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	<title>empreendedorismo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>empreendedorismo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Mães da terra: mulheres transformam o campo com sustentabilidade e força coletiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 11:23:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultoras]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura no pará]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres no campo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-16.41.28-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Antes do amanhecer, elas já dividiram o tempo entre o cuidado com os filhos, o café no fogão e o manejo da roça. Neste Dia das Mães, o olhar se volta para as mulheres que personificam a multifuncionalidade no campo: aquelas que administram propriedades, lideram cooperativas e movimentam a economia, provando que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-16.41.28-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Antes do amanhecer, elas já dividiram o tempo entre o cuidado com os filhos, o café no fogão e o manejo da roça. Neste Dia das Mães, o olhar se volta para as mulheres que personificam a multifuncionalidade no campo: aquelas que administram propriedades, lideram cooperativas e movimentam a economia, provando que sustentabilidade e produção caminham juntas.</p>
<p>Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, as mulheres dirigem ou codirigem cerca de 1,7 milhão de propriedades rurais no Brasil. No Pará, essa força é nítida em mais de 57 mil estabelecimentos gerenciados por elas — o equivalente a 20% do total do estado. Em sua maioria, são produtoras acima dos 45 anos que atuam na agricultura familiar, quintais agroflorestais e pecuária, conciliando a geração de renda com a missão de garantir a segurança alimentar de suas famílias.</p>
<p>Com tantas responsabilidades acumuladas entre a maternidade e a gestão da terra, o que essas mulheres gostariam de compartilhar?</p>
<p>Neste Dia das Mães, o <strong>Pará Terra Boa</strong> ouviu quem faz do cuidado a sua maior ferramenta de produtividade.</p>
<h3><strong>“Administrar uma família é um grande trabalho de gestão”</strong></h3>
<p>Há 12 anos, a produtora rural Maria Gorete Ribeiro trocou a vida urbana e o trabalho como secretária pela rotina no campo. Hoje, à frente de uma propriedade de 78 hectares em Novo Repartimento, ela se tornou referência em manejo sustentável e regularização ambiental na pecuária paraense.</p>
<figure id="attachment_42529" aria-describedby="caption-attachment-42529" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-42529" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/04082025-Z09_1957.jpg" alt="" width="800" height="534" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/04082025-Z09_1957.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/04082025-Z09_1957-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/04082025-Z09_1957-768x513.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/04082025-Z09_1957-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/04082025-Z09_1957-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-42529" class="wp-caption-text">Maria Gorete em sua propriedade em Novo Repartimento. Foto: André Dib/TNC</figcaption></figure>
<p>Graças ao trabalho diário e à busca por políticas públicas, ela foi a primeira produtora do município a identificar todo o rebanho e realizar venda direta ao frigorífico.</p>
<blockquote><p>“Quando está tudo dentro das regras, fica mais fácil ter novas oportunidades e conquistar mais entrada no mercado e em projetos de incentivo. Isso é fundamental para que mais pessoas se engajem na produção sustentável”, diz.</p></blockquote>
<p>Mas o caminho não foi simples. Além dos desafios técnicos, Gorete precisou enfrentar o preconceito por ser mulher em um setor historicamente masculino.</p>
<blockquote><p>“Por muito tempo os caras não queriam me respeitar por eu ser mãe, mulher, proprietária. Tive de mostrar resultados muito acima da média para conquistar respeito, o que é péssimo. A única parte boa disso é que você vira referência quando prova que dá para produzir de forma sustentável e ter vantagens práticas”, conta.</p></blockquote>
<p>Hoje, ela é frequentemente convidada para conversar com outras produtoras sobre regularização ambiental, sustentabilidade e gestão rural. E é justamente na experiência de mãe e chefe de família que ela diz encontrar força para administrar o negócio.</p>
<blockquote><p>“Existe um julgamento que nem sempre é dito na cara (por ser mulher e mãe). Algumas pessoas olham como se a sua capacidade fosse menor por administrar a família e ao mesmo tempo cuidar da terra, do gado e do dinheiro. Administrar uma família envolve tantos detalhes que jamais pensariam isso, se soubessem o grande trabalho de gestão que é manter uma família de pé&#8221;, declara.</p></blockquote>
<p>Para Gorete, as políticas públicas voltadas ao campo fazem diferença concreta na vida dessas famílias chefiadas pelas mães, avós e tias.</p>
<blockquote><p>“Quando aquela mãe vê que existem políticas públicas suficientes para dar apoio ao trabalho dela, tipo um Pronaf Mulher, é quase a mesma coisa do que ter alguém para ajudar com os filhos numa emergência. O apoio do governo é fundamental e ajuda a salvar vidas”, frisa.</p></blockquote>
<h3><strong>“Sonhar junto vai mudar o futuro da nossa comunidade”</strong></h3>
<p>Na Terra Quilombola Moju-Miri, o trabalho coletivo é parte da sobrevivência e da construção do futuro.</p>
<p>Michele Cardoso é uma das criadoras da Kakau Rivier, marca de chocolates e derivados do cacau desenvolvida por sete famílias da comunidade. Filha e neta de agricultores, ela cresceu vendo o trabalho na roça como parte da identidade familiar, mas percebeu cedo que seria preciso inovar para garantir renda e permanência das novas gerações no território.</p>
<blockquote><p>“Viver é cada vez mais caro, embora a gente tenha uma boa disposição do básico para alimentação, só ela não basta para que nossos filhos também tenham uma vida digna”, explica.</p></blockquote>
<p>Na comunidade, as decisões e os desafios são compartilhados, o que também reflete na produção agrícola e na adoção de práticas sustentáveis como Sistemas Agroflorestais, onde mesclam plantios de cacau com cupuaçu, banana e outras culturas.</p>
<blockquote><p>“Uma parte muito importante do nosso conhecimento da roça vem do que nossos pais, tios e avós aprenderam ao longo da vida. Agora que podemos estudar mais e entender melhor os programas de incentivo, entramos numa nova fase de juntar o que sabemos desde sempre com o que a ciência avançou&#8221;, cita.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Michele acredita que a chegada de escolas, universidades e políticas voltadas ao campo vem mudando a relação dos jovens com a vida rural.</p>
<blockquote><p>“Por muito tempo existia aquela ideia nos meninos e nas meninas de que precisava ir para a cidade grande para fazer a vida. Aos poucos isso está mudando. Nem todo mundo é mais obrigado a abandonar a terra pra virar gente&#8221;, declara.</p></blockquote>
<p>Para ela, iniciativas sustentáveis têm impacto muito além da produção: possuem o poder de unir famílias, alinhar propósitos e reinventar o próprio futuro, consolidando um sonho coletivo de décadas. Entretanto, a manutenção desses direitos pode ser preservada (e ampliada) por um instrumento importante: o investimento em políticas públicas.</p>
<figure id="attachment_42530" aria-describedby="caption-attachment-42530" style="width: 802px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-42530" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260508_104216_Instagram.jpg" alt="" width="802" height="931" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260508_104216_Instagram.jpg 802w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260508_104216_Instagram-258x300.jpg 258w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260508_104216_Instagram-768x892.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260508_104216_Instagram-150x174.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260508_104216_Instagram-450x522.jpg 450w" sizes="(max-width: 802px) 100vw, 802px" /><figcaption id="caption-attachment-42530" class="wp-caption-text">Representantes da comunidade de Moju-Miri em evento sobre cacau. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Projetos e leis que ajudam a cuidar do campo não geram bem só para a natureza, mas para as famílias, para a autoestima e para as comunidades que fazem a economia girar. Um sonho sonhado junto dos nossos pode mudar uma vida inteira”, comenta.</p></blockquote>
<h3>Jornada dupla de força e resiliência</h3>
<p>A experiência da agricultora e empreendedora Ginelda Lima, de Tomé-Açu, carrega marcas profundas de uma história bem conhecida na Amazônia: infância ribeirinha, maternidade precoce e pobreza. Entretanto, uma trajetória que parecia ter um roteiro pronto foi transformada graças ao trabalho coletivo e à resiliência.</p>
<p>Filha de indígenas e caboclos, ela narra que chegou a Tomé-Açu ainda criança, depois que a mãe se separou do pai e precisou criar sozinha nove filhos. Sem nunca ter frequentado escola até os 12 anos, ela cresceu vendo a mãe sustentar a família produzindo farinha.</p>
<blockquote><p>“Eu não me tornei agricultora, eu nasci agricultora&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>Embora tivesse o sonho de ter uma casa de farinha, a vida seguiu por caminhos difíceis. Ginelda casou aos 14 anos, foi mãe ainda adolescente e anos depois acabou abandonada pelo marido. Desempregada e com as filhas cursando faculdade em Belém, ela encontrou na mandioca uma forma de sobreviver.</p>
<blockquote><p>“Eu vendia mandioca ralada cedo nas padarias para sustentar minhas filhas. Era a única forma de conseguir dinheiro para ajudar elas”, relembra.</p></blockquote>
<p>Foi nesse período que o turismo de base comunitária trouxe visitantes canadenses que mudariam sua vida. Encantados com sua história e com o trabalho coletivo desenvolvido no sítio, eles decidiram financiar a construção da tão sonhada Casa de Farinha Quebec, que leva no nome a lembrança deste encontro.</p>
<p>Hoje, o empreendimento possui certificações nacionais, vende para outros países, abastece programas de merenda escolar e reúne dezenas de famílias fornecedoras.</p>
<blockquote><p>“Meus filhos foram criados com a agricultura e isso é motivo de muito orgulho. O trabalho na terra é tão ancestral quanto a própria maternidade”, celebra.</p></blockquote>
<p>Ao longo do tempo, a produção também passou a incorporar sistemas agroflorestais, com o plantio de mandioca integrado a espécies como açaí, cacau, cupuaçu, castanha-do-pará, cumaru e seringueira. Atualmente, a casa de farinha compra dos pequenos agricultores, processa e vende, gerando renda contínua para todos.</p>
<p>Entretanto, ela afirma que uma das maiores conquistas foi gerar oportunidades para outras mulheres, especialmente mães solo, que as vezes se enxergam sem saída no momento do abandono.</p>
<blockquote><p>“A casa de farinha ajudou muito as mulheres solteiras, mães que não tinham condições. Hoje existe planejamento da roça, assistência técnica, parceria com prefeitura, sementes. Elas plantam e me vendem de volta. Todas sustentando suas famílias e sonhos com dignidade&#8221;, detalha.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42533" aria-describedby="caption-attachment-42533" style="width: 814px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42533" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-1024x576.jpg" alt="" width="814" height="458" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-1024x576.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-300x169.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-768x432.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-1536x864.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-150x84.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-450x253.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-1200x675.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321.jpg 1599w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42533" class="wp-caption-text">Ginelda (em destaque) recebendo grupos de instituições na casa de farinha promovendo formação em práticas sustentáveis. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>Ao olhar para trás, ela resume a trajetória com a frase que sua avó gostava de dizer: “Sonho que se sonha só é só um sonho. Mas sonho que se sonha junto se torna realidade&#8221;. Em seguida, dá um recado para mães, avós e mulheres.</p>
<blockquote><p>&#8220;Busquem informação, seja de turismo comunitário, SAFs, negócios sustentáveis, pagamento por serviços ambientais e bioeconomia. Nada é tão nosso quanto ter nosso sustento e dos nossos filhos garantidos. Tem um monte de políticas públicas aí que dizem que vai nos beneficiar e outras tantas que já foram criadas nos últimos anos, vão atrás delas. Uma conversa com líder comunitário ou alguém de um escritório rural pode trazer a transformação que a sua vida precisa&#8221;, diz.</p></blockquote>
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		<title>O segredo do miriti: como uma família transformou resíduos em um negócio de sucesso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 13:59:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fibras da Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/whatsapp-image-2026-02-27-at-15.39.42-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Dá para transformar resíduos da floresta em produtos de alto valor e fortalecer a pegada sustentável dos seus clientes? Há 26 anos, a Fibras da Amazônia confirma que sim. Comandado pelos sócios Hilson Rabelo e Elivane Rabelo, a empresa produz papelaria artesanal, ecobags e outros itens presenteáveis a partir de fibras reaproveitadas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/whatsapp-image-2026-02-27-at-15.39.42-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Dá para transformar resíduos da floresta em produtos de alto valor e fortalecer a pegada sustentável dos seus clientes? Há 26 anos, a Fibras da Amazônia confirma que sim. Comandado pelos sócios Hilson Rabelo e Elivane Rabelo, a empresa produz papelaria artesanal, ecobags e outros itens presenteáveis a partir de fibras reaproveitadas de miriti, tururi e patchouli.</p>
<p>A matéria-prima dessas fibras são utilizadas principalmente no artesanato, mas após o uso inicial, os resíduos viravam lixo em áreas de várzea a manguezais, contribuindo com a poluição de áreas do nordeste paraense. A rede de parcerias firmada com artesãos, pequenos comerciantes e instituições resolveu este problema, permitindo gerar lucro extra em todas as etapas, além de criar produtos que levam a sustentabilidade e o meio ambiente em seu DNA.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DRhyljOEawH/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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</blockquote>
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<p>Para Hilson, também artesão, o diferencial está na &#8216;rede de negócios sustentáveis&#8217;, que potencializa o alcance e o impacto da causa pelo manejo consciente dos recursos naturais.</p>
<blockquote><p>“A experiência (do cliente final) começa naqueles primeiros segundos, quando você vê ou toca nas embalagens. Essa conexão imediata faz muita diferença e leva nossa mensagem ainda mais longe, por isso essa rede é tão fundamental”, afirma.</p></blockquote>
<p>Atualmente, a Fibras da Amazônia utiliza matéria-prima vinda de Abaetetuba, município famoso pela produção artesanal de miriti — ícone cultural do Círio de Nazaré. Boa parte do insumo provém do reaproveitamento de resíduos da confecção dos tradicionais brinquedos locais.</p>
<p>A empresa transforma esse material em biomassa, base para a produção de papel artesanal, seu principal produto. Hoje, o portfólio inclui kits corporativos personalizados, como pastas, blocos, crachás plantáveis e ecobags, segmento que impulsiona o negócio e responde por mais da metade do faturamento — que atingiu R$ 60 mil em 2025.&#8221;</p>
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DOaA8uEjRG3/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Fibras da Amazônia (@fibrasdamazonia)</a></p>
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<p>Segundo o empreendedor, a proposta geral vai além da estética dos produtos. A ideia é que cada item carregue uma história de produção sustentável e cooperação entre diferentes atores da cadeia.</p>
<blockquote><p>“Seja para um pequeno empresário que compra da gente para criar uma entrega especial do seu produto ou para uma empresa que faz acordo com a gente para produzir press kits, a mensagem do nosso compromisso com o meio ambiente percorre toda a cadeia produtiva. E chega ao cliente com valor agregado, que também pode fazer parte desse ciclo ao plantar seu crachá ao final do evento que participou, por exemplo”, explica.</p></blockquote>
<p>A produção da empresa fica concentrada em Belém, enquanto a operação comercial possui duas unidades em Salinópolis. O município, destino de grande fluxo turístico durante as férias escolares e no verão, tornou-se um ponto estratégico para atrair novos clientes. A operação tem apresentado bons resultados, com um gasto médio de R$ 300 por visitante.</p>
<h3>Cultura e legado</h3>
<p>A identidade cultural da região também é parte central do projeto. Nas estampas das peças aparecem elementos da cultura amazônica, como referências marajoaras, tapajônicas e ícones urbanos da capital paraense.</p>
<p>Para Elivane Rabelo, essa conexão com o território e com outros empreendedores fortalece tanto a marca quanto o impacto socioambiental do negócio.</p>
<blockquote><p>“Participamos de vários eventos com pequenos comerciantes e produtores todos os anos. Esse ecossistema (mercadológico) voltado para o (fortalecimento do) meio ambiente gera trocas e ideias incríveis para novos produtos”, declara.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DVZgENCDV2s/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DVZgENCDV2s/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Fibras da Amazônia (@fibrasdamazonia)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Segundo ela, ouvir todos os envolvidos na cadeia produtiva é essencial para criar soluções mais sustentáveis e inovadoras.</p>
<blockquote><p>“Precisamos ouvir todas as pontas da cadeia e valorizar cada etapa. Assim como a natureza fica mais próspera com mais espécies, para a gente também funciona assim. Cada contribuição já fortalece”, reforça.</p></blockquote>
<p>O modelo colaborativo também se reflete nos futuros projetos da empresa. Entre eles está o desenvolvimento de carvão vegetal feito a partir de fibra de coco, para reaproveitar o volume de cascas descartadas no turismo de Salinópolis. Já a outra iniciativa, desenvolvida em parceria com o Laboratório de Óleos da Amazônia (LOA), pretende criar embalagens biodegradáveis a partir de biopolímeros produzidos com batata e fibra de miriti.</p>
<p>A meta da empresa é faturar R$ 100 mil em 2026 com as novas iniciativas, reforçando que a bioeconomia possui valor econômico sem precisar degradar o meio ambiente.</p>
<blockquote><p>“A COP30 foi muito especial para nossas vendas e saímos de lá ainda mais fortalecidos. Agora vamos levar nossas ideias para outros mercados com certeza de que a bioeconomia tem valor e pode ficar ainda mais presente no dia a dia das pessoas”, declara Hilson.</p></blockquote>
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			</item>
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		<title>&#8216;Amazônia em Casa&#8217; abre seleção para capacitar empreendedores da bioeconomia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/amazonia-em-casa-abre-selecao-para-capacitar-empreendedores-da-bioeconomia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 14:41:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Capacitação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[sociobioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[vendas online]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-03-at-11.14.08-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nesta terça-feira, 3, o programa Amazônia em Casa, Floresta em Pé (ACFP) abriu inscrições para o Ciclo 2026, uma formação intensiva para profissionalizar os empreendedores em vendas online de produtos da sociobiodiversidade amazônica. Os interessados têm até 29 de março para se inscrever gratuitamente pelo site oficial. O foco da iniciativa é em empreendedores que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-03-at-11.14.08-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Nesta terça-feira, 3, o programa Amazônia em Casa, Floresta em Pé (ACFP) abriu inscrições para o Ciclo 2026, uma formação intensiva para profissionalizar os empreendedores em vendas online de produtos da sociobiodiversidade amazônica. Os interessados têm até 29 de março para se inscrever gratuitamente pelo <a href="https://www.amazoniaemcasa.org.br/chamada2026" target="_blank" rel="noopener">site oficial.</a></p>
<p>O foco da iniciativa é em empreendedores que ainda atuam de forma inicial no ambiente digital e desejam expandir e profissionalizar suas vendas pela internet.</p>
<p>O programa terá duração de sete meses, com aulas online a cada quinze dias, além de atividades práticas e palestras com especialistas e empreendedores convidados. A formação aborda:</p>
<ul>
<li>o cenário do mercado digital</li>
<li>estratégias de precificação</li>
<li>estruturação de vendas pelo WhatsApp Business</li>
<li>entrada em marketplaces</li>
<li>produção de conteúdo</li>
<li>atendimento ao cliente</li>
<li>noções de logística.</li>
</ul>
<p>Criado em 2020, o programa é realizado pelo Instituto Climate Ventures, que também participou da criação da iniciativa ao lado da Amaz e do Idesam. A iniciativa conta com financiamento da Climate and Land Use Alliance (CLUA), do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e do Fundo Vale.</p>
<h3><strong>Quem pode participar</strong></h3>
<p>Negócios com CNPJ ativo que comercializem produtos físicos diretamente ao consumidor final (B2C), utilizem pelo menos 50% de insumos de origem amazônica e tenham no mínimo seis meses de comercialização. Também é necessário ter ao menos um produto pronto para venda, com embalagem, rotulagem adequadas e condições de envio ao cliente.</p>
<p>Além disso, a seletiva anuncia que empreendimentos liderados por populações da floresta, mulheres, indígenas, ribeirinhos, quilombolas ou outros grupos historicamente minoritários terão pontuação adicional no processo seletivo, assim como projetos alinhados ao impacto socioambiental positivo.</p>
<p>Os selecionados da seleção serão informados até o 10 de abril de 2026. Já as aulas começam no dia 27 de abril.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Bioilha transforma saberes da floresta em cosméticos que fortalecem extrativistas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/bioilha-transforma-saberes-da-floresta-em-cosmeticos-que-fortalecem-extrativistas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2025 12:14:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Bioilha]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.45.57-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A educação no campo e a vivência de duas professoras que trabalham com comunidades extrativistas deram origem à Bioilha, indústria paraense que produz cosméticos com insumos regionais e valoriza a produção sustentável de comunidades ribeirinhas e indígenas. Vanessa Costa e Danielly Leite, sócias da Bioilha, contam que a ideia do negócio que transformou suas vidas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.45.57-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A educação no campo e a vivência de duas professoras que trabalham com comunidades extrativistas deram origem à Bioilha, indústria paraense que produz cosméticos com insumos regionais e valoriza a produção sustentável de comunidades ribeirinhas e indígenas.</p>
<p>Vanessa Costa e Danielly Leite, sócias da Bioilha, contam que a ideia do negócio que transformou suas vidas há seis anos surgiu de forma inesperada nas redes sociais, enquanto compartilhavam seu dia a dia.</p>
<blockquote><p>“Tinha um perfil onde compartilhava meu dia a dia, as viagens para chegar aos interiores. Todos nós temos uma avó, mãe ou tia que conhece e faz remédios caseiros ou tem dicas sobre. Mas trabalhando diretamente com as comunidades você tem contato com os insumos puros e tem a oportunidade de sentir uma eficácia muito superior a alguns insumos já explorados por ai. Daí um dia uma pessoa perguntou se eu poderia enviar um litro de óleo de andiroba para ela”, diz.</p></blockquote>
<p>A partir dessa primeira comercialização direta com o produtor, novos pedidos começaram a surgir, despertando uma ideia: se os bioativos amazônicos têm eficácia comprovada e vantagem competitiva real, muitas vezes superiores aos produtos do mercado, por que não investir? A intenção de unir sustentabilidade e inovação fez com que os primeiros passos foram dados com cautela.</p>
<blockquote><p>“Iniciamos com a venda de óleos e sabonetes. Fui atrás de conhecer o processo de fabricação e fui aperfeiçoando o negócio da saboaria. O início desse negócio foi uma transformação de vida porque eu era concursada, mas não era totalmente feliz. Essa ideia me fez ir atrás de estudos sobre química, formulações e muito diálogo com as comunidades para criar produtos eficientes do ponto de vista científico e alinhado com a maneira que as comunidades também costumam usar”, explica.</p></blockquote>
<figure id="attachment_40140" aria-describedby="caption-attachment-40140" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-40140" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.45.38-e1765562143950-1024x783.jpeg" alt="" width="814" height="622" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.45.38-e1765562143950-1024x783.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.45.38-e1765562143950-300x229.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.45.38-e1765562143950-768x587.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.45.38-e1765562143950-150x115.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.45.38-e1765562143950-450x344.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.45.38-e1765562143950-1200x917.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.45.38-e1765562143950.jpeg 1252w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40140" class="wp-caption-text">Vanessa Costa e Danielly Leite, sócias da Bioilha. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>Vanessa destaca que a estratégia da Bioilha vai além da extração e comercialização de ativos: o objetivo é construir um modelo de negócio sustentável e integrado às comunidades locais, gerando impacto social positivo. Atualmente, o empreendimento possui mais de 20 parceiros entre povos indígenas e comunidades extrativistas.</p>
<blockquote><p>“O que ainda acontece muito é o desconhecimento sobre o potencial de alguns insumos locais. Daí a fruta ou semente ganha fama na grande indústria e só tempos depois a pessoa vai saber que é insumo amazônico, que dá para encontrar de forma mais acessível e fortalecendo o trabalho dos extrativistas”, comenta.</p></blockquote>
<p>A presença da marca nas redes sociais segue firme, uma homenagem ao lugar onde tudo começou. Além de curiosidades, as redes da marca compartilham dicas sobre os produtos, oficinas com comunidades ribeirinhas e depoimentos de clientes.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DQu6FqbD77J/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DQu6FqbD77J/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Danielly &amp; Vanessa (@bioilhainspira)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h3>Valor, propósito e conhecimento</h3>
<p>Para a dupla, a bioeconomia se torna real quando o conceito de floresta em pé se traduz em vantagens para toda a cadeia produtiva: desde a geração de emprego e renda na cidade até a oferta de cursos voltados às comunidades fornecedoras dos insumos.</p>
<p>Vanessa diz que, durante o desenvolvimento da marca, elas precisaram se aprofundar em formulações, processos químicos e marketing. Hoje, retornam às comunidades para compartilhar esse conhecimento e fortalecer outros empreendimentos locais.</p>
<blockquote><p>“Não existe o conceito de concorrência. Se nós estamos vendendo na internet e em espaços físicos, eles vendem dentro da própria comunidade, gerando uma outra possibilidade de renda e trocas entre eles.</p></blockquote>
<p>Para ela, esse ecossistema fortalece a floresta em pé e ajuda a enfrentar a crise climática que já estamos vivendo.</p>
<blockquote><p>&#8220;Se quem vive na cidade sente mais calor que o normal, no interior isso pode significar rios secos e queda na produção das árvores. Acho que um ponto fundamental é deixar destacado que cada árvore em pé importa, mas se ela ajudar as famílias a terem renda e dignidade, vai ficar em pé por ainda mais tempo”, diz.</p></blockquote>
<p>Com 15 produtos que combinam ativos presentes em frutas e sementes da Amazônia, como açaí, ucuuba, copaíba, pracaxi e andiroba, a Bioilha oferece opções voltadas à limpeza, hidratação e fortalecimento da pele e dos cabelos. Os itens podem ser encontrados em <a href="https://www.instagram.com/bioilha/p/DPmG4m-jVis/?img_index=2" target="_blank" rel="noopener"><strong>15 pontos de venda na Grande Belém</strong></a>, além do<a href="https://www.bioilha.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><strong> site próprio</strong></a> e <a href="https://abre.bio/bioilhadaamazonia?utm_source=ig&amp;utm_medium=social&amp;utm_content=link_in_bio&amp;fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMjU2MjgxMDQwNTU4AAGnny47leI2vGXsTRApAZIZ8KsZXAIQHDFPQulrrbpLMAElJ6nmGNnJG5XUAk4_aem_XfCpd7zjyWe4VYGG5baIfQ" target="_blank" rel="noopener"><strong>plataformas virtuais de vendas</strong></a><strong>.</strong></p>
<figure id="attachment_40139" aria-describedby="caption-attachment-40139" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-40139 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.46.14-e1765562046372-1024x684.jpeg" alt="" width="814" height="544" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.46.14-e1765562046372-1024x684.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.46.14-e1765562046372-300x200.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.46.14-e1765562046372-768x513.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.46.14-e1765562046372-150x100.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.46.14-e1765562046372-450x300.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.46.14-e1765562046372-1200x801.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.46.14-e1765562046372.jpeg 1252w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40139" class="wp-caption-text">Linha de produtos corporais à base de Andiroba. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>Em Belém, a marca mantém parcerias com pequenos empreendedores do setor de estética e integra roteiros turísticos na Ilha do Combu. Danielly afirma que a escuta ativa do consumidor orienta decisões importantes na formulação dos produtos.</p>
<blockquote><p>“Estrategicamente, decidimos formular os produtos unindo nossos insumos com outros ativos muito famosos como a niacinamida, rosa mosqueta, óleo de coco. Observamos que eles ajudam a agregar valor e valorizar nossa matéria prima. Juntando isso com parceiras como esteticistas e depiladoras, recebemos sugestões e sempre recebemos retornos muito positivos, já que os produtos são veganos e sem essências sintéticas”, explica.</p></blockquote>
<h3>Novos horizontes</h3>
<p>De cliente em cliente, os produtos da Bioilha já chegaram a países como China e França. Uma das etapas iniciadas em 2025 é a internacionalização da marca. Vanessa explica que há demanda e pedidos de clientes antigos, inclusive após a COP30, e que a empresa está avançando com cuidado nesse processo.</p>
<blockquote><p>“É uma felicidade e uma responsabilidade muito grande esse novo passo, então estamos trabalhando de forma cuidadosa. Enquanto trabalhamos em cada documentação, existe a alegria de ter todo esse trabalho chegando mais longe e representando tanta gente”, conta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_40141" aria-describedby="caption-attachment-40141" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-40141" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.48.21-e1765562205474-1024x927.jpeg" alt="" width="814" height="737" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.48.21-e1765562205474-1024x927.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.48.21-e1765562205474-300x272.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.48.21-e1765562205474-768x695.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.48.21-e1765562205474-150x136.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.48.21-e1765562205474-450x407.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.48.21-e1765562205474-1200x1087.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-14.48.21-e1765562205474.jpeg 1248w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40141" class="wp-caption-text">Participantes de oficina de saboaria promovida pela Bioilha. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
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		<title>Chef cria massas artesanais com frutas, ervas e hortaliças amazônicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2025 13:30:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Emporium Caeteuara Pastifício]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Massas amazônicas]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Valfir Ribeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251009_113655_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Dentro da cozinha de um restaurante em Bragança, no nordeste paraense, a imaginação do chef Valfir Ribeiro misturou a criatividade das receitas com uma ideia de empreendimento: e se fosse possível fazer gastronomia sem aditivos, sem industrializados, usando apenas o que a terra oferece de forma orgânica e sustentável? Foi assim, ainda no salão do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251009_113655_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Dentro da cozinha de um restaurante em Bragança, no nordeste paraense, a imaginação do chef Valfir Ribeiro misturou a criatividade das receitas com uma ideia de empreendimento: e se fosse possível fazer gastronomia sem aditivos, sem industrializados, usando apenas o que a terra oferece de forma orgânica e sustentável?</p>
<p>Foi assim, ainda no salão do restaurante onde era sócio e chef, que o embrião da Emporium Caeteuara Pastifício, que fabrica massas a partir de ingredientes como açaí, jambu, taioba e chicória, foi gerado. Valfir diz que, aos poucos, começou a fazer experimentos e se permitiu ser guiado pela própria intuição.</p>
<p>Desde então, ele começou a produzir seus próprios temperos a partir de insumos da agricultura familiar, assim como abriu espaço para a venda de farinhas artesanais, panelas de barro e outros itens feitos pelas comunidades próximas.</p>
<p>Algum tempo depois, enquanto ministrava aulas para alunos de gastronomia vindos de São Paulo, veio a afirmação definitiva: de que na sua cozinha nascia a semente de um novo tipo de negócio.</p>
<blockquote><p>“A Emporium nasceu definitivamente em 2014, quando fui convidado para o Ver-o-Peso da Cozinha Paraense (evento local de culinária de origem). Fui para Belém apresentar um prato com mandioca, daí, além dela, eu trouxe também a mandiocaba (raiz mais adocicada da mandioca) que ninguém conhecia até então, né? E isso foi um boom”, relembra.</p></blockquote>
<p>A mandiocaba (<em>Manihot esculenta Crantz</em>) é uma das variedades de mandioca existentes no Pará e em outros estados do Norte do Brasil, destacada pelo grande teor de açúcares livres, principalmente glicose e sacarose.</p>
<p>Valfir aprendeu a produzir massas no final da adolescência, quando aumentou seu interesse pelo setor da culinária.</p>
<blockquote><p>“Não teve a figura da Nonna, da avó com receitas de família. O que aprendi tinha uma linguagem mais técnica, um cuidado especial nas proporções para produzir uma massa esteticamente bonita no prato e ao mesmo tempo cheia de sabor”, diz.</p></blockquote>
<p>Após passar por uma verdadeira viagem no tempo, enquanto voltava de Belém, relembrando as frutas que consumia com a avó, ele voltou para Bragança com a decisão de transformar o Emporium num grande negócio.</p>
<h3>Renda justa e estratégica</h3>
<p>Os insumos usados por Valfir, que fabrica as massas sozinho, vêm de diversas fontes com dois pontos em comum: todas são fruto da agricultura familiar e dispensam a atividade dos atravessadores, que reduzem a renda que chega às famílias.</p>
<p>Em Ananindeua, na Grande Belém, o abastecimento é feito por hortas periurbanas e de ilhas do município como Santa Rosa e São João Pilatos. Já outros frutos chegam de cidades do Baixo Tocantins e do Arquipélago do Marajó.</p>
<p>O empreendedor explica que a produção é feita de acordo com os ciclos da floresta e as safras de cada matéria-prima, por isso existe uma rotatividade nos sabores oferecidos a cada época do ano.</p>
<p>Entre os sabores tradicionais e sazonais estão tucumã, buriti, açaí, jambu, cariru e outras frutas, folhas e flores regionais.</p>
<blockquote><p>“A gente aproveita desde o momento que o primeiro fruto maduro cai no solo. Aí inicia uma corrida para chegar aqui o mais fresco possível para iniciar a produção”, conta.</p></blockquote>
<p>A parceria com o chef com as comunidades é completa: além de comprar a produção local, Valfir investe na transferência de conhecimento. Por meio de oficinas, ele ensina os produtores a processar seus produtos, transformando-os em subprodutos de maior valor — como geleias e farinhas especiais — e, assim, elevando significativamente o potencial de lucro.</p>
<h3>Do quintal para o mundo</h3>
<p>Se parte do mercado local ainda resiste à iniciativa, o mercado nacional e internacional abraça o projeto cada vez mais.</p>
<p>Valfir conta que a Emporium possui parceiros em estados como Bahia, São Paulo, Brasília e Rio Grande do Sul, que comercializam seus produtos. Os demais estados brasileiros concentram o maior volume de vendas.</p>
<p>Já a internacionalização veio com a participação em um curso da Apex Brasil voltado para micro e pequenos empreendedores sustentáveis. Agora, os pedidos também alcançam países como Portugal, França, Itália e Austrália.</p>
<p>O fundador avalia que a estrutura da Emporium ainda é enxuta, mas garante que o caminho está sendo trilhado com responsabilidade e solidez.</p>
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		<title>COP30 estimula empreendedorismo e criação de produtos de moda e perfumaria</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/cop30-estimula-empreendedorismo-e-criacao-de-produtos-de-moda-e-perfumaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 13:48:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[perfumes]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-bandeira-do-Para-e1743626457900-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As belezas naturais e as tradições da Amazônia traduzidas em perfumes e estilos que remetem ao respeito ao meio ambiente, às práticas sustentáveis e à valorização de matérias-primas regionais. Esse é o foco de duas empreendedoras paraenses que viram na realização da COP30, em novembro deste ano em Belém, uma inspiração a mais para apostar [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-bandeira-do-Para-e1743626457900-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As belezas naturais e as tradições da Amazônia traduzidas em perfumes e estilos que remetem ao respeito ao meio ambiente, às práticas sustentáveis e à valorização de matérias-primas regionais. Esse é o foco de duas empreendedoras paraenses que viram na realização da COP30, em novembro deste ano em Belém, uma inspiração a mais para apostar na criatividade e no potencial de inovação dos negócios locais.</p>
<p>Uma delas é Márcia Martínez, que em 2015 criou a marca Confraria dos Aromas para levar ao mercado uma linha de difusores de ambientes com fragrâncias regionais, como açaí, patchouli e cupuaçu, tudo elaborado de forma artesanal. Com esses diferenciais, a empresa ganhou espaço em um mercado dominado por marcas nacionais e internacionais, além de consumidores exigentes.</p>
<figure id="attachment_33839" aria-describedby="caption-attachment-33839" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33839 size-medium" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/difusor-confraria-dos-aromas-e1743626842632-265x300.jpeg" alt="" width="265" height="300" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/difusor-confraria-dos-aromas-e1743626842632-265x300.jpeg 265w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/difusor-confraria-dos-aromas-e1743626842632-150x170.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/difusor-confraria-dos-aromas-e1743626842632.jpeg 434w" sizes="(max-width: 265px) 100vw, 265px" /><figcaption id="caption-attachment-33839" class="wp-caption-text">Difusores de aromas exploram os cheiros de matérias-primas regionais. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Com a aproximação da COP30, a empresária dobrou a demanda por produtos e viu uma oportunidade para conquistar novos clientes com uma linha de sprays com a marca do evento. A ideia é explorar as matérias-primas nativas e o processo artesanal para oferecer fragrâncias leves, com frescor e vida. Para isso, Márcia já planeja também ações com marketing olfativo para fisgar turistas e as delegações internacionais que vão desembarcar em Belém.</p>
<blockquote><p>“Fui buscar inspiração nas bucólicas cidades do interior por onde já passei, onde os cheiros das frutas, sementes e plantas são marcantes e intensos, faz eu lembrar que a mãe natureza sempre nos presenteia de forma magnífica. Eu tenho um orgulho inenarrável de ser belenense, de honrar minhas raízes e dizer que nasci e moro na cidade da COP”, afirma Márcia Martínez.</p></blockquote>
<h3>O Pará como tema</h3>
<p>Já no segmento da moda, a estilista Lora Cirino tem mais de 20 anos de experiência criando roupas, calçados e acessórios com uma pegada sustentável, reaproveitando materiais que seriam descartados para fabricar produtos cheios de estilo vendidos em Belém e no Rio de Janeiro.</p>
<p>Aproveitando a visibilidade que a COP30 está gerando para os produtos do estado, Lora renovou a coleção da marca Osada neste ano tendo o Pará como tema principal. A bandeira serve de referência para as estampas para looks unissex, que incluem cangas, kimonos, camisas, saias e outras peças.</p>
<blockquote><p>“Tive muita sorte devido a bandeira possuir uma enorme estrela azul, as cores combinam entre si. A  bandeira é super bonita e falando de moda mesmo são duas cores primárias, então é algo muito fácil de vestir, fica bem em todo mundo”, comenta Lora</p></blockquote>
<figure id="attachment_33838" aria-describedby="caption-attachment-33838" style="width: 229px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33838 size-medium" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345-229x300.jpeg" alt="" width="229" height="300" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345-229x300.jpeg 229w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345-781x1024.jpeg 781w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345-768x1007.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345-150x197.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345-450x590.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345.jpeg 900w" sizes="(max-width: 229px) 100vw, 229px" /><figcaption id="caption-attachment-33838" class="wp-caption-text">Lora Cirino diz que paraenses querem fincar a bandeira onde quer que estejam. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>A novidade já caiu no gosto do público, que já enviou para a estilista fotos com as peças em diferentes partes do Brasil e do mundo. A expectativa é que a coleção continue em alta com esse momento de valorização da cultura paraense mundo afora.</p>
<blockquote><p>“Eu estou muito orgulhosa do caminho que essa coleção está tomando. Vários paraenses, que moram em outros países ou outros estados querem muito essas peças para dizer ‘sou paraense’, para fincar a sua bandeira onde quer que estejam”, destaca Lora Cirino.</p></blockquote>
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		<title>Projeto valoriza produção artesanal e turismo na região de Carajás</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/projeto-valoriza-producao-artesanal-e-turismo-na-regiao-de-carajas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 11:45:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Origens Carajás]]></category>
		<category><![CDATA[Parauapebas]]></category>
		<category><![CDATA[pequenos negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Sebrae]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/origens-carajas-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Empreendedores do sudeste paraense contam agora com uma plataforma de destaque para a divulgação de produções artesanais da região por meio do projeto Origem Carajás. A iniciativa é do Sebrae no Pará que busca fortalecer a economia local aproveitando a visibilidade que a COP30 está gerando para o estado. Uma das ações foi a criação [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/origens-carajas-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Empreendedores do sudeste paraense contam agora com uma plataforma de destaque para a divulgação de produções artesanais da região por meio do projeto Origem Carajás. A iniciativa é do Sebrae no Pará que busca fortalecer a economia local aproveitando a visibilidade que a COP30 está gerando para o estado.</p>
<p>Uma das ações foi a criação de um catálogo com produtos de cerca de 20 negócios locais, como artesanato em madeira, pedras naturais e barro, biocosméticos, biodecoração, biojoias, moda autoral sustentável e gastronomia. O material é bilíngue (inglês e português) e deve ser disponibilizado para turistas via QR Code em hotéis, restaurantes, shopping, aeroporto e outros locais.</p>
<blockquote><p>“Queremos fortalecer o empreendedorismo artesanal da região de Carajás, associado ao turismo em Parauapebas, além de potencializar o mercado, apresentar toda essa riqueza para o mercado e até para as pessoas que vierem de fora”, explica a gerente regional do Sebrae em Parauapebas, Ana Suzi Rego.</p></blockquote>
<p>Além disso, o Origens Carajás promove encontros e capacitações para os empresários, que têm a oportunidade de qualificar seus serviços e estratégias de divulgação, assim como estabelecer parcerias, trocar experiências e fechar negócios.</p>
<blockquote><p>“A ideia é que a COP30 contribua para que as belezas do estado sejam mais conhecidas, deixando como legado o fortalecimento de uma economia sustentável, impactando positivamente tanto os negócios locais quanto o meio ambiente””, reforça o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno.</p></blockquote>
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		<title>COP30 atrai turistas e faz chegadas internacionais a Belém dispararem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nahama Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2025 11:37:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/turismo-alterdochao_adriodenner-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Antes mesmo do início da conferência do clima das Nações Unidas, que ocorre pela primeira vez na Floresta Amazônica, a capital paraense já registra um aumento expressivo no turismo internacional. Segundo levantamento da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), o número de chegadas aéreas entre janeiro e novembro de 2024 foi 59% maior do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/turismo-alterdochao_adriodenner-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Antes mesmo do início da conferência do clima das Nações Unidas, que ocorre pela primeira vez na Floresta Amazônica, a capital paraense já registra um aumento expressivo no turismo internacional. Segundo levantamento da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), o número de chegadas aéreas entre janeiro e novembro de 2024 foi 59% maior do que no mesmo período de 2023, totalizando 29.685 desembarques. Suriname, França, Estados Unidos, Portugal e Holanda lideram os visitantes.</p>
<p>Para sediar o evento, obras de modernização na infraestrutura turística, como a reforma do Complexo Ver-o-Peso e do Mercado de São Brás foram reinauguradas em dezembro de 2024.</p>
<blockquote><p>“Estamos trabalhando para que o turista que vier a Belém possa conhecer nossa Floresta Amazônica e fique mais dias, tenha uma experiência que seja memorável e sustentável. O que está em disputa na COP30 é um novo modelo de desenvolvimento para a humanidade. Vamos mostrar, na prática, como o turismo é uma atividade que está conectada com os desafios postos, e pode promover sustentabilidade, gerando emprego e renda com impactos positivos para o meio ambiente e para as comunidades que recebem visitantes”, disse Marcelo Freixo, presidente da Embratur, em matéria publicada no <a href="https://portalamazonia.com/turismo/investimentos-cop30-turismo-belem/" target="_blank" rel="noopener">portal Amazonia</a>.</p></blockquote>
<p>O governo federal, em parceria com a Embratur e a Caixa Econômica Federal, destinou R$ 6 milhões para iniciativas de turismo de base comunitária na região, promovendo a participação de ribeirinhos em experiências turísticas sustentáveis. “Pela primeira vez, vamos investir um valor tão significativo para aproximar as pessoas que mais precisam de uma fonte de renda sustentável e ainda proporcionar experiências turísticas memoráveis”, destacou o ministro do Turismo, Celso Sabino.</p>
<p>De olho na COP 30, Belém também recebeu a primeira Escola de Turismo do Brasil, oferecendo cursos presenciais e online em áreas como gestão, educação ambiental e idiomas. A iniciativa tem como objetivo capacitar profissionais para atender às demandas do evento e fomentar o turismo na região.</p>
<p>Os investimentos federais somam R$ 4,7 bilhões, provenientes de diversas fontes, incluindo o Orçamento Geral da União, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Itaipu Binacional. Esse montante financiará obras e atividades voltadas para garantir a infraestrutura necessária para a COP 30, que reunirá líderes globais, diplomatas e representantes dos 193 países membros da ONU. A COP30 tem como objetivo consolidar novas ações diante da crise climática global.</p>
<p>A 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30) deve receber mais de 40 mil pessoas entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém, no Pará, segundo estimativa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).</p>
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		<title>Em 2024, paraenses brilharam com prêmios nacionais e internacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Dec 2024 13:10:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[amêndoas]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[flor de jambu]]></category>
		<category><![CDATA[gin]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[queijos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/cacau_premio-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Explorando a tradição, a inovação, a criatividade e a originalidade muitas iniciativas paraenses estão conquistando o público do Brasil e do exterior. A criação de produtos com ingredientes típicos da região, valorizando as características dos territórios e a promoção da cultura do estado são alguns dos fatores responsáveis pelo sucesso que o “made in Pará” [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/cacau_premio-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Explorando a tradição, a inovação, a criatividade e a originalidade muitas iniciativas paraenses estão conquistando o público do Brasil e do exterior. A criação de produtos com ingredientes típicos da região, valorizando as características dos territórios e a promoção da cultura do estado são alguns dos fatores responsáveis pelo sucesso que o “made in Pará” tem alcançado.</p>
<p>Um dos destaques da economia do estado é a cacauicultura, que abastece o mercado com a matéria-prima para a produção de chocolates. Mas além de fornecer o fruto para grandes empresas, agricultores têm aproveitado para demonstrar que o Pará é referência tanto em quantidade quanto em qualidade de cacau. Um exemplo disso é o trabalho dos produtores Míriam Federicci Vieira e Robson Brogni, do município de Medicilândia, que ficaram, respectivamente, com as medalhas de <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/cacau-do-para-leva-ouro-e-prata-na-premiacao-cocoa-of-excellence-awards-na-europa/">ouro e prata na premiação Cocoa of Excellence Awards (Cacau de Excelência)</a> deste ano.</p>
<p>Realizado na Holanda, o concurso reconhece as melhores amêndoas de cacau do mundo e evidencia aspectos como as características sensoriais e o chamado “terroir”, que é um termo utilizado para destacar as peculiaridades que ele possui devido à relação íntima que possui com o solo e o ambiente do entorno. É esse <em>terroir</em> enriquecido pela conservação da floresta e as práticas sustentáveis da agricultura familiar que ajuda o estado a se tornar uma potência de um setor em expansão.</p>
<blockquote><p>“Graças a tecnologia e assistência técnica, conseguimos produzir frutos de qualidade, que nos permitiu ter alta produtividade e chegar a esse resultado vitorioso. Estamos muito satisfeitos com o prêmio, porque nos dá a certeza de que esse é o caminho certo”, acrescenta a premiada Míriam Vieira, que já está classificada para a <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/produtores-do-para-vencem-concurso-nacional-de-cacau-e-se-classificam-para-competicao-mundial/">próxima edição do concurso</a>.</p></blockquote>
<figure id="attachment_27214" aria-describedby="caption-attachment-27214" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27214 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/amz_dry-gin-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/amz_dry-gin-1024x768.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/amz_dry-gin-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/amz_dry-gin-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/amz_dry-gin-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/amz_dry-gin-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/amz_dry-gin-1200x900.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/amz_dry-gin.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-27214" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Outro negócio paraense que ganhou destaque foi o <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/gin-de-flor-de-jambu-produzido-no-para-ganha-medalha-de-prata-em-concurso-internacional/">AMZ Tropical Gin</a> no segmento das bebidas. Com uma fórmula que combina notas de zimbro, coentro e flor de jambu, a bebida conquistou o 2º lugar no prêmio World Gin Awards 2024, ficando à frente de mais de mil concorrentes e sendo o único produto brasileiro a pontuar na categoria “signature botanical”.</p>
<p>Já em Salvaterra, no arquipélago do Marajó, o <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/com-foco-em-boas-praticas-agropecuarias-casal-produz-queijo-do-marajo-premiado/">casal Cecília e Marcus Pinheiro, responsáveis pela Fazenda São Victor</a>, conseguiram projeção no Brasil e no exterior com os queijos artesanais que valorizam as práticas tradicionais marajoaras, reconhecidas pelo selo de indicação geográfica, e as boas práticas agropecuárias que garantem o bem-estar animal e uma produção mais sustentável.</p>
<figure id="attachment_28132" aria-describedby="caption-attachment-28132" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28132 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Cecilia-e-Marcus-Pinheiro-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-1024x684.jpg" alt="" width="1024" height="684" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Cecilia-e-Marcus-Pinheiro-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-1024x684.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Cecilia-e-Marcus-Pinheiro-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Cecilia-e-Marcus-Pinheiro-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-768x513.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Cecilia-e-Marcus-Pinheiro-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-1536x1025.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Cecilia-e-Marcus-Pinheiro-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-2048x1367.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Cecilia-e-Marcus-Pinheiro-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Cecilia-e-Marcus-Pinheiro-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Cecilia-e-Marcus-Pinheiro-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-1200x801.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-28132" class="wp-caption-text">Cecília e Marcus Pinheiro estão a frente da criação de búfalos e produção de queijo da Fazenda São Victor. Foto: Fernando Sette</figcaption></figure>
<p>O resultado são produtos com identidade e sabores únicos, o que já chamou atenção de jurados de alguns dos mais importantes concursos de queijos, como o Prêmio Ouro do Encontro Nacional de Criadores de Búfalo e Marajó Búfalos em 2017 e a prata na 4ª Edição do Mondial du Fromage et des Produits Laitiers, realizado na França.</p>
<blockquote><p>“Para os consumidores, os selos asseguram a procedência do nosso queijo, trazendo segurança de comprar um queijo diferenciado, de um<em> terroir</em> que evidencia com nitidez o sabor. Um queijo único, característico da ilha do Marajó agregando valor ao nosso produto. Além de que contribui para a fortificação do turismo para a Ilha, hoje de fundamental importância para seu crescimento econômico”, ressalta Cecília Pinheiro.</p></blockquote>
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		<title>Baixo Amazonas vê na COP 30 oportunidade para expandir negócios sustentáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nahama Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Dec 2024 12:53:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[COP-30]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Sebrae]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/viveiro-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A região do Baixo Amazonas, no Pará, tem se destacado como um exemplo de que a sustentabilidade pode gerar novas oportunidades de negócios. Com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que ocorrerá em Belém em 2025, municípios como Santarém, Mojuí dos Campos, Belterra e o Distrito de Alter do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/viveiro-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A região do Baixo Amazonas, no Pará, tem se destacado como um exemplo de que a sustentabilidade pode gerar novas oportunidades de negócios. Com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que ocorrerá em Belém em 2025, municípios como Santarém, Mojuí dos Campos, Belterra e o Distrito de Alter do Chão estão investindo cada vez mais em iniciativas sustentáveis, ganhando visibilidade ao aliar preservação ambiental e desenvolvimento econômico.</p>
<h3>Viveiro Florestal Ardosa</h3>
<p>Uma das iniciativas de destaque é o Viveiro Florestal Ardosa, que se dedica ao cultivo de mudas nativas da Amazônia. Em colaboração com comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, o viveiro é certificado pelo Ministério da Agricultura e fornece mudas para empresas e associações da agricultura familiar com o objetivo de reflorestar e recompor o meio ambiente. Nos últimos 10 anos, o Viveiro Ardosa já produziu mais de 500 mil mudas.</p>
<p>Sob a gestão do biólogo Sidcley Matos e da médica veterinária Adna Picanço, o Viveiro destaca-se pela parceria com o Sebrae, que tem sido essencial na capacitação profissional e na estruturação do negócio. Ao portal do <a href="https://agenciasebrae.com.br/cultura-empreendedora/municipios-do-baixo-amazonas-no-para-concentram-iniciativas-do-sebrae-para-impulsionar-negocios-sustentaveis/" target="_blank" rel="noopener">Agência Sebrae</a>, Matos disse acreditar que, com a COP 30 em Belém, a expectativa é de expandir ainda mais o projeto.</p>
<blockquote><p>“Agora, com a COP 30, estamos confiantes em ganhar maior visibilidade para expandir o Viveiro. Esperamos que, com o apoio do Sebrae, a Conferência nos traga novos recursos, conhecimento e estímulos para que possamos recuperar a floresta e manter o que já está em pé”, afirma Matos.</p></blockquote>
<p>Além de contribuir para a preservação ambiental, o Viveiro Florestal Ardosa também promove inclusão social e econômica, envolvendo as comunidades locais na produção de sementes e mudas de diversas espécies, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como o Acapu, a Itauba e o Pau Amarelo.</p>
<h3>Sorveteria Boto – Gelato da Amazônia</h3>
<p>Outro exemplo de negócio sustentável de sucesso é a sorveteria Boto – Gelato da Amazônia, que produz sorvetes artesanais utilizando ingredientes típicos da região, como cupuaçu, castanha do Pará e jambo. A empresa, que também recebeu apoio do Sebrae, ampliou seus negócios e tem impactado positivamente a economia local.</p>
<p>Para os empreendedores locais, a COP 30 representará uma oportunidade única de mostrar à comunidade internacional como a Amazônia pode ser um modelo de desenvolvimento sustentável, com negócios que preservam a floresta e geram benefícios para a região.</p>
<h3>Instituto Amazônia 4.0</h3>
<p>O Instituto Amazônia 4.0, idealizado por Ismael Nobre e Sônia dos Santos, é mais um exemplo de modelo de negócio sustentável. A iniciativa, localizada em Belterra, combina conhecimentos tradicionais com ciência e indústria por meio de biofábricas móveis, os Laboratórios Criativos da Amazônia (LCAs). Esses estabelecimentos desenvolvem métodos avançados para transformar insumos da floresta em produtos de alto valor agregado, com capacitação e a inclusão dos moradores locais.</p>
<p>Ismael conta que, com o apoio do Instituto, Selma Ferreira, agricultora e integrante da Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais de Belterra (Amabela) conseguiu, por exemplo organizar a produção de Cupulate, um chocolate feito a partir da semente do cupuaçu. Com orientação, a associação formada exclusivamente por mulheres fortaleceu o empreendedorismo feminino, permitindo que as agricultoras ampliem a oferta de produtos, gerem renda para suas famílias e conquistem autonomia financeira.</p>
<h3>MuCA</h3>
<p>O Museu de Ciência da Amazônia (MuCA), localizado em Belterra, integra saberes tradicionais e ciência avançada ao promover o desenvolvimento sustentável e a bioeconomia. Seu acervo é diferenciado, com amostras da biodiversidade da Floresta Nacional do Tapajós e alinhada a educação e o conhecimento científico como ferramentas para a conservação da natureza.</p>
<p>O MuCA funciona como um espaço que une pesquisa, geração de emprego e comércio, beneficiando diretamente a região amazônica. Projetos como a Deverás Amazônia, que utiliza insumos da floresta, e a Xibé, que cria moda sustentável com tingimentos naturais, são exemplos de como a ciência e a inovação podem gerar produtos com valor agregado.</p>
<blockquote><p>Para o coordenador geral Luiz Moura, coordenador geral do projeto, o objetivo do MuCA é ser grande receptivo de produtos e serviços. &#8220;Temos iniciativas que valorizam a cultura da Amazônia e queremos expressar a identidade ancestral por meio do MuCA e contamos com o Sebrae para aprimorar este objetivo.”</p></blockquote>
<h3>Bionama</h3>
<p>A Bionama é uma empresa que nasceu no Laboratório de Biotecnologia de Plantas Medicinais e é conduzida por uma equipe interdisciplinar formada por pesquisadores e empreendedores, como a Dra. Josiane Almeida, Dra. Elaine Oliveira, Gabriel Ranieri, Laenir Anjos e Wallacy Barreto.</p>
<p>O empreendimento é fruto de anos de pesquisa e contribui para a bioeconomia com a criação de produtos acessíveis e sustentáveis, valorizando comunidades locais e seus clientes. A Bionama oferece itens como sabonetes com óleos essenciais, hidratantes feitos de manteiga de cupuaçu, brownies de Ora-Pro-Nóbis com alto teor proteico, além de farinhas de Uxi Amarelo e Cumaru.</p>
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