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	<title>COP15 &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>COP15 &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Brasil é um dos líderes em alta de toxicidade por agrotóxicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 16:21:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agrotóxico]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/agrotoxicos-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O grau de toxicidade dos pesticidas aumentou em todo o mundo de 2013 e 2019, com o Brasil entre os países líderes. A conclusão está em um estudo publicado este mês na revista Science e contraria a meta de redução de riscos dos pesticidas até 2030, estabelecida na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/agrotoxicos-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O grau de toxicidade dos pesticidas aumentou em todo o mundo de 2013 e 2019, com o Brasil entre os países líderes. A conclusão está em um estudo publicado este mês na revista Science e contraria a meta de redução de riscos dos pesticidas até 2030, estabelecida na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP15).</p>
<p>Pesquisadores alemães da universidade de Kaiserslautern-Landau avaliaram 625 pesticidas em 201 países. Eles utilizaram o indicador de Toxicidade Total Aplicada (TAT), que considera o volume usado e o grau de toxicidade de cada substância.</p>
<p>Seis de oito grupos de espécies estão mais vulneráveis aos níveis crescentes de toxicidade. São eles: artrópodes terrestres (como insetos, aracnídeos e lacraias), cuja toxicidade aumentou 6,4% ao ano; organismos do solo (4,6%), peixes (4,4%); invertebrados aquáticos (2,9%), polinizadores (2,3%) e plantas terrestres (1,9%).</p>
<p>O TAT global diminuiu apenas para plantas aquáticas (−1,7%) e vertebrados terrestres (−0,5% ao ano). Humanos fazem parte desse último grupo.</p>
<p>“O aumento das tendências globais de TAT representa um desafio para o alcance da meta de redução de risco de pesticidas da ONU e demonstra a presença de ameaças à biodiversidade em nível global”, diz um dos trechos do estudo.</p>
<h3>Brasil em destaque</h3>
<p>O Brasil aparece como um dos principais protagonistas desse cenário. O estudo identifica o país como detentor de uma das maiores intensidades de toxicidade por área agrícola em todo o planeta, ao lado de China, Argentina, Estados Unidos e Ucrânia.</p>
<p>Além disso, Brasil, China, Estados Unidos e Índia respondem juntos por 53% a 68% da toxicidade total aplicada no mundo.</p>
<p>A relevância brasileira está diretamente ligada ao peso do agronegócio, especialmente de culturas extensivas. Embora cereais tradicionais e frutas ocupem grandes áreas, a toxicidade associada a culturas como soja, algodão e milho exerce impacto significativamente maior em relação à extensão cultivada.</p>
<h3>Tipos de pesticidas</h3>
<p>Um dos achados mais relevantes do estudo indica que o problema é altamente concentrado: em média, apenas 20 pesticidas por país respondem por mais de 90% da toxicidade total aplicada.</p>
<p>O levantamento aponta que diferentes classes químicas dominam os impactos. Classes de inseticidas, como piretroides e organofosforados, contribuíram com mais de 80% do TAT de invertebrados aquáticos, peixes e artrópodes terrestres. Neonicotinoides, organofosforados e lactonas representaram mais de 80% do TAT de polinizadores.</p>
<p>Organofosforados, juntamente com outras classes de inseticidas, foram os que mais contribuíram para os TATs de vertebrados terrestres. Herbicidas acetamida e bipiridil contribuíram com mais de 80% para o TAT das plantas aquáticas, enquanto uma mistura mais ampla de herbicidas (incluindo acetamida, sulfonilureia e outros) definiu o TAT das plantas terrestres. Herbicidas de alto volume, como acetoclor, paraquat e glifosato, pertencem a essas classes e têm sido associados a riscos ambientais e à saúde humana.</p>
<p>Fungicidas conazol e benzimidazol, juntamente com os inseticidas neonicotinoides, ​​aplicados no revestimento de sementes, contribuíram principalmente para o TAT dos organismos do solo.</p>
<h3>Meta global distante</h3>
<p>O estudo também avaliou a trajetória de 65 países. O diagnóstico é de que, sem mudanças estruturais, apenas um país (Chile) atingirá a meta da ONU de redução de 50% da toxicidade dos pesticidas até 2030.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, China, Japão e Venezuela estão no caminho para atingir a meta e apresentam tendências de queda em todos os indicadores. Mas precisam de uma aceleração nas mudanças de uso de agrotóxicos.</p>
<p>Tailândia, Dinamarca, Equador e Guatemala estão se afastando da meta, com pelo menos um indicador dobrando nos últimos 15 anos. Eles precisam reverter as tendências de rápido aumento para voltar a trajetória anterior.</p>
<p>Todos os outros países do estudo, o que inclui o Brasil, precisam retornar os riscos de pesticidas aos níveis de mais de 15 anos atrás. O que significa reverter padrões de uso das substâncias consolidadas há décadas, em termos de volume e toxicidade das misturas.</p>
<p>Os pesquisadores indicam três frentes principais para conter a escalada dos riscos: substituição de pesticidas altamente tóxicos, expansão da agricultura orgânica e adoção de alternativas não químicas. Tecnologias de controle biológico, diversificação agrícola e manejo mais preciso são apontadas como estratégias capazes de reduzir impactos sem comprometer produtividade.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>COP15: Representantes indígenas reforçam denúncias contra Belo Sun, no Canadá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2022 14:58:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Sun]]></category>
		<category><![CDATA[Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[COP15]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[mineração]]></category>
		<category><![CDATA[Volta Grande do Xingu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/belo-sun-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A mineradora canadense Belo Sun volta a ser alvo de denúncias, mas desta vez é no Canadá, durante a COP da Biodiversidade da ONU, que ocorre até o dia 19 de dezembro, na cidade canadense de Montreal. O paraense sabe que a empresa tenta abrir a maior mina de ouro a céu aberto na Volta [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/belo-sun-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A mineradora canadense Belo Sun volta a ser alvo de denúncias, mas desta vez é no Canadá, durante a COP da Biodiversidade da ONU, que ocorre até o dia 19 de dezembro, na cidade canadense de Montreal. O paraense sabe que a empresa tenta abrir a maior mina de ouro a céu aberto na Volta Grande do Xingu (PA).</p>
<p>&#8220;Empresas que destroem a Amazônia encontram abrigo e apoio político aqui no Canadá&#8221;, afirmou o líder indígena Dinamam Tuxá, representante da Apib, na sexta-feira, 9/12, em um evento paralelo à COP15, promovido pela Amazon Watch, segundo reporta o jornal <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2022/12/indigenas-denunciam-em-montreal-impacto-da-mineracao-canadense-na-amazonia.shtml" target="_blank" rel="noopener"><em>Folha de S.Paulo</em></a>.</p>
<p>Como temos falado aqui no <strong>Pará Terra Boa</strong>, os principais impactos do empreendimento são a emissão de carbono ligada ao desmatamento e a contaminação causada por rejeitos tóxicos da mineração de ouro.</p>
<div>
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<div class="c-image-aspect-ratio c-image-aspect-ratio--3x2">
<blockquote><p>&#8220;Como o modelo da Belo Sun é de cava aberta e prevê, em 18 anos, explorar 205 mil onças de ouro [cerca de 5.800 kg], isso deve emitir cerca de 3 milhões de toneladas de carbono. É um retrocesso para a conservação da biodiversidade, para o clima, os direitos humanos e a autonomia dos povos indígenas&#8221;, afirma Gabriela Sarmet, assessora de campanhas da Amazon Watch para o Brasil, ao jornal.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Amazon Watch trouxe a Montreal um relatório sobre os impactos do projeto de mineração da Belo Sun, com a intenção de convencer investidores a não financiar o projeto Volta Grande —cuja licença prévia do licenciamento ambiental foi suspensa pela Justiça em maio por falta de consulta a comunidades impactadas pela obra, informa o jornal.</p>
<blockquote><p>&#8220;Pelo menos 1.700 km<sup>2</sup> de floresta amazônica ficam ameaçadas pelo projeto. O desmate pode ser até 12 vezes maior do que a área de exploração mineral&#8221;, completa Sarmet, destacando que os rejeitos tóxicos devem contaminar pelo menos 41 km do rio Xingu e, nos cenários mais drásticos, chegar ao rio Amazonas e ao oceano Atlântico.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>O projeto deve ser instalado a menos de 50 km da barragem principal da usina hidrelétrica de Belo Monte, cujo desvio do rio Xingu afetou as comunidades indígenas da região.</p>
<h3>Pressão</h3>
<p>A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) participa do evento para pautar a demarcação das Terras Indígenas (TIs) como prioridade na meta de conservar – pelo menos – 30% dos ecossistemas e recuperar terras degradadas no mundo até 2030.</p>
<p>A delegação, que conta com cinco lideranças, reforça que a meta da Conferência precisa ser mais ambiciosa na quantidade de áreas protegidas, sobretudo neste momento que o Parlamento Europeu apresentou texto da lei antidesmatamento que desconsidera a proteção dos direitos internacionais dos povos indígenas e de todos os biomas que não sejam florestas.</p>
<p>Um cruzamento de dados realizado pela APIB, em parceria com IPAM, utilizando a localização das Terras Indígenas no Brasil junto com os dados sobre mudanças de uso do solo, 29% do território ao redor das TIs está desmatado, enquanto dentro das mesmas só tem 2% de desmatamento.</p>
<p>O mapeamento mostra que a maior parte das áreas desmatadas está destinada a pastagens para criação de gado (para exportação de carne e de couro) e a produção de soja, mas também destacam plantações de cana, arroz ou algodão, entre outras <em>commodities</em>.</p>
<blockquote><p>“Muitas mineradoras internacionais e financiadas por bancos internacionais, incluindo as canadenses, estão causando muita destruição e gerando conflitos graves nos nossos territórios. Reconhecer e proteger nossos direitos às nossas Terras Indígenas é a maneira mais eficaz de garantir que nossa preciosa biodiversidade permaneça de pé.”, afirma Puyr Tembé, coordenadora da Federação dos Povos Indígenas do Estado do Pará (Fepipa) e da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga).</p></blockquote>
<p><em style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);"><br />
Fonte: Folha de S.Paulo e Apib</em></p>
</div>
</figure>
</div>
</div>
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		<title>COP15: reunião da conferência de biodiversidade começa com impasses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2022 12:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Cop da Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[COP15]]></category>
		<category><![CDATA[Montreal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/Variable-sunbird-Kenya-credit-Stephanie-Foote-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A 15ª conferência da Convenção de Biodiversidade das Nações Unidas começou na quarta-feira, 7/12, no Canadá, com o já tradicional discurso dramático do secretário-geral da ONU, a igualmente tradicional abundância de impasses e o recorrente receio de fracasso das negociações. Como lembrou ((o)) eco, estas negociações têm importância central para países de megadiversidade biológica como o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/Variable-sunbird-Kenya-credit-Stephanie-Foote-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A 15ª conferência da Convenção de Biodiversidade das Nações Unidas começou na quarta-feira, 7/12, no Canadá, com o já tradicional discurso dramático do secretário-geral da ONU, a igualmente tradicional abundância de impasses e o recorrente receio de fracasso das negociações.</p>
<p>Como lembrou <a href="https://oeco.org.br/reportagens/acordo-decisivo-para-salvar-a-biodiversidade-comeca-a-ser-negociado-hoje/" target="_blank" rel="noopener">((o)) eco</a>, estas negociações têm importância central para países de megadiversidade biológica como o Brasil – ainda mais por coincidir com a transição política nas esferas federal e estadual e a perspectiva de reconstrução de políticas públicas socioambientais afetadas por um processo de desmonte nos últimos anos.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.wwf.org.br/?84262/Novo-acordo-sobre-Marco-Global-da-Biodiversidade-e-objetivo-da-COP15" target="_blank" rel="noopener">WWF-Brasil</a>, mais da metade do PIB global depende da natureza, sendo que esta presta serviços ecossistêmicos à economia global da ordem de US$ 125 trilhões, por meio da entrega de água potável, água para processos industriais, alimentos, ar fresco, absorção de calor, solo produtivo e absorção de carbono por florestas e oceanos.</p>
<p>Por falar em carbono, a crise climática e de biodiversidade são irmãs não só no nascimento, ocorrido na Rio-92, mas também nos efeitos: como explica matéria da <a href="https://www.rfi.fr/pt/programas/convidado/20221207-cop15-estamos-a-dar-prioridade-ao-desenvolvimento-em-detrimento-da-biodiversidade" target="_blank" rel="noopener">RFi</a>, quanto mais altas as temperaturas, mais espécies de plantas e animais ficam desprotegidas. As mudanças na biodiversidade afetam também os ciclos do carbono e da água e, portanto, aceleram as mudanças climáticas.</p>
<p>A COP15 da Conferência de Biodiversidade visa criar um roteiro para a recuperação da natureza até 2030 e, dentro de uma visão de prazo mais alongado, até 2050, abordando 22 fatores, incluindo a exploração excessiva de recursos naturais, a poluição, a dispersão de espécies exóticas invasoras e as mudanças climáticas. Mas como o <a href="https://umsoplaneta.globo.com/biodiversidade/noticia/2022/12/07/cop15-o-que-esta-em-jogo-na-reuniao-mais-importante-da-decada-para-a-biodiversidade-e-a-nossa-vida-na-terra.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Um Só Planeta</a> explicou, o diabo está nos colchetes. Embora a COP15 tenha sido postergada devido à pandemia de COVID-19, o período alargado de negociações intermediárias não se converteu em avanços.</p>
<p>Daniela Chiaretti, do <a href="https://valor.globo.com/mundo/noticia/2022/12/06/conferncia-de-biodiversidade-cop-15-comea-com-impasses-e-risco-de-naufragar.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Valor</a>, reportando a partir de Montreal, no Canadá, onde a COP15 está sendo realizada, destacou os principais nós: financiamento, sequenciamento genético e a meta de preservar 30% dos ecossistemas terrestres, marinhos e de água doce. Esta foi concebida como uma meta global, mas o Brasil é um dos que defende que as metas sejam definidas nacionalmente.</p>
<p>Diego Casaes, diretor de campanhas da Avaaz, alertou: “Conservar apenas 30% do território brasileiro, por exemplo, seria terrível para a Amazônia e para o mundo, e um retrocesso sem tamanho”. No caso do financiamento, esta COP reacende o velho debate sobre a transferência de recursos dos países ricos para as nações em desenvolvimento, como bem lembrou a RFi em matéria replicada pelo <a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2022/12/07/cop-da-biodiversidade-reacende-debate-sobre-finaciamento-de-paises-ricos-aos-em-desenvolvimento.htm" target="_blank" rel="noopener">UOL</a>.</p>
<p>A abertura da conferência foi noticiada por <a href="https://www.dw.com/pt-br/confer%C3%AAncia-da-onu-busca-conter-perda-de-biodiversidade/a-64007157" target="_blank" rel="noopener">Deutsche Welle</a>, <a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2022/12/06/Qual-a-import%C3%A2ncia-da-COP-da-biodiversidade-da-ONU" target="_blank" rel="noopener">Nexo Jornal</a>, <a href="https://umsoplaneta.globo.com/biodiversidade/noticia/2022/12/07/cop15-o-que-esta-em-jogo-na-reuniao-mais-importante-da-decada-para-a-biodiversidade-e-a-nossa-vida-na-terra.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Um Só Planeta</a>, além de ser destacada pelas <a href="https://apnews.com/article/africa-canada-united-nations-montreal-kenya-1c93e76216451683e2407052aaef8c40" target="_blank" rel="noopener">Associated Press</a>, <a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2022-12-06/cop15-un-biodiversity-summit-starts-with-gridlock-over-details" target="_blank" rel="noopener">Bloomberg</a> e <a href="https://www.forbes.com/sites/jamiehailstone/2022/12/07/biodiversity-takes-centre-stage-as-cop15-begins-in-canada/" target="_blank" rel="noopener">Forbes</a> no exterior.</p>
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		<title>90% do desmatamento mundial é impulsionado pela agropecuária, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Sep 2022 18:01:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[COP15]]></category>
		<category><![CDATA[COP26]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/boi-pasto-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um estudo publicado pela revista &#8220;Science&#8221; nesta quinta, 08/09, mostra que entre 90% e 99% de todo o desmatamento nos trópicos é causado direta ou indiretamente pela agropecuária. Porém, apenas algo entre metade e dois terços desse total de fato resulta em expansão da produção agrícola nas terras desmatadas.  Os resultados da pesquisa acontecem em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/boi-pasto-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><span style="font-weight: 400;">Um estudo publicado pela revista &#8220;Science&#8221; nesta quinta, 08/09, mostra que entre 90% e 99% de todo o desmatamento nos trópicos é causado direta ou indiretamente pela agropecuária. Porém, apenas algo entre metade e dois terços desse total de fato resulta em expansão da produção agrícola nas terras desmatadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados da pesquisa acontecem em um momento importante após a Declaração de Glasgow sobre Florestas na COP26 e antes da Conferência de Biodiversidade da ONU (COP15) no final deste ano. Eles podem ajudar a guiar de uma forma mais adequada os esforços urgentes que estão sendo colocados em prática para combater o desmatamento.</span></p>
<h3><b>Novas descobertas para medidas mais eficazes</b></h3>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Nossa análise deixa claro que entre 90 e 99% de todo o desmatamento nos trópicos é causado direta ou indiretamente pela agropecuária, mas o que nos surpreendeu foi que uma parcela comparativamente menor do desmatamento – entre 45 e 65% – resulta na expansão da produção agrícola real nas terras desmatadas. Essa descoberta é de profunda importância para criar medidas eficazes para reduzir o desmatamento e promover o desenvolvimento rural sustentável”, relata Florence Pendrill, principal autora do estudo na Chalmers University of Technology, na Suécia.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é novidade que a agropecuária seja o principal motor de desmatamento tropical. Porém, as estimativas anteriores de quanta floresta foi convertida em terras agrícolas nos trópicos variavam muito – de 4,3 a 9,6 milhões de hectares por ano entre 2011 e 2015. Esse intervalo foi reduzido para 6,4 a 8,8 milhões de hectares por ano.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Embora a agropecuária seja o motor final, as florestas e outros ecossistemas são frequentemente desmatados para especulação de terras que vieram a ser usadas, projetos que foram abandonados ou mal concebidos, terras que se mostraram impróprias para o cultivo, bem como devido a incêndios que se espalharam para florestas vizinhas a áreas desmatadas”, apontou o professor Patrick Meyfroidt da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A análise deixa claro que um punhado de <em>commodities</em> é responsável pela maior parte do desmatamento ligado à produção em terras agrícolas. Mais da metade está ligada apenas a pastagens, soja e óleo de palma (dendê). Dessa forma, o estudo também chama a atenção para as falhas de iniciativas setoriais específicas, geralmente limitadas para lidar com os impactos indiretos. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Fortalecer a governança florestal e do uso da terra nos países produtores deve ser o objetivo final de qualquer resposta política. As cadeias de fornecimento e as medidas de sustentabilidade tomadas pelos consumidores precisam ser concebidas de maneira que também lidem com as formas indiretas através das quais a agropecuária está ligada ao desmatamento. Eles precisam levar a melhorias no desenvolvimento rural sustentável, caso contrário as taxas de desmatamento permanecerão teimosamente altas em muitos lugares”,  disse o Dr. Toby Gardner do Instituto do Meio Ambiente de Estocolmo e Diretor da iniciativa Trase, de transparência para cadeia de fornecimento. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados da pesquisa revelam que as intervenções nas cadeias de fornecimento precisam ajudar a impulsionar parcerias entre produtores, mercados consumidores e governos. </span><span style="font-weight: 400;">Os autores dizem que isso deve incluir um foco mais forte nos mercados domésticos, como o caso da carne bovina no Brasil.</span></p>
<h3><b>Três lacunas que precisam de mais evidências </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o documento destaca três lacunas importantes onde mais evidências são necessárias para orientar os esforços de redução do desmatamento; </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A primeira é que, sem uma base de dados global e temporalmente consistente sobre desmatamento, não podemos ter certeza sobre as tendências gerais de conversão. A segunda é que, com exceção do dendê e da soja, carecemos de dados sobre a cobertura e expansão de commodities específicas para saber quais são mais importantes. E a terceira é que sabemos comparativamente muito pouco sobre florestas tropicais secas e sobre as florestas na África”, apontou o professor Martin Persson, da Chalmers University of Technology. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo enfatiza que uma mudança radical nos esforços é urgentemente necessária para conter efetivamente o desmatamento, evitar a conversão de outros ecossistemas e promover o desenvolvimento rural sustentável. </span></p>
<p><em>FONTE: REVISTA SCIENCE</em></p>
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