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	<title>Floresta Estadual do Iriri &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Floresta Estadual do Iriri &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Pará consolida maior concessão para manejo florestal sustentável do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 15:05:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[concessão florestal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/concessao-florestal-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará consolidou um marco inédito para a proteção ambiental ao publicar o resultado da maior concessão para manejo florestal sustentável já realizada no País. O processo contempla mais de 800 mil de hectares distribuídos entre as Florestas Estaduais (Flotas) do Paru, na região Oeste, e do Iriri, no Sudoeste paraense. A iniciativa, conduzida pelo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/concessao-florestal-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará consolidou um marco inédito para a proteção ambiental ao publicar o resultado da maior concessão para manejo florestal sustentável já realizada no País. O processo contempla mais de 800 mil de hectares distribuídos entre as Florestas Estaduais (Flotas) do Paru, na região Oeste, e do Iriri, no Sudoeste paraense.</p>
<p>A iniciativa, conduzida pelo Ideflor-Bio, representa um novo patamar para a gestão de florestas públicas no Brasil, fortalecendo o uso sustentável dos recursos naturais como ferramenta de conservação ambiental, geração de emprego e desenvolvimento regional.</p>
<p>Com a conclusão do certame, o Pará passa a liderar nacionalmente o setor de concessões florestais, chegando ao total de 1,5 milhão de hectares concedidos para manejo sustentável.</p>
<p>Segundo o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, o avanço demonstra a retomada de uma política pública estratégica para a Amazônia.</p>
<blockquote><p>“O Pará reafirma seu compromisso com a floresta em pé e com o desenvolvimento sustentável. Em poucos anos, conseguimos transformar a realidade das concessões florestais no estado, triplicando a área concedida e consolidando o Pará como referência nacional em manejo responsável”, destacou.</p></blockquote>
<p>O resultado preliminar divulgado pela Comissão Especial de Licitação do Ideflor-Bio definiu as empresas vencedoras para seis Unidades de Manejo Florestal (UMFs).</p>
<p>Na Flota do Paru, a empresa Arapua Florestal Ltda venceu as UMFs VIa e VIIIa; a MCS Agroflorestal e Construção Civil Ltda ficou com a UMF X; e a TMBR Serviços Florestais Eireli venceu a UMF XI. Já na Flota do Iriri, a Cichelero Indústria, Comércio e Exportação de Madeiras Ltda venceu a UMF I, enquanto a Curua Florestal Ltda conquistou a UMF II.</p>
<h3>Dimensões</h3>
<p>As áreas concedidas estão localizadas em duas das mais importantes florestas públicas do Pará. A Flota do Paru possui extensão total de 3 milhões de hectares, com parte destinada ao manejo sustentável.</p>
<p>Já a Flota do Iriri ocupa cerca de 440 mil hectares, também com parcelas incluídas no projeto. Somadas, as duas unidades ampliam em mais de 120% a área concedida anteriormente no estado.</p>
<p>O certame reuniu 15 empresas participantes e foi estruturado pelo Ideflor-Bio com apoio técnico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>O modelo adotado prevê o manejo sustentável de produtos madeireiros, não madeireiros e serviços florestais, aliando proteção ambiental, estímulo à economia local e fortalecimento das comunidades do entorno.</p>
<p>Nilson Pinto também lembrou que, em 2023, o estado possuía cerca de 465 mil hectares já concedidos e enfrentava dificuldades para concluir novos processos licitatórios.</p>
<p>Desde então, a atual gestão reposicionou as concessões florestais como prioridade institucional, resultando agora em um salto expressivo para 1,5 milhão de hectares ao final do processo em curso.</p>
<h3>Protagonismo feminino</h3>
<p>A diretora de Gestão de Florestas Públicas de Produção do Ideflor-Bio, Ana Cláudia Simoneti, ressaltou a dimensão histórica do projeto e o papel das mulheres em todas as etapas do trabalho.</p>
<blockquote><p>“É um orgulho enorme ver o Estado do Pará fazer história com a realização da maior licitação em área concedida de uma só vez para manejo florestal sustentável. Mais orgulho ainda é constatar o protagonismo feminino desde a estruturação técnica até a Comissão Especial de Licitação, composta exclusivamente por mulheres”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Nilson Pinto finaliza ressaltando que o Pará fortalece sua posição de liderança nacional na agenda florestal sustentável e demonstra que conservação e desenvolvimento podem caminhar juntos, com a nova etapa.</p>
<blockquote><p>“O manejo florestal legal e planejado surge, assim, como instrumento decisivo para proteger a biodiversidade, combater a exploração irregular e gerar oportunidades econômicas duradouras para a população amazônica”, conclui o presidente do Ideflor-Bio.</p></blockquote>
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		<title>Xingu por um fio: Estrada ilegal rompe importante barreira de proteção da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Sep 2022 00:32:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Ecológica Terra do Meio]]></category>
		<category><![CDATA[estrada clandestina]]></category>
		<category><![CDATA[Floresta Estadual do Iriri]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Progresso]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Xingu+]]></category>
		<category><![CDATA[São Felix do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[Xingu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/xingu-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Xingu está por um fio e corre o risco de ser devastado pela invasão ilegal de grileiros, garimpeiros e madeireiros. O monitoramento por satélite da Rede Xingu+ detectou uma estrada clandestina de 42,8 km que atravessa duas Unidades de Conservação (UC) no coração do Xingu: a Estação Ecológica (ESEC) Terra do Meio e a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/xingu-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Xingu está por um fio e corre o risco de ser devastado pela invasão ilegal de grileiros, garimpeiros e madeireiros. O monitoramento por satélite da Rede Xingu+ detectou uma estrada clandestina de 42,8 km que atravessa duas Unidades de Conservação (UC) no coração do Xingu: a Estação Ecológica (ESEC) Terra do Meio e a Floresta Estadual (FES) do Iriri.</p>
<p>A descoberta é grave pois, segundo especialistas, a abertura da estrada consolida a divisão do <a href="https://xingumais.org.br/corredor-xingu" target="_blank" rel="noopener">Corredor Socioambiental do Xingu</a>, uma vasta extensão de áreas protegidas contíguas e que totalizam 53 milhões de hectares de floresta tropical. Em maio de 2022, além da estrada, 907 hectares foram desmatados na ESEC e na FES do Iriri.</p>
<p>A estrada ilegal tem 42,8 quilômetros de extensão e corta uma área imensa de floresta nativa. A via une duas frentes de invasão: uma saindo de Novo Progresso (PA) e outra saindo de São Félix do Xingu (PA). As duas cidades são polos de criminalidade, com serrarias para beneficiamento da madeira ilegal e casas de compra de ouro dos garimpos ilegais. A nova estrada monitorada cria um “corredor logístico” do crime, conectando modais fluvial (barco) e rodoviário (caminhonete/caminhão).</p>
<p>A conexão facilita o escoamento de produtos ilegais retirados da floresta. Por isso, estradas são vetores perigosos de desmatamento. A tendência é que, no entorno de um ramal como este, a destruição da floresta exploda. Não à toa, em julho, 575 hectares foram derrubados na imediação dessa estrada.</p>
<figure class="caption caption-drupal-media align-center" role="group">
<article class="media media--type-image media--view-mode-default">
<h3 class="field field--name-field-media-image field--type-image field--label-visually_hidden">Tesouro</h3>
<p>Hoje, o Corredor Xingu presta serviços inestimáveis ao planeta, com a proteção de rios e nascentes e a regulação do clima a nível regional e global.</p>
<p>Suas florestas estocam 16 bilhões de toneladas de carbono, e lançam diariamente cerca de um milhão de toneladas de água na atmosfera em forma de vapor, que formam os chamados &#8220;rios voadores&#8221; e levam chuvas para o resto do país.</p>
<div class="field field--name-field-media-image field--type-image field--label-visually_hidden">
<blockquote><p>“A conectividade desempenha um papel importante na proteção hídrica e dos solos e reduz as áreas de transição entre ambientes de floresta e não floresta. Por exemplo, sabemos que na Amazônia existem cerca de <a href="https://journals.asm.org/doi/epdf/10.1128/mBio.00598-13" target="_blank" rel="noopener">três mil espécies de coronavírus</a> (em morcegos), e o aumento de áreas de transição entre floresta e não floresta, causada pelo desmatamento e redução da conectividade, podem aumentar o risco de novas pandemias”, afirma Antonio Oviedo, pesquisador do Instituto Socioambiental (ISA).</p></blockquote>
<h3>Histórico de denúncias</h3>
<p>A destruição da ESEC já vinha ocorrendo em um ritmo crescente. Em 2021, o monitoramento da Rede Xingu+ detectou 2.309 hectares de floresta derrubada, o que representa um aumento de 122% em relação a 2020. Além disso, é conhecida a existência de atividade garimpeira ilegal, com a reativação de garimpos antigos e de pistas de pouso ilegais no meio da floresta.</p>
<p>Desde 2018, a Rede Xingu+ vem denunciando aos órgãos estaduais <span class="ILfuVd" lang="pt" xml:lang="pt"><span class="hgKElc">—</span></span> Ministério Público Estadual (MPE), Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (SEMAS/PA) e Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio) <span class="ILfuVd" lang="pt" xml:lang="pt"><span class="hgKElc">—</span></span> a ocorrência de novos e grandes polígonos de desmatamento na APA Triunfo do Xingu, inclusive indicando possíveis envolvidos, sem ter obtido qualquer resposta institucional satisfatória.</p>
<p>Apesar de ter sido criada em 2006, a APA Triunfo do Xingu ainda não dispõe de Plano de Manejo, Uso e Zoneamento, o que exemplifica a falta de gestão da UC. Por isso, a Rede Xingu+ solicitou às autoridades estaduais a implementação dos instrumentos de gestão, além do estabelecimento de uma zona de amortecimento no entorno da unidade, de forma a resguardar as áreas protegidas do entorno.</p>
<p>O total descontrole fundiário e ambiental da APA Triunfo do Xingu vem resultando em invasões e crimes ambientais nas áreas protegidas localizadas em seu entorno: Fes do Iriri, ESEC Terra do Meio, Parque Nacional Serra do Pardo e Terra Indígena Baú.</p>
<p>O desmatamento na ESEC Terra do Meio está majoritariamente concentrado ao longo das estradas e vicinais ilegais, todas advindas da APA Triunfo do Xingu.</p>
<p>Mesmo os polígonos de desmatamento mais isolados estão relacionados às estradas ilegais, uma vez que garantem o acesso a áreas remotas e de floresta densa. Além das invasões e do desmatamento, o caos fundiário e ambiental da APA Triunfo do Xingu também impacta a qualidade dos cursos d’água da ESEC.</p>
<p><em>Fonte: Clara Roman &#8211; Jornalista do ISA</em></p>
</div>
</article>
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