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	<title>fiscalização militar &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Fiscalização militar foi mais cara e menos eficiente contra desmate na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 15:49:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/desmate35-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Caro e ineficiente. O uso das Forças Armadas para fiscalização ambiental na Amazônia, um dos pilares da política antiambiental do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, não só gastou muito mais em comparação com o IBAMA como também entregou muito menos em termos de autuações. Essa é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/desmate35-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Caro e ineficiente. O uso das Forças Armadas para fiscalização ambiental na Amazônia, um dos pilares da política antiambiental do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, não só gastou muito mais em comparação com o IBAMA como também entregou muito menos em termos de autuações.</p>
<p>Essa é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  publicado recentemente na revista <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-024-52180-7" target="_blank" rel="noopener">Scientific Reports</a> . Entre 2019 e 2020, as Forças Armadas gastaram R$ 444 milhões em operações contra o desmatamento na Amazônia. Esse valor é quase 1/4 do total gasto pelo IBAMA em um período muito maior, entre 2004 e 2020 (R$ 1,66 bilhão).</p>
<p>Mesmo com o alto gasto, os alertas de derrubada de floresta dispararam nesse período, com altas de 113% em 2019 e 60% em 2020. O descontrole também se refletiu na explosão das queimadas no bioma amazônico, em especial no primeiro da gestão do ex-presidente.</p>
<p>O estudo analisou também a evolução – ou melhor, involução – do arcabouço institucional brasileiro de combate a crimes ambientais nas duas primeiras décadas do século XXI. Entre 2004 e 2012, inovações em ferramentas tecnológicas e políticas públicas permitiram uma redução histórica na taxa de desmatamento, de 84% em oito anos. No entanto, retrocessos políticos (como a reforma do Novo Código Florestal) e o enfraquecimento dos órgãos de fiscalização desperdiçaram esses ganhos na década seguinte: entre 2013 e 2022, a taxa de desmate cresceu 60%.</p>
<p>Os autores também exploraram possíveis caminhos para que o poder público recupere a trajetória de quedas sucessivas no desmatamento nos próximos anos. Entre as recomendações, estão a execução efetiva das multas ambientais e restrições ainda mais rígidas para quem for autuado por crime ambiental.</p>
<blockquote><p>“Para além de aumentar autuações e embargos, é necessário fazê-los valer, concluir os julgamentos das multas, aliar o gasto público com governança efetiva”, <a href="https://ufmg.br/comunicacao/noticias/como-o-brasil-saiu-da-vanguarda-no-combate-a-crimes-ambientais-para-ser-vilao-do-desmatamento" target="_blank" rel="noopener">afirmou</a> Felipe Nunes, pesquisador da UFMG e autor principal do estudo.</p></blockquote>
<p>De acordo com Nunes, as instituições financeiras e agências sanitárias ainda não conseguem impedir que desmatadores ilegais vendam seus produtos ou obtenham crédito, porque eles já sabem como burlar e esconder a origem contaminada de seus produtos. Porém, há formas de ajudar a combater o detruição florestal</p>
<blockquote><p>&#8220;Nesse contexto, instrumentos públicos capazes revelar o desmatamento de fornecedores diretos e indiretos de commodities, como as plataformas SeloVerde <a href="https://www.semas.pa.gov.br/seloverde/" target="_blank" rel="noopener">PA</a> e <a href="https://seloverde.meioambiente.mg.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">MG</a>, em conjunto com programas de regularização ambiental em larga escala, serão cruciais para reduzir o desmatamento nos próximos anos&#8221;, sugere o pesquisador.</p></blockquote>
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