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	<title>fim dos fósseis &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Mais de 50 países já avançam em planos para se livrar dos fósseis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 18:53:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/petrobras-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Enquanto a escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã faz o preço do barril de petróleo disparar, um novo estudo internacional revela que o &#8220;manual de instruções&#8221; para o mundo se livrar da dependência dos combustíveis fósseis já existe. Publicado nesta terça-feira  10, o relatório aponta que 46 países já possuem planos de descarbonização, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/petrobras-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Enquanto a escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã faz o preço do barril de petróleo disparar, um novo estudo internacional revela que o &#8220;manual de instruções&#8221; para o mundo se livrar da dependência dos combustíveis fósseis já existe. Publicado nesta terça-feira  10, o relatório aponta que 46 países já possuem planos de descarbonização, enquanto outras 11 nações — incluindo Brasil, Colômbia e Reino Unido — estudam medidas para limitar a oferta desses insumos.</p>
<p>O documento, produzido por think-tanks como o IISD, E3G, Ecco, Sefia e o Observatório do Clima, chega em um momento em que a volatilidade energética ameaça a inflação e o crescimento global. Em abril, o foco se voltará para Santa Marta, na Colômbia, que sediará a primeira conferência internacional dedicada exclusivamente a discutir essa transição.</p>
<h3>Os cinco pilares da transição justa</h3>
<p>Para os especialistas, um &#8220;mapa do caminho&#8221; eficaz não pode ser apenas uma promessa ambiental; ele precisa de viabilidade econômica e justiça social. O estudo elenca cinco critérios essenciais:</p>
<ul>
<li>Alinhamento científico: Metas baseadas em dados climáticos rigorosos.</li>
<li>Foco duplo: Atuar simultaneamente na produção (oferta) e no consumo (demanda).</li>
<li>Justiça social: Planejamento inclusivo que proteja trabalhadores do setor.</li>
<li>Integração governamental: A transição deve ser política de Estado, não apenas de um ministério.</li>
<li>Financiamento coordenado: Apoio internacional robusto e monitoramento constante.</li>
</ul>
<blockquote><p>“Os debates na COP30 mostraram que muitos países estão prontos para ir além das promessas e ter conversas práticas”, analisa Alexandra Scott, da Ecco. Segundo ela, apesar das tensões geopolíticas, a cooperação é o único caminho para que países dispostos a mudar não enfrentem os riscos econômicos sozinhos.</p></blockquote>
<h3>Exemplos que vêm do campo</h3>
<p>O relatório traz lições de quem já está testando a transição na prática. A Alemanha transformou a eliminação do carvão em lei após negociações sociais complexas. O Chile implementou revisões periódicas para aumentar a ambição de suas metas, enquanto parcerias na Indonésia e no Vietnã vincularam o fim dos fósseis ao financiamento internacional.</p>
<p>A mensagem dos pesquisadores é clara: a transição já começou. O risco agora é que ela ocorra de forma desordenada. “A questão é se os governos a gerenciam de forma deliberada”, afirma Angela Picciariello, do IISD. Sem planejamento, países correm o risco de investir em uma oferta que não terá demanda futura, gerando prejuízos fiscais e ativos &#8220;encalhados&#8221;.</p>
<h3>2026: A janela de oportunidade</h3>
<p>Com o Brasil na presidência da COP30 e a conferência de Santa Marta no horizonte, 2026 é visto como o ano decisivo para conectar planos nacionais a uma estratégia global. Para Stela Herschmann, do Observatório do Clima, a clareza é vital especialmente para países produtores: &#8220;Eles precisam de trajetórias previsíveis para diversificar suas economias com sucesso&#8221;.</p>
<p>A dependência do petróleo, além de uma vulnerabilidade ambiental, tornou-se um motor de instabilidade.</p>
<blockquote><p>“Gerenciar essa transição de forma coordenada é do interesse de todos para construir segurança e resiliência de longo prazo”, conclui Katrine Petersen, da E3G.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Quarto dia da COP30 teve espaço também para saúde, educação e Porongaço</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 00:02:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[fim dos fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento climátco]]></category>
		<category><![CDATA[Fòssil do Dia]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54921198087_a13a5ed960_c-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O quarto dia da COP30 terminou com mais de mil lideranças extrativistas de todos os biomas brasileiros no &#8220;Porongaço dos Povos da Floresta&#8221;, iluminando as ruas de Belém. O ato, que também celebrou os 40 anos do CNS (Conselho Nacional das Populações Extrativistas), foi uma caminhada pacífica em defesa dos direitos territoriais e da responsabilidade [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54921198087_a13a5ed960_c-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O quarto dia da COP30 terminou com mais de mil lideranças extrativistas de todos os biomas brasileiros no &#8220;Porongaço dos Povos da Floresta&#8221;, iluminando as ruas de Belém. O ato, que também celebrou os 40 anos do CNS (Conselho Nacional das Populações Extrativistas), foi uma caminhada pacífica em defesa dos direitos territoriais e da responsabilidade climática global. O evento culminou na entrega da Carta Política das Populações Extrativistas às autoridades da conferência.</p>
<p>E começou, colocando saúde e educação também nas discussões sobre adaptação climática. A ênfase foi colocada em como as mudanças do clima impactam diretamente a vida das pessoas, destacando a necessidade urgente de ações que visem reduzir as desigualdades e proteger as populações mais vulneráveis.</p>
<p>Uma mesa-redonda, organizada pelo Brasil e pela Unesco sobre educação verde, mostrou como escolas e professores estão formando cidadãos para um futuro mais sustentável. O debate incluiu o financiamento como peça-chave para garantir que saúde e educação sejam resilientes ao clima. A mensagem central é que a adaptação climática começa com as pessoas, nas salas de aula, nas clínicas e nas comunidades.</p>
<h3>Plano de saúde</h3>
<p>O plano lançado, nesta quinta-feira (13) pelo governo brasileiro para <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/brasil-lanca-primeiro-plano-de-adaptacao-climatica-para-saude-na-cop30/" target="_blank" rel="noopener">adaptar o setor de saúde às mudanças climáticas</a>, recebeu o apoio de cerca de 40 países. O financiamento anunciado para a iniciativa chega a aproximadamente US$ 300 milhões, com recursos prometidos por entidades como a Wellcome Trust. Além disso, instituições internacionais de peso, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e o Banco Mundial, também sinalizaram seu apoio ao plano.</p>
<h3>Mais recursos</h3>
<p>A quinta-feira (13), na COP30, também foi marcada pela pressão da sociedade civil por mais recursos e um plano de transição energética. Um ato em frente à Zona Azul exigiu urgência no financiamento à adaptação. O principal pedido é para que os países desenvolvidos tripliquem o financiamento, atingindo US$ 120 bilhões anuais até 2030. A boa notícia, segundo o blog Ta Lá na COP30, do Instituto Talanoa, é que a cifra de &#8220;tripling finance&#8221; (Triplicar o Financiamento) já apareceu como opção no primeiro rascunho dos indicadores do Objetivo Global de Adaptação (GGA), impulsionada por organizações latino-americanas.</p>
<h3>Por falar em adaptação&#8230;</h3>
<p>Ana Toni, CEO da Cúpula das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, defendeu o desenvolvimento de meios inovadores de financiamento climático, principalmente para a adaptação. Ela enfatizou que a COP é focada na implementação, mas que isso não é viável sem recursos. Segundo Toni, é crucial pensar em &#8220;instrumentos criativos para ajudar os países em desenvolvimento&#8221;, priorizando a adaptação, já que a mitigação possui mais opções de financiamento disponíveis.</p>
<h3>&#8220;Mapa do Caminho&#8221;</h3>
<p>Nos bastidores, cresce o apoio a um &#8220;Mapa do Caminho&#8221; para a transição longe dos combustíveis fósseis, apesar de poucos posicionamentos públicos de países. O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, minimizou o espaço do roteiro na agenda formal, classificando-o como um consenso interno (do Brasil). Contudo, a ministra Marina Silva reafirmou que há a oportunidade de o plano sair de Belém como um resultado positivo da conferência. De forma geral, as negociações seguem o padrão esperado, com posições mais divergentes na primeira semana e a expectativa de convergência na semana seguinte. Reino Unido, Alemanha, França, Dinamarca, Colômbia e Quênia  sinalizaram apoio.</p>
<h3>Amazônia unida</h3>
<p>A OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica) lançou o Projeto Regional OTCA – Florestas e Mudanças Climáticas, que busca intensificar a cooperação entre os oito países amazônicos (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela) na proteção do bioma e na implementação de políticas integradas de adaptação climática. A ministra brasileira do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que o lançamento é um passo decisivo para uma visão de conjunto da Amazônia. Entre as ações em andamento, ela citou o combate à criminalidade ambiental transfronteiriça &#8211; com uma base da Polícia Federal financiada pelo Fundo Amazônia &#8211; e o fortalecimento de infraestruturas verdes e resilientes.</p>
<h3>Belém-Paris</h3>
<p>As prefeituras de Belém e Paris firmaram uma parceria estratégica para promover urbanismo sustentável, mobilidade e adaptação climática. O acordo visa o intercâmbio de projetos, como o conceito parisiense de cidade para as pessoas (focado em mobilidade ativa e cidades de 15 minutos), que pode ser aplicado em Belém. A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e o prefeito de Belém, Igor Normando, ressaltaram que a cooperação reforça a liderança das cidades nas ações climáticas globais.</p>
<h3>ONU pede reforço na segurança</h3>
<p>Após o protesto de terça-feira (11), quando manifestantes tentaram invadir a Zona Azul da COP30 (onde ocorrem as negociações), a ONU enviou uma carta solicitando o reforço da segurança no local. Em resposta, a Casa Civil informou que houve reposicionamento e ampliação de forças. Uma das medidas adotadas é a expansão do espaço intermediário entre as Zonas Azul e Verde, para aumentar a prevenção de novos incidentes.</p>
<h3>E o Fóssil do Dia vai para&#8230;</h3>
<p>O Japão recebeu o &#8220;Fóssil do Dia&#8221;, nesta quinta-feira (13). O CAN (Climate Action Network), idealizador do &#8220;prêmio,  acusa o país de financiar a destruição e bloquear a justiça climática. O Japão é criticado por promover tecnologias como captura de carbono e hidrogênio, que a CAN chama de &#8220;cortinas de fumaça&#8221; para prolongar o uso de combustíveis fósseis, e por resistir à inclusão de temas como justiça e equidade no âmbito da UNFCCC.</p>
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