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	<title>Fapespa &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Fapespa &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Bioeconomia da sociobiodiversidade movimenta mais de R$ 13 bi por ano no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 14:44:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A bioeconomia da sociobiodiversidade movimenta R$ 13,5 bilhões por ano em Valor Bruto da Produção (VBP) no Pará, segundo Relatório Técnico Preliminar coordenado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em parceria com universidades federais. Baseado em metodologias da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A bioeconomia da sociobiodiversidade movimenta R$ 13,5 bilhões por ano em Valor Bruto da Produção (VBP) no Pará, segundo Relatório Técnico Preliminar coordenado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em parceria com universidades federais.</p>
<p>Baseado em metodologias da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo identificou o protagonismo de cadeias como mandioca (R$ 6,5 bilhões), pesca e aquicultura (R$ 2,7 bilhões), cacau (R$ 1,7 bilhão) e açaí (R$ 1,5 bilhão).</p>
<p>Embora o VBP total da agropecuária (R$ 30 bilhões) e da mineração (R$ 140 bilhões) seja maior, os pesquisadores destacam a relevância social do setor, que ocupou 271.410 pessoas e gerou R$ 1,4 bilhão em massa salarial.</p>
<p>Além disso, cada real investido na atividade gera R$ 1,13 no PIB estadual, com o efeito multiplicador crescendo ao longo da cadeia: R$ 1,14 na matéria-prima, R$ 1,27 na indústria e R$ 1,40 na comercialização.</p>
<blockquote><p>&#8220;A Rede de Bioeconomia é resultado de uma articulação que transcende a formação de um consórcio de pesquisa, representando uma resposta estruturada à necessidade premente de construir um novo paradigma de desenvolvimento para a Amazônia, fundamentado em dados robustos e cientificamente validados&#8221;, destaca o presidente da Fapespa, professor Marcel Botelho.</p></blockquote>
<h3>Extrativismo e o caso do cumaru</h3>
<p>A pesquisa, realizada em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), revelou que a produção de cumaru no Pará está subnotificada.</p>
<p>Enquanto os dados oficiais do IBGE registraram 148 toneladas (R$ 13,3 milhões), o levantamento da Rede &#8211; focado nos compradores e beneficiadores concentrados &#8211; identificou 267 toneladas efetivas, movimentando R$ 24,4 milhões.</p>
<p>O estudo detalha que o cumaru ganha 330% de valor ao ser industrializado, mas esse processo ocorre fora do Pará. Na etapa inicial, o coletor retém 69,9% do valor adicionado. Já no ciclo industrial, a indústria captura 73,9% do valor gerado, reduzindo a participação do extrativista para 23,3%.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os dados de produção do cumaru estão subestimados, os negócios estão voltados majoritariamente para a exportação e há muitas possibilidades de inovação local para agregar valor ao longo da cadeia&#8221;, ressaltou o prof. Dr. Luiz Gonzaga Feijão da Silva, da Ufopa, no I Encontro da Cadeia Produtiva do Cumaru no Oeste do Pará (ECOCumaru), realizado em Santarém.</p></blockquote>
<h3>Desafios estruturais e alerta climático</h3>
<p>A elevada informalidade é um dos principais entraves econômicos. Na cadeia da mandioca, por exemplo, mais de 99% da atividade ocorre fora dos registros fiscais devido à produção concentrada em estruturas comunitárias e informais.</p>
<p>Outro desafio é a distribuição desigual de renda: na cadeia da castanha-do-pará, os coletores retêm apenas 2,9% do valor final do produto. Em contrapartida, nas cadeias de andiroba e copaíba, onde há associações organizadas, as comunidades retêm entre 19% e 31% do valor.</p>
<p>Somam-se a isso as ameaças da emergência climática. Pesquisas de campo em municípios como Marabá, Rondon do Pará, Santarém e Oriximiná apontam perdas severas na produção de castanha, mandioca e açaí devido a secas e queimadas, impactando a segurança alimentar local.</p>
<blockquote><p>&#8220;Assim, a Fapespa atende à demanda da sociedade por informações que fomentem a tomada de decisão por parte dos agentes formuladores de políticas públicas, agentes econômicos e demais entidades responsáveis por estudos e análises setoriais, que são protagonistas e essenciais para o planejamento e a avaliação de políticas regionais e municipais&#8221;, completa Marcel Botelho.</p></blockquote>
<h3>Oportunidades e governança</h3>
<p>O fortalecimento de cooperativas surge como o principal caminho para reter valor no estado. O Pará conta com um ecossistema de políticas públicas estruturado para apoiar a transição, liderado pela Política Estadual sobre Mudanças Climáticas (PEMC/PA), operacionalizado pelo Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) e detalhado pelo Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio).</p>
<blockquote><p>&#8220;Isso quer dizer que para os pesquisadores, o futuro da bioeconomia no Pará depende menos de expandir a extração e mais de redistribuir valor, fortalecer a organização social e proteger os territórios diante da crise climática. O setor já existe, gera bilhões e sustenta milhares de famílias. O desafio agora é transformá-lo em um forte vetor de desenvolvimento sustentável e equitativo para a Amazônia&#8221;, observa a diretora de Estatística e de Tecnologia e Gestão da Informação da Fapespa, Atyliana Dias.</p></blockquote>
<h3>Próximos passos</h3>
<p>A Rede prepara para novembro o Relatório Preliminar de 2026, que trará novas frentes analíticas: o consumo intermediário da bioeconomia (insumos e matriz tecnológica); o detalhamento da demanda (consumo das famílias, empresas e compras governamentais); a integração dos fluxos do cacau e da mandioca; e a criação de um Índice de Resiliência Socioambiental Municipal.</p>
<blockquote><p>“Esse estudo, coordenado pela Fapespa, é de extrema relevância para mostrar que, mais do que uma promessa, a socioeconomia é uma realidade em nosso estado. Graças aos esforços do governo do Estado do Pará, desde o nosso governador Helder até a nossa governadora Hana, tem trazido cada vez mais a integração do conhecimento tradicional às novas realidades científicas e a integração com inovação capaz de alavancar ainda mais os produtos da socioeconomia, ganhando cada vez mais escala, cada vez mais mercado e credibilidade; fazendo com que a renda gerada através desses produtos reverta-se em qualidade de vida para nossa população”, finaliza o presidente da Fapespa</p></blockquote>
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		<title>O &#8220;PIB da Floresta&#8221;: Bioeconomia já movimenta R$ 13,5 bilhões por ano no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 14:49:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
		<category><![CDATA[floresta em pé]]></category>
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		<category><![CDATA[sociobiodiversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Esqueça, por um momento, os minérios e as grandes commodities. Existe um &#8216;PIB da floresta em pé&#8217; que já deposita R$ 13,5 bilhões anuais na conta do Pará, movido pela força da mandioca, do açaí e do óleo de andiroba. Mais do que uma cifra impressionante, esse montante — detalhado em estudo inédito da Fapespa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Esqueça, por um momento, os minérios e as grandes commodities. Existe um &#8216;PIB da floresta em pé&#8217; que já deposita R$ 13,5 bilhões anuais na conta do Pará, movido pela força da mandioca, do açaí e do óleo de andiroba. Mais do que uma cifra impressionante, esse montante — detalhado em estudo inédito da Fapespa — é revelador de uma economia que gera quase vinte centavos de massa salarial para cada real investido, provando que o desenvolvimento sustentável na Amazônia é, antes de tudo, um excelente negócio.</p>
<p>O &#8220;Relatório Técnico Preliminar: Análise da Bioeconomia da Sociobiodiversidade no Estado do Pará&#8221; mapeou setores essenciais para a economia e a segurança alimentar amazônica. A mandioca lidera o ranking de produção, registrando um Valor Bruto da Produção (VBP) de aproximadamente R$ 7 bilhões. Na sequência, aparecem a pesca e a aquicultura, com R$ 2,7 bilhões, e o açaí, com R$ 1,4 bilhão.</p>
<p>Elaborado pela Rede Pará de Estudos sobre Contas Regionais e Bioeconomia, sob coordenação da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em colaboração com universidades federais do estado, o relatório acende um alerta sobre gargalos estruturais, especialmente na formalização.</p>
<p>No caso da mandioca, embora o volume financeiro seja bilionário, apenas R$ 10 milhões figuram em registros fiscais oficiais. Isso ocorre porque a maior parte da atividade se concentra em casas de farinha comunitárias, seguindo modelos tradicionais de produção que ainda operam à margem dos sistemas tributários formais.</p>
<h3>Novo paradigma de desenvolvimento</h3>
<p>Para o presidente da Fapespa, Marcel Botelho, os dados são fundamentais para embasar decisões governamentais.</p>
<blockquote><p>“A Rede de Bioeconomia é resultado de uma articulação que transcende a formação de um consórcio de pesquisa, representando uma resposta estruturada à necessidade de construir um novo paradigma de desenvolvimento para a Amazônia, fundamentado em dados robustos e cientificamente validados”, afirmou.</p></blockquote>
<p>A análise integra-se a políticas como a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas (PEMC), o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) e o Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), que buscam equilibrar conservação ambiental com incentivo econômico.</p>
<h3>Desigualdade na renda e o poder da organização</h3>
<p>A pesquisa expõe um contraste severo na distribuição de riqueza. Na cadeia da castanha-do-pará, o elo mais vulnerável — os coletores que realizam a extração na floresta — retém apenas 2,9% do valor final do produto, com a maior parte do lucro concentrada na transformação industrial.</p>
<p>Por outro lado, as cadeias de andiroba e copaíba mostram um caminho de emancipação. Graças à organização em associações locais, essas comunidades conseguem reter entre 19% e 31% do valor final.</p>
<p>Segundo Atyliana Dias, diretora da Fapespa, o futuro do setor depende menos da ampliação da extração bruta e mais do &#8220;fortalecimento da organização social, da agregação de valor nos territórios e da proteção das áreas produtivas diante da crise climática&#8221;.</p>
<h3>Multiplicadores Econômicos e Riscos Climáticos</h3>
<p>O investimento no setor demonstra alto retorno social e econômico. Segundo o estudo, cada R$ 1 investido na bioeconomia gera, em média, R$ 1,13 no PIB estadual, além de R$ 0,19 em massa salarial e R$ 0,06 em impostos indiretos.</p>
<p>Esse impacto é potencializado conforme o produto avança na cadeia: o retorno sobe para R$ 1,27 na industrialização e atinge R$ 1,40 na etapa de comercialização.</p>
<p>Contudo, a vulnerabilidade climática ameaça esses ganhos. Relatos de comunidades em municípios como Marabá, Rondon do Pará, Santarém e Oriximiná indicam perdas em safras de castanha, cupuaçu e açaí, além da destruição de áreas por queimadas.</p>
<p>O relatório recomenda, urgentemente, a criação de mecanismos de fomento adaptados à economia informal e a integração de estratégias de adaptação climática para proteger a renda e a segurança alimentar dessas populações.</p>
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		<title>Protagonismo feminino impulsiona a ciência e a bioeconomia na Amazônia paraense</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/protagonismo-feminino-impulsiona-a-ciencia-e-a-bioeconomia-na-amazonia-paraense/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 15:56:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[cientistas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/mulheres_cientistas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No Pará, o 8 de março não celebra apenas o Dia Internacional da Mulher, mas a ocupação de espaços que, até pouco tempo atrás, eram desconhecidos para elas. A ciência, antes vista como um campo de predominância masculina, ganha hoje a assinatura, a voz e a coragem de pesquisadoras que transformam a biodiversidade amazônica em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/mulheres_cientistas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No Pará, o 8 de março não celebra apenas o Dia Internacional da Mulher, mas a ocupação de espaços que, até pouco tempo atrás, eram desconhecidos para elas. A ciência, antes vista como um campo de predominância masculina, ganha hoje a assinatura, a voz e a coragem de pesquisadoras que transformam a biodiversidade amazônica em soluções globais.</p>
<p>A trajetória da doutoranda Thaiana Pampona ilustra essa mudança. Ao converter resíduos da floresta em insumos farmacêuticos, ela desafia o status quo.</p>
<blockquote><p>“Ser mulher na pesquisa é ocupar espaços que por muito tempo não foram pensados para nós. Cada mulher que escolhe pesquisar, ensinar e inovar abre caminho para outras que virão. A ciência precisa da nossa voz, da nossa liderança e da nossa coragem”.</p></blockquote>
<p>A presença feminina na ciência brasileira segue em ascensão e os dados locais confirmam essa tendência. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as mulheres já representam 52% dos grupos de pesquisa vinculados ao CNPq.</p>
<p>No cenário paraense, o levantamento da Fapespa aponta que, das 1.002 bolsas ativas, 622 são ocupadas por mulheres, mantendo a maioria em todos os níveis acadêmicos: são 407 bolsistas na iniciação científica, 139 no mestrado e 62 no doutorado.</p>
<p>Mas a jornada tem suas curvas. Para Renata Coelho, geneticista em Barcarena, conciliar a excelência técnica com a vida pessoal é um ato de resistência.</p>
<blockquote><p>“Ser mulher em áreas como genética aplicada e biotecnologia, historicamente dominadas por homens, exigiu que eu constantemente demonstrasse competência e resiliência”.</p></blockquote>
<p>Reconhecendo que a equidade precisa de apoio estrutural, o governo estadual tem dado passos práticos, como editais voltados a grupos liderados por mulheres e auxílios que permitem a permanência de mães nos laboratórios.</p>
<p>Carina Silva, da Fapespa, resume o impacto: essas medidas “são essenciais para corrigir desigualdades estruturais e ampliar o acesso de mulheres à liderança científica, gerando o aumento de coordenadoras de projetos tecnológicos e de inovação”.</p>
<p>Das profundezas da geologia, onde Gilmara Regina Feio mapeia a crosta terrestre para barrar crimes ambientais, ao trabalho de base que sustenta a bioeconomia, a mulher paraense não apenas pesquisa: ela dita o futuro.</p>
<blockquote><p>&#8220;Acredito que a presença feminina amplia as formas de pensar e produzir conhecimento”, avalia Gilmara.</p></blockquote>
<p>Para o presidente da Fapespa, Marcel Botelho, mulheres cientistas e pesquisadoras apoiadas pelo governo estão fazendo a diferença e trazendo impactos positivos para a sociedade.</p>
<blockquote><p>“Cada desafio enfrentado fortalece minha convicção de que investir em educação e ciência é o caminho para construir uma sociedade melhor e sustentável na Amazônia”, diz Renata Coelho.</p></blockquote>
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		<title>Pará registra redução de quase 30% das emissões de gases poluentes nos últimos 20 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 14:11:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/amazonia99-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará reduziu quase 30% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), nas duas últimas décadas, segundo estudo da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), Fundamental para melhorar os debates sobre mudança do clima, conservação da biodiversidade, crescimento econômico e transição justa para uma economia de baixo carbono, o estudo vai [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/amazonia99-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará reduziu quase 30% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), nas duas últimas décadas, segundo estudo da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa),</p>
<p>Fundamental para melhorar os debates sobre mudança do clima, conservação da biodiversidade, crescimento econômico e transição justa para uma economia de baixo carbono, o estudo vai apoiar as decisões do governo e de todos os envolvidos, como empresas, bancos, ONGs, povos indígenas e comunidades tradicionais.</p>
<blockquote><p>“É importante destacar que a redução das emissões de CO2 (principal gás de efeito estufa) se apresenta como um resultado direto de iniciativas robustas e intersetoriais como o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), lançado em 2020, que articula ações de comando e controle com incentivos econômicos, e do Plano Estadual de Bioeconomia do Pará (PlanBio), que promove o uso sustentável da biodiversidade amazônica como base de uma nova economia inclusiva e de baixo carbono”, destaca o presidente da Fapespa, Marcel Botelho.</p></blockquote>
<p><span style="font-size: 14px; color: #333333;"> Desde 2013, o estado retirou mais de 119 milhões de toneladas de CO2e anualmente.</span></p>
<p>Houve um aumento de 136% na capacidade de captura entre os anos 2000 e 2023. O Pará passou de remover 71 milhões de toneladas de CO2e para167,5 milhões de toneladas no período. Esse crescimento é um testemunho da importância de seus ecossistemas.</p>
<h3>O papel essencial das florestas</h3>
<p>Esse salto na captura de carbono foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento da absorção tanto da floresta primária (com um crescimento de 148,6%) quanto da floresta secundária (com 125,4% a mais de captura). Isso ressalta o papel crucial das florestas do Pará como verdadeiros &#8220;sumidouros de carbono&#8221;, agindo como esponjas que retiram o CO2e da atmosfera.</p>
<p>Sumidouros de carbono são lugares, atividades e processos em que a quantidade de CO2  absorvido e capturado é maior do que a emissão. O diretor da Fapespa, Márcio Ponte, assinala, no entanto, que “a destruição da floresta tem comprometido sua capacidade de sequestrar carbono e, em algumas áreas, ela já se tornou emissora líquida de GEE”.</p>
<p>A vegetação nativa se consolidou como a principal responsável por essa performance, representando 99,7% da remoção total de CO2e. É a atividade econômica com o maior impacto positivo, com um crescimento de 135,3% na sua capacidade de sequestro de carbono entre 2000 e 2023.</p>
<blockquote><p>“A Amazônia brasileira desempenha papel fundamental no equilíbrio climático global, atuando como um ‘sumidouro’ de carbono capaz de capturar grandes quantidades de CO2 da atmosfera”, observa Márcio Ponte, diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural da Fapespa</p></blockquote>
<h3>Marabá se destaca em redução</h3>
<p>A análise dos principais municípios com emissões brutas de CO2 no Pará entre 2000 e 2023 revela um cenário de redução significativa em algumas localidades.  Marabá foi o destaque na redução de emissões, com queda de 60%, o que fez com que o município passasse da segunda para a sexta posição no ranking de emissores, agora respondendo por 2,7% das emissões totais do Pará.</p>
<p>Santa Maria das Barreiras também apresentou uma queda expressiva de 44,7%, saindo da terceira para a nona posição, com 2,3% de participação estadual. Já São Félix do Xingu, apesar de ter reduzido suas emissões em 14,9%, continuou sendo o maior emissor de CO2e, com 8,1% das emissões totais.</p>
<p>O município de Altamira se destacou na remoção de gases, aumentando sua capacidade em 160,4%. Ele continua sendo o maior &#8220;absorvedor&#8221; de CO2e, responsável por 15,1% do total. Esse crescimento provavelmente se deve a ações ambientais e práticas sustentáveis na região, tornando Altamira um contribuinte chave para a redução de gases de efeito estufa no Pará.</p>
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		<title>Exportação paraense de açaí salta de 1 tonelada para 61 mil toneladas em 25 anos</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/exportacao-paraense-de-acai-salta-de-1-tonelada-para-61-mil-toneladas-em-25-anos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2024 18:14:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[empregos]]></category>
		<category><![CDATA[exportação]]></category>
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		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[valor exportado]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/preco-acai-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O açaí é hoje uma das frutas amazônicas mais apreciadas na alimentação mundo afora. Esse mercado cresce a cada ano e tem uma importante contribuição do Pará, que é o maior produtor nacional do fruto e também o maior exportador. De acordo com nota técnica da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/preco-acai-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O açaí é hoje uma das frutas amazônicas mais apreciadas na alimentação mundo afora. Esse mercado cresce a cada ano e tem uma importante contribuição do Pará, que é o maior produtor nacional do fruto e também o maior exportador. De acordo com<a href="https://www.fapespa.pa.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/Nota-Tecnica-Conjuntura-da-Economia-do-Acai-2024.pdf" target="_blank" rel="noopener"> nota técnica da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa)</a>, a exportação de açaí do estado saiu de menos de 1 tonelada no ano de 1999 para 61 mil toneladas em 2023, o que representa um crescimento de 6.000%.</p>
<p>Esse avanço trouxe ainda impacto positivo para a balança comercial e a geração de empregos em toda a <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/dia-do-acai-para-aposta-no-fortalecimento-da-cadeia-produtiva-sustentavel-do-fruto/">cadeia produtiva do setor</a>. O valor exportado, por exemplo, foi equivalente a US$ 1 há 25 anos, enquanto que no passado foi de R$ 45 milhões, incluindo tanto a receita da venda do açaí em polpa quanto de derivados do fruto.</p>
<p>Já os dados sobre o mercado de trabalho ligado ao açaí são mais recentes, porém também apresentam aumentos significativos. O número de vínculos empregatícios formais cresceu 864,5% entre 2010 e 2022, informa a Fapespa. Somente de 2021 para 2022, a variação foi de 107,6%, quando o estado registrou alta de 288 para 598 vínculos. Além disso, naquele ano foram calculados 2.536 empregos indiretos na cadeia produtiva do fruto, totalizando 3.143 empregos gerados no setor.</p>
<p>Com a demanda em alta no Brasil e no exterior e o avanço do cultivo em outras regiões e países fora da Amazônia, o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural, Márcio Ponte, avalia que é necessário desenvolver políticas para que os benefícios continuem alcançando as populações locais.</p>
<blockquote><p>“O Pará é o maior produtor do mundo, mas outras regiões do país de clima até oposto ao nosso estão plantando açaí – e não queremos ver a história se repetir como aconteceu com a borracha, levada para a Malásia pelos ingleses e aniquilando nossa economia da borracha. Precisamos certificar, criar um selo, identificar geograficamente, capturar carbono, fazer manejo, investir em pesquisa e tecnologia, construir um Museu do Açaí e contar sua história e sua cultura, entre tantas potencialidades que essa fruta e sua identidade podem nos proporcionar econômica e culturalmente”, afirma Márcio Ponte.</p></blockquote>
<h3>Produtividade dos açaizais</h3>
<p>Segundo o estudo, 14 estados brasileiros produzem açaí atualmente, no entanto grande parte do fruto ainda é originária de estados da Amazônia Legal. A liderança é do Pará, que responde por 1,7 milhão de toneladas anuais do fruto, representando 90,4% da produção nacional. Em segundo e terceiro lugares, respectivamente, aparecem o Amazonas e o Maranhão, que juntos contribuem com 7,4% do total.</p>
<blockquote><p>“É importante demonstrar que mesmo com essa liderança, o Pará continua atento à necessidade de evolução nas pesquisas, no desenvolvimento de novas tecnologias, inovações para essa cadeia produtiva que sem dúvida é extremamente importante para o estado do Pará para bioeconomia paraense, uma vez que ela emprega muitas pessoas, gera uma riqueza de uma maneira descentralizada fazendo com que haja um grande crescimento social, um grande crescimento da qualidade de vida da população em geral”, destaca o presidente da Fapespa, Marcel Botelho.</p></blockquote>
<p>Para isso, algumas regiões produtoras já investem em estratégias de manejo sustentável, utilizando técnicas que valorizam a manutenção da biodiversidade gerando aumento de produtividade e melhorias sociais em aspectos como as condições de trabalho e a segurança alimentar. A abordagem do manejo de mínimo impacto foi aprovada por i<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/manejo-sustentavel-recupera-producao-de-acai-na-terra-indigena-alto-rio-guama/">ndígenas da TI Alto Rio Guamá</a>, no nordeste paraense, e também por populações do arquipélago do Marajó beneficiadas pelo <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/dia-do-acai-para-aposta-no-fortalecimento-da-cadeia-produtiva-sustentavel-do-fruto/">projeto Sustenta e Inova</a>, do Sebrae.</p>
<blockquote><p>“Antes tínhamos açaizais que estavam muito fracos, improdutivos e com difícil acesso. Após trabalhar o manejo de mínimo impacto, podemos ver com os próprios olhos que a área mudou totalmente. Aumentou a produtividade, a área ficou mais acessível e segura para quem colhe o açaí. Está dando muito certo, temos um açaí maravilhoso de total qualidade e rendimento”, afirma a agroextrativista Maria Oneide Alves Mendes, do município de Portel.</p></blockquote>
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		<title>Projeto vai incentivar a bioeconomia na agricultura familiar em Nova Ipixuna</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jan 2024 19:24:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[andiroba]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Ipixuna]]></category>
		<category><![CDATA[óleo de andiroba]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/andiroba4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Está para começar em Nova Ipixuna um projeto que vai promover o fortalecimento de agricultores extrativistas na cadeia da sociobiodiversidade da andiroba. Com o apoio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), a iniciativa quer garantir a manutenção da floresta em pé e a conservação de recursos naturais em propriedades de agricultura [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/andiroba4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Está para começar em Nova Ipixuna um projeto que vai promover o fortalecimento de agricultores extrativistas na cadeia da sociobiodiversidade da andiroba. Com o apoio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), a iniciativa quer garantir a manutenção da floresta em pé e a conservação de recursos naturais em propriedades de agricultura familiar, dando enfoque ao Plano de Assentamento Agroextrativista (Paex).</p>
<p>Com o nome de “Manejo e produção de óleo de andiroba como incentivo à restauração e conservação das reservas florestais de agricultura familiar em Nova Ipixuna (PA)”, a pesquisa tem coordenação do engenheiro agrônomo Ademir Ruschel, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).</p>
<blockquote><p>“A lógica é aplicar in loco este apoio para as atividades de manejo e produção de óleo de andirobeira, para que de fato essa atividade venha incorporar uma alternativa continuada na economia dessas famílias”, explica  Ruschel.</p></blockquote>
<p>A iniciativa foi contemplada pelo edital para apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas em Bioeconomia, lançado em 2022 pela Fapespa, e que teve resultado final divulgado em julho de 2023.</p>
<h3>Beneficiamento</h3>
<p>Além do manejo da produção e das árvores de andirobeiras nas reservas florestais das famílias envolvidas, buscando aumentar o número de árvores e a produtividade, o projeto visa estimular as boas práticas para o beneficiamento do óleo, reduzir custos na extração e beneficiamento, e obter melhor qualidade para garantir o comércio contínuo e reconhecimento de origem.</p>
<blockquote><p>“Implementado o manejo produtivo da cadeia da andiroba em algumas propriedades do assentamento, o que for bom e positivo irá se disseminar naturalmente para as demais propriedades da agricultura familiar. As visitas de campo com os agricultores já começam nos primeiros 15 dias de janeiro. Além do contato com as famílias do assentamento para apresentar os detalhes do projeto, serão mapeadas as propriedades que têm interesse em ser incluídas”, explica Ademir Ruschel.</p></blockquote>
<h3>Assistência institucional</h3>
<p>Ruschel reconhece o papel da Fapespa no fomento à pesquisa pelo mapeamento das demandas e pela própria metodologia adotada, a fim de dar assistência aos pesquisadores. “Não se faz pesquisa sem apoio financeiro, e a logística adotada de repasse direto garante agilidade e maior rendimento ao recurso repassado. Isso não é regra em outras instituições, o que acaba até mesmo comprometendo o andamento e a celeridade de execução do projeto”, avalia.</p>
<figure id="attachment_27034" aria-describedby="caption-attachment-27034" style="width: 479px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-27034" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/andiroba5-300x200.jpg" alt="" width="479" height="319" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/andiroba5-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/andiroba5-768x513.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/andiroba5-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/andiroba5-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/andiroba5.jpg 800w" sizes="(max-width: 479px) 100vw, 479px" /><figcaption id="caption-attachment-27034" class="wp-caption-text">Foto: Agência Pará</figcaption></figure>
<p>O diretor-presidente da Fapespa, Marcel Botelho, confirma que o governo do Estado tem buscado mudar o uso do solo na Amazônia pelo impulsionamento da Bioeconomia, e que projetos como os selecionados no edital são fundamentais.</p>
<blockquote><p>“O reflorestamento, o enriquecimento da terra com plantas naturais e de uso econômico faz com que o novo uso do solo também seja viável economicamente. A Fapespa entra nessa equação fomentando projetos que agregam tecnologia, novas práticas e conhecimento. Quando se busca levar essa tecnologia para a agricultura familiar, por exemplo, com pessoas de baixa renda e que não têm condições de acessar e utilizar as novas tecnologias nas suas propriedades, a Fundação cumpre o seu papel de fomento à pesquisa, mas também no social”, atesta o gestor público.</p></blockquote>
<p>Marcel Botelho enaltece as secretarias de Estado que impulsionam, em suas respectivas áreas, o desenvolvimento de uma nova matriz econômica. “Uma Bioeconomia que agrega valor aos produtos naturais, e que orienta para o uso da floresta de forma sustentável, viva, que preserva a biodiversidade e traz riqueza para a sua população”, reitera.</p>
<h3>Investimentos</h3>
<p>Pelo edital de apoio a projetos científicos de pesquisadores vinculados a Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) paraenses, o Governo do Pará, via Fapespa, vai investir mais de R$ 1,2 milhão, divididos entre custos e capital, sendo, no máximo, R$ 40 mil para despesas de custeio, como pagamento de bolsas e compra de materiais de consumo, e R$ 80 mil para formação de capital, destinado à compra de bens e livros.</p>
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		<title>Diálogos Amazônicos: Fortalecimento da bioeconomia passa por investir em ciência, tecnologia e inovação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Aug 2023 13:21:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/bioeconomia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Estruturar o financiamento em ciência, tecnologia e inovação, além de garantir apoio técnico para resolver desafios concretos enfrentados pelas populações no fortalecimento da bioeconomia. Esse foi um tema das discussões durante a atividade “Inovação Orientada para Missões para alavancar as Bioeconomias da Amazônia”, mediada pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), realizada [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/bioeconomia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Estruturar o financiamento em ciência, tecnologia e inovação, além de garantir apoio técnico para resolver desafios concretos enfrentados pelas populações no fortalecimento da bioeconomia. Esse foi um tema das discussões durante a atividade “Inovação Orientada para Missões para alavancar as Bioeconomias da Amazônia”, mediada pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), realizada na sexta-feira, 4, dentro da programação de abertura do “Diálogos Amazônicos”.</p>
<p>A mesa de debate, que envolveu convidados da academia, governo, terceiro setor e comunidades tradicionais, foi organizada pela Iniciativa Amazônia+10, formada por 25 Fundações de Amparo à Pesquisa estaduais, entre elas a Fapespa.</p>
<p>Uma das discussões foi o desafio que as populações amazônidas têm para se inserir nos mercados nacionais e internacionais apenas como fornecedores de matérias-primas. Uma das saídas é gerar produtos de alto valor agregado, com base na combinação</p>
<blockquote><p>“Tradicionalmente, os alimentos são produzidos de forma artesanal. E hoje, para acessar mercados, são necessárias embalagens, processos e maquinários. Há, também, uma alteração da cultura. É necessário que as populações da Amazônia não fiquem em uma posição de seguir vendendo apenas matérias-primas”, disse Raquel Tupinambá, coordenadora do Conselho Indígena Tupinambá do Baixo Tapajós (Citupi).</p></blockquote>
<figure id="attachment_22629" aria-describedby="caption-attachment-22629" style="width: 377px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-22629" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da_fapespa-300x200.jpg" alt="" width="377" height="251" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da_fapespa-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da_fapespa-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da_fapespa-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da_fapespa-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da_fapespa.jpg 800w" sizes="(max-width: 377px) 100vw, 377px" /><figcaption id="caption-attachment-22629" class="wp-caption-text">Foto: Gustavo Pêna/Ascom-Fapespa</figcaption></figure>
<p>Na busca de soluções, a Iniciativa Amazônia+10 propõe a adoção de inovação orientada por missões ou desafios. A ideia é estruturar financiamento em ciência, tecnologia e inovação, assim como apoio técnico para resolver problemas enfrentados pelas populações regionais, por meio do mapeamento desses desafios de forma participativa e da elaboração de soluções conjuntas.</p>
<blockquote><p>“Há um paradoxo na Amazônia. Há populações que vivem há milhares de anos na região e detêm conhecimentos sobre manejo dos recursos florestais. Mas essas populações, hoje, muitas vezes vivem em situação de pobreza. Para resolver esse paradoxo, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) fez um processo participativo de entender os gargalos e passar a produzir soluções para eles”, informou Judson Ferreira Valentim, pesquisador do Centro de Pesquisa Agroflorestal do Acre, da Embrapa.</p></blockquote>
<p>Para o diretor-presidente da Fapespa, Marcel Botelho, que mediou os debates, é preciso coordenar esforços multidisciplinares e desenvolver uma ação coordenada de fomento à pesquisa, que busque solucionar problemas e apontar caminhos ao desenvolvimento da Amazônia.</p>
<blockquote><p>“Hoje foi um dia de muito aprendizado para aqueles que buscam soluções para os desafios da Amazônia. Ângulos e pontos de vistas divergentes, mas focados no mesmo objetivo, nos demonstraram que a complexidade desses desafios irá demandar não só investimento financeiro, mas, principalmente, grande capacidade de mobilização e integração dos diferentes atores. Certamente, o esforço das Fundações de Amparo à Pesquisa com a Iniciativa Amazônia +10 ocorre no momento oportuno para trazer a luz da ciência sobre todos esses desafios”, frisou Marcel Botelho.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Pará</em></p>
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		<title>Fapespa e Capes vão investir mais de R$ 20 milhões em bolsas de pesquisas no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 May 2023 16:57:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CURSOS & EVENTOS]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[doutorado]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
		<category><![CDATA[mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[pós-doutorado]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/bolsas_estudos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério da Educação, firmaram, em Brasília (DF), um Acordo de Cooperação Técnica que permitirá um investimento de mais de R$ 20 milhões em bolsas de pós-graduação de mestrado, doutorado e pós-doutorado [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/bolsas_estudos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério da Educação, firmaram, em Brasília (DF), um Acordo de Cooperação Técnica que permitirá um investimento de mais de R$ 20 milhões em bolsas de pós-graduação de mestrado, doutorado e pós-doutorado no Pará.</p>
<p>A proposta apresentada pela Fapespa junto à Capes promoverá investimentos para a formação de recursos humanos qualificados em áreas prioritárias para o Estado, como as cadeias produtivas da bioeconomia; biotecnologia da bioeconomia; saúde pública e mineração.</p>
<p>Dos mais de R$ 20 milhões de aporte para auxílio à pesquisa, cerca de R$ 15,6 são da Capes, e aproximadamente R$ 4,6 milhões, serão contrapartida da Fapespa. A parceria vai assegurar<br />
154 bolsas de pós-graduação, sendo 64 de mestrado, 78 de doutorado e 12 de pós-doutorado.</p>
<blockquote><p>“Dessa vez a Capes decidiu ouvir o Pará para que indicássemos quais as áreas prioritárias do nosso estado e quais cursos deveriam ser fortalecidos. Fizemos uma parceria muito grande com as instituições, um projeto construído com várias mãos, gerando integração, algo decisivo para causar um alto impacto na pesquisa e na pós-graduação paraense”, avalia o diretor científico da Fapespa, Deyvison Medrado.</p></blockquote>
<p>Segundo o presidente da Fapespa, Marcel Botelho, que esteve presente em Brasília para a assinatura do documento que oficializou o acordo, o Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) Emergente e em Consolidação nos estados envolve instituições como UEPA, UFPA, Ufopa, Instituto Evandro Chagas e o Museu Paraense Emilio Goeldi, alcançando um total de 14 cursos e atingindo um público de mais de 300 pessoas, direta ou indiretamente.</p>
<blockquote><p>“Esperamos por grandes resultados, um alto impacto nessas quatro áreas prioritárias do Governo do Pará, fortalecendo a pós-graduação, já que são cursos emergentes, que precisam desse apoio para se tornar de mais excelência ainda no nosso estado e no Brasil. Isso dará respostas decisivas da ciência para o desenvolvimento da região amazônica, aliando o crescimento econômico e a conservação da floresta”, finaliza Marcel Botelho.</p></blockquote>
<p>Fonte: Agência Pará</p>
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		<title>Coleta de água de chuva é aposta para ampliar abastecimento a ribeirinhos no Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/coleta-de-agua-de-chuva-e-aposta-para-ampliar-abastecimento-a-ribeirinhos-no-para/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jun 2022 16:34:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[água potável]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
		<category><![CDATA[ribeirinhos]]></category>
		<category><![CDATA[SCAC]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/ribeirinhos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Apesar de a Amazônia ser conhecida pela abundância das águas que correm nos rios e ser considerada a maior potência hídrica do mundo, a expressiva maioria das famílias, especialmente as que residem no meio rural, ainda enfrentam problemas de abastecimento de água potável para consumo humano. Entre os esforços para transformar essa realidade está o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/ribeirinhos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="mt-4 txt_noticia">
<p>Apesar de a Amazônia ser conhecida pela abundância das águas que correm nos rios e ser considerada a maior potência hídrica do mundo, a expressiva maioria das famílias, especialmente as que residem no meio rural, ainda enfrentam problemas de abastecimento de água potável para consumo humano.</p>
<p>Entre os esforços para transformar essa realidade está o da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) com o projeto “Avaliação de uma tecnologia social que promove água potável para ribeirinhos na região insular de Belém”, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).</p>
<p>Em 2012, a professora da UFRA e coordenadora do projeto, Vania Neu, desenvolveu seu primeiro Sistema de Captação de Água da Chuva (SCAC) para captação e tratamento de água, que buscava garantir o fornecimento de água potável para consumo humano, livre de contaminantes químicos e biológica na comunidade do Furo Grande, na Ilha das Onças, município de Barcarena, no Estuário Guajarino.</p>
<blockquote><p>“Quando comecei o projeto, me deparei com a realidade de pessoas que moravam muito próximas de Belém, porém, não tinham água para consumo humano. Desde então, nossos esforços se direcionaram para chegar ao melhor sistema, com água de qualidade e baixo custo. Ao longo desses anos, passamos por muitas dificuldades, especialmente no que se refere à falta de recurso para o monitoramento e análise da água. Algumas análises não tínhamos condições fazer porque estávamos sem equipamentos e por meio do apoio da Fapespa conseguimos comprar um cromatógrafo, que permite uma análise completa da água, verificando parâmetros essenciais para garantir água de qualidade para a comunidade”, pontua a coordenadora.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>O SCAC é um sistema viável, sustentável e de baixo custo, que não necessita de energia elétrica, excelente alternativa para a região Amazônica, devido aos altos índices pluviométricos e à atmosfera reativamente limpa devido estarmos em uma região bastante conservada. Por família, o sistema custa cerca de R$ 4 mil reais. O projeto está em fase de planejamento para ampliação em várias regiões, como a Ilha do Combu, Barcarena e Marajó.</p>
<p>A agente comunitária de saúde, Mary Bahia, mora com o marido na Ilha das Onças e é uma das 15 famílias atendidas pelo sistema. “A implantação desse projeto maravilhoso mudou muito a vida da comunidade, porque antes tínhamos dificuldade de consumir água limpa, potável, própria para consumo. Muitas famílias tomavam água do rio ou tinham que esperar que a prefeitura enchesse os nossos carotes. E era pouca quantidade, então as famílias tinham que escolher se usavam a água para beber ou cozinhar. Casos de diarreias e doenças por conta do contato com água contaminada eram comuns. Agora temos água suficiente para todas as nossas necessidades e todo mês o pessoal da universidade vem ver se a água está própria pra consumo, o que nos deixa muito seguros”, diz.</p>
<h3><strong>O que é o sistema?</strong></h3>
<p>A água da chuva é coletada por meio de um sistema de calhas, instaladas nas bordas do telhado das casas. A água escorre em direção a uma cisterna, onde fica armazenada. Para garantir a qualidade da água antes dela chegar à cisterna, existe um sistema de desvio da “primeira água” (água que lava o telhado quando começa a chover) e um filtro autolimpante, instalado logo abaixo da calha. Este filtro possui uma abertura lateral por onde pequenos galhos, folhas, e partículas maiores são desviados do sistema por meio de uma tela. Na torneira que conecta a cisterna à casa, deve também ser instalado um filtro de carvão ativado para filtrar a água destinada ao consumo humano. O refil do filtro deve ser trocado de 6 em 6 meses.</p>
</div>
<div class="linha_vertical_cinza"><em><span class="ml-1">Fonte: Giovanna Abreu/Agência Pará</span></em></div>
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		<title>Pesquisadora da Fapespa desenvolve projeto com água de chuva voltado a ribeirinhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 18:30:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[água de chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Barcarena]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/fapespa-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os povos ribeirinhos são populações que vivem nas margens dos rios. Para essas pessoas, o rio tem várias funções, pois ele representa o principal meio de transporte, uma forma de trabalho, é utilizado também como fonte de higiene pessoal, para o consumo próprio da água e preparar alimentos. Contudo, devido aos muitos usos dados a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/fapespa-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os povos ribeirinhos são populações que vivem nas margens dos rios. Para essas pessoas, o rio tem várias funções, pois ele representa o principal meio de transporte, uma forma de trabalho, é utilizado também como fonte de higiene pessoal, para o consumo próprio da água e preparar alimentos.</p>
<p>Contudo, devido aos muitos usos dados a água e a questões relacionadas ao saneamento básico, essas populações convivem diariamente com problemas de contaminação desse recurso natural tão importante para o desenvolvimento social.</p>
<p>Por isso, buscando melhorar a qualidade de vida dos povos ribeirinhos, a professora e pesquisadora da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Vania Neu, está desenvolvendo um sistema funcional para propor melhores condições hídricas e sanitárias para populações tradicionais que vivem na região insular de Belém. O projeto da pesquisadora, divulgado no último dia 10 de março, foi contemplado pela concessão de bolsas e fomento da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (FAPESPA).</p>
<p>O projeto desenvolveu uma alternativa sustentável de abastecimento hídrico por meio da captação de águas da chuva. Inicialmente, os estudos foram voltados para a Ilha das Onças, no município de Barcarena, no Pará, propondo analisar parâmetros físicos, químicos e biológicos de potabilidade da água para o consumo das comunidades existentes na região.</p>
<p>Em segunda fase, o Sistema de Captação de Água da Chuva criou uma tecnologia de baixo custo e acessível, por meio da utilização de filtros autolimpantes, que separam resíduos das lavagens de calhas, telhas, canos PVC e caixas d’água. Assim, são armazenados mais de 2 mil litros de água com finalidades não potáveis como: higiene pessoal, limpezas e outros. Logo, as comunidades terão acesso a um sistema eficaz, economicamente viável e que produz muitas melhorias sociais.</p>
<p>Atualmente, o projeto desenvolve uma nova fase na qual pretende, por meio de estudos in loco, analisar e retirar componentes contaminantes das águas, como materiais pesados evacuados diretamente nos rios, procurando entregar um meio potável para o consumo de comunidades ribeirinhas que não possuem acesso à água potável.</p>
<p><em>Fonte: Myckael Portugal, da Fapespa</em></p>
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