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	<title>Dia Mundial da Água &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Dia Mundial da Água &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Dia da Água: Brasil tem boas leis para gestão hídrica, mas falha na aplicação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2026 12:21:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Água]]></category>
		<category><![CDATA[gestão hidrica]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia6-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No Dia Mundial da Água, celebrado neste 22 de março, o Brasil se encontra em uma posição paradoxal: possui um dos arcabouços institucionais mais completos do mundo para a gestão hídrica, mas ainda patina na transformação dessa estrutura em investimentos de larga escala. A conclusão faz parte de um estudo internacional realizado pelo Stockholm International [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia6-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-start="177" data-end="595">No Dia Mundial da Água, celebrado neste 22 de março, o Brasil se encontra em uma posição paradoxal: possui um dos arcabouços institucionais mais completos do mundo para a gestão hídrica, mas ainda patina na transformação dessa estrutura em investimentos de larga escala. A conclusão faz parte de um estudo internacional realizado pelo Stockholm International Water Institute (SIWI), Arup e The Nature Conservancy (TNC), que analisou a segurança hídrica em 17 países.</p>
<p data-start="597" data-end="918">Embora concentre cerca de 12% da água doce superficial do planeta, o País enfrenta pressões crescentes sobre os recursos hídricos, impulsionadas por mudanças climáticas, desmatamento, poluição e aumento da demanda. Esse cenário tem ampliado episódios de escassez e deterioração da qualidade da água em diferentes regiões.</p>
<p data-start="971" data-end="1365">Segundo o relatório, soluções baseadas na natureza, como restauração de vegetação nativa, recuperação de matas ciliares e proteção de nascentes, podem reduzir sedimentos, aumentar a infiltração de água no solo, estabilizar vazões e melhorar a qualidade da água. Essas medidas também contribuem para prolongar a vida útil de estruturas convencionais, como reservatórios e estações de tratamento.</p>
<p data-start="1367" data-end="1620">Globalmente, os investimentos nessas soluções voltadas à segurança hídrica mais que dobraram na última década e alcançaram cerca de US$ 49 bilhões em 2023, indicando uma mudança na forma como governos e empresas avaliam a gestão de bacias hidrográficas.</p>
<h3 data-start="1622" data-end="1678">Brasil tem estrutura pronta</h3>
<p data-start="1680" data-end="2074">No caso brasileiro, o estudo destaca a existência de um arcabouço institucional consolidado, com instrumentos como planos de bacia, outorga de uso da água, cobrança pelo uso do recurso e sistemas de informação hidrológica, que estruturam o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH). Esse modelo envolve órgãos federais, estaduais, municipais, comitês de bacia e usuários.</p>
<blockquote>
<p data-start="2076" data-end="2380">“O Brasil já possui um arcabouço institucional raro no mundo para integrar conservação ambiental e gestão da água. O desafio agora é transformar esses instrumentos em investimentos sistemáticos na proteção das bacias hidrográficas”, afirma Claudio Klemz, especialista em políticas públicas da TNC Brasil.</p>
</blockquote>
<p data-start="2382" data-end="2692">Além da Política Nacional de Recursos Hídricos, o estudo aponta que o Código Florestal, a Política Nacional sobre Mudança do Clima, a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais e o novo marco do saneamento ampliam as bases legais para integrar conservação ambiental às estratégias de abastecimento.</p>
<h3 data-start="2694" data-end="2750">Pagamento por serviços ambientais</h3>
<p data-start="2752" data-end="3101">Na prática, essa integração já começa a ganhar escala em iniciativas de pagamento por serviços ambientais. Em Goiás, o programa PSA Cerrado em Pé registrou, no primeiro ciclo (2024–2025), 427 inscrições aprovadas, resultando na conservação de 15,9 mil hectares de vegetação nativa e no repasse de mais de R$ 8,2 milhões aos produtores participantes.</p>
<p data-start="3103" data-end="3482">O programa também estima que cerca de 2,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono deixaram de ser emitidas no período. A maior parte das áreas preservadas está em imóveis de até quatro módulos fiscais, com 83,8% das áreas vinculadas à agricultura familiar e 33,4% localizadas em assentamentos da reforma agrária. Mulheres foram responsáveis por 36,8% das inscrições aprovadas.</p>
<p data-start="3484" data-end="3686">As áreas contratadas são monitoradas continuamente com uso de imagens de satélite, alertas de desmatamento, dados de licenciamento ambiental e vistorias de campo, seguindo protocolo técnico padronizado.</p>
<p data-start="3688" data-end="4171">Para o analista ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Goiás, Tiago Rocha, o avanço está na estrutura da política.</p>
<blockquote>
<p data-start="3688" data-end="4171">“O programa mostra que é possível construir uma política ambiental baseada em dados, com regras claras, monitoramento contínuo e presença em campo. O Sumário Executivo dá transparência a todo esse processo e deixa claro que o Cerrado em Pé já nasce como uma política madura, com resultados no primeiro ano e capacidade real de expansão no Cerrado goiano”, afirma.</p>
</blockquote>
<h3 data-start="4173" data-end="4228">Financiamento e capacidade são limites</h3>
<p data-start="4230" data-end="4467">Apesar dos avanços, o estudo internacional aponta que a expansão dessas soluções no Brasil ainda esbarra em desafios como a dependência de fontes de financiamento pontuais e as diferenças de capacidade técnica entre estados e municípios.</p>
<p data-start="4469" data-end="4861">Em um cenário de eventos climáticos extremos mais frequentes, a tendência é de maior integração entre infraestrutura convencional e natural.</p>
<blockquote>
<p data-start="4469" data-end="4861">“Durante décadas, a gestão da água foi associada quase exclusivamente à construção de obras. Hoje sabemos que restaurar florestas, proteger nascentes e melhorar o manejo do solo pode ser tão estratégico quanto construir um reservatório”, afirma Klemz.</p>
</blockquote>
<p class="item-title"><em>Fonte: Gigante 163</em></p>
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		<title>Amazônia perde 4,5 milhões de hectares de área alagada em 2 anos de seca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2025 21:41:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Água]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[uso da terra]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/amazonia9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As secas levaram a Amazônia a perder, em 2024, 4,5 milhões de hectares de superfície de água em relação a 2022, último ano de ganho de superfície no País. No Brasil, foram 400 mil hectares perdidos, extensão que equivale a mais de duas vezes a cidade de São Paulo. Os dados fazem parte do levantamento [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/amazonia9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As secas levaram a Amazônia a perder, em 2024, 4,5 milhões de hectares de superfície de água em relação a 2022, último ano de ganho de superfície no País. No Brasil, foram 400 mil hectares perdidos, extensão que equivale a mais de duas vezes a cidade de São Paulo. Os dados fazem parte do levantamento do MapBiomas, divulgado nesta sexta-feira, 21, véspera do Dia Mundial da Água.</p>
<blockquote><p>&#8220;A dinâmica de ocupação e uso da terra no Brasil, junto com eventos climáticos extremos, causados pelo aquecimento global, está deixando o Brasil mais seco&#8221;, explica Juliano Schirmbeck, coordenador técnico do MapBiomas Água.</p></blockquote>
<p>No ano passado, quase dois terços (63%) das bacias hidrográficas da Amazônia registraram perda de superfície de água em relação à média histórica, segundo o estudo MapBiomas, que analisou números dos últimos 40 anos. Os casos mais graves ocorreram em sub-bacias do Rio Negro, que apresentaram uma redução de mais de 50 mil hectares em comparação à média histórica.</p>
<blockquote><p>&#8220;Foram dois anos consecutivos de secas extremas na Amazônia, sendo que, em 2024, a seca chegou mais cedo e afetou bacias que não foram fortemente atingidas em 2023, como a do Tapajós&#8221;, destaca o pesquisador do MapBiomas Carlos Souza Jr.</p></blockquote>
<p>Os números mostram que, no Brasil, 8 dos 10 anos mais secos de toda a série ocorreram na última década. Ou seja, em termos nacionais, 2024 manteve a tendência de redução da superfície de água já registrada em 2023 e em anos anteriores. Os 17,9 milhões de hectares do território brasileiro cobertos por água em 2024 são 2% menores que os 18,3 milhões computados em 2023 e ficam 4% abaixo da média da série histórica.</p>
<h3>Rios e lagos</h3>
<p>No ano passado, rios e lagos foram os que mais perderam superfície de água no Brasil, segundo o estudo. Foram perdidos 2,4 milhões de hectares, 15% a menos na comparação com 1985.</p>
<p>De acordo com o MapBiomas, com seus 10 milhões de hectares de águas naturais, a Amazônia é um dos biomas &#8211; ao lado do Pampa e Pantanal &#8211; onde as bacias hidrográficas mais perderam superfície de água (405 mil hectares) em relação à média histórica. Um quarto (25%) das bacias hidrográficas brasileiras estiveram abaixo da média histórica em 2024.</p>
<p>Em termos gerais, o Pantanal foi o bioma mais prejudicado, perdendo 61% da cobertura no ano passado, destaca o estudo.</p>
<p>De acordo com Schirmbeck, os dados servem como um alerta &#8220;sobre a necessidade de estratégias adaptativas de gestão hídrica e políticas públicas que revertam essa tendência&#8221;.</p>
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		<title>Dia Mundial da Água: O maior sistema aquífero do mundo fica na Amazônia e merece investimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2024 11:03:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[água subterrânea]]></category>
		<category><![CDATA[Alter do Chão]]></category>
		<category><![CDATA[aquífero]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Água]]></category>
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		<category><![CDATA[reservas de água]]></category>
		<category><![CDATA[SAGA]]></category>
		<category><![CDATA[sistema aquífero grande amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/floresta-amazonica-aerea-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Uma imensa floresta com aproximadamente 6.7 milhões de km², o rio com maior volume de água do planeta, uma enorme diversidade de espécies da fauna e da flora e as ricas culturas dos povos indígenas e populações tradicionais são apenas alguns dos atributos lembrados para tratar da Amazônia. Nesta sexta-feira, 22 de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/floresta-amazonica-aerea-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Uma imensa floresta com aproximadamente 6.7 milhões de km², o rio com maior volume de água do planeta, uma enorme diversidade de espécies da fauna e da flora e as ricas culturas dos povos indígenas e populações tradicionais são apenas alguns dos atributos lembrados para tratar da Amazônia. Nesta sexta-feira, 22 de março, quando se comemora o Dia Mundial da Água, o <strong>Pará Terra Boa</strong> lembra que a grandiosidade da região não está apenas na superfície, pois a cerca de 600 metros de profundidade é possível acessar uma importante fonte de recursos hídricos, descrito como o maior sistema aquífero do planeta.</p>
<p>Um aquífero é definido como um corpo geológico subterrâneo capaz de armazenar e ceder água. Na Amazônia, diversos aquíferos já eram conhecidos e inclusive utilizados no abastecimento de populações e cidades da região. No contexto brasileiro, a maior reserva conhecida era o aquífero Guarani, que se estende até os territórios do Uruguai, da Argentina e do Paraguai e abastece, por exemplo, a cidade de São Paulo.</p>
<p>O conhecimento já obtido dos aquíferos permitiu que os pesquisadores Francisco de Assis Matos, Milton Matta, Mário Ribeiro e André Montenegro Duarte, da Universidade Federal do Pará (UFPA), além de Itabaraci Cavalcante, da Universidade Federal do Ceará, fizeram uma sistematização dos dados e propusessem a existência de um sistema que agrega diferentes aquíferos da região, hoje denominado Sistema Aquífero Grande Amazônia (SAGA).</p>
<blockquote><p>“A denominação incorporava o então bastante conhecido Aquífero Alter do Chão, mas que também incorporava outros sistemas aquíferos menos famosos e que tem ligação física com o Alter do Chão se estendendo para além do seu espaço geográfico e alcançando toda a Amazônia”, explica o professor da UFPA, Francisco Matos.</p></blockquote>
<p>Segundo as referências, o aquífero Alter do Chão teria reservas 134.182 km³. As novas pesquisas propuseram a denominação do SAGA ao constatar que o Alter do Chão possui ligações com outros depósitos localizados nas bacias hidrográficas do Acre, do Solimões, do Amazonas e do Marajó, se estendendo, portanto, desde os Andes até o estado do Pará.</p>
<blockquote><p>“O volume de água do SAGA é tão grande que mesmo que se retirasse volumes significativos para abastecer todas as cidades do vale amazônico por alguns anos mesmo sem chover na região, o volume retirado seria quase insignificante diante das reservas estimadas de 162.000 Km³. O Guarani tem reservas de 39.000 Km³”, compara o docente.</p></blockquote>
<p>De acordo com as estimativas, o volume de água depositado seria de 150 quatrilhões de litros, o suficiente para abastecer todo o planeta por aproximadamente 250 anos. Na atualidade, o uso dessa reserva já ocorre em cidades como Manaus e Parintins (AM) e Santarém, Óbidos e Almeirim, no Pará.</p>
<p>Apesar das intervenções humanas e uso desse recurso já serem uma realidade, Franciso Matos avalia que as águas do SAGA ainda estão protegidas do impacto das ações humanos devido à sua profundidade. Esse fato, no entanto, não deve ser um impeditivo para que o aquífero atraia mais investimentos, pesquisas e estratégias de uso racional e sustentável da água.</p>
<blockquote><p>“A água está se tornando cada vez mais uma commodity e, nesta perspectiva, o maior depósito de água doce do planeta não passa desapercebido dos olhares internacionais. Nesse momento de Dia Mundial da Água e sobretudo de COP 30, o SAGA merecia um tratamento diferente, pela enorme importância estratégica que ele representa”, afirma Francisco Matos.</p></blockquote>
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		<title>Amazônia possui maior parte da água doce do país, mas menor acesso à água potável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Mar 2023 15:32:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[água potável]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Água]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças do clima]]></category>
		<category><![CDATA[WWF Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/11669_f617f7f9-c947-c2a1-6ca1-c11d01df8cf6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma pesquisa lançada às vésperas do Dia Mundial da Água, comemorado nesta quarta, 22, apontou que 81% dos brasileiros estão muito preocupados com a escassez de água potável, percentual bem acima da média mundial, que é de 58%. A preocupação tem motivo: apenas 15% dos entrevistados no Brasil declaram não serem afetados pela falta de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/11669_f617f7f9-c947-c2a1-6ca1-c11d01df8cf6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma <a href="https://www.wwf.org.br/?85100/Falta-de-agua-potavel-preocupa-81-dos-brasileiros-aponta-estudo" target="_blank" rel="noopener">pesquisa</a> lançada às vésperas do Dia Mundial da Água, comemorado nesta quarta, 22, apontou que 81% dos brasileiros estão muito preocupados com a <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/coleta-de-agua-de-chuva-e-aposta-para-ampliar-abastecimento-a-ribeirinhos-no-para/" target="_blank" rel="noopener">escassez de água potável</a>, percentual bem acima da média mundial, que é de 58%. A preocupação tem motivo: apenas 15% dos entrevistados no Brasil declaram não serem afetados pela falta de água potável e 40% informaram já terem sido prejudicados por secas.</p>
<p>Realizado pela GlobeScan, Radar Survey, em parceria com Circle of Blue e o WWF, o levantamento mostrou que um percentual ainda maior está muito preocupado com a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/em-obidos-campanha-promove-iniciativas-para-preservacao-de-rios-e-igarapes/" target="_blank" rel="noopener">poluição dos rios</a>, chegando a 84% (contra uma média global de 62%). Enquanto apenas 5% disseram não serem afetados pelas mudanças do clima, 68% dos entrevistados disseram ter sido afetados pela alta do preço dos alimentos causada pelo clima.</p>
<blockquote><p>&#8220;Na Amazônia está a maior parte da água doce do país e, ao mesmo tempo, os menores percentuais de acesso a serviços de água potável e esgoto. O crescente desmatamento coloca em risco o regime de chuvas que abastece lençóis freáticos no centro sul do país. No Cerrado, onde nascem oito das doze principais bacias hidrográficas do país, metade das áreas naturais já foram convertidas em lavoura ou pasto. Em todo o Brasil, vemos a superfície de água dos rios diminuindo. Ou seja, já temos evidências suficientes de que o país está a caminho da insegurança hídrica&#8221;, afirmou Helga Correa, especialista em conservação do WWF-Brasil.</p></blockquote>
<p>A pesquisa mostra que a preocupação com a escassez de água potável cresceu nos últimos anos em todo o mundo, passando de 49% em 2014 para 61% em 2022 entre os 17 países rastreados de forma consistente.</p>
<p>Aumentou também a preocupação global com as mudanças climáticas (45% em 2014 para 65% em 2022). A mudança climática está fortemente ligada à escassez de água: no total da amostra, de cada dez pessoas que se declararam pessoalmente afetadas pelas mudanças climáticas, quase quatro disseram que experimentaram a seca.</p>
<h3>Conclusões da pesquisa</h3>
<p>Os principais pontos da pesquisa revelam que:</p>
<ul>
<li>58% das pessoas em todo o mundo acreditam que a escassez de água doce é um problema &#8220;muito sério&#8221;. Mexicanos, colombianos e brasileiros relatam a maior preocupação com o acesso à água, enquanto as pessoas na China, Hong Kong, Japão e Coréia do Sul são as menos propensas a dizer que a escassez de água potável é um problema &#8220;muito sério&#8221;.</li>
<li>As pessoas na Argentina, Coréia do Sul, Vietnã, Colômbia, Alemanha e Peru relatam os maiores aumentos de preocupação com a escassez de água no ano passado.</li>
<li>30% das pessoas em todo o mundo afirmam que são &#8220;grandemente&#8221; afetadas pessoalmente pela escassez de água potável, enquanto a maioria global se sente pelo menos ou moderadamente afetada pessoalmente (56%). Apenas um quarto (25%) diz que não é afetado.</li>
<li>A maioria das pessoas pesquisadas na Colômbia, Itália, México, Peru e Turquia dizem que são muito afetadas pessoalmente pela falta de água potável. Em contraste, menos de um em cada dez diz que foi muito afetado na Alemanha, Japão e Holanda.</li>
<li>Globalmente, as pessoas em áreas urbanas (32%) são mais propensas do que aquelas em áreas rurais (28%) ou cidades e áreas suburbanas (26%) a se sentirem muito afetadas pela falta de água potável.</li>
<li>Até 38% das pessoas dizem que foram &#8220;muito&#8221; pessoalmente afetadas pelas mudanças climáticas, enquanto até 75% foram pelo menos &#8220;moderadamente&#8221; afetadas.</li>
<li>As pessoas que dizem ter sido pessoalmente afetadas pelas mudanças climáticas geralmente mencionam a seca como uma das formas pelas quais foram impactadas; 37 por cento das pessoas que vivenciam a mudança climática afirmam pessoalmente que isso ocorre devido à seca.</li>
</ul>
<blockquote><p>&#8220;A água não vem de uma torneira, ela vem da natureza. Mas com a perda da natureza e o aumento da instabilidade climática, a escassez de água só piorará, impactando sociedades e economias em todo o mundo. No entanto, por meio da colaboração, restaurando pântanos, reconectando rios e reabastecendo aquíferos, provamos maneiras de enfrentar esses desafios compartilhados de água. É hora de investir urgentemente nessas soluções&#8221;, analisou Alexis Morgan, líder global de gerenciamento de água do WWF.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: WWF Brasil</em></p>
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		<item>
		<title>Zerar desmatamento é vital para garantir manutenção de recursos hídricos na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Mar 2022 15:07:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Água]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Artaxo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/rios-voadores-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Este Dia Mundial da Água, 22 de março, serve para conscientizar o mundo sobre a importância deste recurso natural imprescindível à vida. O fluxo da água que cai do céu depende de vários fatores, especialmente da quantidade de árvores que temos plantadas no chão e do aquecimento global. Você sabia, por exemplo, que cada árvore [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/rios-voadores-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Este Dia Mundial da Água, 22 de março, serve para conscientizar o mundo sobre a importância deste recurso natural imprescindível à vida. O fluxo da água que cai do céu depende de vários fatores, especialmente da quantidade de árvores que temos plantadas no chão e do aquecimento global. Você sabia, por exemplo, que cada árvore de dez metros de diâmetro joga até 300 litros de água por dia na atmosfera? E mais: que a floresta amazônica é responsável pela evapotranspiração de 20 trilhões de litros de água por dia?</p>
<p>É uma bomba d&#8217;água de alta potência, como comparou André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e membro da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, ao jornal &#8220;O Globo&#8221; nesta terça.</p>
<p>Só que o desmatamento no bioma está alterando esse volume de água tão necessária à agricultura brasileira como um todo, além de trazer problemas de saúde à vida humana. Além disso, o Brasil sofre com outro fenômeno: estamos sendo fritados. De acordo com comunicado da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgado em janeiro, os últimos seis anos foram os mais quentes registrados desde 1880, sendo 2016, 2019 e 2020 os três mais abrasadores.</p>
<p>Essas alterações estão aí para qualquer paraense ver. O físico Paulo Artaxo, pesquisador de mudanças climáticas ligado à Universidade de São Paulo (USP), chama atenção para o que tem ocorrido em Santarém.</p>
<blockquote>
<p class="p1">&#8220;Com o desmatamento da Amazônia e as mudanças climáticas globais, o ciclo hidrológico da Amazônia está tendo fortes mudanças, está caindo a precipitação na região de Santarém e em várias outras regiões do Pará. O aumento da temperatura, que em algumas regiões da parte Leste da Amazônia atinge 2.2, 2.3 graus, aumenta a evapotranspiração, alterando todo o ciclo da água, nesta região crítica da Amazônia&#8221;, afirmou ele ao <strong>Pará Terra Boa</strong>.</p>
</blockquote>
<p>Mas o paraense pode pensar: &#8220;ah, o que não falta é água em nosso Estado, pois temos rios e muitas árvores cobrindo nosso Pará&#8221;. Certo, mas para sempre? Não.</p>
<blockquote>
<p class="p1">&#8220;E esta região mostra vulnerabilidades muito importantes do ponto de vista de recursos hídricos, então, o fato de nós termos muita água na região amazônica hoje pode não ser verdade daqui a algumas décadas&#8221;, acrescenta o pesquisador.</p>
</blockquote>
<p>O que precisa ser feito para ontem, explica Artaxo, é frear o desmatamento hoje, agora.</p>
<blockquote>
<p class="p1">&#8220;Portanto a melhor ação para a gente garantir a manutenção dos recursos hídricos na Amazônia, e inclusive no Pará, é reduzirmos a zero o desmatamento como comprometido pelo Governo Federal até 2028, que é somente daqui a seis anos. Temos de zerar o desmatamento da Amazônia e implantar um novo modelo agrícola e de desenvolvimento para o bioma, não mais baseado no desmatamento e na destruição do ecossistema amazônico, mas, na verdade, baseado na preservação e na exploração dos vastos recursos econômicos que a floresta amazônica possui&#8221;, defende.</p>
</blockquote>
<p>A ciência está aí para comprovar que o padrão de chuvas no Brasil já mudou. Pesquisadores chegaram à conclusão de que a desregulação dessa bênção divina está aí: aumento dos períodos de seca e excesso de chuvas concentrado em outras. Mas, praticamente, todo o País tem uma tendência de redução do volume que cai sobre o solo, segundo o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operação e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). E o pior: o desmatamento na Amazônia afeta o clima de todo o Brasil.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nos próximos anos, a gente vai continuar numa situação de ter anos melhores e piores, mas vão provavelmente prevalecer os anos piores. Essa tendência não vai se reverter, pode até se estabilizar, mas não há uma tendência de voltarmos a ter chuvas iguais a décadas atrás. Na média geral, o Brasil tem de estar cada vez mais preparado para os extremos de chuvas, porque é isso que nos espera daqui para frente&#8221;, alertou Seluchi, com base em análise de uma série histórica dos últimos 60 anos, ao jornal &#8220;O Globo&#8221;.</p></blockquote>
<p>O metereologista também relata como o aquecimento da Terra pode explicar as fortes chuvas que caíram em Petrópolis e Bahia neste início de ano. Isso porque a atmosfera está mais quente. &#8220;A quantidade de água suspensa na atmosfera hoje é maior do que tínhamos séculos atrás. Ou seja, o mesmo fenômeno meteorológico hoje consegue provocar mais chuvas que anos atrás&#8221;, disse o pesquisador ao jornal.</p>
<p>Com mais calor, as árvores precisam de mais água para permanecerem de pé.</p>
<blockquote><p>&#8220;Existe principalmente uma mudança de distribuição de chuvas. A chuva está chegando cada vez mais tarde e acabando cada vez mais cedo. O produtor acaba tendo que plantar mais tarde, prejudicando a produtividade. E não adianta chover o mesmo volume se a planta e o solo ficam com mais sede&#8221;, disse Ludmila Rattis, pesquisadora do Woodwell Climate Research Center e do Ipam, à publicação.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/dia-mundial-da-agua-reflete-situacao-precaria-de-saneamento-em-3-municipios-no-para/" target="_blank" rel="noopener"><b>Dia Mundial da Água reflete situação precária de saneamento em 3 municípios no Pará<br />
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		<title>Dia Mundial da Água reflete situação precária de saneamento em 3 municípios no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Mar 2022 13:48:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Água]]></category>
		<category><![CDATA[esgoto]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento]]></category>
		<category><![CDATA[Trata Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/AGUA-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Para marcar o Dia Mundial da Água, 22 de março, o Instituto Trata Brasil, em parceria com GO Associados, publicou nesta terça-feira, 22/03, a 14ª edição do Ranking do Saneamento com o foco nos 100 maiores municípios brasileiros. Ananindeua, Belém e Santarém são os municípios paraenses da lista dos 20 com os piores índices. O [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/AGUA-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p class="p1">Para marcar o Dia Mundial da Água, 22 de março, o Instituto Trata Brasil, em parceria com GO Associados, publicou nesta terça-feira, 22/03, a 14ª edição do Ranking do Saneamento com o foco nos 100 maiores municípios brasileiros. <strong>Ananindeua</strong>, <strong>Belém</strong> e <strong>Santarém</strong> são os municípios paraenses da lista dos 20 com os piores índices.</p>
<p class="p1">O relatório faz uma análise dos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano de 2020, publicado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. A ausência de acesso à água tratada atinge quase 35 milhões de pessoas e 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto, refletindo em centenas de pessoas hospitalizadas por doenças de veiculação hídrica.</p>
<p class="p1">Os dados do SNIS apontam que o País ainda tem uma dificuldade com o tratamento do esgoto, do qual somente 50% do volume gerado são tratados – isto é, mais de 5,3 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento são despejadas na natureza diariamente. Outro ponto abordado é sobre os investimentos feitos em 2020, que atingiram R$ 13,7 bilhões, valor insuficiente para que seja cumprido as metas do Novo Marco Legal do Saneamento – Lei Federal 14.026/2020.</p>
<p class="p1">Ao analisar as 20 melhores cidades contra as 20 piores cidades, o instituto observou que há diferenças nos indicadores de acesso: enquanto 99,07% da população das 20 melhores tem acesso às redes de água potável, 82,52% da população dos 20 piores municípios têm o serviço, fatia menor. A porcentagem da população com rede de coleta de esgoto é ainda mais discrepante: 95,52% da população nos 20 melhores municípios tem os serviços; e somente 31,78% da população nos 20 piores municípios são abastecidos com a coleta do esgoto.</p>
<p class="p1">Historicamente, o que se observa nos Rankings publicados pelo Instituto Trata Brasil são uma predominância de municípios dos Estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais ocupando as primeiras posições. Por outro lado, entre os 20 piores municípios sempre estão municípios da região Norte, alguns do Nordeste e Rio de Janeiro. Na versão de 2022, não é diferente, com algumas exceções</p>
<h3 class="p1">Panorama dos 20 Piores nos últimos oito anos (2015 – 2022)</h3>
<p class="p1">Nos últimos oito anos do Ranking, 30 municípios distintos chegaram a ocupar as 20 piores posições . Desses, 16 estiveram nas últimas colocações em pelo menos sete edições. Observou-se ainda que 13 municípios se mantiveram desde 2015 dentre os últimos colocados, sendo três localizados no <strong>Pará</strong>, e três no Estado do Rio de Janeiro.</p>
<p class="p1">Além disso, Porto Velho (RO), <strong>Ananindeua</strong> (PA), <strong>Santarém</strong> (PA) e Macapá (AP) estiveram sempre nas 10 últimas colocações dentre as 100 maiores cidades do País. Por outro lado, alguns municípios apresentaram relativos avanços ao longo dos anos e já não pertencem mais ao grupo dos 20 piores nas duas edições mais recentes do Ranking. Alguns exemplos são: Natal (RN) ocupando a 72ª posição de 2022, Olinda (PE) ocupando a 65ª posição de 2022, Paulista (PE) ocupando a 64ª posição de 2022, e Aparecida de Goiânia (GO), que vem apresentando uma sólida melhora de seus indicadores nos últimos dois anos, tendo saltado 36 posições nesse período e alcançado a 47ª posição de 2022, firmando seu lugar entre os 50 primeiros colocados do Ranking 2022.</p>
<figure id="attachment_9054" aria-describedby="caption-attachment-9054" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-9054" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.17.28-287x300.png" alt="" width="400" height="419" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.17.28-287x300.png 287w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.17.28-768x804.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.17.28-150x157.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.17.28-450x471.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.17.28.png 944w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-9054" class="wp-caption-text">Fonte: Trata Brasil</figcaption></figure>
<p class="p1">O Ranking do Saneamento contempla dezenas de indicadores, o principal está na disponibilidade do acesso à água tratada. Ao avaliar as 100 cidades do relatório, a média desse indicador é de 94,38% da população com os serviços – maior do que a média nacional, que é de 84,13% da população com o serviço. O destaque negativo foi de somente 32,87% da população em Porto Velho (RO) ter esse serviço. No ano anterior, o menor índice encontrado foi de 32,42%, em <strong>Ananindeua</strong> (PA). A maioria dos municípios do Ranking (90 dos 100) possui atendimento total de água maior que 80%, de maneira que a maior parte dos municípios considerados no estudo se encontra próximo da universalização deste serviço.</p>
<h3 class="p1">Municípios com rede de coleta de esgoto</h3>
<p class="p1">Um dos principais gargalos do Ranking do Saneamento é a parcela da população com o serviço de coleta de esgoto. A média do País é de 54,95% da população com esse serviço, enquanto a média dos 100 maiores municípios estudados é de 75,69% da população com esse serviço. Apenas dois municípios da amostra possuem 100% de coleta de esgoto, a saber: Piracicaba (SP) e Bauru (SP). Outros 34 municípios possuem índice de coleta superior ou igual a 90% e, portanto, podem também ser considerados universalizados de acordo com a legislação. O menor percentual de população atendida com serviço de coleta de esgoto na amostra foi 4,14%, no município de <strong>Santarém</strong> (PA).</p>
<figure id="attachment_9057" aria-describedby="caption-attachment-9057" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-9057" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.28.45-300x240.png" alt="" width="400" height="320" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.28.45-300x240.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.28.45-1024x820.png 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.28.45-768x615.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.28.45-150x120.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.28.45-450x360.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.28.45.png 1044w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-9057" class="wp-caption-text">Fonte: Trata Brasil</figcaption></figure>
<h3 class="p1">Volume de esgoto tratado nos municípios<span class="Apple-converted-space"> </span></h3>
<p class="p1">Diferentemente do que o indicador de população com coleta de esgoto, o indicador de esgoto tratado faz uma análise percentual do volume que é gerado de água consumida no município e o quanto disso foi tratado, uma vez que foi gerado como esgoto.</p>
<p class="p1">O Brasil trata 50,75% de todo o volume de esgoto gerado, mas a média dos 100 maiores municípios é de 64,09%. Oito municípios apresentaram valor máximo (100%) de tratamento de esgoto e outros 18 municípios tem valores superiores a 80%, sendo considerados universalizados de acordo com a legislação no contexto deste Ranking.</p>
<p class="p1">Contudo, a nota máxima é dada apenas aos municípios que também alcançam a universalização em atendimento da população com as redes de coleta de esgoto. Assim, alguns municípios que possuem 100% de tratamento de esgoto em relação à água consumida podem estar piores ranqueados do que municípios com níveis negativos. Isso ocorre, pois a nota deste indicador também considera a porcentagem da população com coleta de esgoto. Por exemplo, no caso de Petrópolis (RJ), o índice de tratamento foi de 100% em 2020, mas 84,57% da população tem coleta de esgoto, ou seja, o município não foi considerado como universalizado em termos de coleta. Neste caso, o município de Petrópolis (RJ) se encontra pior qualificado do que Limeira (SP), cujo índice de tratamento foi de 86,05% em 2020, mas 97,02% da população possuem coleta de esgoto. O valor mínimo de tratamento de esgoto foi 0%, nos casos de Porto Velho (RO) e São João de Meriti (RJ). <strong>Santarém</strong> e <strong>Belém</strong> vêm logo em seguida, como mostra a ilustração abaixo.</p>
<figure id="attachment_9060" aria-describedby="caption-attachment-9060" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-9060" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.33.50-300x224.png" alt="" width="400" height="299" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.33.50-300x224.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.33.50-1024x764.png 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.33.50-768x573.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.33.50-150x112.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.33.50-450x336.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.33.50.png 1168w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-9060" class="wp-caption-text">Foto: Trata Brasil</figcaption></figure>
<h3 class="p1">Evolução dos Investimentos nas capitais brasileiras<span class="Apple-converted-space"> </span></h3>
<p class="p1">Foi feita uma avaliação sobre os investimentos nas capitais. A tabela abaixo traz a variação nos investimentos médios entre 2016 e 2020, a valores de junho de 2020, nas capitais brasileiras.</p>
<p class="p1">Entre 2016 e 2020, foram investidos cerca de R$ 23 bilhões em valores absolutos nas capitais, sendo que o município de São Paulo (SP) realizou quase metade desse montante, com aproximadamente R$ 11 bilhões. Naturalmente, foi a cidade com o maior investimento total no período, seguida por Brasília (DF) com R$ 1,5 bilhão, e pelo Rio de Janeiro (RJ) com R$ 1 bilhão.</p>
<p class="p1">É também elucidativo observar o investimento médio anual por habitante. O patamar nacional médio de investimentos anuais por habitante para a universalização, de acordo com dados do Plansab, é de aproximadamente R$ 113,30 per capita. Neste sentido, Cuiabá (MT) foi a capital que, em média, mais investiu, com R$ 213,33 por habitante.</p>
<p class="p1">A segunda capital que mais investiu em termos per capita foi São Paulo (SP) com R$ 180,97 por habitante, seguida de Natal (RN) com R$ 141,21 por habitante. Ficaram ainda acima do patamar do Plansab, Boa Vista (RR) com R$ 130,80 por habitante, Campo Grande (MS) com R$ 108,69 por habitante, e, embora Palmas (TO) tenha ficado abaixo, os valores não estão muito distantes com R$ 108,03.</p>
<p class="p1">A média das capitais foi de R$ 91,03 por habitante, valor quase 20% menor do que o estabelecido pelo Plansab. Os patamares mais baixos foram observados em João Pessoa (PB) com R$ 26,36 por habitante, em Maceió (AL) com R$ 21,61 por habitante, e em Macapá (AP) com irrisórios R$ 11,25 por habitante, o que justifica parcialmente sua posição como último do Ranking 2022. <strong>Belém</strong> ficou abaixo da média.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9062" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.39.58-300x283.png" alt="" width="400" height="378" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.39.58-300x283.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.39.58-1024x967.png 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.39.58-768x725.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.39.58-150x142.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.39.58-450x425.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Captura-de-Tela-2022-03-22-às-10.39.58.png 1110w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></p>
<p><em>Fonte: Trata Brasil</em></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/rios-contaminados-ferem-orgulho-do-paraense-no-dia-mundial-da-agua/" target="_blank" rel="noopener"><b>Rios contaminados ferem orgulho do paraense no Dia Mundial da Água</b></a></p>
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