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	<title>farinha &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>farinha &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Farinha à base de castanha-do-pará apresenta teor de proteína 60% superior ao trigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 13:22:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[castanha-do-Pará]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/castanha-do-para-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Pesquisas da Embrapa Amazônia Oriental, no Pará, em parceria com o The Good Food Institute (GFI) Brasil, desenvolveram novos ingredientes de alto valor proteico a partir da castanha-do-pará. A tecnologia utiliza subprodutos da castanha para criar uma farinha e um concentrado proteico que são promissores substitutos da carne no mercado de produtos vegetais. Com a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/castanha-do-para-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Pesquisas da Embrapa Amazônia Oriental, no Pará, em parceria com o The Good Food Institute (GFI) Brasil, desenvolveram novos ingredientes de alto valor proteico a partir da castanha-do-pará. A tecnologia utiliza subprodutos da castanha para criar uma farinha e um concentrado proteico que são promissores substitutos da carne no mercado de produtos vegetais.</p>
<p>Com a remoção do óleo, o teor de proteína da castanha salta de 15% para 32,4% na farinha. Em comparação, essa farinha de castanha tem cerca de 60% mais proteína do que a farinha de trigo. A partir daí, os pesquisadores obtiveram um concentrado de proteína com até 56% de proteína.</p>
<blockquote><p><span dir="auto">&#8220;A busca por maior diversidade de fontes proteicas nacionais tem estimulado pesquisas externas à exploração sustentável da biodiversidade brasileira. Além de contribuir para o aproveitamento de recursos naturais e a geração de emprego e renda, essas iniciativas buscam novos ingredientes para a indústria alimentícia&#8221;, afirma </span><span dir="auto">Ana Vânia Carvalho</span><span dir="auto"> , pesquisadora da Embrapa. </span></p></blockquote>
<p>A chave da inovação está em utilizar a &#8220;torta&#8221; – o resíduo que sobra após a remoção parcial do óleo da castanha, que é usado principalmente pela indústria cosmética. Essa torta, que antes era vista como um subproduto, é a base dos novos ingredientes. A pesquisa também aproveitou castanhas quebradas ou fora do padrão, reduzindo o desperdício.</p>
<p>Segundo Ana Vânia, a castanha-do-pará &#8220;é um símbolo da sociobiodiversidade amazônica e surge como alternativa nacional de alto valor agregado&#8221;.</p>
<h3>Hambúrguer e quibe aprovados no teste</h3>
<p>Os novos ingredientes foram testados no Laboratório de Agroindústria da Embrapa e aplicados na formulação de quibes, hambúrgueres e proteína texturizada (uma mistura de castanha e soja).</p>
<p>Na Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Rio de Janeiro, o quibe e o hambúrguer vegetais foram desenvolvidos com características sensoriais (sabor, textura e aparência) semelhantes às suas versões de origem animal. Janice Lima, pesquisadora da Embrapa, explica que a tecnologia permite transformar um coproduto da castanha-do-pará em um alimento para consumo direto, focado em públicos vegetarianos, veganos e flexitarianos.</p>
<p>Os produtos finais também são ricos em nutrientes. O quibe, por exemplo, é considerado um produto de alto conteúdo de fibras, de acordo com a Anvisa. Além disso, a castanha é abundante em selênio e aminoácidos essenciais.</p>
<p>Consumidores que testaram os análogos vegetais (quibe e hambúrguer) deram boa avaliação, indicando o potencial comercial da tecnologia, que já está pronta para ser testada em escala comercial.</p>
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		<title>Empreendimento familiar Farinha Deliciosa torna-se a primeira agroindústria certificada em Mocajuba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jul 2023 14:10:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Adepará]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agroindústria]]></category>
		<category><![CDATA[farinha]]></category>
		<category><![CDATA[Farinha Deliciosa]]></category>
		<category><![CDATA[Mocajuba]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/Casa-da-Farinha-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um agricultor familiar, que trabalha com produtos artesanais, recebeu o Certificado e Registro Artesanal de produtor de farinha, tornando-se a primeira agroindústria certificada em Mocajuba, no nordeste paraense. Com essa certificação, o proprietário da &#8220;Farinha Deliciosa&#8221; agora tem permissão para comercializar seus produtos para outros municípios no estado do Pará, o que amplia o mercado e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/Casa-da-Farinha-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um agricultor familiar, que trabalha com produtos artesanais, recebeu o Certificado e Registro Artesanal de produtor de farinha, tornando-se a primeira agroindústria certificada em Mocajuba, no nordeste paraense.</p>
<p>Com essa certificação, o proprietário da &#8220;Farinha Deliciosa&#8221; agora tem permissão para comercializar seus produtos para outros municípios no estado do Pará, o que amplia o mercado e contribui para o desenvolvimento e valorização da agricultura familiar.  é o resultado de décadas de trabalho rural realizado pela família, que se dedica ao cultivo de mandioca.</p>
<blockquote><p>“Depois de muito sacrifício, conseguimos a certificação, legalizamos nossa produção, e com isso vamos ter muito mais sucesso, ampliar o mercado, expandir a produção. Além da farinha, temos outros produtos como o tucupi, a goma, maniva, vamos também legalizar para aumentar as vendas”, concluiu o produtor e proprietário da casa de farinha, Assis de Souza.</p></blockquote>
<p>A certificação da casa de farinha &#8220;Farinha Deliciosa&#8221; foi concedida pela Diretoria de Defesa e Inspeção Vegetal, seguindo os critérios de produção artesanal e industrial sanitários estabelecidos pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). Os fiscais estaduais agropecuários da Gerência Regional de Mocajuba desempenharam um papel fundamental na fiscalização, visitas técnicas e orientações necessárias para a obtenção do certificado.</p>
<figure id="attachment_21464" aria-describedby="caption-attachment-21464" style="width: 373px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-21464" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/casa-da-farinha2-300x225.jpg" alt="" width="373" height="280" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/casa-da-farinha2-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/casa-da-farinha2-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/casa-da-farinha2-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/casa-da-farinha2-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/casa-da-farinha2.jpg 800w" sizes="(max-width: 373px) 100vw, 373px" /><figcaption id="caption-attachment-21464" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Além de conceder certificações, a Adepará realiza ações de fiscalização, vigilância, inspeção, classificação e identificação de produtos de origem vegetal em todo o estado. Essas medidas têm como objetivo garantir a qualidade dos alimentos e a saúde dos consumidores.</p>
<p>Atualmente, existem 48 estabelecimentos de produção artesanal certificados pela agência em todo o estado do Pará.</p>
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		<title>Cadeia produtiva da mandioca cresce e Pará já conta com 175 estabelecimentos certificados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2023 18:12:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Adepará]]></category>
		<category><![CDATA[cadeia]]></category>
		<category><![CDATA[farinha]]></category>
		<category><![CDATA[mandioca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/farinha-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em 2022 foram registradas 50 novas empresas na cadeia produtiva da mandioca no Sistema de Inspeção de Produtos Artesanais, segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). O Estado possui 175 estabelecimentos registrados em diversos municípios, com a maior parte concentrada na região Nordeste. As agroindústrias certificadas recebem as inspeções rotineiras [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/farinha-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em 2022 foram registradas 50 novas empresas na cadeia produtiva da mandioca no Sistema de Inspeção de Produtos Artesanais, segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). O Estado possui 175 estabelecimentos registrados em diversos municípios, com a maior parte concentrada na região Nordeste.</p>
<p>As agroindústrias certificadas recebem as inspeções rotineiras e o acompanhamento de agentes da Adepará. Esse trabalho contínuo assegura a manutenção da qualidade da produção de estabelecimentos certificados. Na área vegetal, a única Agência de Defesa do Brasil que possui selo de inspeção é a Adepará, imprimindo um padrão de qualidade ao produto paraense.</p>
<p>A certificação é uma das iniciativas desenvolvidas pela Adepará em articulação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), que visam atender a demandas econômicas, sociais e ambientais.</p>
<p>Dessa forma, a Agência se compromete a ajudar a desenvolver uma sociedade mais justa e igualitária, por meio do cumprimento do Objetivo número 8 &#8211; “Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos”, e o Objetivo número 17 &#8211; “Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável”.</p>
<blockquote><p>“A certificação da Adepará assegura a qualidade do produto, atesta que ele foi produzido dentro de um protocolo higiênico-sanitário, que tem as boas práticas de fabricação, garantindo saúde pública e segurança alimentar. Portanto, esse programa da certificação artesanal é uma política pública inclusiva, pois vem dar visibilidade para a agricultura familiar, organizando e fortalecendo essa categoria. É um dos programas de grande relevância que nós temos na Adepará”, assegura a diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, Lucionila Pimentel.</p></blockquote>
<p>A iniciativa objetiva certificar as farinhas como produtos regionais e preservar seu patrimônio econômico e cultural.</p>
<p><em>Fonte: Agência Pará</em></p>
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		<title>Comunidade quilombola promove turismo gastronômico em Santa Izabel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2022 13:01:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade quilombola]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo do Itá]]></category>
		<category><![CDATA[farinha]]></category>
		<category><![CDATA[farinha de Mandioca]]></category>
		<category><![CDATA[paraense]]></category>
		<category><![CDATA[quilombo]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Izabel do Pará]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[turismo gastronômico]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/quilombo-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Todo paraense de verdade sabe que aqui nós consumimos a melhor farinha de mandioca do Brasil. Agora imaginem poder comer a farinha de mandioca feita na hora e acompanhar todo o processo de fabricação dela e dos seus derivados, como a goma, o tucupi ou a maniva? Isso agora é possível. Esse [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/quilombo-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Todo paraense de verdade sabe que aqui nós consumimos a melhor farinha de mandioca do Brasil. Agora imaginem poder comer a farinha de mandioca feita na hora e acompanhar todo o processo de fabricação dela e dos seus derivados, como a goma, o tucupi ou a maniva?</p>
<p>Isso agora é possível. Esse turismo gastronômico é realizado na comunidade quilombola de Espírito Santo do Itá, no município de Santa Izabel do Pará, composta atualmente por 55 famílias.</p>
<h3><strong>Turista estrangeiro</strong></h3>
<p>Além de brasileiros, os europeus são grandes apreciadores do turismo gastronômico desenvolvido pela comunidade.</p>
<blockquote><p>“Nós recebemos turistas da Dinamarca, em 2019, e eles têm empresas de aguardente. Graças a essa visita, eles compraram seis toneladas de mandioca que foram para lá e se transformaram em aguardente”, disse Sigla Regina ao <strong>Pará Terra Boa</strong>, nesta quarta-feira, 16/03. Ela é professora aposentada e principal organizadora da comunidade.</p></blockquote>
<p>Já em janeiro deste ano foi a vez de espanhóis e portugueses ficarem impressionados com a mandioca e seus subprodutos.</p>
<blockquote><p>“Também recebemos uns turistas da Espanha e Portugal. Eles ficaram impressionados com o todo processo de fabricação da farinha, como também do tucupi e de todos os produtos relacionados com a mandioca”, afirmou.</p></blockquote>
<h3><strong>Instituto Paulo Martins </strong></h3>
<p>Sigla lembra o papel fundamental desempenhado pelo Instituto Paulo Martins, que é uma das principais instituições de fomento da gastronomia paraense, com reconhecimento nacional e internacional.</p>
<p>Em 2018, o instituto realizou um evento em Belém, chamado Ver-o-Peso da Cozinha Paraense, com participação de representantes da comunidade quilombola.</p>
<blockquote><p>“Foi quando nós recebemos os nossos primeiros turistas na comunidade. A Joanna Martins (<em>filha do chef de cozinha Paulo Martins e que dá nome ao instituto</em>) entrou em contato comigo e eu concordei em levá-los para conhecer o processo da farinha. A partir deste momento, nós passamos a receber chefes de cozinha de várias partes do Brasil, do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, mas também já recebemos vários do exterior”.</p></blockquote>
<h3><strong>Festival da Mandioca</strong></h3>
<p>Um dos grandes eventos no município de Santa Izabel é o Festival da Mandioca, criado pela comunidade Espírito Santo do Itá. Marca a celebração das vendas dos produtos derivados da mandioca produzidos no quilombo. O evento ocorria todos os anos no mês de abril, antes da pandemia do novo coronavírus.</p>
<blockquote><p>“Porém, não temos há dois anos, devido à pandemia. Estamos nos organizando para realizar nesse ano, caso seja possível, no dia 7 de agosto”, disse Sigla.</p></blockquote>
<p>O festival cresceu tanto que, em 2018, a Prefeitura declarou como patrimônio cultural e imaterial do município de Santa Izabel.</p>
<blockquote><p>“Eu criei esse festival em 2013 com a finalidade de valorizar a cultura deles e angariar fundos para a comunidade. O evento também revelou o grande talento das mulheres da comunidade com a culinária. Elas fazem excelentes pratos a partir da mandioca, e isso muito é apreciado pelos visitantes”, disse Sigla.</p></blockquote>
<h3><strong>Curiosidades </strong></h3>
<p>A história deste quilombo, assim como sua relação com a mandioca, guarda forte relação com comunidades indígenas, uma vez que o tubérculo sempre foi um dos principais produtos da cadeia alimentar dos índios.</p>
<blockquote><p>“Os antepassados (<em>dos quilombolas</em>) chegaram aqui trazidos por franceses, desde o final do século XIX e fugiram com a vinda dos portugueses. Estes deixaram os escravos nas terras (<em>atualmente da região do município de Santa Izabel</em>). Os escravos se organizaram em quilombos e outros se espalharam pelas terras de Santa Izabel, formando várias comunidades. A do Espírito Santo do Itá é uma delas, seus antepassados aprenderam o cultivo da mandioca e a produção dos seus derivados com os índios Tembés”, afirmou.</p></blockquote>
<p>No quilombo, os processos de fabricação da farinha e da goma são completamente artesanais. Eles usam técnicas antigas, mas aos poucos, estão começando a se adaptar a novos tipos de instrumentação para a elaboração dos produtos.</p>
<blockquote><p>“Eles descascam a mandioca, uma a uma, depois de ralada extraem o tucupi no tipiti, peneiram e torram a farinha no tacho. Algumas casas de farinha do quilombola já estão começando a usar uma prensa pra extrair o tucupi, mas a maioria ainda usa o tipiti”, contou.</p></blockquote>
<p>Entre os principais produtos que são feitos no quilombo, destacam-se a goma, a farinha, o tucupi e a maniva pré-cozida. Mas também fazem beiju e o pé de moleque.</p>
<p>Os maiores consumidores da comunidade ficam em Santa Izabel, com fornecimento para tapiocarias e restaurantes do município. Ainda não realizam entregas para Belém.</p>
<p>O trabalho realizado pelos quilombolas pode ser acompanhado pelas redes sociais.</p>
<blockquote><p>“Eu criei uma página no Facebook uma página chamada <a href="https://www.facebook.com/groups/614046288642802/" target="_blank" rel="noopener">‘Amigos do Espírito Santo do Itá’</a>, onde mostro tudo o que acontece na comunidade. Até porque criamos uma rede de amigos e patrocinadores. Já no perfil do <a href="https://www.instagram.com/mandioca_ita/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a>, procuramos mostrar mais coisas da nossa cultura da mandioca. Atualmente estamos trabalhando para a criação do Museu da Mandioca”, adiantou.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:<br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/cacau-e-a-mandioca-do-para-lideram-projecoes-para-2022-diz-ibge/" target="_blank" rel="noopener">Cacau e a mandioca do Pará lideram projeções para 2022, diz IBGE</a></strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/projeto-maniva-tapajos-seleciona-cultivares-de-mandioca-resistentes-a-fungo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Projeto Maniva Tapajós seleciona cultivares de mandioca resistentes a fungo</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/ribeirinhos-do-xingu-alimentam-periferia-de-altamira-com-produtos-da-floresta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Ribeirinhos do Xingu alimentam periferia de Altamira com produtos da floresta</strong></a></p>
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		<title>Preço da farinha de mandioca consumida no Pará apresenta estabilidade</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/preco-da-farinha-de-mandioca-consumida-no-para-apresenta-estabilidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 18:16:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[Dieese]]></category>
		<category><![CDATA[farinha]]></category>
		<category><![CDATA[mandioca]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/farinha-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A farinha de mandioca é um item que não pode faltar nas nossas refeições daqui no Pará. Segundo a pesquisa semanalmente feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos Escritório Regional do Pará (DIEESE/PA) e divulgada nesta segunda-feira, 14/03, a média do preço do quilo chegou a R$ 7,00. No começo deste ano, em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/farinha-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A farinha de mandioca é um item que não pode faltar nas nossas refeições daqui no Pará. Segundo a pesquisa semanalmente feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos Escritório Regional do Pará (DIEESE/PA) e divulgada nesta segunda-feira, 14/03, a média do preço do quilo chegou a R$ 7,00.</p>
<p>No começo deste ano, em janeiro, a nossa farinha foi vendida em média por R$ 7,07 e, no mês passado, por R$ 6,99, conforme estudo realizado pelo DIEESE/PA nas feiras e nos supermercados de Belém. De acordo com o levantamento, o preço da farinha de mandioca recuou 1,13% nos dois primeiros meses de 2022.</p>
<p>Na nossa cesta básica, a previsão de consumo da farinha de mandioca é de três quilos por trabalhador, o que gerou um gasto total no mês passado de R$ 20, 97, impactando no salário mínimo em quase 2%.</p>
<h3><strong>Orgulho da nossa farinha</strong></h3>
<p>O nosso Estado continua sendo um dos maiores produtores da maniva, que é um dos principais ingredientes na fabricação da farinha, no Brasil. Conforme você já deve ter dado uma lida <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/projeto-maniva-tapajos-seleciona-cultivares-de-mandioca-resistentes-a-fungo/">aqui</a> no <strong>Pará Terra Boa</strong>, o Pará possui uma representatividade de 21,95% de toda a produção nacional. Esta estimativa foi divulgada no dia 14/01, pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LPSA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).</p>
<p>Os maiores consumidores desta farinha de mandioca deliciosa no Estado estão concentrados na Grande Belém, seguida por Castanhal, Capanema e Bonito e mais da metade da produção continua sendo artesanal.</p>
<p><em>Fonte: DIEESE/PA</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/projeto-maniva-tapajos-seleciona-cultivares-de-mandioca-resistentes-a-fungo/">Projeto Maniva Tapajós seleciona cultivares de mandioca resistentes a fungo</a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/agricultora-de-abaetetuba-conta-com-r-10-544-do-pronaf-para-producao-de-farinha/">Agricultora de Abaetetuba conta com R$ 10.544 do Pronaf para produção de farinha</a></strong></p>
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