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	<title>combustíveis fósseis &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>combustíveis fósseis &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode gerar prejuízos de mais de R$ 22 bilhões ao Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:24:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/margem-equatorial-e1744834008804-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Um estudo baseado na Análise de Custo-Benefício (ACB) concluiu que a exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode gerar mais prejuízos do que benefícios ao Brasil. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 23, aponta perdas socioeconômicas bilionárias, aumento de riscos climáticos e desperdício de oportunidades ligadas à transição energética. De acordo com [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/margem-equatorial-e1744834008804-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Um estudo baseado na Análise de Custo-Benefício (ACB) concluiu que a exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode gerar mais prejuízos do que benefícios ao Brasil. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 23, aponta perdas socioeconômicas bilionárias, aumento de riscos climáticos e desperdício de oportunidades ligadas à transição energética.</p>
<p>De acordo com o estudo, a exploração na região (que dura 40 anos em média) pode gerar um prejuízo líquido de cerca de R$ 22,2 bilhões para ao País. Isso ocorre porque os custos totais do projeto, somados aos impactos ambientais ao longo de sua operação, superam os benefícios econômicos diretos.</p>
<p>O prejuízo é explicado por um fator central: o petróleo da Foz do Amazonas só chegaria ao mercado em cerca de 12 anos, prazo que coincide com a previsão de declínio da demanda mundial, segundo a Agência Internacional de Energia. Esse descompasso eleva o risco de ‘ativos encalhados’, situação em que os investimentos deixam de gerar retorno antes de se tornarem obsoletos.</p>
<p>Se somarmos os R$ 22,2 bilhões aos R$ 24,8 bilhões que o País deixaria de lucrar pela ausência de investimentos na eletrificação da matriz energética, a perda chega a R$ 47 bilhões<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1687045&amp;o=node" />.</p>
<p>O diagnóstico indica que, quando os custos financeiros, climáticos e ambientais são considerados, o investimento na nova fronteira petrolífera pode se transformar em um risco nacional. A metodologia utilizada é a mesma adotada pelo governo federal para comparar a exploração de petróleo com alternativas como energias renováveis e biocombustíveis.</p>
<p>A Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB) considera três cenários: Real por Real, que compara a alocação de recursos; BTU por BTU, que avalia a equivalência energética; e Litro por Litro, que considera a equivalência dos combustíveis em volume.</p>
<figure id="attachment_42178" aria-describedby="caption-attachment-42178" style="width: 526px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-42178" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57.jpeg" alt="" width="526" height="495" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57.jpeg 526w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57-300x282.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57-150x141.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57-450x423.jpeg 450w" sizes="(max-width: 526px) 100vw, 526px" /><figcaption id="caption-attachment-42178" class="wp-caption-text">Resumo do tempo de vida útil da exploração da Foz do Amazonas e seus impactos. Imagem: WWF-Brasil</figcaption></figure>
<h3>Custos indiretos</h3>
<p>Além do custo financeiro, a atividade pode emitir aproximadamente 446 milhões de toneladas de dióxido de carbono ao longo de quatro décadas. Esse volume contribui para o agravamento da crise climática e gera custos indiretos, como eventos extremos, perdas econômicas e impactos à saúde pública.</p>
<p>Nesse cenário, a continuidade do projeto expõe o Brasil ao risco de construir uma infraestrutura bilionária que pode se tornar ultrapassada antes de gerar retorno, forçando o Estado a absorver prejuízos e elevando os gastos em comparação com investimentos imediatos na transição energética.</p>
<p>O economista Daniel Thá, consultor da WWF-Brasil afirma que parte da precificação estimada do petróleo também está relacionada com os investimentos em transição climática.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esse fator já é levado em consideração por eles porque o jogo vai mudar muito em breve. Para o Brasil é extremamente arriscado apostar tudo em uma infraestrutura que logo mais começará a entrar em desuso, especialmente entre nações mais ricas&#8221;, destaca.</p></blockquote>
<h3><strong>Alternativas mais vantajosas</strong></h3>
<p>O estudo explica por que  o custo de oportunidade da escolha por fontes de baixo impacto ambiental pode chegar a R$ 47 bilhões.  No comparativo energético, a produção de eletricidade renovável também se mostra mais barata do que a fóssil. Para entregar a mesma quantidade de energia, o petróleo pode custar até R$ 33 bilhões a mais ao longo do tempo.</p>
<p>O estudo ressalta que a decisão sobre explorar ou não petróleo na região vai além da economia e envolve o modelo de desenvolvimento que o País pretende adotar no longo prazo.</p>
<p>Ao priorizar fontes renováveis, o Brasil pode reduzir riscos, ampliar ganhos sociais e alinhar sua economia às exigências globais de combate às mudanças climáticas. Por outro lado, a expansão da exploração petrolífera tende a resultar em custos mais elevados e benefícios menores para a população.</p>
<h3>Desenvolvimento e riscos ambientais</h3>
<p>A Foz do Amazonas é considerada uma área ambientalmente sensível por abrigar ecossistemas importantes, como manguezais, áreas de pesca e o sistema de recifes amazônicos.</p>
<p>O estudo destaca que esses ambientes desempenham papel fundamental na regulação do clima e na manutenção da biodiversidade. Segundo a análise, a exploração de petróleo na região amplia o risco de danos ambientais de grande escala e potencialmente irreversíveis para as comunidades amazônicas.</p>
<p>Embora parte da justificativa para a exploração da Foz do Amazonas esteja no argumento de que o petróleo poderia financiar o desenvolvimento sustentável, o estudo aponta que o Brasil já possui uma matriz elétrica majoritariamente renovável e condições de ampliar esse modelo.</p>
<p>O especialista em conservação do WWF-Brasil e doutor em Planejamento Energético, Ricardo Fujii, um dos coordenadores do estudo, afirma que a rota fóssil apresenta pior desempenho econômico e social para o país. Ele também destaca que o Brasil já reúne pré-requisitos para avançar na transição energética.</p>
<blockquote><p>“O país já é autossuficiente em petróleo, e as reservas do Pré-Sal atendem à demanda interna durante o processo de transição energética”, comenta Ricardo Fujii.</p></blockquote>
<p>Nesse contexto, a Amazônia surge como um ponto estratégico não para a expansão de combustíveis fósseis, mas para impulsionar uma economia baseada em energia limpa e de baixo impacto ambiental.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-pede-que-justica-do-para-julgue-acao-contra-licenca-da-petrobras-na-foz-do-amazonas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>MPF pede que Justiça do Pará julgue ação contra licença da Petrobras na Foz do Amazonas</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-gera-energia-limpa-para-todo-o-brasil-mas-ainda-vive-no-escuro-diz-estudo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Amazônia gera energia limpa para todo o Brasil, mas ainda vive no escuro, diz estudo</strong></a></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-recomenda-suspensao-de-licenciamento-de-petroleo-na-foz-do-amazonas/" target="_blank" rel="noopener">MPF recomenda suspensão de licenciamento de petróleo na Foz do Amazonas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/vazamento-provoca-danos-na-fauna-da-foz-do-amazonas-atesta-laudo/" target="_blank" rel="noopener">Vazamento provoca danos na fauna da Foz do Amazonas, atesta laudo</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Indígenas marcham por territórios livres da exploração de petróleo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 17:08:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[bolsas para repórteres indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/indigenas2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Mais de 7 mil indígenas promovem uma marcha do Eixo Monumental rumo à Esplanada dos Ministérios nesta quinta-feira, 9, em Brasília. O objetivo central é entregar um conjunto de reivindicações que coloca os povos originários na linha de frente do debate energético global: a exclusão total da exploração de petróleo e gás dentro de territórios [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/indigenas2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Mais de 7 mil indígenas promovem uma marcha do Eixo Monumental rumo à Esplanada dos Ministérios nesta quinta-feira, 9, em Brasília. O objetivo central é entregar um conjunto de reivindicações que coloca os povos originários na linha de frente do debate energético global: a exclusão total da exploração de petróleo e gás dentro de territórios indígenas.</p>
<p>O movimento ocorre em um momento em que a Petrobras solicitou ao IBAMA autorização para perfurar mais três poços na bacia da Foz do Amazonas, intensificando a pressão sobre o bioma e as comunidades da região.</p>
<p>Vale lembrar que a petrolífera retomou em março a abertura de Morpho, interrompida em 4 de janeiro após o vazamento de mais de 18.000 litros de fluido de perfuração.</p>
<p>A proposta indígena busca preencher lacunas deixadas pela Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em 2025, em Belém. Na ocasião, o chamado &#8220;Mapa do Caminho&#8221; para o afastamento da economia de combustíveis fósseis — uma bandeira do governo brasileiro — acabou ficando de fora da lista oficial de consensos globais, apesar do apoio de mais de 80 países.</p>
<blockquote><p>“Como foi uma proposta do governo brasileiro para a construção do mapa do caminho e o desmatamento zero e também para a não exploração de petróleo e gás, nós estamos apresentando algumas propostas ao governo para serem incluídas no texto”, explicou Dinaman Tuxá, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).</p></blockquote>
<h3>Mais três poços</h3>
<p>A Petrobras pediu permissão para perfurar mais três poços contingentes ao poço Morpho, no bloco FZA-M-59. Manga, Crotalus e Extensão (PAD) de Morpho – anteriormente chamados de Manga, Maracujá e Marolo – já estavam previstos no licenciamento ambiental</p>
<p>A estatal planeja perfurar em profundidades que ultrapassam os 2.800 metros, em operações que podem durar até 160 dias por poço. Além da perfuração, a estatal pediu autorização para testes de formação e o posterior abandono (fechamento definitivo) das unidades. Para os manifestantes, essa complexidade técnica, somada à distância da costa (cerca de 170 km), aumenta a vulnerabilidade do bioma e das comunidades que dependem do mar.</p>
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		<title>Presidência da COP30 está trabalhando simultaneamente em três Mapas do Caminho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 16:40:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/andre_correa_do_lago22-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Presidência da COP30 está trabalhando simultaneamente em três Mapas do Caminho. Além dos roteiros para o afastamento dos combustíveis fósseis e para o fim do desmatamento, o comando da conferência de Belém atua para aprimorar o roadmap para alcançar US$ 1,3 trilhões anuais em financiamento para o clima em 2035. Por conta disso, o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/andre_correa_do_lago22-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Presidência da COP30 está trabalhando simultaneamente em três Mapas do Caminho. Além dos roteiros para o afastamento dos combustíveis fósseis e para o fim do desmatamento, o comando da conferência de Belém atua para aprimorar o roadmap para alcançar US$ 1,3 trilhões anuais em financiamento para o clima em 2035.</p>
<p>Por conta disso, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, inicia nesta semana uma viagem à Europa, com escalas na Turquia, na Itália e na França, para dar solidez aos três mapas. Cada um inclui pelo menos uma entidade internacional, que será a fonte de dados mais relevantes e recentes, um coordenador e uma instituição brasileira que funcionará como um secretariado para a presidência da conferência de Belém.</p>
<p>No roadmap para o fim dos combustíveis fósseis, a fonte de dados será a Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em Inglês). Corrêa do Lago falará com o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol, em Paris. Também participarão a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). No Brasil, a entidade de apoio será a consultoria Catavento.</p>
<p>Na semana passada, um grupo de 114 organizações da sociedade civil divulgou uma carta aberta à Presidência da COP30 alertando para a necessidade de um forte compromisso político e um processo participativo na elaboração do mapa para além dos combustíveis fósseis. A demanda parece ser ainda mais importante diante da inclusão da OPEP nos debates. Somente assim a iniciativa não se tornará “mais um documento que junta poeira”, destacaram as entidades.</p>
<p>No mapa para eliminar o desmatamento global até 2030, a instituição-chave será a FAO, órgão das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. “A FAO cuida de florestas sob várias dimensões. Mas, naturalmente, vamos ouvir a Convenção de Biodiversidade, o PNUMA e outras instituições”, acrescentou Corrêa do Lago. A instituição escolhida no Brasil é o CPI/PUC-Rio.</p>
<p>Já o roteiro sobre financiamento climático terá outra dinâmica. Afinal, o documento foi apresentado pelas presidências da COP30 e da COP29 na conferência de Belém. Assim, uma das ações previstas para outubro é um relatório elaborado por um grupo de especialistas para refinar dados e desenvolver caminhos concretos de finanças para chegar aos US$ 1,3 trilhões. Outra frente é solicitar às agências da ONU que compartilhem serviços para reduzir a fragmentação de esforços.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Petrobras envia ao Ibama relatório sobre vazamento na Foz do Amazonas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 17:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/foz_do_amazonas6-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Petrobras entregou ao Ibama na segunda-feira, 2, um relatório sobre o vazamento de quase 20 mil litros de fluido durante a perfuração do poço de exploração Morpho no bloco FZA-M-59, na Foz do Amazonas. O acidente completou um mês. Desde o dia 4 de janeiro, os trabalhos de abertura do poço estão suspensos. No [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/foz_do_amazonas6-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Petrobras entregou ao Ibama na segunda-feira, 2, um relatório sobre o vazamento de quase 20 mil litros de fluido durante a perfuração do poço de exploração Morpho no bloco FZA-M-59, na Foz do Amazonas. O acidente completou um mês. Desde o dia 4 de janeiro, os trabalhos de abertura do poço estão suspensos.</p>
<p>No documento ao órgão ambiental, que investiga o acidente, a Petrobras diz que “em nenhum momento houve comprometimento da segurança do poço”. “Os conjuntos solidários de barreiras permaneceram 100% íntegros e operacionais. As linhas auxiliares envolvidas não integram o sistema de barreiras de segurança do poço, não tendo sido identificada qualquer condição que representasse risco à integridade do poço, à segurança operacional, às pessoas envolvidas e ao meio ambiente”, afirma o relatório.</p>
<p>A petrolífera também forneceu mais detalhes sobre o vazamento, ocorrido durante testes e verificações prévias ao início da perfuração da fase 4 do poço pela plataforma NS-42 (ODN-II), da Foresea. Segundo a Petrobras, foi observada uma perda localizada de contenção de fluido de perfuração em linhas auxiliares do riser (tubulação que liga a plataforma ao poço).</p>
<p>O local do vazamento fica a cerca de 50 km do Grande Sistema de Recifes da Amazônia (GARS), formação única que ocupa cerca de 9.500 km² entre o Amapá e o Maranhão. Estudos mostram também três territórios indígenas, seis comunidades quilombolas e 34 Áreas Protegidas com alta vulnerabilidade à contaminação por hidrocarbonetos – incluindo o maior manguezal contínuo do país e um dos maiores do mundo.</p>
<p>Ao Valor, o Ibama informou que acompanha a apuração e mantém contato com a Petrobras e também com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para avaliar a segurança operacional da retomada da atividade. Segundo o órgão, não há prazo para concluir a investigação. “O Ibama acompanha o processo de apuração para, quando identificadas as causas da ocorrência, poder verificar se há necessidade de algum ajuste no processo de licenciamento ambiental.”</p>
<p>Nesta semana, a ANP iniciou sua auditoria sobre o acidente e a segurança da sonda de perfuração. Até sábado, 7, técnicos do órgão regulador farão inspeções in loco, na própria plataforma. E a partir da próxima segunda-feira, 9, as análises da ANP serão feitas remotamente.</p>
<p>A perfuração de Morpho somente será retomada após autorização da agência.</p>
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		<title>Metade das emissões de 2024 foi causada por 32 empresas de combustíveis fósseis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 16:09:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/contra_fossil-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Apenas 32 empresas de combustíveis fósseis foram responsáveis por mais de 50% das emissões globais de CO₂ em 2024, aponta o novo relatório Carbon Majors, do think tank InfluenceMap. O estudo alerta para uma concentração alarmante da poluição em um grupo seleto de produtores e destaca como as companhias estatais têm usado seu peso político [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/contra_fossil-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Apenas 32 empresas de combustíveis fósseis foram responsáveis por mais de 50% das emissões globais de CO₂ em 2024, aponta o novo relatório <i data-path-to-node="2,0" data-index-in-node="139">Carbon Majors</i>, do <i data-path-to-node="2,0" data-index-in-node="157">think tank</i> InfluenceMap. O estudo alerta para uma concentração alarmante da poluição em um grupo seleto de produtores e destaca como as companhias estatais têm usado seu peso político para frear a transição energética global.</p>
<p>As produtoras estatais de países como Arábia Saudita, Rússia, China, Irã, Emirados Árabes e Índia representam 17 das 20 maiores poluidoras. Se fosse um país, a líder do ranking Saudi Aramco seria o quinto maior emissor de carbono do mundo, responsável por 1,7 bilhão de toneladas de CO<sub>2</sub> em 2024.</p>
<p>As únicas privadas no top 20 são Shell, Chevron e ExxonMobil, primeira em emissões entre as empresas de capital aberto que gerou 610 milhões de toneladas de CO<sub>2</sub>, valor superior ao da Coreia do Sul.</p>
<p>O cenário descrito pelo estudo reflete o impasse vivido na COP30, em novembro, Belém, que encerrou sem um compromisso explícito para a eliminação gradual do petróleo, gás e carvão. Apesar da pressão de mais de 80 nações, a resistência foi liderada justamente pelos países que controlam os maiores poluidores globais.</p>
<p>O levantamento do InfluenceMap revela que todas as 17 estatais que figuram no &#8220;top 20&#8221; de emissões pertencem a governos que vetaram o abandono dos fósseis, evidenciando o que os autores chamam de “barreiras políticas estruturais” contra o combate ao aquecimento global.</p>
<blockquote><p>“Esta análise recente reforça uma dura realidade: um grupo poderoso e concentrado de empresas de combustíveis fósseis não só domina as emissões globais, como também sabota ativamente as ações climáticas e enfraquece a ambição dos governos”, afirmou Tzeporah Berman, da Iniciativa do Tratado de Não Proliferação de Combustíveis Fósseis (FNPTI).</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>2025 foi o terceiro ano mais quente da história, apontam cientistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 13:49:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[mais quente]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/quente-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O ano de 2025 foi, como previsto,  o terceiro mais quente já registrado no planeta, de acordo com dados apresentados nesta quarta-feira, 14, pelo observatório europeu Copernicus e pelo instituto norte-americano Berkeley Earth. O relatório indica que os termômetros ficaram 1,47 °C acima do período pré-industrial (referência de 1850 a 1900). Somado aos índices de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/quente-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O ano de 2025 foi, como previsto,  o terceiro mais quente já registrado no planeta, de acordo com dados apresentados nesta quarta-feira, 14, pelo observatório europeu Copernicus e pelo instituto norte-americano Berkeley Earth. O relatório indica que os termômetros ficaram 1,47 °C acima do período pré-industrial (referência de 1850 a 1900).</p>
<p>Somado aos índices de 2023 (+1,48 °C) e 2024 (+1,60 °C), o mundo atingiu, pela primeira vez na história, uma média trienal superior a 1,50 °C de aquecimento, colocando em risco a principal meta do Acordo de Paris.</p>
<p>Os cientistas ressaltam ainda que os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados, fornecendo evidências inegáveis da aceleração climática.</p>
<p>Embora o Acordo de Paris, assinado em 2015, estabeleça o limite de 1,5 °C para este século, o Copernicus estima que essa barreira definitiva pode ser superada até o fim dos anos 2020, mais de uma década antes do previsto inicialmente.</p>
<p>A ONU (Organização das Nações Unidas) já trata essa superação como inevitável, focando agora em reduzir o tempo em que o planeta permanecerá acima desse teto para minimizar catástrofes.</p>
<blockquote><p> &#8220;O fato de os últimos 11 anos terem sido os mais quentes já registrados fornece mais evidências da tendência inegável de aquecimento global. O mundo está se aproximando rapidamente do limite de temperatura de longo prazo estabelecido pelo Acordo de Paris. Estamos destinados a ultrapassá-lo, e a escolha que temos agora é como gerenciar da melhor forma suas consequências para as sociedades e os sistemas naturais&#8221;, disse Conforme declarou Carlo Buontempo, diretor do  Copernicus.</p></blockquote>
<p>Para 2026, as projeções indicam que o ano figurará entre os cinco mais quentes da história, podendo ser comparável a 2025 ou até estabelecer um novo recorde caso o fenômeno EL NIÑO se manifeste.</p>
<p>“As temperaturas estão subindo. Portanto, certamente veremos novos recordes. Se será em 2026, 2027 ou 2028, não importa muito. A tendência é muito, muito clara”, disse Buontempo.</p>
<p>Causas do aquecimento e impactos regionais</p>
<p>A queima crescente de petróleo, carvão e gás fóssil segue como principal responsável pelas emissões de CO2 e metano, que continuam subindo apesar dos alertas científicos.</p>
<p>Robert Rohde, cientista do Berkeley Earth, aponta ainda que a redução de enxofre em combustíveis marítimos desde 2020 retirou aerossóis que ajudavam a refletir a radiação solar, contribuindo para o aquecimento.</p>
<p>Diante dessa urgência, Mauro Facchini, do Copernicus, reforça que a necessidade de ação nunca foi tão premente, impactando desde as grandes potências até a realidade ambiental paraense.</p>
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		<title>Presidente da COP30 usa incêndio para pedir consenso em reta final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 15:39:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[incêndio]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54938123359_75a887fe02_c-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, usou o incidente do incêndio que atingiu o Pavilhão Países na Zona Azul, na tarde de quinta-feira (20), como uma metáfora para pedir unidade e consenso nas negociações finais da conferência. O fogo, que foi rapidamente contido, exigiu atendimento médico para 27 pessoas, segundo o Ministério [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54938123359_75a887fe02_c-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, usou o <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/incendio-atinge-parte-do-pavilhao-da-cop30-em-belem/" target="_blank" rel="noopener">incidente do incêndio que atingiu o Pavilhão Países na Zona Azul,</a> na tarde de quinta-feira (20), como uma metáfora para pedir unidade e consenso nas negociações finais da conferência. O fogo, que foi rapidamente contido, exigiu atendimento médico para 27 pessoas, segundo o Ministério da Saúde, que informou que seis delas seguem internadas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Foi muito rapidamente contido e nos lembrou de nossa vulnerabilidade compartilhada e de como, instintivamente, nos unimos para agir em momentos de crise. Isso é exatamente o que caracteriza nossa COP. Quando enfrentamos uma crise, devemos responder juntos&#8221;, declarou Corrêa do Lago em reunião informal nesta sexta-feira (21).</p></blockquote>
<p>O embaixador reforçou o sentimento de solidariedade citando uma frase de Mohamed Adal, que lhe chamou a atenção durante o caos: &#8220;&#8216;Mesmo em um momento de caos, uma coisa se destacou. Pessoas de todos os cantos do mundo, de diferentes nações, credos e afiliações cuidaram umas das outras'&#8221;.</p>
<p>O apelo pela união ocorreu horas após a divulgação do <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/plano-contra-combustiveis-fosseis-fica-de-fora-de-novo-rascunho-de-decisao-da-cop30/" target="_blank" rel="noopener">rascunho do texto &#8220;Decisão Mutirão&#8221;</a>, que foi amplamente rejeitado por 29 países por excluir o roteiro para o fim dos combustíveis fósseis. Corrêa do Lago pediu um esforço para que as delegações cheguem a um consenso.</p>
<blockquote><p>&#8220;Acredito que estamos muito próximos do nosso objetivo triplo: fortalecer o multilateralismo, conectar este processo às pessoas e acelerar a implementação do Acordo de Paris. Sabemos que é um desafio considerável porque, em casa, todos os nossos governos enfrentam vários tipos de pressões&#8221;, disse.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/plano-contra-combustiveis-fosseis-fica-de-fora-de-novo-rascunho-de-decisao-da-cop30/" target="_top">Plano contra combustíveis fósseis fica de fora de novo rascunho de decisão da COP30</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/colombia-assume-lideranca-contra-combustiveis-fosseis-e-lanca-nova-conferencia/" target="_top">Colômbia assume liderança contra combustíveis fósseis e lança nova conferência</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/incendio-atinge-parte-do-pavilhao-da-cop30-em-belem/" target="_top">Incêndio atinge parte do pavilhão da COP30, em Belém</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Colômbia assume liderança contra combustíveis fósseis e lança nova conferência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 14:19:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Colômbia]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[mapa do Caminho]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Copia-de-DSC05199-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Colômbia assumiu a liderança de uma das principais discussões climáticas na COP30 e anunciou, na manhã desta sexta-feira (21), a criação de uma nova conferência internacional dedicada exclusivamente à transição dos combustíveis fósseis. A Ministra do Meio Ambiente colombiana, Irene Velez-Torres, foi taxativa ao lançar a &#8220;Declaração de Belém para a transição dos combustíveis [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Copia-de-DSC05199-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Colômbia assumiu a liderança de uma das principais discussões climáticas na COP30 e anunciou, na manhã desta sexta-feira (21), a criação de uma nova conferência internacional dedicada exclusivamente à transição dos combustíveis fósseis. A Ministra do Meio Ambiente colombiana, Irene Velez-Torres, foi taxativa ao lançar a &#8220;Declaração de Belém para a transição dos combustíveis fósseis&#8221; e exigir um compromisso imediato.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esta COP não pode terminar sem um mapa claro para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis&#8221;, afirmou, em referência a ausência do tema<a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/plano-contra-combustiveis-fosseis-fica-de-fora-de-novo-rascunho-de-decisao-da-cop30/" target="_blank" rel="noopener"> no novo rascunho de decisão da COP30,</a> divulgado pela manhã.</p></blockquote>
<p>Aplaudida, Velez-Torres revelou que mais de 80 países já apoiam um roteiro para o tema. Para garantir que o debate não termine em Belém, o governo colombiano, em aliança com a Holanda, sediará a primeira Conferência Internacional para a Transição dos Combustíveis Fósseis em Santa Marta, Colômbia, nos dias 28 e 29 de abril de 2026.</p>
<p>A coletiva reuniu ministros de 14 países, muitos deles de nações insulares do Pacífico — como Vanuatu —, que correm risco de desaparecimento devido à crise climática.</p>
<p>&#8220;Sem mitigação nós ficaremos presos num ciclo de aumento de emissões e custos de adaptação climática&#8221;, disse o ministro de Luxemburgo, Serge Wilmes.</p>
<p>A representante das Ilhas Marshall, Tina Stege, reforçou a determinação do grupo, que agradeceu o impulso dado pelo Brasil no tema.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nós sabemos que alguns não estão convencidos, mas&#8230; Esse mapa do caminho é inevitável, ele vai acontecer. Esses países se uniram para garantir que ele vai acontecer&#8221;, ressaltou Stege.</p></blockquote>
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		<title>Brasil apresenta rascunho inicial da decisão final da COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 20:53:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento climátco]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54931546097_7c23e8b4ba_c-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em um esforço de &#8220;mutirão&#8221; que estendeu os trabalhos até a madrugada, a presidência da COP30 cumpriu a promessa e publicou, nesta terça-feira (18), o rascunho da decisão final referente à parte mais sensível do chamado &#8220;Pacote Belém&#8221;. O documento de nove páginas, fruto de intensas consultas com os países, aborda os quatro temas espinhosos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54931546097_7c23e8b4ba_c-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em um esforço de &#8220;mutirão&#8221; que estendeu os trabalhos até a madrugada, a presidência da COP30 cumpriu a promessa e publicou, nesta terça-feira (18), o rascunho da decisão final referente à parte mais sensível do chamado &#8220;Pacote Belém&#8221;. O documento de nove páginas, fruto de intensas consultas com os países, aborda os quatro temas espinhosos que haviam sido retirados da agenda oficial para destravar as negociações.</p>
<p>Entre os pontos centrais do rascunho estão a urgência de superar a dependência de combustíveis fósseis — a principal causa do aquecimento global — e a necessidade de traçar um mapa para elevar o financiamento climático dos países desenvolvidos para os em desenvolvimento, de US$ 300 bilhões para US$ 1,3 trilhão (entre recursos públicos e privados mobilizados).</p>
<p>No entanto, o texto tem sido criticado por sua timidez em relação aos combustíveis fósseis. Em vez de apresentar um mapa do caminho para o abandono gradual, como defende o presidente Lula, o rascunho apenas propõe convocar uma mesa ministerial.</p>
<p>&#8220;O presidente Lula foi muito claro no seu pedido: esta COP precisa entregar um roteiro para o fim do uso dos combustíveis fósseis. Hoje, sabemos que os países não apenas ouviram, mas apoiam a ideia. Agora é a hora de transformar palavras e apoios em resoluções no texto final da conferência&#8221;, disse Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima.</p>
<p>Outro ponto de resistência é o financiamento público. O texto coloca, como opção para o aumento dos recursos, um grupo de trabalho de três anos &#8211; uma tática que visa contornar a oposição da União Europeia.</p>
<h3>Inovação</h3>
<p>O rascunho também inova ao citar, pela primeira vez, pessoas de ascendência africana entre os povos que têm papel importante na contribuição com os objetivos do Acordo de Paris, ao lado de povos indígenas, empresas e instituições financeiras.</p>
<p>Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado pelos países por consenso. O esforço de trabalho noturno — que incluiu quiosques de alimentos funcionando em horário estendido — visa publicar um texto final sobre a primeira parte do Pacote Belém nesta quarta-feira (19), data em que o presidente Lula é esperado em Belém. Uma outra parte do Pacote, com temas menos polêmicos, deve ser publicada na sexta-feira (21).</p>
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		<title>A 20 dias da COP30, Brasil autoriza perfuração de petróleo na Foz do Amazonas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/a-duas-semanas-da-cop30-brasil-autoriza-perfuracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 18:15:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo na Foz do Amazonas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/foz_do_amazonas3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A pouco mais de 20 dias da realização da COP30, o governo brasileiro aprovou, nesta segunda-feira (20), a licença para a perfuração de petróleo no bloco FZA-M-59, localizado em águas profundas do Amapá, a 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e a 175 quilômetros da costa, na Margem Equatorial brasileira. Com o aquecimento global [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/foz_do_amazonas3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A pouco mais de 20 dias da realização da COP30, o governo brasileiro aprovou, nesta segunda-feira (20), a licença para a perfuração de petróleo no bloco FZA-M-59, localizado em águas profundas do Amapá, a 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e a 175 quilômetros da costa, na Margem Equatorial brasileira.</p>
<p>Com o aquecimento global superando o limite de 1,5°C estabelecido no Acordo de Paris, a aprovação do projeto pode enfraquecer a imagem de<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/foz-do-amazonas-e-supersensivel-a-oleo-e-exploracao-precisa-de-dados-cientificos-destacam-especialistas/" target="_blank" rel="noopener"> líder climático</a> e de país em transição energética justa que o governo brasileiro tenta promover internacionalmente como anfitrião da COP30. A queima de combustíveis fósseis <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-conter-aquecimento-global-petroleo-na-foz-do-amazonas-nao-pode-ser-explorado-mostra-estudo/" target="_blank" rel="noopener">é a principal causa do aumento das temperaturas</a> em todo o planeta.</p>
<p>De acordo com a Petrobras, que recebeu aval do Ibama, a perfuração está prevista para ser iniciada “imediatamente” e deve durar cerca de cinco meses. Esta etapa da pesquisa busca obter informações geológicas para avaliar a existência de petróleo e gás na região, em escala econômica. Não há produção de petróleo nesta etapa.</p>
<p>Mesmo sendo descrita como uma atividade &#8220;exploratória&#8221;, a aprovação da licença de perfuração representa um grande retrocesso em um cenário de transição energética global. A Agência Internacional de Energia (IEA) projeta uma queda na demanda por combustíveis fósseis a partir de 2030.</p>
<p>A liberação na Foz do Amazonas contraria estudos que apontam<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-ameaca-natureza-e-comunidades-locais/" target="_blank" rel="noopener">s riscos da exploração de petróleo</a> naquela região para o clima e <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/foz-do-amazonas-e-supersensivel-a-oleo-e-exploracao-precisa-de-dados-cientificos-destacam-especialistas/" target="_blank" rel="noopener">para a natureza</a>.</p>
<p>Organizações da sociedade civil e movimentos sociais já anunciaram que recorrerão à Justiça para denunciar as possíveis &#8220;ilegalidades e falhas técnicas&#8221; no processo de licenciamento, que poderiam anular a licença.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-ameaca-natureza-e-comunidades-locais/" target="_top">Exploração de petróleo na Foz do Amazonas ameaça natureza e comunidades locais</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/foz-do-amazonas-e-supersensivel-a-oleo-e-exploracao-precisa-de-dados-cientificos-destacam-especialistas/" target="_top">Foz do Amazonas é supersensível a óleo e exploração pr</a></strong></p>
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