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	<title>ecologia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>ecologia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Incentivar turismo sustentável no Brasil é uma das prioridades do novo presidente da Embratur</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2023 14:27:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/Para4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O incentivo ao turismo sustentável está entre as prioridades da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), segundo o presidente da entidade, Marcelo Freixo (PSB-RJ). Freixo disse que o turismo está entre as cinco atividades econômicas mais importantes do mundo, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, por ser compatível com os desafios do século 21. &#8220;O turismo é uma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/Para4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O incentivo ao turismo sustentável está entre as prioridades da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), segundo o presidente da entidade, Marcelo Freixo (PSB-RJ). Freixo disse que o turismo está entre as cinco atividades econômicas mais importantes do mundo, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, por ser compatível com os desafios do século 21.</p>
<blockquote><p>&#8220;O turismo é uma atividade econômica capaz de gerar desenvolvimento e conservar a natureza. Ou seja, é uma atividade econômica onde a cultura é um valor, onde a gastronomia é um valor e onde a natureza é um valor. É uma atividade muito compatível com os desafios da humanidade no século 21, porque preserva, conserva, gera emprego e gera desenvolvimento. Diferente de outras atividades econômicas que têm consequências negativas. Turismo é solução&#8221;, afirmou em entrevista ao programa <em>A voz do Brasil</em> nesta segunda-feira (27), em Brasília.</p></blockquote>
<h3>Belém como sede da COP30</h3>
<p>Sobre a candidatura do Brasil para sediar a 30ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP-30), prevista para 2025, o presidente da Embratur enfatizou que o evento vai reunir as principais autoridades mundiais em torno da questão ambiental.</p>
<blockquote><p>&#8220;Estamos falando de um dos eventos mais importantes do mundo, com todas as principais autoridades vindo para o Brasil, e não para o Rio de Janeiro ou São Paulo. Eles irão para Belém, ter um contato direto com a Amazônia. No Brasil, o turismo representa 8% do PIB. E pode representar muito mais, perto da riqueza que a gente tem de destinos, além de ser fonte permanente de emprego e renda, desenvolvimento e combate a desigualdade&#8221;.</p></blockquote>
<h3>Desafios</h3>
<p>Entre os desafios do setor, Marcelo Freixo destacou o valor elevado das passagens aéreas, que impacta negativamente no fluxo do turismo, além da necessidade de qualificação da mão-de-obra.</p>
<blockquote><p>&#8220;O preço do combustível subiu muito, a gente sabe que as empresas aéreas tiveram um grande problema durante a pandemia, mas está caro demais. Então, a gente tem conversado muito com todas as companhias aéreas, a gente quer atrair um número cada vez maior empresas, além de incentivar destinos importantes para abertura de novos voos&#8221;.</p></blockquote>
<p>No início do mês, a Embratur havia divulgado dados sobre o movimento recorde de turistas no país nos primeiros meses do ano: foram 1,5 milhão de estrangeiros que ingressaram no país, e uma receita próxima de um bilhão de dólares.</p>
<blockquote><p>&#8220;Se a gente continuar assim, no primeiro semestre a gente já bate o recorde dos últimos anos inteiros. Então a gente está superando as marcas de 2019 pré-pandemia. Isso é um sinal de que o mundo está olhando para o Brasil de uma outra maneira&#8221;, comemorou.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/como-cisterna-transformou-casa-de-ribeirinho-em-atrativo-turistico-na-ilha-das-oncas/" target="_top" rel="noopener">Como cisterna transformou casa de ribeirinho em atrativo turístico na Ilha das Onças</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>No Cordão da Bicharada, crianças e adolescentes levam consciência ecológica à folia de Cametá, no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2023 14:49:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[consciência ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/bicharada5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Você sabia que no interior do Pará, o Carnaval é feito de golfinhos, onças, araras, bichos-preguiça, entre outros animais? Na cidade de Cametá, mais especificamente em Juaba, uma vila no nordeste paraense com apenas 13 mil pessoas, o Cordão da Bicharada é dos mais importantes patrimônios artísticos e culturais do Estado. Criado em 1975 por Zenóbio [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/bicharada5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Você sabia que no interior do Pará, o Carnaval é feito de golfinhos, onças, araras, bichos-preguiça, entre outros animais? Na cidade de Cametá, mais especificamente em Juaba, uma vila no <span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">nordeste paraense com apenas </span>13 mil pessoas, o Cordão da Bicharada é dos mais importantes patrimônios artísticos e culturais do Estado.</p>
<figure id="attachment_15896" aria-describedby="caption-attachment-15896" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-15896" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/bicharada6-300x189.jpg" alt="" width="370" height="233" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/bicharada6-300x189.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/bicharada6-150x94.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/bicharada6-450x283.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/bicharada6.jpg 640w" sizes="(max-width: 370px) 100vw, 370px" /><figcaption id="caption-attachment-15896" class="wp-caption-text">Foto: Raimundo Pocó</figcaption></figure>
<p>Criado em 1975 por Zenóbio Gonçalves Ferreira, um ex-morador de Juaba, em plena ditadura militar, reúne gerações de cametaenses durante a folia carnavalesca para pregar a preservação do meio ambiente. São crianças, adolescentes e adultos que se vestem de animais e saem às ruas fazendo um apelo à consciência ambiental.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>No Canal do Jari, paraense transforma vitória-régia em pratos nutritivos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jul 2022 15:39:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia Experimental]]></category>
		<category><![CDATA[Canal do Jari]]></category>
		<category><![CDATA[Deveras Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Dulce Oliveira]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/VR_Residencia_Dulce_ZeRodriguesTV-Tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Gisele Coutinho “Acordo às 5h30 da manhã, de domingo a domingo. Tomo meu café e vou colher vitória-régia conforme as pessoas vão agendando comigo que vão chegar”. Essa é a rotina de Dulce Oliveira, que vive no Canal do Jari, na convergência dos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, em Santarém, oeste do Pará, na [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/VR_Residencia_Dulce_ZeRodriguesTV-Tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Gisele Coutinho</em></p>
<p>“Acordo às 5h30 da manhã, de domingo a domingo. Tomo meu café e vou colher vitória-régia conforme as pessoas vão agendando comigo que vão chegar”. Essa é a rotina de Dulce Oliveira, que vive no Canal do Jari, na convergência dos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, em Santarém, oeste do Pará, na típica palafita amazônica, que fica no terreno cedido pelo pai de seu marido, Evandro. Ela conversou com o <strong>Pará Terra Boa</strong> sobre como sua casa virou atrativo turístico no Pará.</p>
<p>No Jari de águas marrons do rio Amazonas moram seus vizinhos: jacarés, botos, peixes-bois, aves, macacos, cobras, tartarugas e outras espécies. E foi ali o local escolhido para cultivar vitória-régia, que faz sombra para os peixes e alimenta outras espécies a partir das raízes.</p>
<p>Como Dulce é gente dessa terra boa, viu uma renda extra na gastronomia a partir da espécie botânica que enfeita seu quintal. Passou, então, a oferecer aos turistas um menu degustação com vitória-régia, como a moqueca, além de fornecer a matéria-prima para conservas e geleias da marca <a href="https://deverasamazonia.mercadoshops.com.br/MLB-2000308411-kit-vitoria-regia-geleia-e-conserva-iguaria-da-amaznia-_JM" target="_blank" rel="noopener">Deveras Amazônia</a>.</p>
<figure id="attachment_11587" aria-describedby="caption-attachment-11587" style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-11587 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/VR_dulce_prato_ZeRodriguesTVTapajos.jpg" alt="" width="542" height="422" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/VR_dulce_prato_ZeRodriguesTVTapajos.jpg 542w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/VR_dulce_prato_ZeRodriguesTVTapajos-300x234.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/VR_dulce_prato_ZeRodriguesTVTapajos-150x117.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/VR_dulce_prato_ZeRodriguesTVTapajos-450x350.jpg 450w" sizes="(max-width: 542px) 100vw, 542px" /><figcaption id="caption-attachment-11587" class="wp-caption-text">Dulce com uma de suas criações gastronômicas. Foto: Zé Rodrigues/TV Tapajós</figcaption></figure>
<p>Ao lado da família, tem como outra fonte de renda a criação de gado e galinhas para a produção de ovos caipira. Mas é a vitória-régia que tem feito Dulce ser conhecida pelos turistas.</p>
<p>Ela recebeu apoio da professora Rosa Helena Veras Mourão, do Laboratório de Bioprospecção e Biologia Experimental (LabBBEx) do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Oeste do Pará.</p>
<blockquote><p>“A Victoria amazônica, conhecida como vitória-régia, é uma espécie que apresenta alto teor de fibras e proteínas. Por este motivo, tem valor nutricional importante, podendo ser uma alternativa para pessoas que não comem carne e precisam de uma fonte de proteínas”, explica a professora. “A espécie tem propriedade antioxidante devido à presença de polifenóis encontrados tanto na folha, quanto no pecíolo”.</p></blockquote>
<p>Porém, a professora acrescenta que é fundamental o consumo consciente da espécie, para que a mesma não entre em extinção, como tem ocorrido com outras espécies da Amazônia.</p>
<blockquote><p>“O manejo é de suma importância para o meio ambiente e preservação da espécie”, ressalta.</p></blockquote>
<p>A relação da empresária Dulce com a professora Rosa é de amizade e parceria.</p>
<blockquote><p>“Admiramos muito o trabalho desta mulher que sozinha procurou a universidade para validar seu conhecimento empírico. Ela abre sempre as portas do seu jardim e sempre está disposta a colaborar com as pesquisas. E o mais importante: tem curiosidade para saber o andamento das pesquisas”, diz Rosa.</p></blockquote>
<p>Com certeza, pesquisa científica, preservação da natureza e experiência sensorial andam juntas no jardim de vitória-régia de Dulce.</p>
<blockquote><p>“No meu ponto de vista, quando falamos em preservar, estamos falando de um conjunto de coisas, que é proteger, observar, cuidar, interagir, cultivar. Isso tudo faz parte da preservação. Ao entrar no nosso local, tem placa pedindo para reduzir a velocidade. Não apenas da embarcação, mas da pressa, da cabeça, de confusões. Reduzir totalmente a velocidade da nossa vida. Isso abre a mente para se ouvir o som ambiente que nossa natureza dá. Isso faz parte da preservação”, afirma Dulce.</p></blockquote>
<h3><strong>Serviço:<br />
</strong></h3>
<p>Jardim Vitória-Régia (Canal do Jari): a forma mais fácil de chegar ao local é contratar um guia saindo de Alter do Chão. A visita com degustação custa R$ 30 por pessoa e deve ser agendada com antecedência pelo WhatsApp (93) 9182-9492.</p>
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		<title>Recuperação vegetal exige técnicas distintas por regiões paraenses, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 19:12:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Bragantina]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/area-degradada-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Já ouvir dizer que, no Brasil, não é necessário derrubar nenhuma árvore para expandir a produção agrícola ou pecuária porque a solução seria restaurar o volume gigantesco de áreas degradadas no País? Pois é, o Pará Terra Boa ouviu o pesquisador Fernando Elias, membro da Rede Amazônia Sustentável e bolsista da Fundação [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/area-degradada-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Já ouvir dizer que, no Brasil, não é necessário derrubar nenhuma árvore para expandir a produção agrícola ou pecuária porque a solução seria restaurar o volume gigantesco de áreas degradadas no País? Pois é, o <strong>Pará Terra Boa</strong> ouviu o pesquisador Fernando Elias, membro da <a href="https://www.rasnetwork.org/" target="_blank" rel="noopener">Rede Amazônia Sustentável</a> e bolsista da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), sobre o assunto por causa de uma pesquisa dele publicada na importante revista científica europeia <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0378112722000470" target="_blank" rel="noopener">‘Forest Ecology and Management’</a>.</p>
<p>O estudo fala da recuperação de carbono e biodiversidade em florestas secundárias, ou seja, áreas desmatadas e que foram recuperadas naturalmente, depois de terem sido abandonadas. As áreas estudadas sofreram o corte total para a implementação de pastagens ou agricultura itinerante.</p>
<blockquote><p>“Atualmente, (<em>as áreas estudadas</em>) estão em processo de regeneração natural pós-abandono, um tipo de restauração florestal passiva. A recuperação nessas áreas ainda está em curso. Em nosso artigo, avaliamos as taxas de acúmulo de carbono dessas florestas e estabelecemos parâmetros de recuperação desse componente nas diferentes regiões”, afirma.</p></blockquote>
<p>A pesquisa demonstrou que a recuperação de carbono varia de acordo com a área. Como temos dito aqui neste espaço, o carbono ajuda a diminuir consideravelmente a quantidade de CO2 na atmosfera, gás que aumenta a temperatura da Terra: cada hectare de floresta em desenvolvimento é capaz de absorver de 150 a 200 toneladas <span class="Apple-style-span">de carbono</span>. É por isso que o desmatamento é um grande inimigo do <span class="Apple-style-span">sequestro de carbono</span>, já que o corte de árvores promove a liberação do <span class="Apple-style-span">CO2</span> capturado pelas plantas.</p>
<blockquote><p>“Nesse estudo, demonstramos que a recuperação do carbono é variável dependendo da região paraense, com maior ou menor taxa de acúmulo. Essas diferenças entre regiões estão ligadas às variações ambientais entre elas, a exemplo do número de ciclos de uso, histórico de uso da terra, proximidade com florestas primárias remanescentes, qualidade do banco de sementes, dentre outros, que controlam o tempo de recuperação florestal. A partir dos nossos resultados, podemos indicar um gradiente de recuperação do carbono (do maior para o menor) da região Santarém, Paragominas, Marabá e Bragantina”, relata.</p></blockquote>
<p>O pesquisador detalha que a taxas de acúmulo de carbono em áreas degradadas são mais baixas e lentas, diferente do que ocorre em áreas com maior cobertura vegetal.</p>
<blockquote><p>“Por exemplo, áreas altamente degradadas como a região Bragantina, onde os solos são pobres, com paisagem fragmentada e com baixa cobertura florestal, as taxas de acúmulo de carbono são mais lentas. Em contrapartida, áreas de desmatamento recente, onde os solos apresentam poucos ciclos de uso e elevada cobertura florestal remanescente, como a região de Santarém, exibem maiores taxas de acúmulo de carbono. Desse modo, para que ocorra a recuperação florestal em tempo hábil em regiões degradadas o Governo do Pará deverá considerar o uso em potencial de estratégias ativas de restauração, por exemplo, plantio de mudas, semeadura, instalação de poleiros, dentre outros&#8221;.</p></blockquote>
<figure id="attachment_8508" aria-describedby="caption-attachment-8508" style="width: 450px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-8508" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/belezapura5-1-300x298.png" alt="" width="450" height="448" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/belezapura5-1-300x298.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/belezapura5-1-150x149.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/belezapura5-1.png 398w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><figcaption id="caption-attachment-8508" class="wp-caption-text">O pesquisador Fernando Elias com a pesquisadora Socorro Ferreira, da Embrapa, em uma das áreas devastadas. Foto: Rede Amazônia Sustentável</figcaption></figure>
<p>Fernando, que é especialista em Ecologia Florestal com ênfase na recuperação do carbono e biodiversidade na Amazônia Oriental, relatou a importância da publicação de sua pesquisa na renomada revista estrangeira.</p>
<p>“Esta é uma revista de referência para os estudos de manejo florestal dos diversos ecossistemas tropicais, subtropicais e temperados. A publicação na ‘Forest Ecology and Management’ consagra o nosso trabalho no Estado do Pará”, comemorou.</p>
<p><a href="https://www.wri.org/data/atlas-forest-and-landscape-restoration-opportunities" target="_blank" rel="noopener">Estudo do WRI</a> estima que 2 bilhões de hectares no mundo todo tem algum grau de degradação. No Brasil, <a href="https://lapig.iesa.ufg.br/p/38972-atlas-das-pastagens" target="_blank" rel="noopener">estudo do LAPIG</a> identificou 69 milhões de hectares pastagens com degradação moderada ou severa no País.</p>
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