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	<title>fertilizantes &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>fertilizantes &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Brasil busca alternativas para garantir abastecimento de fertilizantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 16:34:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/export-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou na sexta-feira, 27, que tem monitorado de forma permanente as cadeias de suprimentos possivelmente afetadas pela guerra no Oriente Médio. Entre os produtos sob acompanhamento estão fertilizantes, como o nitrato de amônio, que teve sua importação ao Brasil temporariamente interrompida pela Rússia, por conta da guerra contra [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/export-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou na sexta-feira, 27, que tem monitorado de forma permanente as cadeias de suprimentos possivelmente afetadas pela guerra no Oriente Médio.</p>
<p>Entre os produtos sob acompanhamento estão fertilizantes, como o nitrato de amônio, que teve sua importação ao Brasil temporariamente interrompida pela Rússia, por conta da guerra contra a Ucrânia.</p>
<p>O conflito na Europa, iniciado há quatro anos, já provocava volatilidade nos preços e ampliava a corrida global por insumos agrícolas.</p>
<p>A fim de evitar que o problema prejudique ainda mais os produtores rurais, o ministério afirma que mantém diálogo com diferentes atores do setor, para avaliar alternativas de logística, importação e estratégias que garantam a segurança do abastecimento para o país.</p>
<p>De acordo com a pasta, o Brasil importa “parcela significativa dos fertilizantes utilizados na produção agrícola”, motivo pelo qual tem ressaltado a necessidade de cautela por parte do mercado e dos produtores rurais.</p>
<h3>Especulação</h3>
<p>Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a instabilidade internacional tem alimentado movimentos especulativos que pressionam os preços dos fertilizantes. Fávaro ressalta que a melhor forma de enfrentar a especulação é “não comprar quando o preço está artificialmente elevado”.</p>
<p>Em nota, o Mapa informa que a safra de inverno já está plantada ou em fase final de implantação, o que reduz a necessidade imediata de aquisição de fertilizantes.</p>
<p>A próxima grande demanda está prevista para setembro, quando será iniciado o plantio da safra de verão.</p>
<blockquote><p>“Quem precisava comprar fertilizante para a safra atual já o fez. Para a safra de verão, ainda há tempo. Por isso, a orientação neste momento é aguardar o desenrolar do cenário internacional e evitar compras precipitadas”, explicou Fávaro.</p></blockquote>
<p>O ministro argumenta que o setor conta com alternativas tecnológicas e estratégias de manejo que podem ajudar a otimizar o uso de nutrientes nas lavouras, e que isso reduz impactos de eventuais oscilações de preços no mercado internacional.</p>
<h3>Riscos</h3>
<p>Consultado pela Agência Brasil, o integrante do Conselho Popular do Brics Marco Fernandes explica que, como boa parte dos fertilizantes do mundo passa pelo Estreito de Ormuz, pode haver uma crise de produção.</p>
<p>A consequência disso seria a alta no preço dos alimentos, acredita, “o que pode resultar na morte de milhares de pessoas em todo o mundo”.</p>
<blockquote><p>“O cenário que se configura, portanto, vai além da questão energética. É um cenário muito preocupante”, complementou o analista geopolítico do portal Brasil de Fato.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Urina humana é alternativa sustentável aos fertilizantes sintéticos, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 13:48:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[urina]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/1057809-ebc_07.12.2016-3002_07.12.16-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os fertilizantes sintéticos (NPK) são fundamentais para agricultura, mas enfrentam gargalos como a finitude das reservas minerais de fósforo e o alto impacto ambiental, incluindo a emissão de gases de efeito estufa. Para mitigar esses riscos, cientistas como Jordan Roods propõem o reaproveitamento da urina humana na agricultura. A prática de utilizar urina na fertilização [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/1057809-ebc_07.12.2016-3002_07.12.16-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="2">Os fertilizantes sintéticos (NPK) são fundamentais para agricultura, mas enfrentam gargalos como a finitude das reservas minerais de fósforo e o alto impacto ambiental, incluindo a emissão de gases de efeito estufa. Para mitigar esses riscos, cientistas como Jordan Roods propõem o reaproveitamento da urina humana na agricultura.</p>
<p data-path-to-node="4">A prática de utilizar urina na fertilização remonta à antiguidade chinesa e romana. Por conter nitrogênio, fósforo e potássio, o resíduo — após tratamento ou diluição — substitui insumos industriais sem a necessidade de mineração ou processos que demandam alto consumo de energia. Além disso, o reaproveitamento evita que esses nutrientes poluam rios e oceanos através do esgoto.</p>
<p><span style="font-size: 14px;">Roods argumenta que a urina é um recurso subutilizado porque ainda é tratada apenas como resíduo, descartando seu potencial sustentável. </span></p>
<p>Mas como isso seria feito na prática?</p>
<p>A Suécia, por exemplo, realiza testes com banheiros com separação de urina. Já em Paris, na França, existe um projeto piloto que usa fertilizante à base de urina humana para o plantio de trigo. Neste método, a urina é coletada separadamente nos banheiros, tratada e reaproveitada, garantindo a substituição de adubos químicos e reduzindo o consumo de água e energia.</p>
<p>Para os pesquisadores, o potencial econômico e ambiental da urina como aliada à agricultura é evidente. O principal desafios prático para aplicação global, segundo eles, passa pela modernização dos sistemas de saneamento, normas sanitárias e mudança de opinião pública. Já as vantagens são a garantia da produção de alimentos em escala global, queda em emissão de gases do efeito estufa e menos poluição em rios e oceanos.</p>
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		<title>Ministro cita importância de fertilizantes para contribuir com segurança alimentar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2024 17:28:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/fabrica_fertilizantes-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou a importância dos fertilizantes e seu potencial de contribuir para a segurança alimentar, assim como para o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis e o seu Comitê Gestor Interministerial, instituído por decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/fabrica_fertilizantes-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div id="dv" class="not">O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou a importância dos fertilizantes e seu potencial de contribuir para a segurança alimentar, assim como para o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis e o seu Comitê Gestor Interministerial, instituído por decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</div>
<blockquote>
<div class="not">&#8220;A produção de fertilizantes será essencial para conversão de mais de 40 milhões de hectares de pastagem&#8221;, disse</div>
</blockquote>
<div class="not">O ministro, participou, na quarta-feira, da cerimônia de inauguração do Complexo Mineroindustrial da Eurochem, em Serra do Salitre, no Triângulo Mineiro.</div>
<div class="not">Ele ressaltou, em seu discurso, que a planta inaugurada representará 15% da produção no Brasil.</div>
<blockquote>
<div class="not">&#8220;Isso é soberania nacional, pois fertilizante significa mais alimento&#8221;, acrescentou.</div>
</blockquote>
<div class="not">Fávaro também aproveitou a sua participação para exaltar conquistas recentes da indústria brasileira de carnes.</div>
<div class="not">Ele citou a habilitação de mais 38 unidades frigoríficas pela China (quatro deles no Pará) para exportação da proteína, anunciada na terça-feira, 12, assim como destacou que autoridades das Filipinas reconheceram a equivalência de sistemas de inspeção sanitária do Brasil para exportações de carnes bovina, suína e aves, também na terça.</div>
<blockquote>
<div class="not">&#8220;A habilitação de 38 frigoríficos para exportar para China é histórica e representa o reforço das relações históricas entre Brasil e China&#8221;, disse.</div>
</blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Saiba como promover fertilidade do solo para reduzir dependência de fertilizantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2022 15:36:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[cama de frango]]></category>
		<category><![CDATA[Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade do solo]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[fósforo]]></category>
		<category><![CDATA[Leste Europeu]]></category>
		<category><![CDATA[plantio direto]]></category>
		<category><![CDATA[rotação de cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/fertilidade-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nestes tempos de vacas magras enfrentados pelo mercado de fertilizantes, em função da guerra no Leste Europeu ter interrompido a exportação de alguns insumos para o Brasil, que tal melhorar a fertilidade do solo da sua propriedade com manejo mais eficiente que dispense ou reduza o consumo desses produtos vindos de fora? A implementação de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/fertilidade-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Nestes tempos de vacas magras enfrentados pelo mercado de fertilizantes, em função da guerra no Leste Europeu ter interrompido a exportação de alguns insumos para o Brasil, que tal melhorar a fertilidade do solo da sua propriedade com manejo mais eficiente que dispense ou reduza o consumo desses produtos vindos de fora?</p>
<p>A implementação de estratégias mais sustentáveis de manejo do solo, como o plantio direto com a rotação de culturas e o uso de novos insumos biológicos à base de resíduos orgânicos ou de microrganismos, entre outras soluções, pode ajudar a aumentar a eficiência no aproveitamento e, consequentemente, diminuir o uso de fertilizantes minerais críticos para agricultura brasileira.</p>
<p>É o que indicam resultados de estudos divulgados na terça-feira, 22/03, apoiados pela FAPESP e conduzidos por pesquisadores ligados a diferentes universidades e instituições de pesquisa no País.</p>
<p>A adoção dessas práticas pode gerar uma economia para os agricultores brasileiros da ordem de mais de US$ 20 bilhões nas próximas décadas só com a redução do uso de fertilizantes fosfatados, estima <b><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/62647/paulo-sergio-pavinato" target="_blank" rel="noopener">Paulo Sérgio Pavinato</a></b>, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).</p>
<p>Nos últimos dez anos, o consumo de fertilizantes fosfatados no Brasil aumentou 43,4% – e mais de 67% são importados de países do norte da África, principalmente do Marrocos.</p>
<p>“Manter a palha e restos da planta na superfície das lavouras entre as safras, como é feito no plantio direto, e promover a rotação de culturas, explorando o solo o tempo todo e não o deixando desnudo nunca, são formas de promover a ciclagem mais eficiente e aumentar a eficiência no aproveitamento pelas plantas de nutrientes como o fósforo”, diz Pavinato à Agência FAPESP.</p>
<h3>Fósforo</h3>
<p>De acordo com o pesquisador, fósforo – que é um dos três macronutrientes mais utilizados na adubação de lavouras no Brasil, atrás do nitrogênio e do potássio – é um dos fertilizantes minerais com menores índices de aproveitamento pelas culturas agrícolas nos solos brasileiros.</p>
<p>Isso porque os tipos de solos no Brasil e em outras regiões tropicais, mais argilosos, são ricos em óxidos de ferro e alumínio, que têm capacidade muito alta de se ligar quimicamente e reter fósforo. Dessa forma, grande parte desse fertilizante aplicado fica acumulado no solo em formas pouco ou não acessíveis às plantas.</p>
<p>“Nos últimos 20 anos, em média, a eficiência no aproveitamento do fósforo pelas plantas cultivadas no Brasil tem sido de 50%. Do total desse fertilizante adicionado na adubação, 50% são extraídos via colheita e os outros 50% restantes ficam retidos no solo. Por isso, é comum aplicar nas lavouras no País pelo menos mais do que o dobro da quantidade de fósforo de que a planta necessita”, explica Pavinato.</p>
<p>Por meio da rotação de culturas, com o plantio de plantas de cobertura, como braquiária ou milheto após o cultivo da soja, por exemplo, é possível não só aumentar a eficiência no uso desse fósforo estocado no solo, como também aumentar a resistência da lavoura à seca, afirma Pavinato.</p>
<p>Isso porque com a implantação desse sistema, as raízes das plantas têm maior capacidade de explorar um volume maior do solo, explica o pesquisador.</p>
<p>“Os produtores com sistema de produção bem implantado, que têm feito a rotação de culturas nos últimos anos, podem passar uma safra ou mais sem precisar adubar suas lavouras porque o solo já tem uma boa reserva de nutrientes, principalmente de fósforo”, diz.</p>
<p>“Já os produtores que seguem o sistema de plantio convencional vão sofrer muito mais em períodos de crise de fertilizantes, como agora, porque não têm reserva no solo”, compara.</p>
<h3><b>Uso de plantas de cobertura</b></h3>
<p>Em um estudo em andamento, também <b><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/107515/plantas-de-cobertura-afetando-a-disponibilidade-de-fosforo-de-menor-labilidade-efeitos-na-producao-d/" target="_blank" rel="noopener">apoiado</a></b> pela FAPESP, o pesquisador e colaboradores estão avaliando o uso de plantas de cobertura, como ervilhaca, nabo forrageiro, tremoço e azevém no inverno, antes do plantio de milho, no verão, para melhorar a exploração de fósforo no solo.</p>
<p>Para realizar os experimentos foram aplicados durante sete anos seguidos, entre 2008 e 2015, fosfatos solúvel e natural em áreas de cultivo de milho no Paraná com rotação com essas plantas de cobertura. Após esse período, essas áreas pararam de ser adubadas.</p>
<p>Resultados preliminares do estudo indicaram que, nos anos posteriores e com déficit hídrico, a safra de milho nessas áreas foi duas vezes maior do que a das que não receberam adubação fosfatada.</p>
<p>“As plantas de cobertura que promoveram maior produtividade do milho nessas áreas fosfatadas foram a aveia preta e a azevém. Essas gramíneas têm habilidade de ciclar mais nutrientes de maneira geral. Mas é importante ressaltar que essas respostas só podem ser obtidas em longo prazo”, sublinha Pavinato.</p>
<h3><b>Fertilizantes organominerais</b></h3>
<p>Um fertilizante organomineral desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Solos também pode contribuir tanto para aumentar a disponibilidade de fósforo para cultivares agrícolas como também para aproveitar e gerar valor para um passivo ambiental.</p>
<p>Os pesquisadores da instituição desenvolveram ao longo dos últimos 11 anos um fertilizante organomineral fosfatado granulado a partir da “cama” de frango – material utilizado para forrar o piso dos galpões de granjas, composto por maravalha, palha de arroz, feno de capim e sabugo de milho triturado ou a serragem com as fezes, urina, restos de ração e penas de galinha.</p>
<p>Esse resíduo agrícola era usado como fonte de alimento suplementar para bovinos no Brasil, mas a utilização dele para essa finalidade passou a ser proibida no país a partir de 2004 com o surgimento do “mal da vaca louca”.</p>
<p>Já na agricultura, o uso desse material é consolidado, porém, sem recomendações técnicas específicas, pondera <b><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/672447/joaquim-jose-frazao" target="_blank" rel="noopener">Joaquim José Frazão</a></b>, professor do Instituto Federal de Roraima (IFRR).</p>
<p>“A falta de recomendações técnicas específicas tem causado o uso inadequado e aplicação superficial da cama de frango, com doses inadequadas, baixas respostas agronômicas e risco de contaminação do meio ambiente por nitrato, presente em grande quantidade no material”, afirma Frazão.</p>
<p>Uma vez que a cama de frango também apresenta teores variáveis de fósforo, os pesquisadores da Embrapa Solos, em parceria com Frazão, realizaram nos últimos anos diversos testes de misturas do material com fontes minerais a fim de enriquecê-lo com o mineral para aplicação como fertilizante.</p>
<p>Os resultados de testes de aplicação do fertilizante organomineral em casas de vegetação e em campo, nos municípios de Rio Verde e Goiânia, em Goiás, e em Piracicaba, no interior de São Paulo, durante o doutorado de Frazão, com Bolsa da FAPESP, indicaram que o produto tem eficiência agronômica comparável com as fontes minerais tradicionais, como o fosfato monoamônico (MAP) e o superfosfato triplo, já na primeira safra de culturas como a soja e o milho. O estudo foi <b><a href="https://www.mdpi.com/2071-1050/13/21/11635" target="_blank" rel="noopener">publicado</a></b> na revista <i>Sustainability</i>.</p>
<p>“Também observamos por meio de outros estudos que o produto tem efeito residual no solo”, afirma Frazão.</p>
<p>Como a liberação do fertilizante organomineral é mais lenta em comparação com as outras fontes de fósforo disponíveis, que são solúveis em água, o produto supre a demanda do macronutriente pela planta e, ao mesmo tempo, diminui os riscos de perda do mineral pelo processo de adsorção (fixação) pelos óxidos de ferro e alumínio, explica o pesquisador.</p>
<p>“Como os fertilizantes fosfatados tradicionais são solúveis em água, a liberação deles no solo após a aplicação é quase imediata. Já o organomineral que desenvolvemos tem liberação mais lenta e, dessa forma, é possível mantê-lo disponível no solo por mais tempo”, afirma Frazão.</p>
<p>De acordo com o pesquisador, a Embrapa Solos patenteou a tecnologia do processo de produção do fertilizante organomineral.</p>
<p>Além da cama de frango, podem ser usadas diversas outras fontes orgânicas para produzir o organomineral, como estercos de aves e bovinos e palha de arroz, ressalta Frazão.</p>
<p>“As respostas de eficiência agronômica do organomineral formulado com essas outras fontes, contudo, podem não ser iguais às do composto por cama de frango em razão da variação da composição química”, pondera.</p>
<h3><strong>Microrganismos solubilizadores</strong></h3>
<p>Além do manejo, de variedades melhoradas de plantas e de fertilizantes mais eficientes, outra estratégia que tem sido implementada para melhorar o aproveitamento de nutrientes pelas plantas é a utilização de microrganismos solubilizadores, como bactérias e fungos.</p>
<p>Esses microrganismos têm o potencial de explorar e ajudar as plantas a acessar o fósforo não disponível no solo, por exemplo, explica Antônio Pedro da Rocha Camargo, colaborador do Centro de Pesquisa em Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC) – um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído pela FAPESP e pela Embrapa na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p>
<p>“Microrganismos podem ajudar as plantas a conseguir nutrientes de várias formas. Alguns dos mais conhecidos são as micorrizas, que são fungos que se associam à raiz da planta e aumentam a superfície de absorção. Mas também há bactérias que ajudam as plantas a pegar o nutriente que está no solo de uma forma que elas normalmente não conseguem absorver, como o fósforo insolúvel”, explica.</p>
<p>Durante seu doutorado, realizado com <b>bolsa</b> da FAPESP, o pesquisador investigou microrganismos associados às plantas nos campos rupestres.</p>
<p>Situados na região central do Brasil, os campos rupestres têm solo extremamente pobre em fósforo, em razão das condições geológicas, e muito ácido, mas, ainda assim, apresentam alta diversidade de espécies de plantas, a maior parte delas endêmica (que ocorre exclusivamente naquela região).</p>
<p>“Há anos tem sido estudada a fisiologia dessas plantas com o objetivo de entender como elas crescem naquele bioma”, diz Camargo.</p>
<p>O pesquisador e colaboradores constataram que o solo dos campos rupestres, apesar de muito pobres, também apresenta uma grande diversidade de microrganismos associados às plantas, principalmente bactérias, que também ocorrem exclusivamente naquela região.</p>
<p>Ao analisar esses microrganismos, eles observaram que bactérias encontradas nas proximidades da raiz das plantas apresentam maior número de genes associados à disponibilização de fósforo.</p>
<p>“Vimos que várias funções associadas à disponibilização de fósforo para as plantas estão enriquecidas nessas bactérias”, afirma Camargo.</p>
<p>Ao comparar o genoma das bactérias dos campos rupestres com o de outras evolutivamente próximas, encontradas em outros lugares, os pesquisadores também constataram que elas possuem mais genes associados à disponibilização de fósforo para as plantas.</p>
<p>“Isso mostra que as funções de disponibilização de fósforo para as plantas provavelmente estão sendo selecionadas naquele ambiente. As plantas podem liberar compostos que são nutritivos para as bactérias que solubilizam fósforo para recrutá-las e, dessa forma, obter o nutriente”, explica Camargo.</p>
<p>O objetivo final do estudo é permitir selecionar e cultivar essas bactérias em larga escala para produzir inóculos – cultura contendo uma ou mais espécies de microrganismo para aplicação em lavouras com o objetivo de aumentar a absorção de fósforo pelas cultivares agrícolas.</p>
<p><em>Fonte: Elton Alisson | Agência FAPESP</em></p>
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		<title>Com guerra na Ucrânia, ministra pede &#8216;calma&#8217; por haver fertilizantes até outubro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 15:32:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[estoque]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[safra]]></category>
		<category><![CDATA[Tereza Cristina]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Cloreto-Potassio-02-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A guerra na Ucrânia iniciada pela Rússia na semana passada pode deixar o agronegócio brasileiro apreensivo, mas a ministra Tereza Cristina tentou transmitir tranquilidade aos jornalistas em entrevista coletiva na noite de quarta-feira, 2/03, para falar dos impactos do conflito armado aos produtores que dependem de fertilizantes importados da Rússia. Segundo ela, não há motivos, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Cloreto-Potassio-02-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A guerra na Ucrânia iniciada pela Rússia na semana passada pode deixar o agronegócio brasileiro apreensivo, mas a ministra Tereza Cristina tentou transmitir tranquilidade aos jornalistas em entrevista coletiva na noite de quarta-feira, 2/03, para falar dos impactos do conflito armado aos produtores que dependem de fertilizantes importados da Rússia. Segundo ela, não há motivos, no momento, para pânico, uma vez que o agronegócio brasileiro tem estoque garantido até setembro. A partir daí, é um incógnita.</p>
<p>Por outro lado, o presidente da República Jair Bolsonaro usou o risco da falta de potássio e possível aumento do seu preço para defender a aprovação pelo Congresso do projeto de lei 191/2020. Esse PL facilita a mineração e a construção de barragens em Territórios Indígenas, mesmo sem aval dos povos que as ocupam.</p>
<p>Como temos dito aqui neste espaço, o Brasil adquire no exterior aproximadamente 85% do volume de fertilizantes aplicado anualmente nas lavouras. A Rússia é uma das principais exportadoras do produto para o Brasil e, em janeiro, respondeu por 30,1% dos adubos e fertilizantes que entraram em território nacional, segundo o Ministério da Economia. Durante os 12 meses do ano passado, os russos foram responsáveis por 23,3% de todo fertilizante que entrou no Brasil.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr">“A safrinha de milho já está acontecendo, então o que precisava de fertilizantes já está garantido. A safra de verão, que será no final de setembro, outubro, é uma preocupação, mas também temos do setor privado a confirmação de que há um estoque de passagem suficiente para chegar até outubro”, disse a ministra da Agricultura, que pretende se candidatar ao Senado pelo Mato Grosso do Sul.</p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Tereza afirmou que sua pasta trabalha para diversificar os fornecedores de fertilizantes do Brasil: Canadá, onde ela tem viagem prevista para o dia 12 de março; Irã, onde ela esteve em fevereiro; e Chile.</p>
<p dir="ltr">Ela também disse que há esforços para flexibilizar a entrada de fertilizantes pelos portos brasileiros, eliminando burocracias e agilizando os desembarques por meio de conversar com a Receita Federal e o Ministério da Infraestrutura.</p>
<p dir="ltr">Também acrescentou que a Embrapa fará uma &#8220;caravana&#8221; de visita a produtores rurais para análise de solos com vistas à diminuição do uso de fertilizantes, mas mantendo a eficiência de produção. Segundo ela, os bioinsumos devem &#8220;andar mais rápido&#8221;, citando agrominerais, como pó de rocha, e emprego da nanotecnologia para que o Brasil use menos o insumo.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr">&#8220;Temos que ter calma e equilíbrio nesta hora&#8221;, acrescentou, dizendo que há aqueles que torcem por &#8220;catástrofe&#8221; e os que não.</p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Tereza também afirmou que está &#8220;otimista&#8221; com o acordo firmado entre a Petrobras e o Grupo Acron para venda da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3) de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, mas que &#8220;ainda há um longo caminho a ser percorrido&#8221;.</p>
<p dir="ltr">O governo deve lançar nos próximos dias o Plano Nacional de Fertilizantes, elaborado desde o ano passado em parceria com outros ministérios e com a iniciativa privada, para reduzir a dependência do Brasil da importação de fertilizantes.</p>
<p dir="ltr">“O Brasil precisa tratar esse assunto como segurança nacional e segurança alimentar. Então, esse Plano, que fizemos lá atrás, há um ano, sem prever nada disso, era que o governo pensava que nós deveríamos ter para que o Brasil, que é uma potência agroalimentar, tivesse um plano de pelo menos 50% a 60% de produção própria dos seus fertilizantes”, disse a ministra sobre o plano que deve ser apresentado ainda este mês de março.</p>
<h3 dir="ltr">&#8216;Combo da destruição&#8217;</h3>
<p dir="ltr">O uso da guerra no Leste Europeu para &#8220;passar a boiada&#8221;, diante da possibilidade de escassez de fertilizantes, se deve aos seguintes projetos em andamento no Congresso:</p>
<ul>
<li dir="ltr">PL da <a href="https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/amazonia1/ameacas_riscos_amazonia/desmatamento_na_amazonia/grilagem_na_amazonia/" target="_blank" rel="noopener">Grilagem</a><a href="https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/amazonia1/ameacas_riscos_amazonia/desmatamento_na_amazonia/grilagem_na_amazonia/" target="_blank" rel="noopener"> </a>(PL 2.633/20 e PL 510/21) e o PL do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/21).O primeiro projeto de lei incentiva a continuidade de ocupação ilegal de terra pública e do desmatamento. Entre outros pontos, o texto anistia a quem invadiu e desmatou ilegalmente terra pública até pouco tempo atrás (2017); permite que grandes invasores obtenham o título de propriedade sem necessidade de vistoria para averiguar a veracidade de suas alegações, extendendo uma regra que hoje vale apenas para as pequenas ocupações (97% dos que aguardam titulação); e concede título a quem já tem outros imóveis rurais ou invadiu terra pública em diversos lugares.O PL 2.159/21, por sua vez, torna o licenciamento ambiental uma exceção em vez de regra, uma vez que restringe, enfraquece ou, em alguns casos, até extingue parte importante dos instrumentos de avaliação, prevenção e controle de impactos socioambientais de obras e atividades econômicas no país.</li>
<li dir="ltr">O Pacote do Veneno (PL 6.299/02), que prevê a liberação de mais agrotóxicos, inclusive de substâncias já proibidas em outros países.</li>
<li dir="ltr">O PL da Exploração de Terras Indígenas (PL 490/07), cujo principal ponto, o Marco Temporal, está em análise no Supremo Tribunal Federal, prevê a abertura das terras indígenas para que fazendeiros possam implantar grandes plantios ou criar gado, abre a possibilidade de redução de terras já demarcadas a partir de critérios subjetivos, diminui a proteção aos povos isolados e inviabiliza a demarcação ou a ampliação de terras que já foram demarcadas. Esse projeto já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e pode ser votado no Plenário a qualquer momento.</li>
<li dir="ltr">O PL da Mineração em Terras Indígenas (PL 191/2020), que possibilita liberação para mineração e construção de hidrelétricas sem entraves em terras indígenas, mesmo sem aval dos povos que as ocupam. Embora dependa da instalação de comissão especial para que seja apreciado e aprovado, há a possibilidade de que manobras regimentais permitam sua votação diretamente no Plenário.</li>
<li dir="ltr">O PL 5.544/2020, que libera a caça de animais silvestres, e o PL 4.546/2021, que afeta drasticamente a Política Nacional de Recursos Hídricos, ferindo os princípios da descentralização e da gestão participativa da água. O projeto é considerado por integrantes dos comitês e organismos de bacias como o PL da privatização da água.</li>
</ul>
<p>Veja o vídeo da coletiva da ministra Tereza Cristina:</p>
<p><iframe title="Coletiva Ministra Tereza Cristina sobre fertilizantes" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/4YOOwOffzVQ?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.paraterraboa.com" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Guerra na Ucrânia eleva custos de produção da pecuária, diz diretor da CNA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2022 19:42:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[combustível]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
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		<category><![CDATA[Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/agro-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A economia brasileira já começa a sofrer com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, em curso desde o dia 24/02. Um dos primeiros pontos estratégicos da economia brasileira que já começa a sofrer com a crise é o setor do agronegócio, especialmente os pecuaristas, pois os dois países são produtores de milho e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/agro-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A economia brasileira já começa a sofrer com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, em curso desde o dia 24/02. Um dos primeiros pontos estratégicos da economia brasileira que já começa a sofrer com a crise é o setor do agronegócio, especialmente os pecuaristas, pois os dois países são produtores de milho e trigo. Além disso, a Rússia é o terceiro maior exportador do potássio, elemento químico de extrema importância para a fabricação de fertilizantes.</p>
<p>O diretor técnico da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, falou sobre o assunto com o <strong>Pará Terra Boa </strong>na sexta-feira, 25/02, cujo vídeo pode ser visto <a href="https://fb.watch/bvCHWzR7e-/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<blockquote><p>“O principal insumo hoje utilizado na agricultura, o fertilizante, em grande parte vem da Rússia. A Rússia é o segundo maior produtor/exportador de nitrogênio e também é o terceiro maior, no caso do fósforo e do potássio. Então, o impacto é significativo na questão dos fertilizantes, caso haja um desabastecimento, ou como já está ocorrendo, o aumento de preços destes principais produtos”, afirmou Bruno Lucchi.</p></blockquote>
<p>Ainda segundo Lucchi, a questão energética também será muito afetada no decorrer da guerra, pois a Rússia é um dos principais produtores de gás natural e do petróleo. Como sabemos, qualquer oscilação na distribuição de petróleo, os custos dos combustíveis disparam.</p>
<blockquote><p>“O petróleo já atingiu US$ 105 o barril (<em>chegou a US$ 110 nesta quarta-feira, 2/03</em>), no primeiro dia da guerra, e isso teve impacto direto nos combustíveis. A agropecuária brasileira está no interior do País. As distâncias são grandes, então esta situação afetará no aumento do custo dos fretes e do escoamento da produção. Além disso, o petróleo também é o precursor de vários defensivos químicos que nós utilizamos”, disse.</p></blockquote>
<p>Outro ponto de bastante impacto é a cotação do dólar no Brasil. Sacchi lembra que a moeda norte-americana vinha numa tendência de queda e, nestes poucos dias de guerra, houve um aumento, especialmente nos custos de produção da pecuária.</p>
<p>“O câmbio lógico tem tudo para ter uma oscilação muito maior, num cenário de incerteza como esse. E como grande parte dos insumos da agropecuária brasileira são dolarizados, o impacto também pode ser significativo. Para as cadeias de pecuária, nós estamos vendo um aumento no custo de produção, focados no milho, no trigo e a soja. A Ucrânia é a grande produtora de milho, já a Rússia é um dos maiores produtores de trigo do mundo. Então, este aumento de custo destas <em>commodities</em> certamente vão impactar também no custo das cadeias pecuárias, na avicultura, na suinocultura, bovinocultura, todas elas que dependem da ração onde o milho é o principal produto. Isso se agrava se a gente não tiver uma melhoria na segunda safra ainda este ano”, avaliou.</p>
<p>A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, marcou para o dia 12 uma visita ao Canadá para tratar da possível falta de fertilizantes no mercado interno, uma vez que o país da América do Norte é o quarto maior fornecedor do insumo, segundo informa o G1.</p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/ataques-russos-na-ucrania-podem-aumentar-preco-de-alimentos-preve-fiepa/" target="_blank" rel="noopener"><b>Ataques russos na Ucrânia podem aumentar preço de alimentos, prevê Fiepa<br />
</b></a><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/conflito-entre-ucrania-e-russia-pode-elevar-inflacao-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><b>Conflito entre Ucrânia e Rússia pode elevar inflação no Brasil</b></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mineradora-potassio-do-brasil-tem-149-pedidos-para-explorar-fertilizante-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener"><b>Mineradora Potássio do Brasil tem 149 pedidos para explorar fertilizante na Amazônia</b></a></p>
<h3 class="is-title post-title"></h3>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Mineradora Potássio do Brasil tem 149 pedidos para explorar fertilizante na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mineradora-potassio-do-brasil-tem-149-pedidos-para-explorar-fertilizante-na-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2022 18:59:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Autazes]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Sun]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes & Manhattan]]></category>
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		<category><![CDATA[potássio]]></category>
		<category><![CDATA[Potássio do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Autazes-editada-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A recente guerra travada na Ucrânia pela Rússia levantou o debate do futuro de uma grande mina de potássio na Amazônia. Como o Brasil depende do fertilizante dos russos à base do mineral, com o conflito armado, o temor do agronegócio brasileiro é de que falte o produto, bem como seu preço dispare, uma vez [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Autazes-editada-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A recente guerra travada na Ucrânia pela Rússia levantou o debate do futuro de uma grande mina de potássio na Amazônia. Como o Brasil depende do fertilizante dos russos à base do mineral, com o conflito armado, o temor do agronegócio brasileiro é de que falte o produto, bem como seu preço dispare, uma vez que as punições dos Estados Unidos e Europa contra os russos podem inviabilizar o comércio dos fertilizantes em todo o mundo.</p>
<p>Quem está de olho há anos na mina de potássio situada em Autazes, Itacoatiara e São Sebastião do Uatumã, no Amazonas, é uma empresa canadense chamada Potássio do Brasil, controlada pelo banco canadense de investimentos Forbes &amp; Manhattan (F&amp;M).</p>
<p>Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Potássio do Brasil aguarda a conclusão do processo ambiental de dezenas de projetos para começar a exploração do mineral na Amazônia, uma vez que a mina está a menos de 10 quilômetros de terras do Povo Mura. Aliás, o Pará é o Estado brasileiro com maior número de requisições para exploração mineral em terras indígenas. Os territórios mais afetados por esses pedidos são a TI Xikrin do Cateté (PA) com 34 requerimentos, seguida pela TI Sawré Muybu (PA), com 21. A etnia mais impactada por estes pedidos de mineração é a Kayapó (PA), com 73 requerimentos. A TI Waimiri Atroari (AM) também tem 34 pedidos.</p>
<p>O mesmo banco está por trás do projeto da mineradora Belo Sun, que pretende implantar um projeto de exploração industrial de ouro no Pará, na região da hidrelétrica de Belo Monte.</p>
<p>O Brasil adquire no exterior aproximadamente 85% do volume de fertilizantes aplicado anualmente nas lavouras. A Rússia é uma das principais exportadoras do produto para o Brasil e, em janeiro, respondeu por 30,1% dos adubos e fertilizantes que entraram em território nacional, segundo o Ministério da Economia. Durante os 12 meses do ano passado, os russos foram responsáveis por 23,3% de todo fertilizante que entrou no Brasil.</p>
<p>As relações comerciais do Brasil com a Rússia estão majoritariamente concentradas na compra de fertilizantes. Dos US$ 5,7 bilhões em importações brasileiras da Rússia em 2021, US$ 3,5 bilhões &#8211; ou 62% do total &#8211; estão relacionados à compra do insumo usado no agronegócio. Esse resultado do ano passado foi 97% superior ao registrado em 2020, quando o Brasil desembolsou US$ 1,75 bilhão na importação desses produtos, segundo informa o jornal &#8220;Estadão&#8221; nesta quarta-feira,, 2/03.</p>
<h3>Próximos passos</h3>
<p>A Potássio do Brasil tem a sua base em Autazes, a 120 quilômetros de Manaus, onde está o depósito mineral identificado pela empresa. Em junho do ano passado, a empresa informou que &#8220;deu um passo firme e muito importante&#8221; no processo de licenciamento ambiental de outro empreendimento, o &#8220;Projeto Potássio Itapiranga&#8221;.</p>
<p>Foi protocolado junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) o requerimento para a obtenção da licença prévia do projeto para produção de fertilizantes de potássio no município a 226 km de Manaus. A previsão é produzir cerca de 2 milhões de toneladas de fertilizantes de potássio por ano.<br />
Até o ano de 2020, a empresa afirma que foram investidos mais de US$ 190 milhões na descoberta e desenvolvimento de seus projetos no Brasil e outros US$ 2 bilhões serão investidos até o final da construção de suas operações.</p>
<h3>Água na fritura</h3>
<p>O assunto ganhou nova conotação nesta quarta-feira, 2/03, porque o presidente Jair Bolsonaro criticou o apetite dos canadenses na Amazônia, que têm 149 pedidos de exploração do potássio na região, incluindo o Pará, onde os estudos de prospecção do mineral estão em fase mais preliminar que os do Amazonas.</p>
<p>O chefe do Palácio do Planalto divulgou um vídeo de 2016 em que ele, enquanto deputado federal, contesta as intenções da Potássio do Brasil, dizendo que os direitos minerários na região &#8220;estão nas mãos de uma empresa canadense&#8221; e que essas explorações teriam sido &#8220;acertadas via Petrobras, Deus lá sabe como&#8221;. Bolsonaro não dá detalhes sobre suas afirmações. &#8220;Ou seja, não podemos explorar nosso próprio potássio&#8221;, conclui.</p>
<p>Para ele, o Brasil precisa encontrar uma solução para o problema da possível falta de fertilizantes no mercado, destacando que a atuação dos canadenses é um dos &#8220;problemas&#8221; a serem resolvidos. Essa reação de Bolsonaro surge semanas após ele se encontrar com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou, capital russa, em plena véspera de Putin bombardear a Ucrânia. De volta ao Brasil, Bolsonaro tentou emplacar uma versão de que ele teria freado os ímpetos de Putin para invadir terras ucranianas. Tudo não passou de uma fantasia. Não só Bolsonaro não parou a guerra, como, agora, o envio de fertilizantes da Rússia para o Brasil está comprometido.</p>
<p>Só que, enquanto o presidente da República critica o apetite da Potássio do Brasil, em seu governo, a empresa canadense apresentou oitos novos pedidos de exploração de potássio desde janeiro de 2019 na Amazônia. Essa mesma empresa adquiriu ainda, irregularmente, vários terrenos de reforma agrária na região para abrir espaço para sua exploração, conforme mostrou o &#8220;Estadão&#8221;.</p>
<p>Além do mais, o banco canadense faz lobby com o vice-presidente Hamilton Mourão e com um general da reserva brasileiro, Cláudio Barroso Magno Filho, para tentar liberar seus licenciamentos ambientais, como revelou reportagem do site da <a href="https://apublica.org/2022/02/como-o-lobby-de-um-militar-da-reserva-favoreceu-mineradoras-canadenses-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">Agência Pública</a>. Esse general de brigada do Exército atuou pelos interesses do F&amp;M e suas mineradoras junto à cúpula do governo. Ele é um veterano da missão de paz da ONU no Haiti e entrou no ramo de consultorias e venda de equipamentos para as Forças Armadas e empreiteiras desde sua ida para a reserva, nos anos 2000. Desde 2019, o militar atua em prol do F&amp;M no Brasil.</p>
<p>A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, marcou para o dia 12 uma visita ao Canadá para tratar da possível falta de fertilizantes no mercado interno, uma vez que o país da América do Norte é o quarto maior fornecedor do insumo, segundo informa o G1.</p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-e-o-estado-com-maior-numero-de-pedidos-para-mineracao-em-terras-indigenas/" target="_blank" rel="noopener"><b>Pará é o Estado com maior número de pedidos para mineração em terras indígenas<br />
</b></a><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/projeto-da-mineradora-canadense-belo-sun-na-amazonia-conta-com-lobby-de-general-da-reserva/" target="_blank" rel="noopener"><b>Projeto da mineradora canadense Belo Sun na Amazônia conta com lobby de general da reserva</b></a></p>
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		<item>
		<title>Artigo: O quanto a moderna agricultura é complexa</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/artigo-o-quanto-a-moderna-agricultura-e-complexa/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/agricultura/artigo-o-quanto-a-moderna-agricultura-e-complexa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Nov 2021 15:23:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura moderna]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[preços]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/agricultura-moderna-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fernando Mendes Lamas (Pesquisador), da Embrapa Agropecuária Oeste A cada safra que se inicia, novos e maiores desafios são impostos àqueles que produzem grão, fibra e energia. Os novos desafios exigem muita habilidade sob as óticas estratégica, tática e operacional. Consideremos alguns exemplos: bem no início da safra, quando o produtor pensa que está [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/agricultura-moderna-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="texto-noticia">
<p><em>Por</em> <em><span class="autor negrito" style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">Fernando Mendes Lamas </span><span class="codigo negrito" style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">(Pesquisador), da </span><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">Embrapa Agropecuária Oeste</span></em></p>
<p>A cada safra que se inicia, novos e maiores desafios são impostos àqueles que produzem grão, fibra e energia. Os novos desafios exigem muita habilidade sob as óticas estratégica, tática e operacional. Consideremos alguns exemplos: bem no início da safra, quando o produtor pensa que está devidamente preparado, um fornecedor, que lhe vendera algum produto com seis meses de antecedência ao uso, cancela o pedido em momento próximo àquele em que seria necessária a utilização. O que fazer? O produtor vende parte da safra bem antes da colheita, em alguns casos antes da semeadura. Na hora da colheita, o preço de mercado é bem superior àquele que ele comercializou. O que fazer? Esses são apenas alguns exemplos de desafios que o produtor tem que superar, mas ainda existem muitos outros.</p>
<p>De todo o fertilizante utilizado na agricultura brasileira, o Brasil importa algo próximo a 84%. De acordo com a Associação Internacional de Fertilizantes (dados publicados em <a href="https://bit.ly/3cTxrAh" target="_blank" rel="noopener">https://bit.ly/3cTxrAh</a>), o Brasil importa 95%, 80% e 55% dos fertilizantes potássicos, nitrogenados e fosfatados respectivamente. Os fertilizantes de uma maneira geral têm elevada participação nos custos de produção das principais culturas, entre 20 a 30%. Essa dependência deixa o Brasil de certa forma com elevado grau de vulnerabilidade.</p>
<p>Para que possamos produzir de forma competitiva, os fertilizantes são muito importantes e até indispensáveis. São muitas as cultivares de soja, de algodão e híbridos de milho disponíveis no mercado. Qual ou quais utilizar? Vai depender da região, do sistema de produção, do tipo de solo etc. Como decidir? Todas apresentam pontos positivos e negativos. Enfim, o produtor precisa estar muito bem-informado para que ele possa tomar suas diversas decisões.</p>
<p>A moderna agricultura possui uma série de “facilidades”, no entanto, é preciso analisar com profundidade todas as ferramentas disponíveis. Os custos de produção estão cada vez mais elevados. Melhorar a eficiência no uso dos insumos agrícolas (fertilizantes, sementes, inseticidas, fungicidas e herbicidas), constitui estratégia fundamental para a sustentabilidade da atividade.</p>
<p>Quando se utilizam adequadamente plantas de cobertura, entre outros benefícios, estas auxiliam no controle de plantas daninhas e, consequentemente, reduzem os gastos com herbicidas e minimizam a competição com a espécie cultivada. Plantas de cobertura também contribuem para melhoria dos aspectos físicos, químicos e biológicos do solo, o que melhora a eficiência dos fertilizantes. Este seria apenas um exemplo, existem diversos outros, tais como o clima, fator que interfere de forma significativa na quantidade e na qualidade do produto. Otimizar as práticas agrícolas de modo a minimizar os efeitos adversos do clima é uma estratégia fundamental.</p>
<p>Os preços de venda dos principais produtos agrícolas (soja, milho, algodão mandioca e feijão) estão relativamente elevados. Existe uma forte pressão de demanda, especialmente pelo mercado externo, para soja, milho, algodão e carnes. O caso dos preços da mandioca e do feijão se deve muito a redução da área cultivada e efeitos negativos das geadas de junho/julho e do longo período de seca. Embora os preços dos produtos agrícolas estejam relativamente altos, a relação de troca entre produtos e insumos está menos favorável ao produtor.</p>
<p>De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária, do Brasil, em Cascavel no Paraná, em janeiro de 2021 eram necessárias 15,17 sacas de soja para comprar uma tonelada de Cloreto de Potássio; em maio de 2021, 19,1 sacas. Em Sorriso, MT, a relação passou de 16,7 para 20 sacas de soja por tonelada de Cloreto de Potássio, no mesmo período.</p>
<p>Para muitos, pode parecer que o processo de produção agrícola está se tornando mais simples. No entanto, todo o processo de produção depende muito de tecnologia, capacidade gerencial e sintonia com o mercado comprador dos produtos agrícolas e vendedor de insumos, máquinas e implementos.</p>
<p>O produtor deve buscar constantemente aprimorar a sua capacidade de fazer gestão. Estar fortemente assessorado por uma boa assistência técnica é fundamental para o êxito do empreendimento. Resumindo, a agricultura moderna é fortemente influenciada por diversos fatores, muitos dos quais os produtores não têm qualquer controle sobre os mesmos, outros sim. Ter o máximo de controle sobre os fatores controláveis é uma exigência indelegável.</p>
<p><em>Este texto foi publicado no site da Embrapa em 26/11.</em></p>
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		<title>Tereza Cristina tenta destravar exportação de fertilizantes russos ao Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Nov 2021 20:11:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[contratos]]></category>
		<category><![CDATA[exportação]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[fornecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[Tereza Cristina]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/tereza-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Após o governo russo anunciar restrições às exportações de fertilizantes nitrogenados por meio de cotas de exportação pelo período de seis meses a partir de 1º de dezembro, com o objetivo de evitar escassez no mercado interno, o governo brasileiro entrou em campo para evitar a interrupção do comércio entre os dois países. A ministra [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/tereza-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Após o governo russo anunciar restrições às exportações de fertilizantes nitrogenados por meio de cotas de exportação pelo período de seis meses a partir de 1º de dezembro, com o objetivo de evitar escassez no mercado interno, o governo brasileiro entrou em campo para evitar a interrupção do comércio entre os dois países.</p>
<p>A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), por exemplo, reuniu-se nesta quarta-feira, 17/11, com autoridades e empresários russos, em Moscou, na tentativa de resolver o problema com o fornecimento de fertilizantes para o Brasil. Segundo ela, todos &#8220;garantiram&#8221; que não vão deixar de cumprir os contratos de fornecimento de fertilizantes ao Brasil, com possibilidade de aumentar o volume de exportações.</p>
<p>Em entrevista ao jornal &#8220;Estadão&#8221; na terça-feira, 16/11, a titular da Agricultura demonstrou preocupação. &#8220;Não é que vamos ter problemas de fornecimento, mas vamos ter problemas quanto ao pagamento, mais ou menos o que já acontece com o Irã e que traz alguns transtornos na hora do pagamento. Estamos nos antecipando a isso, conversando com outros parceiros para que a gente tenha um porcentual nas exportações de produtos, para que a gente tenha segurança que nossos fertilizantes vão chegar a tempo&#8221;, disse.</p>
<p>Segundo ela, esta safra já está garantida. &#8220;Estamos nos antecipando para a safra de verão, que vem daqui a um ano, em setembro, outubro e novembro (&#8230;) Agora estamos indo à Rússia ver se a gente consegue uma entrega um pouco maior do que a gente já tem para caso precise compensar a gente tenha compensações&#8221;.</p>
<h3>&#8216;Garantias&#8217;</h3>
<p>De acordo com o Ministério da Agricultura (Mapa), o ministro do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Maksim Reshetnikov, assegurou a manutenção do fornecimento ao Brasil de fertilizantes de potássio e fosfato e, se possível,  aumento de exportações para a próxima safra.</p>
<p dir="ltr">A ministra brasileira se reuniu com o vice-presidente da produtora global de fertilizantes minerais complexos Acron, Vladimir Kantor, que assegurou o aumento de ao menos 10% das exportações de fertilizantes para o Brasil. Ele também informou sobre  o prosseguimento das negociações para a aquisição dos ativos da<a href="https://twitter.com/petrobras" target="_blank" rel="noopener"> </a>Petrobras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-3), em Três Lagoas (MS).</p>
<p dir="ltr">O CEO da empresa russa PhosAgro, Andrey Guryev, também assegurou o fornecimento de fertilizantes ao Brasil. A holding química russa é produtora de fertilizantes, fosfatos e fosfatos para alimentação animal, sendo um dos principais fabricantes mundiais de fertilizantes fosfatados.</p>
<p dir="ltr">A ministra ouviu do CEO da EuroChem, Vladimir Rashevskiy, planos de investimentos da empresa no Brasil para aumento da produção nacional de fertilizantes. A EuroChem é líder mundial na produção de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos.</p>
<p dir="ltr"><em>Fonte: Ministério da Agricultura</em></p>
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