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	<title>degradação florestal &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>degradação florestal &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Desmate em Terras Indígenas da Amazônia cai 25%, mas pressão criminosa continua</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:28:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[degradação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Funai]]></category>
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		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[TI Munduruku]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-23-at-14.10.20-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As terras indígenas Kayapó e Cachoeira Seca, localizadas no Pará, lideraram os índices de redução do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal em 2025, com 68% e 54% de recuo respectivamente; mas continuam integrando, junto da TI Munduruku, também no estado, o grupo de 13 territórios que concentram 51% de toda a destruição na [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-23-at-14.10.20-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As terras indígenas Kayapó e Cachoeira Seca, localizadas no Pará, lideraram os índices de redução do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal em 2025, com 68% e 54% de recuo respectivamente; mas continuam integrando, junto da TI Munduruku, também no estado, o grupo de 13 territórios que concentram 51% de toda a destruição na região.</p>
<p>Ao todo, o desmatamento por corte raso — remoção total da vegetação para dar lugar à agropecuária — somou 30.128 hectares em 2025 em toda a Amazônia Legal. O número representa o menor patamar da série histórica iniciada em 2016 e uma queda de 25% em relação a 2024 (quando atingiu 40.178 hectares).</p>
<p>Os dados constam em um relatório inédito da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) obtido pelo jornal Folha de S.Paulo. O documento monitora 395 áreas e aponta que, embora apresente melhora, a pressão de atividades ilegais na região Norte permanece crítica.</p>
<p>Apesar do recuo global, o problema é disseminado: 82% das terras monitoradas pela Funai sofreram algum nível de exploração.</p>
<p>Dos mais de 30 mil hectares derrubados, 15,3 mil concentram-se em 13 territórios localizados no Maranhão, Pará, Mato Grosso, Amazonas e Roraima. As áreas estão situadas no chamado &#8220;arco da devastação&#8221;, região pressionada pelo avanço da agropecuária, garimpo e extração ilegal de madeira. São elas:</p>
<ul>
<li>Porquinhos dos Canela-Apãnjekra</li>
<li>Sararé</li>
<li>Utaria Wyhyna/Iròdu Iràna</li>
<li>Kanela Memortumré</li>
<li>Aripuanã</li>
<li>Kayapó</li>
<li>Alto Rio Negro</li>
<li>Cachoeira Seca</li>
<li>Raposa Serra do Sol</li>
<li>Bacurizinho</li>
<li>Parque do Aripuanã</li>
<li>Munduruku</li>
<li>Batelão</li>
</ul>
<p>O comportamento do desmatamento variou entre essas áreas. Enquanto sete territórios registraram queda significativa — como Cachoeira Seca (-68%), Kayapó (-54%) e Sararé (-32%) —, outros seis apresentaram alta expressiva, liderados por Kanela Memortumré (+166%), Aripuanã (+129%) e Bacurizinho (+30%). Não há dados na reportagem se o desmate na TI Munduruku recuou ou aumentou.</p>
<p>Diante da assimetria dos dados, os técnicos da autarquia sugerem uma mudança de estratégia na fiscalização: <span style="font-size: 14px;">&#8220;considerando a tendência observada de alta concentração de grande parte do desmatamento em um grupo restrito de terras indígenas, a atuação focada nestas áreas com ações de proteção territorial tende a otimizar os resultados na redução dos índices de desmatamento nas terras indígenas como um todo&#8221;.</span></p>
<h3>Degradação e incêndios florestais</h3>
<p>O impacto ambiental nos territórios indígenas vai além do corte raso. Somando a degradação florestal (extração seletiva de madeira, que atingiu 43.076 hectares) e os danos a áreas em processo de regeneração (8.540 hectares), o total de floresta afetado por crimes ambientais chegou a 81,7 mil hectares em 2025 — recuo de 36% frente aos 128 mil hectares de 2024.</p>
<p>O fogo também se provou um desafio crônico: 195 terras indígenas da Amazônia Legal registraram queimadas em 2025. A exemplo do desmatamento, o impacto concentrou-se em apenas seis territórios, que responderam por metade da área queimada: Parque do Araguaia (MT), Raposa Serra do Sol (RR), São Marcos (RR), Parabubure (MT), Parque do Tumucumaque (AP/PA) e Kraolândia (TO/MA).</p>
<p>Houve recuo expressivo no Parque do Araguaia, onde a área afetada caiu 46% (de 798,6 mil para 432,5 mil hectares). Em contrapartida, os incêndios avançaram na Raposa Serra do Sol (+36%, chegando a 354 mil hectares) e quase dobraram em São Marcos, com alta de 78% (saltando de 86,8 mil para 154,3 mil hectares).</p>
<h3>Desafio nacional</h3>
<p>Os dados da Funai ressaltam a complexidade para o cumprimento das metas climáticas do Brasil, que precisa quadruplicar o ritmo atual de restauração florestal para recuperar 12 milhões de hectares até 2030.</p>
<p>A reportagem da Folha de S.Paulo procurou o Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama para que comentassem o relatório e detalhassem os planos de contingência para as áreas críticas, mas não obteve retorno até a publicação dos dados.</p>
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		<title>Amazônia registra queda de 49% no desmatamento e de 95% na degradação florestal, diz Imazon</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-registra-queda-de-49-no-desmatamento-e-de-95-na-degradacao-florestal-diz-imazon/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 17:10:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[degradação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/desmatamento-custo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em setembro de 2025, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) registrou 279 km² de áreas desmatadas na Amazônia Legal. O número equivale à perda de 930 campos de futebol por dia, mas também representa uma queda de 49% em relação ao mesmo mês de 2024, indicando uma desaceleração importante na derrubada da floresta. Esse [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/desmatamento-custo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p class="query-text-line ng-star-inserted">Em setembro de 2025, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) registrou 279 km² de áreas desmatadas na Amazônia Legal. O número equivale à perda de 930 campos de futebol por dia, mas também representa uma queda de 49% em relação ao mesmo mês de 2024, indicando uma desaceleração importante na derrubada da floresta.</p>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">Esse dado marca o segundo período mensal de monitoramento do calendário de desmatamento de 2026, que compreende o período de agosto de 2025 a julho de 2026, e reforça a redução observada anteriormente.</p>
<blockquote>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">“O começo do novo calendário mostra uma tendência de diminuição, o que é um sinal positivo. Porém, precisamos focar na meta de desmatamento líquido zero, quando a compensação de uma área desmatada é feita em outro local”, avalia o pesquisador do Imazon, Carlos Souza Jr.</p>
</blockquote>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">Já quando se analisa o comportamento da retirada florestal entre janeiro e setembro de 2025, os dados apontam um declínio de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. A diminuição corresponde a uma área maior que a capital do Mato Grosso, Cuiabá, mas fica abaixo dos anos de 2021 e 2022, que marcaram os maiores níveis de perda na Amazônia.</p>
<h3 class="query-text-line ng-star-inserted">Pará e Acre lideram o desmatamento em setembro</h3>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">O Pará se manteve no topo do ranking de destruição, responsável por 34% de toda a extensão devastada na Amazônia Legal em setembro de 2025. O estado foi seguido pelo Acre, com 21%, e pelo Amazonas, com 17%. Somados, os três concentraram 72% de todo o desmatamento registrado no período, evidenciando a forte pressão da destruição nesses locais.</p>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">Entre os municípios mais afetados, o Pará e o Acre voltam a se destacar: cada um abriga três das dez cidades que mais derrubaram vegetação no mês. Essa concentração reforça a necessidade de intensificar ações de controle e monitoramento especialmente nessas regiões, que historicamente figuram entre as mais críticas.</p>
<blockquote>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">“Esses resultados mostram que, embora a supressão de vegetação tenha diminuído no geral, ainda há focos persistentes de pressão em estados e municípios que precisam de atenção redobrada”, afirma a pesquisadora do Imazon, Larissa Amorim.</p>
</blockquote>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">É justamente nesses estados que estão as Unidades de Conservação mais atingidas. Quatro das dez UC’s mais desmatadas estavam no Pará e outras quatro no Acre, sendo que a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, além de ocupar o primeiro lugar na lista, foi a mais pressionada pelo avanço do desmatamento em toda a Amazônia, segundo o relatório Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas, do Imazon.</p>
<blockquote>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">“A presença da UC entre as mais desmatadas evidencia um cenário persistente de pressão sobre essa unidade de conservação, demonstrando a vulnerabilidade que ela possui frente às práticas ilegais e representa uma ameaça direta tanto aos povos que vivem no entorno quanto à biodiversidade que depende dessa floresta para sobreviver”, observa Carlos.</p>
</blockquote>
<h3 class="query-text-line ng-star-inserted">Degradação florestal tem queda em setembro</h3>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">Setembro costuma ser um período crítico para as queimadas, por reunir condições climáticas mais secas e quentes, que favorecem a degradação provocada tanto pelo fogo quanto pela extração madeireira. Em setembro de 2024, a área degradada atingiu 20.238 km², o maior valor já registrado em toda a série histórica do SAD. Já em 2025, o monitoramento identificou uma queda de 95% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.</p>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">A redução expressiva ocorre devido ao recorde histórico do período anterior e a perda atual ainda equivale à derrubada de 3.406 campos de futebol de vegetação por dia, o que reforça a necessidade de ações contínuas de combate e controle dessa prática.</p>
<blockquote>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">“É em setembro que se inicia a temporada de queimadas, principalmente devido às condições climáticas dessa época do ano. Por isso, é necessário focar intensamente em ações que barrem as queimadas nas regiões mais críticas, visando manter o declínio da degradação nos próximos meses do calendário”, explica Larissa.</p>
</blockquote>
<h3 class="query-text-line ng-star-inserted">Mato Grosso concentrou sozinho 56% da degradação de toda a Amazônia Legal</h3>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">Entre os nove estados que compõem a Amazônia brasileira, Mato Grosso foi o que mais apresentou áreas degradadas. Somente nele, foram atingidos 562 km² de mata, o equivalente a 56% de toda a degradação detectada na região. Em segundo lugar está o estado do Pará, com 359 km² impactados.</p>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">São também nesses dois estados que se concentram os dez municípios mais degradados no mês: cinco localizados em território mato-grossense e outros cinco em território paraense.</p>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">Quando se observam apenas as dez terras indígenas com maior registro de degradação, quatro estão integralmente dentro de Mato Grosso, duas estão totalmente no Pará, uma está no Maranhão, uma está inteiramente em Rondônia, e as outras duas estão divididas entre Mato Grosso e Pará e Mato Grosso e Rondônia.</p>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">Já no acumulado de janeiro a setembro de 2025, a degradação florestal compreendeu 3.766 km², representando uma redução de 86% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, quando a atividade somou 26.246 km². Os dados mostram uma queda expressiva, mas a área atingida no acumulado ainda é maior que a cidade de Palmas, capital do Tocantins.</p>
<blockquote>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">“A degradação tem como principal causa as queimadas, que, dependendo do clima, podem se alastrar rapidamente, destruindo a vegetação, afetando a fauna, causando problemas de saúde na população e contribuindo para o agravamento das mudanças climáticas na Amazônia e no mundo. Por isso, essa prática deve ser combatida intensamente pelos órgãos responsáveis, e seus causadores precisam ser devidamente penalizados”, comenta Larissa.</p>
</blockquote>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
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		<title>Incêndios na Amazônia fazem degradação florestal aumentar 329%, entre agosto e março</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 13:52:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[degradação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[desmatmento]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/queimadas_santarem-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As áreas desmatadas da Amazônia registraram um aumento de 17,8% nos primeiros oito meses do chamado “calendário do desmatamento”, intervalo que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte por causa do regime de chuvas no bioma. No mesmo período, os incêndios que atingiram fortemente a região fizeram a degradação florestal subir mais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/queimadas_santarem-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As áreas desmatadas da Amazônia registraram um aumento de 17,8% nos primeiros oito meses do chamado “calendário do desmatamento”, intervalo que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte por causa do regime de chuvas no bioma. No mesmo período, os incêndios que atingiram fortemente a região fizeram a degradação florestal subir mais de 329%,</p>
<p>Conforme dados do monitoramento por imagens de satélite do Instituto de Pesquisa Imazon, a degradação florestal, <span style="font-weight: 400;">ocasionada pelas queimadas e extração madeireira,</span> passou de 7.925 km² de agosto de 2023 a março de 2024 para 34.013 km² de agosto de 2024 a março de 2025.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em março deste ano houve uma redução de 90% em relação ao mesmo mês do ano passado, que havia registrado o maior índice da série histórica para o período, de 2.120 km².  O Pará foi o responsável por 91% da degradação registrada em março, com 188 km²</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-34205 aligncenter" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-da-degradacao-em-marco-300x181.png" alt="" width="638" height="385" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-da-degradacao-em-marco-300x181.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-da-degradacao-em-marco-150x91.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-da-degradacao-em-marco-450x272.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-da-degradacao-em-marco.png 637w" sizes="(max-width: 638px) 100vw, 638px" /></p>
<p>O Imazon aponta que esse aumento foi causado principalmente pelas extensas áreas atingidas por queimadas em setembro e outubro de 2024. Em decorrência desses incêndios, a degradação florestal entre agosto de 2024 e março de 2025 também representou o maior índice da série histórica, iniciada em 2008.</p>
<blockquote><p>&#8220;O crescimento observado em 2025 é um sinal de alerta. Estamos em uma janela de tempo que pode permitir a reversão desse cenário, onde as chuvas são mais frequentes na região. Logo, os distúrbios na floresta não são tão intensos quando comparamos com os meses mais secos, como de junho a outubro. Por isso, é preciso agir com urgência”, destaca a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim.</p></blockquote>
<p>O desmatamento é a remoção total ou quase total da cobertura vegetal, geralmente para dar lugar a outras atividades, como a agropecuária. Já a degradação florestal refere-se a um processo que afeta a floresta de forma parcial, reduzindo sua capacidade de fornecer serviços ecossistêmicos e sua biodiversidade.</p>
<h3>Desmatamento</h3>
<p>De acordo com o Imazon, o desmatamento na Amazônia passou de 1.948 km² entre agosto de 2023 e março de 2024 para 2.296 km² entre agosto de 2024 e março de 2025, uma área maior do que Palmas, a capital do Tocantins.</p>
<p>Apenas em março de 2025, o desmatamento da Amazônia atingiu 167 km², uma alta de 35% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram destruídos 124 km².</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-34206 aligncenter" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-do-Calendario-do-Desmatamento-Agosto-a-Marco-300x152.png" alt="" width="795" height="403" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-do-Calendario-do-Desmatamento-Agosto-a-Marco-300x152.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-do-Calendario-do-Desmatamento-Agosto-a-Marco-150x76.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-do-Calendario-do-Desmatamento-Agosto-a-Marco-450x228.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-do-Calendario-do-Desmatamento-Agosto-a-Marco.png 761w" sizes="(max-width: 795px) 100vw, 795px" /></p>
<p>Os três estados líderes em destruição em março &#8211; Mato Grosso, com 65 km² perdidos (39%); Amazonas, com 39 km² (23%); e Pará, com 29 km² (17%) &#8211; concentraram 80% de toda a destruição registrada na Amazônia no mês.</p>
<p>Entre os municípios, o campeão de desmatamento do mês passado foi Apuí, no Amazonas, com 15 km² destruídos, seguido de perto por Itaituba, no Pará, com 13 km² devastados — 45% do detectado em solo paraense.</p>
<p>As duas unidades de conservação mais desmatadas em março ficam no Pará: a Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, que teve 7 km² destruídos, o equivalente a 700 campos de futebol, e a APA do Lago de Tucuruí, com 1 km² de devastação.</p>
<blockquote><p>“Esses dados indicam uma concentração significativa da pressão em locais específicos, que devem ser prioridade na montagem de estratégias de combate e fiscalização”, observa Manoela Athaide, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
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		<title>Pará lidera degradação florestal na Amazônia, que bate recorde em fevereiro</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-lidera-degradacao-florestal-que-bate-recorde-em-fevereiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 14:23:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[degradação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/area-queimada_sil_doPara-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As queimadas e a extração madeireira são responsáveis por aumentar em seis vezes a degradação florestal na Amazônia, entre agosto e fevereiro últimos.  O número (33.807 km²) é quase equivalente ao território de Porto Velho, maior capital brasileira, e seis vezes superior ao período anterior, quando a atividade impactou 5.805 km² de vegetação. Só em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/area-queimada_sil_doPara-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As queimadas e a extração madeireira são responsáveis por aumentar em seis vezes a degradação florestal na Amazônia, entre agosto e fevereiro últimos.  O número (33.807 km²) é quase equivalente ao território de Porto Velho, maior capital brasileira, e seis vezes superior ao período anterior, quando a atividade impactou 5.805 km² de vegetação.</p>
<p>Só em fevereiro, a degradação impactou 211 km² na Amazônia, uma alta de aproximadamente 15 vezes em relação ao mesmo intervalo de 2024.. É o maior registrado para o mês na série histórica.</p>
<p>Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon e tambem mostram que o Pará responde por 75% da degradação do País no mês,  com sete municípios entre os que sofreram maior impacto.</p>
<p>A degradação florestal é a perda gradual da qualidade da floresta, sem a remoção completa da cobertura vegetal.</p>
<p>Como se não bastadde, cinco das oito unidades de conservação que mais sofreram degradação estão localizadas no Pará, somando quase 32 km² degradados. Dessas UC’s, duas já estavam entre as mais afetadas em janeiro de 2025. São elas: a Floresta Estadual (FES) do Paru e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós.</p>
<p>É no estado que estão ainda as duas Terras Indígenas onde foi detectada a atividade no mês, evidenciando a crescente pressão sobre os territórios dos povos originários. As TIs Anambé (7 km²) e Alto Rio Guamá (5 km²) concentraram uma devastação equivalente a 42 campos de futebol por dia de vegetação.</p>
<blockquote><p>“É preocupante ver que esses números continuam presentes nas Unidades de Conservação e Terras Indígenas, já que elas deveriam estar devidamente protegidas por serem lugares estratégicos de conservação da biodiversidade e da sobrevivência e exercício da cultura originária. Por isso, é essencial que os órgãos de comando e controle reforcem a defesa delas e garantam uma maior proteção às populações locais”, alerta Manoela Athaide, pesquisadora do Imazon.]</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
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		<title>Pará lidera ranking de desmatamento e degradação florestal em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 13:57:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[degradação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/07/desmate_Para-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Floresta Amazônica registrou em 2024 o segundo ano consecutivo de queda no desmatamento, após cinco anos de recordes negativos de destruição. No entanto, a degradação — caracterizada pela remoção completa da vegetação, causada por fogo e extração de madeira — cresceu seis vezes na Amazônia no ano passado. O Pará lidera ambos os rankings. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/07/desmate_Para-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Floresta Amazônica registrou em 2024 o segundo ano consecutivo de queda no desmatamento, após cinco anos de recordes negativos de destruição. No entanto, a degradação — caracterizada pela remoção completa da vegetação, causada por fogo e extração de madeira — cresceu seis vezes na Amazônia no ano passado. O Pará lidera ambos os rankings.</p>
<p>De janeiro a dezembro, foram derrubados 3.739 km², o que representa uma redução de 7% em relação ao mesmo período de 2023, quando a devastação atingiu 4.030 km². Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a região por meio de imagens de satélite desde 2008.</p>
<p>Já em relação 2022, quando a Amazônia teve 10.362 km² derrubados de janeiro a dezembro, a área desmatada em 2024 foi 65% menor. Apesar da queda significativa, o saldo de floresta perdida no ano passado representa mais de mil campos de futebol por dia.</p>
<p>Esse resultado foi conquistado após dezembro apresentar uma queda de 21% no desmate, depois de seis meses consecutivos de aumento. Foram derrubados 85 km² no último mês de  2024 e 108 km² no de 2023.</p>
<blockquote><p>“Neste início de 2025, indicamos que os gestores aproveitem a época de chuvas, chamada de ‘inverno amazônico’, para organizar o fortalecimento das ações de proteção da Amazônia, já que a tendência é que o desmatamento retorne assim que as chuvas reduzem. Além de medidas de fiscalização e de punição aos desmatadores ilegais, é essencial destinar as terras públicas que ainda não possuem um uso definido para a conservação, medida de combate à grilagem”, afirma o pesquisador Carlos Souza, coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon.</p></blockquote>
<h3>Pará lidera desmate pelo 9º ano consecutivo</h3>
<p>Campeão de desmatamento entre os estados em 2024, o Pará teve1.260 km² devastados. Essa área foi 3% maior do que a derrubada em 2023 em solo paraense, de 1.228 km². Com isso, o Pará manteve a liderança como o estado que mais desmatou a Amazônia pelo nono ano consecutivo, desde 2016. Em 2015, o topo do ranking ficou com Mato Grosso.</p>
<p>É no Pará que também ficam a terra indígena e a unidade de conservação mais devastadas no ano passado. O território originário Cachoeira Seca, localizado nos municípios de Altamira, Placas e Uruará, perdeu 14 km² de floresta em 2024, o que equivale a 1,4 mil campos de futebol. Essa área foi 56% maior do que a derrubada em 2023 na terra indígena, de 9 km².</p>
<p>Pará também tem a unidade de conservação mais destruída na Amazônia do ano passado: a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, localizada nos municípios de Altamira e São Félix do Xingu, com 51 km² desmatados. Apesar de ser 39% menor do que a área derrubada em 2023, de 83 km², a floresta perdida no ano passado dentro da APA equivale a mais de 5 mil campos de futebol.</p>
<h3>Degradação aumenta seis vezes na Amazônia</h3>
<p>Em 2024, na Amazônia, foram degradados 36.379 km², 497% a mais do que em 2023, quando foram atingidos 6.092 km².</p>
<p>No Pará foram 17.195 km² degradados. Isso foi 421% a mais do que em 2023. É em solo paraense que estão sete dos 10 municípios que mais degradam a Amazônia no ano passado: São Félix do Xingu (5.298 km²), Ourilândia do Norte (1.937 km²), Altamira (1.793 km²), Novo Progresso (1.593 km²), Cumaru do Norte (1.083 km²), Itaituba (857 km²) e Parauapebas (753 km²).</p>
<p>Além disso, também são paraenses a terra indígena e a unidade de conservação campeãs em degradação em 2024. O território Kayapó, com 4.928 km² degradados, e a APA Triunfo do Xingu, com 1.426 km².</p>
<h3>A maior degradação em 15 anos</h3>
<p>degradação de 2024 foi a maior dos últimos 15 anos, desde 2009, após o Imazon ter começado a monitorar esse dano florestal. Até então, o recorde negativo era de 2017, quando foram degradados 11.493 km². “Esse aumento expressivo na área degrada da Amazônia ocorreu por causa da alta nas queimadas, principalmente em agosto e setembro. Nesses dois meses, a degradação cresceu mais de 1.000%”, comenta Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.</p>
<p>Além disso, Carlos Souza reforça que 2024 foi um ano de seca extrema na região, o que gera estresse hídrico e aumenta a vulnerabilidade da floresta às queimadas. “Foram dois anos consecutivos de seca extrema na Amazônia, o que levou inclusive à ocorrência de queimadas em áreas úmidas da região. Esperamos que esse padrão não se torne o novo normal. As emissões de carbono da degradação florestal associada às queimadas de 2024 superaram as emissões do desmatamento”, alerta o cientista.</p>
<p>Assim como o desmatamento, a degradação também teve queda em dezembro depois de seis meses consecutivos de aumento. No último mês do ano, foram degradados 628 km², 40% a menos do que em 2023: 1.050 km². Apesar da queda, a área afetada pelo dano ambiental em dezembro do ano passado foi a segunda maior desde 2009.</p>
<p>Para o início de 2025, conforme Larissa, o esperado é que a degradação diminua. “Por causa do período de chuvas na Amazônia, as áreas de floresta afetadas tanto pelo desmatamento quanto pela degradação são historicamente menores nos primeiros meses do ano”, explica a pesquisadora.</p>
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		<title>Pará lidera desmatamento e degradação florestal na Amazônia em novembro, alerta Imazon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Dec 2024 17:23:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/desmate35-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia teve em novembro o sexto mês consecutivo de aumento tanto no desmatamento, que é a remoção completa da vegetação, quanto na degradação florestal, que é o dano causado pelo fogo ou pela extração madeireira. Segundo o monitoramento por imagens de satélite Imazon, as áreas desmatadas passaram de 116 km² em novembro de 2023 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/desmate35-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia teve em novembro o sexto mês consecutivo de aumento tanto no desmatamento, que é a remoção completa da vegetação, quanto na degradação florestal, que é o dano causado pelo fogo ou pela extração madeireira.</p>
<p>Segundo o monitoramento por imagens de satélite Imazon, as áreas desmatadas passaram de 116 km² em novembro de 2023 para 164 km² no mesmo mês neste ano, uma alta de 41%. Já a as florestas degradadas passaram de 1.566 km² para 2.882 km², 84% a mais.</p>
<p>Além de liderar a lista de estados tanto de desmatamento quanto a de degradação, o Pará, sede da próxima Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP 30, possui nove entre os 10 municípios com as maiores áreas desmatadas em novembro,. São eles: Uruará, Medicilândia, Pacajá, Portel, Prainha, Amajari, Placas, Nova Canaã do Norte, Porto de Moz e Monte Alegre.</p>
<p>O Pará desmatou 95 km² de florestas (58% do detectado na Amazônia) e degradou 1.118 km² (39% do registrado na região).</p>
<p>O estado também tem nove assentamentos entre os 10 mais destruídos: Nova União, Surubim, Ouro Branco, Paraíso do Norte, Serra Azul, Paraíso, Ademir Fredericce, Renascer II e São Sebastião do Tutuí.  E, entre as terras indígenas, a mais degradada em novembro também fica no Pará:  a Alto Rio Guamá. Somente esse território teve 192 km² afetados pelo dano ambiental, o equivalente a 640 campos de futebol por dia.</p>
<h3>Acumulado</h3>
<p>O desmatamento acumulado na Amazônia de janeiro a novembro de 2024 chegou aos 3.654 km², apenas 7% a menos do que no mesmo período do ano passado. Além disso, foi a 7ª maior área desde 2008, quando o Imazon implementou seu sistema de monitoramento.</p>
<p>Enquanto isso, por causa do aumento expressivo nas queimadas, a degradação acumulada de janeiro a novembro de 2024 chegou aos 35.751 km², área sete vezes maior do que a registrada no mesmo período do ano anterior e a pior desde 2009. Já em comparação com o desmatamento registrado no período, a degradação foi quase 10 vezes maior.</p>
<blockquote><p>“Esses aumentos consectivos mostram a necessidade de ações de prevenção mais efetivas tanto em relação ao desmatamento quanto à degradação. E principalmente a partir de maio, quando as chuvas na Amazônia deverão reduzir”, alerta o pesquisador do Imazon Carlos Souza Jr.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Degradação na Amazônia chega a 10 mil campos de futebol por causa das queimadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2024 14:20:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/queimadas_santarem-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia registrou em outubro o quinto mês consecutivo de aumento tanto no desmatamento, que é a remoção completa da vegetação, quanto na degradação florestal, que é o dano causado pelo fogo ou pela extração madeireira. Por causa das queimadas, a degradação explodiu e chegou à média de 10 mil campos de futebol afetados por [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/queimadas_santarem-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia registrou em outubro o quinto mês consecutivo de aumento tanto no desmatamento, que é a remoção completa da vegetação, quanto na degradação florestal, que é o dano causado pelo fogo ou pela extração madeireira. Por causa das queimadas, a degradação explodiu e chegou à média de 10 mil campos de futebol afetados por dia entre janeiro e outubro, o pior cenário em 15 anos.</p>
<p>Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto de pesquisa Imazon, que revela ainda que o estado com a maior área degradada em outubro foi o<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/queimadas-pioram-qualidade-do-ar-e-prefeitura-de-santarem-decreta-situacao-de-emergencia-ambiental/" target="_blank" rel="noopener"> Pará,</a> com 2.854 km², 43% do total registrado na Amazônia. Mato Grosso, com 2.241 km² afetados, 34% do total, ficou em segundo. E a terceira colocação foi do Amazonas, com 1.082 km² degradados, 16% do detectado na Amazônia.</p>
<p>O Pará também concentrou seis municípios no ranking dos que mais degradaram, atingindo 2.390 km²: São Félix do Xingu, Altamira, Ourilândia do Norte, Jacareacanga, Itaituba e Cumaru do Norte.</p>
<h3>Área degradada é de 4 vezes a cidade de São Paulo</h3>
<p>Conforme o monitoramento por imagens de satélite, apenas em outubro a Amazônia teve uma área degradada de 6.623 km², o equivalente a quatro vezes a cidade de São Paulo. Esse número também foi quatro vezes maior do que o registrado em outubro de 2023, quando foram degradados 1.554 km² de floresta.</p>
<p>O que aumentou ainda mais a diferença da degradação acumulada de janeiro a outubro em relação aos anos anteriores da série histórica, que iniciou em 2009. Nos primeiros 10 meses de 2024, foram degradados 32.869 km², o equivalente a 21 vezes a cidade de São Paulo (ou 10 mil campos de futebol afetados por dia). Área quase três vezes maior do que o recorde de degradação até então, de 11.453 km², registrado em 2017.</p>
<p>O pesquisador do Imazon Carlos Souza Jr., que coordena o Programa de Monitoramento da Amazônia, explica que é normal haver aumento da degradação florestal na época de seca, o chamado “verão amazônico”, por causa da alta nas queimadas. Porém, as áreas afetadas nos meses de setembro e outubro são muito superiores às que vinham sendo registradas pelo sistema. Souza Jr. aponta também que “a seca severa de 2024 aumenta o risco às queimadas”.</p>
<blockquote><p>“Assim como o desmatamento, a degradação também emite gases de efeito estufa, que intensificam os efeitos das mudanças climáticas, como as graves secas que estamos vivendo na Amazônia. Por isso, precisamos de ações mais efetivas de combate a esse dano ambiental, principalmente se quisermos cumprir com a nova meta climática brasileira, a NDC (sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada), apresentada na COP 29, no Azerbaijão, que prevê reduções de 59% a 67% nas emissões do país até 2035”, comenta o especialista.</p></blockquote>
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		<title>Entenda como a degradação florestal impacta a vida das pessoas e dos animais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Nov 2024 13:33:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[degradação florestal]]></category>
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		<category><![CDATA[fumaça]]></category>
		<category><![CDATA[madeira]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/incendio-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil vem acompanhando uma explosão da degradação florestal na Amazônia. Somente no mês de setembro, o corte de madeira e as queimadas degradaram mais de 20 mil km² na região. Essa é a maior área atingida em 15 anos de monitoramento feito pelo Imazon. Esse aumento expressivo ocorre em um momento crítico com a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/incendio-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil vem acompanhando uma explosão da degradação florestal na Amazônia. Somente no mês de setembro, o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/area-degradada-na-amazonia-passa-de-20-mil-km%c2%b2-em-setembro-a-maior-em-15-anos/">corte de madeira e as queimadas degradaram mais de 20 mil km² na região</a>. Essa é a maior área atingida em 15 anos de monitoramento feito pelo Imazon. Esse aumento expressivo ocorre em um momento crítico com a região passando pela pior seca da história, o que cria um cenário ainda mais desafiador para as populações, os governos e os cientistas que tentam entender o fenômeno.</p>
<p>Juntos, a degradação ambiental e o desmatamento são os principais vetores de destruição da Amazônia. A diferença é que o desmatamento tem origem unicamente humana, quando ocorre o chamado “corte raso” para retirada de toda a vegetação de um local. Após o desmate, as áreas são geralmente convertidas em plantações de soja ou pastos para a criação de gado, por isso a produção agropecuária de grande porte é cada vez mais cobrada por ter atividades ligadas à devastação da floresta.</p>
<p>Já a degradação pode ter origem tanto em processos naturais, como a queda de um raio em uma área isolada ou condições de clima que favoreçam o surgimento de chamas, quanto ser impulsionada pela ação humana, explica a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim. Essa intervenção se dá, por exemplo, com a exploração ilegal de madeira ou com incêndios propositais. Em todos os casos, as áreas degradadas se tornam mais vulneráveis e viram alvos para a eliminação total da vegetação.</p>
<blockquote><p>“A impressão é que a degradação está sendo uma nova alternativa para a abertura de áreas, já que houve um aumento da fiscalização das áreas desmatadas ilegalmente. Ainda é cedo para afirmar, mas é necessário continuar observando os próximos meses e ver se o aumento dessas queimadas está se tornando um padrão”, comenta a pesquisadora.</p></blockquote>
<p>A atenção redobrada com os índices de queimadas se justifica pela série de danos que esses eventos causam. Além da perda da cobertura vegetal, a degradação provoca a destruição da biodiversidade e pode facilitar a propagação de vírus e insetos causadores de doenças devido ao desequilíbrio ambiental nas áreas afetadas.</p>
<p>Outro exemplo é que onde há degradação <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/incendios-florestais-no-1o-semestre-geram-maiores-emissoes-de-co2-em-20-anos/">aumenta a emissão de CO2 e outros gases</a>, o que contribui para o aquecimento do planeta e o ciclo das chuvas, por exemplo. Vale ressaltar ainda que a degradação coloca em risco também os animais e as populações do entorno, assim como de outros locais, pois a<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/contaminacao-do-ar-rios-e-agua-da-chuva-por-fumaca-causa-serios-problemas-para-a-saude-diz-pesquisadora/" target="_blank" rel="noopener"> fumaça das queimadas</a> pode viajar grandes distâncias e chegar até em centros urbanos distantes, <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/queimadas-na-amazonia-transformam-rios-voadores-em-rios-de-fumaca/" target="_blank" rel="noopener">como se viu recentemente</a>.</p>
<blockquote><p>“As principais perdas que ocorrem com as queimadas são o dano aos animais que vivem nessas áreas afetadas, podendo causar até a morte deles. Ocorre ainda o dano à floresta que foi afetada. A fumaça proveniente das queimadas pode atingir uma área grande chegando até em cidades distantes dos locais onde as queimadas aconteceram. Essa fumaça causa problemas à saúde, ocasionando principalmente <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/queimadas-provocam-complicacoes-para-a-saude-respiratoria-no-para/">problemas respiratórios</a>”, explica Larissa Amorim.</p></blockquote>
<p>A combinação da degradação florestal com o desmatamento criam um ambiente de devastação na Amazônia que precisa ser enfrentado com aumento das ações de fiscalização, avalia a especialista, que também defende a necessidade de criação de estratégias de mitigação para lidar com questões ligadas ao período seco e à queda da umidade do ar nessa época.</p>
<blockquote><p>“Tanto o desmatamento quanto a degradação são prejudiciais e contribuem negativamente com a questão das mudanças climáticas e ambas devem ser combatidas”, reforça Larissa Amorim.</p></blockquote>
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		<title>Área degradada na Amazônia passa de 20 mil km² em setembro, a maior em 15 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 18:48:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[20 mil km²]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[Terra Indígena Kayapó]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/incendio-florestal-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A temporada seca deste ano impulsionou a degradação da floresta amazônica a níveis recordes. De acordo com o mais recente estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), no mês de setembro, a área afetada pela exploração madeireira ou pelas queimadas alcançou 20.238 km², que é 15 vezes mais do que os [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/incendio-florestal-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A temporada seca deste ano impulsionou a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/degradacao-florestal-avanca-na-amazonia-e-para-tem-a-maior-area-afetada/">degradação da floresta amazônica</a> a níveis recordes. De acordo com o mais recente estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), no mês de setembro, a área afetada pela exploração madeireira ou pelas queimadas alcançou 20.238 km², que é 15 vezes mais do que os 1.347 km² degradados no mesmo período de 2023 e superior a verificado em toda a série histórica.</p>
<p>O mês passado foi o quarto consecutivo com aumento nas áreas degradadas e contribuiu também para que o acumulado do ano atingisse índices históricos. De janeiro a setembro, a degradação foi de 26.246 km², quatro vezes mais do que o recorde anterior, 6.869 km². registrado no ano de 2022.</p>
<blockquote><p>“Setembro costuma ser um mês marcado pelo aumento dessas práticas na Amazônia, por estar dentro de um período mais seco. Porém, os números registrados em 2024 são muito mais elevados do que os vistos anteriormente. E a maioria dos alertas ocorreu devido à intensificação dos incêndios florestais ”, analisa a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim.</p></blockquote>
<figure id="attachment_31298" aria-describedby="caption-attachment-31298" style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-31298 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-degradacao-janeiro-setembro-2024-Imazon.jpeg" alt="" width="564" height="334" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-degradacao-janeiro-setembro-2024-Imazon.jpeg 564w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-degradacao-janeiro-setembro-2024-Imazon-300x178.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-degradacao-janeiro-setembro-2024-Imazon-150x89.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-degradacao-janeiro-setembro-2024-Imazon-450x266.jpeg 450w" sizes="(max-width: 564px) 100vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-31298" class="wp-caption-text">Degradação atingiu níveis históricos com queimadas na Amazônia. Gráfico: SAD Degradação / Imazon</figcaption></figure>
<h3>Mais de 50% da degradação ocorreu no Pará</h3>
<p>Do total da floresta impactada, 57% ocorreu em território paraense, mais que o dobro do acumulado no Mato Grosso que aparece em segundo lugar com 25%. No estado, a degradação passou de 196 km² em setembro de 2023 para 11.558 km², o que representa um aumento de quase 6000%.</p>
<p>A situação é mais preocupante nos municípios de São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte e Novo Progresso, que lideram o ranking nacional da degradação florestal. <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/quatro-municipios-paraenses-lideram-o-ranking-das-queimadas-no-brasil/">As mesmas cidades contam entre as que concentram o maior número de queimadas no país</a>.</p>
<p>Na mesma região, a Terra Indígena Kayapó, que está localizada entre os municípios de São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte, Bannach e Cumaru do Norte, é apontada como a TI mais degradada em todo o bioma. Foram 3.438 km² afetados, isto é, cerca de 17% de toda a degradação da região. Na categoria das unidades de conservação, o Pará tem sete das dez mais impactadas.</p>
<blockquote><p>“Historicamente no período de setembro, Mato Grosso costumava liderar como o estado que mais degradava a Amazônia. Porém, em 2024, o Pará surpreendeu com números muito altos. Ainda em setembro, foi decretada situação de emergência e proibido o uso de fogo, mas precisamos que essa decisão seja acompanhada de fiscalização e responsabilização dos culpados para que seja mais eficaz”, afirma Carlos Souza Jr., coordenador do programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon.</p></blockquote>
<p>A pesquisa aponta ainda para uma alta nos índices de desmatamento. Em setembro, foi registrado desmate em 547 km², uma área 0,2% maior do que no mesmo período do ano passado. Em toda a região, de janeiro a setembro, o acumulado foi de 3.071 km², a oitava maior da série histórica.</p>
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		<title>Degradação florestal avança na Amazônia e Pará tem a maior área afetada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2024 15:35:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/ERIKA_BERENGUER_Incendio-na-Floresta-Nacional-do-Tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Pelo terceiro mês consecutivo, a Amazônia registrou aumento da área de floresta degradada em razão das queimadas ou da retirada ilegal de madeira. De acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a degradação no mês de agosto foi de 2.870 km² em todo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/ERIKA_BERENGUER_Incendio-na-Floresta-Nacional-do-Tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Pelo terceiro mês consecutivo, a Amazônia registrou aumento da área de floresta degradada em razão das queimadas ou da retirada ilegal de madeira. De acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a degradação no mês de agosto foi de 2.870 km² em todo o bioma. Desse total, 1.275 km² ou o equivalente a 45% ocorreu em território paraense.</p>
<p>Os números revelam uma escalada da destruição da floresta em apenas um ano. Em agosto de 2023, a degradação foi de 258 km², isso significa que o tamanho da área atingida cresceu 11 vezes no intervalo de 12 meses. Já no Pará a alta foi de 723%.</p>
<figure id="attachment_30932" aria-describedby="caption-attachment-30932" style="width: 455px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30932 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-Degradacao-na-Amazonia.png" alt="" width="455" height="342" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-Degradacao-na-Amazonia.png 455w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-Degradacao-na-Amazonia-300x225.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-Degradacao-na-Amazonia-150x113.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-Degradacao-na-Amazonia-450x338.png 450w" sizes="(max-width: 455px) 100vw, 455px" /><figcaption id="caption-attachment-30932" class="wp-caption-text">Degradação foi 11 vezes maior em agosto de 2024 na Amazônia. Gráfico: Imazon</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Os dados ressaltam que as pressões sobre o bioma continuam a aumentar. As queimadas, que são um dos impulsionadores da degradação florestal, se tornam cada vez mais intensas e ocorrem em um ritmo alarmante. Isso reforça a necessidade urgente de ações focadas no combate e controle, além de equipar os órgãos ambientais de fiscalização para que consigam monitorar de forma ágil e em tempo real as regiões sob ameaça”, avalia a pesquisadora do Imazon Raissa Ferreira.</p></blockquote>
<p>Segundo o estudo, a situação é ainda mais grave porque também põe em risco territórios indígenas, onde a devastação passou de 15 km² em agosto de 2023 para 972 km² neste ano, isto é, quase 65 vezes mais. Entre as TIs mais impactadas, quatro estão no Pará, incluindo o território Kayapó, que teve 384 km² degradados. Também estão ameaçados os territórios Munduruku, Menkragnoti e Xikrin do Cateté.</p>
<blockquote><p>“Os danos ambientais nessas regiões são fortes indicadores de que os direitos dos povos originários estão sendo violados, o que pode resultar em conflitos. Além disso, essa degradação afeta diretamente o modo de vida dessas comunidades, ameaçando sua segurança, saúde e alimentação”, alerta Raissa Ferreira.</p></blockquote>
<p>Para Carlos Souza Jr., coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon, o cenário atual reflete a vulnerabilidade da região à emergência climática, em que mesmo áreas protegidas que atuam como barreiras estão mais inflamáveis devido à queda na umidade e ao aumento das temperaturas.</p>
<blockquote><p>“Tivemos uma seca severa em 2023, que se repete em 2024. Inclusive, já foi possível detectar a perda de superfície de água em junho deste ano. No ano passado, essa perda foi registrada em setembro. O cenário requer uma mudança radical nas práticas de manejo baseadas em queimadas”, defende o pesquisador.</p></blockquote>
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