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	<title>ecologia florestal &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Recuperação vegetal exige técnicas distintas por regiões paraenses, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 19:12:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/area-degradada-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Já ouvir dizer que, no Brasil, não é necessário derrubar nenhuma árvore para expandir a produção agrícola ou pecuária porque a solução seria restaurar o volume gigantesco de áreas degradadas no País? Pois é, o Pará Terra Boa ouviu o pesquisador Fernando Elias, membro da Rede Amazônia Sustentável e bolsista da Fundação [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/area-degradada-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Já ouvir dizer que, no Brasil, não é necessário derrubar nenhuma árvore para expandir a produção agrícola ou pecuária porque a solução seria restaurar o volume gigantesco de áreas degradadas no País? Pois é, o <strong>Pará Terra Boa</strong> ouviu o pesquisador Fernando Elias, membro da <a href="https://www.rasnetwork.org/" target="_blank" rel="noopener">Rede Amazônia Sustentável</a> e bolsista da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), sobre o assunto por causa de uma pesquisa dele publicada na importante revista científica europeia <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0378112722000470" target="_blank" rel="noopener">‘Forest Ecology and Management’</a>.</p>
<p>O estudo fala da recuperação de carbono e biodiversidade em florestas secundárias, ou seja, áreas desmatadas e que foram recuperadas naturalmente, depois de terem sido abandonadas. As áreas estudadas sofreram o corte total para a implementação de pastagens ou agricultura itinerante.</p>
<blockquote><p>“Atualmente, (<em>as áreas estudadas</em>) estão em processo de regeneração natural pós-abandono, um tipo de restauração florestal passiva. A recuperação nessas áreas ainda está em curso. Em nosso artigo, avaliamos as taxas de acúmulo de carbono dessas florestas e estabelecemos parâmetros de recuperação desse componente nas diferentes regiões”, afirma.</p></blockquote>
<p>A pesquisa demonstrou que a recuperação de carbono varia de acordo com a área. Como temos dito aqui neste espaço, o carbono ajuda a diminuir consideravelmente a quantidade de CO2 na atmosfera, gás que aumenta a temperatura da Terra: cada hectare de floresta em desenvolvimento é capaz de absorver de 150 a 200 toneladas <span class="Apple-style-span">de carbono</span>. É por isso que o desmatamento é um grande inimigo do <span class="Apple-style-span">sequestro de carbono</span>, já que o corte de árvores promove a liberação do <span class="Apple-style-span">CO2</span> capturado pelas plantas.</p>
<blockquote><p>“Nesse estudo, demonstramos que a recuperação do carbono é variável dependendo da região paraense, com maior ou menor taxa de acúmulo. Essas diferenças entre regiões estão ligadas às variações ambientais entre elas, a exemplo do número de ciclos de uso, histórico de uso da terra, proximidade com florestas primárias remanescentes, qualidade do banco de sementes, dentre outros, que controlam o tempo de recuperação florestal. A partir dos nossos resultados, podemos indicar um gradiente de recuperação do carbono (do maior para o menor) da região Santarém, Paragominas, Marabá e Bragantina”, relata.</p></blockquote>
<p>O pesquisador detalha que a taxas de acúmulo de carbono em áreas degradadas são mais baixas e lentas, diferente do que ocorre em áreas com maior cobertura vegetal.</p>
<blockquote><p>“Por exemplo, áreas altamente degradadas como a região Bragantina, onde os solos são pobres, com paisagem fragmentada e com baixa cobertura florestal, as taxas de acúmulo de carbono são mais lentas. Em contrapartida, áreas de desmatamento recente, onde os solos apresentam poucos ciclos de uso e elevada cobertura florestal remanescente, como a região de Santarém, exibem maiores taxas de acúmulo de carbono. Desse modo, para que ocorra a recuperação florestal em tempo hábil em regiões degradadas o Governo do Pará deverá considerar o uso em potencial de estratégias ativas de restauração, por exemplo, plantio de mudas, semeadura, instalação de poleiros, dentre outros&#8221;.</p></blockquote>
<figure id="attachment_8508" aria-describedby="caption-attachment-8508" style="width: 450px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-8508" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/belezapura5-1-300x298.png" alt="" width="450" height="448" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/belezapura5-1-300x298.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/belezapura5-1-150x149.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/belezapura5-1.png 398w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><figcaption id="caption-attachment-8508" class="wp-caption-text">O pesquisador Fernando Elias com a pesquisadora Socorro Ferreira, da Embrapa, em uma das áreas devastadas. Foto: Rede Amazônia Sustentável</figcaption></figure>
<p>Fernando, que é especialista em Ecologia Florestal com ênfase na recuperação do carbono e biodiversidade na Amazônia Oriental, relatou a importância da publicação de sua pesquisa na renomada revista estrangeira.</p>
<p>“Esta é uma revista de referência para os estudos de manejo florestal dos diversos ecossistemas tropicais, subtropicais e temperados. A publicação na ‘Forest Ecology and Management’ consagra o nosso trabalho no Estado do Pará”, comemorou.</p>
<p><a href="https://www.wri.org/data/atlas-forest-and-landscape-restoration-opportunities" target="_blank" rel="noopener">Estudo do WRI</a> estima que 2 bilhões de hectares no mundo todo tem algum grau de degradação. No Brasil, <a href="https://lapig.iesa.ufg.br/p/38972-atlas-das-pastagens" target="_blank" rel="noopener">estudo do LAPIG</a> identificou 69 milhões de hectares pastagens com degradação moderada ou severa no País.</p>
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