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	<title>Emporium Caeteuara Pastifício &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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		<title>Chef cria massas artesanais com frutas, ervas e hortaliças amazônicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2025 13:30:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Emporium Caeteuara Pastifício]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Massas amazônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251009_113655_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Dentro da cozinha de um restaurante em Bragança, no nordeste paraense, a imaginação do chef Valfir Ribeiro misturou a criatividade das receitas com uma ideia de empreendimento: e se fosse possível fazer gastronomia sem aditivos, sem industrializados, usando apenas o que a terra oferece de forma orgânica e sustentável? Foi assim, ainda no salão do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251009_113655_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Dentro da cozinha de um restaurante em Bragança, no nordeste paraense, a imaginação do chef Valfir Ribeiro misturou a criatividade das receitas com uma ideia de empreendimento: e se fosse possível fazer gastronomia sem aditivos, sem industrializados, usando apenas o que a terra oferece de forma orgânica e sustentável?</p>
<p>Foi assim, ainda no salão do restaurante onde era sócio e chef, que o embrião da Emporium Caeteuara Pastifício, que fabrica massas a partir de ingredientes como açaí, jambu, taioba e chicória, foi gerado. Valfir diz que, aos poucos, começou a fazer experimentos e se permitiu ser guiado pela própria intuição.</p>
<p>Desde então, ele começou a produzir seus próprios temperos a partir de insumos da agricultura familiar, assim como abriu espaço para a venda de farinhas artesanais, panelas de barro e outros itens feitos pelas comunidades próximas.</p>
<p>Algum tempo depois, enquanto ministrava aulas para alunos de gastronomia vindos de São Paulo, veio a afirmação definitiva: de que na sua cozinha nascia a semente de um novo tipo de negócio.</p>
<blockquote><p>“A Emporium nasceu definitivamente em 2014, quando fui convidado para o Ver-o-Peso da Cozinha Paraense (evento local de culinária de origem). Fui para Belém apresentar um prato com mandioca, daí, além dela, eu trouxe também a mandiocaba (raiz mais adocicada da mandioca) que ninguém conhecia até então, né? E isso foi um boom”, relembra.</p></blockquote>
<p>A mandiocaba (<em>Manihot esculenta Crantz</em>) é uma das variedades de mandioca existentes no Pará e em outros estados do Norte do Brasil, destacada pelo grande teor de açúcares livres, principalmente glicose e sacarose.</p>
<p>Valfir aprendeu a produzir massas no final da adolescência, quando aumentou seu interesse pelo setor da culinária.</p>
<blockquote><p>“Não teve a figura da Nonna, da avó com receitas de família. O que aprendi tinha uma linguagem mais técnica, um cuidado especial nas proporções para produzir uma massa esteticamente bonita no prato e ao mesmo tempo cheia de sabor”, diz.</p></blockquote>
<p>Após passar por uma verdadeira viagem no tempo, enquanto voltava de Belém, relembrando as frutas que consumia com a avó, ele voltou para Bragança com a decisão de transformar o Emporium num grande negócio.</p>
<h3>Renda justa e estratégica</h3>
<p>Os insumos usados por Valfir, que fabrica as massas sozinho, vêm de diversas fontes com dois pontos em comum: todas são fruto da agricultura familiar e dispensam a atividade dos atravessadores, que reduzem a renda que chega às famílias.</p>
<p>Em Ananindeua, na Grande Belém, o abastecimento é feito por hortas periurbanas e de ilhas do município como Santa Rosa e São João Pilatos. Já outros frutos chegam de cidades do Baixo Tocantins e do Arquipélago do Marajó.</p>
<p>O empreendedor explica que a produção é feita de acordo com os ciclos da floresta e as safras de cada matéria-prima, por isso existe uma rotatividade nos sabores oferecidos a cada época do ano.</p>
<p>Entre os sabores tradicionais e sazonais estão tucumã, buriti, açaí, jambu, cariru e outras frutas, folhas e flores regionais.</p>
<blockquote><p>“A gente aproveita desde o momento que o primeiro fruto maduro cai no solo. Aí inicia uma corrida para chegar aqui o mais fresco possível para iniciar a produção”, conta.</p></blockquote>
<p>A parceria com o chef com as comunidades é completa: além de comprar a produção local, Valfir investe na transferência de conhecimento. Por meio de oficinas, ele ensina os produtores a processar seus produtos, transformando-os em subprodutos de maior valor — como geleias e farinhas especiais — e, assim, elevando significativamente o potencial de lucro.</p>
<h3>Do quintal para o mundo</h3>
<p>Se parte do mercado local ainda resiste à iniciativa, o mercado nacional e internacional abraça o projeto cada vez mais.</p>
<p>Valfir conta que a Emporium possui parceiros em estados como Bahia, São Paulo, Brasília e Rio Grande do Sul, que comercializam seus produtos. Os demais estados brasileiros concentram o maior volume de vendas.</p>
<p>Já a internacionalização veio com a participação em um curso da Apex Brasil voltado para micro e pequenos empreendedores sustentáveis. Agora, os pedidos também alcançam países como Portugal, França, Itália e Austrália.</p>
<p>O fundador avalia que a estrutura da Emporium ainda é enxuta, mas garante que o caminho está sendo trilhado com responsabilidade e solidez.</p>
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