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	<title>flora &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Saberes unidos: Ciência e tradição mapeiam a biodiversidade na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 20:48:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0400.JPG-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Começou em Belém, na UFPA, o seminário que apresenta o primeiro inventário de fauna e flora da Terra Indígena Panará, unindo pesquisadores acadêmicos (UFPA, Unicamp e Jardim Botânico do RJ) e o conhecimento tradicional indígena. O projeto pioneiro já registrou 14.823 animais de 602 espécies. O monitoramento identificou 27 espécies ameaçadas de extinção ou [...]]]></description>
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<p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Começou em Belém, na UFPA, o seminário que apresenta o primeiro inventário de fauna e flora da Terra Indígena Panará, unindo pesquisadores acadêmicos (UFPA, Unicamp e Jardim Botânico do RJ) e o conhecimento tradicional indígena.</em></li>
<li>
<p data-path-to-node="1,1,0"><em>O projeto pioneiro já registrou 14.823 animais de 602 espécies. O monitoramento identificou 27 espécies ameaçadas de extinção ou vulneráveis (como o macaco Zogue-zogue e o Tatu-canastra) e rastreou animais até então desconhecidos pelos próprios indígenas.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,2,0"><em>A iniciativa utiliza ferramentas digitais e armadilhas fotográficas para monitorar a biodiversidade e a qualidade da água do rio Iriri, ajudando a proteger o território frente à pressão do garimpo ilegal e da expansão da agricultura industrial na região.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,3,0"><em>O projeto gerou impactos sociais nas aldeias, como o &#8220;Cine Bicho&#8221; (exibição de imagens da fauna para as comunidades) e o registro em áudio e vídeo dos nomes dos animais no idioma Panará, salvaguardando a língua e a cultura local.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,4,0"><em> O evento, que debate a pesquisa intercultural como modelo urgente para a conservação da Amazônia, vai até sábado (20 de junho) de forma híbrida: presencialmente na UFPA ou online pelo canal da Conservação Internacional no YouTube.</em></p>
</li>
</ul>
</div>
</div>
<p>Foi com uma apresentação cultural dos indígenas Panará que começou nesta quinta-feira, 18, no auditório da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, o “Seminário Pesquisa intercultural como ferramenta de proteção e conservação dos Territórios Indígenas” para a apresentação dos resultados do primeiro inventário de fauna e flora da Terra Indígena (TI) Panará. O encontro segue até sábado, 20.</p>
<p>Pesquisadores acadêmicos e lideranças do povo Panará compartilharam os dados de uma cooperação pioneira que uniu a ciência ao saber ancestral para proteger o coração da Amazônia.</p>
<p>Enquanto cientistas de instituições como UFPA, Unicamp e Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em parceria com a Conservação Internacional (CI-Brasil), entraram com ferramentas digitais, aplicativos de coleta e armadilhas fotográficas (câmeras traps), os jovens e anciãos Panará trouxeram a capacidade única de decifrar a floresta.</p>
<h3>Mais de 14 mil espécies</h3>
<p>Até o momento, o projeto registrou 14.823 animais de 602 espécies, sendo 27 ameaçadas de extinção, como: o macaco Zogue-zogue (Plecturocebus vieirai) ou vulneráveis, a exemplo do Tatu canastra (Priodontes maximus).</p>
<p>Há também as espécies que eram desconhecidas dos Panarás, como a Maria-leque (Onychorhynchus coronatus) e a Perereca-de-vidro (Hyalinobatrachium cappellei).</p>
<p>A iniciativa permitiu rastrear espécies criticamente ameaçadas e monitorar a qualidade da água do rio Iriri, essencial para a sobrevivência dos indígenas da região, fortemente pressionada pelo avanço do garimpo ilegal e da agricultura industrial. Os resultados desse trabalho serão debatidos durante os três dias do seminário.</p>
<p>O projeto gerou impactos sociais imediatos dentro das aldeias, incluindo o &#8220;Cine Bicho&#8221;,  um momento de exibição das imagens da fauna para a comunidade, e colaborou para o fortalecimento cultural do povo por meio do registro em áudio e vídeo dos nomes dos animais no idioma Panará.</p>
<h3>Como acompanhar</h3>
<p>Os debates e dados que começaram a ser divulgados hoje podem ser acompanhados de forma gratuita:</p>
<ul>
<li><strong>Presencial</strong>: Na UFPA, em Belém, com inscrições via plataforma Sympa.</li>
<li><strong>Online</strong>: Com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Conservação Internacional no YouTube.</li>
</ul>
<p>O objetivo do encontro, iniciado com uma celebração da cultura Panará e que está sendo traduzido simultaneamente para o idioma Panará, é mostrar que a pesquisa intercultural é um caminho viável e urgente para a proteção de outras áreas sensíveis da Amazônia.</p>
<div></div>
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