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	<title>destaque4 &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>destaque4 &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>China adota selo socioambiental para garantir rastreabilidade da carne do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 17:57:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Beef on Track]]></category>
		<category><![CDATA[BoT]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/gado_adepara-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O selo Beef on Track (BoT) estreia em Tianjin — principal porto de entrada da carne brasileira na China —, prometendo repetir a revolução de mercado da década de 2020 e pagar um prêmio extra de até 10% para produtores sustentáveis. Criado pelo Imaflora, o BoT é o primeiro sistema internacional a atestar a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/gado_adepara-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O selo Beef on Track (BoT) estreia em Tianjin — principal porto de entrada da carne brasileira na China —, prometendo repetir a revolução de mercado da década de 2020 e pagar um prêmio extra de até 10% para produtores sustentáveis.</em></li>
<li><em>Criado pelo Imaflora, o BoT é o primeiro sistema internacional a atestar a conformidade socioambiental e o desmatamento zero da pecuária brasileira, unindo grandes importadores asiáticos e auditorias locais.</em></li>
<li><em>A iniciativa visa abocanhar uma fatia ainda maior no país que consome 47% da carne exportada pelo Brasil, alinhando a produção a pasto do país à nova exigência chinesa por sustentabilidade e bem-estar animal.</em></li>
<li><em> O projeto piloto já conta com a assinatura da Tianjin Meat Association (TMA), o apoio de mais oito gigantes da logística e o interesse de grandes distribuidores da província de Henan.</em></li>
</ul>
<p>Porta de entrada para quase metade de toda a carne bovina que o Brasil exporta para a China — mercado que absorve mais de 47% do volume nacional segundo o Beef Report 2026 da Abiec —, a cidade portuária de Tianjin será o palco do projeto piloto de implementação da certificação Beef on Track (BoT), o primeiro selo internacional criado para rastrear, auditar e garantir que a carne consumida do outro lado do mundo seja 100% livre de desmatamento e abusos socioambientais.</p>
<p>A engrenagem dessa transformação começou a girar com a assinatura de uma carta de intenções entre a Tianjin Meat Association (TMA) e o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que desenvolveu o selo em outubro do ano passado.</p>
<p>De acordo com Marina Guyot, diretora de Clima e Desmatamento Zero do Imaflora, o plano já conta com o suporte técnico da auditoria chinesa Chinese Quality Mark Certification Group (CQM), que ficará encarregada de vasculhar e chancelar cada elo da cadeia de custódia desses produtos.</p>
<blockquote><p>“Utilizando o desenvolvimento verde e sustentável como ponte, buscamos aprofundar a cooperação entre as indústrias de carne da China e do Brasil. Da logística da cadeia de suprimento refrigerada ao acesso ao mercado, dos padrões de qualidade aos canais comerciais, cada interação reflete nosso compromisso compartilhado de viabilizar a circulação bidirecional de produtos cárneos de alta qualidade”, declarou Xing Yanling, presidente da TMA.</p></blockquote>
<p>Xing fez um apelo a que os dois países trabalhem juntos para alcançar uma carne bovina rastreável, livre de desmatamento, verde e sustentável.</p>
<blockquote><p>“Como importante polo de importação de commodities brasileiras, Tianjin está aproveitando sua posição na cadeia produtiva para promover a cooperação mutuamente benéfica entre os dois países no setor de comércio de proteína animal. Esperamos que essa parceria, que abrange os hemisférios Norte e Sul, produza resultados ainda mais frutíferos à mesa”, disse ela.</p></blockquote>
<p>O pacto verde foi firmado durante a Tianjin International Shipping Industry Expo (4ª Exposição Internacional de Transporte Marítimo). Para ganhar tração e capilaridade no mercado asiático, o acordo foi endossado por outras oito gigantes locais .</p>
<p>A ofensiva diplomática e ambiental do Imaflora também avançou rumo ao interior do país, alcançando a província de Henan. Em encontros com grandes distribuidores, como o Dahe Holding Group, os técnicos brasileiros apresentaram o selo para investidores locais interessados em transformar a sustentabilidade em um ativo de diferenciação comercial.</p>
<h3>Prêmio de 10% e o &#8220;boi China&#8221;</h3>
<p>O Brasil tem hoje um estoque de 2,1 milhões de toneladas de carne prontas para exportação que já cumprem à risca as exigências do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) Carne Legal na Amazônia Legal, concentradas principalmente em Mato Grosso e no Pará.</p>
<p>Parceira histórica do projeto, a TMA quer converter essa disponibilidade em contratos de compra, mantendo a meta de importar 50 mil toneladas de carne certificada ainda em 2026. A grande novidade, contudo, está no bolso: a associação chinesa estuda pagar um prêmio financeiro de até 10% de adicional no preço para os pecuaristas que atingirem os critérios mais rigorosos do BoT.</p>
<p>A qualidade a que os chineses se referem diz respeito à conservação dos recursos naturais, ao equilíbrio climático (o país quer neutralidade de carbono até 2060) e ao bem-estar e qualidade com a qual os animais são criados – no Brasil, a maior parte do rebanho é criada a pasto, o que, na perspectiva chinesa, impacta positivamente a vida dos animais.</p>
<p>Esse bônus financeiro tem um objetivo claro: repetir o fenômeno que ficou conhecido no campo como &#8220;boi China&#8221; no início da década de 2020. Naquela época, a exigência dos frigoríficos por animais rastreados e abatidos precocemente (com menos de 30 meses) desencadeou uma modernização tão intensa nas fazendas brasileiras que o ganho de eficiência poupou a atmosfera de receber 5,80 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente (CO²) apenas em 2022.</p>
<h3>O novo paladar de Pequim</h3>
<p>A força da TMA para guiar essa transição não é desprezível. Fundada em 1992, a associação costura as estratégias de criadores, indústrias, transportadoras e varejistas em parceria com o governo de Pequim e a província de Hebei, tendo como norte a segurança alimentar. E, na visão atual do mercado chinês, o conceito de &#8220;carne de qualidade&#8221; mudou radicalmente.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando o assunto é qualidade da carne, o conceito chinês vai muito além do produto consumido. A busca não se restringe a características como maciez, marmoreio ou sabor. Ela abrange também critérios de sustentabilidade”, explica Louise Nakagawa, coordenadora da certificação BoT no Imaflora.</p></blockquote>
<p>O país estipulou uma meta agressiva de alcançar a neutralidade de carbono até 2060 e, por isso, passou a exigir critérios ecológicos rigorosos. Saber que o boi brasileiro é criado majoritariamente solto no pasto — o que eleva os índices de bem-estar animal — somado à garantia de cumprimento do Código Florestal confere à proteína nacional o status de um produto ético e verde.</p>
<p>Ao unir a tradição da pastagem com o monitoramento tecnológico do BoT, o Brasil se posiciona para liderar o mercado de alta gastronomia sustentável na Ásia, inspirando a regularização ambiental de propriedades em outros biomas além da Amazônia.</p>
<p>O evento de lançamento na ACSP foi chancelado pelo presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto (também líder da FACESP e da CACB), que aproveitou o encontro para celebrar a assinatura de um acordo de cooperação mútua entre o Conselho do Agronegócio da ACSP e a Sociedade Rural Brasileira (SRB) focado no fortalecimento institucional do setor.</p>
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		<item>
		<title>Pará aposta em cadeias produtivas estratégicas para acelerar regularização fundiária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:03:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Terras do Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Iterpa]]></category>
		<category><![CDATA[política de regularização fundiária]]></category>
		<category><![CDATA[Regularização fundiária no Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Sicarf]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_51792_f618ccbb-62c4-4773-8df8-78cef0fae645-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Instituto de Terras do Pará (Iterpa) vai direcionar a entrega de títulos para regiões estratégicas da pecuária, cultivo de palma e bioeconomia. O governo do estado usará o mapeamento de fornecedores das próprias empresas do agro para identificar quem está sem documento e agilizar a regularização. O objetivo é garantir a segurança jurídica [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_51792_f618ccbb-62c4-4773-8df8-78cef0fae645-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="2"><em>Resumo</em></p>
<ul data-path-to-node="3">
<li>
<p data-path-to-node="3,0,0"><em>O Instituto de Terras do Pará (Iterpa) vai direcionar a entrega de títulos para regiões estratégicas da pecuária, cultivo de palma e bioeconomia.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,1,0"><em>O governo do estado usará o mapeamento de fornecedores das próprias empresas do agro para identificar quem está sem documento e agilizar a regularização.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,2,0"><em>O objetivo é garantir a segurança jurídica para destravar o acesso ao crédito bancário, investimentos e projetos de mercado de carbono.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,3,0"><em>Com a digitalização dos processos pelo sistema SiCARF, o Iterpa entregou 26 mil títulos rurais desde 2019, contra apenas 1.700 da gestão anterior.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,4,0"><em>O órgão testa uma ferramenta para que o título de terra já saia emitido junto com o CCIR, Sigef e CAR, eliminando várias etapas de burocracia.</em></p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="6">O Pará está iniciando uma nova fase em sua política de regularização fundiária. Após acelerar a emissão de títulos nos últimos anos, o governo estadual agora vai direcionar os esforços para áreas ligadas a cadeias produtivas estratégicas, como a pecuária, o cultivo de palma e projetos de bioeconomia.</p>
<p data-path-to-node="7">A estratégia do Instituto de Terras do Pará (Iterpa) é utilizar o mapeamento de mercado das próprias empresas e compradores do setor para identificar quais produtores e fornecedores enfrentam passivos fundiários, agilizando a liberação dos documentos.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="8">&#8220;A nossa ideia é setorizar a regularização fundiária a partir das cadeias produtivas, porque o setor privado sabe quem são seus fornecedores. A empresa funciona como um apoio para o Estado regularizar as áreas&#8221;, explicou o presidente do Iterpa, Bruno Kono, em entrevista à Globo Rural. A meta é garantir a documentação para destravar investimentos e permitir que o produtor acesse linhas de crédito e aumente o rendimento da propriedade.</p>
</blockquote>
<h3 data-path-to-node="9">O gargalo dos investimentos e do crédito</h3>
<p data-path-to-node="10">A falta de títulos de terra é historicamente um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento da Amazônia. Sem a garantia jurídica da propriedade, o produtor rural fica impedido de acessar financiamentos bancários, programas de custeio oficiais e assistência técnica.</p>
<p data-path-to-node="11">Esse travamento documental também afeta a agenda ambiental do estado. Especialistas em restauração florestal e mercado de carbono apontam que a falta de regularização das fazendas é hoje o principal entrave para atrair fundos internacionais e investimentos privados focados na recuperação de áreas degradadas.</p>
<h3 data-path-to-node="12">Salto na entrega de títulos</h3>
<p data-path-to-node="13">A mudança de ritmo na regularização paraense nos últimos seis anos ocorreu devido à modernização interna do Iterpa, que substituiu os processos físicos pelo Sistema de Cadastro e Regularização Fundiária (SiCARF). A plataforma digital unificou o envio de documentos, imagens de satélite, vistorias e laudos agronômicos, eliminando o uso de papel.</p>
<p data-path-to-node="14">Os números mostram o impacto da mudança: desde 2019, o instituto entregou cerca de 26 mil títulos rurais e 33 mil urbanos, além de reconhecer 33 comunidades extrativistas e 58 quilombolas. O volume contrasta com o período anterior, quando a gestão passada emitiu apenas 1.700 títulos. Para ampliar o alcance, moradores locais foram capacitados para protocolar os pedidos diretamente em comunidades isoladas.</p>
<h3 data-path-to-node="15">Tecnologia compartilhada</h3>
<p data-path-to-node="16">O modelo digital desenvolvido no Pará chamou a atenção de outros estados e do governo federal. O Iterpa compartilhou o código-fonte do SiCARF com a União, permitindo que a tecnologia seja replicada no país. Além disso, a plataforma foi integrada a bancos de dados nacionais, como o Gov.br, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR).</p>
<p data-path-to-node="17">O próximo passo do órgão é reduzir ainda mais o vaivém burocrático do produtor após receber o documento da terra. O Iterpa está testando um sistema para que o título de propriedade já seja emitido com os registros complementares prontos.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="18">&#8220;Estamos em fase de testes para que o título de terra já saia com o CCIR, o Sigef e com o CAR integrados&#8221;, afirmou Bruno Kono. A medida visa encurtar o caminho para que o agricultor entre formalmente nos programas de financiamento e no mercado de produção sustentável.</p>
</blockquote>
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		<item>
		<title>Descontrole ambiental promovido pela Câmara piora futuro do agronegócio</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/descontrole-ambiental-promovido-pela-camara-piora-futuro-do-agronegocio-diz-ipam/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 17:12:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/desmate-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma série de projetos de lei aprovados pela Câmara dos Deputados, como parte do “Dia do Agro”, pioram as perspectivas futuras do agronegócio brasileiro e expõem o setor aos riscos de um clima cada vez mais severo e inconstante, prejudicando a saúde e a economia do país, o clima mundial e a segurança alimentar de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/desmate-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma série de projetos de lei aprovados pela Câmara dos Deputados, como parte do “Dia do Agro”, pioram as perspectivas futuras do agronegócio brasileiro e expõem o setor aos riscos de um clima cada vez mais severo e inconstante, prejudicando a saúde e a economia do país, o clima mundial e a segurança alimentar de toda a humanidade, alerta o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).</p>
<p>As leis aprovadas nesta semana atacam diretamente a fiscalização ambiental, a conservação de áreas protegidas e a implementação de políticas climáticas no Brasil; e se somam a uma série de medidas que tornam incertos os cenários futuros para o agronegócio, o clima e a produção de alimentos.</p>
<blockquote><p>“O agronegócio brasileiro se tornou essa potência mundial porque as condições climáticas do Brasil criam duas, e em alguns lugares até três, janelas de plantio ideais para a produção em larga escala. Sem as florestas, que produzem a chuva que irriga as lavouras e permite esse cenário, todo esse sistema falha, como já vem dando sinais de que irá falhar. O que está sendo atacado por esses projetos é o meio ambiente, mas é também a produtividade do país, a estabilidade do plantio e a capacidade do Brasi de colocar comida no prato de boa parte do planeta”, alerta André Guimarães, diretor executivo do Ipam e enviado especial da sociedade civil para a COP30.</p></blockquote>
<p>De acordo com o relatório da FAO (sigla em inglês para Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o Brasil será responsável por quase metade do crescimento do fornecimento de alimentos até 2050 e 50% do alimento produzido vem do cinturão tropical do planeta.</p>
<blockquote><p>“Se bagunçarmos o sistema da Amazônia, estaremos colocando o PIB brasileiro e a segurança alimentar do país e do planeta em risco. Não há como assegurar a segurança alimentar do planeta Terra e atingir as metas do Acordo de Paris sem a integridade da Amazônia. Isso é uma enorme responsabilidade do Brasil; mas é também uma oportunidade enorme de crescermos e liderarmos a transição sustentável da agronomia. Nós conseguimos isso porque temos florestas e água e não é abrindo caminho para o uso desregulado desses recursos que vamos manter esse cenário”, completa.</p></blockquote>
<p>Segundo estudo publicado pelo Ipam na revista Nature, 28% das propriedades de soja e milho no Centro-Oeste já operam fora do ideal climático. Sem investimentos e políticas públicas focadas em adaptação, alerta o estudo, a porcentagem de agricultura fora do ideal climático na região central do Brasil pode chegar a 50% na próxima década e a 70% em 30 anos, tornando-se inviável economicamente.</p>
<p>Ainda, quase 90% da agricultura no Brasil depende da chuva, o que torna a instabilidade climática um risco econômico e social para a cadeia de produção agrícola, tanto para exportação, quanto para consumo interno. Se nos primeiros estágios de desenvolvimento das mudas o clima fica instável, e não chove na hora esperada, por exemplo, ou a temperatura sobe muito, tem-se um cenário propício para a queda na produção das safras, mesmo em anos de seca menos intensa.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Ibama combate o garimpo ilegal na floresta das Árvores Gigantes, entre o Amapá e o Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 18:44:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[Floresta das Árvores Gigantes]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Ibama]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/garimpo_ilegal_arvores_gigantes-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Sete pontos de garimpo ilegal foram desmantelados na divisa entre o Amapá e o Pará durante mais uma etapa da Operação Calha Norte, encerrada no dia 17 de maio. Coordenada pelo Ibama em parceria com forças de segurança pública, a ofensiva na Amazônia causou um desfalque financeiro estimado em R$ 6 milhões aos infratores. Essa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/garimpo_ilegal_arvores_gigantes-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Sete pontos de garimpo ilegal foram desmantelados na divisa entre o Amapá e o Pará durante mais uma etapa da Operação Calha Norte, encerrada no dia 17 de maio. Coordenada pelo Ibama em parceria com forças de segurança pública, a ofensiva na Amazônia causou um desfalque financeiro estimado em R$ 6 milhões aos infratores.</p>
<p>Essa já é a quinta operação realizada pelo Ibama na região em 2026, consolidando uma estratégia contínua de sufocamento logístico do crime ambiental. No total, já foram inutilizados: 27 escavadeiras hidráulicas, 3 caminhões prancha (usados para o transporte de maquinário pesado), 2 aviões e milhares de litros de combustível. Em um dos pontos de suporte ao garimpo, foram apreendidas 441 unidades de explosivos.</p>
<p>Durante as incursões, as equipes constataram uma mudança no padrão de exploração ilegal na região com a descoberta de um garimpo de filão. Essa modalidade exige maior aporte tecnológico e financeiro dos infratores, pois envolve a abertura de galerias subterrâneas e o uso de explosivos e maquinário industrial para triturar a rocha de onde o ouro é extraído.</p>
<p>O impacto ambiental desse método é severo, causando a destruição permanente do relevo local e alto risco de contaminação do solo.</p>
<p>A ofensiva, que teve como foco os municípios de Laranjal do Jari (AP) e Almerim (PA), foi realizada em conjunto com a Polícia Federal, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Força Nacional, e contou com o apoio logístico e tático da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, da Polícia Militar do Pará e do Grupamento Aéreo do Pará (Graesp). A coordenação institucional ficou a cargo do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI – Amazônia).</p>
<h3>Balanço da Operação Calha Norte</h3>
<p>Para neutralizar os alvos inseridos em áreas de densa floresta e de difícil acesso, a operação mobilizou cerca de 80 agentes e uma frota de cinco aeronaves, essenciais para o deslocamento rápido das equipes de fiscalização.</p>
<p>Durante a ação, foram inutilizados:</p>
<ul>
<li>7 escavadeiras hidráulicas;</li>
<li>2 tratores e 3 quadriciclos;</li>
<li>Dezenas de motores e geradores empregados na atividade ilegal;</li>
<li>3.300 litros de combustível diesel descartados;</li>
<li>Acampamentos clandestinos, os quais foram totalmente desestruturados.</li>
</ul>
<h3>Ameaça ao Santuário das Árvores Gigantes</h3>
<p>A constante repetição das operações na divisa entre o Amapá e o Pará reflete a preocupação central do Ibama com uma das regiões de maior valor ecológico do planeta: o santuário que abriga as maiores árvores da Amazônia.</p>
<p>O avanço do garimpo ilegal nesta área ameaça diretamente os santuários de angelins-vermelhos (Dinizia excelsa), que alcançam até 88 metros de altura – o equivalente a um prédio de 30 andares.</p>
<p>A atividade predatória destrói o subsolo, contamina os cursos d&#8217;água com mercúrio e compromete a integridade de unidades de conservação, colocando em risco uma singularidade ecológica essencial para a biodiversidade global.</p>
<p>O histórico recente na região demonstra o avanço dessa ameaça. No fim do ano passado, a Operação Xapiri Karuanã, do Ibama, já havia desmantelado uma complexa infraestrutura aérea de apoio ao garimpo instalada a apenas um quilômetro da segunda maior árvore da Amazônia.</p>
<p>Na ocasião, foram aplicados R$ 4,8 milhões em multas e destruídos acampamentos, hangares, pistas clandestinas e oficinas de manutenção de aeronaves em Laranjal do Jari (AP) e Almeirim (PA).</p>
<p>O foco permanente na destruição de maquinários de alto valor econômico e na interrupção das rotas de suprimentos terrestres e aéreas continua sendo uma das estratégias mais eficazes para sufocar economicamente as organizações criminosas e salvaguardar o patrimônio natural do País.</p>
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		<title>Força Nacional capacita bombeiros de 18 estados para atuar em incêndios florestais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 17:05:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[bombeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Capacitação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/bombeiros_capacitacao-e1779123817249-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Foram concluídas, na semana passada, mais duas Instruções de Nivelamento de Conhecimento (INC) Florestais Simultâneas, realizadas em São Domingos (ES) e Porto Velho (RO). As capacitações integram o calendário de 18 edições previstas para 2026, promovidas em parceria entre a Força Nacional de Segurança Pública e a Diretoria de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/bombeiros_capacitacao-e1779123817249-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Foram concluídas, na semana passada, mais duas Instruções de Nivelamento de Conhecimento (INC) Florestais Simultâneas, realizadas em São Domingos (ES) e Porto Velho (RO). As capacitações integram o calendário de 18 edições previstas para 2026, promovidas em parceria entre a Força Nacional de Segurança Pública e a Diretoria de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), no âmbito das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais em áreas prioritárias da Amazônia Legal e do Pantanal.</p>
<p>O Projeto Pedagógico da Força Nacional prevê a capacitação de mais 720 bombeiros militares ao longo do ano, com novas edições distribuídas em todo o território nacional. A próxima INC Florestal está prevista para começar em 25 de maio, em Manaus (AM).</p>
<p>As edições serão realizadas nos estados do Acre (AC), Amapá (AP), Amazonas (AM), Bahia (BA), Distrito Federal (DF), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rondônia (RO), Roraima (RR), Sergipe (SE) e Tocantins (TO).</p>
<p>O comandante do Grupamento de Busca e Salvamento da Força Nacional, major do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, Marinaldo Gomes Rocha, ressaltou o alcance estratégico da capacitação.</p>
<blockquote><p>“A INC Florestal vai além da qualificação individual. Ela cria uma linguagem comum entre bombeiros de diferentes estados, padroniza procedimentos e garante que, quando a Força Nacional for acionada, especialmente no período de estiagem, quando os incêndios florestais ganham maior intensidade, o efetivo já esteja pronto para atuar de forma integrada, ágil e segura”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Temáticas</h3>
<p>Entre as principais disciplinas estão Sistema de Comando de Incidentes (SCI), Atendimento Pré-Hospitalar Tático (APH Tático), Princípios Gerais de Sobrevivência, Fundamentos Teóricos e Técnicas de Combate a Incêndios Florestais, além de simulações de ocorrências em áreas de difícil acesso.</p>
<p>Com carga horária de 50 horas-aula, a INC Florestal padroniza procedimentos e habilita bombeiros militares estaduais para integrar e atuar na Força Nacional em ações de prevenção e combate a incêndios florestais, desmatamento e queimadas ilegais.</p>
<p>Cada edição reúne 40 alunos em 30 dias de curso, sendo cinco dias de aulas teóricas e 25 de atividades práticas, sob coordenação do Corpo de Bombeiros Militar do estado anfitrião. O corpo docente é composto por profissionais mobilizados da Força Nacional de Segurança Pública (DFNSP) e instrutores convidados com experiência na área.</p>
<h3>Cadastro de veteranos</h3>
<p>A Força Nacional está com vagas abertas para o cadastro de profissionais veteranos, como policiais, bombeiros e peritos, que estejam inativos há menos de cinco anos.</p>
<p>Os voluntários com inscrições aprovadas poderão ser mobilizados conforme a necessidade, oportunidade e conveniência da Força Nacional, com possibilidade de permanência por até dois anos, prorrogáveis.</p>
<p>Para se inscrever, acesse o <a href="https://intranet.dfnsp.mj.gov.br/cadastrodeveterano/?b=1" target="_blank" rel="noopener">site oficial</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Com R$ 3,5 milhões em recursos, Pará lidera programa de combate à fome em áreas de conservação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 17:37:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[Fome Zero]]></category>
		<category><![CDATA[PAA]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[rograma de Aquisição de Alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[unidades de conservação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/unidades-de-conservacao-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará está à frente da nova etapa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), voltada especificamente para Unidades de Conservação federais. Ao receber R$ 3,5 milhões do montante global de R$ 13,1 milhões, o estado lidera a estratégia que visa transformar a produção sustentável de comunidades tradicionais em uma ferramenta poderosa de inclusão produtiva [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/unidades-de-conservacao-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará está à frente da nova etapa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), voltada especificamente para Unidades de Conservação federais. Ao receber R$ 3,5 milhões do montante global de R$ 13,1 milhões, o estado lidera a estratégia que visa transformar a produção sustentável de comunidades tradicionais em uma ferramenta poderosa de inclusão produtiva e segurança nutricional.</p>
<p>A iniciativa é uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e o ICMBio, visando incluir populações extrativistas e tradicionais que sofrem os impactos diretos das mudanças climáticas, mas que cumprem um papel essencial na preservação ambiental.</p>
<p>Dos cinco estados selecionados para esta fase inicial, o Pará destaca-se pelo volume de investimento e pela extensão territorial das Unidades de Conservação atendidas. O recurso será utilizado para a compra direta de produtos in natura, respeitando os hábitos alimentares locais e garantindo renda para quem vive da floresta.</p>
<p>Distribuição de recursos por estado:</p>
<ul>
<li>Pará: R$ 3,5 milhões</li>
<li>Bahia: R$ 3 milhões</li>
<li>Maranhão: R$ 2,5 milhões</li>
<li>Acre: R$ 2,1 milhões</li>
<li>Amazonas: R$ 2 milhões</li>
</ul>
<h3>Como funciona</h3>
<p>O programa foca na modalidade de Compra e Doação Simultânea. O governo adquire os alimentos de agricultores familiares e extrativistas — com limite de até R$ 15 mil por ano por produtor — e os doa para instituições como escolas públicas e redes socioassistenciais dentro dos próprios territórios.</p>
<p>Ao todo, a política atenderá às 42 Unidades de Conservação em 53 municípios, beneficiando diretamente mais de 2 mil famílias agricultoras.</p>
<h3>Impacto socioambiental</h3>
<p>O lançamento nacional ocorreu na Resex Baía do Iguape (BA), local simbólico por abrigar a maior população tradicional do Brasil, liderada majoritariamente por mulheres marisqueiras. Para a secretária nacional do MDS, Lilian Rahal, o PAA para UC <span style="font-size: 14px;">é estruturante porque &#8220;reconhece os modos de vida tradicionais e garante o direito humano à alimentação adequada&#8221;.</span></p>
<blockquote><p>“Ganham as famílias que produzem, as que recebem alimentos e o Brasil como um todo. Ao sair do Mapa da Fome, o País segue dando passos importantes rumo à promoção do direito de toda pessoa a se alimentar de forma adequada e saudável”, completou a secretária.</p></blockquote>
<p>O presidente do ICMBio, Mauro Pires, reforçou que o programa é uma ferramenta para retirar o Brasil do Mapa da Fome, enquanto promove o desenvolvimento sustentável.</p>
<blockquote><p>&#8220;Temos nossos desafios, mas estamos num momento muito importante de nos fortalecer e seguir avançando&#8221;, disse.</p></blockquote>
<p>A ação integra a conservação da natureza à justiça social, incentivando a permanência dessas comunidades em seus territórios originais através da viabilidade econômica.</p>
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		<title>Falta de critérios para o Fundo Clima pode atrasar transição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 17:26:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[fundo clima]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Talanoa]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório do Clima]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/petrobras-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O governo federal precisa estabelecer critérios rigorosos para impedir que recursos do Fundo Clima – o principal instrumento de financiamento público à política climática brasileira – sejam direcionados a projetos ligados à expansão da indústria fóssil ou a iniciativas sem redução comprovada de emissões. A reivindicação consta de um documento lançado pelo Instituto Talanoa e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/petrobras-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O governo federal precisa estabelecer critérios rigorosos para impedir que recursos do Fundo Clima – o principal instrumento de financiamento público à política climática brasileira – sejam direcionados a projetos ligados à expansão da indústria fóssil ou a iniciativas sem redução comprovada de emissões.</p>
<p>A reivindicação consta de um documento lançado pelo Instituto Talanoa e pela rede Observatório do Clima com recomendações de política para as tecnologias de captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS).</p>
<p>A análise foi motivada pela decisão do governo federal de abrir espaço para CCUS no Fundo. A brecha acendeu um alerta entre organizações da sociedade civil sobre o risco de recursos públicos subsidiarem soluções controversas ou de eficácia climática incerta – sobretudo considerando a disponibilidade de financiamento público, muito aquém das necessidades climáticas.</p>
<p>A controvérsia surgiu após a aprovação do Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR) 2026, que incluiu, na linha de “Indústria Verde”, a possibilidade de financiar o desenvolvimento tecnológico, a capacidade produtiva e a comercialização de soluções de captura e armazenamento de carbono.</p>
<p>A decisão foi aprovada sem consenso no Comitê Gestor do Fundo Clima. O debate agora migra para o Ministério do Meio Ambiente (MMA), responsável por definir os critérios de elegibilidade desses financiamentos.</p>
<p>Para as organizações, o risco está em tratar como solução climática tecnologias ainda marcadas por alto custo, baixa maturidade tecnológica e resultados ambíguos em termos de mitigação – caso do CCUS.</p>
<p>A tecnologia é defendida com unhas e dentes pela indústria global de combustíveis fósseis, que a apresenta como “a” solução para descarbonizar a economia global, apesar de ser caríssima e de sua eficácia não estar comprovada. Sem falar no verdadeiro objetivo deste setor: usá-la como licença para continuar explorando e produzindo petróleo, gás fóssil e carvão.</p>
<p>O documento do Talanoa e OC detalha que nem toda tecnologia de captura de carbono gera benefício climático líquido. Em alguns casos, o CO₂ capturado pode ser reutilizado em processos industriais que terminam por reemitir o gás à atmosfera. Em outros, a tecnologia pode servir para aumentar a extração de petróleo, por meio da chamada recuperação avançada de hidrocarbonetos (EOR), prática já associada à indústria fóssil.</p>
<blockquote><p>“A credibilidade da política climática brasileira depende de garantir que tecnologias emergentes sejam usadas para descarbonizar a economia, não para maquiar emissões”, destaca Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa.</p></blockquote>
<p>Entre as recomendações apresentadas, está a restrição do financiamento apenas a setores considerados de difícil descarbonização, como o cimento e a siderurgia, nos quais as emissões decorrem do próprio processo produtivo, somadas às da queima de combustíveis fósseis, e há poucas alternativas tecnológicas disponíveis no curto prazo.</p>
<p>O documento também pede critérios de adicionalidade climática, com comprovação da redução líquida de emissões antes e depois da implementação; exclusão explícita de projetos ligados à expansão da produção de combustíveis fósseis; regras claras sobre a responsabilidade pelos locais de armazenamento de carbono; e salvaguardas socioambientais, incluindo a consulta a comunidades potencialmente afetadas.</p>
<blockquote><p>“Embora sejam instrumentos potenciais de mitigação, essas tecnologias envolvem ainda incertezas tecnológicas, custos elevados e podem funcionar como mecanismo de prolongamento da dependência de combustíveis fósseis, colidindo com a efetiva transição energética. Nesse quadro, impõe-se que o seu financiamento pelo Fundo Clima seja encarado com muita cautela”, reforça Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do OC.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Fundo Amazônia: estados preparam uso de R$ 405 milhões contra incêndios florestais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 17:47:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[manejo integrado do fogo]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/incendios_florestais-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima reuniu representantes dos nove estados da Amazônia Legal para monitorar a aplicação de R$ 405 milhões destinados ao combate a incêndios florestais. O recurso, proveniente do Fundo Amazônia e aprovado em 2024, garantiu o repasse de R$ 45 milhões para cada estado fortalecer seus Corpos de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/incendios_florestais-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima reuniu representantes dos nove estados da Amazônia Legal para monitorar a aplicação de R$ 405 milhões destinados ao combate a incêndios florestais.</p>
<p>O recurso, proveniente do Fundo Amazônia e aprovado em 2024, garantiu o repasse de R$ 45 milhões para cada estado fortalecer seus Corpos de Bombeiros e ações de prevenção.</p>
<p>Os investimentos estão divididos em duas frentes principais. A primeira foca no aparelhamento das corporações, com a compra de viaturas especializadas, caminhões-tanque, máquinas e equipamentos de proteção individual, além de reformas em instalações físicas.</p>
<p>A segunda frente concentra-se na parte operacional, envolvendo a capacitação de agentes públicos, a formação de brigadas comunitárias e a realização de campanhas educativas e monitoramento.</p>
<p>Durante o encontro, os estados detalharam o andamento dos projetos e alinharam estratégias para a temporada de queimadas de 2026.</p>
<p><span class="TextRun SCXW229472779 BCX0" data-contrast="auto">Para o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, a integração entre os diferentes níveis de governo é fundamental para ampliar a efetividade das ações.</span></p>
<blockquote><p><span class="TextRun SCXW229472779 BCX0" data-contrast="auto"> “Cada estado enfrenta desafios específicos, o que exige estratégias adaptadas às suas realidades. Ao mesmo tempo, é possível estabelecer diretrizes comuns e fortalecer parcerias já existentes, a partir das experiências e informações compartilhadas”, destacou.</span><span class="EOP SCXW229472779 BCX0" data-ccp-props="{}"> </span></p></blockquote>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Como encaminhamento, o MMA realizará reuniões bilaterais com cada um dos estados da Amazônia Legal, com o objetivo de aprofundar o diagnóstico sobre a execução dos projetos e alinhar estratégias conjuntas de atuação. A iniciativa busca aprimorar a coordenação entre órgãos federais e estaduais, além de fortalecer a capacidade de resposta para o período crítico de incêndios.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Participaram da reunião representantes dos Corpos de Bombeiros Militares e das Secretarias de Meio Ambiente dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de integrantes do Comif.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Os debates também abordaram o processo de elaboração dos Planos de Manejo Integrado do Fogo (Pmif) nos estados, considerados instrumentos estratégicos para orientar ações de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais de forma integrada e contínua.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Em maio, chuvas acima da média no Norte devem favorecer lavouras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 18:28:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[Inmet]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[Norte]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/chuva_amazonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de maio trazem um cenário de otimismo moderado para a região Norte do Brasil. Com a expectativa de chuvas acima da média histórica em grande parte do território e temperaturas elevadas, o campo deve manter bons níveis de umidade, favorecendo o desenvolvimento agrícola, embora [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/chuva_amazonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de maio trazem um cenário de otimismo moderado para a região Norte do Brasil. Com a expectativa de chuvas acima da média histórica em grande parte do território e temperaturas elevadas, o campo deve manter bons níveis de umidade, favorecendo o desenvolvimento agrícola, embora o excesso de água exija atenção redobrada dos produtores.</p>
<p>A umidade deve ser generosa em praticamente todo o Pará, no centro-leste do Amazonas, Amapá, centro do Acre, além do centro-sul de Roraima e centro-sudeste do Tocantins. Por outro lado, algumas áreas podem enfrentar um cenário mais seco, com volumes abaixo da média previstos para o centro-oeste amazonense e o centro-norte de Roraima.</p>
<p>Acompanhando as chuvas, o calor também deve marcar presença. A previsão indica temperaturas predominantes acima da média, com desvios positivos na casa dos 0,6 °C. A exceção fica para Rondônia e partes do Amazonas, Acre, Roraima e Pará, onde os termômetros devem operar dentro da normalidade para o mês.</p>
<p>No campo: benefícios e riscos fitossanitários</p>
<p>Para o agronegócio nortista, esse cenário é majoritariamente positivo. A combinação de água disponível no solo e calor deve continuar beneficiando o desenvolvimento das pastagens e, principalmente, do milho de segunda safra, que se encontra em fases cruciais de crescimento.</p>
<p>Entretanto, o produtor de frutas precisa ficar atento. De acordo com o Inmet, para culturas como o cacau e a banana, a persistência de chuvas e as altas temperaturas criam o ambiente ideal para o &#8220;risco fitossanitário&#8221;.</p>
<p>O excesso de umidade pode aumentar a incidência de doenças fúngicas e foliares, além de criar barreiras logísticas, dificultando o manejo diário e as operações de colheita.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Belém recebe exposição sobre identidade e sabores da culinária amazônica</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/belem-recebe-exposicao-sobre-identidade-e-sabores-da-culinaria-amazonica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 15:18:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Comida Cabocla: Saberes Sabores e Identidade Amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[culinária amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[povos tradicionais da amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/20260502114454-GC00076858-F00303021-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Parque da Cidade, em Belém, inaugura nesta segunda-feira, 4, às 17h, a exposição &#8220;Comida Cabocla: Saberes, Sabores e Identidade Amazônica&#8221;. Sediada no Polo Amazônico de Gastronomia, a mostra gratuita segue aberta ao público até o dia 30 de junho. Desenvolvida pela Universidade do Estado do Pará (Uepa), a iniciativa começa com a roda de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/20260502114454-GC00076858-F00303021-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Parque da Cidade, em Belém, inaugura nesta segunda-feira, 4, às 17h, a exposição &#8220;Comida Cabocla: Saberes, Sabores e Identidade Amazônica&#8221;. Sediada no Polo Amazônico de Gastronomia, a mostra gratuita segue aberta ao público até o dia 30 de junho.</p>
<p>Desenvolvida pela Universidade do Estado do Pará (Uepa), a iniciativa começa com a roda de conversa “Comida Cabocla: Sustentabilidade e Letramento Ambiental”. O debate contará com a presença do professor Miguel Picanço, curador da mostra, e deve reunir acadêmicos, especialistas e entusiastas da gastronomia.</p>
<p>O objetivo do projeto é valorizar os saberes tradicionais e consolidar o Polo Amazônico de Gastronomia como um centro de difusão cultural e científica. Além disso, a mostra busca estreitar os laços entre a universidade e a comunidade externa.</p>
<h3><strong>Como faço para visitar</strong></h3>
<p>A exposição acontece de segunda a sexta-feira, das 14h às 21h, dentro do Polo Amazônico de Gastronomia do Parque da Cidade, localizado na Avenida Júlio César, em Belém. O local possui três acessos de entrada: dois na própria Júlio César e um na Avenida Senador Lemos. A entrada é gratuita.</p>
<p>O local também receberá turmas de universidades e escolas mediante agendamento pelo e-mail gastronomiaamazonica@uepa.br. Lembrando que a programação estará disponível do dia 4 de maio até 30 de junho de 2026.</p>
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