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	<title>comunidades afrodescendentes &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>comunidades afrodescendentes &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Estudo mostra como afrodescendentes ajudam a manter a floresta amazônica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paloma Lobatto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2025 12:54:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades afrodescendentes]]></category>
		<category><![CDATA[conservação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4900152510862438021_x-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Territórios ocupados por comunidades afrodescendentes no Brasil, Colômbia, Equador e Suriname apresentam taxas de desmatamento até 55% menores do que áreas similares sem reconhecimento legal, de acordo com estudo publicado nesta semana na revista científica Communications Earth &#38; Environment, do grupo Nature. Conduzida pela ONG Conservation International, a pesquisa analisou 21 anos de dados estatísticos, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4900152510862438021_x-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Territórios ocupados por comunidades afrodescendentes no Brasil, Colômbia, Equador e Suriname apresentam taxas de desmatamento até 55% menores do que áreas similares sem reconhecimento legal, de acordo com estudo publicado nesta semana na revista científica Communications Earth &amp; Environment, do grupo Nature.</p>
<p>Conduzida pela ONG Conservation International, a pesquisa analisou 21 anos de dados estatísticos, espaciais e históricos para medir o <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/manejo-de-bacurizais-evita-desmatamento-e-melhora-renda-de-agricultoras-quilombolas/">impacto das comunidades afrodescendentes, como os quilombolas, na preservação ambiental</a>. Os resultados indicam que essas terras não apenas enfrentam menor perda florestal, como também apresentam níveis mais elevados de biodiversidade e retenção de carbono.</p>
<blockquote><p>“Durante séculos, comunidades afrodescendentes administraram paisagens de maneiras que sustentam tanto as pessoas quanto a natureza, mas suas contribuições permanecem em grande parte invisíveis na conservação convencional”, disse Sushma Shretha, Ph.D., diretora de Ciência, Pesquisa e Conhecimento Indígena da Conservation International e principal autora do artigo. “Esta pesquisa deixa claro que sua gestão ambiental não é apenas histórica. É contínua e deve ser reconhecida, apoiada e aprendida.</p></blockquote>
<p>As terras quilombolas apresentam taxas de desmatamento mais baixas mesmo quando comparadas a unidades de conservação, segundo pesquisa publicada na Communications Earth &amp; Environment. O estudo revela que <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/para-tem-a-maior-proporcao-de-quilombolas-em-territorios-titulados-do-pais-segundo-o-ibge/" target="_blank" rel="noopener">áreas protegidas com titulação</a> registram, em média, 29% menos desmatamento do que aquelas sem reconhecimento formal. Fora das unidades de conservação, a redução alcança 36%. Nas bordas dessas áreas, o efeito é ainda mais expressivo: queda de até 55% na perda florestal.</p>
<p>Embora representem apenas 1% do território dos quatro países analisados — Brasil, Colômbia, Equador e Suriname —, mais da metade das terras afrodescendentes estão localizadas entre os 5% de áreas com maior biodiversidade do planeta.</p>
<blockquote><p>“Povos afrodescendentes nas Américas têm atuado como gestores ambientais há muito tempo, sem reconhecimento ou recompensa — a maioria de seus territórios nem sequer é formalmente reconhecida”, disse Martha Cecilia Rosero Peña, Ph.D., Diretora de Inclusão Social da Conservation International. “As evidências, no entanto, são incontestáveis; o mundo tem muito a aprender com suas práticas de gestão de terras.”</p></blockquote>
<p>A pesquisa também destaca que os territórios quilombolas analisados armazenam mais de 486 milhões de toneladas de carbono irrecuperável — tipo de carbono que, se liberado por desmatamento ou degradação, não pode ser restaurado em tempo hábil para conter os efeitos mais severos da crise climática.</p>
<p>O líder quilombola do povo saramaka, do Suriname, e vencedor do Prêmio Goldman de 2009 por direitos territoriais de afrodescendentes, Hugo Jabini, disse esperar que, com o estudo, que a visibilidade dos afrodescendentes como guardiões da florestas aumente e os líderes políticos não vejam mais quilombolas  como meros reivindicadores de terras.</p>
<blockquote><p>&#8221;<a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/quilombolas-pedem-maior-participacao-em-debates-sobre-a-cop30/" target="_blank" rel="noopener">A participação em fóruns internacionais como a COP30</a> pode aumentar significativamente a visibilidade, a representação e a influência da liderança afrodescendente na política ambiental global, contribuindo para uma governança mais equitativa e ambiental&#8221;, acrescentou Jabini.</p></blockquote>
<p>As terras quilombolas no Brasil representam 39% das áreas avaliadas no estudo e se sobrepõem a 87 unidades de conservação, entre elas o Parque Nacional do Jaú, na Amazônia, considerado de relevância global. Apenas nos territórios quilombolas localizados em florestas tropicais, áreas úmidas e pantanosas do país, estão armazenadas 172,9 milhões de toneladas de carbono irrecuperável, o que equivale a 36% do total identificado nos quatro países analisados.</p>
<h3>Florestas alimentares</h3>
<p>As práticas de manejo da terra de povos afrodescendentes vêm da sabedoria de seus ancestrais, que, fugindo da escravidão, desenvolveram a &#8220;agricultura de fuga&#8221; em locais remotos das Américas. Essas técnicas inovadoras, como as &#8220;florestas alimentares&#8221;, misturaram conhecimentos africanos com novos ambientes, criando ecossistemas resilientes que se tornaram importantes para a biodiversidade e o armazenamento de carbono. Apesar de sua comprovada eficácia, o estudo destaca que a gestão ambiental e os direitos à terra desses povos, assim como os de indígenas e comunidades locais, ainda são subestimados.</p>
<p>O estudo aponta que, assim como no caso dos povos indígenas e comunidades locais, a administração ambiental e os direitos à terra dos afrodescendentes ainda são subestimados. Isso acontece apesar de um vasto conjunto de evidências científicas que comprovam a importância de suas práticas para a conservação ambiental.</p>
<ol>
<li><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/obidos-atinge-100-dos-territorios-quilombolas-com-cadastro-ambiental-rural/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Reconhecimento legal</strong></a> dos territórios afrodescendentes para garantir sua proteção contínua;</li>
<li><strong>Aumento da investigação e do financiamento</strong> para apoiar os afrodescendentes e o seu trabalho de conservação; e</li>
<li><strong>Integração de práticas sustentáveis de gestão de terras</strong> usadas por povos afrodescendentes em políticas globais de clima e biodiversidade</li>
</ol>
<blockquote><p>“Os afrodescendentes protegem a biodiversidade e gerenciam ecossistemas há séculos, utilizando práticas sofisticadas de conservação que o mundo está apenas começando a compreender”, acrescentou Rosero Peña “Sua liderança não se resume apenas a preservar o passado, mas também a moldar o futuro das políticas climáticas e de conservação. Ao trabalharmos lado a lado com esses povos afrodescendentes, estamos fortalecendo soluções baseadas na natureza que beneficiam tanto as pessoas quanto o planeta.”</p></blockquote>
<p>.<strong>LEIA MAIS: </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/para-tem-a-maior-proporcao-de-quilombolas-em-territorios-titulados-do-pais-segundo-o-ibge/" target="_top">Pará tem a maior proporção de quilombolas em territórios titulados do País, segundo o IBGE</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/quilombolas-pedem-maior-participacao-em-debates-sobre-a-cop30/" target="_top">Quilombolas pedem maior participação em debates sobre a COP30</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/nova-lei-de-compensacao-ambiental-fortalece-unidades-de-conservacao/">Nova Lei de Compensação Ambiental fortalece Unidades de Conservação</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/projetos-de-recomposicao-florestal-com-comunidades-quilombolas-avancam-no-oeste-paraense/">Projetos de recomposição florestal com comunidades quilombolas avançam no oeste paraense</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Quilombolas pedem maior participação em debates sobre a COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2025 15:08:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades afrodescendentes]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[Conaq]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[práticas sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[saberes ancestrais]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/03/afrodescendentes-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As comunidades afrodescendentes e quilombolas pedem mais espaço nos encontros sobre mudança do clima que antecedem a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em novembro, em Belém. A solicitação foi feita por meio de uma carta divulgada pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq). [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/03/afrodescendentes-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As comunidades afrodescendentes e quilombolas pedem mais espaço nos encontros sobre mudança do clima que antecedem a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em novembro, em Belém. A solicitação foi feita por meio de uma carta divulgada pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).</p>
<p>No documento, a entidade afirma que o silenciamento e a invisibilidade desse grupo populacional são históricos e que, ao relegá-lo no contexto da conferência, o Estado brasileiro, o governo federal e a organização do evento deixam de valorizar sabedorias ancestrais e práticas sustentáveis.</p>
<p>A Conaq defende que os afrodescendentes e os quilombolas sejam &#8220;reconhecidos no preâmbulo da convenção [na implementação da Convenção-Quadro das Nações Unidas (CMNUCC)] e nas plataformas de comunidades locais e povos indígenas, com direito real de voz e voto nos principais mecanismos e órgãos de decisão climática&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Precisamos mudar essa realidade, garantindo que sejamos reconhecidos como sujeitos coletivos de direito, com participação ativa nas decisões nacionais e internacionais&#8221;, acrescenta a organização que advoga pelos direitos dos quilombolas em todo o país.</p></blockquote>
<p>Para a Conaq, é mais do que uma questão de justiça social, mas também uma necessidade para a construção de soluções justas e eficazes.</p>
<blockquote><p>&#8220;A poucos meses do maior evento global sobre mudanças climáticas, o apagamento das contribuições do povo quilombola na luta não só perpetua injustiças sociais, mas também compromete a efetividade das estratégias de enfrentamento aos desafios ambientais que todos enfrentamos&#8221;, diz na carta.</p></blockquote>
<p>A carta também diz que é preciso que a COP30 adote medidas concretas para garantir a participação efetiva das comunidades afrodescendentes e quilombolas nas negociações climáticas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Isso inclui reconhecimento formal dos direitos territoriais como parte das soluções climáticas globais. Nós queremos e devemos estar nesse espaço e sermos tratados de forma igualitária como povos das floresta e das águas.&#8221;</p></blockquote>
<p>O Censo 2022, o mais recente do Brasil, apurou que a população quilombola do País é de 1.327.802 pessoas, 0,65% do total de habitantes do país. Ao todo, foram identificadas 8.441 localidades quilombolas no país, associadas a 7.666 comunidades quilombolas declaradas.</p>
<p>A região com mais localidades é o Nordeste, com 5.386 (63,81%), seguida pelo Sudeste, com 1.245 localidades (14,75%), e Norte com 1.228 (14,55%). Em relação aos estados com maiores quantitativos, o primeiro na lista é o Maranhão, que concentra 2.025 (23,99%). Em segundo e terceiro lugares, aparece a Bahia, com 1.814 localidades, e Minas Gerais com 979 localidades, correspondendo, respectivamente, a 21,49% e 11,60% do total.</p>
<p>A repotagem tentou contato com a organização da COP 30, a Casa Civil e a Secretaria-Geral da Presidência da República e os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Igualdade Racial e aguarda posicionamento.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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