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	<title>emissão &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>emissão &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Concentração excessiva de carbono pode colocar a Amazônia à beira de um “precipício climático”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2023 14:35:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/greenpeace-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um novo estudo publicado na revista Nature Climate Change estimou que a porção sudeste da floresta amazônica concentra sozinha 40% das perdas que podem ocorrer nos estoques de carbono em biomas tropicais devido à mudança do clima. Isso pode comprometer a capacidade da Amazônia de absorver mais carbono do que emitir, o que representaria um ponto de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/greenpeace-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um novo estudo publicado na revista <a href="https://www.nature.com/articles/s41558-023-01600-z" target="_blank" rel="noopener">Nature Climate Change</a> estimou que a porção sudeste da floresta amazônica concentra sozinha 40% das perdas que podem ocorrer nos estoques de carbono em biomas tropicais devido à mudança do clima. Isso pode comprometer a capacidade da Amazônia de absorver mais carbono do que emitir, o que representaria um ponto de inflexão no processo de degradação da floresta e um petardo quase fatal às esperanças de conter o aquecimento global.</p>
<p>Em um cenário de aquecimento maior, a perda de capacidade de absorção de carbono por esses biomas tropicais seria de 20,1%. Já em um cenário mais ponderado, a redução estimada é de até 12%. Essas porcentagens podem parecer pequenas, mas os números absolutos e em escala são mais assustadores.</p>
<blockquote><p>&#8220;A perda de carbono nas florestas tropicais do sul e leste da Amazônia, e do importante trabalho que elas realizam em termos de ciclagem do carbono e da água, terá um impacto ainda maior no clima, criando uma espécie de retroalimentação entre essa região e a atmosfera”, explica, em<a href="https://umsoplaneta.globo.com/energia/noticia/2023/02/13/sudeste-da-amazonia-concentra-40percent-do-carbono-que-bioma-deveria-liberar-ate-2100.ghtml" target="_blank" rel="noopener"> nota,</a> Maria del Rosario Uribe, pesquisadora e professora no departamento de Ciência do Sistema Terrestre da Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos, e principal autora do artigo</p></blockquote>
<p>A cada 1ºC de aumento da temperatura média global, o impacto na perda de fixação do carbono em biomas tropicais seria o equivalente a uma liberação 10 vezes maior que as emissões anuais do Brasil ou de quase metade das emissões globais anuais. Assim, de acordo com o estudo, a Amazônia pode estar à beira de um “precipício climático”, que ainda pode ser agravado com a continuidade do desmatamento.º</p>
<blockquote><p>“Compensa sim investir na conservação, porque as mudanças climáticas sozinhas não serão capazes de destruir os ecossistemas tropicais”, <a href="https://ipam.org.br/mudancas-climaticas-reduzem-estoques-de-carbono-em-florestas-da-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">assinalou</a> Paulo Brando, pesquisador do IPAM e professor da Universidade de Yale (EUA), um dos autores do estudo. “[Ao mesmo tempo] parte considerável das perdas irão ocorrer na Amazônia, em nível mais ou menos grave, afetando completamente a sociobiodiversidade. É urgente mitigar esse cenário de precipício climático com a redução das emissões globais e com o fortalecimento de medidas de conservação e adaptação”.</p></blockquote>
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		<title>COP27: Conferência do Clima da ONU começa no Egito com vários desafios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2022 18:12:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CURSOS & EVENTOS]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/52484457363_7d80011078_o-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A COP27 (27ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas) começou no domingo, 6/11, em Sharm El-Sheikh, no Egito, sob o signo de múltiplas crises. Representantes do governo paraense estarão presentes no encontro, que discute o clima até o dia 18 de novembro. Os efeitos devastadores das mudanças climáticas estão recaindo muito [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/52484457363_7d80011078_o-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A COP27 (27ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas) começou no domingo, 6/11, em Sharm El-Sheikh, no Egito, sob o signo de múltiplas crises. Representantes do governo paraense estarão presentes no encontro, que discute o clima até o dia 18 de novembro. Os efeitos devastadores das mudanças climáticas estão recaindo muito fortemente sobre nós.</p>
<p>No ano de 2022, eventos climáticos extremos mais uma vez se sucederam em ritmo acelerado, desde as enchentes em Petrópolis no início do ano às enchentes mortíferas no Paquistão, com 33 milhões de pessoas deslocadas, passando por ondas de calor na Ásia e na Europa e a seca no Chifre da África, ao sul do local da COP, que já deslocou 1,5 milhão de pessoas e traz de volta o espectro da fome à Somália.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a recuperação da economia mundial após a pior fase da Covid-19 fez as emissões de gases de efeito estufa subirem a níveis provavelmente nunca vistos &#8211; apenas as emissões por uso de energia em 2021, último ano para o qual há dados, chegaram a 52,8 bilhões de toneladas e podem ter batido o recorde histórico de 2019. E aí houve a guerra.</p>
<h3>Guerra</h3>
<p>A invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro, causou um ressurgimento dos combustíveis fósseis, com o aumento da produção de petróleo em vários países e o retorno do carvão mineral em nações europeias como a Alemanha. Cereja do bolo, os EUA, maior emissor histórico do planeta, começarão a COP com eleições para o Congresso, nas quais o Partido Democrata, do presidente Joe Biden, está ameaçado de perder o controle da Câmara para os republicanos, ligados a Donald Trump e ao negacionismo climático.</p>
<p>Nesse contexto climático e geopolítico ocorre a &#8220;COP da Implementação&#8221;, como ela vem sendo chamada pelos anfitriões egípcios. É a primeira conferência do clima após o fechamento do livro de regras do Acordo de Paris, em 2021. Sharm El-Sheikh, no continente africano, deveria ser o local onde os países enfim se uniriam para dar substância ao acordo firmado na COP26, em Glasgow, para manter viva a meta de limitar o aquecimento global a 1,5º C. Para isso, é preciso reconstruir a confiança entre os países, perdida ao longo de um ano de guerra, no qual a cooperação multilateral declinou.</p>
<h3>Principais temas</h3>
<p>A COP27 precisa avançar em agendas cruciais deixadas em aberto em Glasgow, como a do financiamento climático, a das perdas e danos e a da aceleração da ambição das metas de corte de emissão dos países. O mundo tem apenas 96 meses para cortar emissões em 43% e dar uma chance ao 1,5º C.</p>
<p>Isso não ocorrerá sem um aumento disruptivo da ambição climática dos países do G20 (que respondem por 75% das emissões do mundo) até 2030: segundo a própria Convenção do Clima, a soma das NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas), inclusive as 24 novas apresentadas no último ano, no máximo farão o mundo chegar em 2030 com os mesmos níveis de emissão de 2019 &#8211; de acordo com o Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, é uma redução de menos de 1% nas emissões projetadas no ano passado.</p>
<p>A concentração de gases de efeito estufa na atmosfera cresceu em 2021 mais rápido do que a média da última década &#8211; que viu o maior crescimento nas emissões de toda a história humana. Tudo somado, estamos, na melhor das hipóteses, no rumo de um aquecimento de 2,4º C.</p>
<p>Esses três temas críticos (financiamento, perdas e danos e mitigação) devem dominar as discussões em Sharm El-Sheikh, com potencial de impasse e implosão das conversas.</p>
<h3>Financiamento</h3>
<p>No tema de finanças, os países ricos terão dificuldade de explicar por que ainda não cumpriram o compromisso de disponibilizar US$ 100 bilhões por ano para os países em desenvolvimento a partir de 2020. Terão também de sinalizar o que estão dispostos a botar na mesa a partir de 2025, quando as metas de financiamento terão de ser revistas. Sem que esse bode saia da sala, os países em desenvolvimento têm pouco estímulo para cooperar no chamado Mitigation Work Programme, um &#8220;acelerador de ambição&#8221; climática lançado em Glasgow.</p>
<p>Algumas nações emergentes chegam a acusar o programa de ser uma tentativa de renegociação do Acordo de Paris. Por fim, tanto emergentes quanto países pobres usarão a COP africana para pressionar pelo avanço em perdas e danos, uma agenda maldita para os países ricos. Trata-se de maneiras de financiar danos climáticos aos quais já não cabe adaptação, especialmente nos LDCs (países menos desenvolvidos). As nações ricas não gostam do tema: insistem em tratá-lo dentro da agenda de adaptação, mas são assuntos distintos.</p>
<h3>De volta ao mapa</h3>
<p>Uma das poucas injeções de ânimo na COP27 vem do Brasil. Depois de quatro anos entre os maiores párias climáticos do planeta, o país enfim encerrou o governo Bolsonaro e elegeu Luiz Inácio Lula da Silva, que prometeu fazer do clima peça central de sua política externa e acenou com o desmatamento zero na Amazônia.</p>
<p>Lula deverá ir à COP com duas de suas principais auxiliares, Marina Silva e Simone Tebet, e anunciará em Sharm El-Sheikh o nome do(a) ministro(a) do Meio Ambiente. O reengajamento do quinto maior emissor do mundo na agenda dá impulso político à conferência.</p>
<p>O próprio Brasil, porém, chega ao Egito com seu quinhão de más notícias. Legado do presidente que sai, as emissões de gases de efeito estufa cresceram em 2021 pelo quarto ano seguido e atingiram 2,4 bilhões de toneladas brutas, na maior alta desde 2003 (12%). O desmatamento está fora de controle e quase certamente ficará acima dos 10.000 quilômetros quadrados em 2022.</p>
<p>Haverá também uma profusão de Brasis representados na COP: o governo atual, deslegitimado pela comunidade internacional, com um pavilhão de 300 metros quadrados, um dos maiores da COP; os governadores da Amazônia, na expectativa de captar recursos para seus Estados, com um pavilhão separado do oficial &#8211; o regime convidou os Estados para participar do Espaço Brasil, mas não queria que eles falassem de florestas; o governo eleito, com legitimidade, mas ainda sem poder; e a sociedade civil, representada no Brazil Climate Action Hub.</p>
<p><em>Fonte: Observatório do Clima</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/cop27-pequenos-agricultores-querem-espaco-para-discutir-seguranca-alimentar/?preview_id=13048&amp;preview_nonce=0cefedd39a&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=13051&amp;preview=true">COP27: Pequenos agricultores querem espaço para discutir segurança alimentar</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cop27-agricultura-de-baixo-carbono-deve-ser-regra-no-brasil-nao-promessa/?preview_id=13055&amp;preview_nonce=1b0dd04a7a&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=13058&amp;preview=true">COP27: Agricultura de baixo carbono deve ser &#8216;regra&#8217; no Brasil, não promessa</a></p>
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		<title>Desmatamento faz emissão de gases de efeito estufa ter a maior alta em 19 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Nov 2022 16:26:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/gases-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As emissões de gases de efeito estufa do Brasil tiveram em 2021 sua maior alta em quase duas décadas. Dados do SEEG, o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima, mostram que, no ano passado, o país emitiu 2,42 bilhões de toneladas brutas de CO2 equivalente, um aumento de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/gases-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As emissões de gases de efeito estufa do Brasil tiveram em 2021 sua maior alta em quase duas décadas. Dados do SEEG, o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima, mostram que, no ano passado, o país emitiu 2,42 bilhões de toneladas brutas de CO<sub>2</sub> equivalente, um aumento de 12,2% em relação a 2020 (2,16 bilhões de toneladas).</p>
<p>Alta maior só foi verificada em 2003, ano em que o país atingiu seu recorde histórico de emissões. Naquele ano, a alta foi de 20%, puxada pela explosão do desmatamento na Amazônia.</p>
<p>No ano passado, as emissões por desmatamento também foram as principais responsáveis pela elevação. Impulsionadas pelo terceiro ano seguido de crescimento da área desmatada na Amazônia e demais biomas no governo de Jair Bolsonaro, as emissões por mudança de uso da terra (MUT) e florestas tiveram alta de 18,5%. A destruição dos biomas brasileiros emitiu 1,19 bilhão de toneladas brutas no ano passado — mais do que o Japão —, contra 1 bilhão de toneladas em 2020.</p>
<p>Mas quase todos os setores da economia tiveram forte alta: ela foi de 3,8% na agropecuária, setor que costuma ter flutuações pequenas nos gases de efeito estufa; 8,2% no setor de processos industriais e uso de produtos; e 12,2% no setor de energia, a maior alta desde o “milagre econômico” da ditadura militar, em 1973. O setor de resíduos foi o único com emissões estáveis de 2020 para 2021.</p>
<h3><strong>Energia: maior alta em 50 anos</strong></h3>
<p>A elevação em energia e indústria se deve a uma série de fatores. Um deles é a retomada da economia após a fase mais grave da pandemia de Covid-19. Neste caso, o Brasil acompanhou a tendência mundial: um relatório do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) lançado na última quinta-feira (27/10) mostrou que, após uma queda de 4,7% em 2020, ano de pico da pandemia, as emissões do mundo voltaram a subir rapidamente em 2021 e podem ter batido o recorde histórico de 2019.</p>
<p>No Brasil, o setor de energia emitiu 435 milhões de toneladas de CO<sub>2 </sub>equivalente em 2021 contra 387 milhões em 2020.</p>
<blockquote><p>“Proporcionalmente, as emissões explodiram pelo fato de o consumo ter caído em 2020 por causa da Covid. No ano passado, o consumo energético voltou a patamares de 2014”, afirma Felipe Barcellos, analista de projetos do Instituto de Energia e Meio Ambiente, organização responsável pelos cálculos de energia e processos industriais do SEEG.</p></blockquote>
<p>No entanto, dois outros fatores explicam a maior alta de emissões em quase 50 anos no setor. Um deles foi a crise hídrica de 2021, decorrente da pior estiagem em nove décadas no Centro-Sul do país. Ela secou as hidrelétricas e forçou o acionamento de termelétricas, que o governo tornou permanente. Isso diminuiu a parcela de energias renováveis na matriz elétrica nacional. Enquanto o consumo de eletricidade aumentou 4%, as emissões por geração de eletricidade cresceram 46%. Um terceiro fator, também decorrente da seca, foi a queda na safra de cana no Sudeste, que levou a uma alta do preço do etanol — reduzindo, consequentemente, a participação do biocombustível nos transportes.</p>
<h3>Agropecuária</h3>
<p>A agropecuária teve as maiores emissões da série histórica: 601 milhões de toneladas, contra 579 milhões em 2020. Se fosse um país, o agro brasileiro seria o 16<sup>o</sup> maior emissor do planeta, à frente da África do Sul.</p>
<p>A pecuária — em especial o metano emitido pelos arrotos do rebanho bovino — é a principal fonte, com 79,4% das emissões do setor. O aumento expressivo do rebanho bovino em 2021, de 3,1% (seis vezes mais que a média dos últimos 18 anos), foi o principal fator a influenciar o aumento das emissões. A última vez que o país viu um crescimento tão grande no número de cabeças de gado foi em 2004.</p>
<p>Na agricultura, pesaram a alta no consumo de fertilizantes nitrogenados (13,8%) e o volume de calcário nas lavouras, que subiu 20%.</p>
<blockquote><p>“O mais preocupante é que, mesmo com os compromissos assumidos pelo país em sua NDC (a meta no Acordo de Paris), no Compromisso Global do Metano e no Plano ABC, que tem mais de dez anos, em 2021, tivemos o recorde de emissões para a pecuária e a agricultura do Brasil”, salienta Renata Potenza, coordenadora de Clima e Cadeias Agropecuárias do Imaflora. “Considerando as metas de redução de emissões assumidas na NDC do país para 2025 e 2030, o patamar atual torna o alcance dessas metas cada vez mais distante.”</p></blockquote>
<h3>Resíduos</h3>
<p>No setor de resíduos, que engloba principalmente a disposição de lixo (64% das emissões) e o tratamento de esgoto (28%), as emissões permaneceram essencialmente inalteradas (91,1 milhão de toneladas em 2021 contra 91,2 milhões em 2020).</p>
<blockquote><p>“Na verdade, houve uma pequena — bem pequena — redução, da ordem de 0,12%. Isso é inédito na série histórica”, observa Iris Coluna, assessora técnica do ICLEI, responsável pelas estimativas desse setor. “E foi por um ótimo motivo.” Houve uma redução nas emissões relacionadas com a disposição final de resíduos sólidos, alavancada por um aumento na quantidade de metano recuperado em aterros sanitários.</p></blockquote>
<p>O metano advém da decomposição dos resíduos orgânicos nos aterros. Um jeito de minimizar o impacto dessas emissões (e ainda obter receita) é capturar o metano e queimá-lo para gerar energia. A queima do metano (CH<sub>4</sub>) produz CO<sub>2</sub>, que comparativamente tem um potencial muito menor de aquecer o planeta. Além disso, o CO<sub>2</sub> é compensado pela fotossíntese que produziu a biomassa, por fim decomposta no aterro (e que gera metano).</p>
<blockquote><p>“A gente saiu de uma recuperação de 452 mil em 2020 para 531 mil toneladas de metano em 2021, por conta do aumento da captura dos aterros de Caieiras e CTR Leste, em São Paulo”, explica Coluna. “Mas temos muito espaço para ampliar a adoção dessas metas, diversificando as rotas de tratamento, aumentando as taxas de compostagem e reciclagem e diminuindo a geração.”</p></blockquote>
<h3><strong>O campeão continua o mesmo</strong></h3>
<p>O grande vilão, responsável por 49% de todas as emissões do país, foram as mudanças de uso da terra. O desmatamento na Amazônia, respondeu por 77% das emissões por MUT em 2021. O aumento nas emissões brutas do setor, de 18,5%, só é superado na série histórica pelo ano de 2003, no qual o crescimento foi de 30%.</p>
<p>Também foi detectado aumento expressivo, de 65%, no carbono emitido pelo desmatamento da Mata Atlântica. No Cerrado, as emissões foram de 117 milhões de toneladas, com aumento de 4%.</p>
<blockquote><p>“A taxa de desmatamento em 2021 na Amazônia Legal foi de 13.038 km<sup>2</sup>, a maior desde 2006, quando o desmatamento estava em franco decréscimo desde os 27.772 km<sup>2</sup> vistos em 2004. Isso demonstra que o aumento das emissões atualmente está refletindo esse retrocesso nos padrões de desmatamento”, comenta Bárbara Zimbres, pesquisadora do Ipam.</p></blockquote>
<h3>Queimadas</h3>
<p>O SEEG também fez uma estimativa do impacto das queimadas não associadas ao desmatamento, como as produzidas por incêndios florestais na Amazônia. Elas produzidas pelo homem, mas não são contabilizadas no inventário oficial brasileiro. Puderam ter sua extensão verificada pela primeira vez por meio do MapBiomas Fogo. Caso fossem computadas, representariam um acréscimo de 8% nas emissões por MUT no Brasil.</p>
<p>Segundo Tasso Azevedo, coordenador do SEEG, o balanço de dez anos do Sistema, mostra que o Brasil teve uma década perdida para controlar sua poluição climática.</p>
<blockquote><p>“Desde a regulamentação da Política Nacional sobre Mudança do Clima, em 2010, nós estamos patinando. Não apenas não conseguimos reduzir nossas emissões de maneira consistente, como as aumentamos nos últimos anos, e de forma expressiva”, destaca. “O Brasil tem as ferramentas de política pública, a tecnologia e os recursos para mudar sua trajetória, mas é preciso que o governo e a sociedade entendam que isso é fundamental para dar segurança à população em tempos de eventos extremos acelerados e também para alavancar a economia.”</p></blockquote>
<p><strong>Sobre o SEEG </strong>— Foi criado em 2012 para atender a uma determinação da PNMC (Política Nacional de Mudanças Climáticas). O decreto que regulamenta a PNMC estabeleceu que o país deveria produzir estimativas anuais de emissão, de forma a acompanhar a execução da política. O governo, porém, não as produziu. Os inventários nacionais, instrumentos fundamentais para conhecer em detalhe o perfil de emissões do país, são publicados apenas de cinco em cinco anos.</p>
<p>O SEEG (<a href="http://www.seeg.eco.br/" target="_blank" rel="external noopener noreferrer" data-wpel-link="external">seeg.eco.br</a>) foi a primeira iniciativa nacional de produção de estimativas anuais para toda a economia. Ele foi incorporado ao Observatório do Clima em 2013. Hoje, em sua 10ª edição, é uma das maiores bases de dados nacionais sobre emissões de gases estufa do mundo, compreendendo as emissões brasileiras de cinco setores (Agropecuária, Energia, Mudança de Uso da Terra, Processos Industriais e Resíduos).</p>
<p>As estimativas são geradas segundo as diretrizes do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), com base nos Inventários Brasileiros de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases do Efeito Estufa, do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações).</p>
<p><strong> </strong><strong>Sobre o Observatório do Clima</strong> — Fundado em 2002, é a principal rede da sociedade civil brasileira sobre a agenda climática, com 77 organizações integrantes, entre ONGs ambientalistas, institutos de pesquisa e movimentos sociais. Seu objetivo é ajudar a construir um Brasil descarbonizado, igualitário, próspero e sustentável, na luta contra a crise climática. Desde 2013 o OC publica o SEEG, a estimativa anual das emissões de gases de efeito estufa do Brasil (<a href="https://oc.eco.br/" target="_blank" rel="external noopener noreferrer" data-wpel-link="external">oc.eco.br</a>).</p>
<p><em>Fonte: Observatório do Clima</em></p>
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		<title>Feijão guandu consorciado em pastagem reduz emissão de metano em até 70%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Sep 2022 16:07:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[bovino]]></category>
		<category><![CDATA[capim]]></category>
		<category><![CDATA[consórcio]]></category>
		<category><![CDATA[emissão]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/embrapa_metano-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O uso eficiente do feijão guandu BRS Mandarim consorciado com os capins Marandu e Basilisk aumentou o ganho de peso dos bovinos e emitiu menos metano por quilo obtido. A emissão diária do gás por quilo de ganho de peso foi de 614,05 gramas no pasto consorciado, cerca de 70% a menos do que no [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/embrapa_metano-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O uso eficiente do feijão guandu <a href="https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/887/feijao-guandu---brs-mandarim" target="_blank" rel="noopener">BRS Mandarim</a> consorciado com os capins Marandu e Basilisk aumentou o ganho de peso dos bovinos e emitiu menos metano por quilo obtido. A emissão diária do gás por quilo de ganho de peso foi de 614,05 gramas no pasto consorciado, cerca de 70% a menos do que no degradado, com 2.022,67 gramas.</p>
<p>A produtividade também foi melhor no tratamento consorciado com guandu – os animais ganharam 478 gramas por dia, enquanto no degradado, 302 gramas por dia de média de ganho de peso anual. Um aumento de 58% em relação ao pasto degradado.</p>
<p>A tecnologia pode ser vantajosa não só para os pecuaristas, mas também para o País, que, em 2021, durante a 26ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP26), na Escócia, assumiu o compromisso de reduzir 30% das emissões de metano até 2030.</p>
<p>De acordo com <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/349908/alexandre-berndt" target="_blank" rel="noopener">Alexandre Berndt</a>, chefe-geral da <a href="https://www.embrapa.br/pecuaria-sudeste" target="_blank" rel="noopener">Embrapa Pecuária Sudeste</a> (SP), qualquer tecnologia que reduza metano, com baixo custo, e que contribua para a eficiência do sistema de produção e para a sustentabilidade é desejável e deveria ser adotada.</p>
<p>O metano é um gás de vida curta.</p>
<blockquote><p>“Se conseguirmos reduzir a emissão do metano, o impacto sobre o aquecimento global será mais rápido. Ele tem uma vida de 10 a 20 anos, enquanto o dióxido de carbono – CO2, 100 anos”, explica.</p></blockquote>
<p>A pesquisa, desenvolvida em parceria entre a Embrapa Pecuária Sudeste, a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo <a href="http://portal.fmvz.usp.br/" target="_blank" rel="noopener">(FMVZ/USP</a>) e o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (<a href="http://www.cena.usp.br/" target="_blank" rel="noopener">Cena/USP</a>), de Piracicaba (SP), avaliou o desempenho e a emissão de metano entérico (resultante do processo digestivo) de novilhos Nelore em três diferentes sistemas de produção, incluindo o consórcio com guandu BRS Mandarim.</p>
<p>Os pesquisadores apresentaram o resumo do trabalho durante o VIII Congresso Internacional de Gases de Efeito Estufa em Sistemas de Produção Animal (<a href="https://conference.ifas.ufl.edu/ggaa/" target="_blank" rel="noopener">GGAA 2022</a>), realizado de 5 a 7 de junho, em Orlando, Flórida, EUA.</p>
<h3>Como foi o experimento</h3>
<p>O experimento ocorreu de julho de 2020 a julho de 2021, na Fazenda Canchim, sede do centro de pesquisa da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). Os 27 animais utilizados, entre 15 e 16 meses, foram pesados mensalmente e o metano medido pela técnica do gás traçador de hexafluoreto de enxofre (SF6) por cinco dias consecutivos na estação das águas e na seca.</p>
<p>Os bovinos no tratamento consorciado com guandu ganharam 478 gramas por dia, seguido do recuperado, com 387 gramas por dia e, por último, no degradado, com 302 gramas por dia de média de ganho de peso anual.</p>
<p>A emissão diária de metano por quilo de ganho de peso foi de 2.022,67 no pasto degradado; 1.053,55 no recuperado; e 614,05 gramas de metano por quilo de ganho de peso no consorciado. A recuperação com o consórcio de guandu emitiu 70% a menos e a recuperação com uso do fertilizante nitrogenado emitiu 48% a menos que o pasto degradado.</p>
<p>Segundo o pesquisador <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/257492/andre-de-faria-pedroso" target="_blank" rel="noopener">André Pedroso</a>, da Embrapa, esse resultado foi possível porque além de diminuir a emissão de metano entérico, o consórcio com feijão guandu e a recuperação de pastagens melhoraram o desempenho dos animais, com aumento no ganho de peso médio diário.</p>
<p>Furtado diz que os pesquisadores esperavam esse efeito.</p>
<blockquote><p>“Várias são as formas de reduzir a produção de metano pelo animal. Além de melhorar o aporte nutricional disponível aos bovinos, os taninos presentes nas estruturas da planta do guandu BRS Mandarim agem no rúmen e, consequentemente, diminuem a emissão”, explica.</p></blockquote>
<h3>O pior cenário</h3>
<p>Para a pesquisadora <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/312556/patricia-perondi-anchao-oliveira" target="_blank" rel="noopener">Patrícia Perondi Anchão Oliveira</a>, da Embrapa, a pastagem degradada é sempre o pior de todos os cenários. De forma geral, o processo de degradação é caracterizado por perda de produtividade acentuada da pastagem (baixa produtividade), grandes áreas de solos expostos, plantas daninhas, erosões, sintomas evidentes de deficiência nutricional nas plantas e nos animais, e menor ritmo de crescimento das plantas, que se refletem nas questões ambientais.</p>
<blockquote><p>“Nessas condições o solo encontra-se exaurido, comprometendo a produção e qualidade da forragem e o desempenho dos animais, fatos que aumentam a emissão de metano entérico, além de ocorrer o processo de perda de matéria orgânica do solo, que prejudica o sequestro de carbono”, ressalta.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: <span class="unidade">Embrapa Pecuária Sudeste</span></em></p>
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