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	<title>conflitos no campo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>conflitos no campo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Pará registra 179 conflitos no campo e lidera assassinatos na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 16:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Pastoral da Terra]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/conflitos-agrarios-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará foi um dos territórios mais críticos para as populações rurais em 2025, ao registrar 179 conflitos agrários e liderar o ranking nacional de assassinatos e disputas por água. Segundo o novo relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado em Belém, o estado só fica atrás do Maranhão em volume total de ocorrências, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/conflitos-agrarios-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará foi um dos territórios mais críticos para as populações rurais em 2025, ao registrar 179 conflitos agrários e liderar o ranking nacional de assassinatos e disputas por água. Segundo o novo relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado em Belém, o estado só fica atrás do Maranhão em volume total de ocorrências, expondo um cenário de violência que afetou diretamente mais de 25 mil famílias no último ano.</p>
<p>Esses indicadores revelam que o Pará, ao lado de Rondônia, atingiu o patamar mais letal do País, com sete mortes confirmadas por causas ligadas ao campo. No panorama nacional, a violência dobrou em apenas um ano, saltando de 13 assassinatos em 2024 para 26 em 2025.</p>
<p>Para Francisco Alan, coordenador regional da CPT, o acirramento das tensões é reflexo direto do avanço de grandes projetos econômicos sobre territórios tradicionais, especialmente em fronteiras de expansão como a Amacro e o Matopiba.</p>
<p>A briga pela posse da terra continua sendo o motor central da insegurança no Pará, concentrando 142 dos casos. Municípios como São Félix do Xingu, Altamira e Santarém despontam como focos dessas disputas, que atingem desde comunidades quilombolas até assentados e ribeirinhos. O relatório aponta fazendeiros como os principais agentes envolvidos nas ocorrências, seguidos por órgãos públicos, madeireiros e mineradoras.</p>
<p>Além da terra, o estado mantém, pelo segundo ano consecutivo, o topo do ranking brasileiro em conflitos por água, com 21 registros motivados sobretudo pelo garimpo ilegal e a consequente contaminação por minério.</p>
<p>Além disso, a precarização do trabalho continua presente: em 2025, o estado identificou 13 casos de trabalho análogo à escravidão, resultando no resgate de 44 pessoas em atividades de pecuária, extração de madeira e lavouras.</p>
<p>O relatório da CPT detalha ainda outras formas de violência direta no estado, incluindo 105 agressões físicas e 38 ameaças de morte contra lideranças rurais e servidores públicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Milícias rurais promovem despejos ilegais e violência no sudeste do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2024 15:26:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[conflitos no campo]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[invasão zero]]></category>
		<category><![CDATA[milícias rurais]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/acampamento-sao-vinicius-Fernando-Martinho-Reporter-Brasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os conflitos entre latifundiários e trabalhadores rurais marcam a história da luta pela terra no interior do Pará. Episódios como o massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 1996, e a chacina de Nova Ipixuna, de 2017, são exemplos da violência que assola a região, seja pelos métodos da pistolagem ou pela ação de milícias [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/acampamento-sao-vinicius-Fernando-Martinho-Reporter-Brasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os conflitos entre latifundiários e trabalhadores rurais marcam a história da luta pela terra no interior do Pará. Episódios como o massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 1996, e a chacina de Nova Ipixuna, de 2017, são exemplos da violência que assola a região, seja pelos métodos da pistolagem ou pela ação de milícias que atuam sob o lema “invasão zero”.</p>
<p>O modus operandi do combate às ocupações de terra no sudeste do estado, porém, mudou após a flexibilização do acesso à posse e porte de armas durante o governo de Jair Bolsonaro, revela a<a href="https://reporterbrasil.org.br/2024/08/pistolagem-invasao-zero-milicias-rurais-para/" target="_blank" rel="noopener"> Repórter Brasi</a>l. Empresas de segurança ou grupos armados agem a mando de grileiros e grandes fazendeiros coibindo a ocupação de áreas improdutivas sem rastros de morte, mas com práticas não menos violentas.</p>
<blockquote><p>“A milícia chegou. Todos encapuzados, dando tiros para o alto, batendo nos acampados e mantendo alguns como reféns”, conta Matias da Silva  Souza, liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Marabá, que foi expulso da fazenda Santa Tereza, em 2018.</p></blockquote>
<p>Grupos ruralistas passaram a se articular em torno de patrulhas rurais contratadas para promover os despejos ilegais, revela a reportagem.</p>
<blockquote><p>“Houve uma mudança que passou a ser a articulação através de grupos de Whatsapp. Quando acontece uma ocupação, os fazendeiros se organizam e chegam rapidamente aos locais, em grandes grupos. Queimam tudo: barracas, documentos, carros, motos, mas não matam mais”, comenta José Batista Afonso, advogado da Comissão Pastoral da Terra.</p></blockquote>
<p>A prática conhecida como invasão zero se disseminou pelo Brasil com o apoio de grandes produtores rurais em diferentes estados. Somente na Bahia, foram sete ações desse tipo registradas em 2023, incluindo uma que culminou na morte da líder indígena Nega Pataxó. Na Câmara dos Deputados, a bancada ruralista criou uma frente parlamentar composta por 204 deputados denominada com esse lema.</p>
<figure id="attachment_30362" aria-describedby="caption-attachment-30362" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-30362 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/dona-raimunda-acampamento-sao-vinicius-Fernando-Martinho-Reporter-Brasil.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/dona-raimunda-acampamento-sao-vinicius-Fernando-Martinho-Reporter-Brasil.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/dona-raimunda-acampamento-sao-vinicius-Fernando-Martinho-Reporter-Brasil-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/dona-raimunda-acampamento-sao-vinicius-Fernando-Martinho-Reporter-Brasil-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/dona-raimunda-acampamento-sao-vinicius-Fernando-Martinho-Reporter-Brasil-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/dona-raimunda-acampamento-sao-vinicius-Fernando-Martinho-Reporter-Brasil-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-30362" class="wp-caption-text">Raimunda Gomes vive com medo de novos ataques. Foto: Fernando Martinho / Repórter Brasil</figcaption></figure>
<p>Um fator que contribuiu para o fortalecimento desse movimento foi o aumento dos registros de posse e porte de armas durante o governo passado. No Pará, o número de armas de fogo cresceu 212% entre 2017 e 2022, passando de 13,9 mil registros por ano para 43,5 mil. Além disso, a ação das milícias rurais conta com o apoio de empresas de segurança privada que têm policiais aposentados e da ativa em seu quadro de funcionários, que conseguem descaracterizar cenas de confronto, por exemplo.</p>
<p>Vivendo sob pressão e incertezas, as cerca de 1.200 famílias que ocupavam a fazenda Santa Tereza estão acampadas de forma improvisada em um pequeno lote e ainda devem esperar mais para ter direito a um espaço para morar e trabalhar.</p>
<p>Segundo a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na região, o órgão está “sucateado”, sem verbas para desapropriação de terras e com um quadro de pessoal que caiu de 250 para 50 funcionários.</p>
<p>Sem respostas efetivas contra as milícias e sem perspectivas de poder produzir, a agricultora Raimunda da Silva Gomes conta que sua rotina é sobressaltada desde que vivenciou um ataque na fazenda São Vinicius, em Nova Ipixuna.</p>
<blockquote><p>“Todo dia eu durmo com medo”, afirma Raimunda.</p></blockquote>
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