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	<title>culinária &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>culinária &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Ei, maninha! Espia como Belém vai te apresentar para a Amazônia durante a COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 14:50:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/ilha-do-combu-Macio-Ferreira-Ag.-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz A “COP da Floresta” chegou. Um grande evento para o mundo todo se encontrar em Belém, em plena região amazônica. É selado que muita gente vai vir pra ter contato com a mata, com a biodiversidade, com os rios e com a cultura das populações tradicionais, mas nem te conto que a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/ilha-do-combu-Macio-Ferreira-Ag.-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>A “COP da Floresta” chegou. Um grande evento para o mundo todo se encontrar em Belém, em plena região amazônica. É selado que muita gente vai vir pra ter contato com a mata, com a biodiversidade, com os rios e com a cultura das populações tradicionais, mas nem te conto que a Amazônia que tu vai encontrar por aqui pode te surpreender ainda mais. Espia só!</p>
<p>Belém é uma metrópole amazônica. E isso já diz muita coisa. Por aqui, o concreto, a tecnologia, a modernidade e o estilo de vida urbana se misturam com as tradições dos povos da floresta, com as comunidades ribeirinhas, com os sabores das frutas que só têm aqui, com a explosão de cheiros que vai do pitiú do peixe ao aroma envolvente do patchouli, com os sons que fazem a galera tremer, e tudo isso envolvido por muito calor humano e do próprio ambiente.</p>
<p>Cada passo dado na cidade é uma oportunidade de conhecer e viver novas experiências na Amazônia. Inclusive, é bom andar com atenção pelas bandas de Nazaré e Batista Campos, que são alguns dos bairros com mais mangueiras. As árvores ajudaram a dar fama à cidade, embelezam as ruas e criam zonas com mais sombra.</p>
<figure id="attachment_31755" aria-describedby="caption-attachment-31755" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-31755 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/mangueiras-Alessandra-Serrao-NID-Comus.jpg" alt="" width="754" height="506" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/mangueiras-Alessandra-Serrao-NID-Comus.jpg 754w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/mangueiras-Alessandra-Serrao-NID-Comus-300x201.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/mangueiras-Alessandra-Serrao-NID-Comus-150x101.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/mangueiras-Alessandra-Serrao-NID-Comus-450x302.jpg 450w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-31755" class="wp-caption-text">As mangueiras são símbolos da paisagem da cidade. Foto: Alessandra Serrão / NID Comus / Agência Belém</figcaption></figure>
<p>Em novembro, começa a safra das mangas, então não estranha se vir muitas frutas e caroços pelas calçadas. Se tiver sorte, vai encontrar uma em boas condições pra comer na caminhada. Outros vão se queixar, já que não é incomum uma manga amassar a lataria ou quebrar o para-brisa de um carro ou mesmo cair na cabeça de qualquer desavisado.</p>
<p>É bom manter os ouvidos atentos para apreciar o linguajar que só os paraenses têm. Combinou alguma coisa, então “selou”, curtiu algo, então “foi firme”, se ouviu algo que duvida, então é “potoca”, vai embora de algum lugar, então vai “pegar o beco”. A diversidade é muito grande e cheia de nuances. Com o tempo vai entender as diferenças e as intenções por trás de um “É égua”, um “Égua, não” ou um “É-GU-A!”. Da mesma forma, vai entender que “mana” pode ser uma palavra sem gênero e que “endoidar” pode ser a melhor forma de curtir o momento.</p>
<figure id="attachment_31756" aria-describedby="caption-attachment-31756" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-31756 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/movimentacao-ver-o-peso-Fernando-Sette-Comus-Ag.-Belem-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/movimentacao-ver-o-peso-Fernando-Sette-Comus-Ag.-Belem-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/movimentacao-ver-o-peso-Fernando-Sette-Comus-Ag.-Belem-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/movimentacao-ver-o-peso-Fernando-Sette-Comus-Ag.-Belem-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/movimentacao-ver-o-peso-Fernando-Sette-Comus-Ag.-Belem-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/movimentacao-ver-o-peso-Fernando-Sette-Comus-Ag.-Belem-2048x1365.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/movimentacao-ver-o-peso-Fernando-Sette-Comus-Ag.-Belem-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/movimentacao-ver-o-peso-Fernando-Sette-Comus-Ag.-Belem-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/movimentacao-ver-o-peso-Fernando-Sette-Comus-Ag.-Belem-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-31756" class="wp-caption-text">População se expressa com o linguajar típico do Pará. Foto: Fernando Sette / Comus / Agência Belém</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É essa linguagem única que, combinada com a criatividade e a originalidade musical, cria outro grande atrativo: a musicalidade. Ela tá por todas as partes, dos batuques no curimbó às batidas frenéticas das aparelhagens, Belém vibra no dia a dia com muitos sons, que refletem a diversidade social e cultural que vai da natureza às periferias. E, no meio disso, ainda tem o popopô dos barcos, o canto da revoada dos periquitos e o som do toró se formando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliás, a chuva quando cair será bem-vinda, já que em novembro a cidade ainda está na estação seca. O calor é escaldante e uma coisa é certa: tu vai ficar breado por aqui. Pra amenizar isso só um banho de rio na ilha do Combu. A travessia do rio Guamá e o contato com a floresta bem perto do centro da cidade por si só já são uma atração. Pra completar, um almoço comendo os melhores peixes acompanhado daquela tigela de açaí vão te fazer falar que foi “só o creme!”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de decisões importantes para o futuro do planeta, Belém vai proporcionar uma paisagem de cores, sons, sabores e muitas  vivências que têm tudo para marcar a memória de muita gente. Ventimbora! </span></p>
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		<title>Belém tem sétima melhor gastronomia no mundo, segundo revista internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2025 18:53:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/manicoba-Credito-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os visitantes que vierem para a COP30, em novembro, em Belém, vão poder saborear a culinária de uma das cidades com melhor gastronomia do mundo. A qualidade da comida típica paraense foi atestada no ranking da revista Lonely Planet, que é especializada em guias de viagem e aponta Belém como um dos dez melhores destinos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/manicoba-Credito-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os visitantes que vierem para a COP30, em novembro, em Belém, vão poder saborear a culinária de uma das cidades com melhor gastronomia do mundo. A qualidade da comida típica paraense foi atestada no ranking da <a href="https://www.lonelyplanet.com/articles/best-food-cities" target="_blank" rel="noopener">revista Lonely Planet,</a> que é especializada em guias de viagem e aponta Belém como um dos dez melhores destinos gastronômicos no mundo.</p>
<p>A capital aparece na sétima posição, à frente de cidades como Palermo (Itália), Lyon (França), e Porto (Portugal). Entre as 15 primeiras colocadas, Belém é a única cidade brasileira na list,  que tem Ho Chi Mich City (Vietnã), Kuala Lumpur (Malásia) e Bangkok (Tailândia) na primeira, segunda e terceira posição, respectivamente.</p>
<p>A revista afirma que as receitas locais são “uma explosão de história, ciência e arte” com técnicas e sabores que combinam as cozinhas portuguesa, africana e indígenas. Os destaques ficam para a maniçoba, descrita como “uma resposta amazônica à feijoada”, e o pato no tucupi, lembrado também por ser um dos itens vendidos no Mercado do Ver-o-Peso.</p>
<p>A atuação de chefs renomados como Thiago Castanho e Saulo Jennings também é lembrada tanto pela divulgação dos sabores e ingredientes típicos da Amazônia quanto pelo trabalho realizado em restaurantes e programas de TV. Além disso, o trabalho da<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/chocolate-da-ilha-do-combu-e-tesouro-da-bioeconomia-do-para/"> chocolatier Dona Nena</a> é citado pela experiência que proporciona na ilha do Combu e pelo uso de ingredientes hiperlocais.</p>
<p>Outros destaques ficam por conta dos <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/sorveteria-cairu-em-belem-esta-entre-as-100-mais-iconicas-do-mundo-segundo-atlas-gastronomico/">sorvetes da Cairu</a> elaborados com frutas regionais e pelo fato de que, em 2015, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) declarou Belém como uma das cidades criativas da gastronomia no mundo.</p>
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		<title>Belém vai ganhar mapa gastronômico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 15:39:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/manicoba-fafa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Sede da COP30, Belém quer mostrar ao mundo a riqueza da sua culinária. Para isso, a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) está desenvolvendo o projeto &#8220;Papa Chibé: mapa gastronômico da cidade de Belém&#8221; para mapear 2.500 estabelecimentos de alimentação e bebidas da cidade. O objetivo é criar um roteiro gastronômico que valorize [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/manicoba-fafa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Sede da COP30, Belém quer mostrar ao mundo a riqueza da sua culinária. Para isso, a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) está desenvolvendo o projeto &#8220;Papa Chibé: mapa gastronômico da cidade de Belém&#8221; para mapear 2.500 estabelecimentos de alimentação e bebidas da cidade. O objetivo é criar um roteiro gastronômico que valorize os sabores únicos da culinária amazônica e mostre a diversidade da gastronomia local.</p>
<p>As ações do projeto começaram neste mês e seguem até o final de fevereiro com a aplicação de questionários com os donos ou responsáveis pelos negócios. A coleta de dados envolve questões sobre a especialidade gastronômica, a localização, número de funcionários e outras características de restaurantes, bares, lanchonetes e cafés nos diversos bairros.</p>
<p>Todos os restaurantes da Estação das Docas, por exemplo, que é um dos principais pontos turísticos de Belém, já foram mapeados. A cada semana, um novo roteiro de visitas a estabelecimentos é montado, de acordo com o agendamento feito pelos proprietários. Quem ainda não foi ouvido, pode solicitar participação na pesquisa pelo e-mail conjuntura.fapespa@gmail.com.</p>
<blockquote><p>“No ano em que a cidade irá receber a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP30, o mapa se torna uma estratégia eficaz para apresentar à sociedade paraense e aos visitantes do mundo a importância desse setor, e o quanto ele movimenta a economia local. Por isso, reforçamos o convite para que donos e donas de estabelecimentos ligados ao setor de bebidas e alimentação participem da pesquisa, que é inédita no Estado”, afirmou à <a href="https://www.agenciapara.com.br/noticia/64129/fapespa-elabora-mapa-gastronomico-inedito-da-culinaria-de-belem" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a> Marcio Ponte, diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural da Fapespa.</p></blockquote>
<p>Os dados coletados serão disponibilizados em uma plataforma on-line, com mapas indicando as rotas da culinária belenense. As informações também vão servir para a elaboração de políticas públicas adequadas à realidade do setor.</p>
<p>Estabelecimentos que têm interesse em participar da pesquisa “Papa Chibé: Mapa gastronômico da cidade de Belém” podem entrar em contato pelo e-mail conjuntura.fapespa@gmail.com, mencionando o &#8220;Projeto Belém Papa Chibé&#8221; no assunto.</p>
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		<title>Preparativos para a COP30 aquecem setor de alimentação e restaurantes em Belém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 12:04:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/tacaca-Credito-Joyce-Ferreira-Agencia-Belem-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz A culinária é um dos pontos altos do turismo no Pará. Com a COP30 no radar, o tacacá, a maniçoba, o pato no tucupi, o recém-criado sorvete da COP, e outras iguarias devem chamar a atenção dos visitantes durante o evento e, por isso, os restaurantes e outros empreendimentos de alimentação fora [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/tacaca-Credito-Joyce-Ferreira-Agencia-Belem-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>A culinária é um dos pontos altos do turismo no Pará. Com a COP30 no radar, o tacacá, a maniçoba, o pato no tucupi, o <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/cairu-lanca-sorvete-cop30-com-castanha-do-para-pistache-e-doce-de-cupuacu/">recém-criado sorvete da COP</a>, e outras iguarias devem chamar a atenção dos visitantes durante o evento e, por isso, os restaurantes e outros empreendimentos de alimentação fora do lar já vislumbram as oportunidades e os preparativos necessários para conquistar o público não só com o sabor dos pratos, mas também com boas experiências de atendimento.</p>
<p>Mais de 190 países fazem parte da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas e todos devem ter representação na Conferência do Clima em Belém, o que cria um grande desafio para atender públicos com idiomas e culturas tão diversas. Para contornar as dificuldades de comunicação, os negócios locais já realizam uma série de medidas de adaptação, como a criação de cardápios bilíngues em português e inglês e busca de cursos para que garçons, maitres, baristas, barmans e outros profissionais aprendam uma língua estrangeira.</p>
<blockquote><p>“Queremos assegurar que nossa mão de obra esteja apta a receber bem o público da COP30, entregando um serviço de excelência que valorize a hospitalidade local e esteja alinhado com as exigências internacionais”, afirma Rafael Menezes, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel Pará), que representa atualmente cerca de 200 negócios de alimentação em 20 cidades do estado.</p></blockquote>
<p>As peculiaridades e restrições alimentares dos diferentes povos também é um ponto de atenção para os empresários desse segmento. Pessoas muçulmanas, por exemplo, seguem as orientações do alcorão para a culinária halal, em que carne suína e bebidas alcoólicas não são permitidos e a carne bovina deve ser consumida conforme algumas regras de abate.</p>
<p>Já quem tem tradição judaica segue os preceitos da dieta kosher, que tem entre suas regras a proibição de consumo de carne e leite e seus derivados em uma mesma refeição. Além disso, é esperado que durante a COP30 haja uma intensa demanda por pratos vegetarianos, veganos, livres de lactose ou glúten, entre outras restrições.</p>
<figure id="attachment_31656" aria-describedby="caption-attachment-31656" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-31656 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/sante-culinaria-saudavel-divulgacao-1024x768.jpeg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/sante-culinaria-saudavel-divulgacao-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/sante-culinaria-saudavel-divulgacao-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/sante-culinaria-saudavel-divulgacao-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/sante-culinaria-saudavel-divulgacao-1536x1152.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/sante-culinaria-saudavel-divulgacao-2048x1536.jpeg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/sante-culinaria-saudavel-divulgacao-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/sante-culinaria-saudavel-divulgacao-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/sante-culinaria-saudavel-divulgacao-1200x900.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-31656" class="wp-caption-text">Restaurantes de Belém se preparam para as demandas dos diversos públicos. Foto: Santé Saudável / Divulgação</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Nosso objetivo é garantir que todos os visitantes se sintam acolhidos e seguros em relação à alimentação oferecida. Esse cuidado faz parte do compromisso do setor em oferecer uma experiência completa e inclusiva, respeitando diferentes culturas e ampliando a capacidade de atendimento dos nossos restaurantes”, destaca o empresário, que comanda uma rede de delivery de comida saudável com unidades em Belém e Ananindeua.</p></blockquote>
<p>Para isso, outro desafio enfrentado envolve a necessidade de expansão e melhorias nos espaços, assim como a contratação de mais pessoal. Correndo contra o tempo, o empreendimento de Menezes contratou uma consultoria especializada para orientar projetos para tradução do cardápio e de aumento da produtividade.</p>
<p>No entanto, de acordo com a Abrasel, as linhas de crédito disponíveis e as condições oferecidas não são satisfatórias. Ainda assim, o setor acredita que, com as parcerias estabelecidas Sebrae, Senac, Conjove, Associação Comercial do Pará, Governo do Estado e outras entidades representativas do setor turístico, estará bem preparado para demonstrar todos os diferenciais que levaram Belém a receber o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO.</p>
<blockquote><p>“Desde que a COP30 foi confirmada, temos articulado iniciativas de capacitação e incentivado a expansão e inovação nos negócios para atender ao grande público esperado. Nossa missão é garantir que os restaurantes e bares estejam prontos para oferecer uma experiência gastronômica que reflita a riqueza da nossa culinária e cultura, e que deixem um legado de desenvolvimento para o setor e para a cidade”, reforça Rafael Menezes.</p></blockquote>
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		<title>Tacacazeiras: Mulheres protagonizam o preparo e a condução dos negócios da comida típica do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2024 13:06:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[comidas típicas]]></category>
		<category><![CDATA[culinária]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Dia-da-Mulher-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Um dos traços mais marcantes da cultura paraense é a culinária típica. Atualmente, pratos como a maniçoba, o vatapá e o tacacá estão se popularizando Brasil afora com a divulgação por chefs renomados e pelas mídias. O tacacá, por exemplo, foi a comida mais buscada no Google em 2023, graças ao sucesso [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Dia-da-Mulher-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Um dos traços mais marcantes da cultura paraense é a culinária típica. Atualmente, pratos como a maniçoba, o vatapá e o tacacá estão se popularizando Brasil afora com a divulgação por chefs renomados e pelas mídias. O tacacá, por exemplo, foi a comida mais buscada no Google em 2023, graças ao sucesso da canção &#8220;Voando pro Pará&#8221; da Joelma, Nas ruas de Belém, porém, são as mulheres comuns as responsáveis não apenas pelo preparo da comida, mas também pela condução dos seus negócios. No Dia Internacional da Mulher, o <strong>Pará Terra Boa</strong> conversou com duas tacacazeiras, duas referências desse ramo na cidade.</p>
<p>O cheiro da maniva, do tucupi, do camarão e outras delicias está presente em muitas ruas de Belém. A origem costuma ser as barracas de comidas típicas encontradas em diferentes bairros, onde o conceito de fast-food chegou bem antes das grandes franquias de hamburgueres e lanches rápidos. Nesses pontos, a presença feminina tem um papel importante, desde a cozinha até à administração dos negócios.</p>
<blockquote><p>“Esses negócios sempre foram tocados pelas mulheres. Hoje em dia, está mais misturado, mas é um espaço que nós conquistamos”, lembra a cozinheira Maria de Fátima Silva de Araújo, de 70 anos.</p></blockquote>
<figure id="attachment_27885" aria-describedby="caption-attachment-27885" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27885 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Fafa-Araujo-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Fafa-Araujo-1024x768.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Fafa-Araujo-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Fafa-Araujo-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Fafa-Araujo-1536x1152.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Fafa-Araujo-2048x1536.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Fafa-Araujo-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Fafa-Araujo-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Fafa-Araujo-1200x900.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-27885" class="wp-caption-text">As comidas típicas preparadas pela Fafá são sucesso no comércio de Belém. Foto: Fabrício Queiroz</figcaption></figure>
<p>Mais conhecida como Fafá, ela é a responsável por um dos pontos de comidas típicas que mais atrai público no centro comercial de Belém. Entre os consumidores estão trabalhadores, além de turistas e do chef Thiago Castanho.</p>
<blockquote><p>“Com 25 anos somente neste ponto, eu já me sinto um patrimônio. Apesar disso, a cada dia eu tenho um aprendizado”, diz Fafá.</p></blockquote>
<p>Ela afirna possuir um sentimento de gratidão pelo trabalho com elemento cultural tão forte para os paraenses.</p>
<p>Na avaliação de Fafá, o segredo do sucesso é o bom atendimento que ela mesmo presta e estimula a ser reproduzido pelos filhos e netos que trabalham com ela. Porém, a cozinheira revela que o reconhecimento passa também pelo cuidado com o preparo da comida.</p>
<blockquote><p>“Eu não trabalho com conservantes. Tem que manter o tempero natural. Se você colocar algo artificial, vai tirar o sabor da nossa culinária”, ressalta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_27887" aria-describedby="caption-attachment-27887" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27887 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/consumo-de-comidas-tipicas-em-Belem-1024x643.jpg" alt="" width="1024" height="643" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/consumo-de-comidas-tipicas-em-Belem-1024x643.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/consumo-de-comidas-tipicas-em-Belem-300x188.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/consumo-de-comidas-tipicas-em-Belem-768x482.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/consumo-de-comidas-tipicas-em-Belem-1536x965.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/consumo-de-comidas-tipicas-em-Belem-2048x1286.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/consumo-de-comidas-tipicas-em-Belem-150x94.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/consumo-de-comidas-tipicas-em-Belem-450x283.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/consumo-de-comidas-tipicas-em-Belem-1200x754.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-27887" class="wp-caption-text">Consumo cotidiano de comidas é valorizado pelos paraenses. Foto: Fabrício Queiroz</figcaption></figure>
<h3>Pelas raízes da gastronomia paraense</h3>
<p>Da mesma forma, a tacacazeira Maria Helena Trindade, de 57 anos, mais conhecida como Lica, é outra partidária da preservação das raízes da gastronomia paraense. Para ela, só é possível manter e conquistar clientes fiéis por causa da preferência pelas receitas na forma tradicional.</p>
<blockquote><p>“Às vezes, estou no Ver-o-Peso e escuto os comentários de pessoas que querem modificar alguma coisa na receita. Eu sempre faço do meu jeito. O meu tucupi, por exemplo, é fervido só com alho, chicória e sal. Depois de quase 2 horas, quando tá quase pronto, que coloca alfavaca para dar aquele sabor. Tem gente que quer colocar açúcar, mas eu defendo o (tacacá) tradicional mesmo”, explica.</p></blockquote>
<p>A banca montada em frente à igreja de São Judas Tadeu, no bairro da Condor, é outra referência na cidade, atraindo turistas e visitantes ilustres, como diplomatas estrangeiros e pesquisadores que escolhem o local para apreciar os pratos regionais.</p>
<figure id="attachment_27891" aria-describedby="caption-attachment-27891" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27891 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Maria-Helena-Lica-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Maria-Helena-Lica-1024x768.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Maria-Helena-Lica-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Maria-Helena-Lica-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Maria-Helena-Lica-1536x1152.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Maria-Helena-Lica-2048x1536.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Maria-Helena-Lica-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Maria-Helena-Lica-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Maria-Helena-Lica-1200x900.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-27891" class="wp-caption-text">Lica aprendeu os segredos do preparo do tacacá com a mãe Russinda. Foto: Fabrício Queiroz</figcaption></figure>
<p>Em 2024, a barraca completa 60 anos de história, somando o tempo de trabalho de Lica e da mãe dela, Russinda Trindade, que a antecedeu e inspirou.</p>
<blockquote><p>“Eu sempre via ela fazendo. Eu tinha curiosidade e fui olhando e aprendendo. Eu faço o tacacá do mesmo jeito que ela fazia e, agora, estou passando para uma sobrinha. Vai passando de geração para geração”, conta ela.</p></blockquote>
<p>Com 37 anos de jornada, Lica se diz feliz pelas conquistas que a profissão lhe proporcionou, mesmo que o trabalho ainda seja alvo de uma certa discriminação social.</p>
<blockquote><p>“Ainda tem pessoas que, às vezes, querem menosprezar alguém porque trabalha com o tacacá. Eu mesma já escutei pessoas falarem (mal) das tacacazeiras. O preconceito sempre tem, mas eu não ligo. Tenho orgulho da minha profissão. Foi através dessa venda que eu conheci muita gente boa e que permitiu manter a minha família”, afirma.</p></blockquote>
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		<title>Manioca e Ajinomoto estabelecem parceria para promover ingredientes da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 19:15:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[ajinomoto]]></category>
		<category><![CDATA[culinária]]></category>
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		<category><![CDATA[ingredientes amazônicos]]></category>
		<category><![CDATA[Manioca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Manioca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os ingredientes que dão vida e sabores únicos à gastronomia regional estão conquistando cada vez mais novas fronteiras. Atualmente, produtos como o tucupi, cumaru, puxari e tapioca estão mais populares no Brasil e tendem a se tornar ainda mais conhecidos com a parceria da startup Manioca com a gigante alimentícia Ajinomoto. A aliança deve permitir [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Manioca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os ingredientes que dão vida e sabores únicos à gastronomia regional estão conquistando cada vez mais novas fronteiras. Atualmente, produtos como o tucupi, cumaru, puxari e tapioca estão mais populares no Brasil e tendem a se tornar ainda mais conhecidos com a parceria da <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/para-manioca-norte-precisa-ser-visto-como-parte-do-pais-nao-como-regiao-isolada/">startup Manioca</a> com a gigante alimentícia Ajinomoto. A aliança deve permitir o aumento da produção e o desenvolvimento de novos produtos.</p>
<p>O contato entre as duas empresas ocorreu a partir da seleção da Manioca para o Ajinolab, uma iniciativa de inovação em que a companhia japonesa buscou a diversificação do portfólio com base em experiências que valorizam a biodiversidade e a geração de impactos sociais e ambientais positivos. Esse foi o primeiro investimento da Ajinomoto em uma foodtech de fora do Japão.</p>
<blockquote><p>&#8220;A decisão de estabelecer essa colaboração foi determinada pelo compromisso que temos de expandir nossa linha de produtos saudáveis, buscando atender às crescentes demandas do mercado. A missão da Manioca, alinhada à valorização da biodiversidade da Amazônia, pautada no comer bem e fazer o bem, ressoa com os valores e princípios da Ajinomoto”, afirma o presidente da empresa no Brasil, Shigeo Nakamura.</p></blockquote>
<p>Com isso, a ideia é desenvolver um plano colaborativo de negócios, que contemple, por exemplo, estratégias para aprimorar a distribuição e a inovação no ramo de alimentos saudáveis. A empresa paraense também espera que a parceria alavanque as vendas diretas ao consumidor, que hoje tem acesso aos produtos por meio do site e de 150 pontos de vareja espalhados em 21 estados do país.</p>
<blockquote><p>“Temos um sonho grande que é estar na casa de todo brasileiro”, disse Joanna Martins ao <a href="https://capitalreset.uol.com.br/amazonia/bioeconomia/por-que-a-ajinomoto-se-interessou-pela-startup-do-tucupi/" target="_blank" rel="noopener">Reset</a>.</p></blockquote>
<p>Ela é uma das fundadoras da foodtech ao lado do empresário Paulo Reis, que dirige a recém-criada <a href="https://paraterraboa.com/economia/marcas-se-unem-para-fortalecer-negocios-da-sociobioeconomia-na-amazonia/">Associação de Negócios da Sociobioeconomia da Amazônia (ASSOBIO)</a>.</p>
<h3>Relação com agricultura familiar e comunidades tradicionais</h3>
<p>Ao longo de uma década, a empresa foi ganhando espaço pelo trabalho que alia tradição e inovação. O modelo de negócio é baseado na oferta de insumos típicos da Amazônia com uma linha de produtos diversos, como farinhas, granolas, temperos, pimentas e geleias.</p>
<p>Para isso, a <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/investimento-em-produtos-da-sociobiodiversidade-nao-encontra-eco-no-sistema-financeiro/">Manioca estruturou uma cadeia produtiva e relações de comércio justo com 45 famílias da agricultura familiar e povos e comunidades tradicionais da região</a>,  em que há a preocupação em ajudar esses negócios familiares a lidar com demandas do mercado. Isso, além de investir em campanhas de divulgação para que os consumidores de fora conheçam e aprendam a cozinhar com os ingredientes locais.</p>
<blockquote><p>“Eles não estão acostumados a atender uma indústria, por exemplo, que quer um produto mais padronizado, embalado de uma forma adequada, que seja pedido e entregue em um prazo específico, que tenha nota fiscal”, destaca Joanna.</p></blockquote>
<p>A expectativa é que a nova parceria inspire também os projetos de outras empresas do ramo para investir não só na exploração das matérias-primas locais, mas principalmente na agregação de valor e no reconhecimento dos empreendedores locais tocados por grupos familiares e comunidades tradicionais, fortalecendo assim a economia e a rede de fornecedores da região.</p>
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		<title>Chef brasileira aposta na exportação de ingredientes amazônicos produzidos de forma sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2023 14:24:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[culinária]]></category>
		<category><![CDATA[exportação]]></category>
		<category><![CDATA[ingredientes]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/ana-luiza-trajano-farinha-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Alimentos típicos da culinária amazônica conquistam espaço cada vez maior no mercado internacional. Os benefícios nutricionais e o sabor exótico encantam muitos consumidores mundo a fora, ainda mais se forem produzidos de forma sustentável.  O problema é que ainda poucos têm acesso a esse tipo de produtos fora do Brasil. Com foco em atender essa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/ana-luiza-trajano-farinha-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Alimentos típicos da culinária amazônica conquistam espaço cada vez maior no mercado internacional. Os benefícios nutricionais e o sabor exótico encantam muitos consumidores mundo a fora, ainda mais se forem produzidos de forma sustentável.  O problema é que ainda poucos têm acesso a esse tipo de produtos fora do Brasil.</p>
<p>Com foco em atender essa demanda reprimida, a chef e pesquisadora Ana Luiza Trajano se aliou à advogada Thais dos Santos para investir em um negócio que leva os ingredientes dos diferentes biomas brasileiros, cultivados de maneira sustentável e no modelo da agricultura familiar, para a mesa e as cozinhas europeias.</p>
<p>Entre os itens à venda pelo Madame Brésil, alguns destaques são ingredientes amazônicos, como é o caso da semente de puxuri e do feijão manteiguinha; além dos já populares castanha-do-Pará; o açaí, a farinha de tapioca e outros. Logo no início das operações da empresa foram importados três containeres com 20 toneladas de produtos cada oriundos de 10 produtores de várias regiões do país.</p>
<p>Em entrevista ao<a href="https://neofeed.com.br/finde/madame-bresil-a-marca-de-ana-luiza-trajano-para-levar-ingredientes-brasileiros-a-europa/" target="_blank" rel="noopener"> NeoFeed</a>, Ana Luiza Trajano, que é diretora do Instituto Brasil a Gosto, contou que a seleção dos itens foi criteriosa. Além da qualidade, foram levados em conta aspectos relacionados à capacidade de produção com consciência ambiental, valorização da agricultura familiar com foco nas mulheres, comércio justo e questões legais, como o registro de importação e a baixa perecibilidade.</p>
<blockquote><p>“Se fosse um projeto só comercial seria mais fácil. Mas queremos colocar o Brasil no mercado de luxo na França fazendo um trabalho coerente, com propósito socioambiental e realmente engajado com a sustentabilidade”, disse a chef ao NeoFedd.</p></blockquote>
<p>O objetivo inicial do Madame Brésil é atender a demanda de clientes e chefs das cidades de Paris, Lyon, Bordeaux e Marselha, mas já há planos para levar a oferta para Portugal, Bélgica e Alemanha, assim como ampliar o portfólio com outros 60 ingredientes.</p>
<p>A estratégia de divulgação conta com ações junto a outros chefs de cozinha, empórios e a plataforma de e-commerce, onde se destaca um trabalho de tradução cultural empreendido pela própria chef que criou receitas mais acessíveis ao público estrangeiro, como o smoothie de açaí e o falafel de feijão manteiguinha.</p>
<blockquote><p>“Não quero colocar o Brasil como produto exótico, restrito a mercadinhos ou à comunidade brasileira. Minha missão é posicionar a culinária brasileira no patamar de valorização e tratamento que ela merece. Que ela fosse a referência após a francesa”, frisa Ana Luiza.</p></blockquote>
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		<title>200 anos de Independência: Arquitetura e chiado de paraense são heranças portuguesas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/cultura/200-anos-de-independencia-arquitetura-e-chiado-de-paraense-sao-herancas-portuguesas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Aug 2022 16:57:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[200 anos]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
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		<category><![CDATA[chiado]]></category>
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		<category><![CDATA[Independência do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[largo]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[portugueses]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/largo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Ivana Guimarães O Pará Terra Boa continua neste sábado, 27/08, a série de conteúdos sobre as heranças portuguesas deixadas por aqui, em comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil. E para falar dessas influências arquitetônicas e culturais, conversamos com o historiador e secretário de cultura de Belém, Michel Pinho.  Heranças arquitetônicas e linguísticas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/largo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Ivana Guimarães</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>Pará Terra Boa</strong> continua neste sábado, 27/08, a série de conteúdos sobre as heranças portuguesas deixadas por aqui, em comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil. E para falar dessas influências arquitetônicas e culturais, conversamos com o historiador e secretário de cultura de Belém, Michel Pinho. </span></p>
<h3><strong>Heranças arquitetônicas e linguísticas</strong></h3>
<p>A chegada da Corte Portuguesa ao País ainda pode ser sentida ao andar pelas ruas de cidades como Belém, observando casarões, fortes, igrejas e monumentos.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Os largos do século 18 são todos portugueses. Largo das Mercês, do Carmo, da Sé e de Sant&#8217;Ana. Nós também temos um casario na cidade velha, uma construção do início até o final do século 19 com azulejos, essas são todas referências importantes”, lembra Michel. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A língua é uma das principais heranças, e o chiado de diversos paraenses não nega a influência lusitana. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Nós falamos tu vais, tu vens, tu fazes, né? Nosso chiado tem uma relação direta com essa sociedade portuguesa que se assentou aqui há 400 anos”, reflete.</span></p></blockquote>
<h3><b>Relações de conflito</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, é importante ressaltar que esse assentamento português em terras brasileiras não era um diálogo pacífico. Tratou-se de uma relação de disputa que se instaurou na sociedade até chegar em conflitos como a Cabanagem, no século 19. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O historiador explica que um desses choques, que existiu de forma muito forte entre a sociedade portuguesa e as sociedades originárias do Pará, foi na culinária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do lado português, o apreço era pela farinha de trigo. Do lado dos povos indígenas, quem reinava, e reina até hoje, é a farinha de mandioca, tão essencial hoje na dieta do paraense.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles trouxeram bebidas alcoólicas, como o vinho, muito comum a eles por causa das videiras, enquanto aqui se tinha o aluá, bebida dos povos originários consumida até hoje.</span></p>
<h3><b>Menos grandes figuras</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ramo da historiografia entende que há um progresso constante da humanidade, que nunca regrediria, tendendo a ser mantido sempre em evolução. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa linha, Michel defende uma narrativa brasileira focada menos em grandes figuras e mais nos processos.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Hoje, a gente está preocupado com outros aspectos da história, com atividades econômicas importantes, como as drogas do sertão, comercializadas em grande parte por portugueses que levaram para fora daqui esses produtos como cacau, pele de peixe e peixe salgado”, diz.</span></p></blockquote>
<h3><b>Reflexos comerciais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre uma das heranças encontradas no comércio nacional, o professor finaliza: </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Quando a família real veio para cá, Dom Pedro II abriu os portos de navegação para a Amazônia. Então, a grande economia da borracha no final dos séculos 19 só foi possível por essa autorização para que esse comércio pudesse entrar nos rios e chegar até o interior do Acre e do Amazonas, como temos até hoje”.</span></p></blockquote>
<p><em>Fonte: Da redação, História do Mundo e Arquivo Nacional</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p class="p1"><a href="https://www.paraterraboa.com/cultura/200-anos-de-independencia-para-e-portugal-tem-23-cidades-com-mesmo-nome/" target="_blank" rel="noopener"><b>200 anos de Independência: Pará e Portugal têm 23 cidades com mesmo nome</b></a></p>
<p class="p1"><a href="https://www.paraterraboa.com/cultura/documentario-de-paraense-mostra-cidades-irmas-do-para-e-portugal/" target="_blank" rel="noopener"><b>Documentário de paraense mostra cidades-irmãs do Pará e Portugal</b></a></p>
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		<title>Com comida indígena em alta, mucura é destaque do cardápio paraense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Nov 2021 17:43:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Abaetetuba]]></category>
		<category><![CDATA[culinária]]></category>
		<category><![CDATA[gambá]]></category>
		<category><![CDATA[mucura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/mucura-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nos últimos meses, percebemos maior difusão de casas de comida indígena em função da maior exposição de várias etnias em eventos recentes de porte internacional, como o Fórum Mundial de Bioeconomia e a Conferência do Clima da ONU. Também circulou pelo país uma reportagem que a CNN Brasil fez sobre o restaurante Biatüwi, de Manaus, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/mucura-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="ebd-block " data-type="text">Nos últimos meses, percebemos maior difusão de casas de comida indígena em função da maior exposição de várias etnias em eventos recentes de porte internacional, como o Fórum Mundial de Bioeconomia e a Conferência do Clima da ONU. Também circulou pelo país uma <a href="https://viagemegastronomia.cnnbrasil.com.br/gastronomia/conheca-o-biatuwi-o-primeiro-restaurante-de-comida-indigena-do-pais/" target="_blank" rel="noopener">reportagem</a> que a CNN Brasil fez sobre o restaurante Biatüwi, de Manaus, gerido por indígenas.</div>
<div class="ebd-block " data-type="text">A curiosidade de quem não é do Norte só tende a aumentar com tanta vitrine da culinária amazônida pelo mundo afora. Quem sabe não é hora de popularizar também o nosso delicioso mucura?</div>
<div class="ebd-block " data-type="text">
<p>Isso porque, na Amazônia, animais exóticos fazem parte do cardápio dos povos indígenas e comunidades tradicionais como heranças culturais. Aqui no Pará, por exemplo, em uma comunidade ribeirinha localizada no município de Abaetetuba, o consumo da carne de <a title="" href="https://portalamazonia.com/amazonia-az/letra-m/mucura" target="_blank" rel="noopener"><strong>mucura</strong></a> é algo comum, nos lembrou o &#8220;Portal Amazônia&#8221; na quarta-feira, 24/11.</p>
<p><a title="" href="https://portalamazonia.com/amazonia/conheca-a-mucura-animal-importante-na-manutencao-da-biodiversidade-e-controle-de-pragas" target="_blank" rel="noopener">A mucura, também conhecida em parte do país como gambá,</a> é lembrada pelo líquido mal cheiroso produzido por suas glândulas axilares usado como arma de defesa. Se alimenta de roedores, aves de pequeno porte, rãs, lagartos, insetos e frutos. Em diversas comunidades amazônicas, a caça deste animal é feita para fins de alimentação e uso medicinal.</p>
<p>Além do uso na culinária, a mucura tem papel de controle de pragas e manutenção da biodiversidade.</p>
<blockquote><p>&#8220;Um dos papéis deles é contribuir com o equilíbrio ecológico, pois eles são controladores de animais considerados pragas para a população humana, como escorpiões, insetos e alguns tipos de serpentes. Por isso, é fundamental preservar os gambás e o seu papel na biodiversidade&#8221;, diz a professora Ana Silvia Ribeiro, médica veterinária coordenadora do Ambulatório de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).</p></blockquote>
<p>De acordo com o professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Flávio Bezerra Barros, a mucura é um alimento apreciado em diversas localidades e, apesar do aspecto &#8220;feio&#8221; do animal, &#8220;possui um sabor delicioso, parecido com o de uma galinha&#8221;. Normalmente, a carne é guisada com bastante tempero e molho.</p>
<h3>Preparo delicado</h3>
<p>Nos últimos anos, Flávio apresentou dois artigos sobre a utilização da mucura como alimento nas comunidades do Pará. Durante as entrevistas, ele descobriu a maneira que os ribeirinhos preparam o animal: o primeiro passo, após o abate, é ferver o animal em água quente para limpar os pelos.</p>
<p>Em seguida, é realizada a remoção das vísceras do animal. O momento de cuidado fica para a retirada das glândulas que produzem a &#8220;catinga&#8221;, encontradas nas axilas da mucura. Ao Portal Amazônia, o pesquisador afirmou que não é qualquer pessoa que consegue &#8220;tratar&#8221; uma mucura.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ela possui uma glândula que é responsável pelo seu odor característico, por esse motivo, não é fácil preparar a carne da mucura para o consumo. Quem trata a carne deve conhecer todas as técnicas para retirar o pitiú&#8221;, explicou.</p></blockquote>
<p>O limão é usado para retirar o &#8216;pitiú&#8217; do sangue e a carne pode ser temperada a gosto. Até mesmo a gordura da mucura é utilizada para a produção de medicamentos.</p>
<p>Por se tratar de uma carne de caça, a mucura não pode ser comercializada em feiras, sendo usada apenas para o consumo próprio. Porém, é comum encontrar nos comércios das pequenas cidades, como destaca o professor:</p>
<p>&#8220;Uma vez eu encontrei uma mucura grande que custava R$ 40. Geralmente os ribeirinhos chegam das comunidades rurais para comercializar o animal, alguns, inclusive, chegam a criá-los em cativeiro para engordá-los&#8221;, processo conhecido como ceva.</p>
<p>Enquanto para alguns o consumo da carne de mucura pareça repulsivo, para outras pessoas significa a sobrevivência.</p>
<blockquote><p>&#8220;Na China, eles consomem bichos inimagináveis pra gente, o que pode chocar muitas pessoas, entretanto, é algo cultural. Na Amazônia é a mesma coisa, as pessoas não consomem apenas a mucura, mas comem também cobra, jabuti, macaco, formiga e outros animais. São heranças culturais&#8221;, reforça o pesquisador.</p></blockquote>
</div>
<div class="ebd-block " data-type="image">
<div class="eb-image style-clear"><em>Fonte: Diego Oliveira, do Portal da Amazônia</em></div>
</div>
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