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	<title>Dia dos Povos Indígenas do Brasil &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Dia dos Povos Indígenas do Brasil &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Dia dos Povos Indígenas: entenda a origem da data e as influências indígenas na cultura paraense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 12:34:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Povos Indígenas do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Joenia Wapichana]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/5392_19hmultivozes-osdilemasdaeducacaoescolaindigena-mayconnunes56-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Representatividade é a palavra que define este 19 de abril. Pela primeira vez, se comemora o Dia dos Povos Indígenas, uma mudança de nome importante na busca por fortalecer a identidade étnica, a diversidade e a luta dos nativos, Pela primeira vez, o País conta com o Ministério dos Povos Indígenas, em nível federal, e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/5392_19hmultivozes-osdilemasdaeducacaoescolaindigena-mayconnunes56-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Representatividade é a palavra que define este 19 de abril. Pela primeira vez, se comemora o Dia dos Povos Indígenas, uma mudança de nome importante na busca por fortalecer a identidade étnica, a diversidade e a luta dos nativos, Pela primeira vez, o País conta com o Ministério dos Povos Indígenas, em nível federal, e uma <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/puyr-tembe-e-anunciada-como-secretaria-dos-povos-originarios-do-para-conheca-mais-sobre-a-ativista-indigena/" target="_blank" rel="noopener">Secretaria dos Povos Originários</a>, aqui no Pará, comandados por duas mulheres indígenas, militantes da causa: Sônia Guajajara e <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/no-dia-de-luta-dos-povos-indigenas-puyr-tembe-fala-em-lutar-para-viver-ou-esperar-pela-morte/" target="_blank" rel="noopener">Puyr Tembé</a>, respectivamente. E, ainda, outro fato inédito e significativo é a Funai ter uma indígena como presidenta: Joenia Wapichana.</p>
<figure id="attachment_18421" aria-describedby="caption-attachment-18421" style="width: 351px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-18421" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/guajajara-300x200.jpg" alt="" width="351" height="234" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/guajajara-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/guajajara-1024x682.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/guajajara-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/guajajara-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/guajajara-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/guajajara-1200x800.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/guajajara.jpg 1400w" sizes="(max-width: 351px) 100vw, 351px" /><figcaption id="caption-attachment-18421" class="wp-caption-text">Presidente Lula e Sônia Guajajara. Foto: Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Foi há exatos 80 anos que o Brasil reconhecia o 19 de abril como Dia do Índio. Influenciado pelo Marechal Cândido Rondon, Getúlio Vargas emitiu em 1943 um decreto-lei que estabelecia a data comemorativa.</p>
<p>No ano passado, no entanto, a <a href="https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/1569003997/lei-14402-22" target="_blank" rel="noopener">Lei 14.402/22</a> determinou que o dia passasse a ser chamado oficialmente de Dia dos Povos Indígenas. A medida foi proposta pela então deputada Joenia Wapichana. O objetivo da mudança era “atualizar para uma nomenclatura mais respeitosa e mais identificada com as comunidades indígenas.&#8221; A medida, aprovada no Congresso Nacional, deixou de lado assim o termo considerado preconceituoso contra os povos originários.</p>
<p>Nada mais justo, uma vez que a cultura indígena está impregnada no nosso vocabulário, hábitos, nas nossas músicas, danças e também no conhecimento do poder medicinal das plantas.</p>
<h3>A influência indígena</h3>
<p>Hábitos como tomar um açaí com farinha e peixe assado e depois deitar em uma rede, tão comum no nosso Pará. é uma herança dos povos indígenas.</p>
<p>Uso de utensílios como a cuia e o tipiti, usados para fazer o tucupi, um dos ingredientes mais importantes da culinária paraense, são de origem indígena. Assim como tomar banho todos os dias e tirar os sapatos para entrar em casa.</p>
<p>As canoas, jangadas, armadilhas de caça e pesca foram criados pelos povos originários. Isso sem falar de  instrumentos musicais, artesanato e o uso de utensílios feitos de barro e palha, como vassouras e vasilhas.</p>
<p>No carimbó, por exemplo, a forma de dançar, a roda que se faz, o chocalho e até mesmo o curimbó são instrumentos de referências originárias indígenas.</p>
<p>Vários dos nossos animais foram nomeados pelos indígenas, como arara, capivara, jacaré, jabuti, tucano, tamanduá e jibóia,</p>
<h3>Nosso palavreado</h3>
<p>E os termos usados pelos brasileiros, que nem imaginam que vem dos indígenas?:</p>
<div>• <b>Sapecar</b>: &#8220;sa’pek&#8221;. O significado é chamuscar;</div>
<div>• <b>Arapuca</b>: ara-púka. Significado é armadilha;</div>
<div>• <b>Nhenhenhém</b>: &#8220;nheeng-nheeng-nheeng&#8221;. Faz referência a conversa fiada;</div>
<div>• <b>Inhaca</b>: “yakwa” remete ao sentido de “odoroso”. Significado: algo com cheiro forte.</div>
<h3>Nossas frutas e comidas</h3>
<p>Muitas das nossas frutas foram batizadas pelos nativos:</p>
<div> <b>Açaí</b>: &#8220;ïwasa&#8217;i&#8221;, fruto que dá sumo;</div>
<div>• <b>Pitanga</b>: &#8220;pytánga&#8221;. Significado: algo que tem a cor vermelha;</div>
<div>• <b>Jabuticaba</b>:&#8221;ïwapotï’kaba&#8221;. Significado: fruta em botão;</div>
<div>• <b>Abacaxi</b>: do <a href="https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/antropologia/cultura-tupi-guarani" target="_blank" rel="noopener">tupi</a> &#8220;ï&#8217;wa&#8221; (fruta) + &#8220;ka&#8217;ti&#8221; (&#8216;aromático&#8217;). Significado: o que recende;</div>
<p>E também algumas comidas:</p>
<div>• <b>Mingau</b>: minga’u. Tem o sentido de &#8220;comida que gruda”;</div>
<div>• <b>Paçoca</b>: &#8220;pa’soka&#8221; origem de “po-çoc”. Sentido: esmigalhar o alimento com a mão;</div>
<div>• <b>Moquear</b>: &#8220;mokaen&#8221;. Significado: assar ou deixar seco o alimento para deixá-lo mais conservado;</div>
<div>• <b>Maniçoba</b>: &#8220;mandi’sowa&#8221; remete a comida preparada com a folha da mandioca;</div>
<div>• <b>Mandioca</b>: &#8220;mandióka&#8221;, “oka” casa de Mani. Significa que a índia deu origem à planta, conforme a mitologia indígena.</div>
<h3>Nossos lugares</h3>
<p>Algumas cidades paraenses têm nomes indígenas:</p>
<ul>
<li>Capanema: “Cáa” (Mato/floresta) e panema (infeliz ou azarado). Mato infeliz, devido a ausência de caças grandes que pudessem alimentar todos os indígenas da aldeia.</li>
<li>Cametá: “Cáa” (Mato/floresta) ou “Mutã”, uma espécie de degrau instalado em galhos de árvores feitos pelos indígenas para esperar a caça ou para morar.</li>
<li>Marabá: significa filho do prisioneiro ou estrangeiro. Também pode ser filho de uma indígena com um branco.</li>
<li>Oriximiná:  significando &#8220;o macho da abelha&#8221;, o zangão.</li>
<li>Tracuateua:  tracuá (uma espécie de formiga) e Teua (terra). Terra das formigas.</li>
<li>Tucuruí: significa &#8220;gafanhotos verdes&#8221;, através da junção de tukura (gafanhoto) e oby (verde).</li>
<li>Xingu:  significa água boa e limpa.</li>
</ul>
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		<title>Dia dos Povos Indígenas marca fase de resistência contra retrocessos no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2022 14:22:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[19 de abril]]></category>
		<category><![CDATA[ancestralidade]]></category>
		<category><![CDATA[ATL]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Povos Indígenas do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo]]></category>
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		<category><![CDATA[territórios indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/dia-dos-povos-indigenas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Hoje, 19 de abril, é o Dia dos Povos Indígenas do Brasil, não o Dia do Índio. A modificação foi feita pelo Senado Federal em 2021 porque nossos parentes, por muitas décadas, criticavam a alcunha de serem nomeados geneticamente de &#8220;índios&#8221;, apelido dado pelo colonizador Américo Vespucio. Ainda não podemos comemorar, principalmente em um momento [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/dia-dos-povos-indigenas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Hoje, 19 de abril, é o Dia dos Povos Indígenas do Brasil, não o Dia do Índio. A modificação foi feita pelo Senado Federal em 2021 porque nossos parentes, por muitas décadas, criticavam a alcunha de serem nomeados geneticamente de &#8220;índios&#8221;, apelido dado pelo colonizador Américo Vespucio.</p>
<p>Ainda não podemos comemorar, principalmente em um momento em que seus direitos fundamentais, reconhecidos na Constituição Federal de 1988 após muita luta e mobilização, estão sendo questionados e agredidos pelas elites econômicas e pelo próprio Estado. Trata-se de uma luta atual contra o apagamento dessas culturas.</p>
<p>Nesses 522 anos do que chamamos Brasil, os povos indígenas hoje sofrem perseguições e usurpações de seus direitos humanos e de seus corpos e territórios. São eles, no entanto, que transformaram nossa floresta amazônica &#8211; sim, nossa floresta não é nativa, pois foram eles que plantaram várias espécies de árvores que hoje encantam o mundo &#8211; e defendem há séculos com unhas e dentes nossa terra, nosso solo. Por isso, inclusive, deveriam ser recompensados financeiramente. Sem eles, possivelmente, muita palmeira estaria no chão, dando lugar à pecuária ou a  monoculturas (soja e milho) que só enchem o bolso de uma minoria.</p>
<p>Hoje, seus territórios são cobiçados pelo grande capital, especialmente pelo garimpo ilegal, madeireiros e pela mineração, são contaminados por minerais pesados que ameaçam a vida de seus povos, são invadidos por ladrões de terra e são desrespeitados segundo artigos da Constituição. Os yanomamis vivem hoje, por exemplo, um verdadeiro calvário por causa de garimpeiros invasores, assim como vários outros povos.</p>
<p>Mas o paraense sabe, com cerca de <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Quadro_Geral_dos_Povos" target="_blank" rel="noopener">40 diferentes etnias</a> presentes no Estado, que os povos indígenas estão cada vez mais atuantes em defesa de seus idiomas, culturas, diferentes modos de ser, de sentir, de hábitos e costumes, artísticos e sagrados, que devem ser respeitados e reconhecidos como patrimônios próprios de cada povo. Vimos como foram atuantes na Conferência do Clima realizada em Glasgow, no Reino Unido, no ano passado. Parte do mundo os ouviu.</p>
<h3>Mulheres indígenas</h3>
<p>As mulheres indígenas também promovem uma verdadeira revolução. Elas têm obtido destaque em vários setores da sociedade, seja no direito, na antropologia, medicina, política, cinema, entre outras áreas. Veja <a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,jovem-indigena-faz-sucesso-no-tiktok-compartilhando-rotina-de-sua-aldeia,70004042163" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> algumas influenciadores indígenas.</p>
<p>E para quem defende a tese de que o indígena que vive na cidade já não é mais um indígena, como se fosse &#8220;igual a todos nós&#8221;, é preciso corrigir essa deturpação do entendimento sobre o que é ser parte de uma etnia.</p>
<p>Ninguém rasga sua origem para virar um branco da cidade, assim, como num passo de mágica só porque passou a usar um celular de última geração. Esse indígena urbanizado não é um E.T. parido em Krypton. Seu passado é indígena, vem de ancestrais que definem sua identidade, queira ou não queira. Aliás, essa ancestralidade está estampada no rosto de cada um deles.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando nós, mulheres indígenas, estamos na cidade, sofremos um duplo preconceito, pelo racismo e pelo machismo. Há uma estrutura que constantemente nos inferioriza e acontece um fenômeno que só existe com povos indígenas: as pessoas acham que por estarmos em contexto urbano, ser indígena se torna uma condição transitória. Só que ninguém pergunta para um brasileiro que mora no Japão se ele virou japonês&#8221;, diz a ativista indígena Narubia Werreria, do povo Iny, da Ilha do Bananal, de Tocantins, ao UOL.</p></blockquote>
<p>No Brasil, segundo o Censo de 2010, há 818 mil indígenas, sendo 502 mil moradores da zona rural e 315 mil nas zonas urbanas.</p>
<h3>Ativismo</h3>
<p>Neste mês de abril, foi realizada a 18º edição Acampamento Terra Livre (ATL), com mais de 8 mil lideranças de 200 povos indígenas, vindos de todas as regiões do País. Veja abaixo as reivindicações indígenas, elaboradas nesse encontro, para o que chamam de &#8220;reconstrução do Brasil&#8221;:</p>
<h3><strong>Eixo 1 – direitos territoriais indígenas: demarcação e proteção aos territórios indígenas já!</strong></h3>
<p>1 –  Garantia de recursos suficientes para a identificação, delimitação, declaração, demarcação e homologação imediata de todas as Terras Indígenas; elaboração de um plano factível para imediata desintrusão de todas as terras indígenas, invadidas por fazendeiros, grileiros, madeireiros, garimpeiros e outros invasores;</p>
<p>2 – Constituição de uma força-tarefa Interministerial para criar Planos Permanentes de Proteção das Terras Indígenas bem como assegurar recursos e condições necessários para a sua manutenção e a participação direta das comunidades indígenas;</p>
<p>3 – Fortalecimento da política especial de proteção e de não contato aos povos indígenas isolados e de recente contato.</p>
<h3>Eixo 2 – retomada dos espaços de participação e controle social indígenas</h3>
<p>1 – Assegurar o exercício do direito de consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas em conformidade com a Convenção n. 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) quando medidas administrativas e legislativas impactem seus territórios e direitos, respeitando os protocolos autônomos de consulta e consentimento elaborado pelos povos e comunidades;</p>
<p>2 – Reativação de todos os dispositivos de participação social, em que os povos tinham representação: Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI); Conselho de Segurança Alimentar (CONSEA); Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH);</p>
<p>3 – Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Subsistema de Saúde Indígena (SESAI/SUS), bem como implementação da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial das Terras Indígenas (PNGTI).</p>
<h3>Eixo 3 – reconstrução de políticas e instituições indigenistas</h3>
<p>1 – Reestruturação das instituições responsáveis pela implementação das políticas públicas voltadas aos nossos povos, em especial, a FUNAI e a SESAI, garantindo autonomia, rigor técnico, servidores públicos e dotação orçamentária condizente com as necessidades das ações necessárias à promoção dos direitos indígenas, com respeito à diversidade de povos, gêneros, e gerações;</p>
<p>2 – Criação de mecanismos específicos de proteção a indígenas defensores de direitos humanos, com recursos financeiros e estrutura administrativa condizente;</p>
<p>3 – Garantir assistência integral à saúde indígena e à educação escolar intercultural e bilíngue respeitando as especificidades culturais e sociais de cada povo indígena.</p>
<h3>Eixo 4 – interrupção da agenda anti-indígena no congresso federal</h3>
<p>1 – Impedir o avanço de medidas legislativas que atentam contra os direitos territoriais indígenas, e com urgência, os PL 490/2007, do Marco Temporal, e o PL 191/2020 da mineração em terras indígenas.</p>
<h3>Eixo 5 – agenda ambiental</h3>
<p>1 – Propor medidas legislativas e administrativas que estabeleçam mecanismos de rastreabilidade de produtos, em respeito à devida diligência, para garantir que não sejam resultantes de conflitos territoriais, explorações ilegais de Tis, e áreas ilegalmente degradadas;</p>
<p>2-  Retomar os compromissos e ambições ambientais assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris e em outros acordos internacionais do clima e meio ambiente;</p>
<p>3 – Reestruturar o ICMBio e o IBAMA, garantindo autonomia funcional, rigor técnico, servidores públicos e orçamento adequado para que cumpram suas missões institucionais de defesa dos biomas brasileiros;</p>
<p>4 – Reconhecer a contribuição dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais na preservação da biodiversidade brasileira, criando mecanismos de reconhecimento pelo serviço ambiental prestado e incentivando iniciativas indígenas, como as brigadas indígenas anti-incêndio;</p>
<p>5 – Retomar as políticas de preservação de nossas fontes de água doce, reconhecendo o papel dos Povos Indígenas na gestão de grande parte de nossos recursos hídricos.</p>
<p><em>Fonte: Cimi</em></p>
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