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	<title>ESALQ/USP &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>ESALQ/USP &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Educação e ciência: jogo conecta estudantes de Belém à preservação da floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 14:48:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA["Árvores do Brasil"]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo  A Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), realizou uma ação pedagógica com 60 estudantes do 5º ano para lançar o &#8220;Árvores do Brasil&#8221;, um jogo de cartas que une ciência e educação ambiental. O jogo foi desenvolvido pela organização francesa Cirad, em parceria com a Embrapa e a Esalq, apresentando textos bilíngues (português e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Resumo</p>
<ul>
<li> A Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), realizou uma ação pedagógica com 60 estudantes do 5º ano para lançar o &#8220;Árvores do Brasil&#8221;, um jogo de cartas que une ciência e educação ambiental.</li>
<li>O jogo foi desenvolvido pela organização francesa Cirad, em parceria com a Embrapa e a Esalq, apresentando textos bilíngues (português e francês).</li>
<li>As cartas detalham informações científicas, usos, grau de ameaça e longevidade de 34 espécies de árvores nativas da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.</li>
<li>Além de jogarem, os alunos manusearam amostras de sementes e folhas, e visitaram o bosque da instituição para identificar espécies como o pau-brasil, o ipê-amarelo e o mogno.</li>
<li>esquisadores e professores destacaram que a combinação do jogo com a vivência prática facilita a introdução de conceitos ecológicos complexos e desperta a consciência sobre a conservação ambiental.</li>
</ul>
<p>A sede da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), transformou-se em um laboratório ao ar livre na última quarta-feira, 10. Diante de perguntas como “Essa semente voa?! Quantos anos as árvores vivem? O que é valor de uso?”, cerca de 60 alunos do 5º ano da Escola Municipal Ruy da Silveira Brito participaram de uma dinâmica educativa para o lançamento regional do jogo de cartas &#8220;Árvores do Brasil&#8221;, uma ferramenta pedagógica que alia conhecimento científico, preservação e diversão.</p>
<p>Com formato bilíngue (português e francês), o material didático aborda 34 espécies arbóreas distribuídas por quatro grandes biomas nacionais: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga. As cartas listam dados como o nível de risco de extinção, dimensões de altura e diâmetro, tempo de vida e as utilidades de cada planta na natureza.</p>
<p>O projeto foi concebido pelo Cirad (instituição francesa de pesquisa agronômica), em um trabalho conjunto com a Embrapa e a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP).</p>
<p>Traduzir o jargão científico para o público escolar foi o principal desafio do projeto, segundo Pierre Marracini, representante do Cirad.</p>
<blockquote><p>“O jogo nos obrigou a pensar em cada palavra para que fosse entendida e pertinente para as crianças. O trabalho também foi duro para os pesquisadores, que estão acostumados a palavras rebuscadas”, revelou.</p></blockquote>
<p>Para a estudante Jhamilly Corrêa de Paula, de 11 anos, a experiência trouxe novos aprendizados.</p>
<blockquote><p>“A gente aprendeu a ver a largura, altura e a idade até onde as árvores vão, o tamanho das sementes&#8230; E foi muito bacana aprender sobre isso”, relatou.</p></blockquote>
<p>Seu colega Eduardo Miguel Costa Souza, também de 11 anos, destacou a dinâmica da atividade no campo.</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu achei o jogo bem interessante porque ele fala das árvores e da altura, do diâmetro, da idade até onde ela vai. E eu também gostei do dia de hoje porque a gente veio ver as árvores aqui, como o mogno, o ipê-amarelo, o pau-brasil.&#8221;</p></blockquote>
<h3>Aprendizado prático no bosque</h3>
<p>Durante a programação, as crianças (de 10 a 12 anos) ganharam kits do jogo e participaram de oficinas sensoriais, onde puderam manipular folhas, sementes e blocos de madeira reais. Logo após, o grupo percorreu as trilhas florestais da unidade de pesquisa para localizar exemplares vivos de espécies marcantes da flora brasileira, incluindo o ipê-amarelo, o mogno e o pau-brasil.</p>
<figure id="attachment_43181" aria-describedby="caption-attachment-43181" style="width: 691px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-43181" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas2-300x200.jpg" alt="" width="691" height="460" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas2-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas2-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas2-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas2-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas2.jpg 800w" sizes="(max-width: 691px) 100vw, 691px" /><figcaption id="caption-attachment-43181" class="wp-caption-text">Os estudantes participaram de oficinas sensoriais, onde puderam manipular folhas, sementes e blocos de madeira reais. Foto: Ronaldo Rosa</figcaption></figure>
<p>Na visão de Milton Kanashiro, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, o lúdico serve como porta de entrada para discussões ecológicas fundamentais.</p>
<blockquote><p>&#8220;A importância desse momento é poder mostrar às crianças um pouco mais da biodiversidade brasileira, apresentar conceitos da Ecologia e despertar nelas a necessidade da conservação da floresta, entendendo que seres humanos, animais e plantas fazem parte de uma só saúde”, pontuou.</p></blockquote>
<p>A professora e pedagoga Elaine Souza elogiou o formato da ação, ressaltando o valor de estender o ensino para além das paredes da escola.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esse momento é de fundamental importância porque tira a criança da sala de aula e traz para a prática. Elas começam a ver de forma concreta aquilo que a gente vem discutindo em sala sobre a importância da preservação e do cuidado com o meio ambiente&#8221;, concluiu.</p></blockquote>
<p>A imersão na natureza reforçou o papel dos jovens na defesa ambiental. Ao refletirem sobre o que aprenderam, a urgência da conservação ficou evidente para os estudantes:</p>
<p>“A gente vai morrer se a gente tirar as árvores, porque as folhas delas que produzem o oxigênio pra gente. Por isso é bom cuidar do meio ambiente e também das nossas lindas árvores&#8221;, defendeu Eduardo.</p>
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		<title>Dia Internacional das Florestas: Diversificar o manejo é a chave para a preservação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2026 12:09:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira (AIMEX)]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Vidal]]></category>
		<category><![CDATA[ESALQ/USP]]></category>
		<category><![CDATA[Gracialda Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Manejo florestal na Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Manejo florestal no Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA)]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade Federal Rural da Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/MARGARIDA-ARQUIVO-PESSOAL-2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O desmatamento ilegal e a emissão de gases do efeito estufa comprometem a preservação e impulsionam uma crise climática sem precedentes na Amazônia, mas e se a solução para um manejo florestal mais eficiente estiver na valorização da própria natureza? Essa é a principal aposta de pesquisadores brasileiros, debatida nesta semana durante [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/MARGARIDA-ARQUIVO-PESSOAL-2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O desmatamento ilegal e a emissão de gases do efeito estufa comprometem a preservação e impulsionam uma crise climática sem precedentes na Amazônia, mas e se a solução para um manejo florestal mais eficiente estiver na valorização da própria natureza? Essa é a principal aposta de pesquisadores brasileiros, debatida nesta semana durante uma programação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em Brasília, para celebrar o Dia Internacional das Florestas, comemorado neste 21 de março.</p>
<p>Nos últimos 30 anos, o manejo florestal no Brasil passou por uma transformação silenciosa, mas profunda. A diretora do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Gracialda Costa, menciona que o uso de ferramentas como GPS, mapeamentos digitais e sistemas de monitoramento, permitiram que o uso da floresta deixasse de ser desordenado para se tornar planejado, principalmente na exploração da madeira, que possui grande importância social e econômica nos municípios amazônicos.</p>
<h3>Muito além da madeira</h3>
<p>Até então, a madeira em tora representa aproximadamente 50% do valor da produção da extração vegetal na região Amazônica. No estado do Pará, por exemplo, a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira (AIMEX) anunciaram que o estado exportou mais de US$ 21,4 milhões de madeira apenas em janeiro de 2026. Para Gracialda, o dado reforça que o uso da madeira, isoladamente, não é o principal problema das florestas, mas sim a falta de uso viável e organizado de outros recursos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Hoje, é possível saber exatamente onde está cada árvore, estimar biomassa, acompanhar o crescimento da floresta e prever impactos ao longo do tempo. Esse conjunto de tecnologias trouxe um ganho importante: operar com visão de longo prazo”, diz.</p></blockquote>
<p>Edson Vidal, do Departamento de Ciências Florestais da ESALQ/USP, explica que a pesquisa científica a longo prazo possui papel decisivo nessa mudança. A principal prova são os estudos feitos com base em 20 a 30 anos de acompanhamento.</p>
<p>O resultado é: em áreas manejadas corretamente, o carbono retirado começa a ser recomposto em menos de uma década, mantendo a diversidade de espécies estável ao longo do tempo. Porém, em áreas exploradas de forma predatória, esse processo praticamente não acontece.</p>
<blockquote><p>“É necessário controlar o crescimento da área de exploração madeireira. Mantendo essa atividade em áreas controladas, variando as espécies utilizadas e compensando esses impactos, é possível ter resultados melhores a longo prazo”, pontua.</p></blockquote>
<p>Além disso, há evidências de que a biomassa, a matéria viva na floresta, pode se recompor de forma prolongada em ciclos de 30 anos, chegando a níveis próximos aos de áreas não exploradas. Logo, o problema não é o uso da floresta, mas como esse uso é feito.</p>
<h3><strong>Fazendo o ‘dever de casa’ </strong></h3>
<blockquote><p>“Não dá pra você criar uma política publica em cima de dados desatualizados”.</p></blockquote>
<p>Gracialda frisa que não dá para depender de poucas espécies ou de um único modelo de exploração no manejo sustentável. No entanto, é necessário ter o máximo de informações sobre espécies e seus usos para essas propostas de manejo sejam pensadas de forma viável, eficiente e justa.</p>
<blockquote><p>“As pessoas do campo possuíam esse comprometimento de catalogar as espécies existentes, o que se perdeu um pouco no tempo. Então se você cria uma estrutura em cima de algo desatualizado, pode acabar perdendo algo ainda mais importante pela falta de informação”, declara.</p></blockquote>
<p>No caso da madeira, ela explica que as árvores mais valorizadas comercialmente são também as mais sensíveis à exploração. Se o manejo permanece concentrado nelas, há risco de redução populacional e até de desaparecimento local.</p>
<p>Hoje, grande parte dos inventários florestais ainda apresenta erros significativos na identificação das árvores. Prova disso é o relato da pesquisadora de que cerca de metade das espécies amazônicas não são corretamente identificadas em nível mais detalhado.</p>
<p>Desta forma, o principal ‘dever de casa’ é usar a parceria entre órgãos federais, estaduais e comunitários para revisar espécies já mapeadas e fazer sua identificação correta nos casos incompletos.  Na prática, isso reduz o risco de proteger de forma rígida espécies que não estão ameaçadas, assim como afrouxar a fiscalização em espécies que precisam de mais proteção.</p>
<h3><strong>Oportunidades (e desafios) históricos</strong></h3>
<p>Do ponto de vista técnico e ambiental, a diversificação de manejo inclui o uso de diferentes espécies de madeira; valorização de produtos florestais não madeireiros; integração da conservação da biodiversidade com produção, assim como estratégias personalizadas para cada tipo de espécie. Para Edson, esta é uma oportunidade rara e muito especial para o Brasil.</p>
<blockquote><p>“Diferente de outros países que já esgotaram seus recursos florestais, ainda há tempo de construir um modelo equilibrado na Amazônia, um modelo que a grande sociedade consiga entender e valorizar no dia a dia”, observa.</p></blockquote>
<p>Para Gracialda, o único caminho para alcançar esse ‘engajamento’ social é trazendo os povos da floresta para o centro dos debates e decisões.</p>
<blockquote><p>“É obrigatório incluir as comunidades locais nesse processo. São elas que vivem na floresta e podem transformar o manejo em fonte de renda sem abrir mão da conservação, muitas já fazem isso há séculos. Agora é reunir as melhores práticas e ampliar a escala de execução”, declara.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-clima-brasil-define-estrategia-para-zerar-emissoes-ate-2050/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Plano Clima: Brasil define estratégia para zerar emissões até 2050</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/rede-bragantina-fortalece-protagonismo-feminino-com-agroecologia-e-economia-solidaria-no-para/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Rede Bragantina fortalece protagonismo feminino com agroecologia e economia solidária no Pará</strong></a></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/de-coisa-de-caboclo-ao-superalimento-como-o-acai-esta-transformando-geracoes-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">De ‘coisa de caboclo’ ao superalimento: como o açaí está transformando gerações na Amazônia</a></strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/no-brasil-77-das-prefeituras-usam-produtos-da-agricultura-familiar-para-a-merenda-nas-escolas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>No Brasil, 77% das prefeituras usam produtos da agricultura familiar para a merenda nas escolas</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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