<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>destaque1 &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/destaque1/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Fri, 23 Oct 2026 17:43:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.3</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>destaque1 &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Ação humana é o principal fator para alta nas emissões de carbono na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/acao-humana-e-o-principal-fator-para-alta-nas-emissoes-de-carbono-na-amazonia/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/acao-humana-e-o-principal-fator-para-alta-nas-emissoes-de-carbono-na-amazonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 17:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ação humana]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Inpe]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Nature]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=44140</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/amazonia66-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Um estudo liderado pela pesquisadora Luciana Gatti (Inpe) e publicado na revista Nature aponta que as emissões de dióxido de carbono (CO₂) e monóxido de carbono (CO) na Amazônia são impulsionadas principalmente por ações humanas, como desmatamento e queimadas. As emissões de CO₂ variam conforme a ação humana e o clima: com pouca interferência [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/amazonia66-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Um estudo liderado pela pesquisadora Luciana Gatti (Inpe) e publicado na revista Nature aponta que as emissões de dióxido de carbono (CO₂) e monóxido de carbono (CO) na Amazônia são impulsionadas principalmente por ações humanas, como desmatamento e queimadas.</em></li>
<li><em><span class="">As emissões de CO₂ variam conforme a ação humana e o clima:</span> com pouca interferência e clima úmido, registram-se 408 milhões de toneladas/ano; já sob forte ação humana, as emissões disparam para 1,58 bilhão com clima ameno e atingem 1,80 bilhão de toneladas/ano quando combinadas a secas e calor extremo. Os dados são de 2010 a 2024.</em></li>
<li><em>As atividades humanas são o fator determinante para o aumento das emissões, mas períodos de seca e estresse climático funcionam como amplificadores do problema.</em></li>
<li><em>Em 46 anos, houve edução de 8% na média anual de chuvas e queda de 20% no volume máximo de precipitação durante a estação seca (agosto a novembro) e aumento da temperatura média em 1,13 °C ao ano e de 1,81 °C durante a estação seca.</em></li>
<li><em>A redução drástica dos incêndios é urgente para evitar que a Amazônia atinja um ponto de inflexão irreversível.</em></li>
</ul>
<p>Um estudo que pesquisou 15 anos de medições do fluxo de dióxido de carbono (CO₂) e monóxido de carbono (CO) na Amazônia apontou que as emissões são causadas principalmente por atividades humanas, como desmatamento e queimadas.</p>
<p>Liderado pela pesquisadora Luciana Gatti, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estudo classificou dados coletados entre 2010 e 2024 em três grupos distintos conforme as condições do tempo, intensidade das atividades humanas e emissões medidas a cada ano.</p>
<h3>Metodologia</h3>
<p>Ao reunirem os anos com características comuns, os pesquisadores chegaram aos seguintes grupos:</p>
<ul>
<li>Grupo 1 (2011–2014, 2017 e 2018) &#8211; anos mais úmidos com baixa atividade humana, como desmatamento, queimadas e degradação.</li>
<li>Grupo 2 (2019–2022) – anos com baixo estresse climático em que houve intensificação das atividades humanas, principalmente desmatamento e degradação.</li>
<li>Grupo 3 (2010, 2015, 2016, 2023 e 2024) &#8211; anos quentes e secos com alto estresse climático e intensificação das atividades humanas.</li>
</ul>
<p>Entre os três grupos, o balanço médio de carbono emitido foi respectivamente de 408 milhões de toneladas ao ano, 1,58 bilhão de toneladas e 1,80 bilhão de toneladas de CO₂ ao ano.</p>
<p>Na prática, os cientistas mostraram que nos anos que mais houve atividade humana, como desmatamento e queimadas na Amazônia, as emissões de carbono foram maiores.</p>
<blockquote><p>“É importante notar que os grupos 2 e 3 não diferem significativamente em emissões de carbono, sendo ambos dominados pelo desmatamento e pela queima de biomassa, respectivamente”, destaca o estudo.</p></blockquote>
<p>Os dados também mostraram que embora o estresse climático não seja decisivo para o aumento das emissões, secas podem amplificar o volume de carbono liberado por atividades humanas.</p>
<h3>Mudanças climáticas</h3>
<p>Ao ampliar a análise dos dados de 46 anos, sobre as condições climáticas e a atividade humana, os pesquisadores identificaram uma redução de 8% na média anual de precipitação. Também foi observada uma redução de 20% no volume máximo de chuvas na estação seca, de agosto a novembro.</p>
<p>Em 46 anos, a temperatura média anual aumentou 1,13 °C, e na estação seca, a elevação foi de 1,81 °C. O aumento da temperatura ocorreu ainda que o grau de energia solar recebida e devolvida à atmosfera ao longo dos anos medidos não tenha sofrido variação, indicando que as atividades humanas diretas representam os principais riscos para a Amazônia.</p>
<blockquote><p>“A redução drástica dos incêndios é, portanto, essencial para evitar um ponto de inflexão, especialmente porque o aumento do estresse climático amplifica os impactos humanos, e vice-versa”, destacam os pesquisadores.</p></blockquote>
<p>O estudo assinado por outros 32 pesquisadores foi publicado na revista científica Nature sob o título Emissões de Carbono da Amazônia Causadas pelas Ações Humanas e Amplificadas pelas Secas, (Amazon carbon emissions driven by human actions amplified by droughts). Essa é a quarta publicação de pesquisa liderada por Luciana Gatti no periódico internacional.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/acao-humana-e-o-principal-fator-para-alta-nas-emissoes-de-carbono-na-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pará lidera queimadas no Brasil e qualidade de ar piora em Santarém</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-lidera-queimadas-no-brasil-e-qualidade-de-ar-piora-em-santarem/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-lidera-queimadas-no-brasil-e-qualidade-de-ar-piora-em-santarem/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 15:13:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Alter do Chão]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=44113</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/TAPAJOS_FUMACA-e1792508934663-150x150.avif" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo do Texto O Pará lidera o País em número de incêndios, com 6.844 focos em outubro (36% do total nacional) e mais de 852 mil hectares queimados. Em Santarém, a fumaça encobriu Alter do Chão e levou a qualidade do ar a níveis altamente prejudiciais à saúde, com presença de poluentes 14 vezes acima [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/TAPAJOS_FUMACA-e1792508934663-150x150.avif" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo do Texto</em></p>
<ul>
<li><em>O Pará lidera o País em número de incêndios, com 6.844 focos em outubro (36% do total nacional) e mais de 852 mil hectares queimados.</em></li>
<li><em>Em Santarém, a fumaça encobriu Alter do Chão e levou a qualidade do ar a níveis altamente prejudiciais à saúde, com presença de poluentes 14 vezes acima do recomendado pela OMS.</em></li>
<li><em>O El Niño atrasou a seca e concentrou os incêndios em outubro, com projeção de pico da estiagem apenas para novembro, afetando comunidades rurais e ribeirinhas.</em></li>
<li><em>O governo federal reforçou as ações de combate, comuma frota de 16 aeronaves, criação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, envio da Força Nacional do SUS e verba emergencial de R$ 14 milhões do MIDR.</em></li>
</ul>
<p>Com 6.844 focos de incêndio registrados apenas em outubro — o que representa mais de um terço de todo o fogo no país —, o Pará lidera o ranking nacional de queimadas. A alta explosiva dos incêndios no estado fez a densa nuvem de fumaça avançar sobre o Rio Tapajós e encobrir o famoso destino turístico de Alter do Chão, em Santarém (PA), na manhã desta segunda-feira, 19.</p>
<p>Segundo o instituto internacional de monitoramento IQAir, a qualidade do ar em Santarém atingiu a categoria &#8220;muito insalubre&#8221; (ou seja, altamente prejudicial à saúde), alcançando um Índice de Qualidade do Ar de 284 nas primeiras horas da manhã. A concentração de partículas finas chegou a 209 microgramas por metro cúbico, número quase 14 vezes superior ao limite máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde para 24 horas.</p>
<h3>Explosão em área queimada</h3>
<p>O avanço da poluição no oeste paraense reflete a disparada dos focos de incêndio no estado. Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, o fenômeno El Niño atrasou o pico da estiagem na Amazônia, concentrando os problemas justamente no mês de outubro.</p>
<p>Do início de outubro até o dia 19, o Brasil acumulou 19.035 focos de queimada, sendo 6,8 mil apenas no Pará. A área atingida pelo fogo no estado chegou a 852,4 mil hectares em apenas 19 dias, superando em 102% a média histórica para o mês de outubro, que é de 421 mil hectares.</p>
<p>Atualmente, o Pará lidera o País com 922 focos ativos, seguido pelo Amazonas, que registra 90 pontos de fogo após picos mais altos no início do mês.</p>
<h3>Força-tarefa federal</h3>
<p>Para tentar conter os danos e atender a população atingida pela fumaça e pelo fogo no Norte do país, o Governo Federal reforçou a estrutura de combate e atendimento. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, confirmou o envio de mais cinco aviões adaptados, somando 16 aeronaves no combate às chamas na região.</p>
<p>Além disso, foi instalado em Manaus um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas para coordenar as ações militares e de brigadistas no Pará e no Amazonas.</p>
<p>Na área da saúde, entra em operação nesta terça-feira, 20, uma base da Força Nacional do SUS para dar suporte médico à população afetada por problemas respiratórios. Paralelamente, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional liberou R$ 14 milhões ao governo amazonense para ações emergenciais de socorro e logística.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-lidera-queimadas-no-brasil-e-qualidade-de-ar-piora-em-santarem/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Criação de abelha sem ferrão contribui para produção sustentável de açaí</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/criacao-de-abelha-sem-ferrao-contribui-para-producao-sustentavel-de-acai/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/criacao-de-abelha-sem-ferrao-contribui-para-producao-sustentavel-de-acai/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 14:17:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[açaização]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=44083</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/up_ag_46861_4e285793-23a2-841c-9063-e74bb5f687aa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Um curso realizado na comunidade Serraria Pequena, em Afuá (PA), uniu a meliponicultura (criação de abelhas nativas sem ferrão) ao manejo de açaizais nativos para fortalecer a produção agroextrativista e a renda de comunidades ribeirinhas da Amazônia. As abelhas nativas atuam na polinização dos açaizeiros, com potencial de aumentar a produção de frutos em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/up_ag_46861_4e285793-23a2-841c-9063-e74bb5f687aa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Um curso realizado na comunidade Serraria Pequena, em Afuá (PA), uniu a meliponicultura (criação de abelhas nativas sem ferrão) ao manejo de açaizais nativos para fortalecer a produção agroextrativista e a renda de comunidades ribeirinhas da Amazônia.</em></li>
<li><em> As abelhas nativas atuam na polinização dos açaizeiros, com potencial de aumentar a produção de frutos em até 40%. Além disso, a atividade gera produtos de alto valor agregado, como o &#8220;mel de açaí&#8221;, própolis e cera.</em></li>
<li><em> A formação foi realizada pela Embrapa, com apoio do IPAM, Ataic e financiamento do Grupo Energisa para a participação de produtores do projeto de Reposição Florestal da Resex Cajari (Amapá).</em></li>
<li><em> O curso debateu os riscos da expansão da monocultura de açaí (&#8220;açaização&#8221;), que provoca a perda de biodiversidade, empobrecimento do solo e diminuição de polinizadores, reforçando a importância de manter a floresta de várzea diversificada.</em></li>
<li><em> A programação incluiu teoria, prática e a instalação de uma Unidade de Referência Tecnológica (URT), incentivando práticas de manejo que conciliam produção, conservação ambiental e resiliência frente às mudanças climáticas.</em></li>
</ul>
<p>A integração entre a criação de abelhas nativas sem ferrão (meliponicultura) e o manejo de açaizais nativos pode contribuir para a produção agroextrativista e ampliar a renda de comunidades ribeirinhas da Amazônia. Essa relação foi o foco do curso realizado em outubro, na comunidade Serraria Pequena, em Afuá (PA), apoiado pelo Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).</p>
<p>As abelhas nativas sem ferrão polinizam diversas espécies vegetais, incluindo os açaizeiros. A intensificação da polinização pode contribuir para aumentar a produção de frutos, com potencial de incremento de até 40%. Ainda, a meliponicultura gera produtos com alto valor agregado como a produção do chamado “mel de açaí”, própolis e cera.</p>
<p>Durante o curso, foram compartilhadas informações e resultados de pesquisas sobre as duas atividades, além da troca de conhecimentos entre agroextrativistas, técnicos, pesquisadores e moradores das comunidades. A programação incluiu teoria e atividades práticas, com a instalação de uma URT (Unidade de Referência Tecnológica) de manejo de açaizais com a meliponicultura.</p>
<p>Participaram da formação os produtores do projeto de Reposição Florestal da Resex (Reserva Extrativista) Cajari, no Amapá. A iniciativa é executada pelo IPAM no estado e participantes tiveram sua ida financiada pelo Grupo Energisa.</p>
<blockquote><p>“A junção das duas práticas [manejo de açaizal e meliponicultura] aumenta a produção de açaí e gera uma segunda renda com a produção e venda do mel. Com o intercâmbio, os produtores retornam para suas comunidades com inovações que podem ser implementadas nas suas áreas de trabalho”, comenta Anderson Firmino, pesquisador do IPAM no Amapá.</p></blockquote>
<p>O curso buscou contribuir para a valorização da biodiversidade amazônica e para o fortalecimento das atividades agroextrativistas, além de abrir espaço para discutir os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pelos processos de transformação da floresta de várzea, incentivando práticas que conciliam produção, conservação ambiental e valorização dos conhecimentos locais.</p>
<blockquote><p>“Vejo com muita esperança o desenvolvimento das técnicas que aprendemos neste curso sobre as abelhas nativas em nossa área. Foi muito importante entender que a diversidade de árvores no plantio ajuda a produção a crescer”, afirmou Regivone Souza, produtora da comunidade Sororoca, da Resex Cajari, em Mazagão, no Amapá.</p></blockquote>
<h3>Açaização</h3>
<p>O açaí é uma das principais produções não madeireiras da região amazônica, beneficiando-se da biodiversidade regional para a reprodução. No entanto, a atividade vem sendo impactada por um processo chamado ”açaização”, que consiste na predominância da monocultura nos açaizais e, por consequência, na perda de polinizadores, reduzindo a produção.</p>
<p>O processo está associado à intensificação da produção de açaí em áreas manejadas, o que causa perda da diversidade de plantas, diminuição da ciclagem de nutrientes e empobrecimento do solo, alterando a estrutura e a dinâmica desses ambientes. Portanto, o manejo nativo do açaí deve considerar não só a produção de frutos, mas a regeneração da floresta e a manutenção da biodiversidade que sustenta esse sistema produtivo.</p>
<p>Nesse contexto, a formação também promoveu reflexões sobre os riscos da “açaização” e seus possíveis impactos sobre as florestas de várzea, especialmente diante das mudanças climáticas. A proposta é discutir práticas de manejo que conciliam a produção de açaí com a conservação da diversidade vegetal e dos polinizadores.</p>
<p>O curso foi uma realização da Empraba (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), e faz parte do Projeto Incógnitos, com apoio da Ataic (Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas) e do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/criacao-de-abelha-sem-ferrao-contribui-para-producao-sustentavel-de-acai/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>No Dia da Pecuária, relatório da FAO destaca tecnologia brasileira</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/no-dia-da-pecuaria-relatorio-da-fao-destaca-tecnologia-brasileira/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/no-dia-da-pecuaria-relatorio-da-fao-destaca-tecnologia-brasileira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 14:34:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[FAO]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=44078</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/08/desemprego-pecuaria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O relatório da FAO destaca o papel central do Brasil e de instituições como a Embrapa no desenvolvimento de metodologias para enfrentar as pressões climáticas e as exigências internacionais. O setor é responsável por fornecer um terço de toda a proteína consumida no planeta e movimenta 40% do PIB agrícola global. A atividade busca [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/08/desemprego-pecuaria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O relatório da FAO destaca o papel central do Brasil e de instituições como a Embrapa no desenvolvimento de metodologias para enfrentar as pressões climáticas e as exigências internacionais.</em></li>
<li><em>O setor é responsável por fornecer um terço de toda a proteína consumida no planeta e movimenta 40% do PIB agrícola global.</em></li>
<li><em>A atividade busca otimizar a produção para mitigar sua participação nas emissões globais de gases de efeito estufa (12% do total), conciliando preservação e renda no campo.</em></li>
<li><em>O trabalho de pesquisa brasileiro fornece ferramentas práticas para que o produtor rural ganhe resiliência frente aos extremos climáticos e às exigências de mercado.</em></li>
<li><em>Com apenas uma pequena fração da produção mundial comercializada internacionalmente (15% de carne, 12% de leite e 3% de ovos), destaca-se a importância estratégica da produção e da sanidade para o abastecimento interno e global.</em></li>
</ul>
<p>Em meio aos desafios globais da pecuária — marcados por custos crescentes de insumos, instabilidades climáticas e exigências cada vez Maiores de sustentabilidade —, pecuaristas de todo o mundo buscam soluções para produzir mais e melhor. No Brasil, esse cenário ganha escala e encontra respostas diretas &#8220;dentro da porteira&#8221; graças ao avanço da ciência nacional.</p>
<p>É o que aponta um novo relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), nesta quarta-feira, 14, Dia da Pecuária. O estudo coloca o país em destaque ao resgatar a contribuição técnica fundamental de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade Estadual de Maringá (UEM).</p>
<p>O estudo da FAO revela que a pecuária responde por um terço de toda a proteína consumida no planeta e movimenta 40% do PIB agrícola global. No entanto, o setor vive um momento de virada universal: precisa otimizar a produção para mitigar os 12% de emissões globais de gases de efeito estufa atribuídos à atividade, sem comprometer a renda no campo.</p>
<p>É aí que o trabalho da Embrapa se destaca como ferramenta estratégica. Enquanto concorrentes globais buscam caminhos na pecuária de precisão e na economia circular, segundo a FAO, a pesquisa brasileira tem gerado metodologias práticas para avaliar e aumentar a resiliência dos sistemas de produção frente aos extremos do clima — dando ao produtor ferramentas reais para enfrentar uma crise que afeta o campo de norte a sul do planeta.</p>
<p>O relatório também joga luz sobre uma realidade que impacta o mercado: apenas uma fração reduzida da produção mundial (15% da carne, 12% do leite e 3% dos ovos) é comercializada internacionalmente, o que reforça o peso estratégico da produção interna e da sanidade dos rebanhos.</p>
<p>Para o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, superar entraves como a gestão eficiente de rebanhos e os riscos sanitários é vital para proteger tanto a saúde humana quanto a do planeta.</p>
<p>Neste Dia da Pecuária, a mensagem que fica para quem produz na ponta é clara: o futuro da atividade exige inovação tecnológica e ciência aplicada. Com o suporte da pesquisa nacional, o Brasil prova que lidera pelo exemplo, mostrando que é possível conciliar alta produtividade, sustentabilidade e rentabilidade diante dos maiores desafios globais.</p>
<div></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/no-dia-da-pecuaria-relatorio-da-fao-destaca-tecnologia-brasileira/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Porto Futuro I e II abrem espaço a produtos da bioeconomia do Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/porto-futuro-i-e-ii-abrem-espaco-a-produtos-da-bioeconomia-do-para/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/porto-futuro-i-e-ii-abrem-espaco-a-produtos-da-bioeconomia-do-para/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2026 14:32:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Futuro I]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Futuro II]]></category>
		<category><![CDATA[povos tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[quilombolas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=44066</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/porto_futuro-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Colaborativa da Bioeconomia é uma iniciativa do governo do Pará (Semas e Secult) para dar visibilidade e comercializar produtos da sociobioeconomia amazônica. O evento acontece até o dia 18 de outubro no Porto Futuro I e II, em Belém, aproveitando a grande circulação de visitantes durante o Círio de Nazaré. O objetivo é [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/porto_futuro-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Colaborativa da Bioeconomia é uma iniciativa do governo do Pará (Semas e Secult) para dar visibilidade e comercializar produtos da sociobioeconomia amazônica.</em></li>
<li><em>O evento acontece até o dia 18 de outubro no Porto Futuro I e II, em Belém, aproveitando a grande circulação de visitantes durante o Círio de Nazaré.</em></li>
<li><em>O objetivo é estimular a economia verde, gerar renda, valorizar a biodiversidade e os saberes tradicionais, alinhando-se às diretrizes do Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio).</em></li>
<li><em>No Porto Futuro I, espaço é destinado à sociobioeconomia de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Funciona diariamente, das 17h às 22h.</em></li>
<li><em>No Porto Futuro II, será realizado em parceria com o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, com atendimento diário das 17h às 21h30 (exceto no dia 11 de outubro).</em></li>
</ul>
<p>Até o dia 18 de outubro, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), promove a Colaborativa da Bioeconomia, iniciativa que leva espaços de comercialização de produtos da bioeconomia e da sociobioeconomia paraense ao Porto Futuro I e II, em Belém.</p>
<p>A ação aproveita o período do Círio de Nazaré, quando a capital recebe milhares de visitantes, para ampliar a visibilidade dos empreendimentos e valorizar a produção sustentável do estado.</p>
<p>O fortalecimento dos negócios da bioeconomia e a ampliação dos canais de comercialização integram a estratégia do governo do Pará para estimular atividades econômicas sustentáveis e gerar oportunidades de renda a partir da valorização da biodiversidade amazônica. Essas ações são orientadas pelo Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), política pública estruturante do Estado que completa quatro anos de implementação em novembro de 2026.</p>
<blockquote><p>“A Colaborativa da Bioeconomia é uma oportunidade de aproximar a população e os visitantes dos produtos e das histórias de quem faz a bioeconomia acontecer nos territórios paraenses. Ao criar novos espaços de comercialização, especialmente durante um período de grande movimentação turística como o Círio, fortalecemos os empreendimentos, ampliamos as oportunidades de geração de renda e mostramos que a valorização da floresta e dos conhecimentos tradicionais também é um caminho para o desenvolvimento econômico sustentável do Pará”, destaca a secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy.</p></blockquote>
<p>No Porto Futuro I, a Colaborativa da Bioeconomia é realizada no Espaço Gentes de Floresta, ambiente dedicado à promoção da sociobioeconomia de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais do Pará. O espaço conta com uma curadoria de produtos desses grupos, proporcionando ao público a oportunidade de conhecer e adquirir itens que representam a diversidade cultural e produtiva dos territórios paraenses. O funcionamento será diário, das 17h às 22h.</p>
<p>Já no Porto Futuro II, a iniciativa é realizada em parceria com o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, com um espaço de comercialização instalado na varanda do Parque. A programação ocorrerá das 17h às 21h30, diariamente, com exceção do dia 11 de outubro.</p>
<p>A Colaborativa da Bioeconomia reforça o compromisso do governo do Pará com a valorização das cadeias produtivas sustentáveis, a promoção do empreendedorismo e a abertura de novos mercados para produtos da sociobiodiversidade amazônica, aproximando produtores e consumidores durante uma das principais celebrações culturais e religiosas do Estado.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/porto-futuro-i-e-ii-abrem-espaco-a-produtos-da-bioeconomia-do-para/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Premiada, RedeAr leva novos sensores a áreas pouco monitoradas da Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/premiada-redear-leva-novos-sensores-a-areas-pouco-monitoradas-da-amazonia/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/premiada-redear-leva-novos-sensores-a-areas-pouco-monitoradas-da-amazonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 13:42:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade do ar]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[RedeAr]]></category>
		<category><![CDATA[UFPA]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=44046</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/queimadas23-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A plataforma RedeAr (desenvolvida pelo Ipam em parceria com a UFPA) vai instalar 40 novos sensores de qualidade do ar na Amazônia e custeará a manutenção dos atuais, após ser contemplada pelo EPIC Air Quality Fund. Os novos equipamentos priorizarão locais com pouca ou nenhuma cobertura e atingidos por queimadas, onde vivem povos indígenas, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/queimadas23-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A plataforma RedeAr (desenvolvida pelo Ipam em parceria com a UFPA) vai instalar 40 novos sensores de qualidade do ar na Amazônia e custeará a manutenção dos atuais, após ser contemplada pelo EPIC Air Quality Fund.</em></li>
<li><em>Os novos equipamentos priorizarão locais com pouca ou nenhuma cobertura e atingidos por queimadas, onde vivem povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.</em></li>
<li><em>Desenvolvido no Brasil, o sensor é mais barato, adaptado ao clima tropical, registra medições a cada dois minutos e opera mesmo em regiões sem conexão contínua com a internet.</em></li>
<li><em>A iniciativa visa suprir a ausência de medições em solo na Amazônia, permitindo mapear o tempo e a intensidade da exposição da população aos poluentes da fumaça.</em></li>
<li><em>Os dados ajudarão moradores a entenderem as condições locais, permitirão a cientistas estudarem a dispersão da poluição e darão suporte a gestores públicos para agir nas áreas mais críticas.</em></li>
</ul>
<p>A Amazônia é uma das regiões brasileiras mais atingidas pela fumaça das queimadas, mas quase não tem medições contínuas feitas em solo para mostrar o que a população respira. Para reduzir essa lacuna, a RedeAr vai instalar 40 novos sensores com os recursos do EPIC Air Quality Fund, que premiou a plataforma pelo trabalho de ampliar a cobertura e a disponibilidade de informações sobre a qualidade do ar na região.</p>
<p>A RedeAr foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA). O fundo premia iniciativas que facilitam o acesso a esse tipo de dado e o transformam em evidência para orientar ações e políticas públicas.</p>
<p>Além dos novos aparelhos, o dinheiro também vai custear a manutenção dos que já funcionam.</p>
<p>Os sensores novos terão destino prioritário: áreas da Amazônia Legal com pouca ou nenhuma cobertura, sobretudo as castigadas por queimadas.</p>
<p>A falta de dados tem um custo concreto. Sem medições, não dá para saber onde, quando e por quanto tempo as pessoas ficam expostas a concentrações elevadas de poluentes. O problema pesa mais em áreas remotas, onde vivem povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais.</p>
<p>Para enfrentá-lo, a equipe da RedeAr lançou um sensor nacional, mais barato e adequado ao clima tropical. Ele registra a qualidade do ar a cada dois minutos e foi pensado para continuar funcionando onde o sinal de internet falha.</p>
<blockquote><p>“Para nós, essa conquista representa o reconhecimento da importância de levar o monitoramento da qualidade do ar a uma região que ainda possui grandes lacunas de dados e, principalmente, de transformar essas informações em uma ferramenta para a sociedade e para a tomada de decisão”, afirma Vanessa Ribeiro, pesquisadora do Ipam.</p></blockquote>
<p>Com mais sensores, moradores poderão conhecer as condições ambientais do próprio território, pesquisadores poderão estudar como a poluição se espalha e gestores públicos terão base para definir onde agir primeiro.</p>
<blockquote><p>“Estamos construindo uma infraestrutura de informação ambiental capaz de aproximar o conhecimento produzido em campo das necessidades dos territórios e da gestão pública. É essa integração que pode fazer do monitoramento uma ferramenta efetiva para a qualidade do ar no país”, conclui Ribeiro.</p></blockquote>
<p>Os dados já estão disponíveis em <a href="https://redear.org.br/" target="_blank" rel="noopener">redear.org.br</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/premiada-redear-leva-novos-sensores-a-areas-pouco-monitoradas-da-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Embrapa é designada como Centro de Referência para Florestas Plantadas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/embrapa-e-designada-como-centro-de-referencia-para-florestas-plantadas/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/embrapa-e-designada-como-centro-de-referencia-para-florestas-plantadas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 15:05:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Referência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[FAO]]></category>
		<category><![CDATA[florestas plantadas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=44035</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/embrapa_petrolina_1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) designou a Embrapa Florestas como o primeiro Centro de Referência (CR) em Florestas Plantadas do mundo. O anúncio ocorreu em Roma, durante a Semana Mundial das Florestas e o Comitê de Florestas da FAO. A unidade vai colaborar com a FAO e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/embrapa_petrolina_1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) designou a Embrapa Florestas como o primeiro Centro de Referência (CR) em Florestas Plantadas do mundo. O anúncio ocorreu em Roma, durante a Semana Mundial das Florestas e o Comitê de Florestas da FAO.</em></li>
<li><em>A unidade vai colaborar com a FAO e seus Estados-Membros fornecendo assessoria técnica, dados, pesquisas, treinamentos e transferência de tecnologia, focando em florestas plantadas produtivas, resilientes e de baixa emissão de carbono.</em></li>
<li><em>O centro atuará sob demanda em frentes como cilvicultura e manejo florestal sustentável; sistemas integrados e melhoramento genético; sanidade florestal e controle biológico de pragas métricas de carbono e mitigação de gases de efeito estufa (GEE); bioeconomia florestal e química verde; </em></li>
<li><em>No mundo, as florestas plantadas somam cerca de 304 milhões de hectares (dados de 2025), com destaque para países como China, EUA, Rússia e Brasil.</em></li>
<li><em>No Brasil, o IBGE aponta cerca de 10,4 milhões de hectares de florestas plantadas, sendo o eucalipto e o pinus as espécies mais cultivadas.</em></li>
<li><em>Segundo a presidência da Embrapa, a designação funciona como um selo de excelência que coroa quase 50 anos de pesquisas, permitindo ao Brasil ajudar outros países, fortalecer redes de cooperação e transformar ciência em soluções práticas.</em></li>
</ul>
<p>A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) designou a Embrapa Florestas como Centro de Referência em Florestas Plantadas. O anúncio foi feito na sexta-feira, 2, durante a 10ª Semana Mundial das Florestas e a 28ª Sessão do Comitê de Florestas da FAO, realizadas em sua sede em Roma. Este é o primeiro CR da FAO para florestas plantadas no mundo.</p>
<p>Segundo a FAO, a designação de CR visa aproveitar conhecimentos científicos, técnicos e de políticas reconhecidos no setor florestal.</p>
<p>A Embrapa Florestas é uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).</p>
<p>As instituições designadas colaboram com a FAO na troca de conhecimentos em suas áreas específicas de atuação, fornecendo assessoria técnica, dados, pesquisas, treinamento, transferência de tecnologia e outras formas de apoio técnico à organização e aos seus Estados-Membros.</p>
<p>Em relação à Embrapa Florestas, a unidade deverá cooperar para o desenvolvimento de florestas plantadas produtivas, resilientes e de baixa emissão de carbono, integradas a sistemas agropecuários e para responder a demandas de cooperação internacional.</p>
<h3>Florestas plantadas no mundo</h3>
<p>De acordo com dados da FAO, de 2025, as florestas plantadas ocupam cerca de 304 milhões de hectares no mundo. Desse total, 157 milhões de hectares correspondem a plantações florestais intensivas, predominantemente destinadas à produção.</p>
<p>A China concentra a maior área de florestas plantadas, seguida por Estados Unidos, Rússia, Canadá, Índia, Brasil, Japão e Suécia.</p>
<p>Dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) apontam que o Brasil tem cerca de 10,4 milhões de hectares de florestas plantadas. O eucalipto e o pinus são as espécies mais cultivadas, além de araucária, acácia, seringueira, erva-mate, teca, paricá, mogno-africano, castanha-do-brasil e cedro-australiano.</p>
<p>Segundo o comunicado divulgado pelo diretor-geral adjunto da FAO e diretor da Divisão Florestal, Zhimin Wu, a designação dos primeiros CR da FAO na área florestal representa um avanço importante na mobilização da expertise científica e técnica para enfrentar situações complexas que as florestas enfrentam.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ao conectar conhecimentos especializados às necessidades dos países, podemos acelerar o intercâmbio de conhecimento e a inovação, além de ajudar a transformar a ciência em soluções práticas&#8221;, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Como vai operar</h3>
<p>O CR da Embrapa Florestas vai operar sob demanda e mediante captação conjunta de recursos em diversas áreas. Entre as competências do CR em florestas plantadas estão a silvicultura e manejo florestal sustentável, sistemas integrados, melhoramento genético, sanidade florestal e controle biológico de pragas, métricas de carbono e mitigação de gases de efeito estufa (GEE) e bioeconomia florestal/química verde.</p>
<p>A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, disse que a designação funciona como um selo de excelência, permitindo que o país colabore na capacitação técnica, no intercâmbio de conhecimento e no desenvolvimento de projetos conjuntos com a FAO.</p>
<blockquote><p>“São quase 50 anos de pesquisas e de ciência para o desenvolvimento florestal, que hoje se traduzem neste reconhecimento, em que a Embrapa poderá tanto ajudar outros países como também fortalecer trabalhos e redes de cooperação dentro do Brasil”, afirmou.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/embrapa-e-designada-como-centro-de-referencia-para-florestas-plantadas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Painel indica que El Niño pode ser um dos mais intensos desde 1950</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/painel-indica-que-el-nino-pode-ser-um-dos-mais-intensos-desde-1950/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/painel-indica-que-el-nino-pode-ser-um-dos-mais-intensos-desde-1950/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 16:41:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[Norte]]></category>
		<category><![CDATA[previsão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=44015</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/parna-serra-do-pardo-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Há 95% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade &#8220;muito forte&#8221; entre outubro e dezembro, podendo ser um dos eventos mais intensos desde 1950. Anomalias de temperatura da superfície do mar superaram 2 °C no final de setembro nas regiões central e leste do Pacífico Equatorial. Previsão de chuvas acima da média, com [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/parna-serra-do-pardo-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Há 95% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade &#8220;muito forte&#8221; entre outubro e dezembro, podendo ser um dos eventos mais intensos desde 1950.</em></li>
<li><em>Anomalias de temperatura da superfície do mar superaram 2 °C no final de setembro nas regiões central e leste do Pacífico Equatorial.</em></li>
<li><em>Previsão de chuvas acima da média, com risco de cheias na região Sul do Brasil.</em></li>
<li><em>No Centro-Norte, Norte e Nordeste, condições mais secas, temperaturas elevadas e maior risco de incêndios e agravamento da seca.</em></li>
<li><em>A previsão também aponta chuvas acima da média em parte do Sudeste e no leste do Nordeste.</em></li>
<li><em> O calor deve predominar, ficando acima da média em grande parte do território nacional.</em></li>
<li><em>O boletim é fruto de uma parceria entre órgãos federais de monitoramento, meteorologia, defesa civil e pesquisa (Inpe, Inmet, ANA, Cemaden, SGB, Sedec e Censipam).</em></li>
</ul>
<p>O Painel El Niño 2026-2027, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indica em seu boletim nº 4, que há 95% de probabilidade de que o fenômeno alcance intensidade “muito forte” no trimestre outubro-novembro-dezembro, entre a primavera e o verão no Hemisfério Sul. Caso o cenário se confirme, o evento poderá estar entre os mais intensos registrados desde 1950.</p>
<p>De acordo com o documento, o cenário previsto para o próximo trimestre, em razão da intensidade do El Ninõ, é de chuva acima da média no Sul do Brasil, com possibilidade de cheias. O centro-norte do país deverá apresentar condições mais secas e maior risco de incêndio.</p>
<p>As temperaturas deverão permanecer acima da média em grande parte do território nacional.</p>
<p>A previsão ainda indica chuvas acima da média em parte do Sudeste e no leste do Nordeste. No Norte e no Nordeste, o cenário de menor ocorrência de chuvas e temperaturas elevadas poderá contribuir para o agravamento das condições de seca e para o aumento do risco de incêndios.</p>
<p>O El Niño é o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.</p>
<p>No final de setembro, as anomalias de temperatura da superfície do mar superaram 2 °C nas regiões central e leste do Pacífico Equatorial, segundo dados da agência norte-americana CPC/NOAA.</p>
<p>O boletim é produzido pelo Inpe, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/painel-indica-que-el-nino-pode-ser-um-dos-mais-intensos-desde-1950/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FAO alerta para urgência de investimentos na restauração florestal mundial</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/fao-alerta-para-urgencia-de-investimentos-na-restauracao-florestal-mundial/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/fao-alerta-para-urgencia-de-investimentos-na-restauracao-florestal-mundial/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:28:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[FAO]]></category>
		<category><![CDATA[florestas]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação]]></category>
		<category><![CDATA[restauração]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=43995</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O relatório &#8220;Estado das Florestas no Mundo 2026&#8221; aponta que a falta de investimento e compromisso político torna inviável o cumprimento de metas climáticas, de biodiversidade e de segurança alimentar. O documento destaca 18 estudos globais, incluindo a restauração biocêntrica dos indígenas Xukuru na Caatinga (PE) e o Pacto Trinacional da Mata Atlântica (com [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O relatório &#8220;Estado das Florestas no Mundo 2026&#8221; aponta que a falta de investimento e compromisso político torna inviável o cumprimento de metas climáticas, de biodiversidade e de segurança alimentar.</em></li>
<li><em>O documento destaca 18 estudos globais, incluindo a restauração biocêntrica dos indígenas Xukuru na Caatinga (PE) e o Pacto Trinacional da Mata Atlântica (com meta de restaurar 1 milhão de hectares até 2030).</em></li>
<li><em>No mundo, as florestas cobrem 32% da Terra e abrigam 80% da biodiversidade terrestre, mas perderam 489 milhões de hectares entre 1990 e 2025, além de terem 460 milhões de hectares degradados.</em></li>
<li><em>O Brasil avança com a Lei 12.651 (Código Florestal) e o Decreto 8.972/2017, que estabelece a meta de restaurar 12 milhões de hectares até 2030 por meio da Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa.</em></li>
<li><em>O órgão propõe quatro caminhos: fortalecer direitos das comunidades, atuar em escala de paisagem, mobilizar financiamentos e garantir leis coerentes.</em></li>
<li><em>Segundo o relatório, restaurar mais de 1 bilhão de hectares degradados pode gerar US$ 1,8 trilhão por ano em benefícios, com um retorno social estimado de oito para um.</em></li>
</ul>
<p>Sem investimento e compromisso político, o cumprimento de metas globais de segurança alimentar, biodiversidade, clima e desenvolvimento sustentável na restauração de florestas torna-se inviáONUvel. O alerta consta no relatório &#8220;Estado das Florestas no Mundo&#8221; de 2026, lançado nesta semana pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).</p>
<p>O documento traz 18 estudos de caso globais, destacando duas iniciativas de destaque no Brasil: a restauração biocêntrica conduzida pelo povo indígena Xukuru na Caatinga (PE), focada em áreas sagradas e no uso de conhecimento tradicional com barreiras físicas para retenção de água e regeneração do solo, e o Pacto Trinacional da Mata Atlântica, que une Brasil, Argentina e Paraguai na meta de restaurar 1 milhão de hectares até 2030 e 15 milhões até 2050 por meio de paisagens multifuncionais e monitoramento via satélite.</p>
<h3>Panorama global e metas brasileiras</h3>
<p>No âmbito nacional, o relatório destaca os avanços na legislação brasileira. A Lei 12.651 obriga a recuperar a vegetação nativa em áreas de preservação permanente e em reservas legais, e o Decreto 8.972, de 2017, colocou essas obrigações em prática ao criar a Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa. A meta da política é restaurar 12 milhões de hectares até 2030.</p>
<p>Globalmente, as florestas cobrem 4,14 bilhões de hectares, cerca de 32% da superfície terrestre. Guardam 714 bilhões de toneladas de carbono e abrigam até 80% da biodiversidade terrestre. Quase um terço da população mundial depende delas para se alimentar e viver.</p>
<p>Entre 1990 e 2025, porém, o desmatamento eliminou cerca de 489 milhões de hectares, e mais de 460 milhões estão degradados. Todo ano, em torno de 127 milhões de hectares de floresta são atingidos por incêndios, além dos danos causados por insetos, doenças e eventos climáticos extremos. O relatório diz que ficar parado custa muito mais do que restaurar.</p>
<p>Governos de 91 países e regiões se comprometeram a destinar mais de 190 milhões de hectares à restauração de florestas. O relatório avalia, porém, que o progresso é insuficiente.</p>
<blockquote><p>&#8220;O relatório deixa claro que a restauração de florestas e paisagens é mais do que uma prioridade ambiental — é um investimento estratégico em sistemas agroalimentares resilientes e no desenvolvimento rural. A restauração tardia ou mal planejada aumentará os custos a longo prazo, agravará as desigualdades e poderá condenar as paisagens a trajetórias insustentáveis&#8221;, declara Qu Dongyu, diretor-geral da FAO, na apresentação do documento</p></blockquote>
<h3>O que a FAO propõe</h3>
<p>Com base em experiências de vários países, incluindo o Brasil, o documento aponta quatro caminhos:</p>
<ul>
<li>fortalecer as pessoas e os seus direitos;</li>
<li>restaurar em escala de paisagem;</li>
<li>mobilizar financiamento e modelos de negócio que sustentem a restauração;</li>
<li>e criar políticas, instituições e leis coerentes entre si.</li>
</ul>
<p>Segundo a FAO, restaurar mais de 1 bilhão de hectares degradados poderia gerar US$ 1,8 trilhão por ano em benefícios. O relatório também calcula que investir US$ 2,6 trilhões ao longo de 15 anos para conter a degradação do solo e a seca daria um retorno social de oito para um.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/fao-alerta-para-urgencia-de-investimentos-na-restauracao-florestal-mundial/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Seguro rural: novas regras ampliam cobertura e proteção ao produtor</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/seguro-rural-novas-regras-ampliam-cobertura-e-protecao-ao-produtor/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/seguro-rural-novas-regras-ampliam-cobertura-e-protecao-ao-produtor/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 14:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agropeucuáriaagrícola]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Ma]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[seguro rural]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=43992</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/09/producao-_agricola-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Lei n.° 15.526, publicada em 30 de setembro, consolida o seguro rural como política agrícola, atualizando normas de contratação, regulação e indenização. O texto estabelece a conclusão da regulação sem vistoria presencial em até 15 dias após o aviso, e o pagamento de indenizações em até 30 dias após a entrega dos documentos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/09/producao-_agricola-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Lei n.° 15.526, publicada em 30 de setembro, consolida o seguro rural como política agrícola, atualizando normas de contratação, regulação e indenização.</em></li>
<li><em>O texto estabelece a conclusão da regulação sem vistoria presencial em até 15 dias após o aviso, e o pagamento de indenizações em até 30 dias após a entrega dos documentos ou vistoria.</em></li>
<li><em>A lei autoriza bancos a exigirem a cessão de direitos da apólice como garantia e prevê que indenizações sejam destinadas preferencialmente ao agente financeiro.</em></li>
<li><em>Garante condições mais favoráveis, prioridade de financiamento e preferência na renegociação de dívidas para operações protegidas por seguro.</em></li>
<li><em> Torna obrigatórias as despesas da União com a subvenção ao prêmio do seguro rural, condicionada ao fornecimento de dados agropecuários pelos produtores.</em></li>
<li><em>Prevê a criação de bancos de dados públicos na internet sobre operações de seguro rural e a publicação de um manual com regras de subvenção.</em></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O setor agrícola brasileiro tem a partir desta quarta-feira, 30/9, novas regras que ampliam a proteção de produtores rurais e fortalecem mecanismos de cobertura de risco.</p>
<p>A Lei n.° 15.526 consolida o seguro rural como instrumento da política agrícola e atualiza normas para a contratação, regulação e pagamento de indenizações.</p>
<p>O texto está publicado na edição desta quarta-feira (30) do Diário Oficial da União.</p>
<h3>Indenizações</h3>
<p>A nova legislação determina que os contratos de seguro rural informemde forma clara os documentos exigidos para a análise dos sinistros e prevê prazos para conclusão dos processos.</p>
<ul>
<li>regulação de sinistros sem necessidade de vistoria presencial: até 15 dias após o aviso do produtor;</li>
<li>pagamento de indenizações: até 30 dias após a entrega dos documentos exigidos ou realização da vistoria técnica.</li>
</ul>
<h3>Crédito</h3>
<p>Outra novidade é a integração do seguro rural ao conjunto de garantias das operações de crédito rural.</p>
<p>A legislação autoriza instituições financeiras a exigir cláusulas que permitam a cessão dos direitos da apólice como garantia da operação. As indenizações também poderão ser destinadas prioritariamente ao agente financeiro em caso de sinistro.</p>
<p>O governo federal deverá ainda estabelecer condições para estimular a contratação do seguro rural pelos produtores.</p>
<h3>Acesso</h3>
<p>A lei amplia os incentivos para operações de crédito rural protegidas por seguro rural. Entre os benefícios previstos estão condições mais favoráveis de financiamento, prioridade na obtenção de crédito e acesso preferencial à prorrogação ou renegociação de dívidas rurais.</p>
<p>O texto também torna obrigatórias as despesas da União destinadas à subvenção econômica ao prêmio do seguro rural, observados os limites previstos no Orçamento Federal.</p>
<p>Além disso, produtores que desejarem acessar a subvenção federal deverão fornecer informações sobre suas atividades agropecuárias, em formato que será definido pelo Poder Executivo.</p>
<h3>Transparência</h3>
<p>A nova legislação pretende ainda aumentar a transparência no setor, de acordo com as seguintes medidas:</p>
<ol>
<li>criação de bancos de dados públicos na internet com informações sobre operações de seguro rural;</li>
<li>disponibilização de manual com regras da subvenção ao prêmio do seguro rural.</li>
</ol>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/seguro-rural-novas-regras-ampliam-cobertura-e-protecao-ao-produtor/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-10-24 21:11:42 by W3 Total Cache
-->