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	<title>escola ecrama &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Economia solidária fortalece o comércio de produtos da agricultura familiar em Belém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2024 20:20:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/Macieli-Furtado-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Uma mesa farta e cheia de variedades recepciona quem visita um imóvel amplo no bairro da Pedreira, em Belém. Farinha de Bragança, chocolate do Acaráçu, mel de abelhas nativas, óleos essenciais e farinhas à base de frutos típicos da Amazônia formam uma amostra da diversidade de produtos oriundos da agricultura familiar. Todos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/Macieli-Furtado-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Uma mesa farta e cheia de variedades recepciona quem visita um imóvel amplo no bairro da Pedreira, em Belém. Farinha de Bragança, <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/com-as-guardias-dp-cacau-producao-de-chocolate-desponta-no-acara-com-protagonismo-feminino/">chocolate do Acaráçu</a>, mel de abelhas nativas, óleos essenciais e farinhas à base de frutos típicos da Amazônia formam uma amostra da diversidade de produtos oriundos da agricultura familiar. Todos eles estão à disposição do consumidor no ponto da <a href="https://www.instagram.com/redebragantinaes/" target="_blank" rel="noopener">Rede Bragantina de Economia Solidária</a>.</p>
<p>O local oferece uma ponte que facilita a comercialização da produção de cooperativas e associações de agricultores de 11 municípios do nordeste paraense, que congregam em torno de 580 famílias. Uma delas é a família de Macieli Furtado, de 21 anos, que ao lado dos pais e dos cinco irmãos trabalha com o cultivo de hortaliças, legumes e frutas totalmente orgânicos em Santo Antônio do Tauá.</p>
<blockquote><p>“A gente não usa nada químico. O único produto que a gente usa é o adubo com esterco de galinha mesmo. Para nós, eles trazem uma renda boa e também traz mais saúde porque são alimentos do nosso consumo no dia a dia”, comenta a agricultora.</p></blockquote>
<p>A cada semana, Macieli ou outro membro da família vem para Belém para participar do chamado “balcão da agrosociobiodiversidade” promovido pela Rede Bragantina. O evento funciona como uma feira, que movimenta o comércio no bairro e ajuda a promover a alimentação orgânica e o papel dos agricultores familiares na segurança alimentar e nutricional.</p>
<blockquote><p>“É uma ajuda para poder vender os nossos produtos e também divulgar a agricultura orgânica. Isso fortalece o movimento do orgânico, até porque as pessoas ainda têm um certo preconceito por causa da aparência que é diferente do que está no supermercado. A gente acaba fazendo essa divulgação e explicando os benefícios dos orgânicos”, pontua Macieli Furtado.</p></blockquote>
<h3>Construção coletiva</h3>
<p>A comercialização, no entanto, é só um aspecto das ações desenvolvidas pela Rede Bragantina. A iniciativa surgiu em 2009, fruto de um processo de construção coletiva que teve origem na Escola de Formação para Jovens Agricultores de Comunidades Rurais Amazônicas (ECRAMA).</p>
<p>Localizada na zona rural do município de Bragança, a escola visa contribuir com a educação para a vida e o trabalho no campo por meio de atividades voltadas à agrocecologia, à participação social e a formação multidimensional.</p>
<blockquote><p>“A escola ECRAMA tem esse viés de formação dentro da linha informal, com cursos e formações para os agricultores e agricultoras da região dentro da linha de agroecologia e cidadania. São cursos que são feitos em módulos, com duração de 9 meses. Trabalhamos com a pedagogia da alternância, ou seja, tem essa interação entre o campo e a sala de aula, que proporciona a construção de conhecimento envolvendo a academia e os saberes populares”, explica a pedagoga, Lúcia Reis, uma das administradoras do ponto da Rede Bragantina em Belém.</p></blockquote>
<figure id="attachment_28404" aria-describedby="caption-attachment-28404" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-28404 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/nazare-e-lucia-rede-bragantina-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/nazare-e-lucia-rede-bragantina-1024x768.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/nazare-e-lucia-rede-bragantina-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/nazare-e-lucia-rede-bragantina-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/nazare-e-lucia-rede-bragantina-1536x1152.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/nazare-e-lucia-rede-bragantina-2048x1536.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/nazare-e-lucia-rede-bragantina-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/nazare-e-lucia-rede-bragantina-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/nazare-e-lucia-rede-bragantina-1200x900.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-28404" class="wp-caption-text">Nazaré Ghirard e Lúcia Reis coordenam a assessoria técnica e a comercialização dos produtos. Foto: Fabrício Queiroz</figcaption></figure>
<p>De acordo com as coordenadoras, a criação do espaço tendo como princípio norteador a economia solidária foi uma estratégia encontrada para enfrentar os problemas de acesso ao mercado e baixa remuneração enfrentados pelos agricultores em virtude da ação de atravessadores.</p>
<p>Aliado a isso, a oferta de formação continuada e as parcerias estabelecidas com ONGs e instituições como a Embrapa ajudam na incorporação de tecnologias de trato da terra e beneficiamento dos produtos que chegam às prateleiras da loja.</p>
<blockquote><p>“Esses produtos têm esse perfil diferenciado que não traz em si só um valor econômico, mas traz também uma subjetividade, a cultura e o território. Muitas vezes, os agricultores têm seus imóveis espremidos por conta do avanço do agronegócio e do latifúndio e, quando você fala nisso, tem a questão do combate ao uso do veneno e dos agrotóxicos. Mas por trás disso tem também a defesa do território e do ambiente, a guarda de patrimônio cultural e genético. Isso é biodiversidade”, ressalta Nazaré Ghirard, engenheira agrônoma e assessora técnica do projeto.</p></blockquote>
<figure id="attachment_28403" aria-describedby="caption-attachment-28403" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-28403 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/produtos-rede-bragantina-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/produtos-rede-bragantina-1024x768.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/produtos-rede-bragantina-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/produtos-rede-bragantina-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/produtos-rede-bragantina-1536x1152.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/produtos-rede-bragantina-2048x1536.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/produtos-rede-bragantina-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/produtos-rede-bragantina-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/produtos-rede-bragantina-1200x900.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-28403" class="wp-caption-text">Rede Bragantina é uma vitrine para produtos da agrosociobiodiversidade. Foto: Fabrício Queiroz</figcaption></figure>
<p>Para a Rede Bragantina, as principais conquistas do projeto são observadas nos ganhos coletivos proporcionados pela geração de renda e o fortalecimento da organização das cooperativas de agricultores.</p>
<blockquote><p>“Os agricultores se sentem orgulhosos de perceber que eles estão exercendo a autonomia na gestão daquilo que eles têm e exercitando um comércio justo. Sem a figura do atravessador, eles podem levar os produtos para o processamento e o valor é negociável. É muito comum eles colocarem que a Rede Bragantina veio contribuir também para que eles valorizassem aquilo que eles tinham de produção e era desperdiçado e, hoje, se torna uma fonte de renda”, afirma Nazaré Ghirard.</p></blockquote>
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