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	<title>Conservação Internacional &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Conservação Internacional &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Amazônia registra salto de 173% em áreas de restauração nos últimos quatro anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 14:09:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/restauracao_florestal8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia apresentou um avanço considerável no reporte de áreas em processo de restauração desde 2021, ano em que o Observatório da Restauração (OR) foi lançado. Em apenas quatro anos, o bioma passou de 14,5 mil para quase 40 mil hectares restaurados, o que representa um aumento de 173%. Esse crescimento reflete o cenário nacional, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/restauracao_florestal8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia apresentou um avanço considerável no reporte de áreas em processo de restauração desde 2021, ano em que o Observatório da Restauração (OR) foi lançado. Em apenas quatro anos, o bioma passou de 14,5 mil para quase 40 mil hectares restaurados, o que representa um aumento de 173%.</p>
<p>Esse crescimento reflete o cenário nacional, onde o conjunto dos seis biomas registra 204,2 mil hectares em recuperação, uma alta de 158% em relação ao início do monitoramento. A nova edição da plataforma, mantida pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, foi lançada em dezembro para oferecer dados transparentes sobre essa atividade essencial.</p>
<p>Tainah Godoy, secretária-executiva do OR, atribui esse aumento a diversos fatores, destacando o papel de políticas públicas e iniciativas privadas.</p>
<blockquote><p>“Vemos, nos últimos anos, o aumento da oferta por editais voltados à restauração de ecossistemas, além de ações envolvendo organizações da sociedade civil e empresas. Houve ainda, no ano passado, o lançamento pelo governo federal da iniciativa Arco pela Restauração, que visa recuperar a região do Arco do Desmatamento, onde ocorrem 75% da devastação da floresta”, disse.</p></blockquote>
<p>A restauração da vegetação nativa é fundamental para a manutenção do fornecimento de sistemas ecossistêmicos essenciais para a saúde, a produção agrícola, a segurança hídrica, a igualdade social e o desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Esse esforço é ainda fundamental para que o País cumpra sua meta no Acordo de Paris de restaurar 12 milhões de hectares até 2030, objetivo reforçado em 2024 pelo Planaveg (Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa), que pode gerar mais de 2,5 milhões de empregos diretos.</p>
<h3>Monitoramento pioneiro</h3>
<p>O monitoramento realizado pelo OR tornou-se pioneiro ao articular coletivos nos seis biomas sob uma metodologia única, servindo como ferramenta essencial não apenas pela contagem de hectares, mas pela visibilidade dada aos atores que fazem a restauração acontecer.</p>
<p>Essa base de dados traz a realidade do campo para tomadores de decisão e investidores, diferenciando-se de levantamentos como o do MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima). Enquanto o governo anunciou na COP30 que o país possui 3,4 milhões de hectares em restauração considerando a regeneração natural espontânea, o OR foca em recortes específicos de intervenção planejada e manejo.</p>
<h3>Restauração</h3>
<p>Refletindo o amadurecimento técnico da agenda, a nova versão do Observatório retirou o termo “Reflorestamento” de seu nome para focar exclusivamente na restauração da biodiversidade nativa, diferenciando-a de plantios comerciais.</p>
<p>O comitê gestor, formado por organizações como Coalizão Brasil, WWF, WRI BRASIL, Imazon, Conservação Internacional e TNC, trabalhou intensamente na qualificação desses dados nos últimos anos.</p>
<p>Todo esse movimento é impulsionado pela Coalizão Brasil, que une mais de 400 organizações para conciliar a conservação ambiental com o desenvolvimento socioeconômico, fortalecendo a segurança hídrica e a produção paraense e nacional.</p>
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		<title>COP30 debate papel vital dos quilombolas na preservação da florestas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 15:33:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[presebração]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/quilombo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um novo estudo científico publicado na revista Communications Earth &#38; Environment, do grupo Nature Portfolio, forneceu um argumento fundamental para a defesa de territórios quilombolas: a preservação ambiental. A pesquisa, que analisou terras quilombolas no Brasil, Colômbia, Equador e Suriname, provou que as áreas geridas por esses povos coincidem com locais de alta biodiversidade e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/quilombo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="1">Um novo estudo científico publicado na revista <i>Communications Earth &amp; Environment, do </i>grupo Nature Portfolio, forneceu um argumento fundamental para a defesa de territórios quilombolas: a preservação ambiental.</p>
<p data-path-to-node="2">A pesquisa, que analisou terras quilombolas no Brasil, Colômbia, Equador e Suriname, provou que as áreas geridas por esses povos coincidem com locais de alta biodiversidade e grande estoque de carbono irrecuperável — aquele que, se perdido, leva mais de 30 anos para ser recuperado.</p>
<p data-path-to-node="2">Este tema será o foco do evento “Raízes Resistentes: mulheres afrodescendentes pela justiça climática e biodiversidade”, que acontece neste sábado (15), durante a COP30, no Museu Goeldi, a partir das 10h.</p>
<p data-path-to-node="7">O artigo, o primeiro a combinar dados estatísticos, espaciais e históricos para quantificar este papel, enfatiza que, apesar das contribuições concretas, as vozes e experiências dos povos afrodescendentes são frequentemente negligenciadas em fóruns globais de clima e biodiversidade.</p>
<p data-path-to-node="7">A gestão histórica desses povos gerou resultados ambientais concretos, como a redução na perda florestal entre 29% e 55%, em comparação com outras áreas. Embora ocupem menos de 1% do território total dos quatro países, essas terras armazenam mais de 486 milhões de toneladas de carbono irrecuperável, superando a média nacional combinada, e se sobrepõem a 46% das espécies de vertebrados ameaçadas nos países estudados.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“As comunidades quilombolas, no Brasil, e outros povos afrodescendentes nos países vizinhos, com suas histórias de resistência e sabedoria ancestral sobre a natureza, não apenas conservam as florestas, mas oferecem o caminho para respostas rápidas e eficazes às mudanças climáticas”, ressalta Martha Rosero, da Conservação Internacional e autora do estudo, que estará no debate.</span></p></blockquote>
<p>Para ela, o<span style="font-weight: 400;"> reconhecimento formal de terras, como os territórios quilombolas titulados, é, portanto, um mecanismo eficaz para garantir não apenas a justiça social, mas também a integridade dos biomas e o cumprimento de metas globais de conservação e clima.</span></p>
<p data-path-to-node="2">O debate contará ainda com a participação de Fran Paula (Conaq), Valéria Carneiro (Fundo Quilombola Mizizi Dudu), Vanuza Cardoso (Quilombo Abacatal), Margaret Rugadya (Tenure Facility) e a autora do estudo, Martha Rosero (Conservação Internacional).</p>
<h3 data-path-to-node="2">Pesquisa mostra vulnerabilidade dos quilombolas</h3>
<p data-path-to-node="2">Um estudo inédito lançado pelo Instituto Sumaúma nesta quinta-feira (13), na COP30, revela o quanto estes territórios tão importantes para a conservação da floresta são vulneráveis.</p>
<p data-path-to-node="2">Entre a crise climática e a violação de direitos humanos nos territórios quilombolas brasileiros, a pesquisa, intitulada <i>Corpos-territórios quilombolas e o fio conectado da ancestralidade</i>, aponta que invasões e garimpo ilegal ocorrem em quase 60% das comunidades quilombolas no país.</p>
<p data-path-to-node="2">Os dados demonstram que esses territórios são altamente vulneráveis:</p>
<ul data-path-to-node="3">
<li>
<p data-path-to-node="3,0,0">54,7% dos territórios já reportam secas extremas.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,1,0">43,4% sofrem com a perda de suas plantações.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,1,0">64,2% das lideranças encontram dificuldades para captar recursos devido ao racismo estrutural e à exclusão por parte do ecossistema de filantropia.</p>
</li>
<li>A urgência das comunidades está concentrada em racismo (87%), demanda por políticas públicas (85%) e educação (77,4%).</li>
</ul>
<h3></h3>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Plataforma identifica as melhores áreas para restauração florestal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 13:44:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma nova ferramenta usa a inteligência artificial para identificar áreas prioritárias para restauração de vegetação nativa em todo o País. A plataforma, desenvolvida pela Conservação Internacional (CI). recebeu o nome de Ciera (sigla em inglês para Assistente de Restauração de Ecossistemas da Conservação Internacional) e será disponibilizada de forma gratuita no segundo semestre deste ano. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma nova ferramenta usa a inteligência artificial para identificar áreas prioritárias para restauração de vegetação nativa em todo o País. A plataforma, desenvolvida pela Conservação Internacional (CI). recebeu o nome de Ciera (sigla em inglês para Assistente de Restauração de Ecossistemas da Conservação Internacional) e será disponibilizada de forma gratuita no segundo semestre deste ano.</p>
<p>Segundo a diretora de Restauração de Paisagens e Florestas da CI Brasil, Ludmila Pugliese, a plataforma surge para atender a demanda por uma ferramenta capaz de integrar informações sobre o tema, como custo por bioma, incentivos e exigências legais.</p>
<blockquote><p>“A Ciera tem como objetivo tornar a restauração mais pública, mais compartilhada, para que todo mundo possa se apropriar dessa tomada de decisão do melhor local para restaurar”, diz.</p></blockquote>
<p>A iniciativa é resultado da colaboração internacional entre brasileiros e norte-americanos da CI, em parceria com universidades e empresas de tecnologia. A plataforma inova na interpretação automática de dados e informações disponíveis em múltiplas fontes e formatos.</p>
<p>Durante o desenvolvimento do Ciera, a equipe de cientistas integrou dados geoespaciais e informações contidas em políticas públicas e legislações brasileiras como, por exemplo, o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), lançado em outubro do ano passado, durante a 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas para a Biodiversidade (COP16), em Cali, na Colômbia.</p>
<h3>Restaurar 12 milhões de hectares</h3>
<p>A política reforça o objetivo pactuado pelo Brasil em acordos multilaterais de restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030.</p>
<p>Dados do Observatório da Restauração e Reflorestamento revelam que o Brasil tem atualmente 153,14 mil hectares da cobertura vegetal original recuperada e 8,76 milhões de hectares reflorestados.</p>
<p>Conforme estimativa do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), apenas para cumprir o Código Florestal (Lei 12.651/2012), o Brasil tem um passivo ambiental de 25 milhões de hectares de vegetação nativa que precisa ser recuperada.</p>
<p>De acordo com Ludmila, o Ciera é capaz de buscar entre documentos oficiais e informações qualificadas disponíveis na internet tudo que é necessário para criar uma base de conhecimentos para orientar o usuário, seja um proprietário de área rural ou um gestor público.</p>
<blockquote><p>“Por exemplo, se um governo estadual tem interesse em fazer restauração de áreas onde há maior número de proprietários com déficit de APP [área de preservação permanente], reserva legal e descumprimento do Código Florestal, o Ciera permite que a gente faça essa análise e indique, então, onde estão as bacias ou os territórios mais viáveis para que se tenha o máximo de resultado em restauração”, explica.</p></blockquote>
<p>Além de identificar a área, a ferramenta aponta metodologia, as melhores espécies a serem plantadas, informações sobre custos e ajuda a esclarecer dúvidas que possam surgir ao longo da execução de um projeto.</p>
<blockquote><p>“É aquele processo de machine learning, no qual a máquina vai aprendendo conforme se trazem mais possibilidades, mais informações e modelos que alimentem a ferramenta. Então, a ideia é continuar apoiando esse processo de aprendizado da máquina e que, conforme formos usando nos nossos próprios projetos e outras pessoas acessem, ela vai ficando cada vez mais precisa”, detalha Ludmila.</p></blockquote>
<p>Recentemente, essa etapa de aperfeiçoamento ganhou um reforço após a plataforma ter vencido o desafio global Hack4Good 3.0, anunciado em março, na cidade de Seattle, nos Estados Unidos. O Ciera se destacou entre outras inovações de impacto positivo para o mundo.</p>
<blockquote><p>“Em pelo menos mais de três meses, a gente estará com isso tudo consolidado e disponível para ser aplicado por proprietários de terra ou tomadores de decisão, de uma forma geral”, reforça Ludmila Pugliese.</p></blockquote>
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