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	<title>Coletivo Miri &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Coletivo Miri &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Coletivo Mirí fortalece a proteção ambiental no nordeste do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 16:55:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Coletivo Miri]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/coletivo_Miri-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Coletivo Mirí, do nordeste do Pará, tem mostrado como a mobilização comunitária, liderada por jovens, pode gerar impactos concretos na conservação ambiental. Formado por moradores de Castanhal, o grupo atua na proteção do município e do Igarapé Mirí por meio de ações de educação ambiental, com objetivo de provocar práticas sustentáveis na região. A [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/coletivo_Miri-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Coletivo Mirí, do nordeste do Pará, tem mostrado como a mobilização comunitária, liderada por jovens, pode gerar impactos concretos na conservação ambiental. Formado por moradores de Castanhal, o grupo atua na proteção do município e do Igarapé Mirí por meio de ações de educação ambiental, com objetivo de provocar práticas sustentáveis na região.</p>
<p>A partir de iniciativas que integram cultura, arte e conscientização, o projeto desenvolve ações como o incentivo de atividades educativas com moradores, buscando reduzir impactos ambientais e estimular a conscientização da comunidade sobre os recursos naturais.</p>
<p>Como estratégia de fortalecimento da identidade local, o coletivo também utiliza expressões culturais do território, como o boi-bumbá, de forma integrada às ações socioambientais. Batizado de“Boi Mirí”, um espetáculo acontece anualmente, reunindo moradores de diferentes idades, abordando temas ligados ao meio ambiente e à realidade da comunidade.</p>
<p>Para Thalya Silva, coordenadora de projetos do coletivo, o Mirí nasceu do vínculo profundo de seus integrantes com o território e da preocupação com as mudanças observadas ao longo do tempo.</p>
<blockquote><p>“Vemos a degradação dos igarapés e a perda da memória biocultural. Diante desse cenário, nos organizamos com o objetivo de não apenas observar essas transformações, mas atuar diretamente na proteção do ambiente e no fortalecimento da comunidade”.</p></blockquote>
<h3>Protagonismo jovem fortalece o território</h3>
<p>Outra frente é a formação de jovens como agentes de transformação. Por meio de oficinas, encontros e atividades educativas, crianças e adolescentes são incentivados a assumir um papel ativo dentro da comunidade. A proposta é que deixem de ser apenas participantes e passem a atuar como multiplicadores de práticas sustentáveis.</p>
<blockquote><p>“Aos poucos notamos que os adolescentes e jovens estão participando mais das atividades, se envolvendo nas ações e assumindo um compromisso na comunidade. Um exemplo que me marcou é a entrada de um dos nossos membros na universidade. Isso mostra como esse trabalho tem impactado a vida deles, abrindo novos caminhos e possibilidades, além de servir de inspiração para outros que também começam a acreditar que podem chegar lá”, explicou Thalya.</p></blockquote>
<p>Para a coordenadora, os principais desafios para a proteção do igarapé Mirí estão relacionados às transformações no uso da terra e à mobilização comunitária.</p>
<blockquote><p>“Vemos um aumento do desmatamento, especialmente nas áreas de nascente, pelo avanço do agronegócio, comprometendo diretamente o equilíbrio ambiental do território. Ao mesmo tempo, o contexto social tem tornado mais complexa a participação dos moradores, já que o crescimento de posturas mais conservadoras dificulta o engajamento em ações coletivas e no diálogo sobre a importância do cuidado com o território”.</p></blockquote>
<h3>Reconhecimento e vontade de continuar</h3>
<p>Em 2023, Thalya foi a única jovem da região Norte a ser selecionada para concorrer ao prêmio Jovem Transformador 2023, da ONG internacional Ashoka, presente em mais de 100 países.</p>
<blockquote><p>“O reconhecimento do nosso trabalho fortalece o que estamos fazendo, mostra que estão nos enxergando para além da comunidade. Isso abre novos caminhos e passamos a ter mais visibilidade, facilitando o acesso a parcerias e oportunidades. Continuamos com o mesmo compromisso com a comunidade, principalmente com mulheres, adolescentes e jovens”, concluiu.</p></blockquote>
<p>Para conhecer mais sobre o Mirí ou entrar em contato basta procurar por @somosmiri nas redes sociais.</p>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
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		<title>Coletivo usa arte para denunciar poluição e ocupação predatória de rios em Castanhal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2023 13:56:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Castanhal]]></category>
		<category><![CDATA[Coletivo Miri]]></category>
		<category><![CDATA[dia mundial dos rios]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[rio apeú]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/cobra-grande-rio-apeu-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O imaginário amazônico é repleto de seres místicos e poderosos que guardam uma forte relação com a proteção da natureza. Uma dessas figuras emblemáticas é a cobra grande, também chamada de cobra norato ou boiúna, que habita os rios da região. Uma representação desta personagem agora faz parte do cenário às margens do rio Apeú, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/cobra-grande-rio-apeu-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O imaginário amazônico é repleto de seres místicos e poderosos que guardam uma forte relação com a proteção da natureza. Uma dessas figuras emblemáticas é a cobra grande, também chamada de cobra norato ou boiúna, que habita os rios da região. Uma representação desta personagem agora faz parte do cenário às margens do rio Apeú, no município de Castanhal, no nordeste paraense, graças a  um grupo de jovens integrantes do Coletivo Miri.</p>
<p>A ação faz parte de uma mobilização nacional denominada Manifesto dos Rios, que envolve movimentos de 17 cidades em alusão ao Dia Mundial dos Rios, que é comemorado anualmente no último domingo de setembro. Na Amazônia, grupos do Acre, Amapá, Amazonas e Maranhão também participam da programação de luta.</p>
<blockquote><p>“Queríamos utilizar essa simbologia da cobra como a guardiã dos rios e igarapés. É um manifesto visual sobre a necessidade de preservação desses recursos que estão sendo maltratados nesse processo de urbanização das cidades amazônicas”, afirma o cofundador do coletivo, Pedro Alace, de 23 anos.</p></blockquote>
<h3>Os rios estão morrendo</h3>
<p>A preocupação dos jovens ativistas tem razão de ser. Estudo do WWF sobre 12 milhões de quilômetros de<br />
246 grandes rios do mundo mostrou que pouco mais de um terço (37%) deles pode ser considerado um<br />
“rio de curso livre”, que é a condição para que um curso d’água mais ofereça benefícios ambientais e<br />
serviços ecossistêmicos.</p>
<p>Vítimas de assoreamento decorrente do desmatamento, mineração e garimpo, bem como pela construção de reservatórios e hidrelétricas, canalização, além do despejo de esgoto sem tratamento, os rios são também vítimas do aquecimento global.</p>
<p>Um novo estudo da Penn State University em 800 dos rios dos Estados Unidos e da Europa mostrou que em 87% deles a temperatura média da água se elevou e em 70% houve e a perda de oxigênio.</p>
<h3>A arte como ferramenta de protesto</h3>
<p>Criada em 2016, o Coletivo Miri tem o objetivo de promover o ativismo socioambiental, tendo a arte como uma de suas principais ferramentas para a sensibilização. A primeira iniciativa nesse sentido foi a organização de um grupo de boi bumbá na agrovila de Itaqui que recebeu o nome de Miri, em referência a um igarapé da comunidade que estava passando por um processo de degradação.</p>
<blockquote><p>“Queríamos algo que remetesse à cultura e à identidade da nossa comunidade. A partir disso, as temáticas ambientais foram se incluindo junto com as temáticas da arte. Com o tempo, fomos amadurecendo as ideias e isso resultou na organização coletiva em prol da comunidade”, conta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_24434" aria-describedby="caption-attachment-24434" style="width: 450px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-24434 " src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/coletivo-miri-768x1024.jpeg" alt="" width="450" height="600" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/coletivo-miri-768x1024.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/coletivo-miri-225x300.jpeg 225w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/coletivo-miri-1152x1536.jpeg 1152w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/coletivo-miri-150x200.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/coletivo-miri-450x600.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/coletivo-miri.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><figcaption id="caption-attachment-24434" class="wp-caption-text">Jovens se mobilizam em defesa dos rios. Foto: arquivo Coletiov Miri</figcaption></figure>
<p>Para ele, o envolvimento do Coletivo Miri com questões relacionadas à preservação dos rios e à educação ambiental foi um caminho natural, visto que todos os integrantes convivem com os problemas hídricos da região.</p>
<blockquote><p>“Os principais problemas são o despejo de lixo, a degradação, o assoreamento e a especulação imobiliária na área, que tem trazido muitas construções irregulares. Isso prejudica principalmente a pesca e o lazer da comunidade”, denuncia Pedro.</p></blockquote>
<p>Nesse contexto, o coletivo considera que os moradores têm sido prejudicados em virtude da ocupação e uso predatório de um recurso comum.</p>
<blockquote><p>“Esse rio faz parte da memória biocultural da comunidade está se perdendo porque ele não se encontra mais de forma coletiva. Ele está sendo privatizado. Na nascente, tem fazendas do agronegócio e a parte que passa por dentro da comunidade está sendo ocupada por chácaras de pessoas externas que apenas utilizam nos finais de semana”, acrescenta.</p></blockquote>
<p>O Coletivo Miri promove ainda outras ações de educação ambiental e eventos artísticos no município, como é o caso do Festival Ecoar – Amazônia em Movimento, que ocorre no próximo dia 28 de setembro, no Sesc Castanhal. Para mais informações sobre os projetos, clique <a href="https://www.instagram.com/coletivomiri/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
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		<title>Juventude da agrovila Itaqui preserva rios, igarapés e sonha resgatar agricultura familiar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jun 2022 19:13:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
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		<category><![CDATA[Castanhal]]></category>
		<category><![CDATA[Coletivo Miri]]></category>
		<category><![CDATA[jovem paraense]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Alace]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Gisele Coutinho Dois cursos d’água nas proximidades da agrovila Itaqui, território rural do município de Castanhal, no nordeste do Pará, estão em processo severo de degradação por causa da presença de barragens e construções irregulares, do desmatamento, da drenagem mal feita no ramal de acesso à comunidade e do descarte irregular de lixo. É [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Gisele Coutinho</em></p>
<p>Dois cursos d’água nas proximidades da agrovila Itaqui, território rural do município de Castanhal, no nordeste do Pará, estão em processo severo de degradação por causa da presença de barragens e construções irregulares, do desmatamento, da drenagem mal feita no ramal de acesso à comunidade e do descarte irregular de lixo. É nessa agrovila que vive Pedro Alace, de 21 anos, que ao lado de outros jovens toca o Coletivo Miri.</p>
<p>Ao <strong>Pará Terra Boa</strong>, Pedro contou como eles arregaçaram as mangas para resolver questões socioambientais na comunidade que vivem e conquistaram vaga para um programa de aceleração de coletivos e organizações sem fins lucrativos do Pará, realizado pela agência Purpose.</p>
<figure id="attachment_10813" aria-describedby="caption-attachment-10813" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-10813 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri3-1024x622.jpeg" alt="" width="1024" height="622" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri3-1024x622.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri3-300x182.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri3-768x467.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri3-150x91.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri3-450x274.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri3-1200x729.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri3.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-10813" class="wp-caption-text">Na agrovila Itaqui, jovens querem estudar para preservar comunidade. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Ele não tem dúvidas sobre a missão que carrega com sua geração e gerações mais novas de resgate ambiental e cultural dentro da comunidade que vive. Para atuar cada vez mais localmente e cobrar autoridades políticas sobre a responsabilidade do Estado, ele entrou para o a faculdade de Agronomia no Instituto Federal do Pará, no campus Castanhal.</p>
<p>A realidade vem tomando outros rumos contra a degradação e vem dando esperança aos paraenses da agrovila Itaqui.</p>
<blockquote><p>“Na comunidade, era comum o descarte irregular de lixo, que acaba parando nos rios e igarapés, por causa da ausência de programas de coleta seletiva. Nossa comunidade também não teve contato com qualquer processo de conscientização sobre o lixo, liderado pelo poder público. Por isso, o descarte intensificava a degradação dos rios”, detalha. “Parece uma ação simples, mas não é. É preciso mobilizar, educar, reunir”.</p></blockquote>
<figure id="attachment_10812" aria-describedby="caption-attachment-10812" style="width: 225px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-10812 size-medium" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri5-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri5-225x300.jpeg 225w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri5-768x1024.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri5-150x200.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri5-450x600.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/miri5.jpeg 960w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /><figcaption id="caption-attachment-10812" class="wp-caption-text">Trabalho do Coletivo Miri na agrovila Itaqui. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>O programa que apoiou o Coletivo Miri por meio da agência é o IARA – Inovação e Aceleração na Região Amazônica, uma plataforma criada para fortalecer coletivos e organizações ativistas para que projetos como o Miri sejam tirados do papel e realmente praticados em comunidades. E por ali, a mobilização chegou!</p>
<p>Os jovens conseguiram engajar a igreja, o ginásio de esportes, os postos de saúde e as escolas nas ações da campanha. Redes de juventude foram constituídas, com a formação de cinco jovens multiplicadores de coleta seletiva na comunidade. Por meio de articulações com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Castanhal, conseguiram a instalação de três lixeiras seletivas na comunidade. Outras sete estão em vias de instalação. Agora, a partir dos aprendizados da campanha e das redes articuladas, eles estão desenvolvendo uma nova campanha para tratar do reflorestamento das nascentes.</p>
<h3><strong>Resgate da agricultura familiar </strong></h3>
<p>A degradação ambiental foi um dos motivos, mas não o único, que estimulou o trabalho do Coletivo Miri. Pedro conta que a desvalorização do trabalho de agricultores familiares também está no alvo da organização dos jovens:</p>
<blockquote><p>“Grande parte da nossa alimentação não é considerada saudável e planejamos projetos futuros para ligar agroecologia com segurança alimentar na comunidade”.</p></blockquote>
<p>Para ele, esse processo representa um resgate de seus ancestrais.</p>
<blockquote><p>“A maioria da população aqui não vive da agricultura. Grande parte trabalha no comércio e na indústria. Temos que fazer esse resgate da agricultura familiar com um processo de circuito curto de comercialização de alimentos para barrar esse caminho inverso”.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/voce-conhece-o-trabalho-do-coletivo-jovens-tapajonicos/" target="_blank" rel="noopener"><b>Você conhece o trabalho do Coletivo Jovens Tapajônicos?</b></a></p>
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