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	<title>enchente &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>enchente &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Maioria dos brasileiros não está preparada para enfrentar desastres ambientais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nahama Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2025 14:59:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/Enchente_maraba-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A cada quatro brasileiros, um já enfrentou ou conhece alguém que viveu um desastre ambiental. Enchentes, deslizamentos, queimadas, secas e até quedas de barragem fazem parte da realidade de mais de 42 milhões de pessoas acima de 16 anos no País. Apesar disso, sete em cada dez brasileiros afirmam não estar preparados para situações de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/Enchente_maraba-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><span style="font-weight: 400;">A cada quatro brasileiros, um já enfrentou ou conhece alguém que viveu um desastre ambiental. Enchentes, deslizamentos, queimadas, secas e até quedas de barragem fazem parte da realidade de mais de 42 milhões de pessoas acima de 16 anos no País. Apesar disso, sete em cada dez brasileiros afirmam não estar preparados para situações de emergência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dados são da </span><a href="https://www.nexus.fsb.com.br/estudos-divulgados/1-a-cada-4-brasileiros-ja-viveu-ou-conhece-alguem-afetado-por-uma-tragedia-ambiental/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">pesquisa “Pulso Solidário – Os brasileiros e os voluntariado”,</span></a><span style="font-weight: 400;"> divulgada pelo Movimento União BR em parceria com a Nexus &#8211; Pesquisa e Inteligência de Dados.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, o estudo escancara a dimensão da solidariedade dos brasileiros: 82% da população já ajudaram vítimas de tragédias, seja por meio de doações, campanhas ou trabalho voluntário. Desse total, 21% participaram ativamente como voluntários.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A urgência das tragédias (43%) é o principal motivo que leva as pessoas a ajudar, seguida pela confiança na instituição arrecadadora (28%) e indicações de amigos ou familiares (27%).</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Para Tatiana Monteiro, presidente do Movimento União BR, o estudo ajuda a entender como a população reage diante de tragédias.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O brasileiro tem essa disposição para ajudar e a pesquisa detalha quais fatores motivam esse tipo de ação”, afirmou. </span></p></blockquote>
<h3><span style="font-weight: 400;">As ações locais têm mais apelo entre os brasileiros. Cerca de 50% preferem doar para causas em suas cidades ou regiões, enquanto apenas 28% priorizam iniciativas de caráter nacional. Isso demonstra a força das redes de apoio comunitário, mas também levanta a necessidade de articular melhor as respostas em escala nacional.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span>Falta de preparo preocupa</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com tanta solidariedade, a preparação para enfrentar desastres ainda é muito baixa. Mais de 70% da população nunca tomou qualquer medida preventiva, como reforçar a casa, montar kit de emergência ou estocar alimentos. Metade da população também afirma não saber onde buscar informações sobre o que fazer em caso de uma tragédia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os que já foram afetados por desastres, esse número é um pouco melhor: cerca de 40% adotaram alguma medida de prevenção após a experiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando perguntados sobre o desempenho dos governos na prevenção de tragédias, 42% dos entrevistados avaliaram como negativo (26% disseram que as ações são pouco efetivas e 16% que não são efetivas). </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A pesquisa também destaca caminhos práticos para se preparar para emergências climáticas, como acionar a Defesa Civil (199), Corpo de Bombeiros (193), ou acompanhe canais oficiais das prefeituras. O site do Cemaden (</span><a href="http://www.cemaden.gov.br" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">www.cemaden.gov.br</span></a><span style="font-weight: 400;">) também traz alertas e dados.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tragédias recentes mostram que o clima já mudou, e adaptação é urgente, afirmam especialistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2023 14:42:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[adaptações]]></category>
		<category><![CDATA[enchente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/sb1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A ação humana acumulada desde a Revolução Industrial, nos séculos 18 e 19, já produziu mudanças significativas no clima global, e adaptar moradias e cidades a essa realidade é uma necessidade que precisa de respostas urgentes, avaliam ambientalistas e pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil. Eventos extremos, como as chuvas que deixaram mais de  vítimas no litoral [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/sb1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A ação humana acumulada desde a Revolução Industrial, nos séculos 18 e 19, já produziu mudanças significativas no clima global, e adaptar moradias e cidades a essa realidade é uma necessidade que precisa de respostas urgentes, avaliam ambientalistas e pesquisadores ouvidos pela <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-02/clima-ja-mudou-e-adaptacao-e-urgente-afirmam-especialistas" target="_blank" rel="noopener">Agência Brasil.</a> Eventos extremos, como as chuvas que deixaram mais de  vítimas no litoral norte de São Paulo durante o carnaval, tendem a ser mais frequentes, e o poder público precisa agir para reduzir a vulnerabilidade das populações a esses cenários, destacam.</p>
<p>Nos últimos anos, recorrentes alertas dos pesquisadores do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU) indicaram que a influência humana levou o planeta à trajetória de aquecimento mais rápida em 2 mil anos e já produziu uma temperatura média que supera o período pré-industrial em mais de 1 grau Celsius (°C).</p>
<p>Especialistas estimam que a temperatura global pode subir 1,8°C até 2100, mesmo se forem cumpridas todas as metas estabelecidas em 2015 pelo Acordo de Paris, firmado para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Sem o cumprimento de tais metas, cenários devastadores para a biodiversidade podem se concretizar com o aquecimento de até 3°C.</p>
<p>Mas, além da extinção de espécies e do desequilíbrio de ecossistemas, os pesquisadores alertam que o aquecimento tornará mais frequentes episódios como temporais, inundações, secas e ondas de frio e calor. No Brasil, tais problemas atingirão em cheio cidades desiguais e com problemas de infraestrutura, sistema de geração de eletricidade dependente do regime de chuvas e economia que tem a agropecuária como setor de peso.</p>
<h3>Como nos preparamos para isso?</h3>
<p>Estudiosa do tema e presidente do Instituto Talanoa, Natalie Unterstell é categórica ao alertar que &#8220;não existem catástrofes naturais nas cidades brasileiras&#8221;. A avaliação da pesquisadora pode causar estranhamento diante de recorrentes eventos com dezenas e até centenas de vítimas, mas ela esclarece que nada disso é natural.</p>
<blockquote><p>“É absolutamente catastrófico quando se sabe dos riscos climáticos e não se prepara para reagir, ou se prepara mal. Não há nenhuma naturalidade em desastres quando estamos falando de um ambiente urbano&#8221;, diz. &#8220;As mudanças climáticas têm, sim, um papel ao exacerbar esses riscos e exigem uma preparação maior. Ainda assim, pode haver danos residuais. Mas o que determina se vai ter tragédia, ou não, é como nós, humanos, nos preparamos para isso.&#8221;</p></blockquote>
<p>A tempestade que atingiu as cidades paulistas na última semana foi a mais intensa já registrada por serviços meteorológicos no Brasil, com acumulado de 682 milímetros (mm) em 24 horas, segundo o Centro Nacional de Previsão de Monitoramento de Desastres (Cemaden). Isso equivale a dizer que, em cada metro quadrado da área mais atingida pelo temporal, caíram, em média, 682 litros de água da chuva &#8212; mais que a metade do volume de uma caixa d&#8217;água de mil litros em cada metro quadrado da cidade de Bertioga, onde a marca foi registrada. Em São Sebastião, município vizinho, o índice pluviométrico chegou a 626 mm em 24 horas.</p>
<p>O recorde anterior de temporal mais intenso tinha sido registrado há apenas um ano, quando a cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, foi inundada por 531 milímetros de chuva em 24 horas. A enxurrada deixou mais de 200 vítimas e devastou localidades como o Morro da Oficina, onde 90 pessoas morreram.</p>
<p>Natalie Unterstell destaca que não existe mais a possibilidade de um cenário climático que não vá exigir adaptação nos próximos anos. O que está em jogo é quão drástica precisará ser a adaptação. &#8220;Será a 1,5°C, a 2°C, ou a 3°C? Quanto mais emissões, mais riscos e mais necessidades de adaptação.&#8221;</p>
<blockquote><p>&#8220;Temos ameaças muito diferentes projetadas para cada região do país&#8221;, afirma ela.</p></blockquote>
<figure id="attachment_16104" aria-describedby="caption-attachment-16104" style="width: 493px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-16104" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/seca_nordeste-300x179.jpg" alt="" width="493" height="294" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/seca_nordeste-300x179.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/seca_nordeste-1024x613.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/seca_nordeste-768x459.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/seca_nordeste-150x90.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/seca_nordeste-450x269.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/seca_nordeste.jpg 1170w" sizes="(max-width: 493px) 100vw, 493px" /><figcaption id="caption-attachment-16104" class="wp-caption-text">Foto: Fernando Frazão</figcaption></figure>
<p>O secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, ressalta que houve uma sucessão de eventos extremos nos últimos anos, incluindo temporais no Recife, na Bahia e no norte de Minas Gerais. Segundo Astrini, a comprovação de que um evento específico está relacionado às mudanças climáticas é uma conclusão que nem sempre fica clara, mas o acúmulo de eventos como esses já é considerado consequência das alterações no clima por especialistas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Estamos vendo isso de forma contínua no Brasil e ao redor do mundo também. No ano passado, o Paquistão ficou com um terço do país totalmente submerso por enchentes recordes. No mesmo período, entre a Etiópia e o Quênia, houve seca recorde. Então, já estamos vendo um comportamento de clima extremo que, no Brasil, está trazendo alguns momentos de seca, mas muita chuva&#8221;, diz. &#8220;Os temporais causam essa tragédia imediata, com deslizamentos que têm um custo em vidas que é muito mais mensurável, mas a questão da seca no Brasil tem impacto também preocupante. O Brasil é um país muito dependente das chuvas, principalmente por conta da geração de energia elétrica. Podemos ter crises hídricas, energéticas e na agricultura.&#8221;</p></blockquote>
<h2>Quem mais sofre?</h2>
<p>A previsão dos pesquisadores é que esse problema de escala global terá como principais vítimas aqueles que já acumulam outras vulnerabilidades sociais, como menor acesso à saúde, a moradias seguras, a empregos formais e a infraestrutura urbana.</p>
<blockquote>
<blockquote><p>&#8220;As populações mais expostas são as mais pobres. É a população preta, é a população periférica, é a população que sofre mais com desigualdade social e com racismo. E são as mulheres, principalmente. As mudanças climáticas são uma fábrica de gerar pobreza e desigualdade social&#8221;, destaca Astrini.</p></blockquote>
</blockquote>
<p>Para  o especialista, &#8220;o mais cruel é essas pessoas são as que menos contribuem para o problema.</p>
<blockquote>
<blockquote><p>Quem mais contribui com o problema é quem pode sair de helicóptero da Barra do Sahy [SP]. Quem polui o planeta são as pessoas mais ricas, e essas pessoas vão se adaptar mais facilmente. Elas perdem a casa, recebem o seguro e compram uma casa de praia em outro local. E as pessoas que consomem menos e têm uma pegada menor de carbono ficam com a maior parte da conta.&#8221;</p></blockquote>
</blockquote>
<p>Fortes chuvas provocaram um<a href="https://dol.com.br/noticias/para/797569/video-deslizamento-de-terra-atinge-casas-em-abaetetuba?d=1" target="_blank" rel="noopener"> deslizamento de terra atingiu casas, barcos e balsas em Abaetetuba</a>, na manhã de domingo, 26.  Segundo a prefeitura  da cidade, não há feridos e, por precaução, houve evacuação de emergência dos moradores no entorno. A área afetada pelo desastre era considerada de risco, mas muitas famílias continuavam morando no local devido à falta de opções de moradia,  como noticiou o <a href="https://dol.com.br/noticias/para/797578/ha-10-anos-acontecia-deslizamento-semelhante-em-abetetuba" target="_blank" rel="noopener">DOL.</a></p>
<p>Os temporais também fizeram com que <a href="https://www.oliberal.com/para/chuvas-intensas-sete-municipios-paraenses-ja-decretaram-situacao-de-emergencia-1.649582" target="_blank" rel="noopener">sete municípios paraenses do Nordeste e do Baixo Amazonas já decretassem situação de emergência, segundo O Liberal.</a></p>
<p>Natalie Unterstell acrescenta que crianças e idosos também estão entre os grupos vulneráveis e concorda que as classes sociais de menor renda serão mais afetadas por terem menos recursos para se proteger e reagir a eventos climáticos extremos. Nesse contexto, a desigualdade racial também é um fator a ser considerado, diz a pesquisadora.</p>
<blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Ao pensar na gestão desse risco, é preciso pensar nesses grupos sociais.&#8221;</p></blockquote>
</blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Afetados por Belo Monte, acari-amarelo e acari-zebra agonizam na beira do rio Xingu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2022 13:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/acari-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Jansen Zuanon, para Sumaúma Já que estamos na semana da COP da Biodiversidade da ONU, o Pará Terra Boa vai trazer conteúdos produzidos por publicações respeitadas sobre o assunto. O evento ocorre até o dia 19 de dezembro, em Montreal, no Canadá. A seguir, o site Sumaúma apresenta a terceira parte da série ‘Natureza [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/acari-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Jansen Zuanon, para Sumaúma</em></p>
<p>Já que estamos na semana da COP da Biodiversidade da ONU, o <strong>Pará Terra Boa</strong> vai trazer conteúdos produzidos por publicações respeitadas sobre o assunto. O evento ocorre até o dia 19 de dezembro, em Montreal, no Canadá. A seguir, o site Sumaúma apresenta a terceira parte da série ‘<a href="https://sumauma.com/escute-os-nao-humanes-lula/" target="_blank" rel="noopener">Natureza no Planalto</a>’, em que pesquisadores escrevem textos, com função de alerta, ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva:</p>
<p>Eu sou Jansen Zuanon, biólogo especialista em ecologia de peixes amazônicos, e represento aqui o acari-amarelo. Quando jovem, esse peixe chama atenção pelas nadadeiras de borda amarela brilhante e as pintinhas distribuídas pelo corpo.</p>
<p>Ele tem sofrido um verdadeiro extermínio em parte de seu habitat, a região da Volta Grande, no rio Xingu (Pará), onde foi instalada a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Falo também em nome do acari-zebra, um peixe de listras pretas e brancas que só existe nessa mesma região e sofre risco de extinção. Em nome deles e de outros peixes afetados por Belo Monte, peço que o presidente Lula escute os cientistas, as populações <a href="https://sumauma.com/escute-os-indigenas-lula/" target="_blank" rel="noopener">indígenas</a> e os <a href="https://sumauma.com/escute-os-quilombolas-e-ribeirinhos-lula/" target="_blank" rel="noopener">ribeirinhos</a>, para que o habitat adequado para esses não humanes continue existindo e para que projetos destruidores como Belo Monte nunca mais sejam feitos na Amazônia.</p>
<p>A construção da hidrelétrica fez que boa parte das corredeiras do rio, onde esses peixes vivem, fosse inundada de forma permanente pelo reservatório da usina. Nessa área, a água passou a correr com mais lentidão, e com isso sedimentos mais finos, que antes seriam levados pela correnteza, agora se acumulam nas pedras, sufocando as algas e os pequenos animais que servem de alimento para os peixes e soterrando as tocas que lhes servem de casa e local de desova.</p>
<p>A menor velocidade da correnteza também fez a temperatura da água aumentar e o oxigênio diminuir, o que causou um mal terrível aos cascudinhos amarelos. Eles estão acostumados com essa água de corredeira, com bastante oxigênio. Sem ela, adoecem. Em vistoria recente na Volta Grande do Xingu, deparei com um cenário terrível: os acaris-amarelinhos estavam morrendo na beira do rio aos montes, com os olhos e a barriga funda, perdendo dentes, repletos de parasitas e com as nadadeiras apodrecendo. É uma morte por agonia e tortura.</p>
<p>Em outra parte do rio, de onde a água é desviada para as turbinas de Belo Monte, a variação imprevisível no nível da água causa danos extremos aos peixes. O quanto corre de água no rio passou a ser determinado pela torneira e pelas prioridades da usina – e não pelos interesses e necessidades das pessoas humanas e não humanas que habitam a Volta Grande do Xingu.</p>
<p>Quando diminui a demanda por eletricidade, a usina solta, de repente, um monte de água. Quando precisa de mais energia, ao contrário, engole uma enormidade de água do rio. Não há ritmo, não há temporalidade, e esses peixes dependem dessas dicas da natureza, já que evoluíram por milênios em um sistema previsível.</p>
<p>O começo da enchente sinaliza para os peixes que é o momento de se reproduzir, e a continuação da subida alaga os igapós onde eles se alimentam e crescem. Mas agora é um alaga e seca, alaga e seca, e os peixes ficam doidos. Seu Sebastião ​​Bezerra Lima, morador da Ilha do Amor e pesquisador participante do Monitoramento Ambiental Territorial Independente da Volta Grande do Xingu, disse que os peixes estão <strong>analfabetos de rio</strong>, já não sabem mais como reagir. Eles vivem em uma situação de estresse permanente.</p>
<p>A baixa repentina da água também faz que o acari-zebra, muito procurado pelo mercado ilegal de peixes ornamentais, se torne uma presa fácil. Ele não tem para onde correr e acaba sendo capturado. É levado do Xingu para a fronteira com a Colômbia e, depois, contrabandeado para outros países. As curimatãs e os pacus, espécies muito importantes na região, também estão sofrendo muito. A quantidade de peixes tem diminuído e colocado as populações tradicionais humanas da Volta Grande em risco de insegurança alimentar. Falta peixe no prato e nas feiras das cidades da região.</p>
<p>O rio precisa voltar a pulsar como pulsava antes. Reverter completamente os impactos do desvio das águas para a usina, no momento, não parece ser possível, porque isso significaria parar de desviar a água para as turbinas e deixar de gerar energia.</p>
<p>Mas é possível, sim, diminuir os impactos, fazendo que a divisão da água entre a Volta Grande do Xingu e a hidrelétrica permita que os ciclos naturais de enchente e vazante voltem a acontecer no momento certo, pelo tempo necessário, e que a quantidade de água seja suficiente para alagar as piracemas (locais de desova dos peixes) e os igapós onde eles se alimentam. Isso aumenta as chances de que os peixes continuem existindo, se reproduzindo, vivendo. Temos uma proposta clara de como fazer isso, só é preciso que o governo a escute. Lula, converse com os cientistas e com as populações tradicionais da Volta Grande!</p>
<p><em>Fonte: Sumaúma</em></p>
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		<title>Veja o projeto aprovado no Senado que pretende &#8216;furar a caixa d&#8217;água do Brasil&#8217;</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/veja-o-projeto-aprovado-no-senado-que-pretende-furar-a-caixa-dagua-do-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2022 18:48:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
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		<category><![CDATA[PL 1.282/2019]]></category>
		<category><![CDATA[rios]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/Senado-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Imagine você cortar toda a mata de beira de rio para facilitar a construção de barragens, reservatórios, infraestruturas de irrigação e abastecimento de rebanhos. Imaginou? Que tragédia seria, não? Pois é isso que estão tentando fazer lá no Congresso, em Brasília. A Comissão de Agricultura (CRA) aprovou, na manhã de quinta, 7/07, um projeto que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/Senado-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Imagine você cortar toda a mata de beira de rio para facilitar a construção de barragens, reservatórios, infraestruturas de irrigação e abastecimento de rebanhos. Imaginou? Que tragédia seria, não?</p>
<p>Pois é isso que estão tentando fazer lá no Congresso, em Brasília. A Comissão de Agricultura (CRA) aprovou, na manhã de quinta, 7/07, um projeto que permite exatamente isso. Para pesquisadores e organizações da sociedade civil, a aprovação da proposta vai acirrar a disputa por fontes de água e agravar as crises hídrica e energética que o país vem sofrendo.</p>
<p>De autoria do senador ruralista Luis Carlos Heinze (PP-RS), o Projeto de Lei (PL) 1.282/2019 prevê classificar essas obras como de “utilidade pública e interesse social”, o que reduzirá as restrições hoje existentes à supressão de parte das Áreas de Preservação Permanente (APPs) nas propriedades rurais. Ah, detalhe, leia <a href="https://deolhonosruralistas.com.br/2021/10/13/saiba-quem-e-luis-carlos-heinze-o-arrozeiro-negacionista/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> quem é Luis Carlos Heinze.</p>
<p>A perda de vegetação nessas áreas coloca em risco outros usos da água, como o abastecimento humano e a geração hidroelétrica. Também provoca assoreamento e erosão dos rios, o que pode agravar enchentes e inundações.</p>
<p>A proposta foi aprovada por 8 votos a 1. Apenas Eliziane Gama (Cidadania-MA) foi contra. Ela também apresentou um requerimento para a realização de audiência pública, atendendo ao pedido de cientistas e ambientalistas para aprofundar o debate sobre o tema, mas ele foi rejeitado. Na véspera, em conversa com representantes de organizações não governamentais, o relator, Espiridião Amin (PP-SC), indicou que poderia aceitar a solicitação, mas não foi o que fez na sessão.</p>
<p>Votaram a favor do PL Heinze, Amin, Kátia Abreu (PP-TO), Luiz Carlos do Carmo (PSC-GO), Roberto Rocha (PTB-MA), Wellington Fagundes (PL-MT) e Fábio Garcia (União Brasil-MT). Nenhum outro parlamentar da oposição participou da sessão.</p>
<p>Agora, o PL 1.282 segue direto para a Câmara, a não ser que um recurso seja apresentado para que vá ao plenário.</p>
<h3>Efeitos da estiagem</h3>
<p>Amin defendeu que o projeto pretende atenuar os efeitos das estiagens para os produtores rurais e que não teria impacto na geração hidrelétrica, embora seus efeitos possam afetar a disponibilidade de água em geral no País.</p>
<p>“Este projeto conseguiu chegar ao razoável equilíbrio entre a preocupação ambiental, que eu tenho também, e a redução da insegurança hídrica em pequenas propriedades”, disse.</p>
<p>O raciocínio então é assim: primeiro você desmata, depois tem a surpresinha de que, derrubando árvore, o calendário da chuva fica todo desregulado, com algumas regiões, como a do Sul do senhor Amim, perdendo milhões de reais com a estiagem. Como se resolve a falta de água? Para os senadores, cortando mais mata. Sobre desmatamento, nenhum pio, como se ele fosse provocado por extra-terrestres.</p>
<blockquote><p>“Uma lei desse porte, autorizando represamento indiscriminado de rios para irrigação e abastecimento de rebanhos, seria como furar a caixa d&#8217;água do Brasil. Poderia gerar inúmeros conflitos judiciais entre entes da federação, ameaçar o pacto federativo e violar funções dos órgãos de controle&#8221;, critica Kenzo Jucá, assessor legislativo do Instituto Socioambiental (ISA).</p></blockquote>
<p>“O agronegócio usa cerca de 80% do total da água consumida no País, segundo dados oficiais. Esse índice seria ampliado, caso o projeto vire lei. Os 20% restantes do consumo, em média, são para abastecimento urbano e indústria. Vai faltar água para alguém, é obvio”, completa.</p>
<p>Jucá explica que as mudanças incluídas no novo relatório apresentado na sessão da CRA, relativas à exigência de licenciamento estadual e a outorga de uso d&#8217;água, além da conformidade a normas dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente (Consemas) e planos de bacia, não garantem a segurança hídrica para esses barramentos de rios.</p>
<h3>‘Boiadas’ antiambientais</h3>
<p>O PL é mais uma das “boiadas” antiambientais que tiveram tramitação acelerada por decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Atendendo a um requerimento da oposição, ele decidiu que o projeto passaria nas comissões de Meio Ambiente e Agricultura. Dias depois, mudou de ideia e remeteu-o apenas ao segundo colegiado, dominado pela bancada da agropecuária. É o presidente da Casa que decide em quais instâncias a proposta será apreciada.</p>
<p>O termo “boiada” refere-se à expressão usada pelo ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles para orientar o governo, numa reunião ministerial em 2020, a aproveitar que a atenção da mídia estava na pandemia e enfraquecer as normas ambientais no País.</p>
<blockquote><p>“A proposta, distribuída apenas para CRA de forma terminativa, deveria, necessariamente, passar pelo crivo da Comissão de Meio Ambiente, pois pretende alterar o Código Florestal, notadamente com impactos sobre um de seus pilares, as APPs, resguardadas pela Constituição Federal”, comenta Gama.</p></blockquote>
<p>A aprovação do PL 1.282 na CRA faz parte da <a href="https://www.socioambiental.org/noticias-socioambientais/ruralistas-e-bolsonaristas-correm-para-desfigurar-codigo-florestal-em-ano" target="_blank" rel="noopener">corrida de ruralistas e governo para fazer avançar proposições que reduzem controles e restrições ambientais</a> diante das eleições de outubro, do término da legislatura e do possível fim da gestão Bolsonaro.</p>
<p>Em ano eleitoral, o tempo de trabalho legislativo é reduzido porque os parlamentares mergulham nas campanhas. O Legislativo fica vazio, do recesso legislativo, que deve começar em meados do mês, até o fim das eleições. Assim, há pressa para aprovar propostas que possam ser apresentadas como “trunfo” aos eleitores.</p>
<p><em>Fonte: ISA</em></p>
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		<title>Aplicativo ajuda comunidades a monitorar enchentes e fornece dados para prevenção de desastres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jan 2022 19:03:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[aplicativo]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Dados à Prova D'água]]></category>
		<category><![CDATA[enchente]]></category>
		<category><![CDATA[Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/37640-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um aplicativo pode mudar a forma como comunidades e órgãos governamentais lidam com as enchentes. Com um telefone celular em mãos, moradores de bairros vulneráveis a inundações podem não apenas se informar com antecedência sobre possíveis eventos do tipo como contribuir com os órgãos competentes no mapeamento de áreas suscetíveis e na prevenção de desastres. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/37640-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um aplicativo pode mudar a forma como comunidades e órgãos governamentais lidam com as enchentes. Com um telefone celular em mãos, moradores de bairros vulneráveis a inundações podem não apenas se informar com antecedência sobre possíveis eventos do tipo como contribuir com os órgãos competentes no mapeamento de áreas suscetíveis e na prevenção de desastres.</p>
<p>A ferramenta é um dos desdobramentos do projeto <a href="http://warwick.ac.uk/waterproofingdata" target="_blank" rel="noopener"><strong>Dados à Prova D’Água</strong></a>, parceria entre as universidades de Glasgow e Warwick, no Reino Unido, Heidelberg, na Alemanha, do Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e da Fundação Getulio Vargas, com <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/102230/" target="_blank" rel="noopener">apoio da FAPESP</a> </strong>e do United Kingdom Research and Innovation Global Challenges Research Fund. A novidade foi divulgada nesta sexta-feira, 7/01, no site da Agência Fapesp.</p>
<blockquote><p>“O princípio básico é de que tecnologia, engajamento das pessoas, geração, uso e circulação de dados melhoram a resiliência das comunidades vulneráveis a desastres socioambientais. Neste caso, inundações”, afirma <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/680339/" target="_blank" rel="noopener">Maria Alexandra da Cunha</a></strong>, professora na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV), coordenadora da parte brasileira do projeto.</p></blockquote>
<p>Levantamento realizado em 2020 pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) contabilizou 1.697 decretos de emergência ou estado de calamidade pública por conta de chuvas intensas naquele ano.</p>
<p>Segundo a área de Defesa Civil da CNM, os prejuízos chegaram a R$ 10,1 bilhões, decorrentes de tempestades, ciclones, deslizamentos, inundações, enxurradas e tornados, sendo o setor de habitação o mais afetado, com 280.486 moradias danificadas ou destruídas e prejuízos de R$ 8,5 bilhões.</p>
<p>O aplicativo Dados à Prova D’Água, que tem o mesmo nome do projeto, foi testado por professores, estudantes, agentes da Defesa Civil e moradores em mais de 20 municípios nos estados de Pernambuco, Santa Catarina, Mato Grosso, Acre e São Paulo e deve ser disponibilizado em breve na Play Store, loja virtual de aplicativos da Google.</p>
<p>Para alimentar o aplicativo, os pesquisadores usam o princípio da ciência cidadã. Alunos de escolas públicas passam por um treinamento, que envolve a construção de pluviômetros artesanais, usando uma garrafa PET e uma régua simples.</p>
<p>Cada estudante fica, então, responsável por verificar diariamente a quantidade de chuvas medida por cada um desses pluviômetros e inserir as medidas no aplicativo, que vão para o banco de dados do projeto. Espera-se que esses dados possam futuramente ajudar a subsidiar medidas de prevenção a desastres.</p>
<p>“Os dados necessários à gestão de riscos de desastres fluem tradicionalmente de forma unidirecional, dos centros de expertise para a população e órgãos executores. O aplicativo possibilita ampliar esse fluxo, pois promove a participação direta da comunidade nos processos de gestão e amplia a fonte de dados locais dos centros especializados”, afirma <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/705552/" target="_blank" rel="noopener">Mário Martins</a></strong>, pesquisador vinculado ao projeto, que realiza o pós-doutorado na EAESP-FGV com <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/187645/" target="_blank" rel="noopener">bolsa da FAPESP</a></strong>.</p>
<p>A aplicação permite ainda enviar informações sobre áreas alagadas, intensidade de chuva e altura da água no leito do rio, além de conter dados oferecidos por órgãos como as áreas de suscetibilidade do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e dados pluviométricos do Cemaden, para uso dos moradores das comunidades.</p>
<blockquote><p>“Não queríamos apenas desenvolver um aplicativo. Durante nossas atividades nas áreas de estudo, nos preocupamos em discutir como o aplicativo poderia ser utilizado pelos moradores durante os desastres. Por isso, acabamos desenvolvendo um novo método de desenvolvimento de software e uma ferramenta que pudesse ser usada por todos”, conta Lívia Degrossi, que realiza pós-doutorado na EAESP-FGV.</p></blockquote>
<p>A pesquisadora desenvolveu a aplicação em colaboração com profissionais do Cemaden, da Defesa Civil e da Secretaria de Meio Ambiente do Acre. Participaram ainda estudantes das escolas estaduais Renato Braga e Vicente Leporace, no Jardim São Luís, na cidade de São Paulo, e moradores do bairro, que fica no M’Boi Mirim, área do município com maior número de regiões de risco, segundo o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).</p>
<h3><b>Memórias de enchentes</b></h3>
<p>“Trabalhamos em escolas públicas com baixos índices socioeconômicos e com histórico de inundações. O Jardim São Luís, com muitos córregos e montanhas, é bastante vulnerável aos alagamentos, mas também a desmoronamentos. A ideia era criar dados e promover a circulação dos que já existem, aqueles que os órgãos governamentais têm, mas não chegam às comunidades”, informa <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/704916/" target="_blank" rel="noopener">Fernanda Lima e Silva</a></strong>, que realiza estágio de pós-doutorado na EAESP-FGV com <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/187120/" target="_blank" rel="noopener">bolsa da FAPESP</a></strong>.</p>
<p>Junto com Degrossi, a pesquisadora coordenou a construção de um guia de aprendizagem para o desenvolvimento de uma disciplina eletiva, a ser oferecida por escolas públicas, preferencialmente com estudantes de ensino médio, sobre prevenção de desastres, ciência cidadã e o impacto das mudanças climáticas no dia a dia das pessoas. A rede de colaboradores envolveu professores das escolas participantes do projeto e do Cemaden Educação, que vai disponibilizar o guia em seu site.</p>
<p>Além da prevenção de desastres, o projeto trabalha com memórias das enchentes. Inicialmente, os estudantes do Jardim São Luís entrevistaram parentes mais velhos e levaram para a sala de aula histórias que acabaram fornecendo dados sobre o passado das enchentes na região.</p>
<p>Também foram realizadas rodas de conversa com os moradores mais antigos e até mesmo a produção de uma série de minidocumentários chamada Memórias à Prova D´Água, disponível on-line <strong><a href="https://youtu.be/0J68ipWcZZg" target="_blank" rel="noopener">https://youtu.be/0J68ipWcZZg</a></strong>.</p>
<p>O trabalho contou com a parceria de pesquisadoras da Universidade de Warwick, que desenvolvem pesquisa sobre memórias de desastres com o objetivo de aumentar a resiliência comunitária.</p>
<p>A experiência rendeu ainda um capítulo de livro, que será publicado em uma edição especial sobre memórias e sustentabilidade do <i>Bulletin of Hispanic Studies</i>, a ser publicado em 2023.</p>
<p>“Fizemos também um mapeamento de percepção de risco em que os próprios moradores colocavam as áreas suscetíveis no mapa. É um conhecimento muito mais detalhado do que o feito pelos órgãos competentes. Consegue-se chegar ao nível da esquina do bairro e com isso foi detectado um problema forte com enxurradas, por exemplo”, conta Lima e Silva.</p>
<p>Os pesquisadores realizaram ainda oficinas da ferramenta de mapeamento colaborativo no <strong><a href="https://www.openstreetmap.org/" target="_blank" rel="noopener">OpenStreetMap</a></strong>, que tem licença de uso gratuita e permite que os usuários acrescentem informações aos mapas. O objetivo era mapear o bairro, chamando atenção para as enchentes e os riscos de deslizamentos de terra.</p>
<p>Neste ano, o grupo vai lançar um manual para que o programa possa ser implementado em mais localidades do país. “É muito importante que as pessoas se engajem com os dados, desde a sua geração até o uso. Esperamos poder contribuir para espalhar essa prática e aumentar a resiliência desses locais, uma vez que eventos extremos estão se tornando cada vez mais comuns”, encerra Cunha.</p>
<p><em>Fonte: André Julião | Agência FAPESP</em></p>
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		<title>Elevação do Rio Tocantins desloca 565 famílias em Marabá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jan 2022 15:11:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[enchente]]></category>
		<category><![CDATA[Marabá]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/maraba-enchente-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nesta quinta-feira, 6/01, o nível do Rio Tocantins atingiu em 11,68 metros acima do leito normal, uma elevação de 02 centímetros nas últimas 12 horas. De acordo com o Boletim da Defesa Civil, 565 famílias já foram atendidas, das quais 248 estão nos abrigos da Prefeitura e 317 estão alojadas em casa de familiares. Atualmente [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/maraba-enchente-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Nesta quinta-feira, 6/01, o nível do Rio Tocantins atingiu em 11,68 metros acima do leito normal, uma elevação de 02 centímetros nas últimas 12 horas. De acordo com o Boletim da Defesa Civil, 565 famílias já foram atendidas, das quais 248 estão nos abrigos da Prefeitura e 317 estão alojadas em casa de familiares.</p>
<p>Atualmente há 10 abrigos oficiais construídos pela Defesa Civil e Secretaria de Obras. São eles: um frente à Obra Kolping, outro na Avenida Sororó, ambos no núcleo Cidade Nova, um no bairro São Félix, três na Nova Marabá (Folhas 14, 31 e 32), e mais três na Marabá Pioneira, na Praça Paulo Marabá, na antiga Borges Informática e 05 de abril. Há três abrigos não oficiais, sendo dois no bairro Santa Rosa e um na Rua das Cacimbas.</p>
<p>Estão previstas 227 mudanças de famílias atingidas pelas cheias dos rios nesta quinta. O transporte está sendo feito por 20 caminhões, sendo 10 do Exército e 10 da Defesa Civil.</p>
<p>Equipes da Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac) fazem o cadastramento das famílias para acolhimento com atendimento médico, distribuição de kits de higiene pessoal, cestas básicas, colchões e água potável.</p>
<p><em>Fonte: Prefeitura de Marabá</em></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
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		<title>Marabá decreta situação de emergência por aumento &#8216;atípico&#8217; de nível do Rio Tocantins</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jan 2022 18:12:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desabrigados]]></category>
		<category><![CDATA[enchente]]></category>
		<category><![CDATA[estado de emergência]]></category>
		<category><![CDATA[Marabá]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/maraba-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As enchentes que deixam, até o momento, cerca de 340 desabrigados no Estado vizinho de Tocantins afetaram Marabá a ponto de a Prefeitura decretar, no dia 3/01, situação de emergência no município em razão das cheias dos rios Tocantins e Itacaiúnas. Com o avanço do nível dos rios e do número de famílias desabrigadas, a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/maraba-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As enchentes que deixam, até o momento, cerca de 340 desabrigados no Estado vizinho de Tocantins afetaram Marabá a ponto de a Prefeitura decretar, no dia 3/01, situação de emergência no município em razão das cheias dos rios Tocantins e Itacaiúnas.</p>
<p>Com o avanço do nível dos rios e do número de famílias desabrigadas, a Defesa Civil do município se reuniu na manhã de segunda-feira, 3/01, com representantes do Corpo de Bombeiros, Exército e o Secretário Regional de Governo, João Chamon Neto, para deliberar sobre as ações de atendimento às famílias atingidas pela enchente. A reunião aconteceu na sede da Secretaria Regional de Governo, onde foi formado o Gabinete de Gerenciamento de Crise para enfrentamento das consequências da enchente no município de Marabá.</p>
<blockquote><p>“Estamos todos muito preocupados pela cheia atípica e a prioridade é absoluta para Marabá. Já definimos todo o planejamento para os próximos dias, ampliamos os abrigos e o governo municipal está decretando o estado de emergência para que possamos efetivamente dar o apoio necessário para o atendimento à população dando o necessário para minimizar o sofrimento dessas famílias”, relatou João Chamon Neto, secretário Regional de Governo.</p></blockquote>
<p>O nível do Rio Tocantins atingiu na manhã de segunda, 3/01, 11,8 metros acima do leito normal. A Defesa Civil do município informou que nesta mesma data, no ano passado, o nível do rio estava em 3,78 metros, uma diferença de 7,3 metros em comparação com o ano de 2021.</p>
<blockquote><p>“Hoje nosso rio passou dos 11 metros e nos mobilizamos para continuar as ações conjuntas entre Estado e município, pois já estamos com 5 abrigos instalados e já estamos com mais de 100 famílias nesses abrigos e construiremos novos abrigos e contratação de mais caminhões. Essa enchente é atípica pois acredito que nenhum de nós podia prever essa situação de elevação do rio tão rapidamente”, disse Jairo Milhomem Coordenador da Defesa Civil.</p></blockquote>
<p>A Coordenação da Defesa Civil pede ainda que as famílias realizem o cadastramento na sede da Defesa Civil para que possam receber o atendimento para o transporte e não deixar para a última hora. “Já estamos com 12 caminhões sendo utilizados para o transporte das famílias, sendo 6 da Defesa Civil e 6 do Exército (23ª Brigada de Infantaria de Selva).</p>
<p>O major Fábio dos Santos, Seção de Operações da 23ª Brigada, esteve na reunião e colocou à disposição a parceria com a Prefeitura de Marabá para o atendimento às famílias. O major Felipe Galucio, comandante do Corpo de Bombeiros, informou que o 5º Grupamento está aposto para a realização dos atendimentos às vítimas da enchente.</p>
<blockquote><p>“Estamos dando o primeiro passo para o atendimento às famílias mobilizando toda força do estado e nossa logística e estamos colocando à disposição nossa estrutura para o que for necessário”, afirmou o major Felipe Galucio.</p></blockquote>
<p>A Seaspac, Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários, iniciou o cadastramento das famílias atingidas para acolhimento com colchões, kits de higiene, distribuição de cestas básicas e atendimento médico.</p>
<p>O governador em exercício de Tocantins, Wanderlei Barbosa, acompanhou as equipes dos bombeiros militares e das defesas civis estadual e municipais com intuito de propor ações de proteção às famílias da região.</p>
<p><em>Fonte: Prefeitura de Marabá</em></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
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]]></content:encoded>
					
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