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	<title>floresta em pé &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>floresta em pé &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Açaí: o preço do sucesso global para o bolso local e a Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:37:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/preco-acai-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O mercado global de açaí gera desenvolvimento econômico para as comunidades da Amazônia, mas o cultivo intensivo inflaciona o consumo local e prejudica a biodiversidade. Um estudo na revista Biological Conservation apontou uma queda de 28% nas espécies de aves em cultivos adensados de açaí no Pará. Para facilitar a colheita, produtores removem a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/preco-acai-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O mercado global de açaí gera desenvolvimento econômico para as comunidades da Amazônia, mas o cultivo intensivo inflaciona o consumo local e prejudica a biodiversidade.</em></li>
<li><em>Um estudo na revista Biological Conservation apontou uma queda de 28% nas espécies de aves em cultivos adensados de açaí no Pará.</em></li>
<li><em>Para facilitar a colheita, produtores removem a vegetação nativa e o sub-bosque. Isso causou a redução de várias espécies de aves.</em></li>
<li><em> O biólogo Raphael Nunes alerta que, sem essas aves e insetos para polinizar e dispersar sementes, a floresta não se renova e o solo torna-se mais seco.</em></li>
<li><em>O Pará concentra 89,5% da produção nacional (que chegou a 1,9 milhão de toneladas em 2024). As exportações paraenses saltaram de 1 tonelada em 1999 para mais de 60 mil toneladas em 2023, melhorando a renda e o acesso a serviços básicos de famílias ribeirinhas na safra.</em></li>
<li><em> Com o escoamento para o exterior, o preço do litro do açaí grosso (alimento diário e essencial na região) disparou em Belém, custando entre R$ 41 e R$ 65 e ameaçando a segurança alimentar de famílias de baixa renda.</em></li>
<li><em> O pesquisador Hervé Rogez explica que produtores estão eliminando árvores nativas para priorizar o açaizeiro, o que desequilibra o ecossistema de várzea e afasta polinizadores.</em></li>
<li><em> Denise Acosta (Sindifrutas) defende que o consumo do açaí mantém a floresta em pé, pois a palmeira precisa de sombra e biodiversidade para prosperar. Como solução, o setor aposta no cultivo consorciado com cacau, banana e mandioca.</em></li>
</ul>
<p>O sucesso global do açaí desenha um cenário de contrastes na Amazônia. Se por um lado a valorização internacional da fruta funciona como um motor de desenvolvimento social e econômico para milhares de famílias de ribeirinhos, por outro, o crescimento acelerado da cadeia produtiva acende alertas sobre a inflação do alimento na região de origem, os impactos ecológicos do cultivo intensivo e as ameaças das mudanças climáticas.</p>
<p>Um estudo publicado na Biological Conservation revelou que áreas de cultivo adensado de açaí no Pará apresentam uma queda de 28% no número de espécies de aves.</p>
<p>Para mapear este impacto, os investigadores realizaram um minucioso levantamento acústico em 36 áreas de cultivo nos municípios de Belém, Barcarena, Abaetetuba e Igarapé-Miri (conhecida como &#8220;a capital mundial do açaí&#8221;)</p>
<p>E descobriram que aves como o beija-flor rabo-branco-de-bigodes  e o tucano-de-papo-branco viram as suas populações encolher, Isso acontece porque, para facilitar a colheita, produtores limpam a vegetação nativa e o sub-bosque.</p>
<p>Aves de grande porte, como o mutum-cavalo, e espécies sensíveis à perda de floresta contínua, como o anambé-una  já desapareceram das áreas de cultivo estudadas. Apenas espécies generalistas e altamente adaptáveis à presença humana, como o bem-te-vi registaram um aumento populacional.</p>
<p>Pesquisador da Universidade Federal do Pará e um dos coautores do estudo, Raphael Vasconcelos Nunes disse ao <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/como-sua-tigela-de-acai-pode-estar-deixando-os-tucanos-sem-floresta/" target="_blank" rel="noopener">Mongabay</a> que a retirada da vegetação nativa para dar lugar ao açaí gera uma &#8220;bola de neve&#8221;: sem aves e insetos para polinizar e dispersar sementes, a floresta perde a capacidade de se renovar, e o solo exposto torna-se cada vez mais seco.</p>
<h3>O boom econômico e o impacto social</h3>
<p>Essa pressão sobre a floresta é movida pelo mercado internacional. A produção de açaí atingiu 1,9 milhão de toneladas em 2024. No Pará (que concentra 89,5% da produção nacional), as exportações saltaram de 1 tonelada em 1999 para mais de 60 mil toneladas em 2023, movimentando quase R$ 9 bilhões.</p>
<p>Esse dinheiro transformou a realidade de famílias ribeirinhas isoladas, cujas rendas saltaram de menos de um salário mínimo para até dez salários durante a safra, melhorando o acesso a energia, internet e educação.</p>
<p>O outro lado da moeda pesa no bolso local, como mostra a reportagem do <a href="https://www.dw.com/pt-br/febre-global-pelo-a%C3%A7a%C3%AD-desafia-ecossistema-da-amaz%C3%B4nia/a-77871888" target="_blank" rel="noopener">DW</a> Com o escoamento da produção para atender à demanda externa, os preços dispararam no mercado interno. Segundo levantamento do Dieese Pará, o litro do açaí grosso chegou a ser comercializado a valores entre R$ 41 e R$ 65 em Belém no início deste ano, dificultando o acesso de famílias de baixa renda a um item essencial de sua dieta e cultura.</p>
<h3>Monocultura progressiva x floresta em pé</h3>
<p>Além da biodiversidade, a rápida expansão das exportações divide opiniões sobre o impacto ambiental da atividade. O professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) Hervé Rogez, um dos pioneiros no estudo das propriedades nutricionais da fruta, <span style="font-size: 14px;">alerta que, para aumentar a produção nas várzeas, muitos produtores estão eliminando outras espécies nativas para priorizar o açaizeiro.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px;"> Ele descreve o fenômeno como uma &#8220;monocultura progressiva&#8221;, que reduz a biodiversidade local. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-size: 14px;">&#8220;A ausência da biodiversidade faz com que muitos organismos desapareçam. Isso afeta desde os polinizadores até outras espécies que dependem dessas plantas&#8221;, explica ao DW.</span></p></blockquote>
<p>Por outro lado, o setor produtivo contesta que o avanço do açaí signifique degradação. Denise Acosta, presidente do Sindifrutas, argumenta que grande parte da produção paraense ainda ocorre em áreas preservadas e sistemas agroflorestais.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ao consumir o açaí, você ajuda a manter a floresta em pé, porque colhe o fruto sem derrubar a árvore&#8221;, defende.</p></blockquote>
<p>Ela destaca que a própria palmeira precisa de sombra, polinizadores e vegetação nativa para prosperar. Para reforçar esse equilíbrio, produtores apostam cada vez mais no cultivo consorciado com cacau, banana e mandioca.</p>
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		<title>Com apoio do Fundo Amazônia, cooperativa amplia beneficiamento de castanha</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/com-apoio-do-fundo-amazonia-cooperativa-amplia-beneficiamento-de-castanha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 13:04:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[castanha]]></category>
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		<category><![CDATA[Programa Florestas de Valo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/camppax-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo  A cooperativa Campaxx inaugurou uma fábrica moderna que eleva o processamento de castanha-do-pará de 2 para 3 toneladas por mês no Alto Xingu. A estrutura permite fazer a secagem, seleção, quebra e embalagem no próprio território, agregando valor ao produto e melhorando o pagamento dos coletores que antes vendiam a castanha bruta. O empreendimento faz [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/camppax-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em> A cooperativa Campaxx inaugurou uma fábrica moderna que eleva o processamento de castanha-do-pará de 2 para 3 toneladas por mês no Alto Xingu.</em></li>
<li><em>A estrutura permite fazer a secagem, seleção, quebra e embalagem no próprio território, agregando valor ao produto e melhorando o pagamento dos coletores que antes vendiam a castanha bruta.</em></li>
<li><em>O empreendimento faz parte do Programa Florestas de Valor, realizado pela parceria entre Camppax e Imaflora, com apoio financeiro do BNDES e do Fundo Amazônia.</em></li>
<li><em>O projeto beneficia diretamente famílias extrativistas e comunidades dos povos indígenas Kayapó e Apyterewa.</em></li>
<li><em>Com o selo de beneficiamento local, a cooperativa planeja ampliar sua distribuição para mercados estratégicos como São Paulo, Minas Gerais e Tocantins.</em></li>
</ul>
<p>A Cooperativa Alternativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingu (Camppax) deu um salto estratégico em sua atuação com a inauguração de uma nova unidade de beneficiamento de castanha-do-pará. O novo espaço eleva a capacidade de processamento local de 2 para 3 toneladas mensais de castanha beneficiada. Mais do que um ganho estrutural, o empreendimento consolida um modelo econômico que gera renda mantendo a floresta em pé.</p>
<p>O projeto foi viabilizado pelo Programa Florestas de Valor, fruto de uma parceria entre a Camppax e o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), com recursos do BNDES e do Fundo Amazônia.</p>
<p>A grande mudança está na industrialização local: processos como secagem, seleção, quebra e embalagem passam a ser feitos na própria região, evitando a venda da castanha in natura (em estado bruto) para intermediários.</p>
<p>O presidente da CAMPPAX, Raimundo Freire, explica o impacto direto dessa transformação para as famílias locais:</p>
<blockquote><p>&#8220;Antes da nova fábrica, a castanha era comercializada majoritariamente em estado bruto. Agora, a agregação de valor se reflete diretamente na remuneração dos coletores, fortalecendo toda a cadeia produtiva.&#8221;</p></blockquote>
<p><em>Impacto social e ambiental</em></p>
<p>A iniciativa apoia diretamente comunidades extrativistas e os povos indígenas Kayapó e Apyterewa, que atuam na linha de frente da proteção dos castanhais e territórios da Amazônia. Para Lucas Faria, analista técnico do Imaflora, o investimento prova a viabilidade comercial da conservação:</p>
<blockquote><p>&#8220;O Programa Florestas de Valor aposta no fortalecimento da sociobioeconomia conciliando conservação da floresta, geração de renda e desenvolvimento sustentável. Com esta fábrica, a riqueza produzida na floresta permanece no território e beneficia diretamente as famílias locais&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<h3>Olho no mercado nacional</h3>
<p>A história da cooperativa começou pequena em 2017, originalmente focada no cacau, e amadureceu até a construção desta fábrica moderna. O gerente administrativo da CAMPPAX, Padre Danilo, celebra o avanço coletivo:</p>
<blockquote><p>&#8220;Começamos em espaços pequenos e fomos crescendo passo a passo. Hoje temos uma estrutura moderna e organizada, preparada para ampliar nossa produção e alcançar novos mercados&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>Com a nova estrutura, a cooperativa projeta expandir suas vendas para além das fronteiras regionais, mirando grandes mercados consumidores nos estados de Tocantins, Minas Gerais e São Paulo.</p>
<p><em>Fonte: Imaflora</em></p>
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		<title>Plano nacional quer transformar o Brasil em referência global de cacau sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 14:03:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260319194512-GC00075626-F00295139-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o Plano Inova Cacau 2030, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do cacau. O foco está em aumentar a produtividade, melhorar a qualidade do produto, elevar a renda dos produtores e consolidar o Brasil como origem sustentável nos mercados interno e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260319194512-GC00075626-F00295139-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li>
<p data-path-to-node="3,0,0"><em>O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o <b data-path-to-node="3,0,0" data-index-in-node="118">Plano Inova Cacau 2030, </b>com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do cacau.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,1,0"><em>O foco está em aumentar a produtividade, melhorar a qualidade do produto, elevar a renda dos produtores e consolidar o Brasil como origem sustentável nos mercados interno e externo.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,2,0"><em>A liderança do plano será da <b data-path-to-node="3,2,0" data-index-in-node="42">Ceplac</b> (<strong>Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira),</strong> que cuidará da articulação entre instituições, consolidação de dados e elaboração de relatórios.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,4,0"><em>O avanço do plano seguirá diretrizes aprovadas em 2023 e será acompanhado continuamente por metas e indicadores, com divulgação periódica de relatórios para garantir o acesso à informação.</em></p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>De olho no mercado global, o Brasil deu a largada oficial rumo ao futuro da produção de <strong>chocolate sustentável.</strong> O Ministério da Agricultura (Mapa) publicou nesta semana a portaria que institui o <b data-path-to-node="6,0" data-index-in-node="181">Plano Inova Cacau 2030</b>, estabelecendo as diretrizes de governança e monitoramento que vão guiar a cadeia produtiva nos próximos quatro anos.</p>
<p>O <strong>Plano Inova Cacau 2030</strong> tem como objetivo promover o <strong>desenvolvimento sustentável</strong> da cadeia produtiva do cacau, com foco na elevação da produtividade, na melhoria da qualidade, na ampliação da renda dos produtores e no fortalecimento da posição do Brasil como origem sustentável no mercado nacional e internacional.</p>
<p>A execução do plano seguirá as diretrizes, os eixos estratégicos, as metas e os indicadores previstos no documento técnico aprovado em 2023, que poderá ser atualizado periodicamente, sem prejuízo dos objetivos e da estrutura da iniciativa.</p>
<p>A coordenação do plano será exercida pela <strong>Ceplac </strong>(<strong>Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira</strong>), responsável pela articulação interinstitucional, consolidação de informações e indicadores, apoio ao funcionamento das instâncias de governança e elaboração de relatórios periódicos de acompanhamento.</p>
<p>A participação de órgãos e entidades públicas, bem como de instituições privadas, ocorrerá de forma voluntária, mediante instrumentos jurídicos apropriados e em conformidade com a legislação vigente, sem geração automática de obrigações ou compromissos financeiros.</p>
<p>De acordo com a Portaria, o <strong>Plano Inova Cacau 2030</strong> será objeto de monitoramento contínuo, com base em metas e indicadores, e deverá assegurar a elaboração e a divulgação periódica de relatórios de acompanhamento, observadas as normas de transparência e acesso à informação.</p>
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		<title>Pará consolida maior concessão para manejo florestal sustentável do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 15:05:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/concessao-florestal-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará consolidou um marco inédito para a proteção ambiental ao publicar o resultado da maior concessão para manejo florestal sustentável já realizada no País. O processo contempla mais de 800 mil de hectares distribuídos entre as Florestas Estaduais (Flotas) do Paru, na região Oeste, e do Iriri, no Sudoeste paraense. A iniciativa, conduzida pelo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/concessao-florestal-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará consolidou um marco inédito para a proteção ambiental ao publicar o resultado da maior concessão para manejo florestal sustentável já realizada no País. O processo contempla mais de 800 mil de hectares distribuídos entre as Florestas Estaduais (Flotas) do Paru, na região Oeste, e do Iriri, no Sudoeste paraense.</p>
<p>A iniciativa, conduzida pelo Ideflor-Bio, representa um novo patamar para a gestão de florestas públicas no Brasil, fortalecendo o uso sustentável dos recursos naturais como ferramenta de conservação ambiental, geração de emprego e desenvolvimento regional.</p>
<p>Com a conclusão do certame, o Pará passa a liderar nacionalmente o setor de concessões florestais, chegando ao total de 1,5 milhão de hectares concedidos para manejo sustentável.</p>
<p>Segundo o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, o avanço demonstra a retomada de uma política pública estratégica para a Amazônia.</p>
<blockquote><p>“O Pará reafirma seu compromisso com a floresta em pé e com o desenvolvimento sustentável. Em poucos anos, conseguimos transformar a realidade das concessões florestais no estado, triplicando a área concedida e consolidando o Pará como referência nacional em manejo responsável”, destacou.</p></blockquote>
<p>O resultado preliminar divulgado pela Comissão Especial de Licitação do Ideflor-Bio definiu as empresas vencedoras para seis Unidades de Manejo Florestal (UMFs).</p>
<p>Na Flota do Paru, a empresa Arapua Florestal Ltda venceu as UMFs VIa e VIIIa; a MCS Agroflorestal e Construção Civil Ltda ficou com a UMF X; e a TMBR Serviços Florestais Eireli venceu a UMF XI. Já na Flota do Iriri, a Cichelero Indústria, Comércio e Exportação de Madeiras Ltda venceu a UMF I, enquanto a Curua Florestal Ltda conquistou a UMF II.</p>
<h3>Dimensões</h3>
<p>As áreas concedidas estão localizadas em duas das mais importantes florestas públicas do Pará. A Flota do Paru possui extensão total de 3 milhões de hectares, com parte destinada ao manejo sustentável.</p>
<p>Já a Flota do Iriri ocupa cerca de 440 mil hectares, também com parcelas incluídas no projeto. Somadas, as duas unidades ampliam em mais de 120% a área concedida anteriormente no estado.</p>
<p>O certame reuniu 15 empresas participantes e foi estruturado pelo Ideflor-Bio com apoio técnico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>O modelo adotado prevê o manejo sustentável de produtos madeireiros, não madeireiros e serviços florestais, aliando proteção ambiental, estímulo à economia local e fortalecimento das comunidades do entorno.</p>
<p>Nilson Pinto também lembrou que, em 2023, o estado possuía cerca de 465 mil hectares já concedidos e enfrentava dificuldades para concluir novos processos licitatórios.</p>
<p>Desde então, a atual gestão reposicionou as concessões florestais como prioridade institucional, resultando agora em um salto expressivo para 1,5 milhão de hectares ao final do processo em curso.</p>
<h3>Protagonismo feminino</h3>
<p>A diretora de Gestão de Florestas Públicas de Produção do Ideflor-Bio, Ana Cláudia Simoneti, ressaltou a dimensão histórica do projeto e o papel das mulheres em todas as etapas do trabalho.</p>
<blockquote><p>“É um orgulho enorme ver o Estado do Pará fazer história com a realização da maior licitação em área concedida de uma só vez para manejo florestal sustentável. Mais orgulho ainda é constatar o protagonismo feminino desde a estruturação técnica até a Comissão Especial de Licitação, composta exclusivamente por mulheres”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Nilson Pinto finaliza ressaltando que o Pará fortalece sua posição de liderança nacional na agenda florestal sustentável e demonstra que conservação e desenvolvimento podem caminhar juntos, com a nova etapa.</p>
<blockquote><p>“O manejo florestal legal e planejado surge, assim, como instrumento decisivo para proteger a biodiversidade, combater a exploração irregular e gerar oportunidades econômicas duradouras para a população amazônica”, conclui o presidente do Ideflor-Bio.</p></blockquote>
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		<item>
		<title>Fundo Amazônia lança prêmio de R$ 2,5 milhões para reconhecer guardiões da floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 16:12:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades tradicionais]]></category>
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		<category><![CDATA[projetos sustentáveis]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/agricultura-sustentavel-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Fundo Amazônia deu um passo estratégico para fortalecer as populações que mantêm a floresta em pé. Nesta segunda-feira, 6, foi lançado o “Prêmio Fundo Amazônia &#8211; Conhecer e Reconhecer”. A iniciativa, fruto de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o BNDES, vai premiar 50 iniciativas locais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/agricultura-sustentavel-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Fundo Amazônia deu um passo estratégico para fortalecer as populações que mantêm a floresta em pé. Nesta segunda-feira, 6, foi lançado o “Prêmio Fundo Amazônia &#8211; Conhecer e Reconhecer”. A iniciativa, fruto de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o BNDES, vai premiar 50 iniciativas locais com R$ 50 mil cada, totalizando um investimento de R$ 2,5 milhões.</p>
<p>O prêmio foca em organizações e coletivos que já desenvolvem ações concretas de proteção territorial e conservação ambiental na Amazônia Legal. Segundo Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES, a premiação simboliza uma mudança de patamar no Fundo.</p>
<blockquote><p>“Desde 2023, o Fundo ampliou sua presença nos territórios e passa agora a apoiar diretamente iniciativas de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que já desempenham papel central na proteção da floresta. O prêmio reconhece e fortalece esses que são os principais guardiões da Amazônia”, afirmou ela, durante o Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília.</p></blockquote>
<h3>Inscrições</h3>
<p>As inscrições estão abertas até o dia 6 de julho de 2026. Podem participar coletivos e organizações autodeclaradas em três segmentos:</p>
<ul>
<li>Índígenas: 15 iniciativas selecionadas.</li>
<li>Quilombolas: 15 iniciativas selecionadas.</li>
<li>Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs): 20 iniciativas selecionadas.</li>
</ul>
<p>Para a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, a ação vai além do financeiro.</p>
<blockquote><p>“O prêmio valoriza não apenas os povos indígenas e as comunidades quilombolas, mas também a diversidade de povos e comunidades que atuam diretamente na proteção dos territórios e na conservação da Amazônia. Ao reconhecer esses sujeitos, evidencia modos de vida fundamentados no bem-estar coletivo, na relação equilibrada com a natureza e no desenvolvimento de tecnologias ancestrais, historicamente construídas e essenciais para a proteção do bioma amazônico”, destacou.</p></blockquote>
<p>Ela acrescentou ainda que a medida &#8220;fortalece a visibilidade e reafirma o papel estratégico desses povos como verdadeiros guardiões da sociobiodiversidade e detentores de direitos&#8221;.</p>
<h3>Critérios de seleção</h3>
<p>O processo será dividido em duas etapas: habilitação documental pelo BNDES e análise qualitativa por comissões interinstitucionais, que contam com a participação da COIAB, CONAQ e Rede PCTs.</p>
<p>Serão avaliados projetos já realizados que apresentem resultados em frentes como vigilância territorial, restauração ecológica, segurança alimentar e manejo integrado do fogo. Pontos como o protagonismo de mulheres, a participação de jovens e a transmissão de saberes ancestrais serão diferenciais na pontuação.</p>
<p>O cronograma prevê a divulgação dos vencedores em novembro de 2026, com eventos de premiação e visibilidade agendados para o final do ano. Detalhes e editais completos estão disponíveis no site oficial do Fundo Amazônia.</p>
<p><span style="font-size: 14px;">As inscrições vão até 6 de julho de 2026.</span></p>
<p dir="ltr">Todas as informações sobre o Prêmio Fundo Amazônia &#8211; Conhecer e Reconhecer estão disponíveis neste <a class="external-link" title="" href="https://www.fundoamazonia.gov.br/pt/premio-fundo-amazonia/" target="_self" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="" data-tippreview- rel="noopener">link </a>.</p>
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		<title>O &#8220;PIB da Floresta&#8221;: Bioeconomia já movimenta R$ 13,5 bilhões por ano no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 14:49:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
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		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[sociobiodiversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Esqueça, por um momento, os minérios e as grandes commodities. Existe um &#8216;PIB da floresta em pé&#8217; que já deposita R$ 13,5 bilhões anuais na conta do Pará, movido pela força da mandioca, do açaí e do óleo de andiroba. Mais do que uma cifra impressionante, esse montante — detalhado em estudo inédito da Fapespa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Esqueça, por um momento, os minérios e as grandes commodities. Existe um &#8216;PIB da floresta em pé&#8217; que já deposita R$ 13,5 bilhões anuais na conta do Pará, movido pela força da mandioca, do açaí e do óleo de andiroba. Mais do que uma cifra impressionante, esse montante — detalhado em estudo inédito da Fapespa — é revelador de uma economia que gera quase vinte centavos de massa salarial para cada real investido, provando que o desenvolvimento sustentável na Amazônia é, antes de tudo, um excelente negócio.</p>
<p>O &#8220;Relatório Técnico Preliminar: Análise da Bioeconomia da Sociobiodiversidade no Estado do Pará&#8221; mapeou setores essenciais para a economia e a segurança alimentar amazônica. A mandioca lidera o ranking de produção, registrando um Valor Bruto da Produção (VBP) de aproximadamente R$ 7 bilhões. Na sequência, aparecem a pesca e a aquicultura, com R$ 2,7 bilhões, e o açaí, com R$ 1,4 bilhão.</p>
<p>Elaborado pela Rede Pará de Estudos sobre Contas Regionais e Bioeconomia, sob coordenação da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em colaboração com universidades federais do estado, o relatório acende um alerta sobre gargalos estruturais, especialmente na formalização.</p>
<p>No caso da mandioca, embora o volume financeiro seja bilionário, apenas R$ 10 milhões figuram em registros fiscais oficiais. Isso ocorre porque a maior parte da atividade se concentra em casas de farinha comunitárias, seguindo modelos tradicionais de produção que ainda operam à margem dos sistemas tributários formais.</p>
<h3>Novo paradigma de desenvolvimento</h3>
<p>Para o presidente da Fapespa, Marcel Botelho, os dados são fundamentais para embasar decisões governamentais.</p>
<blockquote><p>“A Rede de Bioeconomia é resultado de uma articulação que transcende a formação de um consórcio de pesquisa, representando uma resposta estruturada à necessidade de construir um novo paradigma de desenvolvimento para a Amazônia, fundamentado em dados robustos e cientificamente validados”, afirmou.</p></blockquote>
<p>A análise integra-se a políticas como a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas (PEMC), o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) e o Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), que buscam equilibrar conservação ambiental com incentivo econômico.</p>
<h3>Desigualdade na renda e o poder da organização</h3>
<p>A pesquisa expõe um contraste severo na distribuição de riqueza. Na cadeia da castanha-do-pará, o elo mais vulnerável — os coletores que realizam a extração na floresta — retém apenas 2,9% do valor final do produto, com a maior parte do lucro concentrada na transformação industrial.</p>
<p>Por outro lado, as cadeias de andiroba e copaíba mostram um caminho de emancipação. Graças à organização em associações locais, essas comunidades conseguem reter entre 19% e 31% do valor final.</p>
<p>Segundo Atyliana Dias, diretora da Fapespa, o futuro do setor depende menos da ampliação da extração bruta e mais do &#8220;fortalecimento da organização social, da agregação de valor nos territórios e da proteção das áreas produtivas diante da crise climática&#8221;.</p>
<h3>Multiplicadores Econômicos e Riscos Climáticos</h3>
<p>O investimento no setor demonstra alto retorno social e econômico. Segundo o estudo, cada R$ 1 investido na bioeconomia gera, em média, R$ 1,13 no PIB estadual, além de R$ 0,19 em massa salarial e R$ 0,06 em impostos indiretos.</p>
<p>Esse impacto é potencializado conforme o produto avança na cadeia: o retorno sobe para R$ 1,27 na industrialização e atinge R$ 1,40 na etapa de comercialização.</p>
<p>Contudo, a vulnerabilidade climática ameaça esses ganhos. Relatos de comunidades em municípios como Marabá, Rondon do Pará, Santarém e Oriximiná indicam perdas em safras de castanha, cupuaçu e açaí, além da destruição de áreas por queimadas.</p>
<p>O relatório recomenda, urgentemente, a criação de mecanismos de fomento adaptados à economia informal e a integração de estratégias de adaptação climática para proteger a renda e a segurança alimentar dessas populações.</p>
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		<title>Floresta+ Amazônia inicia pagamento de R$ 18 milhões a quem mantém a floresta em pé</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 14:29:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazôia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[Floresta + Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA)]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/PSA-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na última semana, o Projeto Floresta+ Amazônia liberou o maior lote do edital de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) 02/2024. Nesta rodada, serão repassados R$ 18 milhões a 2.421 beneficiários, com parcelas que variam entre R$ 1.500 e R$ 28 mil.  A iniciativa é do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) executada [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/PSA-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na última semana, o Projeto Floresta+ Amazônia liberou o maior lote do edital de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) 02/2024. Nesta rodada, serão repassados R$ 18 milhões a 2.421 beneficiários, com parcelas que variam entre R$ 1.500 e R$ 28 mil.  A iniciativa é do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) executada com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).</p>
<p>Para Roberta Cantinho, diretora de Políticas de Controle do Desmatamento e Incêndios do MMA, o programa consolida o avanço das políticas públicas diretamente na linha de frente da conservação.</p>
<blockquote><p>“Com o PSA, o governo brasileiro reconhece o trabalho e o esforço das famílias que produzem em suas pequenas propriedades e mantêm a floresta em pé”, enfatizou.</p></blockquote>
<p>Os agricultores contemplados são reconhecidos pela conservação conjunta de mais de 90 mil hectares de floresta nativa. O alcance social do projeto também chama a atenção: quase metade dos beneficiários (43%) são mulheres, responsáveis pela preservação de quase 40 mil hectares.</p>
<p>Este é o primeiro lote de pagamentos de 2026 referente ao edital 02/2024. No total, a iniciativa já investiu mais de R$ 30 milhões, valor que se reflete na conservação de mais de 150 mil hectares. Os pagamentos são realizados pelo Banco da Amazônia (Basa) diretamente nas contas informadas no ato da inscrição, com comunicações enviadas via WhatsApp ou e-mail pela própria equipe do projeto.</p>
<h3>Histórias de quem preserva</h3>
<p>A iniciativa tem permitido a melhoria na qualidade de vida e a conservação de recursos hídricos. Maria Pimentel Cruz, 68, de São Gabriel da Cachoeira (AM), foi contemplada após se inscrever em um mutirão no ano passado. Com o recurso, ela pretende reformar sua casa e proteger o igarapé da propriedade.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente luta muito para manter a roça e o igarapé. Quando recebemos um dinheiro extra, dá muita satisfação e um ânimo a mais”, afirma.</p></blockquote>
<p>No Pará, o agricultor Nazareno Castro, 58, proprietário do sítio Poacê, em Moju, destaca a importância do incentivo.</p>
<blockquote><p>“Há 30 anos tiramos da floresta nosso sustento e sossego. Receber um recurso para preservar é um prêmio que mostra que estamos no caminho certo”.</p></blockquote>
<p>Para Roberta Cantinho, o sucesso do PSA é um reforço do poder das políticas públicas.</p>
<blockquote><p>“Os agricultores reconhecem as vantagens da conservação e se sentem orgulhosos por vencer o desmatamento. Isso é extremamente positivo”, conclui.</p></blockquote>
<h3>Como funciona e como participar</h3>
<p>Segundo Carlos Casteloni, assessor técnico do Floresta+ Amazônia, o recurso é um reconhecimento pela manutenção do Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular e da área remanescente de vegetação nativa. &#8220;Estão recebendo agricultores que se inscreveram nos mutirões presenciais ou pelo site do projeto desde o ano passado e cumpriram os requisitos. Outros pagamentos ocorrerão este ano, e as inscrições permanecem abertas até junho”, explica.</p>
<p>O valor do PSA não exige prestação de contas.</p>
<blockquote><p>“Muitos agricultores reinvestem na propriedade com cercamento, compra de sementes, ferramentas e até matrizes para diversificar a produção”, aponta Casteloni.</p></blockquote>
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		<title>Retrospectiva 2025: As histórias de paraenses que reescrevem o futuro do Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/retrospectiva-2025-as-historias-de-paraenses-que-reescrevem-o-futuro-do-para/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Dec 2025 11:45:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[floresta em pé]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[retrospectiva]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-11.36.29-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Esqueça o que você sabe sobre o calendário. No coração da Amazônia, 2025 não foi um ano de transição, mas sim de convergência. O Pará se firmou como palco de uma revolução silenciosa, onde a sabedoria ancestral, a urgência climática e o compromisso com a sustentabilidade se encontraram. Produtores e empreendedores paraenses colocaram o estado [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-11.36.29-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Esqueça o que você sabe sobre o calendário. No coração da Amazônia, 2025 não foi um ano de transição, mas sim de convergência. O Pará se firmou como palco de uma revolução silenciosa, onde a sabedoria ancestral, a urgência climática e o compromisso com a sustentabilidade se encontraram.</p>
<p>Produtores e empreendedores paraenses colocaram o estado no mapa mundial da inovação verde, com a COP30. Mas antes da conferência do clima e depois dela, o ano foi marcado por personagens que transformaram desafios em soluções de bioeconomia.</p>
<p>Relembre algumas dessas pessoas que foram destaque no <strong>Pará Terra Boa</strong> em 2025.</p>
<h3>Vinho com sabor de floresta</h3>
<p>Sâmia Lirne está no centro da revolução silenciosa que transforma frutos amazônicos em vinhos artesanais com compromisso de sustentabilidade. A Alter do Chão Wine, de Santarém, com menos de um ano, já se destaca: além de produzir vinho de açaí com 20% do caroço incluído na fermentação, a empresa tem na sustentabilidade o guia de todas as suas práticas, desde o modelo de coleta sustentável com comunidades locais até o cuidado com o solo e as gerações futuras.</p>
<figure id="attachment_40095" aria-describedby="caption-attachment-40095" style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-40095" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42-300x296.jpeg" alt="" width="476" height="470" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42-300x296.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42-1024x1010.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42-768x757.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42-150x148.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42-450x444.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42.jpeg 1069w" sizes="(max-width: 476px) 100vw, 476px" /><figcaption id="caption-attachment-40095" class="wp-caption-text">Sâmia Lirne fundou e é diretora da Alter do Chão Wine, que produz vinho com caroço de açaí Foto: Reprodução Instagram</figcaption></figure>
<h3>Chocolate fino, amigo da natureza</h3>
<p>No município de Brasil Novo, na região do Xingu, agricultores familiares estão liderando a transformação do cacau em chocolate fino, consolidando a bioeconomia local. O movimento de verticalização da produção tem como uma de suas pioneiras Jiovana Lunelli,  da Cacau Xingu, cuja fábrica em sistemas agroflorestais foi a primeira do estado a obter o registro artesanal. Mas Iradi Frutuoso (Frutuoso Chocolate) e Verônica Preuss (&#8220;Kakao Blumenn&#8221;), entre outros, têm ajudado Brasil Novo a se consolidar como uma das principais referências da cacauicultura no Pará.</p>
<figure id="attachment_35428" aria-describedby="caption-attachment-35428" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-35428" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli-300x200.webp" alt="" width="534" height="356" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli-300x200.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli-768x512.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli-150x100.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli-450x300.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli.webp 860w" sizes="(max-width: 534px) 100vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-35428" class="wp-caption-text">Jiovana Lunelli foi a primeira a receber o selo de chocolate artesanal no estado. Foto: Cacau Xingu</figcaption></figure>
<h3>Palafita sustentável</h3>
<p>O engenheiro civil José Coelho transformou as memórias de sua infância na ilha de Santa Rita, em Juruti, marcada pelas dificuldades das cheias do Rio Amazonas, em uma solução inovadora: a Casa de Várzea. Seu projeto patenteado de palafita sustentável resolve o problema dos alagamentos comuns nas várzeas amazônicas. Isso se deve a um sistema de elevação hidráulica natural que permite que a casa acompanhe o movimento das cheias, evitando inundações. Além disso, a casa utiliza uma madeira biosintética durável (feita com 70% de resíduos vegetais, como caroço de açaí, e 30% de plástico reciclado) tratada com o princípio ativo da andiroba, que atua como repelente natural de insetos transmissores de doenças. O projeto é totalmente sustentável.</p>
<figure id="attachment_34791" aria-describedby="caption-attachment-34791" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-34791" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-300x200.jpg" alt="" width="512" height="341" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-2048x1365.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-34791" class="wp-caption-text">O engenheiro José Coelho diz que o conceito da casa de várzea pode ser aplicado a outras construções. Foto: Agência Pará</figcaption></figure>
<h3>Frutos da floresta em pé</h3>
<p>A produtora Hortência Osaqui é a responsável por transformar o bacuri no símbolo de um empreendimento familiar de sucesso e sustentabilidade na Fazenda Bacuri, em Augusto Corrêa. Após assumir o legado de mais de 50 anos deixado por seu pai, Henrique Osaqui – que na década de 1970 iniciou o manejo agroflorestal para recuperar uma área degradada de 64 hectares –, ela inovou ao verticalizar a cadeia produtiva em 2009. Sua visão resultou na criação de uma agroindústria com a marca Osaqui, que hoje produz geleias, compotas e licores artesanais de frutas amazônicas como bacuri (simples e com pimenta), açaí e cupuaçu, todos com certificação orgânica e autorização para exportação para a Europa e os Estados Unidos, com todos os insumos básicos (exceto o açúcar orgânico) produzidos na própria fazenda.</p>
<figure id="attachment_33871" aria-describedby="caption-attachment-33871" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-33871" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/floresta-hortencia-osaqui-300x222.png" alt="" width="610" height="452" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/floresta-hortencia-osaqui-300x222.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/floresta-hortencia-osaqui-150x111.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/floresta-hortencia-osaqui-450x332.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/floresta-hortencia-osaqui.png 532w" sizes="(max-width: 610px) 100vw, 610px" /><figcaption id="caption-attachment-33871" class="wp-caption-text">Família Osaqui viu a oportunidade de empreender com a preservação da floresta. Foto: Reprodução Instagram</figcaption></figure>
<h3>Borracha + açaí = tênis</h3>
<p>O empreendedor social Francisco Samonek está reativando seringais nativos e transformando o látex em uma cadeia de valor sustentável, com a Seringô.  A empresa fabrica tênis a partir de 70% de borracha amazônica e 30% de caroço de açaí, em um processo artesanal, limpo e sem geração de resíduos. A startup inova ao integrar a extração do látex à dinâmica da agricultura familiar no Marajó, com capacitação para que as mais de 1.500 famílias envolvidas no empreendimento tenham uma renda melhor e possam vender tanto a matéria-prima quanto artesanato e biojoias feitas com recursos da floresta. A Seringô desenvolve uma tecnologia social que valorize o seringueiro como um empreendedor, gerando renda e um pagamento pela proteção da floresta.</p>
<figure id="attachment_27930" aria-describedby="caption-attachment-27930" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-27930" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Francisco-Samonek-Credito-Julia-Dias-Carneiro-BBC-300x225.jpg" alt="" width="519" height="389" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Francisco-Samonek-Credito-Julia-Dias-Carneiro-BBC-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Francisco-Samonek-Credito-Julia-Dias-Carneiro-BBC-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Francisco-Samonek-Credito-Julia-Dias-Carneiro-BBC-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Francisco-Samonek-Credito-Julia-Dias-Carneiro-BBC-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Francisco-Samonek-Credito-Julia-Dias-Carneiro-BBC.jpg 800w" sizes="(max-width: 519px) 100vw, 519px" /><figcaption id="caption-attachment-27930" class="wp-caption-text">O empreendedor social Franciso Samonek cria calçados com a borracha nativa da Amazônia. Foto: Júlai Dias Carneiro / BBC Brasil</figcaption></figure>
<h3>Mudança de mentalidade</h3>
<p>O agricultor Antônio Maurício Batista, de Itupiranga, no sudeste paraense, representa uma importante mudança de mentalidade na Amazônia. Após anos desmatando a floresta para plantar capim para gado – prática predominante em sua região –,o produtor inverteu seu caminho ao aderir aos Sistemas Agroflorestais (SAFs). Ele descobriu que plantar espécies produtivas como cacau e açaí, que dão sustento à família, também contribui para o meio ambiente. Com isso, ele conseguiu não apenas diversificar sua produção e aumentar a renda, mas também recuperar uma área degradada em sua propriedade.</p>
<figure id="attachment_26163" aria-describedby="caption-attachment-26163" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-26163" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Florestal-Antonio-Mauricio-Credito-Enilson-Solano-e1739388845675-300x155.jpg" alt="" width="602" height="311" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Florestal-Antonio-Mauricio-Credito-Enilson-Solano-e1739388845675-300x155.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Florestal-Antonio-Mauricio-Credito-Enilson-Solano-e1739388845675-150x77.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Florestal-Antonio-Mauricio-Credito-Enilson-Solano-e1739388845675-450x232.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Florestal-Antonio-Mauricio-Credito-Enilson-Solano-e1739388845675.jpg 600w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /><figcaption id="caption-attachment-26163" class="wp-caption-text">O agricultor Antônio Maurício é um dos benefíciados pelo projeto Inovaflora. Foto: Enilson Solano / Embrapa</figcaption></figure>
<h3>Um banco de sementes</h3>
<p>Na comunidade quilombola São Sebastião Cipoal, em Portel, na região do Marajó, o professor e especialista em educação no campo Maicon Oliveira está na linha de frente do combate à crise climática. Como participante do projeto Juventude Pelo Clima do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), ele criou um projeto que inclui a montagem de um banco de sementes, um &#8220;cofre&#8221; genético essencial para reflorestar áreas desmatadas ou com características desérticas no território quilombola. O banco não apenas garante acesso a sementes de qualidade, como também serve para preservar a ancestralidade e a saúde da comunidade, evitando a perda de espécies medicinais e garantindo alimentos para a escola local.</p>
<figure id="attachment_36711" aria-describedby="caption-attachment-36711" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-36711" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-300x188.jpg" alt="" width="551" height="345" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-300x188.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-1024x642.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-768x481.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-1536x963.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-150x94.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-450x282.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-1200x752.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604.jpg 1600w" sizes="(max-width: 551px) 100vw, 551px" /><figcaption id="caption-attachment-36711" class="wp-caption-text">Maicon Oliveira é um dos filhos do quilombo São Sebastião Cipoal e um dos participantes da Juventude Pelo Clima. Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Iniciativas de empreendedorismo feminino aliam geração de renda e preservação da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 15:25:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[floresta em pé]]></category>
		<category><![CDATA[PLANbio]]></category>
		<category><![CDATA[plano estadual de bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[renda]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/20251117201925-GC00072618-F00275700-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Artesãs, agricultoras, extrativistas e produtoras paraenses estão fortalecendo a transformação da floresta em fonte de renda, a partir do uso racional dos recursos da Amazônia. Desde sua implementação em 2022, o Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio) já contabiliza aproximadamente R$ 600 milhões em investimentos diretos, beneficiando mais de 400 mil pessoas e apoiando mais de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/20251117201925-GC00072618-F00275700-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Artesãs, agricultoras, extrativistas e produtoras paraenses estão fortalecendo a transformação da floresta em fonte de renda, a partir do uso racional dos recursos da Amazônia. Desde sua implementação em 2022, o Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio) já contabiliza aproximadamente R$ 600 milhões em investimentos diretos, beneficiando mais de 400 mil pessoas e apoiando mais de dois mil negócios, incluindo comunitários, e colocando o protagonismo feminino no centro das políticas de desenvolvimento.</p>
<p>Com respeito aos saberes tradicionais e à diversidade sociocultural amazônica, essas empreendedoras movimentam cadeias produtivas e impulsionam o desenvolvimento sustentável em comunidades tradicionais.</p>
<p>A agricultora Gleicy Melo, 26 anos, ribeirinha do Arquipélago do Marajó, é um exemplo desse avanço. Como parte da Cooperativa Marajó, ela pontua o ganho de maior visibilidade e credibilidade a partir da bioeconomia.</p>
<blockquote><p>&#8220;É muito inspirador para mim, como mulher ribeirinha de comunidades tradicionais, ver o reconhecimento e desenvolvimento do nosso trabalho. Passamos a fornecer produtos para a merenda escolar. Em Portel, as mulheres são a força ribeirinha que impulsiona a economia local&#8221;, ressalta.</p></blockquote>
<p>A diretora de Bioeconomia da Semas, Iara Menezes, explica que o fomento a negócios liderados por mulheres e jovens estimula a autonomia financeira e a inovação social. O objetivo é estruturar empreendimentos sustentáveis para que tenham condições reais de competir e gerar renda no mercado da bioeconomia. Ações como o lançamento do novo Parque de Bioeconomia da Amazônia, em Belém, potencializam esses investimentos.</p>
<blockquote><p>&#8220;As mulheres não apenas participam das iniciativas de bioeconomia, mas lideram processos de transformação social e produtiva, tornando-se protagonistas de um desenvolvimento mais inclusivo, equitativo e sustentável”, destaca Iara.</p></blockquote>
<h3> Capacitação e alcance</h3>
<p>Em outra frente de ação, a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) já atendeu 73 artesãs de comunidades quilombolas das regiões de Integração Marajó, Baixo Amazonas, Guamá, Rio Caeté e Rio Capim. Essas ações envolvem capacitação, promoção e acesso a mercados, promovendo a autonomia econômica e o reconhecimento social das artesãs, conforme destacou Silvia Reis da Silva, coordenadora da Seaster.</p>
<p>A artesã Andréa Mendes, fundadora do Coletivo Artesãs Empoderadas da Cabanagem, celebra esse contexto de protagonismo feminino, ressaltando o valor de trabalhar com a arte e os produtos da floresta.</p>
<blockquote><p>“Em 2021, comecei a trabalhar com produtos da floresta e vivi uma transformação total. Trabalhar com arte e reciclagem não tem preço; é muito prazeroso. É muito importante ver uma mulher impulsionar a outra”, finaliza.</p></blockquote>
<p>O resultado prático dessas ações é o fortalecimento de empreendimentos sustentáveis, em condições reais de competir e gerar renda, com ações potencializadas por investimentos, como o lançamento do novo Parque de Bioeconomia da Amazônia.</p>
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		<title>Campanha cobra financiamento direto a comunidades que cuidam da floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 15:09:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Aliança dos Povos pelo Clima]]></category>
		<category><![CDATA[dívida climática]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[floresta em pé]]></category>
		<category><![CDATA[pvos da floresta]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boleto_alianca_pleo_clima-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um boleto gigante, estampado com o valor simbólico de R$ 1,6 trilhão, foi instalado nesta semana na Avenida Paulista, em São Paulo, para chamar a atenção para a dívida climática dos países mais ricos com os povos e territórios do Sul Global. A “data de vencimento” no boleto é uma provocação direta: 525 anos, o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boleto_alianca_pleo_clima-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um boleto gigante, estampado com o valor simbólico de R$ 1,6 trilhão, foi instalado nesta semana na Avenida Paulista, em São Paulo, para chamar a atenção para a dívida climática dos países mais ricos com os povos e territórios do Sul Global. A “data de vencimento” no boleto é uma provocação direta: 525 anos, o tempo desde o início da colonização das Américas.</p>
<p>A ação faz parte da campanha &#8220;A Gente Cobra – Financiamento Climático Direto para Quem Cuida da Floresta&#8221;, organizada pela Aliança dos Povos pelo Clima, que foi oficialmente lançada na terça-feira (28). A mesma manifestação, que exibe um boleto de até oito metros de largura, também foi realizada em Brasília, Recife, Santarém e na região do Xingu, e marca o início da jornada da Aliança na COP30, que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém.</p>
<p>A iniciativa defende um novo modelo para o uso dos recursos climáticos, argumentando que eles devem ser direcionados diretamente a povos e comunidades tradicionais. O modelo deve ser baseado em princípios de confiança, corresponsabilidade e regras simplificadas que reconheçam as realidades locais.</p>
<blockquote><p>“A gente já sabe o que tem que fazer, sabe o que pode evitar o colapso e fazer regredir a temperatura, mas isso vai depender de financiamento e de interesse político e internacional. Temos que conseguir direcionar os fundos de financiamento climático para quem exatamente está protegendo (esses biomas)”, disse Jonaya de Castro, que integra o coletivo Unidos pelo Clima, à Agência Brasil.</p></blockquote>
<p>Entre as principais reivindicações do movimento estão:</p>
<ol>
<li><b>Destinação Direta:</b> que <span class="math-inline" data-math="50\%">50%</span> dos fundos climáticos sejam destinados diretamente às comunidades.</li>
<li><b>Participação Decisória:</b> garantia de participação deliberativa em conselhos de fundos importantes, como o Tropical Forests Forever Facility (TFFF) e o Fundo de Perdas e Danos (FRLD).</li>
<li><b>Fundos Autônomos:</b> fortalecimento de fundos comunitários que sejam autônomos.</li>
<li><b>Taxação Global:</b> implementação de uma taxação global sobre grandes fortunas e lucros excessivos para financiar a ação climática.</li>
</ol>
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