientific Reports, seriam necessários 300 anos para catalogar toda a variedade de espécies de árvores existentes na Amazônia.</p>
<blockquote><p>“Não basta o parque existir no papel. É preciso assegurar a presença efetiva do Estado e garantir que a unidade de conservação cumpra sua função socioambiental, que é proteger de forma integral as árvores gigantes. A COP30 será a grande vitrine do Brasil para o mundo, e não podemos correr o risco de exibir um santuário que simboliza a grandeza da biodiversidade amazônica enquanto a floresta continua ameaçada”, afirmou a articuladora da campanha e diretora-executiva da Rede Pró-UC, Angela Kuczach.</p></blockquote>
<p>A campanha mobiliza a sociedade civil e pressiona o Poder Público em defesa das árvores monumentais. Até o momento, as ações articuladas conquistaram o cancelamento de aproximadamente 500 Cadastros Ambientais Rurais (CARs) ilegais pelo Governo do Pará, que ajuda a enfraquecer a grilagem. Outra conquista da mobilização é a criação do Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia, em setembro de 2024, incluindo partes da Floresta Estadual do Paru (Flota Paru), uma das maiores unidades de conservação de uso sustentável do mundo.</p>
<p>No entanto, mesmo que ofereça proteção integral conforme o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o Parque, gerido pelo Ideflor-Bio também enfrenta falhas significativas na fiscalização e gestão, colocando em risco a preservação dessas espécies e do ecossistema onde vivem.</p>
<p>Moradores do entorno denunciam relatam sinais da atividade clandestina, como a coloração repentina da água de igarapés e o surgimento de clareiras recentes na floresta. Outro problema é o avanço do desmatamento ilegal e autorizado na região do santuário, já que a Flota do Paru, vizinha ao parque estadual das Árvores Gigantes, possui um histórico preocupante na perda de vegetação nativa: 13 mil hectares desmatados até 2023 segundo o INPE.</p>
<p>Segundo estudos recentes, uma única árvore de grande porte, como as presentes na região, podem acumular até 80% de toda a biomassa de carbono de um hectare. A pesquisa que permitiu esta descoberta utilizou tecnologias avançadas de sensoriamento remoto e mais de 900 sobrevoos na região. No entanto, apenas 1% da floresta amazônica foi mapeada para a presença dessas árvores, sugerindo que outros exemplares semelhantes possam ter sido derrubados antes de serem identificados.</p>
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		<title>Concessão florestal abrangerá Flotas do Paru e Iriri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2025 19:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[concessão florestal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/Flota-do-Iriri-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na próxima sexta-feira, 14, em Belém, O BNDES fira contrato de estruturação de projetos com o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio). Pelo contrato, o Banco vai prestar serviços técnicos de apoio, avaliação, estruturação e implementação de projetos de concessões florestais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/Flota-do-Iriri-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na próxima sexta-feira, 14, em Belém, O BNDES fira contrato de estruturação de projetos com o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio). Pelo contrato, o Banco vai prestar serviços técnicos de apoio, avaliação, estruturação e implementação de projetos de concessões florestais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Hélder Barbalho participam da cerimônia de assinatura do contrato.</p>
<p>Uma das unidades de conservação a serem objeto de concessão é a Floresta Estadual do Paru (Flota do Paru). Ela ocupa uma área de mais de 3,6 milhões de hectares, distribuída pelos municípios de Alenquer, Almeirim, Monte Alegre e Óbidos, no Baixo Amazonas, sendo 305 mil hectares de área de efetivo manejo.</p>
<p>A outra floresta pública a ser concedida é a Flota do Iriri, no município de Altamira, no Sul do Pará. Com área total de 440 mil hectares, a unidade de conservação conta com cerca de 222 mil hectares de área de efetivo manejo. As duas florestas públicas ocupam, juntas, uma área próxima ao tamanho do estado do Rio de Janeiro, distribuída em cinco municípios paraenses.</p>
<blockquote><p>“As concessões que terão o modelo estruturado pelo BNDES têm como objetivo permitir a prática de atividades de manejo florestal sustentável voltado à exploração de produtos florestais madeireiros e não madeireiros e serviços florestais. Além de proteger a biodiversidade, mantém o equilíbrio ecológico, promove o desenvolvimento sustentável das comunidades locais, reduz o desmatamento e ajuda a mitigar as mudanças climáticas”, explica o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.</p></blockquote>
<h3>Manejo florestal</h3>
<p>O manejo florestal sustentável consiste na utilização de técnicas de exploração de baixo impacto ambiental que buscam reproduzir o ciclo natural da floresta, mantendo-a em pé e contribuindo para a manutenção de sua biodiversidade, produtividade, capacidade de regeneração e demais funções ecológicas, econômicas e sociais.</p>
<p>As concessões florestais são regidas pela Lei 11.284/2006, a Lei de Gestão de Florestas Públicas (LGFP), que dispõe sobre a gestão de florestas públicas para a produção sustentável. O objeto da concessão abrange a exploração de produtos e serviços florestais, sempre respeitando a proteção do ecossistema e os usos necessários das florestas pelas comunidades locais</p>
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		<title>Maior proteção da Flota do Paru pode ajudar no enfrentamento da emergência climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jun 2024 18:10:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#ProtejaAsÁrvoresGigantes]]></category>
		<category><![CDATA[angelim-vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[árvores gigantes]]></category>
		<category><![CDATA[conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Flota do Paru]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/angelim-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No oeste do Pará, na região da Calha Norte do Rio Amazonas, encontra-se um verdadeiro santuário com algumas das maiores árvores da Amazônia. O local é a Floresta Estadual (Flota) do Paru, onde está um angelim vermelho (Dinizia excelsa) com 88,5 metros de altura, considerada a árvore mais alta de todo o bioma, além de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/angelim-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No oeste do Pará, na região da Calha Norte do Rio Amazonas, encontra-se um verdadeiro santuário com algumas das maiores árvores da Amazônia. O local é a Floresta Estadual (Flota) do Paru, onde está um angelim vermelho (<em>Dinizia excelsa</em>) com 88,5 metros de altura, considerada a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pesquisadores-estao-tentando-descobrir-a-idade-da-arvore-mais-alta-da-amazonia/">árvore mais alta de todo o bioma</a>, além de outras diversas espécies com quase 80 metros. Em meio ao agravamento da crise climática, um movimento pede mais proteção para essa unidade de conservação. As informações são do portal <a href="https://neomondo.org.br/2024/06/06/proteger-as-arvores-gigantes-no-para-e-o-primeiro-passo-para-uma-alianca-do-futuro-contra-a-emergencia-climatica/" target="_blank" rel="noopener">NeoMundo</a>.</p>
<p>Com cerca de 3.6 milhões de hectares, a Flota do Paru é uma das maiores áreas de conservação do Pará e compõe o maior bloco de Unidades de Conservação (UCs) do mundo. Na área ocorrem espécies endêmicas que sustentam atividades econômicas de baixo impacto ambiental, como o turismo, a extração de castanhas e o manejo florestal. Porém, a região está cada vez mais na mira dos desmatadores e criminosos ambientais.</p>
<p>O garimpo e o desmatamento ilegal são atualmente as principais ameaças á área. Dados de um inquérito do Ministério Público Federal (MPF) mostram que a Flota do Paru é explorada por mais de 2 mil garimpeiros em cerca de 100 frentes de extração de ouro. Com o avanço dessa prática, a vegetação tem sido suprimida para a abertura de pistas de pouso que viabilizam a atividade ilegal.</p>
<p>Para reverter esse quadro, um grupo de organizações, entre elas o Instituto O Mundo Que Queremos, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o Projeto Saúde e Alegria, o Instituto Centro de Vida (ICV), a Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação (Rede Pró-UC) e outras se uniram na campanha #ProtejaAsÁrvoresGigantes. Esta é a segunda edição do <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/campanha-pede-protecao-a-santuario-de-arvores-gigantes-no-norte-do-para/">movimento realizado pela primeira vez em 2022</a>.</p>
<blockquote><p>“A urgência da situação climática global exige medidas mais rigorosas de proteção da biodiversidade, para áreas de conservação como a Flota do Paru. O legado que o governo do Pará espera deixar após a COP-30, pode ser iniciado com a ampliação da proteção da casa da maior árvore da América Latina, transformando a Flota em uma UC de Proteção Integral e intensificando suas ações de monitoramento e fiscalização. Esse sem dúvida seria um gesto contundente para consolidar uma aliança da nossa geração com o futuro” defende Angela Kuczach, diretora executiva da Rede Nacional Pro-Unidades de Conservação.</p></blockquote>
<h3>Papel na regulação climática</h3>
<p>De acordo com as organizações, aumentar o nível de proteção da Flota irá permitir que a floresta continue a exercer seu papel na regulação climática, com o sequestro de milhões de toneladas de CO2, contribuindo assim para evitar as mudanças do clima.</p>
<p>Nesse sentido, alguns passos já foram dados com o compromisso do Governo do Pará de ampliar a proteção de pelo menos 1 milhão de hectares da floresta amazônica nos próximos anos. Aliado a isso, o governo e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que prevê a criação de novas Unidades de Conservação (UCs) e estratégias de proteção do angelim-vermelho, que deve contemplar a Flota do Paru.</p>
<blockquote><p>“O Estado do Pará é o guardião das árvores gigantes da Amazônia. Essa floresta é um patrimônio natural único dos paraenses. O povo do Pará pode sentir grande orgulho de cuidar em seu estado da floresta com as maiores árvores do Brasil. São monumentos naturais com milhares de anos&#8221;, afirmou Alexandre Mansur, diretor de projetos do Instituto O Mundo Que Queremos.</p></blockquote>
<p>De acordo com Mansur,  com a chegada da COP 30 em Belém, o  Pará tem a oportunidade de mostrar para todo o Brasil e para o mundo sua beleza natural.</p>
<blockquote><p>&#8220;Com todos os olhos do planeta voltados para o Brasil e nossa capacidade para cuidar da maior floresta tropical do mundo, o governo do Pará pode dar um exemplo mundial e exibir sua liderança global, aumentando o status de conservação da floresta com os angelins vermelhos, as nossas árvores gigantes”,  disse.</p></blockquote>
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		<title>Produção de castanha-do-pará gera renda e fortalece bioeconomia em áreas protegidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Apr 2024 17:51:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[castanha-do-Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Flota do Paru]]></category>
		<category><![CDATA[Flota do Tombetas]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/castanha5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Óbidos, Oriximiná e Alenquer são os municípios do oeste paraense que registram os maiores volumes de produção de castanha-do-pará no Estado, considerado o terceiro maior produtor da semente no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022. Com mais de 8,8 mil toneladas, o que representa um valor superior a R$ 31 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/castanha5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Óbidos, Oriximiná e Alenquer são os municípios do oeste paraense que registram os maiores volumes de produção de castanha-do-pará no Estado, considerado o terceiro maior produtor da semente no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022.</p>
<p>Com mais de 8,8 mil toneladas, o que representa um valor superior a R$ 31 milhões em produção, a castanha-do-pará coletada em florestas estaduais, sob a supervisão do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) e com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), impulsiona a geração de renda e fortalece a bioeconomia.</p>
<blockquote><p>“Por se tratar de uma cadeia relacionada ao conjunto dos produtos da sociobiodiversidade, o apoio da Emater é relacionado aos municípios que têm potencialidade para o extrativismo do produto, elaborando, quando necessário, os Cadastros Ambientais Rurais (CARs), individuais ou coletivos, a emissão do Cadastro Nacional de agricultor Familiar, o CAF, que possibilite aos extrativistas terem acesso às políticas públicas e ao apoio à comercialização dos produtos in natura ou em qualquer etapa de processamento”, explica Ozias Aquino, engenheiro agrônomo da Emater.<span class="w3cgWrapper w3cgAlignCenter"><span class="w3cgLegenda">Pará é o terceiro maior produtor de castanha-do-pará do Brasil</span><span class="credito_foto">Foto: Samuel Alvarenga / Secom</span></span></p></blockquote>
<p>Waldiclei das Mercês, extrativista de castanha-do-pará no município de Almeirim, na mesma região, conta que, há anos, o produto é a fonte de renda da sua família e de toda a comunidade. O fortalecimento da produção, a partir de cursos realizados pelo governo do Estado, segundo o extrativista, permite o acesso ao mercado da castanha, garantindo a comercialização na região de forma sustentável.</p>
<blockquote><p>“A atividade tem ajudado muito a preservação ambiental, justamente porque nós já tivemos aqui vários treinamentos sobre a castanha. Antes, a gente não tinha esse conhecimento, a gente não tinha o certo cuidado com a castanha; tocava muito fogo. Hoje não se trabalha mais com isso, justamente para que não acarrete prejuízo ou danos para o castanhal. As medidas preventivas têm ajudado muito a não derrubar as castanheiras”, informa Waldiclei.</p></blockquote>
<h3><strong>Safra 2024</strong></h3>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/ideflor-bio-promove-abertura-da-flota-do-trombetas-para-coleta-da-safra-da-castanha-do-para-2023/" target="_blank" rel="noopener">Mais de 600 trabalhadores, previamente cadastrados pelo Ideflor-Bio, foram autorizados,</a> em fevereiro deste ano, a entrar na Floresta Estadual do Trombetas, que abrange os municípios de Oriximiná, Óbidos e Alenquer, para a coleta da safra 2024. A iniciativa fortalece a cadeia da bioeconomia, gera renda para centenas de famílias e agrega valor aos produtos oriundos do extrativismo.</p>
<p>Em março, o Ideflor-Bio também autorizou a antecipação da coleta da castanha-do-pará na Floresta Estadual (Flota) do Paru, que abrange os municípios Almeirim, Monte Alegre, Alenquer e Óbidos, devido à quantidade significativa de ouriços que já caíram.</p>
<p>Além disso, foram discutidas as regras e diretrizes para a coleta, visando assegurar que a atividade seja realizada de forma responsável, em harmonia com o ecossistema, reforçando o compromisso estadual com a sustentabilidade e a valorização das práticas tradicionais de manejo florestal.</p>
<p>Ronaldison Farias, gerente administrativo Calha Norte 2 do Ideflor-Bio, que corresponde às unidades de conservação das florestas estaduais do Trombetas, Faro e Paru, ressalta a importância da coleta sustentável da castanha-do-pará. ]</p>
<blockquote><p>“Hoje, há uma garantia de preservação dessas unidades por conta da forma que é realizado o extrativismo, valorizando a floresta em pé, conservada. O próprio extrativista é o defensor pela sustentabilidade das nossas florestas, e isso faz a diferença”, garante.</p></blockquote>
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		<title>Unidade de conservação que abriga maior árvore da Amazônia é ameaçada pelo garimpo ilegal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Feb 2024 13:42:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Flota do Paru]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[maior árvore da amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[mineração]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/garimpo-na-Flota-do-Paru-Reproducao-ICMbio-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em dezembro de 2022, foi relatada a descoberta da maior árvore da região amazônica. Trata-se de um angelim-vermelho de idade ainda desconhecida, com 88,5 metros de altura e quase 10 metros de circunferência, que está localizado em uma densa área de mata na Floresta Estadual (Flota) do Paru. Além desse gigante, a unidade de conservação [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/garimpo-na-Flota-do-Paru-Reproducao-ICMbio-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em dezembro de 2022, foi relatada a descoberta da <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pesquisadores-estao-tentando-descobrir-a-idade-da-arvore-mais-alta-da-amazonia/">maior árvore da região amazônica</a>. Trata-se de um angelim-vermelho de idade ainda desconhecida, com 88,5 metros de altura e quase 10 metros de circunferência, que está localizado em uma densa área de mata na Floresta Estadual (Flota) do Paru. Além desse gigante, a unidade de conservação abriga uma rica biodiversidade que, no entanto, está ameaçada pelo avanço do garimpo ilegal.</p>
<p>Criada para ser uma unidade de conservação de uso sustentável, a Flota do Paru tem sido explorada por mais de 2.000 garimpeiros, que já abriram cerca de 100 frentes de extração de ouro e, pelo menos, 41 pistas de pouso clandestinas. Apesar do risco que essa atividade traz para a preservação do bioma, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), que administra a unidade, tem atuado pela liberação da mineração na área, conforme revelações de reportagem da <a href="https://infoamazonia.org/2024/01/29/orgao-ambiental-do-para-tenta-legalizar-garimpos-em-floresta-que-abriga-maior-arvore-da-america-latina/" target="_blank" rel="noopener">InfoAmazônia</a>.</p>
<p>A apuração mostra que, em outubro do ano passado, o Ideflor-Bio autorizou a Mineração Carará LTDA, do empresário Eduardo Ribeiro Carvalho Pini, a explorar ouro na Flota. A liberação abre caminho para que o empreendimento busque o licenciamento ambiental, que ainda aguarda análise da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).</p>
<p>Ainda assim, o consentimento de funcionamento da mineração dentro da Flota contraria o plano de manejo da unidade, que classifica os garimpos como zonas temporárias, de caráter provisório, que deveriam ser desocupadas.</p>
<p>Porém, o uso sustentável dos recursos da região se tornou mais desafiador, sobretudo desde que Eduardo Pini criou a Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Médio Jari, que defende demandas dos garimpeiros. Atualmente, Pini integra o conselho gestor da Flota e tenta alterar o plano de manejo para permitir as atividades minerárias, inclusive buscando expandir sua atuação para a Estação Ecológica (Esec) do Jari, que é de proteção integral e é contigua à Flota.</p>
<p>Além disso, o empresário foi um dos beneficiados com uma autorização de lavra garimpeira concedida pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A guia de utilização permite à Mineração Carará explorar até 50 mil toneladas de ouro por ano dentro da Flota. Essa guia deveria ter validade apenas com a apresentação do licenciamento ambiental, porém alterações na lei feitas durante o governo Bolsonaro facilitaram a emissão do documento mesmo sem a obtenção das licenças ambientais.</p>
<p>Segundo a reportagem, a Flota do Paru já teve mais de 8 mil hectares desmatados e conta com 753 pedidos de mineração em tramitação na ANM. A Agência também já concedeu autorização para instalação de garimpos que nunca apresentaram relatórios sobre o volume de ouro explorado, assim como emitiu alvarás para exploração de cassiterita dentro da unidade de conservação.</p>
<p>Em nota, o Ideflor-Bio disse que a Mineração Carará já era autorizada a atuar na região pelo Ministério de Minas e Energia desde 1981 e que não haveria impedimentos legais para essa atividade. O órgão afirmou ainda que &#8220;trabalha de forma integrada com o Ministério Público, Polícia Civil, Militar, Federal e Exército, para desarticular garimpos ilegais em Unidades de Conservação (UCs) estaduais&#8221;.</p>
<p>Já Eduardo Pini criticou a ação dos órgãos ambientais e de organizações que atuam na região, pois considera que a criação de unidades de conservação da região não impede a atividade mineral. Por sua vez, o ICMBio respondeu que monitora a situação, mas que os ilícitos ambientais estariam circunscritos aos limites da Floresta Estadual do Paru.</p>
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		<title>Campanha pede proteção a santuário de árvores gigantes no norte do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2022 12:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#ProtejaAsÁrvoresGigantes]]></category>
		<category><![CDATA[angelim-vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[árvores gigantes]]></category>
		<category><![CDATA[Flota do Paru]]></category>
		<category><![CDATA[governo do Pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/angelim-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Entidades do terceiro setor e setor privado uniram-se para pedir que o governo do Pará proteja a Floresta Estadual (Flota) do Paru, um santuário de árvores gigantes, que fica no norte do Estado. É nessa Flota que está a maior árvore da América Latina e a quarta maior do mundo: um angelim-vermelho com o tamanho [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/angelim-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Entidades do terceiro setor e setor privado uniram-se para pedir que o governo do Pará proteja a Floresta Estadual (Flota) do Paru, um santuário de árvores gigantes, que fica no norte do Estado. É nessa Flota que está a maior árvore da América Latina e a <a href="https://www.guinnessworldrecords.com/world-records/tallest-tree-living" target="_blank" rel="noopener">quarta maior do mundo</a>: um angelim-vermelho com o tamanho equivalente a um prédio de 30 andares. A Flota engloba os municípios de Alenquer (PA), Almeirim (PA), Óbidos (PA), Laranjal do Jari (AP) e Monte Alegre (PA).</p>
<p>Estão engajados na campanha #ProtejaAsÁrvoresGigantes o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Instituto O Mundo Que Queremos, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), FSC® Brasil (<i>Forest Stewardship Council</i>®, em português: Conselho de Manejo Florestal), a Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação (Rede Pró-UC), os projetos Amazônia 2030, Projeto Saúde e Alegria e a iniciativa Seja Legal com a Amazônia. Por meio de mobilização online, cada instituição traz o assunto à tona nas redes sociais para que o maior número possível de pessoas conheça a Flota do Paru, um patrimônio natural dos brasileiros que está ameaçado.</p>
<p>O grandioso angelim-vermelho tem 88,5 metros de altura e 9,9 metros de circunferência. Para chegar até ele, são necessários 15 dias percorrendo cerca de 400 quilômetros de rios cheios de corredeiras e mais 40 quilômetros a pé pela mata densa. Mas, nem assim o angelim-vermelho está a salvo da escalada do desmatamento. A Flota foi a <a href="https://imazon.org.br/imprensa/32256-2/" target="_blank" rel="noopener">quinta unidade de conservação mais desmatada de toda a Amazônia</a> em outubro, dado mais recente levantado pelo Imazon.</p>
<p>Criado em 2006, o território tem 3,6 milhões de hectares e faz parte do <a href="https://imazon.org.br/wp-content/uploads/2021/12/Mapa-Areas-Protegidas-Norte-do-Para.pdf" target="_blank" rel="noopener">maior bloco de áreas protegidas do mundo</a>. Além disso, a Flota do Paru é a terceira maior unidade de conservação de uso sustentável em uma floresta tropical no planeta.</p>
<p>Próximo ao angelim-vermelho, com quase 90 metros de altura, outras árvores de 70 a 80 metros foram localizadas. E, somado a essas gigantes, há muitos rios, cachoeiras, montanhas, savanas e uma grande diversidade de paisagens no local.<img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-17228 lazyloaded" src="https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/cristo.png" sizes="(max-width: 367px) 100vw, 367px" srcset="https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/cristo.png 367w, https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/cristo-180x300.png 180w" alt="" width="367" height="613" data-srcset="https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/cristo.png 367w, https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/cristo-180x300.png 180w" data-src="https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/cristo.png" data-sizes="(max-width: 367px) 100vw, 367px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Ameaças</h3>
<p>A Flota do Paru também é uma área importante para conter as mudanças climáticas e para a preservação da biodiversidade amazônica. Está repleta de espécies da flora e da fauna que só existem nessa região, chamadas de “espécies endêmicas”. Ou seja: com o aumento da derrubada da floresta, elas podem entrar em extinção.</p>
<blockquote><p>“É uma região de formações geológicas recentes e com diversidade de solo, por isso concentra várias espécies diferentes ”, afirma Jakeline Pereira, pesquisadora do Imazon e conselheira dessa unidade de conservação.</p></blockquote>
<p>Além disso, o desmatamento que avança no território coloca em risco atividades econômicas como o ecoturismo, o manejo florestal e o extrativismo, esse último importantíssimo para a geração de renda dos povos e comunidades tradicionais da região. Atualmente, cerca de 300 pessoas vivem do uso sustentável da castanha-do-pará coletada na floresta.</p>
<h3>Responsabilidade</h3>
<p>Nos últimos anos, atividades criminosas como a grilagem e o garimpo aumentaram na Amazônia e estão alcançando a floresta das árvores gigantes. Um levantamento conduzido pelo Imazon identificou 99 Cadastros Ambientais Rurais (CARs) dentro da Flota do Paru, o que indica que essas áreas provavelmente estão sendo alvo de grileiros.</p>
<p>“São quase 100 terrenos que foram empossados ilegalmente dentro de terras públicas protegidas”, afirma Pereira.<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-17229 lazyloaded" src="https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/ok.png" sizes="(max-width: 941px) 100vw, 941px" srcset="https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/ok.png 941w, https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/ok-300x164.png 300w, https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/ok-768x420.png 768w" alt="" width="941" height="515" data-srcset="https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/ok.png 941w, https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/ok-300x164.png 300w, https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/ok-768x420.png 768w" data-src="https://saudeealegria.org.br/wp-content/uploads/2022/12/ok.png" data-sizes="(max-width: 941px) 100vw, 941px" /></p>
<p>A preservação do grande angelim-vermelho e de toda a Flota do Paru depende do governo do Pará, que detém a gestão da área.</p>
<blockquote><p>“As árvores gigantes e a Flota do Paru são um patrimônio dos brasileiros. O governo estadual precisa cancelar de imediato os Cadastros Ambientais Rurais que estão dentro da unidade, fiscalizar e autuar a prática de atividades ilícitas que ocorrem na área de conservação”, afirma Jakeline.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Projeto Saúde e Alegria e Imazon</em></p>
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		<title>Avanço do desmatamento na Amazônia põe em risco Floresta Estadual do Paru</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 13:48:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
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		<category><![CDATA[Paru]]></category>
		<category><![CDATA[São Felix do Xingu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/imazon-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O desmatamento segue avançando em ritmo acelerado na Amazônia. De janeiro a outubro, foram derrubados quase 10 mil km² de floresta, o equivalente a mais de seis vezes a cidade de São Paulo. E o pior: a derrubada está avançando sobre o norte do Pará, onde está o maior bloco de áreas protegidas do mundo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/imazon-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O desmatamento segue avançando em ritmo acelerado na Amazônia. De janeiro a outubro, foram derrubados quase 10 mil km² de floresta, o equivalente a mais de seis vezes a cidade de São Paulo. E o pior: a derrubada está avançando sobre o norte do Pará, onde está o maior bloco de áreas protegidas do mundo e a maior árvore do bioma.</p>
<p>Esse foi o segundo pior acumulado dos últimos 15 anos, sendo apenas 0,5% menor do que o mesmo período em 2021. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008.</p>
<p>O fato do Brasil não ter conseguido barrar o aumento da derrubada da Amazônia nos últimos anos tem contribuído para o crescimento das emissões de gases do efeito estufa, que tiveram no ano passado a maior alta em quase duas décadas. Atualmente, o Brasil é o quinto maior emissor do mundo e, em 2021, o setor de mudança no uso da terra foi responsável por quase metade das emissões do país. Isso ocorreu principalmente devido ao aumento do desmatamento da Amazônia, região responsável por 77% das emissões causadas pela mudança no uso da terra, conforme o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima.</p>
<blockquote><p>“Entre os dez municípios brasileiros que mais emitem gases do efeito estufa, oito estão na Amazônia, de acordo com o SEEG. O segundo município que mais emite no Brasil é São Félix do Xingu, no Pará, que no mês de outubro ficou em terceiro lugar no ranking dos mais desmatados na Amazônia. Isso torna ainda mais evidente a relação entre a perda de floresta e o aumento do aquecimento global”, afirma Bianca Santos, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
<p>Apenas em outubro, a Amazônia teve 627 km² desmatados, uma área quase três vezes o tamanho de Recife. Essa devastação foi a terceira maior da série histórica para o mês, ficando atrás apenas do registrado em 2020 e de 2021.</p>
<h3>Paru</h3>
<p>Somente o Pará foi responsável por desmatar 351 km² em outubro, 56% do que foi registrado em toda a Amazônia. Destruição que tem invadido áreas protegidas do estado, onde estão sete das 10 unidades de conservação e quatro das 10 terras indígenas mais desmatadas em outubro. O território Apyterewa, que vem sofrendo mensalmente com a invasão de desmatadores ilegais, concentrou 46% do total de floresta destruída dentro das terras indígenas da Amazônia.</p>
<p>Além disso, a derrubada da floresta está se aproximando da região norte do Pará, onde está o maior bloco de áreas protegidas no mundo. Uma delas é a Floresta Estadual do Paru, que ficou em 5° lugar no ranking das unidades de conservação mais desmatadas na Amazônia. O local ganhou repercussão internacional após uma expedição apoiada pelo Imazon, em setembro, ter encontrado a maior árvore da Amazônia: um angelim-vermelho de 88,5 metros de altura e 9,9 metros de circunferência.</p>
<blockquote><p>“É desesperador ver o desmatamento invadindo a Flota do Paru, unidade de conservação que o Imazon ajudou a criar e apoia a implementação há 16 anos. Estamos vendo a grilagem e o garimpo avançarem no território, colocando em risco o extrativismo de castanha-do-pará e o manejo florestal, práticas sustentáveis. Além da maior árvore da Amazônia, a Flota do Paru também tem diversas espécies endêmicas, como são chamadas aquelas que só existem em uma determinada região. Também é uma área importante para conter as mudanças climáticas e possui um potencial enorme de ecoturismo e extrativismo vegetal, podendo gerar renda com a floresta em pé. Por isso, não podemos perder nosso patrimônio para esses infratores, precisamos da fiscalização e da implementação efetiva do plano de manejo para barrar a destruição”, afirma Jakeline Pereira, pesquisadora do Imazon e conselheira da Flota do Paru.</p></blockquote>
<h3><b>Degradação florestal cresceu 183% em outubro</b></h3>
<p>Outro problema apontado pelo monitoramento do instituto foi a alta na degradação florestal causada pelas queimadas e pela exploração madeireira. Esse dano ambiental passou de 537 km² em outubro de 2021 para 1.519 km² no mês passado, um aumento de 183%. Entre os estados, os maiores responsáveis pela degradação foram Mato Grosso (74%) e Pará (19%).</p>
<p>“Por meio das imagens de satélite, conseguimos identificar a maior ocorrência de queimadas, o que contribuiu para a alta da degradação. Além de aumentarem a emissão de gases do efeito estufa, esses incêndios oferecem risco à saúde pública. Existem diversos estudos que associam a fumaça proveniente das queimadas da Amazônia com problemas respiratórios, o que afeta mais gravemente idosos e crianças. E isso não se limita apenas à população amazônica, já que essa fumaça viaja por quilômetros no ar até chegar a outras regiões do Brasil”, observa Bianca.</p>
<p>Clique <a href="https://imazon.org.br/publicacoes/sadoutubro2022/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> para ver os dados de outubro. Saiba mais sobre o SAD <a href="https://imazon.org.br/publicacoes/faq-sad/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
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