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	<title>FGV &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>FGV &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Brasil pode reduzir até 92,6% das emissões da carne até 2050, diz estudo apresentado na COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 12:10:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Abiec]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento zero]]></category>
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		<category><![CDATA[Plano ABC+]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/ilpf57-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil pode reduzir em até 92,6% as emissões por quilo de carne produzida até 2050, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). O dado, apresentado na COP30, em Belém (PA), reforça o potencial sustentável  do setor. De acordo com o levantamento, desde 1990, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/ilpf57-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil pode reduzir em até 92,6% as emissões por quilo de carne produzida até 2050, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). O dado, apresentado na COP30, em Belém (PA), reforça o potencial sustentável  do setor.</p>
<p>De acordo com o levantamento, desde 1990, a produtividade da pecuária aumentou 183% enquanto a área ocupada por pastagens encolheu 18%, combinação que sustenta a redução das emissões mesmo sem políticas adicionais. Se este ritmo for mantido, a queda deve chegar a 79,9%.</p>
<blockquote><p>“A pecuária brasileira tem um papel central na agenda climática e um enorme potencial para contribuir com a descarbonização, liberando espaço nas metas do Brasil em relação ao Acordo de Paris. Isso é motivo de muito orgulho, mas também aumenta ainda mais a nossa responsabilidade”, destaca Roberto Perosa, presidente da ABIEC.</p></blockquote>
<h3>Papel das políticas públicas</h3>
<p>O avanço máximo da descarbonização depende de políticas públicas que impulsionem a adoção das tecnologias avaliadas pela FGV. Entre as medidas essenciais estão o fim da ilegalidade e o cumprimento da meta de desmatamento zero até 2030, o que exige ação coordenada entre governos, produtores e frigoríficos.</p>
<p>Nesse sentido, a ABIEC afirma apoiar planos de prevenção e combate ao desmatamento  e políticas públicas de rastreabilidade como o Plano Nacional de Identificação de Bovinos, o PNIB e a plataforma AgroBrasil+Sustentável ambas do ministério da Agricultura, além de iniciativas estaduais como o Selo Verde, o Programa de Integridade da Pecuária do Pará e a iniciativa da Secretaria de Agricultura de São Paulo.</p>
<h3>Quatro cenários</h3>
<p>Para estimar o potencial de descarbonização da pecuária, o estudo avaliou quatro cenários de futuro. O primeiro reproduz apenas a continuidade das tendências atuais de uso da terra e produtividade, sem políticas adicionais. Nesse caso, as emissões por quilo de carne cairiam de 80 kg de CO₂ para 16,1 kg, redução de 79,9%.</p>
<p>O segundo cenário considera o cumprimento da meta brasileira de zerar o desmatamento até 2030, o que ampliaria a queda para 86,3%. Já o terceiro incorpora a adoção integral do Plano ABC+, com a recuperação de pastagens degradadas e a expansão de sistemas integrados, elevando o potencial de descarbonização para 91,6%.</p>
<p>O quarto cenário combina todos os anteriores e acrescenta técnicas zootécnicas, como aditivos para redução de fermentação entérica e o abate precoce. É nesse estágio que o percentual de redução chega a 92,6%. No balanço líquido das emissões do setor, a variação vai de 60,7% no cenário 1 a 85,4% no cenário 4.</p>
<h3>Para além da regulação</h3>
<p>Para isso, o setor precisa de incentivos que acelerem a adoção das práticas do Plano ABC+ e de tecnologias avançadas de manejo, garantindo viabilidade econômica para a recuperação de pastagens. Para a FGV, essas são condições-chave para transformar o potencial de descarbonização em resultados efetivos no campo.</p>
<blockquote><p>“Os resultados reforçam que a pecuária brasileira já vem se tornando cada vez mais regenerativa e inovadora. No entanto, a adoção de políticas públicas e tecnologias de ponta é o que garante o salto de eficiência necessário para que o Brasil se posicione na vanguarda da sustentabilidade”, conclui Guilherme Bastos, coordenador da FGV Agro.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
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		<title>Fundação Getúlio Vargas vai propor que bioeconomia entre no cálculo das contas nacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Aug 2023 14:55:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[FGV]]></category>
		<category><![CDATA[Manioca]]></category>
		<category><![CDATA[OCBIO-FGV]]></category>
		<category><![CDATA[PIB da bioeconomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/manioca1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (OCBIO-FGV) vai apresentar ao governo federal, nesta quinta-feira, 10, um estudo  em que propõe a inclusão do &#8220;PIB da bioeconomia&#8221; no cálculo das contas nacionais. Isso permitiria ao País ser um dos primeiros a avaliar adequadamente o impacto econômico das atividades relacionadas aos produtos que vêm da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/manioca1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (OCBIO-FGV) vai apresentar ao governo federal, nesta quinta-feira, 10, um estudo  em que propõe a inclusão do &#8220;PIB da bioeconomia&#8221; no cálculo das contas nacionais. Isso permitiria ao País ser um dos primeiros a avaliar adequadamente o impacto econômico das atividades relacionadas aos produtos que vêm da natureza e ao desenvolvimento sustentável, de acordo com o <a href="https://globorural.globo.com/economia/noticia/2023/08/fgv-vai-propor-bioeconomia-no-calculo-das-contas-nacionais.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Globo Rural</a>.</p>
<p>Atualmente, o cálculo do PIB não captura efetivamente fatores como a dimensão econômica dos ativos ambientais brasileiros e a renda que eles geram.</p>
<blockquote><p>“Nem vícios nem benefícios ambientais são computados no PIB tradicional. Se uma indústria compra um plástico para embalar o seu produto e esse plástico tem algum impacto ambiental, o PIB não reconhece o efeito econômico que essa poluição pode ter”, explica. “O PIB tem um número, que é o preço do plástico, mas não a relação entre esse plástico e a natureza”, afirma o coordenador do observatório, Daniel Vargas.</p></blockquote>
<p>No caso da bioeconomia, os produtos brasileiros exportados incorporam serviços ambientais que não são contabilizados no PIB. Por exemplo, se um produtor rural mantém parte de sua propriedade preservada, ele oferece um serviço ambiental embutido em seus produtos. No entanto, esse serviço não é considerado na contagem econômica atual.</p>
<p>O estudo propõe a criação da Conta Nacional de Bioeconomia (CNBio), que integraria contas econômicas e ambientais por meio do uso de &#8220;contas-satélite&#8221;, extensões do Sistema de Contas Nacionais (SCN) que permitem análises mais abrangentes que vão além da economia tradicional.</p>
<p>O Observatório de Bioeconomia da FGV já deu passos significativos ao desenvolver o PIB da Bioeconomia, que identifica atividades do setor dentro das contas nacionais. Ao criar a &#8220;conta da bioeconomia&#8221;, poderia ser pioneiro e estabelecer um padrão internacional para a contabilidade relacionada à atividade, acredita Vargas.</p>
<p>No Pará, a marca <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/para-manioca-norte-precisa-ser-visto-como-parte-do-pais-nao-como-regiao-isolada/" target="_blank" rel="noopener">Manioca</a> é um dos exemplos bem-sucedidos de bioeconomia. Criada há oito anos por Joana Martins, em Belém, a empresa utiliza matérias-primas da Amazônia para produzir, de forma sustentável, seus alimentos naturais.</p>
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		<title>Com 19% do seu território de pastagens, Brasil gastaria R$ 384 bi para recuperar áreas degradadas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/tecnologia/com-19-do-seu-territorio-de-pastagens-brasil-gastaria-r-384-bi-para-recuperar-areas-degradadas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2022 18:01:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[área degradada]]></category>
		<category><![CDATA[biomas]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[FGV]]></category>
		<category><![CDATA[hectares]]></category>
		<category><![CDATA[pastagem]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/pastagem-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um estudo desenvolvido pelo Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que, no Brasil, 18,94% de seu território é composto por áreas de pastagens, o que corresponde a aproximadamente 160 milhões de hectares. Deste total, 52% apresentam algum nível de degradação (cerca de 89 milhões de hectares), sobretudo, na [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/pastagem-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um estudo desenvolvido pelo Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que, no Brasil, 18,94% de seu território é composto por áreas de pastagens, o que corresponde a aproximadamente 160 milhões de hectares.</p>
<p>Deste total, 52% apresentam algum nível de degradação (cerca de 89 milhões de hectares), sobretudo, na Amazônia e no Cerrado. Para recuperar e reformar todas as áreas de pastagem que apresentam algum nível de degradação seriam necessários, aproximadamente, R$ 383,77 bilhões. <strong>Entretanto, a implementação de tecnologias de recuperação de pastagens degradadas teria o potencial de gerar receitas mais do que suficientes para compensar esses custos.</strong></p>
<p><strong>Áreas de pastagem entre os seis biomas brasileiros e áreas de pastagem, por nível de degradação, entre os biomas brasileiros</strong></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12870" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv_dois-300x126.png" alt="" width="500" height="210" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv_dois-300x126.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv_dois-1024x429.png 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv_dois-768x322.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv_dois-1536x644.png 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv_dois-150x63.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv_dois-450x189.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv_dois-1200x503.png 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv_dois.png 1550w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p><strong>LEIA MAIS: </strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/restauracao-de-pastagem-traz-dinheiro-empregos-e-reduz-danos-ambientais/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Restauração de pastagem traz dinheiro, empregos e reduz danos ambientais </strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/voce-sabia-que-desmatar-sai-mais-caro-que-recuperar-pastagem-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Você sabia que desmatar sai mais caro que recuperar pastagem na Amazônia?</strong></a><br />
<strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/muvuca-tecnica-de-semeadura-direta-e-otima-opcao-para-recuperar-vegetacao-nativa/" target="_blank" rel="noopener">Muvuca: técnica de semeadura direta é ótima opção para recuperar vegetação nativa</a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/saiba-como-a-umidade-altera-a-escolha-da-melhor-arvore-para-recuperar-um-quintal-pelado/" target="_blank" rel="noopener">Saiba como a umidade altera a escolha da melhor árvore para recuperar um quintal ‘pelado’</a></strong></p>
<p>Os resultados do estudo mostram que os custos de recuperação, reforma e manutenção de pastagens diferem não apenas em relação à localização geográfica e condições edafoclimáticas (<em>características do meio ambiente, como clima, o relevo, a temperatura, umidade do ar, radiação, tipo de solo, vento, composição atmosférica e a precipitação pluvial</em>), mas, sobretudo, de acordo com o nível de degradação.</p>
<blockquote><p>“Um aspecto importante e que irá condicionar a escolha da estratégia de recuperação a ser adotada é o nível de degradação apresentado pela pastagem. Os diferentes níveis de degradação tornam necessários níveis também distintos de intervenção para que a recuperação seja realizada. Por exemplo, áreas em estágios iniciais de degradação exigem menor intervenção e menores custos operacionais a fim de conter a redução da produtividade. Por outro lado, se o processo de degradação se encontra em estágio avançado, são necessárias ações mais intensivas e dispendiosas, uma vez que, o alto grau de degradação compromete a capacidade de manter a produção e a qualidade da forragem e a resistência aos efeitos nocivos de doenças, pragas e plantas invasoras. Portanto, definir estratégias de recuperação, reforma ou renovação associadas ao estágio de degradação observado é fundamental”, afirma Sabrina de Matos Carlos, pesquisadora do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas.</p></blockquote>
<p><strong>Custos médios (R＄/ha) de tecnologias de recuperação/reforma e manutenção de pastagens nos biomas brasileiros.</strong></p>
<table width="799" data-a7="" data-t1="">
<tbody>
<tr>
<td data-tcenter="">
<table>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Biomas</strong></td>
<td><strong>Moderado</strong></p>
<p><strong>(R＄/ha)</strong></td>
<td><strong>Severo</strong></p>
<p><strong> (R＄/ha)</strong></td>
<td><strong>Manutenção </strong></p>
<p><strong>(R＄/ha)</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Amazônia</td>
<td>1.330,66</td>
<td>1.904,02</td>
<td>298,10</td>
</tr>
<tr>
<td>Cerrado</td>
<td>1.159,62</td>
<td>1.727,99</td>
<td>272,86</td>
</tr>
<tr>
<td>Mata Atlântica</td>
<td>979,42</td>
<td>1.563,31</td>
<td>283,23</td>
</tr>
<tr>
<td>Caatinga</td>
<td>1.471,83</td>
<td>2.054,44</td>
<td>411,09</td>
</tr>
<tr>
<td>Pampa</td>
<td>1.541,37</td>
<td>2.100,71</td>
<td>764,64</td>
</tr>
<tr>
<td>Pantanal</td>
<td>1.018,24</td>
<td>1.627,15</td>
<td>207,54</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: Elaboração própria.</p>
<p>Em resumo, o custo médio para recuperar um hectare de pastagem em estágio moderado de degradação variou entre R$ 979,42 e R$ 1.541,37. Por sua vez, o custo médio para reformar um hectare de pastagem severamente degradada variou entre R$ 1.563,31 e R$ 2.100,71.</p>
<p>Mas desmatar custa mais: investimento em maquinário, retirada de tocos de madeira e limpeza saem por, no mínimo, R$ 3 mil por hectare, segundo a Scot Consultoria em estudo encomendado pela WWF, Tropical Forest Alliance (TFA) e fundação Solidariedad.</p>
<p>Os custos operacionais incorridos no processo de recuperação, reforma e manutenção devem-se, principalmente, à etapa do plantio, sobretudo, em função do uso de fertilizantes. No caso das pastagens em estágio severo de degradação, também são expressivos os custos com implementos. Para recuperar e reformar todas as áreas de pastagem que apresentam algum nível de degradação seriam necessários, aproximadamente, R$ 383,77 bilhões.</p>
<p><strong>Custos médios de tecnologias de recuperação/reforma de todas as áreas de pastagens degradadas nos biomas</strong></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-12869" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv-300x184.png" alt="" width="450" height="276" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv-300x184.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv-150x92.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv-450x276.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/fgv.png 752w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<h3>Região</h3>
<p>Entre as regiões brasileiras, a Região Sudeste é aquela que apresenta os menores custos de implementação de tecnologias de recuperação e reforma de pastagens degradadas. Essa particularidade está fortemente relacionada ao fato de, aproximadamente, 60% das áreas de pastagens degradadas da região estarem localizadas no bioma Mata Atlântica, onde os preços dos fertilizantes e corretivos são relativamente menores.</p>
<h3>Segundo Acordo de Paris</h3>
<p>O estudo aponta ainda que caso o Brasil implementasse as metas definidas no Acordo de Paris de recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas até 2030, com o objetivo de reduzir as emissões líquidas totais de gases de efeito estufa, seria necessário investir, aproximadamente, R$ 21,17 bilhões e os custos maiores estariam nos estados de São Paulo, Pernambuco e Ceará. No cenário atual, a receita proveniente da recuperação seria de R$ 36,77 bilhões, gerando assim um excedente de R$ 15,60 bilhões. Considerando um cenário menos otimista, a receita seria de R$ 21,75 bilhões, significativamente inferior àquela obtida no cenário atual, mas ainda assim haveria retorno positivo com a adoção de tecnologias de recuperação de R$ 581,25 milhões.</p>
<h3>Plano ABC+</h3>
<p>Sobre o Plano ABC+, que tem como objetivo recuperar 30 milhões de hectares de pastagens degradadas, entre 2020 a 2030, seriam necessários, aproximadamente, R$ 42,51 bilhões em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal. Nesse caso, os maiores custos de recuperação estariam associados aos Estados de Tocantins, São Paulo, Pernambuco e, principalmente, aos Estados de Goiás e Rondônia (nos quais seriam investidos cerca de R＄11 bilhões).</p>
<blockquote><p>“ Esses resultados mostram como ainda é tímida a alocação de recursos do Plano Safra na Agricultura ABC. No plano de 2022 o valor foi de 2% do total do plano. Em 2023 foi menor, 1,8%. Com o avanço do mercado voluntario de carbono, a recuperação de pastagens tem uma grande possibilidade de gerar renda para a pecuária”, afirma Eduardo Assad, pesquisador do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas.</p></blockquote>
<p>No cenário atual, a receita potencial advinda da recuperação de 30 milhões de hectares seria de R$ 75,55 bilhões, resultando em um lucro de R$ 33,04 bilhões. Um cenário menos otimista, por sua vez, promoveria uma receita de R$ 44,69 bilhões e, consequentemente, um excedente de R$ 2,18 bilhões.</p>
<p>Os resultados do estudo evidenciam que a implementação de tecnologias de recuperação de pastagens degradadas teria o potencial de gerar receitas mais do que suficientes para compensar os custos incorridos na recuperação de 15 e 30 milhões de hectares de pastagens. Portanto, dados as externalidades ambientais positivas e os benefícios econômicos que pastagens recuperadas podem promover, a tecnologia de recuperação de pastagens degradadas pode ser um instrumento efetivo e viável para potencializar a descarbonização do setor pecuário.</p>
<p>Acesse o estudo completo no <a href="https://eesp.fgv.br/centros/observatorios/bioeconomia" target="_blank" rel="noopener">Link</a></p>
<p><em>Fonte: FGV</em></p>
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