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	<title>Financiamento Climático &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Financiamento Climático &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>II Semana do Clima da Amazônia debate bioeconomia e financiamento climático em Belém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 15:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/semana-do-clima-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Belém sedia a II Semana do Clima da Amazônia, de 29 de junho a 4 de julho, o primeiro grande encontro ambiental da região após a COP30. O evento vai debater estratégias para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, com foco em eixos como bioeconomia, financiamento climático, direitos territoriais e o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/semana-do-clima-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="1,0,0"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Belém sedia a II Semana do Clima da Amazônia, de 29 de junho a 4 de julho, o primeiro grande encontro ambiental da região após a COP30.</em></li>
<li><em>O evento vai debater estratégias para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, com foco em eixos como bioeconomia, financiamento climático, direitos territoriais e o beneficiamento do açaí.</em></li>
<li><em>A iniciativa &#8220;Casa Sociobio&#8221; promove o evento &#8220;Sociobioeconomia Viva&#8221; para discutir o fortalecimento econômico diretamente a partir das experiências de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.</em></li>
<li><em>Uma feira de negócios sustentáveis reúne empreendedores locais para apresentar produtos da sociobiodiversidade paraense a investidores e grandes compradores, gerando renda e autonomia para os territórios.</em></li>
</ul>
<p>Poucos meses após sediar a COP30, Belém volta a receber lideranças nacionais e internacionais para discutir o futuro da agenda climática global, durante a II Semana do Clima da Amazônia, realizada de 29 de junho a 4 de julho.</p>
<p>Considerado o primeiro grande encontro ambiental da região após a COP30, a II Semana do Clima da Amazônia reúne representantes dos setores público e privado, acadêmicos, povos indígenas e comunidades tradicionais para acompanhar os compromissos firmados durante a conferência do clima de Belém.</p>
<p>A meta é debater estratégias para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.</p>
<p>Para o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará, Raul Protázio, o momento é de transformar os compromissos assumidos em ações concretas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Depois da COP30, o desafio passa a ser transformar compromissos em resultados. A Semana do Clima é uma oportunidade para acompanhar essa implementação e fortalecer parcerias que acelerem soluções para a Amazônia e para o clima global&#8221;, destacou.</p></blockquote>
<h3>Debates estratégicos</h3>
<p>As atividades serão realizadas no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, localizado no complexo Porto Futuro, além de mais de uma dezena de espaços parceiros distribuídos pela capital paraense.</p>
<p>O objetivo é fortalecer o diálogo entre diferentes setores da sociedade e acompanhar os avanços das ações voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas na Amazônia.</p>
<p>Entre os destaques da programação estão debates sobre a implementação dos compromissos pós-COP30, mecanismos de financiamento para a sociobioeconomia, fortalecimento das cadeias produtivas da floresta e iniciativas de desenvolvimento territorial sustentável.</p>
<p>A programação também contará com mais de 60 atividades autogestionadas promovidas por organizações da sociedade civil, movimentos sociais e instituições de pesquisa. Os encontros abordarão temas como agricultura familiar, justiça climática, governança ambiental e desenvolvimento sustentável, aproximando as discussões globais da realidade dos territórios amazônicos.</p>
<h3>Territórios amazônicos</h3>
<p>Outro destaque será a Casa Sociobio, iniciativa construída em parceria com povos indígenas, comunidades quilombolas, agricultores familiares e demais populações tradicionais. O espaço promoverá debates sobre sociobioeconomia e desenvolvimento sustentável, valorizando experiências desenvolvidas nos territórios amazônicos.</p>
<p>No dia 1º de julho, a Casa Sociobio realiza o evento “Sociobioeconomia Viva”, reunindo representantes de comunidades tradicionais e instituições ligadas ao ecossistema da bioeconomia para discutir oportunidades de fortalecimento da produção sustentável e geração de renda na floresta.</p>
<h3>Feira de negócios</h3>
<p>A programação inclui ainda uma feira voltada à promoção de negócios sustentáveis, realizada em parceria com a Hydro. Nove empreendedores da sociobiodiversidade paraense foram selecionados para apresentar seus produtos a investidores, empresas e participantes do evento.</p>
<p>A iniciativa busca ampliar a visibilidade de negócios sustentáveis e criar novas oportunidades de comercialização para produtos desenvolvidos por comunidades tradicionais e agricultores familiares.</p>
<p>A II Semana do Clima da Amazônia consolida o Pará como referência na construção de soluções para os desafios climáticos e no fortalecimento da bioeconomia. A proposta é que o evento se mantenha como uma agenda permanente de articulação entre governos, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, dando continuidade ao legado da COP30.</p>
<blockquote><p>&#8220;O Pará deixou de ser apenas palco dos debates, para se consolidar como formulador de respostas práticas para a crise climática. A continuidade de eventos como a Semana do Clima garante que o legado da COP30 se traduza em desenvolvimento sustentável, geração de empregos verdes e conservação ambiental para os paraenses&#8221;, avalia o secretário Raul Protázio.</p></blockquote>
<h4>Serviço:</h4>
<ul>
<li>II Semana do Clima da Amazônia</li>
<li>De 29 de junho a 4 de julho</li>
<li>Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia e mais de uma  dezena de espaços parceiros, com 67 eventos autogestionados, em toda Belém;</li>
<li>Inscrições e programação, acesse aqui.</li>
</ul>
<div></div>
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		<title>Presidência da COP30 está trabalhando simultaneamente em três Mapas do Caminho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 16:40:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/andre_correa_do_lago22-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Presidência da COP30 está trabalhando simultaneamente em três Mapas do Caminho. Além dos roteiros para o afastamento dos combustíveis fósseis e para o fim do desmatamento, o comando da conferência de Belém atua para aprimorar o roadmap para alcançar US$ 1,3 trilhões anuais em financiamento para o clima em 2035. Por conta disso, o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/andre_correa_do_lago22-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Presidência da COP30 está trabalhando simultaneamente em três Mapas do Caminho. Além dos roteiros para o afastamento dos combustíveis fósseis e para o fim do desmatamento, o comando da conferência de Belém atua para aprimorar o roadmap para alcançar US$ 1,3 trilhões anuais em financiamento para o clima em 2035.</p>
<p>Por conta disso, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, inicia nesta semana uma viagem à Europa, com escalas na Turquia, na Itália e na França, para dar solidez aos três mapas. Cada um inclui pelo menos uma entidade internacional, que será a fonte de dados mais relevantes e recentes, um coordenador e uma instituição brasileira que funcionará como um secretariado para a presidência da conferência de Belém.</p>
<p>No roadmap para o fim dos combustíveis fósseis, a fonte de dados será a Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em Inglês). Corrêa do Lago falará com o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol, em Paris. Também participarão a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). No Brasil, a entidade de apoio será a consultoria Catavento.</p>
<p>Na semana passada, um grupo de 114 organizações da sociedade civil divulgou uma carta aberta à Presidência da COP30 alertando para a necessidade de um forte compromisso político e um processo participativo na elaboração do mapa para além dos combustíveis fósseis. A demanda parece ser ainda mais importante diante da inclusão da OPEP nos debates. Somente assim a iniciativa não se tornará “mais um documento que junta poeira”, destacaram as entidades.</p>
<p>No mapa para eliminar o desmatamento global até 2030, a instituição-chave será a FAO, órgão das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. “A FAO cuida de florestas sob várias dimensões. Mas, naturalmente, vamos ouvir a Convenção de Biodiversidade, o PNUMA e outras instituições”, acrescentou Corrêa do Lago. A instituição escolhida no Brasil é o CPI/PUC-Rio.</p>
<p>Já o roteiro sobre financiamento climático terá outra dinâmica. Afinal, o documento foi apresentado pelas presidências da COP30 e da COP29 na conferência de Belém. Assim, uma das ações previstas para outubro é um relatório elaborado por um grupo de especialistas para refinar dados e desenvolver caminhos concretos de finanças para chegar aos US$ 1,3 trilhões. Outra frente é solicitar às agências da ONU que compartilhem serviços para reduzir a fragmentação de esforços.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Campanha cobra financiamento direto a comunidades que cuidam da floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 15:09:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Aliança dos Povos pelo Clima]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boleto_alianca_pleo_clima-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um boleto gigante, estampado com o valor simbólico de R$ 1,6 trilhão, foi instalado nesta semana na Avenida Paulista, em São Paulo, para chamar a atenção para a dívida climática dos países mais ricos com os povos e territórios do Sul Global. A “data de vencimento” no boleto é uma provocação direta: 525 anos, o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boleto_alianca_pleo_clima-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um boleto gigante, estampado com o valor simbólico de R$ 1,6 trilhão, foi instalado nesta semana na Avenida Paulista, em São Paulo, para chamar a atenção para a dívida climática dos países mais ricos com os povos e territórios do Sul Global. A “data de vencimento” no boleto é uma provocação direta: 525 anos, o tempo desde o início da colonização das Américas.</p>
<p>A ação faz parte da campanha &#8220;A Gente Cobra – Financiamento Climático Direto para Quem Cuida da Floresta&#8221;, organizada pela Aliança dos Povos pelo Clima, que foi oficialmente lançada na terça-feira (28). A mesma manifestação, que exibe um boleto de até oito metros de largura, também foi realizada em Brasília, Recife, Santarém e na região do Xingu, e marca o início da jornada da Aliança na COP30, que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém.</p>
<p>A iniciativa defende um novo modelo para o uso dos recursos climáticos, argumentando que eles devem ser direcionados diretamente a povos e comunidades tradicionais. O modelo deve ser baseado em princípios de confiança, corresponsabilidade e regras simplificadas que reconheçam as realidades locais.</p>
<blockquote><p>“A gente já sabe o que tem que fazer, sabe o que pode evitar o colapso e fazer regredir a temperatura, mas isso vai depender de financiamento e de interesse político e internacional. Temos que conseguir direcionar os fundos de financiamento climático para quem exatamente está protegendo (esses biomas)”, disse Jonaya de Castro, que integra o coletivo Unidos pelo Clima, à Agência Brasil.</p></blockquote>
<p>Entre as principais reivindicações do movimento estão:</p>
<ol>
<li><b>Destinação Direta:</b> que <span class="math-inline" data-math="50\%">50%</span> dos fundos climáticos sejam destinados diretamente às comunidades.</li>
<li><b>Participação Decisória:</b> garantia de participação deliberativa em conselhos de fundos importantes, como o Tropical Forests Forever Facility (TFFF) e o Fundo de Perdas e Danos (FRLD).</li>
<li><b>Fundos Autônomos:</b> fortalecimento de fundos comunitários que sejam autônomos.</li>
<li><b>Taxação Global:</b> implementação de uma taxação global sobre grandes fortunas e lucros excessivos para financiar a ação climática.</li>
</ol>
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		<title>Financiamento climático é insuficiente para conter emissões em alta, alerta relatório da ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 14:37:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
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		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[GEE]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/seca_nordeste-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A dez dias da COP30, que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um diagnóstico severo sobre a crise climática: as emissões globais de gases do efeito estufa continuam crescendo, enquanto o dinheiro disponível para conter a crise climática ainda é insuficiente e distribuído de forma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/seca_nordeste-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A dez dias da COP30, que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um diagnóstico severo sobre a crise climática: as emissões globais de gases do efeito estufa continuam crescendo, enquanto o dinheiro disponível para conter a crise climática ainda é insuficiente e distribuído de forma desigual.</p>
<p>O alerta máximo está no primeiro Relatório Síntese dos Relatórios de Transparência Bienais (BTRs), da UNFCCC, que serve como um &#8220;termômetro&#8221; da implementação do Acordo de Paris.</p>
<p>O documento mostra que a inação tem um custo crescente: as emissões de um grupo de 81 países aumentaram 15,6% entre 2005 e 2021.</p>
<p>No total, passaram de 31,6 para 36,6 gigatoneladas de CO₂ equivalente, número que não inclui as emissões do setor de uso da terra e florestas.</p>
<blockquote><p>“O Acordo de Paris está funcionando, mas o ritmo da mudança ainda não corresponde à urgência deste momento”, afirmou Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção.</p></blockquote>
<p>O aumento das emissões, segundo o relatório, não é um desvio pontual. Ele reflete tanto a retomada econômica pós-pandemia quanto a força de setores altamente poluentes, como energia e transportes, que continuam crescendo apesar das políticas de mitigação em curso.</p>
<p>Embora o relatório liste mais de cinco mil políticas e medidas climáticas implementadas &#8211; como a ampliação de energias renováveis e eletrificação do transporte -, a velocidade e a escala dessas ações são consideradas muito aquém do necessário.</p>
<p>Com o planeta fora da trajetória de 1,5 °C de aquecimento, como pede o Acordo de Paris, a ONU pressiona a COP30 a &#8220;enviar um sinal claro&#8221; e “ampliar e acelerar” a transição energética, especialmente porque os países em desenvolvimento necessitam de <span class="math-inline" data-math="\text{US\$ }3,4">US$ 3,4</span> trilhões para adaptação, mas receberam menos de 2% desse valor nos últimos anos.</p>
<p>Outros pontos de preocupação no financiamento:</p>
<ul>
<li><b>Meta Distante:</b> O financiamento médio anual de países desenvolvidos (cerca de <span class="math-inline" data-math="\text{US\$ }63">US$ 63</span> bilhões entre 2021 e 2022) segue distante da meta prometida de <span class="math-inline" data-math="\text{US\$ }100">US$ 100 </span>bilhões por ano.</li>
<li><b>Foco na Mitigação:</b> A maior parte dos recursos está concentrada em ações de mitigação (redução de emissões), enquanto a adaptação — essencial para países pobres e para reduzir danos — recebe menos da metade dos valores necessários.</li>
<li><b>Falta de Transparência:</b> Muitos governos relataram dificuldade em contabilizar e rastrear o dinheiro recebido. O próprio relatório reconhece a falta de uma definição comum para &#8220;financiamento climático&#8221;, o que gera divergências entre os números informados por doadores e receptores.</li>
</ul>
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		<title>COP30 é destaque em reunião virtual de líderes do BRICS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 15:19:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/COP30-em-Belem-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os líderes dos países integrantes do BRICS realizaram uma reunião virtual na segunda-feira, 8. Além da crise causada pela guerra comercial do governo Trump e dos conflitos armados na Europa e no Oriente Médio, o encontro também abordou a realização da COP30 no Brasil em novembro. Em discurso, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/COP30-em-Belem-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os líderes dos países integrantes do BRICS realizaram uma reunião virtual na segunda-feira, 8. Além da crise causada pela guerra comercial do governo Trump e dos conflitos armados na Europa e no Oriente Médio, o encontro também abordou a realização da COP30 no Brasil em novembro.</p>
<p>Em discurso, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que também preside o BRICS neste ano, reforçou o convite aos líderes do bloco para participar da Conferência do Clima em Belém (PA). Para ele, o evento tem o potencial de inaugurar o debate sobre uma nova governança climática mais forte, capaz de exercer supervisão efetiva.</p>
<blockquote><p>“Os países em desenvolvimento são os mais impactados pela mudança do clima. A COP30 será o momento da verdade e da ciência”, disse Lula. “O Brasil convida seus parceiros do BRICS a considerar a criação de um Conselho de Mudança do Clima da ONU, que articule diferentes atores, processos e mecanismos que hoje se encontram fragmentados”.</p></blockquote>
<p>Lula também abordou o problema do financiamento climático. Ele defendeu a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) a ser lançado na COP30. Por outro lado, o presidente brasileiro repetiu a cantilena em defesa da exploração de petróleo e gás, sob a justificativa de utilizar esses recursos para “financiar a transição energética”.</p>
<p>A reunião virtual teve a participação dos presidentes Cyril Ramaphosa (África do Sul), Xi Jinping (China), Abdul Fattah al-Sisi (Egito), Prabowo Subianto (Indonésia), Masoud Pezeshkian (Irã), e Vladimir Putin (Rússia), além do príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, Hamdan bin Mohammed al-Maktoum, do chanceler da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, e do vice-ministro de relações exteriores da Etiópia, Demeke Mekonnen.</p>
<p>A disposição do Brasil em mobilizar o BRICS não apenas em defesa do multilateralismo, mas também da cooperação climática global, pode ser uma oportunidade para o País se posicionar como um líder no debate internacional sobre o clima. Essa é a avaliação de especialistas ouvidos pelo Valor, que ressaltaram os efeitos positivos dessa iniciativa sobre a reputação do Brasil no exterior.</p>
<p>Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), e Maria Netto, diretora do iCS, disseram à jornalista Míriam Leitão (Globonews) que a COP30 é uma grande oportunidade para o Brasil se colocar como um ator crucial em questões ambientais.</p>
<blockquote><p>“O Brasil pode ter um papel fundamental como mediador em um momento de crise geopolítica e do multilateralismo. O desafio agora é mostrar que não basta anunciar metas: precisamos implementar. O Acordo de Paris foi essencial, mas estamos longe do que imaginávamos há 10 anos”, disse Maria Netto, citada por O Globo.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Diretora do GCF defende nova abordagem para alcançar o US$ 1,3 trilhão para o clima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jul 2025 19:25:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/amazonia36-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Se queremos resultados diferentes na luta contra as mudanças climáticas, precisamos agir de forma diferente, especialmente quando o assunto é financiamento. Essa é a visão de Mafalda Duarte, diretora executiva do Fundo Verde para o Clima (GCF na sigla em inglês), que aponta o desafio de angariar US$ 1,3 trilhão para ações climáticas na COP30. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/amazonia36-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Se queremos resultados diferentes na luta contra as mudanças climáticas, precisamos agir de forma diferente, especialmente quando o assunto é financiamento. Essa é a visão de Mafalda Duarte, diretora executiva do Fundo Verde para o Clima (GCF na sigla em inglês), que aponta o desafio de angariar US$ 1,3 trilhão para ações climáticas na COP30. Para ela, o caminho passa por inovar nos incentivos financeiros, com destaque para os chamados fundos verdes.</p>
<blockquote><p>“O grande desafio do Brasil é gerar a vontade política e o entendimento político de que é necessário encontrar outros novos instrumentos que permitam, basicamente, mobilizar os recursos públicos que são necessários para que se alavanque o setor privado”.</p></blockquote>
<p>Ela ressaltou que, embora os recursos públicos sejam necessários, os orçamentos dos estados não serão suficientes para bancar esse trilhão de dólares; o setor privado terá um papel crucial.</p>
<p>Nesse contexto, os fundos verdes atuam como uma ponte entre o financiamento público e privado para apoiar iniciativas de mitigação (redução de emissões) e adaptação climática. O Fundo Verde para o Clima é o maior do mundo, com US$ 18 bilhões investidos em mais de 130 países.</p>
<h3>A lacuna da infraestrutura</h3>
<p>Mafalda Duarte explica que o GCF funciona como um catalisador.]</p>
<blockquote><p>“O setor privado pode fazer determinadas coisas, mas chega a um ponto em que já não podem fazer. Porque os riscos são muito elevados, porque os custos de capital são muito elevados, porque não podem dar um financiamento a longo prazo”, destacou. Ela vê o Fundo com um &#8220;papel fundamental em todo este ecossistema de financiamento climático e de apoio aos países em desenvolvimento”.</p></blockquote>
<p>A diretora enfatiza que a preocupação com os países em desenvolvimento é prioritária, dada a sua maior vulnerabilidade a eventos climáticos extremos e o baixo investimento em infraestrutura resiliente.</p>
<blockquote><p>“É preciso compreender muito bem porque é que esse gap de investimentos em infraestrutura é crítico. Os investimentos em infraestrutura que se fazem duram 30, 40, 50 anos. Nós não podemos permitir que esses novos investimentos em infraestrutura sejam de alto carbono e não resilientes”, alertou.</p></blockquote>
<p>Outro ponto crucial levantado por Duarte é a necessidade de incluir as comunidades locais nos debates climáticos. A própria COP30, por exemplo, criou o Círculo dos Povos para integrar as demandas dos territórios indígenas nas negociações.</p>
<blockquote><p>“Historicamente o que acontece no financiamento de clima e também no financiamento de apoio ao desenvolvimento é que grande parte dos fundos não chegam às comunidades locais, aos mais vulneráveis, aqueles que estão mais expostos. Inclusive por causa disso, há todo um esforço, por exemplo, a nível internacional de princípios do que se chama locally led adaptation. Ou seja, que esforços de adaptação sejam liderados localmente. Tudo isso é um reconhecimento da realidade, de que não temos feito o suficiente para que o financiamento chegue”, lamentou a diretora.</p></blockquote>
<h3>Encontro estratégico para a COP30</h3>
<p>Na terça-feira (16/7), Mafalda Duarte se reuniu com o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, e a CEO da COP30, Ana Toni. A pauta foi como o Fundo Verde para o Clima pode se alinhar à agenda de ação da COP30.</p>
<blockquote><p>“Nós discutimos não só o que podíamos trazer para a COP 30, como também o que estamos já fazendo no Brasil, até este momento, e aquilo que pretendemos fazer no Brasil nos anos futuros. E como é que nós podemos aprender das experiências que já tivemos e das soluções que estão a ser implementadas e pensar a um nível muito maior de ambição”, contou Mafalda Duarte.</p></blockquote>
<p>O embaixador André Corrêa do Lago celebrou a visita de Mafalda Duarte e relembrou a importância histórica do Fundo Verde para o Clima, que nasceu na COP16, em 2010.</p>
<blockquote><p>“O fundo verde do clima foi um sonho ao longo de vários anos dos países em desenvolvimento, que era realmente de criar um fundo que tivesse como prioridade as prioridades dos países em desenvolvimento. Então, demorou vários anos para a gente negociar do fundo verde do clima. E, agora, com a liderança da Mafalda Duarte, estamos vendo uma evolução muito positiva e também uma maior aceleração no fornecimento dos recursos e também um esforço muito grande para obtenção de recursos adicionais”, disse o embaixador.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Brics defende compromissos com financiamento climático e cobra nações mais ricas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 18:53:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças do clima]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/toms3027-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A poucos meses da COP30, que será sediada em Belém sob a liderança brasileira, os países do BRICS adotaram uma declaração conjunta que intensifica a cobrança por mecanismos de financiamento climático mais robustos. Em um dos atos finais da presidência brasileira do bloco, o grupo defendeu a ampliação de recursos para ações de transição energética [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/toms3027-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A poucos meses da COP30, que será sediada em Belém sob a liderança brasileira, os países do BRICS adotaram uma<a href="https://www.gov.br/mre/pt-br/canais_atendimento/imprensa/notas-a-imprensa/declaracao-marco-dos-lideres-do-brics-sobre-financas-climaticas" target="_blank" rel="noopener"> declaração conjunta</a> que intensifica a cobrança por mecanismos de financiamento climático mais robustos.</p>
<p>Em um dos atos finais da presidência brasileira do bloco, o grupo defendeu a ampliação de recursos para ações de transição energética e o enfrentamento das mudanças do clima e seus efeitos. O texto, embora reconheça a parcela de responsabilidade das nações em desenvolvimento no aquecimento global, faz um apelo contundente aos países mais ricos por um maior engajamento financeiro e político.</p>
<blockquote><p>&#8220;Enfatizamos que, embora os países em desenvolvimento tenham contribuído em menor medida para a mudança do clima, as populações desses países são as mais vulneráveis a seus impactos adversos e as menos equipadas, inclusive em termos de infraestrutura relevante, para suportar seus efeitos&#8217;.</p></blockquote>
<p>A declaração do BRICS reitera o compromisso do bloco com os termos do Acordo de Paris de 2015.. O documento não deixa margem para dúvidas sobre a gravidade da situação:</p>
<blockquote><p>&#8220;Enfatizamos que a mudança climática é um dos maiores desafios do nosso tempo e que seus impactos já estão sendo sentidos em todas as regiões do mundo e reconhecemos que a natureza global da mudança climática exige a mais ampla cooperação possível.&#8221;</p></blockquote>
<p>Para o bloco, são necessários &#8220;aumentos significativos no financiamento para adaptação e mitigação&#8221;. A declaração aponta para a existência de capital global para cobrir essas necessidades, mas ressalta que &#8220;barreiras persistentes afetam desproporcionalmente o acesso dos países em desenvolvimento a financiamento acessível.&#8221;</p>
<h3>Cobrança aos países ricos</h3>
<p>O BRICS é categórico na sua exigência: os países desenvolvidos precisam demonstrar maior abertura e ação em relação às nações em desenvolvimento. A declaração os insta a &#8220;cumprirem suas obrigações de fornecer financiamento&#8221;, sem que isso comprometa a &#8220;assistência para outras necessidades de desenvolvimento, incluindo a erradicação da pobreza&#8221;.</p>
<p>O texto vai além, pedindo que esses governos cumpram a meta de US$ 300 bilhões anuais (equivalente a R$ 1,6 trilhão) estabelecida na COP29 em Baku, para serem destinados a ações climáticas em países em desenvolvimento. Adicionalmente, o grupo cobra o cumprimento da meta anterior de mobilizar conjuntamente US$ 100 bilhões (R$ 548 bilhões) até 2025 para atender às necessidades dessas nações.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ressaltamos que, embora os países em desenvolvimento tenham contribuído em menor grau para as mudanças climáticas, suas populações são as mais vulneráveis ​​aos seus impactos adversos e as menos equipadas, inclusive em termos de infraestrutura relevante, para suportar seus efeitos&#8221;, afirma a declaração, justificando a urgência do apoio financeiro.</p></blockquote>
<p>Para o Brasil, sediar a COP30 em Belém implica a meta ambiciosa de garantir um compromisso de financiamento anual de US$ 1,3 trilhão para ações climáticas, uma &#8220;obrigação&#8221; como destacou a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em abril. A declaração do BRICS  afirma que &#8220;ainda existem lacunas substanciais no atendimento às necessidades de financiamento identificadas pelos países em desenvolvimento&#8221;, e que essas lacunas devem começar a ser sanadas antes do evento de novembro.</p>
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		<title>Brasil pretende ativar fundo climático de US$ 150 bilhões antes da COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paloma Lobatto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 14:27:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/meio-ambiente-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Durante a cúpula do Brics realizada neste domingo (6), no Rio de Janeiro, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, anunciou que o Brasil pretende movimentar US$ 150 bilhões em um fundo operacional voltado ao financiamento climático. A iniciativa deve ser colocada em prática antes da Conferência das Nações Unidas sobre [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/meio-ambiente-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Durante a cúpula do Brics realizada neste domingo (6), no Rio de Janeiro, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, anunciou que o Brasil pretende movimentar US$ 150 bilhões em um fundo operacional voltado ao financiamento climático. A iniciativa deve ser colocada em prática antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontece em novembro, em Belém (PA).</p>
<p>Durante o evento, a ministra destacou que &#8220;o financiamento pode ser um misto de recursos públicos e privados. O Brasil está oferecendo uma proposta de como mobilizar, além de recursos públicos necessários, que os países desenvolvidos se comprometeram em aportar e que ainda não aportaram&#8221;.</p>
<p>Marina destacou que o País tem conseguido aliar crescimento econômico e preservação ambiental. Segundo ela, o desmatamento caiu 46% na Amazônia e 32% em todo o território nacional, evitando a emissão de mais de 400 milhões de toneladas de CO₂. No mesmo período, a agricultura avançou 15% e a renda per capita aumentou mais de 11%.</p>
<blockquote><p>“É possível enfrentar a mudança do clima desde que nos planejemos para ela”, afirmou a ministra, reforçando o compromisso brasileiro com a liderança nas negociações climáticas globais.</p></blockquote>
<p>Em declaração conjunta, os países do Brics defenderam que a ação climática deve respeitar o princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, reconhecendo que nações desenvolvidas são historicamente as maiores emissoras de gases de efeito estufa.</p>
<p>O grupo também apoiou a proposta brasileira do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa que busca destinar recursos à conservação ambiental de florestas e é apontada como um dos principais instrumentos de financiamento climático para os próximos anos.</p>
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		<title>Brics: financiamento climático é responsabilidade de países ricos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 14:22:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/brics3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A declaração de líderes do Brics, divulgada na tarde de domingo, 6, traz 21 tópicos relacionados às mudanças climáticas. Entre os pontos defendidos pelos 11 países, está a visão de que o financiamento climático é responsabilidade das nações mais desenvolvidas do planeta. &#8220;Enfatizamos que garantir a países em desenvolvimento financiamento climático acessível com a urgência [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/brics3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A declaração de líderes do Brics, divulgada na tarde de domingo, 6, traz 21 tópicos relacionados às mudanças climáticas. Entre os pontos defendidos pelos 11 países, está a visão de que o financiamento climático é responsabilidade das nações mais desenvolvidas do planeta.</p>
<blockquote><p>&#8220;Enfatizamos que garantir a países em desenvolvimento financiamento climático acessível com a urgência adequada e sob custos viáveis é essencial para facilitar trajetórias de transições justas que combinam ação climática com desenvolvimento sustentável&#8221;, informa o documento.</p></blockquote>
<p>Segundo a mensagem dos líderes do grupo, chamada de Declaração do Rio, a provisão e mobilização de recursos sob a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e o Acordo de Paris &#8220;é uma responsabilidade dos países desenvolvidos para com os países em desenvolvimento&#8221;.</p>
<p>O texto também convoca todos os países a honrarem seus compromissos com o Acordo de Paris e ampliarem seus esforços para combater as mudanças climáticas. A declaração destaca que o grupo está determinado a liderar uma mobilização global por um sistema financeiro internacional mais justo e sustentável.</p>
<p>Um dos pontos destacados é a necessidade urgente de reformar a governança do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), com representação mais equilibrada e equitativa dos países em desenvolvimento.</p>
<p>Em relação à defesa das florestas, o Brics encoraja países doadores a anunciarem contribuições ambiciosas para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que será lançado na COP30.</p>
<h3>Transição energética justa</h3>
<p>Integrado por alguns dos principais produtores de petróleo do mundo, como Brasil, Rússia, China, Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes, o Brics destaca que os combustíveis fósseis ainda têm papel importante na matriz energética mundial.</p>
<p>No entanto, eles reafirmam seu compromisso de garantir transições energéticas justas e inclusivas, de acordo com as circunstâncias nacionais, além de acesso universal a energia confiável, sustentável e a preço acessível. Os combustíveis de aviação sustentáveis (SAF) e com baixo carbono (LCAF) aparecem em destaque no texto.</p>
<p>Pontos de preocupação especial mencionados pelo Brics são a desertificação, degradação do solo, seca e poluição plástica.</p>
<p>O documento também destaca algumas ações do grupo, com os Princípios do Brics para Contabilidade de Carbono Justa, Inclusiva e Transparente; o Laboratório do Brics sobre Comércio, Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável; e os Termos de Referência da Plataforma do Brics de Pesquisa Climática.</p>
<p>Há também a rejeição a medidas protecionistas unilaterais, punitivas e discriminatórias sob pretexto de preocupações ambientais.</p>
<p>O fortalecimento da cooperação na área de exploração espacial para fins pacíficos e aproveitamento das agências espaciais para realizar exercício conjunto para apoiar a COP30 na UNFCCC.</p>
<p>Em documento com os destaques da da declaração dos líderes, a organização da cúpula do Brics no Rio de Janeiro destacou que &#8220;nossa Declaração-Marco na área de clima lança um mapa do caminho para, nos próximos cinco anos, transformar nossa capacidade de levantar recursos contra a mudança do clima. Com a escala coletiva do Brics, lutaremos contra a crise climática deixando nossas economias mais fortes e mais justas&#8221;</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Reunião em Bonn termina com avanços em 2 dos 3 temas prioritários da agenda para COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 14:29:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[Bonn]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[GGA]]></category>
		<category><![CDATA[meta global de adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Bonn-UN-Climate-meetings-Lara-Murillo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As recentes negociações na Conferência do Clima de Bonn (Alemanha) mostraram um avanço misto na preparação para a COP30, em Belém. A reunião do corpo subsidiário do Acordo de Paris conseguiu adiantar textos para dois dos três temas prioritários, mas esbarrou na difícil questão da meta global de adaptação às mudanças climáticas, que continua sem consenso. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Bonn-UN-Climate-meetings-Lara-Murillo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As recentes negociações na Conferência do Clima de Bonn (Alemanha) mostraram um avanço misto na preparação para a COP30, em Belém. A reunião do corpo subsidiário do Acordo de Paris conseguiu adiantar textos para dois dos três temas prioritários, mas esbarrou na difícil questão da meta global de adaptação às mudanças climáticas, que continua sem consenso.</p>
<p>Este ponto só foi incluído no texto final após intensas discussões que se estenderam até a madrugada do último dia da reunião, terminada na quita-fera, 26. O impasse central reside na falta de acordo sobre o financiamento dos países ricos para bancar os objetivos de adaptação das nações mais pobres.</p>
<p>As negociações climáticas mais uma vez viram um forte embate entre países ricos e nações em desenvolvimento. A principal discórdia girou em torno de dois pontos cruciais: quem vai pagar a conta do financiamento climático e como escolher os indicadores para medir o progresso das políticas de adaptação às mudanças do clima. Sem garantias financeiras, os países em desenvolvimento se mostram reticentes em firmar compromissos ambiciosos.</p>
<p>Ainda assim o governo brasileiro comemorou os avanços.</p>
<blockquote><p>“Houve acordo praticamente sobre todos os temas em Bonn — objetivo global de adaptação, transição justa e diálogo sobre o balanço global, entre muitos outros”, comemorou a embaixadora Liliam Chagas.</p></blockquote>
<p>Na avaliação da delegação brasileira, o saldo é positivo, já que entre 49 itens na agenda de deliberação não houve acordo em apenas dois (a Meta Global de Adaptação e o financiamento climático). Para a CEO da COP30, Ana Toni, apesar do ambiente de conflito da geopolítica global, o que se observou em Bonn foi uma reação de força da cooperação entre os países.</p>
<p>Para Claudio Angelo, coordenador de política internacional do Observatório do Clima, as vitórias nesse processo nunca são nítidas. &#8220;Esse é um dos problemas para avaliar resultados de negociação de clima&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;De forma geral, considerando o contexto internacional muito ruim em que estamos vivendo, podemos dizer que o Brasil foi, sim, aprovado no seu primeiro teste na presidência da COP30&#8221;, disse à <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2025/06/brasil-passa-no-primeiro-teste-da-presidencia-da-cop30-mas-tem-impasses-a-frente.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha</a>.</p></blockquote>
<h3>Balanço global e transição justa</h3>
<p>Outro tema em debate foi o balanço global, que avalia o progresso das promessas de corte de emissões de gases de efeito estufa. Embora a delegação brasileira tenha reivindicado sucesso nesse ponto, observadores internacionais veem a situação com preocupação. Os compromissos atuais ainda estão longe de conter o aquecimento global dentro das metas de 1,5°C a 2°C estabelecidas no Acordo de Paris. Isso indica que, apesar do diálogo, a ambição para reduzir as emissões ainda precisa ser significativamente elevada.</p>
<p>Já o terceiro item em pauta obteve um êxito mais consensual: o texto sobre a &#8220;transição justa&#8221; do sistema energético e de produção econômica mundial. O objetivo dessa seção é delinear como essa transformação para uma economia descarbonizada pode ocorrer, protegendo setores sensíveis da economia e as partes mais vulneráveis da sociedade ao longo do processo.</p>
<p>Apesar disso, as questões pendentes mostram que ainda há muita tensão entre os negociadores dos países.</p>
<p>Com a meta de adaptação ainda em aberto e a necessidade de mais ambição no corte de emissões, as discussões de Bonn deixam claro que os negociadores terão grandes desafios pela frente até a COP30, em Belém, onde o financiamento climático continua sendo o principal obstáculo.</p>
<blockquote><p>&#8220;Durante as duas semanas em Bonn, a adaptação dominou a agenda das negociações, mas os avanços foram insuficientes. A GGA teve algum progresso técnico, mas segue distante de responder com a urgência, o contexto e a justiça que a realidade exige. Outros temas, como os Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) e o financiamento, permanecem estagnados&#8221;, avaliou a força-tarefa Adaptação como Prioridade Rumo à COP30, que integra várias organizações não governamentais da América Latina.</p></blockquote>
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