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	<title>Economia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Economia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Chocolat Amazônia 2026 movimentou R$ 15 milhões em negócios em Belém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 18:51:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau paraense]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolat Amazônia 2026]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/20260426195102-GF00026950-F00515547-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No último fim de semana, Belém sediou a décima edição do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau – Chocolat Amazônia e Flor Pará, que reuniu cerca de 100 mil visitantes ao longo de quatro dias de programação. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o evento movimentou aproximadamente R$ 15 milhões [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/20260426195102-GF00026950-F00515547-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No último fim de semana, Belém sediou a décima edição do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau – Chocolat Amazônia e Flor Pará, que reuniu cerca de 100 mil visitantes ao longo de quatro dias de programação. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o evento movimentou aproximadamente R$ 15 milhões em negócios diretos e futuros.</p>
<p>A programação, que reuniu mais de 500 produtores em 170 estandes, teve opções para todos os públicos como degustações, lançamentos, oficinas, apresentações culturais e atividades para o público infantil. Espaços paralelos como a Cozinha Show, o Flor Show, Fórum do Cacau e Chocoday ampliaram a experiência dos visitantes e trouxeram novos horizontes para os trabalhadores do setor.</p>
<p>Além da exposição e venda de produtos, o festival também abriu espaço para discussões sobre o futuro do setor por meio de painéis temáticos, onde especialistas abordaram a cadeia do cacau desde o plantio até a exportação, apontando desafios e oportunidades.</p>
<p>O chef e chocolatier Fábio Sicília foi um dos palestrantes e destacou a necessidade de fortalecer a identidade do produto brasileiro no mercado global, para gerar negócios com o DNA da Amazônia.</p>
<blockquote><p> “O Brasil movimenta bilhões de reais em chocolates, todos os anos. A gente aborda essa questão de se posicionar, de definir a marca, parar de cair na armadilha da commodity e nos colocar para o mercado”, diz.</p></blockquote>
<p>Para Fábio, um dos caminhos possíveis para essa mudança é o fortalecimento das marcas locais, que geraria mais valor agregado para a produção, indo além do lugar clássico de fornecedor de matéria-prima.</p>
<blockquote><p> “O Brasil tem que achar esse ponto de equilíbrio, para se posicionar como produtor de cacau e chocolate de referência, por isso, a marca Brasil-Pará importa”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Ivaldo Santana, coordenador do festival e do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau), comenta que a troca de experiências entre produtores é um dos principais ganhos do evento.</p>
<blockquote><p>“Um evento dessa natureza integra várias regiões. Os produtores trocam informações entre si. Nós temos o Fórum do Cacau, onde vários especialistas do Brasil e do mundo vêm falar sobre cacau, e painéis com chocolatiers ensinando várias formas de produzir chocolate. Então, isso aqui é uma escola para o produtor e isso leva o nome do Pará para o Brasil e o mundo”, reforçou.</p></blockquote>
<p><strong>Tendências de mercado</strong></p>
<p>Iniciativas que promovem o turismo por meio do conhecimento da cadeia produtiva, semelhante ao turismo comunitário, foram um grande destaque nas tendências de mercado. A chocolatier Sarah Brogni compartilhou a experiência ao abrir sua fazenda para visitação guiada, prática que já atrai clientes e gera resultados positivos.</p>
<blockquote><p>“A gente lançou o que chamamos de rota turística, com experiência de café da manhã, almoço e imersão na fazenda. Foi algo que precisávamos implementar para investir na juventude e hoje a gente recebe turismo internacional”, disse.</p></blockquote>
<p><strong>Produção de origem indígena</strong></p>
<p>O protagonismo indígena também teve espaço relevante no evento. Um dos destaques foi o lançamento do chocolate artesanal Kunhã Arã, produzido por uma associação indígena de Altamira, região que concentra boa parte da produção de cacau paraense.</p>
<p>A líder da associação, Irasilda Juruna, destacou os impactos da iniciativa, que dá nova vida a um projeto antigo e contribui para o sustento de diversas famílias.</p>
<blockquote><p>“O que temos hoje na comunidade é resultado de um trabalho que começou com o antigo Chocodjá e teve grande aceitação. É um projeto voltado principalmente para as mulheres, com o objetivo de complementar a renda das famílias”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Já a fundadora da Sidjä Wahiü, Katyana Xipaya, ressaltou o papel do chocolate na valorização do manejo sustentável promovido pelas comunidades tradicionais.</p>
<blockquote><p>“O chocolate abriu portas para nós e para outras comunidades indígenas e ribeirinhas. A nossa comunidade foi conquistando reconhecimento internacional pela forma com que a gente trabalha, com sustentabilidade, gerando renda e valorizando a cultura, os saberes ancestrais e a floresta”, afirmou.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/nova-lei-do-chocolate-e-bem-recebida-por-produtores-de-cacau-paraenses/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Nova lei do chocolate é bem recebida por produtores de cacau paraenses</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/chocolate-artesanal-do-para-vira-modelo-de-producao-sustentavel-em-vitrine-internacional/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Chocolate artesanal do Pará vira modelo de produção sustentável em vitrine internacional</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Da roça à mesa, Chocolat Amazônia 2026 reúne mais de 500 produtores de cacau em Belém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 16:43:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Cadeia produtiva do cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolat Festival]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/chocolat_amazonia26-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Começou, em Belém, o Festival Internacional do Chocolate e do Cacau — Chocolat Amazônia e do Flor Pará, evento que reúne mais de 500 produtores paraenses e valoriza a produção agrícola e cacaueira do estado. Em uma programação diversa e gratuita que vai até o próximo domingo, 26, é possível fazer compras, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/chocolat_amazonia26-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Começou, em Belém, o Festival Internacional do Chocolate e do Cacau — Chocolat Amazônia e do Flor Pará, evento que reúne mais de 500 produtores paraenses e valoriza a produção agrícola e cacaueira do estado. Em uma programação diversa e gratuita que vai até o próximo domingo, 26, é possível fazer compras, conhecer novos produtos e participar de atividades interativas para toda a família.</p>
<p>Ao entrar no evento, uma das primeiras coisas que o visitante vê é a construção de uma escultura de chocolate com 120 quilos feita pelo chef Léo Vilela. Em entrevista ao <strong>Pará Terra Boa</strong>, ele avalia o evento como uma oportunidade importante de unir o setor e aproximá-lo do público.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando um produtor vem por aqui, ele já sabe exatamente o que fazer, mas para o visitante que está curioso a escultura pode ser aquele primeiro alerta que chama a atenção. É uma honra ser a isca para chamar a atenção para uma cadeia produtiva tão importante&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42232" aria-describedby="caption-attachment-42232" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-42232" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-294x300.jpeg" alt="" width="624" height="637" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-294x300.jpeg 294w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-1005x1024.jpeg 1005w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-150x153.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-450x458.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09.jpeg 1284w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /><figcaption id="caption-attachment-42232" class="wp-caption-text">Léo Vilela e sua escultura de chocolate recepcionam o público que chega ao festival. Foto: Tereza Coelho</figcaption></figure>
<p>Léo conta que sua escultura representa o boto, figura do folclore amazônico com fama nacional. Ao longo dos quatro dias de evento, ele vai ganhando forma e se transformando em um ser com todos os elementos clássicos da sua representação.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ele vai ganhar braços, pernas, o emblemático chapéu, além de toda uma ornamentação com o tema das águas. Ao longo do evento vamos construir todos os detalhes possíveis. Além de bonito, ele simboliza o respeito e a reverência pela cultura da Amazônia&#8221;, destaca.</p></blockquote>
<h3><strong>Da roça ao palco principal</strong></h3>
<p>Quem for ao festival tem a oportunidade de ver o chocolate de formas inusitadas, por exemplo, numa receita salgada. Diana Gemaque, líder das Guardiãs do Cacau, marca artesanal de chocolates da Comunidade Ribeirinha de Acaráçu, está em parceria com o chef Léo Modesto, de Curuçá, para apresentar um prato inédito ao público: Pirarucu com chocolate branco e ervas amazônicas. Diana conta que já participa do festival há 5 anos e vê um avanço constante na trajetória da marca.</p>
<blockquote><p>&#8220;Somos 8 mulheres na linha de frente e se considerar as famílias no geral, é na faixa de 20 pessoas. É uma alegria ver que, dos nossos quintais, podemos alcançar voos maiores, valorizar a produção da roça e trocar ideias com quem acredita numa produção sustentável de fato&#8221;, declara.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42233" aria-describedby="caption-attachment-42233" style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-42233" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-300x225.jpeg" alt="" width="635" height="476" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-1536x1152.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 635px) 100vw, 635px" /><figcaption id="caption-attachment-42233" class="wp-caption-text">Léo Modesto e as Guardiãs do Cacau se uniram para criar um prato salgado com chocolate. Foto: Tereza Coelho</figcaption></figure>
<p>Já Léo, que participou de realities culinários em canais de TV de alcance nacional promovendo a culinária amazônica, disse que a parceria com as comunidades está no centro da sua atuação, mas ganhou um novo capítulo com o chocolate.</p>
<blockquote><p>&#8220;O chocolate entrou na minha vida por meio de um outro chef, daí fui conhecendo mais e pensando em como unir com meu trabalho. Eu sou muito grato e admiro demais as Guardiãs porque é uma troca muito genuína e inovadora. Crescer e ter reconhecimento lado a lado com pessoas que a gente admira e que fazem um trabalho com propósito é algo único&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Em relação o prato inédito que será apresentado neste sábado, 25, Léo conta que fez imersões dentro da comunidade de Acaráçu para conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelas mulheres da comunidade e aprender melhor sobre o manejo do chocolate.</p>
<blockquote><p>&#8220;Precisamos nos dispor e mergulhar de cabeça. Tem algumas técnicas e formas de manejo que não conhecia e pude fazer isso lado a lado com elas lá na comunidade. Aprender a valorizar a produção da roça, dos extrativistas e ribeirinhos passa uma mensagem muito importante e o fruto dessa parceria vocês vão conhecer logo logo&#8221;, antecipa.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DXekK1FEYDD/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DXekK1FEYDD/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação partilhada por Léo Modesto (@leomodestoz5)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h3>Novos negócios e projeção de mercado</h3>
<p>Osny Ramos, da Caupé Chocolates, que já participou de outras edições como produtor de amêndoas, agora chega ao festival como proprietário de marca. Para ele, a mudança de posição atrai novas oportunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;A integração da cadeia produtiva auxilia muito nesse processo porque torna tudo muito mais dinâmico e palpável. Verticalizar esse caminho entre produtor, investidor , exportador e quem faz as vendas no mercado é fundamental para um crescimento pleno do setor&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Para o  Secretario de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca Giovanni Queiroz, é exatamente essa integração entre vários agentes da cadeia a marca registrada do evento</p>
<blockquote><p>“A cada ano, o número de produtores rurais que também atuam na fabricação de chocolate só cresce. Se antes havia 10, 15 marcas locais, hoje são centenas de todas as regiões do estado. A valorização do setor é um instrumento importantíssimo para valorizar quem faz o sonho ser possível, quem planta e vive dessa produção&#8221;, declara.</p></blockquote>
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		<title>Com crédito mais caro, cooperativas pedem R$ 674 bilhões para o Plano Safra</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/com-credito-mais-caro-cooperativas-pedem-r-674-bilhoes-para-o-plano-safra/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 14:52:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura em cooperativas]]></category>
		<category><![CDATA[crédito rural]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[pequenos agricultores]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Safra]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Safra 2026/2027]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema OCB]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/98a29521-a02f-4ae1-b4e5-6f87dc9bc2ba-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O setor agropecuário quer ampliar o acesso ao crédito para produtores e cooperativas no Plano Safra 2026/2027. A proposta, elaborada pelo Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), prevê um total de R$ 674 bilhões em financiamento, um aumento significativo em relação aos R$ 594 bilhões do Plano Safra anterior. De acordo com o CNN Agro, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/98a29521-a02f-4ae1-b4e5-6f87dc9bc2ba-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O setor agropecuário quer ampliar o acesso ao crédito para produtores e cooperativas no Plano Safra 2026/2027. A proposta, elaborada pelo Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), prevê um total de R$ 674 bilhões em financiamento, um aumento significativo em relação aos R$ 594 bilhões do Plano Safra anterior.</p>
<p>De acordo com o CNN Agro, que teve acesso antecipado ao documento, a ideia é garantir que produtores, principalmente os pequenos e médios, consigam continuar produzindo mesmo diante do aumento dos custos e dos juros mais altos.</p>
<p>O documento, segundo a CNN, pontua que muitos produtores enfrentam dificuldades para conseguir crédito nos bancos tradicionais, o que faz das cooperativas um canal essencial para manter o campo em pleno funcionamento.</p>
<h3><strong>Como seria na prática?</strong></h3>
<p>O plano divide os recursos em três frentes principais. A maior parte, de R$ 520 bilhões, seria destinada ao custeio da produção e à comercialização.  Já uma outra fatia de R$ 154 bilhões seria direcionada para investimentos, como compra de máquinas, melhorias na estrutura e expansão da agroindústria.</p>
<p>A terceira fatia, correspondente a R$ 27 bilhões, seria usada para ajudar a reduzir as taxas de juros cobradas dos produtores. Um quarto recorte principal seria voltado ao seguro rural, com previsão de R$ 4 bilhões em 2026 e R$ 4,5 bilhões em 2027. Esses recursos seriam dedicados a proteger o produtor contra perdas.</p>
<p>Segundo a proposta, as taxas de juros seriam de acordo com o perfil do produtor. Para os pequenos, atendidos pelo Pronaf, os juros podem variar entre 0,5% e 6% ao ano. Já para médios e grandes produtores, as taxas são mais altas, variando entre 8 e 11% ao ano. O objetivo, segundo o OCB, é tentar equilibrar o acesso ao crédito em meio a realidade econômica atual.</p>
<p>Outro ponto abordado é a atualização dos limites de financiamento. Com o aumento dos custos de produção nos últimos anos, o setor defende que os valores atuais já não são suficientes. Logo, a proposta sugere ampliar os tetos de renda e de empréstimos, permitindo que mais produtores tenham acesso ao crédito.</p>
<p>Além disso, a proposta também prevê financiamentos voltados para melhorias como armazenagem (incluindo também a versão refrigerada), assim como irrigação, compra de máquinas para aumentar a produtividade e tornar a produção mais eficiente e resiliente, especialmente em projetos voltados à sustentabilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Turismo no Pará cresce mais de 400% e movimenta 1,1 bilhão após a COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 16:16:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo pós COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/20260311104414-GF00026492-F00498230-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O turismo no Pará registrou forte crescimento em 2025, especialmente após a realização da COP30. Dados da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apontam um avanço expressivo ao longo do ano. Ao todo, o estado recebeu 1.574.766 visitantes, o que representa um aumento [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/20260311104414-GF00026492-F00498230-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O turismo no Pará registrou forte crescimento em 2025, especialmente após a realização da COP30. Dados da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apontam um avanço expressivo ao longo do ano.</p>
<p>Ao todo, o estado recebeu 1.574.766 visitantes, o que representa um aumento de 30,6% em relação a 2024. Desse número, 1.224.766 são turistas brasileiros, enquanto 350 mil vieram de outros países. A procura internacional teve destaque: o volume de visitantes estrangeiros cresceu mais de 440%, segundo o Observatório do Turismo do Pará.</p>
<p>Esse desempenho está ligado a uma combinação de fatores, como ações de promoção do destino, aumento das opções de voos e valorização de experiências ligadas à natureza, cultura e gastronomia amazônica. A visibilidade internacional também contribuiu, com <a href="https://www.paraterraboa.com/cultura/acai-e-guarana-estao-na-lista-de-melhores-frutas-do-mundo-segundo-tasteatlas/" target="_blank" rel="noopener">produtos típicos como açaí e guaraná ganhando reconhecimento em rankings globais</a>.</p>
<p>Na economia, o resultado superou expectativas. O setor turístico movimentou mais de R$ 1,1 bilhão em 2025, alta de 31,1% em comparação com o ano anterior. Embora os turistas nacionais ainda representem a maior parte do fluxo e da receita, os estrangeiros passaram a ter participação mais significativa, impulsionados pelo maior gasto médio durante a estadia.</p>
<p>O crescimento beneficiou toda a cadeia do turismo, incluindo transporte, hospedagem, alimentação, agências de viagens e atividades culturais e de lazer. O resultado é o fortalecimento da economia local e a ampliação de empregos e renda em diversas regiões do estado.</p>
<p>Para o secretário de Turismo do Pará, Lucas Vieira, os números refletem um trabalho contínuo de posicionamento do estado no mercado nacional e internacional, com efeitos que vão além dos indicadores econômicos, gerando benefícios diretos à população.</p>
<blockquote><p>“Esse crescimento representa geração de emprego, renda e oportunidades para milhares de paraenses que vivem do turismo em todo o Estado”</p></blockquote>
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		<title>Shoyu amazônico: a sacada que elevou as vendas de empresa paraense em 35%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 14:12:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[mandioca]]></category>
		<category><![CDATA[Manioca]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Shoyu Amazônico]]></category>
		<category><![CDATA[tucupi]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4609-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Ícone da gastronomia do Norte, o tucupi está no centro de um movimento de expansão de mercado liderado por empreendedores paraenses. O insumo, que transita entre pratos ancestrais e releituras modernas, destaca-se por reunir os quatro sabores básicos ao umami, oferecendo uma versatilidade única. A aposta da Manioca, segundo a CEO e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4609-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Ícone da gastronomia do Norte, o tucupi está no centro de um movimento de expansão de mercado liderado por empreendedores paraenses. O insumo, que transita entre pratos ancestrais e releituras modernas, destaca-se por reunir os quatro sabores básicos ao umami, oferecendo uma versatilidade única.</p>
<p>A aposta da Manioca, segundo a CEO e cofundadora Joanna Martins, é transformar esse patrimônio regional em um item de consumo diário em todo o País. O resultado dessa estratégia é o &#8220;shoyu amazônico&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Sempre tivemos o sonho de popularizar os produtos da culinária amazônica para as mesas do Brasil, mas a sacada do ‘shoyu amazônico’ veio inteiramente dos clientes. O que nós fizemos foi abrir a cabeça e pensar em como aplicar essa sugestão no mercado de uma forma direta e eficiente&#8221;, explica ao <strong>Pará Terra Boa</strong>.</p></blockquote>
<p>O shoyu amazônico é feito a partir do tucupi preto, um extrato derivado da mandioca, fruto de um longo processo de fermentação e redução. Para chegar nele, é necessário cozinhar o tucupi amarelo por até 72 horas.</p>
<p>A redução é tão extrema que 40 litros de tucupi amarelo rendem entre 2 e 4 litros de tucupi preto, uma pasta densa e de sabor intenso.</p>
<p>Apesar do sabor e da história, o tucupi preto enfrentava um desafio comercial: a barreira do uso. Para o público de fora da Amazônia, o produto concentrado gerava dúvidas que limitavam seu consumo a chefs e entusiastas da culinária.</p>
<blockquote><p>&#8220;Vendíamos em uma embalagem bem parecida com a do shoyu, mas era só o tucupi concentrado. Quem já é daqui da região ou trabalha com sabores já sabe como usar, mas quando apresentávamos para o público de fora, sempre aparecia alguma dúvida de como aplicar nas receitas. Para facilitar, <a href="https://blog.maniocabrasil.com.br/" target="_blank" rel="noopener">chegamos a criar um blog para ensinar receitas com o tucupi preto</a>&#8220;, relembra.</p></blockquote>
<p>O ponto de virada veio da voz do próprio cliente. A reação ao paladar era unânime: &#8216;Nossa, parece shoyu&#8217;. Essa percepção recorrente virou o estalo estratégico da equipe de planejamento.</p>
<p>Se o mercado já estava familiarizado com o molho de soja, o caminho para popularizar o ativo amazônico era assumir essa identidade. Joanna ajustou a fórmula, manteve a embalagem e reposicionou a comunicação. O resultado foi imediato: o &#8216;shoyu amazônico&#8217; estreou com um salto de 35% nas vendas logo no primeiro ano.&#8221;</p>
<h3>Reconhecimento e aceitação do público</h3>
<p>Mesmo com a nova roupagem, a essência do produto permanece fiel à tradição, o que se reflete no rótulo. Enquanto os molhos de soja industriais carregam até 12 ingredientes, o &#8216;shoyu amazônico&#8217; utiliza apenas três — mandioca, água e sal. Esse conceito de clean label (rótulo limpo) atrai consumidores atentos e abre portas para quem busca saúde sem abrir mão da identidade regional.</p>
<p>Aflaviana Ribeiro, que vende comidas típicas há mais de 35 anos em Belém, conta ao <strong>Pará Terra Boa</strong> que mesmo que o tucupi já esteja presente nas suas receitas, o shoyu conquistou o paladar dela e dos seus clientes.</p>
<blockquote><p>“Embora a gente trabalhe com comida tradicional, volta e meia estamos em eventos onde conhecemos produtos novos. O tucupi preto já é um velho conhecido da gente, mas essa roupagem de shoyu deixou as coisas mais interessantes porque fica mais fácil de servir na mesa, vira uma opção de molho para aquele cliente que possui algum tipo de restrição alimentar, e a gente não leva tanto tempo explicando o que é”, conta.</p></blockquote>
<p>A empreendedora conta que, especialmente durante a COP30, precisou investir mais em produtos alternativos, mas que preservassem a identidade regional, pois o evento global trouxe consumidores ávidos por experimentar a culinária amazônica.</p>
<blockquote><p>“Precisei ser mais didática e trabalhar a acessibilidade. Algumas pessoas vêm comer um salgado ou provar um vatapá sem conhecer a fundo todos os ingredientes. Aí fizemos esse trabalho de explicar com detalhes a composição de cada receita, dos nossos temperos tradicionais e fazer adaptações caso a pessoa não queira algo de origem animal ou não possa consumir corantes, por exemplo”, explica.</p></blockquote>
<p>Já a técnica de enfermagem Larissa Santos conta que conheceu o &#8216;shoyu amazônico&#8217; após a mãe passar por uma cirurgia e precisar mudar os hábitos alimentares.</p>
<blockquote><p>“Ela não pode mais consumir molhos com muitos conservantes, corantes e excesso de sal. Aí fui em um supermercado com mais opções de produtos saudáveis e fui lendo rótulo por rótulo. Quando li que era a base de tucupi já amei, porque ela ama tucupi”, relembra.</p></blockquote>
<p>Larissa diz que a aceitação em casa foi tranquila e trouxe uma segurança devido à lista de ingredientes mais limpa, algo também apontado por Aflaviana.</p>
<blockquote><p>“Cozinhar em casa no geral é mais seguro para controlar uso de gordura e sal, mas usar temperos que também ajudam nisso é um alívio no dia a dia”, diz Larissa.</p></blockquote>
<h3>Valorizando origens</h3>
<p>A mandioca é responsável por cerca de 80% do portfólio da Manioca. No entanto, a empresa ainda encontra dificuldade, especialmente na oferta consistente de matéria-prima.</p>
<blockquote><p>&#8220;Existem as safras e períodos de produtos de maior e menor qualidade. Observamos que os SAFs (Sistemas Agroflorestais) ajudam a manter a produtividade com qualidade elevada, então entramos como parceiros dos nossos fornecedores para valorizar o produto e gerar laços ainda mais profundos e transparentes com as práticas sustentáveis que sustentam nossa produção&#8221;, explica.</p></blockquote>
<p>Como resposta a esse gargalo, a Manioca lançou o Programa Raízes, braço estratégico de fortalecimento da agricultura familiar que oferece suporte técnico para elevar a produtividade e diversificar as culturas locais.</p>
<p>Hoje, a iniciativa abraça 23 famílias, responsáveis por fornecer anualmente cerca de 140 toneladas de insumos. O modelo consolida uma relação de valor compartilhado: a empresa assegura a compra e a evolução técnica no campo, enquanto os agricultores entregam matérias-primas de excelência, elevando o padrão do produto final.</p>
<blockquote><p>&#8220;São agricultores familiares, então essa famílias vivem inteiramente da produção agrícola o ano inteiro. Quando criamos essa parceria, garantimos não só um produto de qualidade, como também garantimos que eles saberão resistir ao assédio de práticas predatórias no campo, que lá na frente vão gerar degradação e benefícios muito menores do que uma agricultura sustentável a longo prazo&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<p>A principal aposta do projeto é reposicionar a Amazônia como fonte de soluções alimentares contemporâneas, capazes de dialogar com tendências globais de sustentabilidade e rastreabilidade. Tudo isso levando o sabor da Amazônia ao cotidiano dos brasileiros.</p>
<blockquote><p>&#8220;Hoje em dia, quando nós abordam nos eventos, quase sempre o &#8216;shoyu&#8217; é o principal gancho. Parte das pessoas acha que existe uma matemática muito complicada por trás, mas não: é a prova viva do melhor que a natureza pode oferecer, sem aditivos, corantes e aqueles ingredientes esquisitos. O &#8216;shoyu&#8217; é o carro chefe da integração entre o umami amazônico e a tecnologia com uma lista limpa de ingredientes&#8221;, diz.</p></blockquote>
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		<title>De resíduo a ativo ambiental: Pará discute transformação do caroço de açaí em biocarvão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 16:01:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[biochar]]></category>
		<category><![CDATA[Cadeia produtiva do açaí]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_17398_63b7e855-327f-b178-b389-5bb8d6fb7a58-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Fruto símbolo da Amazônia e presença diária na mesa de milhares de paraenses, o açaí pode ganhar um novo papel na economia sustentável do estado. Em reunião realizada nesta segunda-feira (23), a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) recebeu representantes do setor privado para debater a viabilidade de transformar o caroço do fruto em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_17398_63b7e855-327f-b178-b389-5bb8d6fb7a58-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Fruto símbolo da Amazônia e presença diária na mesa de milhares de paraenses, o açaí pode ganhar um novo papel na<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/mesas-executivas-do-acai-articulam-setor-produtivo-para-fortalecer-cadeia-do-fruto/" target="_blank" rel="noopener"> economia sustentável</a> do estado. Em reunião realizada nesta segunda-feira (23), a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) recebeu representantes do setor privado para debater a viabilidade de transformar o caroço do fruto em oportunidade de negócio em larga escala.</p>
<p>O encontro contou com a participação da empresa Flor de Açaí — operadora da marca Oakberry no estado — e da Actus Consultoria. O foco da proposta é a produção de biochar, um biocarvão obtido a partir do processamento térmico do caroço.</p>
<p>Além de ser uma solução para o descarte de toneladas de resíduos sólidos, o biochar é reconhecido por sua alta capacidade de recuperação de solos degradados e pelo potencial de retenção de dióxido de carbono, o que abre portas para a comercialização de créditos de carbono no mercado internacional.</p>
<h3>Um problema que pode virar solução</h3>
<p>O <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/para-lidera-producao-de-acai-no-brasil-e-concentra-mais-de-90-dos-ganhos-com-o-fruto/" target="_blank" rel="noopener">Pará é o maior produtor de açaí do mundo.</a> Mas, junto com essa produção em larga escala, vem também um desafio: o grande volume de caroços descartados após o processamento do fruto. Esse material representa a maior parte do açaí processado e, muitas vezes, não tem destino adequado.</p>
<p>Embora diversos projetos da bioeconomia paraense já façam o reaproveitamento de resíduos do açaí em forma de <a href="https://www.paraterraboa.com/tecnologia/residuo-de-acai-vira-solucao-sustentavel-para-embalagens-do-futuro/" target="_blank" rel="noopener">papelaria</a>, insumos de <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/casas-ecologicas-em-ilha-de-belem-serao-erguidas-com-tijolos-de-carocos-de-acai/" target="_blank" rel="noopener">construção civil, </a>design de interiores e até como <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/engenheiro-quimico-do-para-utiliza-caroco-do-acai-no-tratamento-de-agua-e-muda-a-vida-de-ribeirinhos/" target="_blank" rel="noopener">filtro de água</a>, ainda é necessário que essa prática atinja escalas maiores para absorver a produção estadual.</p>
<p>A proposta discutida na reunião busca justamente mudar esse cenário, com o biochar. Na prática, isso significa ampliar as possibilidades de reaproveitamento ao que antes era considerado lixo, reduzindo impactos ambientais e criando novas fontes de renda.</p>
<p>Para o diretor de Atração de Investimentos da Codec, Manoel Ibiapina, o projeto mostra como o açaí pode ir além do consumo tradicional. Segundo ele, ampliar o uso do caroço ajuda a fortalecer toda a cadeia produtiva e abre novas oportunidades de negócios no estado.</p>
<blockquote><p>“O açaí é uma cadeia com escala produtiva, inserção internacional e elevada relevância econômica para o Estado. Projetos que ampliam o aproveitamento do caroço e o transformam em novos insumos contribuem para expandir o alcance dessa atividade e gerar novas oportunidades de negócio&#8221;, cita.</p></blockquote>
<p>Já o diretor da Flor de Açaí, Carlos Alberto Brito Soares, destacou que o volume de caroços é grande e ainda pouco aproveitado, mas reforçou a importância de entender bem o potencial do material antes de investir.</p>
<blockquote><p>&#8220;É essencial compreender tecnicamente o produto, validar seus componentes e estruturar adequadamente a proposta para que ela possa evoluir com segurança.”</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/para-lidera-producao-de-acai-no-brasil-e-concentra-mais-de-90-dos-ganhos-com-o-fruto/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pará lidera produção de açaí no Brasil e concentra mais de 90% dos ganhos com o fruto</strong></a></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/mesas-executivas-do-acai-articulam-setor-produtivo-para-fortalecer-cadeia-do-fruto/" target="_blank" rel="noopener">Mesas Executivas do Açaí articulam setor produtivo para fortalecer a cadeia do fruto</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/acai-do-para-lidera-extrativismo-amazonico-mas-produtores-enfrentam-faltfalta-de-acesso-a-energia-eletrica/" target="_top">Energia para a floresta: a chave para transformar a economia do açaí no Pará</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/tecnologia/residuo-de-acai-vira-solucao-sustentavel-para-embalagens-do-futuro/" target="_top">Resíduo de açaí vira solução sustentável para embalagens do futuro</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/casas-ecologicas-em-ilha-de-belem-serao-erguidas-com-tijolos-de-carocos-de-acai/" target="_top">Casas ecológicas em ilha de Belém serão erguidas com tijolos de caroços de açaí</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/engenheiro-quimico-do-para-utiliza-caroco-do-acai-no-tratamento-de-agua-e-muda-a-vida-de-ribeirinhos/" target="_top">Engenheiro químico do Pará utiliza caroço do açaí no tratamento de água e muda a vida de ribeirinhos</a></strong></p>
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		<item>
		<title>O segredo do miriti: como uma família transformou resíduos em um negócio de sucesso</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/o-segredo-do-miriti-como-uma-familia-transformou-residuos-em-um-negocio-de-sucesso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 13:59:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fibras da Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[negócios sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/whatsapp-image-2026-02-27-at-15.39.42-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Dá para transformar resíduos da floresta em produtos de alto valor e fortalecer a pegada sustentável dos seus clientes? Há 26 anos, a Fibras da Amazônia confirma que sim. Comandado pelos sócios Hilson Rabelo e Elivane Rabelo, a empresa produz papelaria artesanal, ecobags e outros itens presenteáveis a partir de fibras reaproveitadas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/whatsapp-image-2026-02-27-at-15.39.42-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Dá para transformar resíduos da floresta em produtos de alto valor e fortalecer a pegada sustentável dos seus clientes? Há 26 anos, a Fibras da Amazônia confirma que sim. Comandado pelos sócios Hilson Rabelo e Elivane Rabelo, a empresa produz papelaria artesanal, ecobags e outros itens presenteáveis a partir de fibras reaproveitadas de miriti, tururi e patchouli.</p>
<p>A matéria-prima dessas fibras são utilizadas principalmente no artesanato, mas após o uso inicial, os resíduos viravam lixo em áreas de várzea a manguezais, contribuindo com a poluição de áreas do nordeste paraense. A rede de parcerias firmada com artesãos, pequenos comerciantes e instituições resolveu este problema, permitindo gerar lucro extra em todas as etapas, além de criar produtos que levam a sustentabilidade e o meio ambiente em seu DNA.</p>
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<p>Para Hilson, também artesão, o diferencial está na &#8216;rede de negócios sustentáveis&#8217;, que potencializa o alcance e o impacto da causa pelo manejo consciente dos recursos naturais.</p>
<blockquote><p>“A experiência (do cliente final) começa naqueles primeiros segundos, quando você vê ou toca nas embalagens. Essa conexão imediata faz muita diferença e leva nossa mensagem ainda mais longe, por isso essa rede é tão fundamental”, afirma.</p></blockquote>
<p>Atualmente, a Fibras da Amazônia utiliza matéria-prima vinda de Abaetetuba, município famoso pela produção artesanal de miriti — ícone cultural do Círio de Nazaré. Boa parte do insumo provém do reaproveitamento de resíduos da confecção dos tradicionais brinquedos locais.</p>
<p>A empresa transforma esse material em biomassa, base para a produção de papel artesanal, seu principal produto. Hoje, o portfólio inclui kits corporativos personalizados, como pastas, blocos, crachás plantáveis e ecobags, segmento que impulsiona o negócio e responde por mais da metade do faturamento — que atingiu R$ 60 mil em 2025.&#8221;</p>
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<p>Segundo o empreendedor, a proposta geral vai além da estética dos produtos. A ideia é que cada item carregue uma história de produção sustentável e cooperação entre diferentes atores da cadeia.</p>
<blockquote><p>“Seja para um pequeno empresário que compra da gente para criar uma entrega especial do seu produto ou para uma empresa que faz acordo com a gente para produzir press kits, a mensagem do nosso compromisso com o meio ambiente percorre toda a cadeia produtiva. E chega ao cliente com valor agregado, que também pode fazer parte desse ciclo ao plantar seu crachá ao final do evento que participou, por exemplo”, explica.</p></blockquote>
<p>A produção da empresa fica concentrada em Belém, enquanto a operação comercial possui duas unidades em Salinópolis. O município, destino de grande fluxo turístico durante as férias escolares e no verão, tornou-se um ponto estratégico para atrair novos clientes. A operação tem apresentado bons resultados, com um gasto médio de R$ 300 por visitante.</p>
<h3>Cultura e legado</h3>
<p>A identidade cultural da região também é parte central do projeto. Nas estampas das peças aparecem elementos da cultura amazônica, como referências marajoaras, tapajônicas e ícones urbanos da capital paraense.</p>
<p>Para Elivane Rabelo, essa conexão com o território e com outros empreendedores fortalece tanto a marca quanto o impacto socioambiental do negócio.</p>
<blockquote><p>“Participamos de vários eventos com pequenos comerciantes e produtores todos os anos. Esse ecossistema (mercadológico) voltado para o (fortalecimento do) meio ambiente gera trocas e ideias incríveis para novos produtos”, declara.</p></blockquote>
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<p>Segundo ela, ouvir todos os envolvidos na cadeia produtiva é essencial para criar soluções mais sustentáveis e inovadoras.</p>
<blockquote><p>“Precisamos ouvir todas as pontas da cadeia e valorizar cada etapa. Assim como a natureza fica mais próspera com mais espécies, para a gente também funciona assim. Cada contribuição já fortalece”, reforça.</p></blockquote>
<p>O modelo colaborativo também se reflete nos futuros projetos da empresa. Entre eles está o desenvolvimento de carvão vegetal feito a partir de fibra de coco, para reaproveitar o volume de cascas descartadas no turismo de Salinópolis. Já a outra iniciativa, desenvolvida em parceria com o Laboratório de Óleos da Amazônia (LOA), pretende criar embalagens biodegradáveis a partir de biopolímeros produzidos com batata e fibra de miriti.</p>
<p>A meta da empresa é faturar R$ 100 mil em 2026 com as novas iniciativas, reforçando que a bioeconomia possui valor econômico sem precisar degradar o meio ambiente.</p>
<blockquote><p>“A COP30 foi muito especial para nossas vendas e saímos de lá ainda mais fortalecidos. Agora vamos levar nossas ideias para outros mercados com certeza de que a bioeconomia tem valor e pode ficar ainda mais presente no dia a dia das pessoas”, declara Hilson.</p></blockquote>
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		<title>Energia para a floresta: a chave para transformar a economia do açaí no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 12:53:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Mapeamento da Sociobioeconomia: bases para políticas de inclusão energética na Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[sociobioeconomia amazônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/acai-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O açaí é o principal produto da sociobioeconomia da Amazônia Legal e o Pará ocupa o centro desse cenário. Dados do relatório &#8220;Mapeamento da Sociobioeconomia: bases para políticas de inclusão energética na Amazônia Legal&#8221;, do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), revelam que a região concentra 75% de toda a produção extrativista vegetal do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/acai-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p style="text-align: left;">O açaí é o principal produto da sociobioeconomia da Amazônia Legal e o Pará ocupa o centro desse cenário. Dados do relatório &#8220;<a href="https://energiaeambiente.org.br/wp-content/uploads/2025/11/AF_IEMA-SocioBioEconomia_Relatorio_publicado.pdf" target="_blank" rel="noopener">Mapeamento da Sociobioeconomia: bases para políticas de inclusão energética na Amazônia Legal&#8221;</a>, do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), revelam que a região concentra 75% de toda a produção extrativista vegetal do Brasil.</p>
<p>Na prática, são cerca de 450 mil toneladas por ano extraídas na Amazônia Legal, a maior parte vem do Pará, que junto aos estados do Amazonas e Maranhão concentra os principais núcleos produtivos da sociobioeconomia regional. Neste cenário, o Pará possui o maior número de estabelecimentos extrativistas e lidera tanto em volume quanto em concentração territorial da produção.</p>
<p>Entretanto, o Pará também é líder em estabelecimentos extrativistas sem acesso à energia elétrica: mais de 63 mil. Como 7 dos 10 municípios com maior produção do Brasil são ribeirinhos, a dificuldade ao acesso à energia elétrica aumenta a dependência da logística fluvial e impacta no desperdício do produto, tornando o transporte para localidades mais distantes custoso e arriscado.</p>
<p>No panorama regional, essa dificuldade gera um modelo de produção ineficiente, onde as frutas têm de ser vendidas in natura por falta de máquinas para extração de sua polpa. Com falta de margem de manobra, os produtores acabam vulneráveis aos atravessadores, que diminuem a margem de lucro de quem produz.</p>
<p>O relatório alerta que a falta de infraestrutura ameaça a competitividade de uma cadeia que já é estratégica e sustenta milhares de famílias de pequenos produtores, destacando a necessidade de políticas públicas integradas.</p>
<p>O acesso a energia elétrica é condição básica para ampliar a escala produtiva e reduzir desigualdades regionais. Desta forma, o principal desafio do Pará e dos estados da Amazônia é aumentar o desenvolvimento dessas comunidades para fortalecer a produção extrativista e quem move essa cadeia.</p>
<p>Para Vinícius Oliveira da Silva, um dos coordenadores da iniciativa, o objetivo do relatório é não apenas disponibilizar informações, mas contribuir para a eficiência das políticas públicas de universalização do acesso à energia.</p>
<blockquote><p>“A grande fronteira do acesso à energia está na Amazônia, mas historicamente existe uma deficiência do Estado em saber onde estão, quem são e o que produzem essas pessoas hoje excluídas. Nosso trabalho busca suprir esta lacuna”, disse.</p></blockquote>
<p>Ele reforça ainda que as distâncias e a diversidade do contexto amazônico exigem soluções adaptadas às diferentes realidades.</p>
<blockquote><p>“Não basta a política existir. Ela precisa ser baseada em dados reais do território e executada com respeito às particularidades culturais e locais para que realmente promova o desenvolvimento e a qualidade de vida dos povos e comunidades que vivem e mantêm a floresta em pé”.</p></blockquote>
<p>Os dados do relatório agora estão disponíveis para consulta na internet, por meio da Plataforma Mapeamento da Sociobioeconomia, <a href="https://click.cse360.com.br/Click/AddCampaignEmailClick/0d9cac0e-d396-49db-08fa-08de6f949f11/https%253a%252f%252fenergiaeambiente.org.br%252fsociobioeconomia%252f/21718483-e9f5-489e-c4a7-08d7c5ff26d1/godi@compartilhabrasil.com.br/True" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://click.cse360.com.br/Click/AddCampaignEmailClick/0d9cac0e-d396-49db-08fa-08de6f949f11/https%25253a%25252f%25252fenergiaeambiente.org.br%25252fsociobioeconomia%25252f/21718483-e9f5-489e-c4a7-08d7c5ff26d1/godi@compartilhabrasil.com.br/True&amp;source=gmail&amp;ust=1772560182883000&amp;usg=AOvVaw0QDAeb9rgTSvjBqiSDW3iR">site interativo</a>.</p>
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		<title>Empresa paraense transforma resíduo do açaí em opção sustentável para a arquitetura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 14:22:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Abaetetuba]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Unaí Biopainéis]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.53.14-e1769453716355-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Diante de um cenário onde a produção de açaí gera diariamente entre 200 e 1.000 toneladas de resíduos — sendo 90% compostos por caroços, segundo a UFRA —, a gestão desse material tornou-se uma prioridade pública e privada. A Prefeitura de Belém disponibilizou para consulta pública a Resolução Normativa nº 001/2026. A [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.53.14-e1769453716355-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Diante de um cenário onde a produção de açaí gera diariamente entre 200 e 1.000 toneladas de resíduos — sendo 90% compostos por caroços, segundo a UFRA —, a gestão desse material tornou-se uma prioridade pública e privada.</p>
<p>A Prefeitura de Belém disponibilizou para consulta pública a Resolução Normativa nº 001/2026. A medida estabelece regras para o armazenamento, coleta e destinação do resíduo, visando coibir o descarte irregular em canais e vias públicas. O prazo para contribuições segue até 18 de fevereiro.</p>
<p>Essa necessidade de regulamentação reflete um desafio que o empresário Washington Filho observa desde a infância no nordeste paraense.</p>
<blockquote><p>&#8220;Desde muito cedo observamos esse acúmulo nas cidades e nas comunidades (ribeirinhas). Embora faça parte de quem somos, esse resíduo não deixa de ser um problema ambiental&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>Para enfrentar a questão, ele fundou a Unaí, transformando o descarte em matéria-prima de alto valor para construção civil e design. Washington explica que, embora o artesanato já aproveita o caroço, a escala atual exige soluções robustas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Comecei a trabalhar muito cedo e, com minha avó, sempre treinamos muito o olhar para buscar oportunidades e o açaí me tocou por estar sempre na minha vida. Muitas famílias fazem esse aproveitamento por meio do artesanato e produção de moda, mas hoje o volume de resíduos é muito alto e precisávamos de algo que usasse grandes volumes de matéria-prima&#8221;, explica.</p></blockquote>
<p>Com a Unaí, o empreendedor paraense transformou o desafio ambiental do açaí em oportunidade de negócio tanto para a construção civil quanto para a arquitetura e o design.</p>
<h3><strong>Construções com identidade ribeirinha</strong></h3>
<p>Atualmente, o principal público da Unaí são arquitetos, designers, construtoras, empresas e marcas que buscam soluções sustentáveis para revestimentos, decoração e projetos especiais. Os produtos principais são os revestimentos personalizados para áreas internas e externas, mas também existe a produção sob medida de utensílios como pias e recursos de iluminação.</p>
<figure id="attachment_40517" aria-describedby="caption-attachment-40517" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-40517" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.10-1-1024x761.jpeg" alt="" width="814" height="605" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.10-1-1024x761.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.10-1-300x223.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.10-1-768x571.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.10-1-150x112.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.10-1-450x335.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.10-1.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40517" class="wp-caption-text">Revestimento interno de restaurante em Belém feito com painéis da Unaí. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>Washington explica que essa diversidade de clientes existe graças às conexões firmadas entre parceiros, amigos e clientes antigos, que renderam participações em programas de televisão como Pequenas Empresas &amp; Grandes Negócios e Shark Tank Brasil.</p>
<blockquote><p>&#8220;O mercado está cada vez mais atento à sustentabilidade, mas boa parte do caminho entre o cliente e o empreendedor ainda acontece no boca a boca. Esses espaços (na TV, sites especializados e eventos) ajudam a nossa iniciativa a chegar em clientes que demoraríamos mais tempo para alcançar&#8221;, explica.</p></blockquote>
<figure id="attachment_40519" aria-describedby="caption-attachment-40519" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-40519" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-16.15.48-1024x686.jpeg" alt="" width="814" height="545" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-16.15.48-1024x686.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-16.15.48-300x201.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-16.15.48-768x514.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-16.15.48-150x100.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-16.15.48-450x301.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-16.15.48.jpeg 1036w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40519" class="wp-caption-text">Participação de Washington no programa Shark Tank Brasil, em 2025. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>A empresa já criou projetos para empresas de grande porte, como Natura e Supergasbras, e também possui parceiros em Belém e São Paulo para aplicações em lojas, espaços comerciais e ações de ESG. Para ele, cada nova parceria mostra a força do empreendimento e da sua missão.</p>
<blockquote><p>&#8220;Cada projeto é especial por mostrar que o resíduo do açaí pode ocupar espaços nobres da arquitetura e do design. Já passamos a fase de projetos experimentais e agora você pode estar em um evento ou estabelecimento onde sua construção apoia a economia sustentável e todo o ecossistema de trabalhadores que sobrevivem da floresta e dos seus insumos, da fruta aos resíduos&#8221;, detalha.</p></blockquote>
<figure id="attachment_40518" aria-describedby="caption-attachment-40518" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-40518" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.48-1024x925.jpeg" alt="" width="814" height="735" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.48-1024x925.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.48-300x271.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.48-768x694.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.48-150x135.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.48-450x406.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-26-at-15.47.48.jpeg 1044w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40518" class="wp-caption-text">Pia produzida pela Unaí. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<h3><strong>Sustentabilidade de ponta a ponta</strong></h3>
<p>Por meio de parcerias com a Cooperativa dos Fruticultores de Abaetetuba (COFruta do Brasil) e batedores de açaí da cidade, a Unaí resgata o que antes seria apenas resíduo sólido para uso como matéria-prima.</p>
<blockquote><p>&#8220;Essas parcerias são fundamentais para exercer nosso trabalho. Dessa forma ajudamos a criar um ecossistema sustentável ao utilizar os insumos, valorizá-los economicamente e evitar o acúmulo de lixo, porque a má gestão dos resíduos gera problemas ambientais e prejuízos na escala de todos esses negócios&#8221;, diz.</p></blockquote>
<h3>Biojoias e armações de óculos</h3>
<p>O projeto para 2026 inclui ampliar a produção e desenvolver novos produtos como biojoias e armações de óculos. O impulso para escalonar a ampliação da empresa veio pelas demandas recebidas e pelas conexões estabelecidas durante a COP30, ocorrida em Belém no final de 2025. Para Washington, o evento trouxe oportunidades especiais de conexões para a iniciativa.</p>
<blockquote><p>&#8220;Aumentando a produção, podemos incluir mais cooperativas e buscar resíduos além de Abaetetuba. Com esse reforço na estruturação queremos entrar na disputa para acessar investimentos e parceiros estratégicos para ampliar nosso impacto positivo na sociedade e no meio ambiente&#8221;, diz.</p></blockquote>
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		<title>Belém recebe mestres da pintura de barcos para fortalecer a economia do ofício centenário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 15:09:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[abridores de letras]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[ribeirinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/abridor_de_letras-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Belém vai reunir, entre os dias 22 e 24 de janeiro, 26 mestres vindos de diversos pontos do estado para o 4º Encontro dos Abridores de Letras do Pará. O evento simboliza um salto qualitativo para esse ofício centenário da Amazônia, focando em transformar o saber tradicional em uma fonte de renda digna, autonomia financeira [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/abridor_de_letras-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Belém vai reunir, entre os dias 22 e 24 de janeiro, 26 mestres vindos de diversos pontos do estado para o 4º Encontro dos Abridores de Letras do Pará. O evento simboliza um salto qualitativo para esse ofício centenário da Amazônia, focando em transformar o saber tradicional em uma fonte de renda digna, autonomia financeira e inserção no mercado moderno.</p>
<p>Nesta etapa, o foco deixa de ser apenas a técnica e passa a ser o negócio. A consultoria paulista Design Possível, especialista em impacto social, conduzirá os três dias de imersão. A meta é instrumentalizar os artistas populares para que dominem ferramentas de gestão, como controle de estoques, formalização, estratégias de comunicação e, principalmente, a precificação correta de suas obras.</p>
<p>O encontro explora como essa estética única — as letras decorativas dos barcos — pode ocupar novos espaços na moda, decoração e design. Julia Asche, facilitadora do encontro, pontua que a metodologia busca identificar conexões entre os abridores para que atuem em rede, criando soluções coletivas que ampliem o faturamento do grupo sem descaracterizar a essência de cada mestre.</p>
<h3>Um ciclo de fortalecimento</h3>
<p>Este 4º encontro consolida um planejamento estratégico iniciado pelo Instituto Letras que Flutuam em 2024. A trajetória foi dividida em marcos fundamentais:</p>
<ul>
<li>Conexão: O início focou no reconhecimento mútuo entre os mestres.</li>
<li>Inserção: O segundo passo discutiu direitos autorais e presença digital.</li>
<li>Educação: O terceiro preparou os artistas para serem multiplicadores, criando métodos para ensinar o ofício em oficinas por todo o Brasil.</li>
</ul>
<p>Fernanda Martins, presidente do Instituto Letras que Flutuam, reforça que a missão é garantir que esses artistas tenham condições reais de viver de sua cultura.</p>
<blockquote><p>“É sobre viabilizar a vida de quem produz essa arte”, define.</p></blockquote>
<h3>Origem e salvaguarda</h3>
<p>A tradição das letras de barco remonta a 1925, nascida da necessidade legal de identificar as embarcações na Capitania dos Portos. Ao longo de um século, o que era norma virou arte: uma linguagem visual rica em cores e ornamentos que funciona como um &#8220;sotaque&#8221; visual de cada território.</p>
<p>O suporte para que essa tradição não desapareça vem do Instituto Letras que Flutuam, fundado em 2024 após 20 anos de documentação e pesquisa. Hoje, a organização é a única no País voltada exclusivamente ao reconhecimento e à geração de renda para esses guardiões do saber ribeirinho.</p>
<p><strong>Agenda do Evento:</strong></p>
<ul>
<li>Evento: 4º Encontro dos Abridores de Letras do Pará</li>
<li>Data: 22 a 24 de janeiro de 2026</li>
<li>Horário: 09h às 18h</li>
<li>Local: Hotel Amazônico Beira Rio (Av. Bernardo Sayão, 4804, Guamá, Belém)</li>
<li>Conteúdo: Imersão em gestão, precificação, economia criativa e novos mercados.</li>
<li>Contato: @letrasqflutuam no Instagram.</li>
</ul>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/nomes-de-embarcacoes-sao-cartas-que-contam-a-historia-de-vida-do-barqueiro-revela-estudiosa/" target="_top">‘Nomes de embarcações são cartas que contam a história de vida do barqueiro’, revela estudiosa</a></p>
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