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	<title>Florestas de Carajás &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Florestas de Carajás guardam um tesouro contra o aquecimento global</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2025 14:02:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/florestas-do-Carajas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com um &#8220;tesouro climático&#8221; escondido na sua vegetação e no seu solo, as florestas do Mosaico de Carajás, no sudeste paraense, são um verdadeiro cofre natural contra o aquecimento global. Um estudo revela que a área de 800 mil hectares armazena 600 milhões de toneladas de dióxido de carbono. É como se 140 milhões de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/florestas-do-Carajas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Com um &#8220;tesouro climático&#8221; escondido na sua vegetação e no seu solo, as florestas do Mosaico de Carajás, no sudeste paraense, são um verdadeiro cofre natural contra o aquecimento global. Um estudo revela que a área de 800 mil hectares armazena 600 milhões de toneladas de dióxido de carbono. É como se 140 milhões de carros -movidos a gasolina ficassem um ano inteiro fora de circulação.</p>
<p>Esses dados fazem parte do estudo &#8220;Inventário de emissões e remoções de carbono devido às mudanças de uso da terra&#8221;, conduzido por uma equipe multidisciplinar do Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável (ITV DS), que incluiu engenheiros, biólogos e especialistas em computação.</p>
<p>O levantamento revela que cada hectare de floresta aberta na Floresta Nacional de Carajás pode armazenar até 1.100 toneladas de CO2. Apenas 1% das árvores concentra um terço de todo o carbono da vegetação, com destaque para espécies como a castanheira e a timborana, que chegam a 40 metros de altura.</p>
<p>A pesquisa também mostra o lado negativo da história. Em 36 anos, a bacia do rio Itacaiúnas, que cobre dez municípios do sul e sudeste do Pará (Água Azul do Norte, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Marabá, Parauapebas, Piçarra, São Geraldo do Araguaia, Sapucaia e Xinguara) perdeu 40% de seus estoques de carbono devido ao desmatamento, liberando mais de 1,2 milhão de toneladas de CO2 na atmosfera.</p>
<p>Imagens de satélite indicam, porém, que as áreas que resistiram à devastação coincidem com zonas de proteção, como unidades de conservação e terras indígenas. Essas áreas protegidas, estabelecidas desde o Projeto Grande Carajás na década de 1980, ocupam menos de um terço da bacia, mas concentram mais da metade do carbono estocado.</p>
<h3>Preservar e restaurar: uma urgência para o clima</h3>
<p>O estudo do ITV DS ressalta que o estoque de carbono é apenas um dos muitos valores da floresta em pé. A preservação garante a conservação da biodiversidade, a proteção de recursos hídricos e a segurança contra desastres naturais. No campo econômico, a floresta impulsiona a bioeconomia, o ecoturismo e gera emprego e renda.</p>
<p>A pesquisadora Rosane Cavalcante, do ITV DS, explica que a pesquisa reforça a importância de manter as florestas intactas, mas também a urgência de recuperar ecossistemas degradados.</p>
<blockquote><p>&#8220;A situação da bacia do Itacaiúnas funciona como um alerta para outras regiões da Amazônia que ainda enfrentam forte pressão de desmatamento.&#8221; Em outras palavras, cada hectare protegido ou recuperado representa um futuro mais resiliente para o bioma e para o planeta.</p></blockquote>
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