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	<title>El Niño &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>El Niño &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Com 115 focos de calor, Pará é o 5º estado no ranking nacional de incêndios florestais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 17:28:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
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		<category><![CDATA[Ministério da Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Reserva-Extrativista-Resex-Tapajos_fogo2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Pará é um dos 15 estados brasileiros em alerta pela exposição da população à fumaça de incêndios florestais, segundo boletim do Ministério da Saúde. O Brasil registrou 1.153 focos de calor entre os dias 5 e 11 de julho. O estado ficou em 5º lugar nacional, com 115 focos, ficando atrás de Tocantins [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Reserva-Extrativista-Resex-Tapajos_fogo2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Pará é um dos 15 estados brasileiros em alerta pela exposição da população à fumaça de incêndios florestais, segundo boletim do Ministério da Saúde.</em></li>
<li><em>O Brasil registrou 1.153 focos de calor entre os dias 5 e 11 de julho.</em></li>
<li><em>O estado ficou em 5º lugar nacional, com 115 focos, ficando atrás de Tocantins (227), Mato Grosso (181), Bahia (122) e Maranhão (119).</em></li>
<li><em> No ranking dos municípios, a cidade de Altamira (PA) ocupa a 3ª posição no país, com 30 focos de calor. As duas primeiras são Paranatinga (MT), com 57, e Mateiros (TO), com 33.</em></li>
<li><em> O monitoramento ganha importância com a chegada do El Niño, que intensifica a seca e o calor, favorecendo a propagação de queimadas e aumentando riscos de problemas respiratórios devido ao ar seco e à fumaça.</em></li>
<li><em>Os dados fazem parte do programa AdaptaSUS para orientar equipes de saúde e preparar a rede pública no atendimento de impactos causados por eventos climáticos extremos.</em></li>
</ul>
<p>O Pará integra a lista dos 15 estados brasileiros com registro de focos de calor e alerta para a exposição da população à fumaça de incêndios florestais.  Ao todo, o Brasil contabilizou 1.153 focos entre os dias 5 e 11 de julho.</p>
<p>Os dados constam no informe semanal Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde, divulgado na terça-feira, 21, pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>Com 115 focos de calor no período, o Pará ficou na quinta posição do ranking nacional.</p>
<p data-path-to-node="17">O acompanhamento ganha relevância diante da chegada do El Niño, fenômeno que altera a temperatura e o volume de chuvas no Brasil. Dependendo da região, ele intensifica períodos de seca e eleva as temperaturas, criando condições favoráveis ao surgimento e à proliferação de incêndios florestais.</p>
<p data-path-to-node="18">Além disso, a queda na umidade relativa do ar agrava o impacto da fumaça, aumentando os riscos de problemas respiratórios para a população.</p>
<h3>Ranking de estados com mais queimadas</h3>
<p>No período de 5 a 11 de julho, o país contabilizou 1.153 focos de calor. O Pará aparece na quinta posição do ranking nacional, com 115 registros, atrás de:</p>
<ul>
<li>Tocantins: 227 focos</li>
<li>Mato Grosso: 181 focos</li>
<li>Bahia: 122 focos</li>
<li>Maranhão: 119 focos</li>
<li>Pará: 115 focos</li>
</ul>
<h3>Cidades mais afetadas</h3>
<p>No recorte por municípios, a cidade paraense de Altamira destaca-se em terceiro lugar nacional, acumulando 30 focos de calor. A lista das localidades com maior incidência reúne:</p>
<ul>
<li>Paranatinga (MT): 57 focos</li>
<li>Mateiros (TO): 33 focos</li>
<li>Altamira (PA): 30 focos</li>
<li>Lagoa da Confusão (TO): 28 focos</li>
<li>Guadalupe (PI): 23 focos</li>
<li>Goiatins (TO): 20 focos</li>
<li>Ações de orientação ao SUS</li>
</ul>
<p>A publicação do Ministério da Saúde reúne e cruza dados sobre qualidade do ar, focos de calor e total de moradores potencialmente expostos à fumaça, com o objetivo de acompanhar os impactos das queimadas na saúde pública.</p>
<p>O boletim integra o AdaptaSUS — Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas —, servindo como ferramenta para orientar as ações das equipes de vigilância do Sistema Único de Saúde (SUS) diante de eventos climáticos extremos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Alerta na Amazônia: ameaça de super El Niño preocupa comunidades no oeste do Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/alerta-na-amazonia-ameaca-de-super-el-nino-preocupa-comunidades-no-oeste-do-para/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 14:44:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[Inmet]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[Tapajós]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/seca_no_tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Moradores do oeste do Pará temem uma nova seca extrema no segundo semestre, com a previsão de 90% de chance de ocorrência de um Super El Niño, segundo o Inmet. A seca pode reduzir o nível dos rios, provocar escassez de água potável, isolar comunidades e aumentar os incêndios florestais. No território Kumaruara (10 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/seca_no_tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Moradores do oeste do Pará temem uma nova seca extrema no segundo semestre, com a previsão de 90% de chance de ocorrência de um Super El Niño, segundo o Inmet.</em></li>
<li><em>A seca pode reduzir o nível dos rios, provocar escassez de água potável, isolar comunidades e aumentar os incêndios florestais.</em></li>
<li><em>No território Kumaruara (10 aldeias e ~1,2 mil famílias), os efeitos das secas de 2023 e 2024 ainda persistem, afetando o abastecimento de água e secando igarapés.</em></li>
<li><em>O fenômeno ocorre pelo aquecimento atípico do Oceano Pacífico e enfraquecimento dos ventos alísios, alterando a circulação atmosférica e inibindo chuvas na Amazônia e no Nordeste.</em></li>
<li><em>: A frequência de super El Niños tem aumentado nas últimas décadas devido ao aquecimento global.</em></li>
<li><em>Lideranças locais destacam o monitoramento territorial, o combate ao desmatamento e a preservação dos rios e florestas como indispensáveis para garantir a água e a vida na região.</em></li>
</ul>
<p>A potencial chegada de um novo super El Niño na segunda metade deste ano vem gerando grande apreensão entre moradores ribeirinhos no oeste do Pará. Com estimativas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontando 90% de probabilidade para a ocorrência do fenômeno e chuvas abaixo da média para o Norte do país, o temor é de que a estiagem repita ou até supere os danos vivenciados recentemente, como a queda no nível dos rios, a falta de água potável, o isolamento das comunidades e a alta nas queimadas.</p>
<p>De acordo com reportagem do g1, a apreensão já é rotina no território indígena Kumaruara, situado às margens do rio Tapajós. Aderindo à gestão de dez aldeias que abrigam cerca de 1,2 mil famílias, a coordenadora Zenilda Kumaruara ressalta que os impactos das secas severas de 2023 e 2024 ainda persistem.</p>
<blockquote><p>&#8220;Em 2023 e 2024, a situação complicou ainda mais. Até agora ainda não conseguimos resolver o problema da água. Recebemos água potável de outra comunidade e, quando chega o período de verão, esse abastecimento não acontece da mesma forma que no inverno&#8221;, relata.</p></blockquote>
<p>Além dos gargalos no abastecimento transportado, a diminuição no volume dos rios e igarapés regionais preocupa a liderança indígena. Para ela, a manutenção da floresta em pé é a principal ferramenta de sobrevivência das comunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente procura plantar e fazer o monitoramento territorial para que a nossa floresta não seja destruída, porque sabemos que a água da Amazônia depende das árvores. Se houver desmatamento, essa água vai faltar. Os igarapés têm secado, e eles são fonte de água potável para as comunidades&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<h3>O que dizem os técnicos</h3>
<p>Os alertas emitidos pelos moradores encontram amparo direto em análises científicas. O boletim climático do Inmet confirma a tendência de instalação do El Niño no Oceano Pacífico durante o segundo semestre, o que deve inibir o regime de chuvas em grande parte da Bacia Amazônica.</p>
<p>De acordo com o professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Lucas Vaz Peres, o fenômeno decorre do aquecimento atípico da superfície do Pacífico, o que altera a circulação atmosférica global.</p>
<blockquote><p>&#8220;É um fenômeno acoplado entre oceano e atmosfera. O oceano acaba se aquecendo mais do que o normal em função da diminuição dos ventos alísios. Isso modifica a circulação atmosférica, conhecida como circulação de Walker, fazendo com que o ramo descendente fique sobre a Amazônia e reduza significativamente as chuvas na nossa região&#8221;, explica o pesquisador.</p></blockquote>
<p>O pesquisador destaca ainda que, embora eventos extremos não sejam novos, a frequência dos episódios de super El Niño cresceu nas últimas décadas em razão das mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>&#8220;O que se espera é uma redução das chuvas tanto na Amazônia quanto no Nordeste brasileiro. Isso diminui as precipitações nas cabeceiras dos rios, reduz o nível dos cursos d&#8217;água, dificulta o acesso das populações ribeirinhas aos serviços básicos e ainda aumenta o risco de incêndios florestais&#8221;, alerta.</p></blockquote>
<p>Preservação como resposta</p>
<p>Diante das adversidades, os povos tradicionais veem na conservação ambiental seu principal escudo contra o clima extremo. Zenilda Kumaruara reforça que proteger rios e vegetação nativa é fundamental para assegurar a subsistência das próximas gerações.</p>
<blockquote><p>&#8220;As pessoas precisam entender que preservar os rios e as florestas é preservar a própria vida. Muitos desses problemas são causados pelo próprio ser humano, que ainda não tem consciência da importância de cuidar do meio ambiente&#8221;, conclui.</p></blockquote>
<p>Caso a previsão do super El Niño se concretize, o oeste paraense poderá vivenciar um quadro tão ou mais crítico que os anteriores, afetando de forma direta o suprimento de água, o tráfego hidroviário, o cultivo agrícola e a segurança dos moradores da região.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>El Niño na Amazônia: Pará aciona alerta contra queimadas e navegação antecipa logística</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 15:07:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[abastecimento]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[logística]]></category>
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		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[transporte fluvial]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/seca_no_amazonas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O fenômeno El Niño indica uma estiagem rigorosa entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027, trazendo riscos de queda no nível dos rios, falta de chuvas e incêndios na Amazônia. Após as crises de 2023 e 2024, as empresas de transporte fluvial mudaram de postura e integraram a seca como [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/seca_no_amazonas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O fenômeno El Niño indica uma estiagem rigorosa entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027, trazendo riscos de queda no nível dos rios, falta de chuvas e incêndios na Amazônia.</em></li>
<li><em>Após as crises de 2023 e 2024, as empresas de transporte fluvial mudaram de postura e integraram a seca como uma variável fixa e contínua em seus planejamentos operacionais.</em></li>
<li><em>Cidades do Sul, Sudeste, Oeste e da Transamazônica (como Marabá e Altamira) estão em estado crítico. O clima seco favorece queimadas de rápida propagação, gerando fumaça que ameaça a saúde pública e agrava problemas respiratórios.</em></li>
<li><em>Diante do risco de isolamento de comunidades ribeirinhas e desabastecimento, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) intensificou a fiscalização contra queimadas e enviou diretrizes técnicas para ajudar as prefeituras a enfrentarem a estiagem.</em></li>
<li><em>O setor de transporte está antecipando cargas (especialmente entre setembro e novembro) e utilizando centros de estocagem em Belém como um &#8220;pulmão logístico&#8221; para garantir o abastecimento de itens essenciais, como alimentos e medicamentos.</em></li>
<li><em>Para suprir uma projeção de aumento de 20% na demanda por transporte preventivo, empresas privadas estão ampliando suas frotas com balsas de grande capacidade e expandindo áreas portuárias</em>.</li>
</ul>
<p>O avanço do fenômeno El Niño e as projeções de uma estiagem severa para o segundo semestre de 2026 e início de 2027 ligaram o sinal de alerta no Pará. Diante de previsões que apontam redução drástica de chuvas, queda no nível dos rios e aumento de incêndios, autoridades públicas e o setor de transporte fluvial começaram a se mobilizar antes que período mais crítico da vazante chegue.</p>
<p>Enquanto instituições paraenses reforçam o monitoramento em áreas vulneráveis, operadores logísticos redesenham suas estruturas para tentar garantir o abastecimento regional.</p>
<p>A memória das secas históricas de 2023 e 2024 mudou a postura do mercado de navegação, que passou a tratar a crise climática como uma variável fixa, segundo reportagem da Agência Transporte Moderno.</p>
<blockquote><p>“A seca deixou de ser um evento excepcional e passou a fazer parte do planejamento da cadeia logística da região”, afirma Dagoberto Madono, diretor de Novos Negócios da Combitrans.</p></blockquote>
<p>Segundo ele, o intervalo entre as grandes estiagens encurtou drasticamente.</p>
<blockquote><p>“Antes era um evento esporádico, que ocorria em intervalos maiores. Hoje já existe uma percepção de continuidade e isso muda completamente a forma de planejar as operações.”</p></blockquote>
<h3>A seca e a ameaça do fogo</h3>
<p>Enquanto a logística se antecipa, o cenário ambiental no interior do estado exige atenção máxima. A combinação de calor extremo, baixa umidade e vegetação seca coloca os municípios do Sul, Sudeste, Oeste e do eixo da Transamazônica em alerta. Cidades como Marabá, São Félix do Xingu, Altamira e Novo Progresso estão entre os pontos críticos que demandam monitoramento contínuo, lembra a Gazeta de Carajás;</p>
<p>O El Niño altera a circulação atmosférica, dificultando a formação de nuvens e prolongando a estiagem. Esse cenário cria um efeito em cadeia: a falta de chuva resseca o solo e a mata, transformando florestas e pastagens em combustível para queimadas.</p>
<p>Como consequência, o estado enfrenta sérios riscos de incêndios florestais de rápida propagação e uma grave piora na qualidade do ar pela fumaça — o que se torna um problema de saúde pública ao agravar doenças respiratórias em grupos vulneráveis, como crianças e idosos.</p>
<p>O histórico recente justifica o temor. Em 2023, o baixo nível de rios importantes, como o Tapajós, levou Santarém a decretar situação de emergência, isolando comunidades ribeirinhas e afetando severamente a logística nos eixos rodoviários das BR-230 e BR-163, onde a redução da navegabilidade comprometeu o transporte de cargas e o abastecimento de itens básicos.</p>
<p>Para tentar mitigar novos impactos, os órgãos públicos intensificaram o monitoramento e as medidas preventivas nas regiões de maior vulnerabilidade. À frente dessas ações, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) coordenou iniciativas para mapear os municípios sob maior risco, além de endurecer a fiscalização contra incêndios florestais e queimadas.</p>
<p data-path-to-node="2">O plano estratégico do órgão inclui a vigilância ambiental contínua, o rastreamento das áreas com maior concentração de focos de calor e o envio de diretrizes técnicas para que as prefeituras locais consigam se estruturar adequadamente contra os efeitos da seca.</p>
<h3>Logística contra o desabastecimento</h3>
<p>Para evitar cenários de isolamento e escassez, a principal estratégia das empresas de transporte tem sido antecipar cargas entre setembro e novembro e utilizar hubs de armazenagem avançados, como os complexos mantidos em Belém. Esses centros funcionam como um &#8220;pulmão logístico&#8221;, garantindo entregas fracionadas mesmo em períodos de restrição nos rios.</p>
<p>Produtos de primeira necessidade recebem prioridade absoluta nos planos de contingência do setor.</p>
<blockquote><p>“Alimentos, bebidas, medicamentos, produtos de higiene e farmacêuticos recebem atenção especial porque existe uma responsabilidade adicional em evitar rupturas de abastecimento”, explica Madono à Agência Transporte Moderno.</p></blockquote>
<p>Com a antecipação das compras por parte dos clientes de transporte, as empresas de navegação privada projetam um aumento de 20% na demanda durante o período crítico da seca.</p>
<p>Para absorver esse fluxo, o setor logístico tem investido na expansão de frotas com balsas de grande capacidade e na ampliação de áreas portuárias em Belém para estocagem de longo prazo, incluindo futuras estruturas frigorificadas para alimentos perecíveis.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>El Niño se intensifica e tem 81% de chance de ficar muito forte até o fim do ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 15:07:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[muito forte]]></category>
		<category><![CDATA[NOAA]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/seca-Amazonas3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O El Niño se intensificou e tem 81% de chance de se tornar &#8220;muito forte&#8221; entre outubro e dezembro. Se confirmado, pode ser o maior fenômeno do tipo registrado desde 1950. Embora já se esperasse o fortalecimento do fenômeno ao longo de 2026, o novo relatório da NOAA trouxe um alerta inédito sobre a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/seca-Amazonas3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O El Niño se intensificou e tem 81% de chance de se tornar &#8220;muito forte&#8221; entre outubro e dezembro. Se confirmado, pode ser o maior fenômeno do tipo registrado desde 1950.</em></li>
<li><em>Embora já se esperasse o fortalecimento do fenômeno ao longo de 2026, o novo relatório da NOAA trouxe um alerta inédito sobre a gravidade da sua intensidade.</em></li>
<li><em>Há 97% de probabilidade de que os efeitos do El Niño persistam até o período entre março e junho de 2027.</em></li>
<li><em>O fenômeno ganhou força em junho, elevando a temperatura da superfície do Oceano Pacífico central e leste em mais de 1ºC.</em></li>
<li><em> Um El Niño mais intenso aumenta as chances de eventos climáticos extremos pelo planeta, como tempestades severas e ondas de forte calor, além de alterar o ritmo de chuvas e ventos.</em></li>
</ul>
<p>O El Niño se intensificou e tem 81% de chance de atingir a categoria “muito forte” entre os meses de outubro e dezembro próximos, segundo estimativa publicada nesta quinta-feira, 9/7, pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência de previsão climática dos Estados Unidos, uma das mais importantes do mundo.</p>
<p>Segundo a NOAA, se a previsão se confirmar, esse pode ser o maior El Niño desde 1950, ano em que começaram a ser feitas as medições.</p>
<p>Havia uma previsão de que o fenômeno pudesse se intensificar ao longo de 2026, mas não se sabia exatamente a intensidade a que poderia chegar. Esse novo boletim do instituto marca, portanto, uma mudança importante.</p>
<p>O fortalecimento do fenômeno climático tem ainda 97% de chance de perdurar até os meses de março a junho de 2027, quando é primavera no Hemisfério Norte e outono no Hemisfério Sul.</p>
<p>De acordo com o instituto norte-americano, o El Niño ganhou força no mês de junho, causando uma série de alterações na temperatura de uma grande área da superfície do Oceano Pacífico central e leste, provocando aumento superior a 1ºC nessas regiões.</p>
<p>Ainda segundo a NOAA, um El Niño mais forte não significa necessariamente que haverá eventos climáticos graves, mas que há uma probabilidade maior de que aconteçam mais tempestades e forte calor em diferentes regiões do planeta.</p>
<p>O El Niño é o fenômeno meteorológico que provoca o aquecimento acima da média da superfície do Pacífico equatorial. Essa elevação da temperatura causa alterações no ritmo das chuvas e também na circulação dos ventos<em>.</em></p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>El Niño: Estados têm 30 dias para apresentarem planos de combate a incêndios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 16:38:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[Estados]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[propriedades rurais]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/queimadas4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo   Estados e Distrito Federal têm 30 dias para indicar ao governo federal suas áreas prioritárias para combater e prevenir incêndios florestais. A urgência da medida atende a alertas meteorológicos (de órgãos como Inpe, Inmet e Cemaden) que preveem um El Niño de forte intensidade e o avanço do fogo entre o final deste ano [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/queimadas4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li><em> Estados e Distrito Federal têm 30 dias para indicar ao governo federal suas áreas prioritárias para combater e prevenir incêndios florestais.</em></li>
<li><em>A urgência da medida atende a alertas meteorológicos (de órgãos como Inpe, Inmet e Cemaden) que preveem um El Niño de forte intensidade e o avanço do fogo entre o final deste ano e o próximo ano.</em></li>
<li><em> Além do mapeamento, governos estaduais deverão aprovar planos de manejo integrado do fogo e regras preventivas para imóveis rurais; municípios também devem aderir às normas.</em></li>
<li><em> A recomendação, editada pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, busca alinhar os planejamentos regionais a acordos vigentes, a exemplo do pacto de proteção à Amazônia e ao Pantanal.</em></li>
</ul>
<p>Diante da consolidação de um El Niño de forte intensidade e do risco de queimadas mais severas nos próximos meses, o governo federal estipulou um prazo de 30 dias para que os estados e o Distrito Federal mapeiem e notifiquem suas regiões prioritárias para o enfrentamento de incêndios florestais.</p>
<p>Segundo o Valor, a determinação consta em uma recomendação do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, chancelada por João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima e presidente do colegiado. O documento foi veiculado no Diário Oficial da União (DOU).</p>
<p>A diretriz estabelece que as gestões estaduais e do DF precisam aprovar planos específicos de manejo do fogo, além de regulamentar ações preventivas e de preparação voltadas a propriedades rurais, respeitando as características de cada ecossistema. No âmbito municipal, as prefeituras devem aplicar as mesmas orientações dentro de suas respectivas atribuições legais.</p>
<p>A decisão foi motivada por projeções de centros climáticos globais que alertam para a chegada de um El Niño severo. O fenômeno deve elevar o risco de grandes incêndios em diversas partes do Brasil entre o final deste ano e o decorrer do próximo ano.</p>
<p>O comitê fundamentou o prazo com base em debates promovidos pelo ministério junto a órgãos governamentais de meteorologia, além de relatórios técnicos emitidos em abril e maio por entidades de peso, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).</p>
<p>A portaria reforça também o papel da cooperação mútua entre a União e os estados, mencionando estratégias já em andamento, como o &#8220;Pacto Interfederativo para o combate aos incêndios no Pantanal e Amazônia&#8221; e os &#8220;Planos de Ação Integrados para Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>El Niño forte se desenvolverá nos próximos meses, diz agência da ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:55:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo de Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca-2024-tapajos-Pedro-Alcantara-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que o fenômeno já começou e deve ganhar muita força nos próximos meses, estendendo seus efeitos até o início de 2027. A previsão de um evento intenso ameaça a produção nacional de grãos para o ciclo 2026/27, trazendo riscos climáticos para as lavouras do país.  O Ministério da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca-2024-tapajos-Pedro-Alcantara-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que o fenômeno já começou e deve ganhar muita força nos próximos meses, estendendo seus efeitos até o início de 2027.</em></li>
<li><em>A previsão de um evento intenso ameaça a produção nacional de grãos para o ciclo 2026/27, trazendo riscos climáticos para as lavouras do país.</em></li>
<li><em> O Ministério da Agricultura oficializou a criação de um grupo de trabalho focado em avaliar os impactos do fenômeno e proteger o produtor rural.</em></li>
<li><em>O comitê terá 60 dias para mapear as vulnerabilidades regionais e propor estratégias de defesa para culturas essenciais, como soja, milho, trigo, feijão, cana, café e mandioca.</em></li>
<li><em>O grupo se reunirá semanalmente e será composto por representantes do ministério, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e da Embrapa</em>.</li>
</ul>
<p>O fenômeno climático El Niño já começou no Oceano Pacífico e deve ganhar muita força entre julho e setembro, provocando calor extremo e secas severas, com efeitos por vários meses. O alerta é da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a agência de meteorologia da ONU.</p>
<blockquote><p>&#8220;Já se observam condições características de um episódio de El Niño e a previsão é de uma intensificação rápida até se tornar um episódio forte&#8221;, declarou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.</p></blockquote>
<p>O alerta chega dois dias depois de o Ministério da Agricultura instituir um grupo de trabalho para avaliar os impactos do fenômeno climático El Niño na produção agropecuária nacional e propor estratégias de mitigação e proteção do produtor rural</p>
<p>O grupo foi criado por meio de portaria no Diário Oficial da União, assinada durante o lançamento do Plano Safra 2026/27.</p>
<h3>O alerta climático da ONU e o risco no Brasil</h3>
<ul>
<li><strong>Intensidade máxima</strong>: O aquecimento das águas do Pacífico deve passar dos 2°C acima da média no segundo semestre. Especialistas já alertam para o risco de um &#8220;Super El Niño&#8221;, cujos efeitos devem influenciar o clima até o início de 2027.</li>
<li><strong>Efeito no Brasil</strong>: O fenômeno costuma bagunçar o regime de chuvas no país, trazendo o risco de estiagem e calor forte na região central e no Matopiba, enquanto eleva os volumes de chuva na região Sul.</li>
</ul>
<h3>A estratégia de defesa</h3>
<p>O novo grupo de trabalho terá o prazo de 60 dias para entregar um plano de ação detalhado. As principais medidas incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Mapeamento de risco</strong>: Identificar as áreas mais frágeis de cada região geográfica do país com base nos dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).</li>
<li><strong>Foco nas grandes culturas</strong>: Avaliar os impactos diretos nas plantações de soja, milho, trigo, feijão, cana-de-açúcar, café e mandioca.</li>
<li><strong>Plano de proteção</strong>: Criar estratégias de adaptação para as fazendas e propor novos instrumentos financeiros e institucionais para mitigar os prejuízos dos produtores.</li>
</ul>
<p>O comitê fará reuniões semanais e será formado por especialistas do próprio ministério, do Inmet e da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Os relatórios finais e o cronograma de ações serão validados pela Secretaria Executiva da pasta.</p>
<p><em>Fonte: UN News e Estadão</em></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Sombra e água fresca: Veja como proteger o rebanho e evitar perdas com o El Niño</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:26:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/gado_sombra-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo: Sob altas temperaturas, o gado consome menos alimento e gasta energia para tentar resfriar o corpo. Isso atrasa o peso de abate, piora a conversão alimentar e encarece o custo de produção. O estresse térmico diminui a taxa de prenhez, aumenta abortos e atrasa o cio das matrizes. Dados da Embrapa mostram que vacas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/gado_sombra-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo:</em></p>
<ul>
<li><em>Sob altas temperaturas, o gado consome menos alimento e gasta energia para tentar resfriar o corpo. Isso atrasa o peso de abate, piora a conversão alimentar e encarece o custo de produção.</em></li>
<li><em>O estresse térmico diminui a taxa de prenhez, aumenta abortos e atrasa o cio das matrizes. Dados da Embrapa mostram que vacas com acesso à sombra produzem até quatro vezes mais embriões no calor do que as mantidas a pleno sol.</em></li>
<li><em>Garantir água limpa e fresca continuamente e oferecer áreas de sombra (naturais ou artificiais) são as medidas mais importantes.</em></li>
<li><em> Atividades que geram estresse, como vacinação, apartação e transporte de animais, devem ser concentradas no início da manhã ou no fim da tarde, evitando os momentos mais quentes do dia.</em></li>
<li><em>Além do calor extremo, as grandes oscilações de temperatura entre o dia e a noite na transição para a seca estressam o rebanho e facilitam o surgimento de doenças.</em></li>
<li><em>Propriedades que se planejaram antes da chegada do último El Niño conseguiram manter ou até superar as metas de reprodução e produtividade, ao contrário daquelas que apenas reagiram quando a seca apertou.</em></li>
</ul>
<p>Manejo da lavoura e preparo da forrageira foram os primeiros passos para enfrentar o período de seca e calor extremo anunciado com a chegada do El Niño. Agora, a atenção do produtor deve se voltar diretamente ao gado, que sob altas temperaturas pode desacelerar o ganho de peso, reproduzir menos e levar prejuízo para o ano seguinte.</p>
<p>Na última passagem do fenômeno, entre 2023 e 2024, o Centro-Oeste viveu a seca mais intensa registrada no Brasil desde 1950, segundo o Cemaden, com termômetros passando de 42 °C em diversas cidades da região. Ao <strong>Gigante 163</strong>, especialistas apontam caminhos para o produtor atravessar o período sem perder produtividade.</p>
<p>O médico-veterinário e consultor técnico Vitor Hugo Padilha resume o problema: sob calor intenso, o animal gasta parte da energia só para manter a temperatura corporal estável.</p>
<blockquote><p>&#8220;Como consequência, ocorre redução do consumo de alimento, menor ganho de peso diário, pior conversão alimentar e queda da eficiência produtiva. No bolso do produtor, isso significa animais demorando mais para atingir o peso de abate, aumento do custo de produção e menor rentabilidade por hectare&#8221;, disse.</p></blockquote>
<h3><strong>Reprodução é o ponto mais sensível</strong></h3>
<p>Embora os zebuínos, predominantes no Brasil, apresentem boa adaptação ao clima, o calor intenso e prolongado, associado à falta de sombra, água ou nutrição adequada, resulta em estresse térmico, o que pode reduzir a taxa de prenhez, aumentar a mortalidade embrionária e os abortos e atrasar o retorno ao cio.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esses efeitos geram impactos econômicos significativos, pois reduzem a quantidade e a qualidade dos animais produzidos por safra, reduzindo a lucratividade do empreendimento&#8221;, diz o zootecnista Felipe Palombino.</p></blockquote>
<p>Para se ter ideia, segundo a Embrapa, vacas com acesso à sombra de árvores em sistemas integrados podem produzir até quatro vezes mais embriões no período mais quente do ano, e 22% mais leite ao longo dos 33 meses de avaliação, na comparação com as mantidas a pleno sol.</p>
<h3><strong>Sombra e água fresca</strong></h3>
<p>Para evitar as perdas, o veterinário Ronaldo Oliveira aponta que a primeira medida é garantir água limpa, fresca e em quantidade suficiente durante todo o dia. Em seguida, é preciso assegurar áreas de sombra adequadas, naturais ou artificiais, permitindo que os animais reduzam sua carga térmica nos horários mais quentes.</p>
<blockquote><p>&#8220;O erro mais frequente é subestimar a importância desses fatores. A água é indispensável para manter as funções fisiológicas e deve estar disponível continuamente, em quantidade e qualidade. Da mesma forma deve ocorrer com a sombra, seja por meio de árvores, sistemas silvipastoris ou estruturas artificiais&#8221;, afirmou.</p></blockquote>
<p>Um estudo publicado na revista Animals em 2026, com gado majoritariamente Nelore, estimou que oferecer sombra adequada reduz em 85% o tempo do animal em desconforto térmico severo, com retorno de US$ 12 a 16 por cabeça na terminação.</p>
<h3><strong>Variação térmica</strong></h3>
<p>Oliveira também recomenda concentrar tarefas mais estressantes, como vacinação, transporte e apartação, nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde, evitando os períodos de maior temperatura.</p>
<blockquote><p>&#8220;Vale lembrar que não é apenas o calor intenso que preocupa. As grandes variações de temperatura entre o dia e a noite, comuns no período de transição para a seca, aumentam o estresse dos animais e favorecem o aparecimento de diversas enfermidades&#8221;, diz ele.</p></blockquote>
<figure id="attachment_35446" aria-describedby="caption-attachment-35446" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-35446" src="https://www.gigante163.com/wp-content/uploads/2026/07/sombra-artificial-650x402.png" alt="" width="650" height="402" /><figcaption id="caption-attachment-35446" class="wp-caption-text">Sombra artificial também é estratégia para ajudar o gado a atravessar o calor. Foto: Juliana Sussai/Embrapa</figcaption></figure>
<h3><strong>Antecipar sai mais barato que remediar</strong></h3>
<p>Vitor Hugo acompanhou cerca de dez propriedades na seca de 2023/2024, quando houve alterações na estação reprodutiva convencional (setembro a dezembro). Nas fazendas com pasto de pior qualidade e matrizes de baixo escore corporal, a estação de monta atrasou e a prenhez caiu.</p>
<p>A diferença, segundo o consultor, esteve menos no clima e mais no preparo. Quem se antecipou, em vez de apenas reagir quando a seca apertou, atravessou o período sem perder produtividade.</p>
<blockquote><p>&#8220;Por outro lado, propriedades que realizaram planejamento antecipado, com suplementação adequada, manejo sanitário eficiente, disponibilidade de água, sombra e acompanhamento técnico contínuo, conseguiram manter ou até superar os índices reprodutivos de anos anteriores&#8221;, concluiu.</p></blockquote>
<h3><strong>Saiba mais:</strong></h3>
<p><strong>O El Niño 2026/27 &#8211; </strong>O El Niño foi confirmado pela NOAA em 11 de junho de 2026 e está em curso, ainda em intensidade fraca, com tendência de fortalecer no segundo semestre. A probabilidade de persistência fica entre 97% e 99% em todos os trimestres até o verão de 2027, e há 63% de chance de atingir intensidade &#8220;muito forte&#8221; entre novembro e janeiro, o que o colocaria entre os episódios mais intensos desde 1950, ao lado de 1982-83, 1997-98 e 2015-16.</p>
<p><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Conama aprova novas regras para uso responsável do fogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:24:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Conama]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Tecnico-faz-o-controle-do-fogo--150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou uma norma que padroniza os procedimentos, amplia a segurança jurídica e melhora a gestão integrada do uso do fogo em atividades agrossilvipastoris. A resolução define os critérios para a emissão da Autorização por Adesão e Compromisso (AAC), que permite o uso do fogo controlado em locais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Tecnico-faz-o-controle-do-fogo--150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou uma norma que padroniza os procedimentos, amplia a segurança jurídica e melhora a gestão integrada do uso do fogo em atividades agrossilvipastoris.</em></li>
<li><em>A resolução define os critérios para a emissão da Autorização por Adesão e Compromisso (AAC), que permite o uso do fogo controlado em locais específicos.</em></li>
<li><em>Fica proibida a queima em áreas superiores a 200 hectares por imóvel. Além disso, a propriedade não pode estar em Zona de Amortecimento de Unidade de Conservação ou a menos de 10 quilômetros de Terras Indígenas.</em></li>
<li><em>A AAC terá validade de 12 meses (renováveis por mais 12). A emissão será feita pelos órgãos ambientais estaduais por meio do sistema Sisfogo, que é gerenciado pelo PrevFogo/Ibama.</em></li>
<li><em> O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, alertou que o El Niño previsto para o período pode causar secas severas e aumentar o risco de incêndios florestais de grandes proporções.</em></li>
<li><em>Também foi aprovada uma moção da sociedade civil recomendando que o poder público crie sistemas de alerta, medidas preventivas e protocolos de redução de danos para enfrentar o El Niño.</em></li>
</ul>
<p>O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou uma nova resolução que amplia a segurança jurídica, padroniza procedimentos e fortalece a gestão integrada do uso do fogo.</p>
<p>O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou uma nova resolução que amplia a segurança jurídica, padroniza procedimentos e fortalece a gestão integrada do uso do fogo.</p>
<p>A norma estabelece critérios e condições mínimas para a emissão da Autorização por Adesão e Compromisso (AAC), utilizada para realizar queima controlada com finalidades agrossilvipastoris em locais cujas peculiaridades justifiquem o uso do fogo controlado.</p>
<p>Ao destacar as ações já em curso para prevenir e combater incêndios florestais, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, relembrou o desafio imposto pelo El Niño. O fenômeno climático altera o regime de chuvas, o que pode provocar secas severas e risco de incêndios florestais de grandes proporções.</p>
<blockquote><p>“Temos um desafio grande pela frente, com a chegada de um El Niño potencialmente intenso, o que vai exigir muito de nós. Será uma oportunidade para nós mostrarmos para a sociedade brasileira como essa integração pode fazer diferença”, ressaltou.</p></blockquote>
<div class="row mb-5">
<div class="col-12 col-sm-10 col-md-8 col-lg-6 offset-sm-1 offset-md-0 order-2">
<div class="article">
<h3>Novas regras</h3>
<p>Segundo a resolução, fica vedada a queima em áreas maiores que 200 hectares do imóvel e é necessário que a propriedade não esteja inserida na Zona de Amortecimento de uma Unidade de Conservação ou a menos de 10 quilômetros de uma Terra Indígena.</p>
<p>A Autorização por Adesão e Compromisso (AAC) de queima controlada valerá por 12 meses, renováveis por mais 12 meses. A emissão ficará a cargo dos órgãos ambientais estaduais, que utilizarão o Sisfogo para a emissão e gerenciamento dessas autorizações. O Sisfogo é mantido pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo), do Ibama</p>
<p><span style="font-size: 14px;">Também foi aprovada uma moção proposta pela sociedade civil que recomenda ao poder público a adoção de medidas preventivas, sistemas de alerta e protocolos de redução de riscos, diante da possibilidade um El Niño de forte intensidade.  </span></p>
</div>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>El Niño deve prolongar período de seca e elevar temperaturas na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/el-nino-deve-prolongar-periodo-de-seca-e-elevar-temperaturas-na-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 15:12:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O El Niño deve prolongar o período seco no Pará (especialmente no sul do estado) até outubro, com termômetros podendo atingir entre 38°C e 40°C no interior. As chuvas podem ficar de 30% a 60% abaixo da média, deixando algumas localidades secas por meses. A combinação de calor, vegetação seca e umidade do ar [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em> O El Niño deve prolongar o período seco no Pará (especialmente no sul do estado) até outubro, com termômetros podendo atingir entre 38°C e 40°C no interior.</em></li>
<li><em>As chuvas podem ficar de 30% a 60% abaixo da média, deixando algumas localidades secas por meses.</em></li>
<li><em>A combinação de calor, vegetação seca e umidade do ar abaixo de 30% eleva criticamente o risco de queimadas florestais.</em></li>
<li><em>A baixa dos rios ameaça o transporte de alimentos e combustíveis, isolando comunidades ribeirinhas e indígenas e afetando a pesca e a agricultura.</em></li>
<li><em>Após a seca histórica de 2024, estados como o Amazonas já decretaram Estado de Emergência Climática preventiva devido aos riscos até 2027.</em></li>
</ul>
<p>Um sopro de ar quente que começa a milhares de quilômetros de distância, no Oceano Pacífico, tem o poder de redesenhar a rotina, a paisagem e o clima da maior floresta tropical do mundo. O fenômeno El Niño, conhecido por alterar o regime de ventos e temperaturas globais, está novamente no centro das atenções meteorológicas, trazendo previsões de calor extremo e estiagem prolongada para a região amazônica.</p>
<p>No Pará, os efeitos já começam a se desenhar no horizonte. Segundo o meteorologista José Raimundo Abreu, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) disse a O Liberal, em entrevista recente, o fenômeno deve estender o período seco — que normalmente vai de junho a agosto no sul do estado — até setembro ou início de outubro. Sem nuvens para bloquear o sol, a radiação solar atinge o solo com força total.</p>
<ul>
<li>Na capital, Belém: As madrugadas continuam abafadas (entre 23°C e 24°C), mas as tardes ganham ares de deserto, com máximas oscilando entre 33,5°C e 34,5°C.</li>
<li>No interior e no Sul do estado: O cenário é ainda mais desafiador. Cidades como Conceição do Araguaia, Redenção, São Félix do Xingu, Santarém e Altamira devem registrar temperaturas bem acima da média. Em alguns pontos do sul paraense, os termômetros podem romper a barreira dos 38°C a 40°C.</li>
</ul>
<p>Além do calorão, as chuvas devem despencar para volumes entre 30% e 60% abaixo da média histórica. No sul do Pará, o Inmet alerta que algumas localidades podem amargar até dois meses inteiros sem ver uma gota d&#8217;água sequer.</p>
<p>Com a umidade do ar caindo para menos de 30%, o ambiente se torna um barril de pólvora: qualquer faísca, fogueira ou descarte incorreto de cigarro pode iniciar incêndios florestais incontroláveis.</p>
<h3>O fantasma de 2024</h3>
<p>O medo de um cenário devastador não é infundado. A memória de 2024 ainda está viva, ano em que o El Niño se uniu ao aquecimento do Atlântico Tropical para castigar a Amazônia com uma das secas mais severas de sua história, deixando rios gigantescos, como o Rio Madeira, em níveis mínimos históricos.</p>
<p>Diante das projeções que indicam a possibilidade de um &#8220;Super El Niño&#8221; estender seus impactos até o primeiro semestre de 2027, governos locais já se mobilizam. O Amazonas, por exemplo, decretou preventivamente Estado de Emergência Climática e Ambiental.</p>
<blockquote><p>&#8220;O fenômeno cria condições ambientais altamente favoráveis para que queimadas iniciadas localmente se tornem mais intensas, extensas e difíceis de controlar&#8221;, explicou Isabelle Vilela, especialista em mudança do clima da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica).</p></blockquote>
<h3>O impacto socioeconômico</h3>
<p>Abaixo da copa das árvores e ao longo das margens dos rios, a seca se transforma em crise social. Na Amazônia, as águas são as estradas. Quando o nível dos rios desce drasticamente:</p>
<ul>
<li><strong>O isolamento avança:</strong> Populações ribeirinhas e indígenas perdem o acesso ao transporte, o que inviabiliza a chegada de alimentos, combustíveis e insumos básicos.</li>
<li><strong>A saúde e a educação travam</strong>: Sem navegabilidade, crianças ficam sem escola e o acesso a serviços médicos de emergência é blocoado.</li>
<li><strong>A economia sofre:</strong> Setores vitais como a pesca, a agricultura de subsistência e a geração de energia enfrentam perdas profundas.</li>
</ul>
<h3>Um quebra-cabeça climático</h3>
<p>Embora o Inmet preveja que o atual El Niño tenha uma intensidade inicial entre fraca e moderada, Isabelle Vilela lembra que o destino da floresta não depende apenas do Pacífico. O aquecimento anormal do Atlântico Tropical e o estado prévio do solo e da vegetação funcionam como engrenagens que podem atenuar ou amplificar o desastre.</p>
<p>Em um planeta em constante aquecimento global, o El Niño não atua sozinho; ele potencializa os extremos.</p>
<p>Para os próximos meses, a palavra de ordem na Amazônia é prevenção: proteger a saúde com hidratação constante, evitar a exposição ao sol forte e, acima de tudo, banir o uso do fogo para que a floresta possa resistir a mais um ciclo de fúria climática.</p>
<p><em>Fonte: O Liberal e InfomAmazônia</em></p>
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		<title>Rios do Pará voltam a encher e estado lidera ganho de água no País, diz MapBiomas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 13:14:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/rios_amazonia-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Após dois anos de seca severa, a Amazônia recuperou sua superfície de água em 2025, fechando o ano 2,6% acima da média histórica, aponta MapBiomas. Pará liderou os ganhos no país, seguido por Goiás e Amazonas. No Brasil, a superfície de água cai década após década: foram 2,6 milhões de hectares perdidos entre 1985-1994 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/rios_amazonia-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Após dois anos de seca severa, a Amazônia recuperou sua superfície de água em 2025, fechando o ano 2,6% acima da média histórica, aponta MapBiomas.</em></li>
<li><em>Pará liderou os ganhos no país, seguido por Goiás e Amazonas.</em></li>
<li><em>No Brasil, a superfície de água cai década após década: foram 2,6 milhões de hectares perdidos entre 1985-1994 e 2015-2024.</em></li>
<li><em>INPE aponta mais de 80% de chance de um novo El Niño no 2º semestre de 2026, que pode reverter a recuperação dos rios</em></li>
</ul>
<p>O Pará teve o maior ganho de superfície de água no País em 2025: 142 mil hectares (ha) acima da média dos últimos 40 anos. O resultado acompanha a recuperação de rios, lagos e áreas alagadas na Amazônia, que voltaram a crescer, segundo dados divulgados nesta terça, 16/6, pelo MapBiomas.</p>
<p>Depois de dois anos de seca severa, que baixaram o nível dos rios e isolaram comunidades inteiras, os números indicam um respiro para a região: em 2025, foram 11,5 milhões de hectares de superfície de água, 287 mil a mais que a média histórica, uma alta de 2,6%.</p>
<p>Além do Pará, o ranking dos estados que mais recuperaram superfície de água é formado por Goiás e Amazonas, com 91 mil ha e 87 mil ha. No outro extremo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso tiveram os piores resultados, com 527 mil ha e 336 mil ha a menos, puxados pela seca no Pantanal.</p>
<h3>Água para além da Amazônia</h3>
<p>A Amazônia concentra 61,4% de toda a superfície de água do Brasil, e boa parte dessa água está em rios que cortam o Pará. O rio Amazonas, maior deles, responde sozinho por quase 20% de toda a superfície de água do bioma, com 2,25 milhões de hectares.</p>
<p>Em seguida, entre os que passam pelo estado, aparecem o Tocantins (880 mil ha), o Xingu (356 mil ha) e o Trombetas (169 mil ha).</p>
<p>Ao todo, os 12 principais rios da Amazônia reúnem 58% de toda a água mapeada na região, e metade das cidades, vilas e comunidades do bioma está a até 50 km de algum deles. Quando o nível dos rios sobe ou desce, é a rotina dessas populações que muda primeiro.</p>
<p>O impacto vai muito além do bioma: a seca ou a cheia dos rios atinge desde a navegação e a pesca das comunidades ribeirinhas até a umidade que abastece as chuvas e mantém as lavouras do Centro-Sul, levada pelos rios voadores.</p>
<h3>Recuperação desigual</h3>
<p>Apesar do ano positivo, 20 das sub-bacias amazônicas, o equivalente a 37% delas, registraram valores menores que a média histórica.  Para Bruno Ferreira, pesquisador da equipe da Amazônia do MapBiomas e do Imazon, os números merecem atenção.</p>
<blockquote><p>“Mesmo com essa recuperação, a situação ainda é preocupante no longo prazo, já que na região eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes, além de sinais de instabilidade no regime hídrico, influenciados tanto pelas mudanças climáticas quanto pelas transformações no uso da terra”, diz ele.</p></blockquote>
<h3>Brasil mais seco</h3>
<p>O alívio na Amazônia, porém, não muda o quadro nacional. A superfície de água do Brasil vem encolhendo década após década: entre 1985-1994 e 2015-2024, o país perdeu 2,6 milhões de hectares cobertos por água, uma área quase do tamanho de Alagoas.</p>
<p>Especialistas reforçam que, no ano passado, o número voltou a subir, mas seguiu abaixo do normal. Foram 18,2 milhões de hectares de superfície de água no período, 5,3% a mais que em 2024, ainda assim abaixo da média histórica, de 18,5 milhões. Hoje, a água cobre apenas 2% do território nacional.</p>
<blockquote><p>“Ao longo das últimas quatro décadas, observa-se uma tendência de redução da superfície de água no Brasil. Como se trata de um parâmetro naturalmente dinâmico, não podemos olhar apenas para o dado de 2025 de forma isolada”, explica Juliano Schirmbeck, coordenador técnico do MapBiomas Água.</p></blockquote>
<h3>Alívio é ameaçado por El Niño</h3>
<p>A seca que assolou a região amazônica em 2023 e 2024 coincidiu com o último El Niño, fenômeno de aquecimento do Pacífico que reduz as chuvas no norte e leste do bioma. Assim, a volta das chuvas em 2025 ajuda a explicar a recuperação da superfície de água registrada agora.</p>
<p>O quadro pode se inverter de novo em 2026. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) aponta mais de 80% de chance de um novo El Niño no segundo semestre, e projeções do Centro Europeu de Previsões de Tempo de Médio Prazo (ECMWF) indicam um fenômeno possivelmente recorde, com anomalias acima de 2°C no Pacífico.</p>
<blockquote><p>“O déficit de precipitação previsto para as bacias hidrográficas da Amazônia constitui fator determinante para a redução dos níveis fluviais, com impactos que se estendem além do período seco, em função da defasagem entre a ocorrência das chuvas nas cabeceiras e seus efeitos ao longo das bacias”, diz trecho da nota técnica do INPE.</p></blockquote>
<h3>Saiba mais</h3>
<ul>
<li><strong>Rios voadores:</strong> São &#8220;correntes&#8221; de umidade que se formam quando a floresta amazônica libera água para o ar. Esse vapor viaja com os ventos por milhares de quilômetros e cai como chuva em outras regiões do país, ajudando a abastecer lavouras e reservatórios bem longe da Amazônia.</li>
<li><strong>El Niño:</strong> É um aquecimento fora do normal das águas do oceano Pacífico que se repete de tempos em tempos e bagunça o clima no mundo inteiro. No norte e no leste da Amazônia, costuma significar menos chuva — e, por consequência, rios mais baixos.</li>
</ul>
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