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	<title>Embrapa &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Embrapa &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Cientistas mapeiam o DNA do açaí e prometem acelerar produção na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:07:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[mapeamento genético]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[UFOPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/acai999-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Cientistas da UFPA e da Embrapa mapearam o DNA completo do açaí pela primeira vez, decifrando o funcionamento genético da planta. O mapeamento genético vai reduzir o tempo necessário para criar novas variedades de açaí de 24 anos para menos de uma década. Os testes descobriram que o &#8220;açaí branco&#8221; tem o mesmo DNA [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/acai999-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Cientistas da UFPA e da Embrapa mapearam o DNA completo do açaí pela primeira vez, decifrando o funcionamento genético da planta.</em></li>
<li><em>O mapeamento genético vai reduzir o tempo necessário para criar novas variedades de açaí de 24 anos para menos de uma década.</em></li>
<li><em>Os testes descobriram que o &#8220;açaí branco&#8221; tem o mesmo DNA do roxo, mas com o gene que ativa a coloração natural desligado.</em></li>
<li><em>Os dados serão usados para desenvolver plantas mais resistentes a pragas, adaptadas para cultivo em terra firme e para ajudar indústrias de cosméticos e remédios de forma sustentável.</em></li>
</ul>
<p>Cientistas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Embrapa Amazônia Oriental conseguiram sequenciar, pela primeira vez na história, o genoma completo do açaí. A descoberta funciona como um &#8220;manual de instruções&#8221; da palmeira e promete acelerar o desenvolvimento de novas variedades do fruto, reduzindo o tempo de pesquisa de laboratório e de campo em até três vezes.</p>
<p>Até então, os pesquisadores precisavam de cerca de 24 anos de testes contínuos no campo para lançar uma nova variedade de açaí mais produtiva. Com o código genético totalmente decifrado, a seleção das melhores plantas poderá ser feita diretamente no computador, encurtando o processo para menos de uma década.</p>
<blockquote><p>&#8220;Com o sequenciamento, podemos identificar regiões do genoma que funcionem como marcadores para evitar a espera de cerca de seis anos até que tenhamos informações sobre a produtividade&#8221;, explicou a pesquisadora Elisa Moura, uma das autoras do estudo.</p></blockquote>
<p>O mapeamento também desvendou segredos biológicos da planta, como o caso do &#8220;açaí branco&#8221; (que na verdade é verde). Os testes mostraram que ele possui os mesmos genes do açaí roxo, mas com o mecanismo que ativa a cor natural &#8220;desligado&#8221;.</p>
<p>A partir de agora, o foco das pesquisas será usar esses dados para criar açaizeiros mais resistentes a pragas e, principalmente, plantas adaptadas para o cultivo em terra firme, já que a espécie é nativa de áreas alagadas. Além disso, a indústria de cosméticos e medicamentos poderá usar o DNA para produzir os antioxidantes do açaí em laboratório, de forma sustentável e sem desgastar as florestas.</p>
<p>A pesquisa contou com o financiamento da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além dos pesquisadores citados acima, também assinam o artigo: Maria Silvanira Ribeiro Barbosa, Sávio de Souza Costa, Davi Josué Marcon, Adan Rodrigues de Oliveira, Lucas da Silva e Silva, Maria Paula Cruz Schneider, Juarez Antônio Simões Quaresma, Diego Assis das Graças, Adonney Allan de Oliveira Veras, Simone de Miranda Rodrigues e Artur Silva.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa</em></p>
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		<item>
		<title>Sombra e água fresca: Veja como proteger o rebanho e evitar perdas com o El Niño</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:26:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[rebanho]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/gado_sombra-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo: Sob altas temperaturas, o gado consome menos alimento e gasta energia para tentar resfriar o corpo. Isso atrasa o peso de abate, piora a conversão alimentar e encarece o custo de produção. O estresse térmico diminui a taxa de prenhez, aumenta abortos e atrasa o cio das matrizes. Dados da Embrapa mostram que vacas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/gado_sombra-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo:</em></p>
<ul>
<li><em>Sob altas temperaturas, o gado consome menos alimento e gasta energia para tentar resfriar o corpo. Isso atrasa o peso de abate, piora a conversão alimentar e encarece o custo de produção.</em></li>
<li><em>O estresse térmico diminui a taxa de prenhez, aumenta abortos e atrasa o cio das matrizes. Dados da Embrapa mostram que vacas com acesso à sombra produzem até quatro vezes mais embriões no calor do que as mantidas a pleno sol.</em></li>
<li><em>Garantir água limpa e fresca continuamente e oferecer áreas de sombra (naturais ou artificiais) são as medidas mais importantes.</em></li>
<li><em> Atividades que geram estresse, como vacinação, apartação e transporte de animais, devem ser concentradas no início da manhã ou no fim da tarde, evitando os momentos mais quentes do dia.</em></li>
<li><em>Além do calor extremo, as grandes oscilações de temperatura entre o dia e a noite na transição para a seca estressam o rebanho e facilitam o surgimento de doenças.</em></li>
<li><em>Propriedades que se planejaram antes da chegada do último El Niño conseguiram manter ou até superar as metas de reprodução e produtividade, ao contrário daquelas que apenas reagiram quando a seca apertou.</em></li>
</ul>
<p>Manejo da lavoura e preparo da forrageira foram os primeiros passos para enfrentar o período de seca e calor extremo anunciado com a chegada do El Niño. Agora, a atenção do produtor deve se voltar diretamente ao gado, que sob altas temperaturas pode desacelerar o ganho de peso, reproduzir menos e levar prejuízo para o ano seguinte.</p>
<p>Na última passagem do fenômeno, entre 2023 e 2024, o Centro-Oeste viveu a seca mais intensa registrada no Brasil desde 1950, segundo o Cemaden, com termômetros passando de 42 °C em diversas cidades da região. Ao <strong>Gigante 163</strong>, especialistas apontam caminhos para o produtor atravessar o período sem perder produtividade.</p>
<p>O médico-veterinário e consultor técnico Vitor Hugo Padilha resume o problema: sob calor intenso, o animal gasta parte da energia só para manter a temperatura corporal estável.</p>
<blockquote><p>&#8220;Como consequência, ocorre redução do consumo de alimento, menor ganho de peso diário, pior conversão alimentar e queda da eficiência produtiva. No bolso do produtor, isso significa animais demorando mais para atingir o peso de abate, aumento do custo de produção e menor rentabilidade por hectare&#8221;, disse.</p></blockquote>
<h3><strong>Reprodução é o ponto mais sensível</strong></h3>
<p>Embora os zebuínos, predominantes no Brasil, apresentem boa adaptação ao clima, o calor intenso e prolongado, associado à falta de sombra, água ou nutrição adequada, resulta em estresse térmico, o que pode reduzir a taxa de prenhez, aumentar a mortalidade embrionária e os abortos e atrasar o retorno ao cio.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esses efeitos geram impactos econômicos significativos, pois reduzem a quantidade e a qualidade dos animais produzidos por safra, reduzindo a lucratividade do empreendimento&#8221;, diz o zootecnista Felipe Palombino.</p></blockquote>
<p>Para se ter ideia, segundo a Embrapa, vacas com acesso à sombra de árvores em sistemas integrados podem produzir até quatro vezes mais embriões no período mais quente do ano, e 22% mais leite ao longo dos 33 meses de avaliação, na comparação com as mantidas a pleno sol.</p>
<h3><strong>Sombra e água fresca</strong></h3>
<p>Para evitar as perdas, o veterinário Ronaldo Oliveira aponta que a primeira medida é garantir água limpa, fresca e em quantidade suficiente durante todo o dia. Em seguida, é preciso assegurar áreas de sombra adequadas, naturais ou artificiais, permitindo que os animais reduzam sua carga térmica nos horários mais quentes.</p>
<blockquote><p>&#8220;O erro mais frequente é subestimar a importância desses fatores. A água é indispensável para manter as funções fisiológicas e deve estar disponível continuamente, em quantidade e qualidade. Da mesma forma deve ocorrer com a sombra, seja por meio de árvores, sistemas silvipastoris ou estruturas artificiais&#8221;, afirmou.</p></blockquote>
<p>Um estudo publicado na revista Animals em 2026, com gado majoritariamente Nelore, estimou que oferecer sombra adequada reduz em 85% o tempo do animal em desconforto térmico severo, com retorno de US$ 12 a 16 por cabeça na terminação.</p>
<h3><strong>Variação térmica</strong></h3>
<p>Oliveira também recomenda concentrar tarefas mais estressantes, como vacinação, transporte e apartação, nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde, evitando os períodos de maior temperatura.</p>
<blockquote><p>&#8220;Vale lembrar que não é apenas o calor intenso que preocupa. As grandes variações de temperatura entre o dia e a noite, comuns no período de transição para a seca, aumentam o estresse dos animais e favorecem o aparecimento de diversas enfermidades&#8221;, diz ele.</p></blockquote>
<figure id="attachment_35446" aria-describedby="caption-attachment-35446" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-35446" src="https://www.gigante163.com/wp-content/uploads/2026/07/sombra-artificial-650x402.png" alt="" width="650" height="402" /><figcaption id="caption-attachment-35446" class="wp-caption-text">Sombra artificial também é estratégia para ajudar o gado a atravessar o calor. Foto: Juliana Sussai/Embrapa</figcaption></figure>
<h3><strong>Antecipar sai mais barato que remediar</strong></h3>
<p>Vitor Hugo acompanhou cerca de dez propriedades na seca de 2023/2024, quando houve alterações na estação reprodutiva convencional (setembro a dezembro). Nas fazendas com pasto de pior qualidade e matrizes de baixo escore corporal, a estação de monta atrasou e a prenhez caiu.</p>
<p>A diferença, segundo o consultor, esteve menos no clima e mais no preparo. Quem se antecipou, em vez de apenas reagir quando a seca apertou, atravessou o período sem perder produtividade.</p>
<blockquote><p>&#8220;Por outro lado, propriedades que realizaram planejamento antecipado, com suplementação adequada, manejo sanitário eficiente, disponibilidade de água, sombra e acompanhamento técnico contínuo, conseguiram manter ou até superar os índices reprodutivos de anos anteriores&#8221;, concluiu.</p></blockquote>
<h3><strong>Saiba mais:</strong></h3>
<p><strong>O El Niño 2026/27 &#8211; </strong>O El Niño foi confirmado pela NOAA em 11 de junho de 2026 e está em curso, ainda em intensidade fraca, com tendência de fortalecer no segundo semestre. A probabilidade de persistência fica entre 97% e 99% em todos os trimestres até o verão de 2027, e há 63% de chance de atingir intensidade &#8220;muito forte&#8221; entre novembro e janeiro, o que o colocaria entre os episódios mais intensos desde 1950, ao lado de 1982-83, 1997-98 e 2015-16.</p>
<p><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Refúgio verde criado por agricultor de 93 anos vira laboratório climático inédito na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/refugio-verde-criado-por-agricultor-de-93-anos-vira-laboratorio-climatico-inedito-na-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 14:40:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão Poço]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Capoeira]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[monitoramento climático]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/Duquinha_Luiza-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo  Uma torre de 20 metros instalada em Capitão Poço (PA) inicia o primeiro monitoramento climático em florestas secundárias (capoeiras) da Amazônia. Uma segunda torre de 40 metros, em floresta primária intocada, serve como base comparativa para medir a eficiência climática das áreas regeneradas. A pesquisa em área secundária ocorre em uma reserva de 56 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/Duquinha_Luiza-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li><em>Uma torre de 20 metros instalada em Capitão Poço (PA) inicia o primeiro monitoramento climático em florestas secundárias (capoeiras) da Amazônia.</em></li>
<li><em>Uma segunda torre de 40 metros, em floresta primária intocada, serve como base comparativa para medir a eficiência climática das áreas regeneradas.</em></li>
<li><em>A pesquisa em área secundária ocorre em uma reserva de 56 hectares protegida há 30 anos por Manuel Geraldo de Carvalho, o &#8220;seu Duquinha&#8221;, de 93 anos.</em></li>
<li><em>O estudo, coordenado pela Embrapa, conta com a participação da neta de &#8220;seu Duquinha&#8221;, a bióloga Laína Carvalho, que analisa o fluxo de energia da floresta.</em></li>
<li><em>Sensores de alta tecnologia vão coletar dados contínuos de atmosfera e solo por um ano para calibrar modelos de satélite e avaliar o papel das capoeiras na regulação térmica do bioma.</em></li>
</ul>
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<p data-path-to-node="4">O que começou há 30 anos como o esforço solitário de Manuel Geraldo de Carvalho, o seu Duquinha, para recuperar uma nascente com o plantio de 30 mil mudas, transformou-se no principal laboratório vivo de monitoramento climático da Amazônia.</p>
<p data-path-to-node="4">A propriedade do agricultor de 93 anos, em Capitão Poço (PA), agora abriga uma torre de pesquisa de 20 metros de altura.  O projeto vai avaliar de forma inédita o papel das florestas secundárias (as capoeiras) na contenção da crise climática global.</p>
<p data-path-to-node="4">A iniciativa mobiliza uma rede de instituições científicas, integrantes do <a href="https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/100901816/amazonia-ganha-centro-de-pesquisas-para-apoiar-a-recuperacao-de-areas-desmatadas-e-degradadas" target="_blank" rel="noopener">Centro Avançado em Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental da Amazónia (Centro Capoeira)</a>, coordenado pela Embrapa.</p>
<p data-path-to-node="5">Por meio de sensores fixados no solo e na estrutura da torre, os cientistas vão monitorar dados meteorológicos contínuos. O objetivo é verificar a capacidade de recuperação térmica que essas matas jovens oferecem ao bioma após sofrerem com o desmatamento ou com o uso agrícola.</p>
<figure id="attachment_43225" aria-describedby="caption-attachment-43225" style="width: 718px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-43225" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/torres_monitoramento_amazonia-300x200.jpg" alt="" width="718" height="479" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/torres_monitoramento_amazonia-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/torres_monitoramento_amazonia-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/torres_monitoramento_amazonia-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/torres_monitoramento_amazonia-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/torres_monitoramento_amazonia.jpg 800w" sizes="(max-width: 718px) 100vw, 718px" /><figcaption id="caption-attachment-43225" class="wp-caption-text">O trabalho vai gerar dados inéditos sobre o papel da restauração florestal na Amazônia para a mitigação das mudanças climáticas. Foto: Márcio Nagano</figcaption></figure>
<h3 data-path-to-node="6">A história por trás da preservação</h3>
<p data-path-to-node="7">A trajetória da reserva se confunde com a vida de seu Duquinha. Natural de Ourém, ele conheceu a comunidade de Nova Colônia, em Capitão Poços, ainda na infância, durante viagens de caça com a família. Mais tarde, os pioneiros se estabeleceram definitivamente naquelas terras.</p>
<p data-path-to-node="7">Antes de se tornar uma referência em conservação, seu Duquinha foi alfabetizado por uma escola radiofônica, concluiu o ensino médio e trabalhou como escrivão de polícia.</p>
<p data-path-to-node="7">O plano de transformar a antiga área de roçado em um refúgio verde ganhou um propósito definitivo há pouco mais de três décadas, por incentivo de um dos seus 12 filhos, que o estimulou a direcionar a sabedoria prática da terra para a conservação.</p>
<p data-path-to-node="8">Munido de conhecimento prático, seu Duquinha plantou manualmente espécies locais, incluindo castanheiras e piquiás, conseguindo recuperar uma nascente que antes sofria com a seca periódica.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="8">“A mata ciliar estava muito degradada, então fomos fazendo a restauração. Hoje já está com um bom tempo que o riachinho não seca&#8221;, recorda.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="9">A conquista é celebrada por sua esposa, Luiza Bezerra, com quem divide a vida há 66 anos. “</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="9">Me sinto feliz demais, porque hoje em dia para se achar um lugar como esse é raro”, destaca.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="9">A volta da floresta também atraiu espécies nativas de animais, como os macacos-bugio, cujos sons característicos servem como um termômetro natural da saúde do ecossistema local.</p>
<h3 data-path-to-node="10">O elo entre a tradição e a pesquisa científica</h3>
<p data-path-to-node="11">Esse ambiente moldou os passos da neta do casal, a bióloga Laína Carvalho, de 33 anos. Criada pelos avós na Reserva Ecológica São Geraldo Magela, ela transformou o quintal de sua infância em foco acadêmico. Hoje, como doutoranda em Ciências Florestais pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), estuda a dinâmica ecológica e matemática envolvida no reflorestamento espontâneo.</p>
<p data-path-to-node="12">O foco da pesquisadora é medir como as árvores gerenciam energia nas capoeiras durante períodos de extremos climáticos, sejam secas intensas ou tempestades.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="12">“A planta recebe energia pela fotossíntese. Parte dela usa para crescer e se recuperar, e a energia que sobra é distribuída para o tronco, folhas e raízes. Meu trabalho é entender como essa distribuição acontece ao longo dos anos. Analiso desde capoeiras jovens até mais antigas, de 15 até 60 anos, incluindo a floresta primária intacta, onde o Centro Capoeira instalou, recentemente, outra torre de monitoramento”, explica a pesquisadora.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="13">Para traçar esse panorama, o estudo avalia variáveis que vão do topo da estrutura até o chão da mata, onde é recolhida e analisada a serrapilheira (composta por folhas e galhos caídos), além de computar o impacto causado por insetos folívoros.</p>
<h3 data-path-to-node="14">Duas realidades florestais</h3>
<p data-path-to-node="15">Para conferir precisão científica aos resultados, o monitoramento conta com o suporte de uma segunda torre, de 40 metros de altura, fincada em uma área de 500 hectares de mata primária preservada em um terreno da Sedap.</p>
<p data-path-to-node="15">Enquanto a torre menor analisa a capoeira, a maior vigia a vegetação virgem, funcionando como um ponto de comparação detalhado. Ambas receberam sensores capazes de registrar em tempo real variações de temperatura e umidade no ar e na terra.</p>
<p data-path-to-node="16">A estrutura de 40 metros surgiu de uma iniciativa idealizada pelo pesquisador Fernando Elias da Silva (Museu Goeldi) em parceria com o professor Divino Silvério (Ufra). Financiado pelo Instituto Serrapilheira, o estudo começou de forma isolada, mas foi incorporado ao Centro Capoeira para ganhar maior abrangência.</p>
<p data-path-to-node="17">Fernando reforça a relevância de se estudar as florestas secundárias, aquelas que voltam a crescer naturalmente após o abandono de pastagens ou plantios. Segundo o cientista, essas áreas cumprem uma função ambiental crucial na restituição da biodiversidade e na oferta de serviços ecossistêmicos indispensáveis para o planeta.</p>
<h3 data-path-to-node="18">Um polo de estudos</h3>
<p data-path-to-node="19">Capitão Poço foi escolhida estrategicamente devido ao histórico de ocupação da região, marcada por desmatamentos sucessivos ao longo das últimas décadas.</p>
<p data-path-to-node="19">Embora o monitoramento em matas intocadas já ocorra em outros pontos da Amazônia, a grande virada do projeto é focar na vegetação secundária. “Plataformas em florestas maduras existem várias na região, mas para a capoeira, esta é a primeira”, salienta Fernando.</p>
<p data-path-to-node="20">Para garantir dados consolidados, as duas torres precisam coletar informações de forma conjunta por pelo menos 12 meses. O equipamento maior concentra cerca de 10 sensores de alta tecnologia.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="20">“Precisamos dessas medidas tanto na estação seca quanto na chuvosa em ambas as áreas. O clima é extremamente volátil e sofre muita alteração ao longo do ano, por isso precisamos de 12 meses consecutivos de dados nos dois ambientes para ter um recorte seguro de comparação”, detalha Fernando.</p>
</blockquote>
<h3 data-path-to-node="21">Entendendo a regulação do clima amazônico</h3>
<p data-path-to-node="22">Se a preocupação de Fernando se volta à biodiversidade e ao estoque de carbono, a meta do professor Divino Silvério foca no comportamento da atmosfera. Ele investiga o tempo necessário para que uma capoeira consiga regular o clima local com a mesma eficácia de uma floresta nativa.</p>
<p data-path-to-node="22">Embora a regeneração natural seja uma das estratégias de restauração mais baratas e eficientes do mundo, faltam respostas exatas sobre o tempo que o ecossistema leva para reestabelecer o equilíbrio térmico.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="23">&#8220;Sabemos que há uma diferença considerável na forma como uma floresta primária e uma área de pastagem geram o ciclo da água e da energia. O que estamos tentando entender com as capoeiras é como ocorre a recuperação desta capacidade de produzir vapor de água e manter a temperatura local amena&#8221;, esclarece Divino.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="24">Os dados coletados em campo vão servir para calibrar as projeções de satélite usadas no mapeamento do clima regional.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="24">“As torres de monitoramento do clima local atendem um dos objetivos principais do Centro Capoeira que é entender como diferentes estratégias de restauração florestal contribuem para recuperar os serviços ecossistêmicos”, complementa a pesquisadora Joice Ferreira, coordenadora do Centro Capoeira e vinculada à Embrapa Amazônia Oriental.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="25">Mesmo buscando entender qual parte da floresta responde mais rápido ao tempo, os especialistas lembram que, embora as capoeiras sejam grandes aliadas no combate ao aquecimento global, elas caminham lado a lado com a necessidade inegociável de preservar as matas nativas que ainda restam.</p>
<p data-path-to-node="25"><em>Fonte: Embrapa</em></p>
</div>
</div>
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		<title>Educação e ciência: jogo conecta estudantes de Belém à preservação da floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 14:48:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA["Árvores do Brasil"]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
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		<category><![CDATA[jogo de cartas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo  A Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), realizou uma ação pedagógica com 60 estudantes do 5º ano para lançar o &#8220;Árvores do Brasil&#8221;, um jogo de cartas que une ciência e educação ambiental. O jogo foi desenvolvido pela organização francesa Cirad, em parceria com a Embrapa e a Esalq, apresentando textos bilíngues (português e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Resumo</p>
<ul>
<li> A Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), realizou uma ação pedagógica com 60 estudantes do 5º ano para lançar o &#8220;Árvores do Brasil&#8221;, um jogo de cartas que une ciência e educação ambiental.</li>
<li>O jogo foi desenvolvido pela organização francesa Cirad, em parceria com a Embrapa e a Esalq, apresentando textos bilíngues (português e francês).</li>
<li>As cartas detalham informações científicas, usos, grau de ameaça e longevidade de 34 espécies de árvores nativas da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.</li>
<li>Além de jogarem, os alunos manusearam amostras de sementes e folhas, e visitaram o bosque da instituição para identificar espécies como o pau-brasil, o ipê-amarelo e o mogno.</li>
<li>esquisadores e professores destacaram que a combinação do jogo com a vivência prática facilita a introdução de conceitos ecológicos complexos e desperta a consciência sobre a conservação ambiental.</li>
</ul>
<p>A sede da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), transformou-se em um laboratório ao ar livre na última quarta-feira, 10. Diante de perguntas como “Essa semente voa?! Quantos anos as árvores vivem? O que é valor de uso?”, cerca de 60 alunos do 5º ano da Escola Municipal Ruy da Silveira Brito participaram de uma dinâmica educativa para o lançamento regional do jogo de cartas &#8220;Árvores do Brasil&#8221;, uma ferramenta pedagógica que alia conhecimento científico, preservação e diversão.</p>
<p>Com formato bilíngue (português e francês), o material didático aborda 34 espécies arbóreas distribuídas por quatro grandes biomas nacionais: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga. As cartas listam dados como o nível de risco de extinção, dimensões de altura e diâmetro, tempo de vida e as utilidades de cada planta na natureza.</p>
<p>O projeto foi concebido pelo Cirad (instituição francesa de pesquisa agronômica), em um trabalho conjunto com a Embrapa e a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP).</p>
<p>Traduzir o jargão científico para o público escolar foi o principal desafio do projeto, segundo Pierre Marracini, representante do Cirad.</p>
<blockquote><p>“O jogo nos obrigou a pensar em cada palavra para que fosse entendida e pertinente para as crianças. O trabalho também foi duro para os pesquisadores, que estão acostumados a palavras rebuscadas”, revelou.</p></blockquote>
<p>Para a estudante Jhamilly Corrêa de Paula, de 11 anos, a experiência trouxe novos aprendizados.</p>
<blockquote><p>“A gente aprendeu a ver a largura, altura e a idade até onde as árvores vão, o tamanho das sementes&#8230; E foi muito bacana aprender sobre isso”, relatou.</p></blockquote>
<p>Seu colega Eduardo Miguel Costa Souza, também de 11 anos, destacou a dinâmica da atividade no campo.</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu achei o jogo bem interessante porque ele fala das árvores e da altura, do diâmetro, da idade até onde ela vai. E eu também gostei do dia de hoje porque a gente veio ver as árvores aqui, como o mogno, o ipê-amarelo, o pau-brasil.&#8221;</p></blockquote>
<h3>Aprendizado prático no bosque</h3>
<p>Durante a programação, as crianças (de 10 a 12 anos) ganharam kits do jogo e participaram de oficinas sensoriais, onde puderam manipular folhas, sementes e blocos de madeira reais. Logo após, o grupo percorreu as trilhas florestais da unidade de pesquisa para localizar exemplares vivos de espécies marcantes da flora brasileira, incluindo o ipê-amarelo, o mogno e o pau-brasil.</p>
<figure id="attachment_43181" aria-describedby="caption-attachment-43181" style="width: 691px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class=" wp-image-43181" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas2-300x200.jpg" alt="" width="691" height="460" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas2-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas2-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas2-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas2-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/jogo_de_cartas2.jpg 800w" sizes="(max-width: 691px) 100vw, 691px" /><figcaption id="caption-attachment-43181" class="wp-caption-text">Os estudantes participaram de oficinas sensoriais, onde puderam manipular folhas, sementes e blocos de madeira reais. Foto: Ronaldo Rosa</figcaption></figure>
<p>Na visão de Milton Kanashiro, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, o lúdico serve como porta de entrada para discussões ecológicas fundamentais.</p>
<blockquote><p>&#8220;A importância desse momento é poder mostrar às crianças um pouco mais da biodiversidade brasileira, apresentar conceitos da Ecologia e despertar nelas a necessidade da conservação da floresta, entendendo que seres humanos, animais e plantas fazem parte de uma só saúde”, pontuou.</p></blockquote>
<p>A professora e pedagoga Elaine Souza elogiou o formato da ação, ressaltando o valor de estender o ensino para além das paredes da escola.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esse momento é de fundamental importância porque tira a criança da sala de aula e traz para a prática. Elas começam a ver de forma concreta aquilo que a gente vem discutindo em sala sobre a importância da preservação e do cuidado com o meio ambiente&#8221;, concluiu.</p></blockquote>
<p>A imersão na natureza reforçou o papel dos jovens na defesa ambiental. Ao refletirem sobre o que aprenderam, a urgência da conservação ficou evidente para os estudantes:</p>
<p>“A gente vai morrer se a gente tirar as árvores, porque as folhas delas que produzem o oxigênio pra gente. Por isso é bom cuidar do meio ambiente e também das nossas lindas árvores&#8221;, defendeu Eduardo.</p>
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		<title>Painel vai monitorar presença de agrotóxicos nas águas brasileiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 15:05:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agrotóxicos]]></category>
		<category><![CDATA[bacias hidrográficas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/rios_floresta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Foi lançado, nesta segunda-feira, 11/5, o Painel de Monitoramento de Agrotóxicos nos Recursos Hídricos. Fruto de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Embrapa Meio Ambiente, a plataforma digital cruza dados de bacias hidrográficas de todo o Brasil, oferecendo pela primeira vez uma visão transparente e científica sobre como o uso [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/rios_floresta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Foi lançado, nesta segunda-feira, 11/5, o Painel de Monitoramento de Agrotóxicos nos Recursos Hídricos. Fruto de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Embrapa Meio Ambiente, a plataforma digital cruza dados de bacias hidrográficas de todo o Brasil, oferecendo pela primeira vez uma visão transparente e científica sobre como o uso de defensivos agrícolas impacta os rios e o abastecimento humano.</p>
<p>Com mais de 10 mil análises realizadas, o novo painel busca integrar ciência e transparência para identificar riscos e orientar o uso responsável de insumos no agronegócio.</p>
<p>A plataforma é um dos pilares do Pronara (Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos) e já revela um cenário inicial: das análises realizadas, a frequência de detecção de substâncias foi de 7,2% — índice considerado baixo, mas que permite identificar gargalos geográficos e culturas específicas (como citros, milho e soja) que exigem maior atenção.</p>
<p>Para o ministro João Paulo Capobianco, a ferramenta é o elo que faltava entre produção e preservação:</p>
<blockquote><p>“Trata-se de uma iniciativa construída com forte base científica, o que é muito importante. Esse é um tema que precisamos trabalhar com muita responsabilidade, porque o Brasil é uma potência agrícola global. Mas, sabemos que, no século XXI, competitividade e sustentabilidade não podem mais caminhar separadas. Produzir alimentos exige também proteger a água, a biodiversidade, os territórios e a saúde humana.”</p></blockquote>
<h3>Avançar com conhecimento</h3>
<p>A ministra Fernanda Machiaveli (MDA) destacou que o painel funciona como um mapa do caminho para o governo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">“Com base nos dados, conseguimos perceber onde estão as culturas e quais são os locais em que existe maior nível de contaminação por agrotóxicos e derivados. Esse conjunto de informações, agora disponíveis, oferece um mapa confiável para que a gente possa dar a dimensão que o problema tem.”</p>
</blockquote>
<p>A metodologia da Embrapa priorizou áreas de alta vulnerabilidade e ingredientes de alto volume comercial. Robson Barizon, chefe de P&amp;D da Embrapa Meio Ambiente, sintetiza a importância da medição:</p>
<blockquote><p>“Entendemos que só vamos conseguir avançar nos desafios com ciência, com conhecimento. A gente só consegue gerenciar aquilo que conhece e só conhecemos aquilo que a gente mede. Esse é um passo maduro do Governo do Brasil para que, a partir daqui, se desdobrem iniciativas.”</p></blockquote>
<p>O monitoramento contínuo permitirá entender tendências e adotar medidas preventivas, fortalecendo a produção agrícola sustentável e a proteção da saúde humana.</p>
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		<title>Pará define critérios técnicos para validar recuperação de florestas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 17:19:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[áreas degradadas]]></category>
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		<category><![CDATA[recuperação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[SEMAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/pastagem-recuperada-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A restauração florestal na Amazônia deixará de depender de interpretações subjetivas para se basear em métricas científicas. Durante a oficina &#8220;Indicadores para Avaliação da Recomposição da Vegetação Nativa&#8221;, realizada em Belém na semana passada, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas), em parceria com a Embrapa e outras instituições, consolidou os parâmetros que vão [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/pastagem-recuperada-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A restauração florestal na Amazônia deixará de depender de interpretações subjetivas para se basear em métricas científicas. Durante a oficina &#8220;Indicadores para Avaliação da Recomposição da Vegetação Nativa&#8221;, realizada em Belém na semana passada, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas), em parceria com a Embrapa e outras instituições, consolidou os parâmetros que vão atestar se uma área degradada foi, de fato, recuperada.</p>
<p>A medida é um passo decisivo para a segurança jurídica no campo. Com regras claras, o produtor rural que possui passivos ambientais saberá exatamente o que o fiscal irá cobrar para validar o seu Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD).</p>
<p>De acordo com a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, foram estabelecidos indicadores mínimos para que uma área seja considerada em plena recuperação:</p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Cobertura de copas: Deve ser igual ou superior a 80%.</span></li>
<li>Riqueza de espécies: Medição da diversidade biológica plantada ou regenerada.</li>
<li>Densidade: Quantidade mínima de plantas por hectare.</li>
<li>Regeneração natural: Presença confirmada de plantas jovens e mudas.</li>
<li>Controle de exóticas: Limite rigoroso para espécies que não pertencem ao bioma.</li>
<li>O protocolo prevê diferenciações: enquanto grandes propriedades (acima de quatro módulos fiscais) enfrentarão critérios mais rígidos, haverá concessões e adequações para a agricultura familiar e populações tradicionais.</li>
</ul>
<h3>Segurança para o técnico e para o produtor</h3>
<p>Para o secretário adjunto da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, o objetivo é criar uma base técnica sólida para o Programa de Regularização Ambiental (PRA) do Pará.</p>
<blockquote><p>&#8220;Isso traz clareza e capacidade de acompanhamento. É um &#8216;protocolo vivo&#8217;, que evoluirá conforme os avanços da ciência&#8221;, explicou.</p></blockquote>
<p>O resultado do encontro servirá de base para uma nova normativa técnica da Semas. Além de técnicos paraenses, representantes do Acre, Amazonas e Rondônia acompanharam as discussões, sinalizando uma possível padronização de critérios em outros estados da Amazônia Legal.</p>
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		<title>A cigarrinha-do-milho causou prejuízo de US$ 25,8 bilhões em quatro anos no Brasil</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/a-cigarrinha-do-milho-causou-prejuizo-de-us-258-bilhoes-em-quatro-anos-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 14:50:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[cigarrinha_do-milho]]></category>
		<category><![CDATA[CNA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/cigarrinha_embrapa-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O maior pesadelo sanitário dos produtores de milho do País, uma praga chamada cigarrinha-do-milho, causa prejuízo anual estimado em US$ 6,5 bilhões, o equivalente a R$ 33,6 bilhões, com base no câmbio atual. Nas quatro safras de 2020 a 2024, as perdas causadas pelo inseto nas lavouras alcançaram US$ 25,8 bilhões, mais de R$ 134,16 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/cigarrinha_embrapa-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O maior pesadelo sanitário dos produtores de milho do País, uma praga chamada cigarrinha-do-milho, causa prejuízo anual estimado em US$ 6,5 bilhões, o equivalente a R$ 33,6 bilhões, com base no câmbio atual.</p>
<p>Nas quatro safras de 2020 a 2024, as perdas causadas pelo inseto nas lavouras alcançaram US$ 25,8 bilhões, mais de R$ 134,16 bilhões.</p>
<p>O impacto reflete perda média de produção de 22,7% entre 2020 e 2024, equivalente a cerca de 31,8 milhões de toneladas de milho por ano. Cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos deixaram de ser produzidas.</p>
<p>Além disso, custos de aplicação de inseticidas para o controle do Dalbulus maidis, nome científico da cigarrinha-do-milho, aumentaram 19% no período, superando US$ 9 (R$ 46) por hectare.</p>
<p>As estimativas fazem parte de um estudo divulgado nesta terça-feira, 7/3,  pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.</p>
<h3>Revista científica</h3>
<p>O levantamento foi publicado na edição de abril da revista científica internacional Crop Protection, direcionada a proteção de cultivos agrícolas.</p>
<p>Com base em dados desde 1976 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, os pesquisadores calcularam os danos dos enfezamentos do milho, doença causada por bactérias transmitidas pela cigarrinha-do-milho.</p>
<p>Também participaram do estudo especialistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).</p>
<p>Segundo a Embrapa, a praga é “o maior desafio sanitário do sistema produtivo de milho no Brasil das últimas décadas”.</p>
<p>O levantamento foi conduzido em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras do Brasil.</p>
<p>De acordo com o pesquisador da divisão Cerrados da Embrapa, Charles Oliveira, “em cerca de 80% das localidades avaliadas, a cigarrinha ou os enfezamentos foram apontados como fator central para a queda de produtividade”.</p>
<h3>A praga</h3>
<p>A cigarrinha-do-milho adquire os patógenos causadores do enfezamento (falta de desenvolvimento) do milho ao se alimentar em plantas de milho infectadas e, depois, passa a transmiti-los para as plantas sadias.</p>
<p>A doença se desenvolve no milho de duas formas: o pálido e o vermelho. Também altera a coloração da planta e também leva ao aparecimento de estrias, além, claro, de afetar a produção de grãos.</p>
<p>O pesquisador Charles Oliveira chama atenção para o fato de que não há tratamento preventivo contra o enfezamento causado pela praga, o que pode levar à perda total de lavouras.</p>
<p>Oliveria contextualiza que a doença é conhecida desde a década de 70, mas que surtos epidêmicos tornaram-se frequentes a partir de 2015.</p>
<blockquote><p>“Mudanças no sistema de produção ocorridas nas últimas décadas, como a expansão da safrinha [segunda safra de milho no mesmo ano agrícola] e o cultivo de milho durante quase todo o ano, criou um cenário favorável para a sobrevivência da cigarrinha e dos microrganismos”, descreve.</p></blockquote>
<h3>Ameaça ao campeão de produção</h3>
<p>O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho e um dos principais exportadores do grão. A estimativa para a safra 2025/2026 é de uma produção de 138,4 milhões de toneladas, segundo a Conab, e um valor de produção de cerca de US$ 30 bilhões (quase R$ 155 bilhões).</p>
<p>O assessor técnico da CNA Tiago Pereira aponta que a praga representa “perdas que impactam diretamente a renda do produtor, a estabilidade produtiva e a competitividade do país”.</p>
<p>A pesquisadora da Epagri, Maria Cristina Canale, aponta que os danos não ficam restritos da porteira das fazendas para dentro.</p>
<blockquote><p>“Como o milho é base para a produção de proteína animal (aves, suínos e leite) e biocombustíveis, as quebras de safra elevam os preços para o consumidor e afetam a balança comercial brasileira”, diz.</p></blockquote>
<p>Para ela, estudos que levam a mensurar os prejuízos são úteis para “orientar a destinação de recursos financeiros, orientar o setor de seguro agrícola, definir janelas de plantio, planejar estratégias para mitigar os danos e avaliar a eficácia das práticas adotadas”.</p>
<h3>Cuidado com as safras</h3>
<p>No cenário em que a cigarrinha-do-milho tem alta capacidade de reprodução e dispersão e sem tratamento preventivo, a Embrapa lista recomendações que podem minimizar o alcance da praga. Há também uma cartilha online para orientar agricultores.</p>
<p>Entre os cuidados sugeridos estão:</p>
<ul>
<li>Eliminação do milho tiguera (plantas voluntárias que surgem na entressafra pela perda de grãos na colheita e no transporte): quebra o ciclo de vida do vetor e do patógeno.</li>
<li>Sincronização do plantio: evita janelas de semeadura longas que favorecem a dispersão da cigarrinha entre as lavouras.</li>
<li>Uso de cultivares resistentes ou tolerantes mantém níveis elevados de produtividade mesmo sob pressão das doenças.</li>
<li>Manejo inicial com aplicação de controle químico e biológico nos estádios iniciais da planta: previne que a infecção cause danos mais severos.</li>
<li>Monitoramento: implica vigilância constante e coordenada entre produtores vizinhos.</li>
</ul>
<p>Existe a tentativa de usar controle biológico com fungos entomopatogênicos, inimigos naturais da praga, uma vez que algumas populações de cigarrinha-do-milho já apresentam resistência a certos grupos de inseticidas<em>.</em></p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<item>
		<title>Fazenda em Belém sediará laboratório de sistemas agroflorestais na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 17:38:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[AgForest Lab]]></category>
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		<category><![CDATA[Embrapa Amazônia Oriental]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Sistemas Agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agroflorestais (SAFs)]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/saf-foto-jose-rey-souza-arquivo-embrapa-03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Neste ano, o AgForest Lab, projeto focado em sistemas agroflorestais promete sair do papel. A iniciativa, firmada na COP30,  é fruto de uma parceria entre a Embrapa e a TIM Brasil para funcionar como um ambiente de experimentação prático para testar tecnologias e modelos produtivos sustentáveis que integrem agricultura, floresta e inovação digital. A sede [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/saf-foto-jose-rey-souza-arquivo-embrapa-03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Neste ano, o AgForest Lab, projeto focado em sistemas agroflorestais promete sair do papel. A iniciativa, firmada na COP30,  é fruto de uma parceria entre a Embrapa e a TIM Brasil para funcionar como um ambiente de experimentação prático para testar tecnologias e modelos produtivos sustentáveis que integrem agricultura, floresta e inovação digital.</p>
<p>A sede do projeto será na Fazenda Felisberto Camargo, área que antes era destinada à produção animal na capital paraense. Após a fase de adaptação, o espaço deve integrar empresas, universidades, instituições de pesquisa e produtores interessados em tecnologias sustentáveis na Amazônia. A fazenda fica dentro do espaço da Embrapa Amazônia Oriental e possui aproximadamente 213 hectares.</p>
<p>Bruno Giovany, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Oriental, explicou ao Globo Rural que a proposta é que o AgForest Lab funcione como um laboratório vivo, permitindo que parceiros utilizem o conhecimento acumulado pela empresa em décadas de pesquisa. As culturas previstas para estudo são açaí, cacau, andiroba, café e cumaru.</p>
<p>Na prática, haverá sensores instalados nas áreas de cultivo para registrar informações como incidência de praga, doenças nas plantas e dados meteorológicos. As informações serão enviadas em tempo real para os laboratórios de pesquisa, ajudando no acompanhamento dos experimentos e na gestão da área.</p>
<p>Esses dados podem ajudar a validar tecnologias agrícolas em condições reais de produção, assim como aproximar o setor produtivo da pesquisa científica.</p>
<p>Essa é a segunda parceria entre Embrapa e TIM para conectar ambientes de inovação no agro. Em 2025, durante a Agrishow 2025, as duas instituições anunciaram um acordo para levar conectividade 4G à AgNest, fazenda-laboratório instalada na Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna, no interior de São Paulo.</p>
<p>No caso do AgForest Lab participação da TIM no projeto envolve a oferta de conectividade 4G e 5G no campo experimental, além de soluções baseadas em internet das coisas (IoT). A infraestrutura digital deve permitir o monitoramento das lavouras, coleta de dados ambientais e rastreabilidade da produção.</p>
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		<title>Fungo &#8216;guarda-costas&#8217; descoberto na Amazônia protege plantações e combate superbactérias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 14:32:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[antibiótico]]></category>
		<category><![CDATA[bioinsumos]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[fungo]]></category>
		<category><![CDATA[superbactérias]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/amazonia44-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental descobriram uma nova espécie de fungo na Amazônia com um talento especial: ele funciona como um &#8220;guarda-costas&#8221; de plantações e ainda produz substâncias medicinais inéditas. Batizado de Trichoderma agriamazonicum, o fungo foi encontrado na casca de uma árvore nativa e tem potencial para virar produto nas prateleiras de insumos agrícolas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/amazonia44-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental descobriram uma nova espécie de fungo na Amazônia com um talento especial: ele funciona como um &#8220;guarda-costas&#8221; de plantações e ainda produz substâncias medicinais inéditas. Batizado de Trichoderma agriamazonicum, o fungo foi encontrado na casca de uma árvore nativa e tem potencial para virar produto nas prateleiras de insumos agrícolas e até em farmácias.</p>
<p>O que torna esse fungo diferente é a sua dupla funcionalidade. Na agricultura, ele combate doenças que atacam folhas de culturas como soja e frutas. Em laboratório, ele conseguiu segurar o avanço de nove tipos de fungos e pragas que causam prejuízos no campo.</p>
<p>A nova espécie se diferencia das demais por apresentar características genéticas próprias, que ampliam as possibilidades de uso em sistemas produtivos sustentáveis.</p>
<p>Thiago Fernandes Sousa, que identificou o fungo durante seu doutorado, explica como ele age:</p>
<blockquote><p>“Os resultados mostram que ele é capaz de inibir o crescimento micelial de fitopatógenos, tanto por micoparasitismo quanto pela produção de compostos orgânicos voláteis (COVs), com destaque para a inibição de Corynespora cassiicola e Colletotrichum spp. (que atacam culturas como soja e frutas, por exemplo)”, explica.</p></blockquote>
<h3>Estimulante de crescimento</h3>
<p>Além de proteger, o fungo também produz hormônios que ajudam as plantas a crescerem mais rápido. Em testes de laboratório, ele se mostrou um dos maiores produtores de um hormônio essencial para o desenvolvimento vegetal. Porém, nos testes reais com pimentão, as plantas não cresceram tanto quanto o esperado, o que mostra que a natureza é complexa e o fungo brilha mesmo é pela sua incrível capacidade de criar moléculas de defesa.</p>
<p>Curiosamente, esse fungo estava &#8220;escondido&#8221; em uma coleção da Embrapa desde 2004.</p>
<blockquote><p>&#8220;No laboratório, estávamos realizando trabalhos de isolamento de microrganismos de diferentes habitats amazônicos. Esse Trichoderma foi isolado a partir da casca de cardeiro (Scleronema micranthum), uma espécie madeireira nativa. O isolado estava preservado em coleção de cultura desde 2004&#8221;, observa Sousa.</p></blockquote>
<p>Para os cientistas, isso prova que a Amazônia guarda tesouros que ainda nem conhecemos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Com base na coleta desse único microrganismo, identificamos a possibilidade de gerar valor econômico a partir dessas moléculas e transformá-las em bioprodutos comerciais&#8221;, destaca Sousa.</p></blockquote>
<h3>Contra superbactérias e doenças humanas</h3>
<p>A descoberta foi além das fazendas. Os cientistas descobriram que o fungo funciona como uma &#8220;fábrica química&#8221; natural, produzindo substâncias chamadas peptídeos que agem como antibióticos poderosos.</p>
<p>Em testes, essas substâncias criadas pelo fungo foram mais eficazes que antibióticos vendidos hoje em dia, combatendo inclusive bactérias perigosas que causam pneumonia (Klebsiella pneumoniae). O uso de inteligência artificial ajudou os pesquisadores a &#8220;prever&#8221; essas fórmulas químicas antes mesmo de isolá-las, acelerando a descoberta de novos remédios.</p>
<h3>A importância de preservar o invisível</h3>
<p>A história do Trichoderma agriamazonicum traz um alerta: a árvore de onde ele foi tirado poderia ter sido cortada e o fungo extinto antes de descobrirem sua utilidade. O pesquisador Gilvan Ferreira ressalta que manter &#8220;bibliotecas&#8221; de microrganismos vivos é estratégico para o Brasil:</p>
<blockquote><p>&#8220;Esse potencial poderia ter sido perdido para sempre se não houvesse a coleção de culturas que mantém o isolado viável ao longo do tempo. Isso reforça a necessidade urgente de investimento contínuo na conservação, pesquisa e aplicação dos nossos recursos genéticos&#8221;, enfatiza.</p></blockquote>
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		<title>Descoberta na Amazônia aponta alternativa sustentável ao uso de mercúrio no garimpo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 15:14:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[mineração]]></category>
		<category><![CDATA[Ochroma pyramidale]]></category>
		<category><![CDATA[pau-de-balsa]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Arvore-pau-de-pausa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O uso do mercúrio na mineração de ouro é uma prática milenar, mas o custo ambiental e humano tornou-se insustentável. Nas últimas décadas, a comprovação de que o metal pesado contamina cadeias alimentares e causa doenças graves levou cientistas a buscarem alternativas. E foi na Amazônia que eles encontraram uma solução promissora. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Arvore-pau-de-pausa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal"><em><span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;">Por Tereza Coelho</span></em></p>
<p>O uso do mercúrio na mineração de ouro é uma prática milenar, mas o custo ambiental e humano tornou-se insustentável. Nas últimas décadas, a comprovação de que o metal pesado contamina cadeias alimentares e causa doenças graves levou cientistas a buscarem alternativas. E foi na Amazônia que eles encontraram uma solução promissora.</p>
<p>Desde 2020, cientistas da <a href="https://www.embrapa.br/en/florestas" target="_blank" rel="noopener">Embrapa Florestas</a> estudam compostos das folhas do pau-de-balsa (Ochroma pyramidale) como substitutos biológicos e seguros para a separação do metal em garimpos de pequena escala.</p>
<p>A técnica é inspirada em mineradores da Colômbia, que já utilizam a seiva da planta de forma artesanal. No Brasil, o grupo de pesquisa identificou quatro compostos químicos capazes de isolar o ouro.</p>
<p>Em 2025, os extratos foram testados em condições reais em Peixoto de Azevedo (MT), em parceria com a Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto de Azevedo (<a href="https://www.coogavepe.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Coogavepe</a>).</p>
<p>Marina Morales, pesquisadora da Embrapa Florestas, detalha a inspiração no país vizinho:</p>
<blockquote><p>“O uso sustentável do pau-de-balsa na Colômbia em substituição ao mercúrio nos inspirou a buscar uma aplicabilidade de forma mecanizada, levando em conta também os lugares de acesso mais desafiadores dos garimpos de pequena escala, como os situados na Amazônia Legal.”</p></blockquote>
<h3>Sustentabilidade e recuperação ambiental</h3>
<p>O uso do pau-de-balsa oferece uma estratégia de &#8220;dupla ação&#8221;: substitui o metal tóxico e auxilia na recuperação da floresta, já que a espécie é nativa. Segundo Morales:</p>
<blockquote><p>“A mitigação dos impactos ambientais dos garimpos de pequena escala tem dois principais focos: substituir o uso do mercúrio e recuperar as áreas exploradas com o plantio do pau-de-balsa, entre outras espécies de cada bioma.”</p></blockquote>
<p>A pesquisadora destaca que a parceria com a Coogavepe é fundamental, pois a cooperativa possui mais de 200 licenças de operação no modelo de &#8220;baixão&#8221; (depósitos aluvionares).</p>
<blockquote><p>“A cooperativa possui diversos garimpos de pequena escala legalizados na região amazônica e atualmente conta com mais de 200 licenças de operação, em sua maioria do tipo tradicional conhecido como garimpo de ‘baixão’, com depósitos aluvionares.”</p></blockquote>
<h3>Desafios e viabilidade econômica</h3>
<p>Apesar dos resultados promissores e do pedido de patente em curso, a substituição do mercúrio enfrenta barreiras culturais e práticas.</p>
<blockquote><p>“Temos que superar desafios tecnológicos e de substituição de uma prática que é milenar. O mercúrio apresenta praticidade, rapidez e certo grau de eficiência na extração do ouro”, afirma Morales.</p></blockquote>
<p>Para a mudança ser efetiva, será necessário investir em conscientização, crédito e novos equipamentos. Economicamente, o pau-de-balsa é versátil: sua madeira leve é valorizada para aeromodelismo, pranchas de surf e isolamento acústico. Sobre a abrangência da solução, a pesquisadora pondera:</p>
<blockquote><p>“Todas as áreas podem ser beneficiadas, mas necessitam de alguns ajustes de manejo. A principal vantagem do pau-de-balsa é que ele pode se tornar uma alternativa econômica inclusive em áreas com menor aptidão para a agricultura e pecuária.”</p></blockquote>
<h3>Parcerias Institucionais</h3>
<p>Além da Embrapa, outra iniciativa que atua no estudo do pau-de-balsa como alternativa sustentável é o Projeto Ochroma, fruto de uma parceria entre o Instituto Militar de Engenharia (IME), a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade do Estado do Amazonas.</p>
<p>O projeto sediado no Laboratório de BioGeoQuimica Ambiental da UNIR prevê a criação de viveiros de pau-de-balsa para distribuição e plantio em sistemas de Agrofloresta Sustentável (SAF), criando uma simbiose entre a produção agrícola e a conservação ambiental.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mma-e-fiocruz-iniciam-monitoramento-de-mercurio-na-terra-indigena-kayapo-no-para/" target="_blank" rel="noopener">MMA e Fiocruz iniciam monitoramento de mercúrio na Terra Indígena Kayapó, no Pará</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-recebe-propostas-e-contribuicoes-sobre-os-efeitos-negativos-do-uso-de-mercurio-na-mineracao/" target="_blank" rel="noopener">MPF recebe propostas e contribuições sobre os efeitos negativos do uso de mercúrio na mineração</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpos-ilegais-de-ouro-reduzem-estoque-de-carbono-e-aumentam-contaminacao-por-mercurio-no-solo/" target="_blank" rel="noopener">Garimpos ilegais de ouro reduzem estoque de carbono e aumentam contaminação por mercúrio no solo</a></strong></p>
<p><!--EndFragment--></p>
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