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	<title>Dia do Fogo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Dia do Fogo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Com recorde de queimadas em 24 horas, Amazônia bate &#8216;dia do fogo&#8217; de 2019</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2024 15:31:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/FOGO_am-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Entre 21h de terça, 27, e 20h59 de quarta-feira, 28, a Amazônia viveu suas 24h com maior número de queimadas no ano. Segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), foram 2.433 focos de calor, ou seja, mais de 100 por hora. O número,  é superior ao registrado no chamado &#8220;dia do fogo&#8221;, em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/FOGO_am-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p class="bullet mt-0" data-v-232111b4="data-v-232111b4">Entre 21h de terça, 27, e 20h59 de quarta-feira, 28, a Amazônia viveu suas 24h com maior número de queimadas no ano. Segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), foram 2.433 focos de calor, ou seja, mais de 100 por hora.</p>
<p class="bullet" data-v-232111b4="data-v-232111b4">O número,  é superior ao registrado no chamado &#8220;dia do fogo&#8221;, em 11 de agosto de 2019, quando foram anotados 2.366 focos, aponta o<a href="https://noticias.uol.com.br/colunas/carlos-madeiro/2024/08/29/queimadas-amazonia-recorde-24h.htm?cmpid=copiaecola" target="_blank" rel="noopener"> UOL</a>.</p>
<p data-v-232111b4="data-v-232111b4">Naquela data, uma série de incêndios florestais foram praticados por fazendeiros no município de Novo Progresso (PA) —que começaram, na verdade, no dia anterior. Cinco anos depois, n<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cinco-anos-do-dia-do-fogo-alem-de-seguirem-impunes-criminosos-receberam-dinheiro-do-credito-rural/" target="_blank" rel="noopener">inguém foi punido pelo caso e ainda os criminosos conseguiram crédito do Governo Federal.</a></p>
<p data-v-232111b4="data-v-232111b4">Nesse ritmo, antes mesmo de acabar, agosto com 31.130 foco de calor registrados deve superar os números de 2022, quando foram anotados 33.116 casos. No, Pará, a situação também é preocupante: de julho a agosto o número de queimadas <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/em-situacao-de-emergencia-para-ganha-7-mil-focos-de-queimadas-em-apenas-um-mes/" target="_blank" rel="noopener">saltou de 3.265 focos para 10.217.</a></p>
<p class="bullet" data-v-232111b4="data-v-232111b4">Desde janeiro, na Amazônia, foram 56,053 focos de calor registrados.</p>
<h3>Investigação</h3>
<p>A Polícia Federal informou ter aberto 32 inquéritos para apurar incêndios em biomas brasileiros, incluindo a Amazônia e o Pantanal. Os próximos passos incluem o envio de peritos especializados aos locais afetados e o uso de tecnologia avançada para identificar os pontos de origem dos incêndios.</p>
<blockquote><p>&#8220;A PF está empenhada em identificar não apenas os autores materiais, mas também os possíveis mandantes, buscando correlacionar esses crimes ambientais a outros delitos conexos, para que todos os envolvidos respondam por todos crimes praticados, garantindo assim a devida responsabilização&#8221;, diz a corporação.</p></blockquote>
<h3>Mais brigadistas</h3>
<p>No mesmo dia em que se registrou o recorde queimadas na Amazônia, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)  publicou no Diário Oficial portaria para contratação de 2.227 brigadistas para combaterem incêndios florestais em todo o Brasil. Até o momento, já foram enviados a campo 1.907 profissionais, incluindo chefes de brigada e chefes de esquadrão contratados por meio de portarias anteriores deste ano.</p>
<p>As brigadas federais temporárias atuarão em diversos municípios distribuídos em 19 estados e no Distrito Federal para prevenção e combate aos incêndios florestais prioritariamente em áreas federais, como Terras Indígenas, Unidades de Conservação federais e assentamentos.</p>
<p>Total de contratações por Unidade da Federação até o momento:</p>
<ul>
<li>Acre: 46</li>
<li>Amazonas: 102</li>
<li>Amapá: 57</li>
<li>Bahia: 102</li>
<li>Ceará: 40</li>
<li>Distrito Federal: 95</li>
<li>Goiás: 136</li>
<li>Maranhão: 206</li>
<li>Minas Gerais: 29</li>
<li>Mato Grosso do Sul: 145</li>
<li>Mato Grosso: 304</li>
<li>Pará: 153</li>
<li>Pernambuco: 84</li>
<li>Piauí: 69</li>
<li>Paraná: 16</li>
<li>Rio de Janeiro: 39</li>
<li>Rondônia: 116</li>
<li>Roraima: 192</li>
<li>São Paulo: 27</li>
<li>Tocantins: 269.</li>
</ul>
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		<title>Cinco anos do Dia do Fogo: Além de seguirem impunes, criminosos receberam dinheiro do crédito rural</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2024 18:33:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[crime ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/dia_do_fogo-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Neste mês, o “Dia do Fogo”, data na qual fazendeiros da região Amazônica teriam se articulado para incendiar milhares de quilômetros da floresta simultaneamente, completa cinco anos. Além de não terem resultado em prisões ou pagamento de multas, as investigações sobre o crime também não impediram que suspeitos obtivessem crédito do Governo Federal, alimentando a sensação [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/dia_do_fogo-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Neste mês, o “Dia do Fogo”, data na qual fazendeiros da região Amazônica teriam se articulado para incendiar milhares de quilômetros da floresta simultaneamente, completa cinco anos. Além de não terem resultado em prisões ou pagamento de multas, as investigações sobre o crime também não impediram que suspeitos obtivessem crédito do Governo Federal, alimentando a sensação de que há carta branca para queimar no País.</p>
<p>Nos dias 10 e 11 de agosto de 2019, a fumaça das queimdas invadiu o céu de Novo Progresso e a distante cidade de São Paulo virou noite em plena luz da tarde.  O que a ação criminosa coordenada pretendia era retirar a vegetação nativa para facilitar o avanço da grilagem e do loteamento ilegal. O incêndio criminoso foi combinado por WhatsApp, segundo a Polícia Civil e Polícia Federal, com vaquinha para compra de combustível e contratação de motoqueiros para espalhar líquido inflamável pela região.</p>
<p>Segundo levantamento do Greenpeace divulgado na última semana, as 478 propriedades onde foram identificados focos de fogo em 2019, no Pará, seguem queimando e desmatando. O Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da UFRJ aponta que, entre 2019 e 2023, nestas áreas, houve anualmente uma devastação superior a 140 mil hectares.</p>
<p>Do total de propriedades, 65,2% foram embargadas por diversas infrações, mas só 10,47% por uso ilegal do fogo, o que demonstra subnotificação. Também foram identificadas 662 multas que totalizam R$ quase R$ 1.3 bilhões, das quais apenas R$ 41.4 mil foram pagas.</p>
<p>Os números reforçam a lógica da impunidade, que faz com que os incêndios avancem pelos biomas mais ameaçados do País mesmo após o fortalecimento da gestão ambiental, observado no governo atual. Para se ter ideia, em relação a 2019, este ano já apresenta alta de 56% dos focos de calor na Amazônia, 41% no Cerrado e 222% no Pantanal entre janeiro e julho, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).</p>
<h3>Bancos fazem parte do problema</h3>
<p>As instituições financeiras também têm sua parcela de responsabilidade na destruição, já que 29 propriedades envolvidas no “Dia do Fogo” acessaram recursos do crédito rural, totalizando 127 transações e um montante de R$ 201.418.002,16. A maior parte dessas operações, 74%, teve a finalidade de aquisição, criação e manutenção de bovinos, uma soma de R$ 134.473.688,80.</p>
<p>Isso evidencia que os bancos precisam de mais rigor nas regras na concessão de crédito e estabelecer o monitoramento contínuo das áreas financiadas para garantir que não estejam contribuindo para o dano ambiental. Como já mostramos, as medidas incluem a vedação da concessão de crédito para imóveis rurais que tenham usado fogo ilegalmente, a solicitação da rastreabilidade da pecuária, dentre outros.</p>
<h3>Expansão da agropecuária</h3>
<p>De acordo com o Greenpeace, houve uma rápida expansão da agropecuária entre 2018-2022. A área de pastagem cresceu 30,8% enquanto a de agricultura quase 55%.  Neste contexto, foram registrados 206.083 mil hectares de desmatamento entre os anos de 2008 e 2023 da série histórica de desmatamento do PRODES, sendo que o ápice justamente o ano de 2019.</p>
<p>Existem 106.594 mil hectares sobrepostos a áreas de Florestas Públicas Não Destinadas (FPND), pertencentes à União ou aos estados. A sobreposição entre os Cadastros Ambientais Rurais (CAR) dessas propriedades e FPND é um primeiro indício de grilagem de terras. Nessas áreas de FPND, entre agosto de 2018 e julho de 2023 uma extensão maior que a área urbanizada de Belém-PA foi desmatada.</p>
<p><em>Fonte: Por André Garcia/Gigante 163</em></p>
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		<title>Estrago de queimadas no Pará em agosto é superior ao do Dia do Fogo de 2019</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2022 21:04:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Fogo]]></category>
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		<category><![CDATA[queimada]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/Captura-de-Tela-2022-08-23-às-17.59.48-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Lembram do Dia do Fogo, em Novo Progresso, no fatídico dia 10 de agosto de 2019, quando o município ardeu em chamas por uma ação criminosa, espalhando fumaça tóxica pela Amazônia, chegando até São Paulo, a mais de dois mil quilômetros de distância, e transformou o dia em noite? Essa marca destruidora foi superada no [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/Captura-de-Tela-2022-08-23-às-17.59.48-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Lembram do Dia do Fogo, em Novo Progresso, no fatídico dia 10 de agosto de 2019, quando o município ardeu em chamas por uma ação criminosa, espalhando fumaça tóxica pela Amazônia, chegando até São Paulo, a mais de dois mil quilômetros de distância, e transformou o dia em noite? Essa marca destruidora foi superada no último fim de semana.</p>
<p>De acordo com a geógrafa paraense Ane Alencar, que é diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a segunda-feira, 22/08, foi o dia com maior número de focos de calor (3.358) nos últimos 6 anos em agosto na Amazônia, inclusive maior que o dia catastrófico em Novo Progresso.</p>
<p>Naquele agosto de 2019, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) detectou 1.457 focos de calor no Estado. Já entre domingo e segunda, esse número foi ainda maior: 2.238.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true">
<p lang="pt" dir="ltr">Ontem tivemos o dia com maior número de focos de calor (3.358) nos últimos 6 anos em agosto na Amazônia,  inclusive maior do que o dia do fogo em 2019. Que ironia do destino! No mesmo dia que negaram o desmatamento e fogo em rede nacional. (Fonte: BDqueimadas, INPE) <a href="https://t.co/AGwa8nZYYQ">pic.twitter.com/AGwa8nZYYQ</a></p>
<p>&mdash; Ane Alencar (@AneAlencar3) <a href="https://twitter.com/AneAlencar3/status/1562156408879157251?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">August 23, 2022</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O coordenador de monitoramento de queimadas do Inpe, Alberto Setzer, disse à agência Amazônia Real, que a nova trajetória da pluma de fumaça vem dos municípios que mais queimam neste momento: os paraenses Altamira, Novo Progresso, Jacareacanga, Itaituba, São Félix do Xingu e Trairão. Também contribuem para o céu de fumaça as queimadas nas cidades amazonenses de Apuí, Novo Aripuanã e Manicoré, <a href="https://amazoniareal.com.br/sul-do-amazonas-se-consolida-como-fronteira-de-queimadas-e-desmatamento-na-amazonia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">no sul do Amazonas</a>, segundo Setzer.</p>
<p>De 1º de agosto até o último domingo, 21/8, o Inpe detectou mais de 16 mil focos de incêndio na Amazônia brasileira, com Pará (7.495) e Amazonas (3.974) liderando a lista dos estados com maior quantidade de focos.</p>
<p>A escritora Eliane Brum, moradora de Altamira, registrou o que viu de sua casa.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true">
<p lang="pt" dir="ltr">O que eu vejo agora, da varanda da minha casa, em Altamira. A floresta queima. Me sinto morrer. <a href="https://t.co/VNRWglScpA">pic.twitter.com/VNRWglScpA</a></p>
<p>&mdash; Eliane Brum (@brumelianebrum) <a href="https://twitter.com/brumelianebrum/status/1561131423196712966?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">August 20, 2022</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>A fumaça também chegou em Manaus (AM).</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true">
<p lang="pt" dir="ltr">Ultimamente o céu de Manaus anda muito, mas muito poluído mesmo por conta das queimadas na floresta</p>
<p>Esse é o amanhecer hoje aqui no Jeferson Peres. Além desse sol feio, tá uma cortina densa de fumaça (não é neblina) em toda a cidade <a href="https://t.co/IfX3kim9bH">pic.twitter.com/IfX3kim9bH</a></p>
<p>&mdash; evandro fotógrafo (@eivandru) <a href="https://twitter.com/eivandru/status/1561662682356486145?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">August 22, 2022</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Conforme informa a agência <a href="https://amazoniareal.com.br/fumaca-de-queimadas-encobre-altamira-novo-progresso-e-manaus/" target="_blank" rel="noopener">Amazônia Real</a>, só em 2022, o presidente Jair Bolsonaro (PL) <a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/despacho-do-presidente-da-republica-375545448" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vetou cerca de R$ 35,1 milhões</a> no valor previsto para o Ministério do Meio Ambiente (MMA). A maior parte do valor, 25,8 milhões, eram destinados ao controle de incêndios em terras públicas.</p>
<blockquote><p>“O fogo, todos os anos, pode ser previsto pelo desmatamento. Todas as áreas desmatadas serão queimadas. Então não é [suficiente] só controle de queimadas e sim controlar o desmatamento. Para isso se necessita de todas as esferas, Federal, Municipal e Estadual. Entretanto, sabemos o alinhamento do desgoverno Bolsonaro com as ilicitudes dos crimes ambientais”, disse o analista e geógrafo da FVA, Heitor Pinheiro, à agência.</p></blockquote>
<p>Grande parte dos focos de incêndio tem origem criminosa e visa retirar a vegetação nativa para facilitar o avanço da grilagem e, logo, das fronteiras agrárias.</p>
<p>Na segunda, 22/08, o presidente Jair Bolsonaro colocou parte da culpa das queimadas na Amazônia nos ribeirinhos.</p>
<p>“Quando se fala em Amazônia, o que não se fala também é na França que há mais de 30 dias está pegando fogo, a mesma coisa está pegando fogo na Espanha e Portugal, Califórnia pega fogo todo ano. No Brasil, infelizmente não é diferente, acontece, grande parte disso aí, alguma parte disso aí é criminoso, eu sei disso, outra parte não é criminoso é o ribeirinho que toca fogo ali na sua propriedade”, afirmou ele aos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos durante entrevista no Jornal Nacional, comparando o gigantismo da Amazônia a países pequenos, como Portugal e Espanha.</p>
<p><em>Fontes: Amazônia Real, IPAM e ISA</em></p>
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		<title>Novo Progresso vive novo &#8216;dia do fogo&#8217; com destruição em assentamento</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/incendio-atinge-areas-do-assentamento-terra-nossa-em-novo-progresso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2022 19:31:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agrocrime]]></category>
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		<category><![CDATA[Terra Nossa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-15-at-10.46.03-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Após três anos exatos do infeliz “Dia do Fogo”, um dos assentamentos mais afetados por esse crime está novamente sob ataque. Desde o dia 11/08, última quinta-feira, as famílias do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Terra Nossa têm passado por momentos de terror. O incêndio deixou a população sem casa, com riscos de problemas respiratórios, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-15-at-10.46.03-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Após três anos exatos do infeliz “Dia do Fogo”, um dos assentamentos mais afetados por esse crime está novamente sob ataque. Desde o dia 11/08, última quinta-feira, as famílias do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Terra Nossa têm passado por momentos de terror. O incêndio deixou a população sem casa, com riscos de problemas respiratórios, sem energia e comunicação.</p>
<p>Os assentados estão sob a mira de ameaças dos fazendeiros da região. Esse mesmo assentamento foi um dos mais afetados pelo Dia do Fogo, que ocorreu nesse mesmo período em 2019.</p>
<p>A área que vem sendo devastada por fazendeiros e grileiros há anos abriga hoje, como resultado do Dia do Fogo, campos de soja e atividade agrícola proibida no local, que é terra destinada à reforma agrária. Pelo menos 5 assassinatos já ocorreram no PDS em decorrência de conflitos com fazendeiros e grileiros da região.</p>
<p>A organização Agro É Fogo <strong><a href="https://agroefogo.org.br/blog/2022/08/13/carta-de-solidariedade-ao-pds-terra-nossa/" target="_blank" rel="noopener">divulgou uma carta</a></strong> de solidariedade exigindo que &#8220;os órgãos competentes como o Ministério Público Federal, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Pará, Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ministério Público do Estado do Pará, Delegacia de Conflitos Agrário do Estado do Pará, INCRA e IBAMA, tomem medidas EFICIENTES E URGENTES que protejam o PDS Terra Nossa e seus moradores&#8221;. Entre as organizações que assinam o documento está a Comissão Pastoral da Terra e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI).</p>
<p>O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Polícia Federal que instaure inquérito para apurar novas invasões e ameaças.</p>
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		<title>Dois anos após o Dia do Fogo, queimadas não dão trégua</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Aug 2021 19:19:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[incêndio criminoso]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Progresso]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/08/dia-do-fogo_estadao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O paraense quer esquecer aqueles 10 e 11 de agosto de 2019 que poluíram com fumaça o céu de Novo Progresso e fizeram anoitecer até mesmo a distante cidade de São Paulo em plena luz da tarde. Foi o chamado Dia do Fogo, queimada criminosa organizada por produtores rurais e empresários da região. Só que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/08/dia-do-fogo_estadao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O paraense quer esquecer aqueles 10 e 11 de agosto de 2019 que poluíram com fumaça o céu de Novo Progresso e fizeram anoitecer até mesmo a distante cidade de São Paulo em plena luz da tarde. Foi o chamado Dia do Fogo, queimada criminosa organizada por produtores rurais e empresários da região. Só que é difícil virar essa triste página da nossa história, que foi parar inclusive nos principais jornais da Europa, porque as queimadas criminosas não dão trégua.</p>
<p>O uso do fogo na agricultura é uma tradição milenar na Amazônia, originada nos tempos pré-colombianos, com os antepassados dos atuais indígenas. Na atualidade, essa prática é questionada por diminuir a fertilidade do solo, embora ainda seja utilizada como opção barata e rápida de limpeza e preparo do solo antes do plantio.</p>
<p>Mas investigações preliminares do Dia do Fogo de 2019 mostraram que a ação não visava limpar o solo para o plantio de forma rápida e barata, como fazem alguns produtores. O que a ação criminosa coordenada pretendia era retirar a vegetação nativa para facilitar o avanço da grilagem e do loteamento ilegal. O incêndio criminoso foi combinado por WhatsApp, segundo a Polícia Civil e Polícia Federal, com vaquinha para compra de combustível e contratação de motoqueiros para espalhar líquido inflamável pela região.</p>
<p>Mas um cenário igual ou pior ao de 29019 está se desenhando neste ano: o desmatamento continua a apresentar taxas elevadas em Novo Progresso, Altamira e São Félix do Xingu.</p>
<p>Em Novo Progresso, o desmatamento de abril a junho deste ano aumentou 91% em comparação com o mesmo período de 2020.</p>
<p>Em Altamira, a taxa de desmatamento está muito próxima ao período de 2019, com aumento de 2%, enquanto em São Félix do Xingu houve redução de 7%.</p>
<p>Os números são do sistema Deter, do governo federal, que é um levantamento rápido de alertas de evidências de alteração da cobertura florestal na Amazônia, feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).</p>
<p>De abril a junho deste ano, as três cidades desmataram juntas o equivalente a 9.516 campos de futebol por dia, o que representa a retirada de quase 340 mil árvores maduras diariamente em três meses consecutivos, como demonstram os dados do Alertas+.</p>
<p>Naquele 2019, Novo Progresso registrou, em apenas um dia, um salto de 300% dos focos de queimadas.</p>
<p>Já no ano passado, foi registrado o maior índice dos últimos nove anos (150.783 focos de fogo) na Amazônia Legal, um valor 20% maior que no ano anterior e 18% maior que nos últimos cinco anos.</p>
<h3>Defesa Civil</h3>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">Com a estiagem, é comum o crescimento de ocorrências de incêndios florestais. O vento faz com que o fogo se propague rapidamente e sem controle, fazendo com que mais áreas sejam afetadas pelas queimadas, comprometendo a vida vegetal e animal dessas localidades.</div>
</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">Segundo Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (SEMAS), no mês de julho, foram registrados 387 focos de queimadas, por meio do satélite de referência (AQUA_M-T). As áreas estão divididas em incêndios florestais, contabilizando cerca de 248 queimadas e 139 em locais de pastagem e perímetro urbano. Os principais municípios que tiveram mais ocorrências de queimadas no mês de julho foram: Altamira, Itaituba e Novo Progresso.</div>
</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q">
<div dir="auto">Ademais, tendo em vista dados registrados na última terça-feira (3/8) do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), os grandes riscos de incêndios vigentes no mês de agosto estão localizados nos municípios de Belém, Castanhal, Conceição do Araguaia, Dom Eliseu, Novo Repartimento, Redenção, São Félix do Xingu, Tome-Açú e Xinguara.</div>
</div>
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