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	<title>Ekilibre Amazônia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Ekilibre Amazônia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Vivência com a floresta vira modelo de negócio sustentável em Alter do Chão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 16:44:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Screenshot_20260203_133654_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma aventura sem prazo de validade pela América Latina foi o estopim para o nascimento de uma empresa que hoje une cosméticos naturais a impacto socioambiental. A Ekilibre Amazônia, fundada pelo advogado Kairós Kanavarro e sua mãe, a farmacêutica Zezé Freitas, prevê lucrar até R$ 3 milhões em 2026 ao transformar conhecimento ancestral em produtos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Screenshot_20260203_133654_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="1">Uma aventura sem prazo de validade pela América Latina foi o estopim para o nascimento de uma empresa que hoje une cosméticos naturais a impacto socioambiental. A Ekilibre Amazônia, fundada pelo advogado Kairós Kanavarro e sua mãe, a farmacêutica Zezé Freitas, prevê lucrar até R$ 3 milhões em 2026 ao transformar conhecimento ancestral em produtos de alto valor agregado.</p>
<p data-path-to-node="2">O negócio começou a ganhar forma em 2008, quando Kanavarro trocou a rotina jurídica em São Paulo por um roteiro de dois meses pelo continente. O que deveria ser uma pausa rápida durou três anos e meio. Na bagagem, ele trouxe a experiência de ter passado por 14 países, mas, principalmente, o aprendizado colhido em comunidades indígenas e ribeirinhas. Nesses locais, Kanavarro mergulhou no uso tradicional de plantas e frutos, compreendendo o potencial econômico e o profundo significado cultural desses insumos para a floresta.</p>
<p>Foi então que Kairós tomou uma decisão que mudaria o rumo da própria vida: abdicar da carreira jurídica para se dedicar ao uso de criação de cosméticos à base de insumos naturais.</p>
<blockquote><p>“Eu queria trabalhar com plantas e também com algo que fosse impossível de ser ignorado”, afirmou durante entrevista ao Pequenas Empresas, Grandes Negócios (PEGN).</p></blockquote>
<p>Após a decisão, ele voltou a morar com a mãe e deu início às primeiras fórmulas de hidratantes faciais, cremes dentais e desodorantes sem alumínio. Zezé foi a primeira consumidora da marca, abandonando os produtos tradicionais para testar as formulações artesanais do filho.</p>
<p>Com os testes, resultados e contribuições como farmacêutica, Zezé virou sócia e cofundadora, contribuindo diretamente nas decisões técnicas, regulatórias e de qualidade.</p>
<h3>Alter do Chão: de incubadora a porto seguro</h3>
<p>Para estar mais perto dos insumos e firmar conexões com produtores e povos tradicionais, Kanavarro se mudou para Alter do Chão, no oeste paraense. A região, conhecida como Caribe Brasileiro virou palco da comercialização dos primeiros sabonetes e desodorantes, comercializados em feiras e praças do distrito.</p>
<blockquote><p>“Eu colocava os sabonetes numa cesta de palha e vendia na praça. Em 20 ou 30 minutos, vendia tudo”, relembra.</p></blockquote>
<p>Como forma de impulsionar ainda mais o empreendimento, o empresário investiu em um outro aporte financeiro para levantar lucro mais rápido: a produção de caipirinhas com frutas amazônicas, ervas e pimentas locais. A aposta deu certo e, em 2012, nascia a primeira loja física do empresário que trabalhava com bebidas e cosméticos. A Ekilibre nasceria formalmente pouco depois, em 2016.</p>
<p>Em 10 anos de existência, a empresa alcançou marcas importantes nos últimos anos, fechando o ano de 2024 com faturamento de R$ 1,8 milhão e o ano de 2025 com R$ 2,1 milhões.</p>
<h3><strong>De onde vem o produto?</strong></h3>
<p>A matéria-prima da Ekilibre é obtida diretamente com comunidades da floresta, sem intermediários. Kanavarro explica que a empresa exerce práticas de capacitação e comércio justo com os seus 30 a 35 fornecedores cadastrados. Na prática, a relação vai além da compra e venda, incluindo também organização produtiva, financiamento de certificações orgânicas.</p>
<blockquote><p>“Fortalecer essa cadeia é parte central do nosso propósito”, explica Kairós.</p></blockquote>
<p>Além disso, produtos com diversas comprovações de origem como ingredientes naturais, orgânico, vegano e kosher reforçam o controle sobre a rastreabilidade dos insumos, gerando valorização e confiabilidade entre o setor produtor e consumidores.</p>
<p>O portfólio inclui protetor solar, desodorante, sérum amazônico e creme facial noturno formulados com ingredientes naturais e óleos vegetais, além de uma linha infantil com quatro certificações. Atualmente, o protetor solar é o carro-chefe da marca.</p>
<blockquote><p>“Ele é físico, forma uma camada que reflete a luz solar e tem poucos componentes”, detalha Zezé.</p></blockquote>
<p>Com cada vez mais clientes, a empresa já trabalha em adaptações de produtos, como o lançamento do protetor solar com cor para diversos tons de pele. Para um resultado fiel às práticas sustentáveis, as cores serão obtidas a partir de pigmentos naturais extraídos de resíduos de madeira reaproveitada.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DSkxfG5jgyG/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<h3><strong>Crescendo juntos</strong></h3>
<p>A empresa conta atualmente com 15 colaboradores diretos e sua produção acontece no Pará, embora as embalagens e alguns insumos gerais venham de São Paulo. A cidade também é responsável por boa parte do público consumidor.</p>
<p>Quase 60% do crescimento da empresa é sustentado pela expansão do varejo direto ao consumidor (B2C), mas com a expansão do fortalecimento do braço B2B, onde a marca cria e produz para outras empresas, será necessário abrir uma segunda fábrica.</p>
<p>Com incentivos da Zona Franca, Manaus receberá a grande novidade, fundamental para redistribuir a produção da seguinte forma: a produção de sabonetes e de pesquisa de novos produtos será feita no Pará, enquanto a fabricação dos demais produtos.</p>
<p>Além da nova Fábrica, o empresário revela os planos para o futuro da Ekilibre, como a internacionalização, com foco inicial na Europa e nos Estados Unidos.</p>
<blockquote><p>“O crescimento do uso de protetor solar nos EUA gira entre 15% e 20% ao ano”, comenta Kairós.</p></blockquote>
<p>Para mãe e filho, os números são importantes para a viabilidade econômica do projeto, mas o sonho compartilhado real é redesenhar hábitos de consumo e incentivar um novo ecossistema de beleza.</p>
<blockquote><p>“O legado é fortalecer a cadeia produtiva amazônica e gerar riqueza para a região”, afirma Kairós. Já Zezé completa: “É mostrar para o próprio povo amazônico a riqueza que existe ali e que pode transformar a vida deles e do país”.</p></blockquote>
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