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	<title>clima &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>clima &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Inmet projeta julho de calor intenso com marcas acima da média no interior do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:40:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Inmet indica que as temperaturas em julho ficarão acima da média histórica em todo o Norte, com aquecimento ainda mais forte no Acre, Tocantins e no centro-norte e interior do Pará. O mês terá realidades opostas. O Amapá e o noroeste do Pará terão volumes de chuva acima da média, enquanto praticamente todo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Inmet indica que as temperaturas em julho ficarão acima da média histórica em todo o Norte, com aquecimento ainda mais forte no Acre, Tocantins e no centro-norte e interior do Pará.</em></li>
<li><em>O mês terá realidades opostas. O Amapá e o noroeste do Pará terão volumes de chuva acima da média, enquanto praticamente todo o Amazonas e o norte de Roraima vão enfrentar seca, com chuvas abaixo do normal.</em></li>
<li><em> No Tocantins e no sudeste do Pará, o tempo mais firme e quente é ideal para acelerar a secagem e a colheita do milho e do feijão de segunda safra, garantindo a qualidade do produto.</em></li>
<li><em>No Amazonas e em Roraima, a combinação de calor forte e falta de chuva vai reduzir a umidade da terra, o que pode prejudicar pastagens, afetar o desenvolvimento de culturas locais e aumentar o risco de queimadas.</em></li>
</ul>
<p>O mês de julho mês será marcado por temperaturas acima da média histórica em praticamente toda a região Norte do Brasil e por realidades opostas em relação às chuvas, o que exige atenção dos produtores locais devido à redução da umidade do solo em áreas específicas.</p>
<p>A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e traze projeções importantes para o planejamento das atividades de campo na Região Norte.</p>
<p>Em julho, o comportamento das chuvas na Região Norte não será uniforme:</p>
<ul>
<li><strong>Onde chove mais:</strong> Os volumes devem ficar acima da média histórica apenas no Amapá e no noroeste do Pará.</li>
<li><strong>Onde chove menos</strong>: Praticamente todo o estado do Amazonas e o extremo norte de Roraima enfrentarão um período de seca mais acentuado, com chuvas abaixo da média. Nas demais áreas da região, a precipitação acompanha a média histórica.</li>
</ul>
<p>Já as temperaturas devem subir em toda a região, ficando, em média, 1 °C acima do normal. O calor será ainda mais intenso no centro-norte do Pará, em grande parte do Acre e do Tocantins, com destaque para o interior paraense, onde os termômetros podem registrar as maiores altas.</p>
<h3>O impacto nas lavouras</h3>
<p>As condições climáticas desenham dois cenários distintos para o setor produtivo regional neste mês:</p>
<ul>
<li><strong>Ritmo acelerado no Pará e Tocantins:</strong> No sudeste do Pará e no Tocantins, a combinação de temperaturas elevadas com chuvas na média histórica vai favorecer diretamente o final da colheita do milho e do feijão de segunda safra. O tempo mais firme acelera a secagem natural dos grãos e abre boas janelas de trabalho para as máquinas, preservando a qualidade da colheita.</li>
<li><strong>Riscos no Amazonas e Roraima</strong>: O cenário muda no norte de Roraima e na maior parte do Amazonas. Com menos chuva e muito calor, a perda de umidade para a atmosfera será acelerada. Isso deve reduzir a água disponível na terra, o que pode prejudicar o desenvolvimento de lavouras e pastagens, além de elevar consideravelmente o risco de focos de incêndio na região.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Produtor que não se adaptar ao clima será visto como cliente de &#8216;maior risco&#8217; pelo sistema financeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 16:11:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/agronegocio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O produtor rural que não priorizar estratégias de adaptação às mudanças climáticas passará a ser percebido como um cliente de maior risco pelo sistema financeiro. A avaliação é de Fabiana Alves, presidente do Rabobank no Brasil, durante o Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio, na semana passada. “O clima é um ativo essencial, produtivo, sem [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/agronegocio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O produtor rural que não priorizar estratégias de adaptação às mudanças climáticas passará a ser percebido como um cliente de maior risco pelo sistema financeiro. A avaliação é de Fabiana Alves, presidente do Rabobank no Brasil, durante o Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio, na semana passada.</p>
<blockquote><p>“O clima é um ativo essencial, produtivo, sem o qual não há produtividade, não há estabilidade nem retorno econômico. Ao mesmo tempo, ele não está no controle do produtor, está mais volátil a cada dia e é um ativo para o qual a gente não tem seguro”, destacou a executiva.</p></blockquote>
<p>De acordo com ela, diante da crescente instabilidade climática, as instituições passaram a incorporar dados georreferenciados, histórico de produtividade e variabilidade climática na análise de crédito, com o objetivo de avaliar a exposição das propriedades a eventos extremos.</p>
<blockquote><p>“Os bancos estão intensificando o monitoramento das áreas financiadas com uso de geodata e dados climáticos. Hoje já é possível sobrepor regime de chuva, histórico de perdas e variabilidade hídrica para estimar risco de quebra de safra.”</p></blockquote>
<h3><strong>Ativo econômico</strong></h3>
<p>Nesse cenário, o clima deixa de ser apenas uma variável externa e passa a ser um fator econômico determinante para a atividade. No Brasil, esse fator está diretamente ligado ao regime de chuvas, que sustenta a produção e viabiliza a segunda safra em diversas regiões.</p>
<blockquote><p>“O primeiro incentivo à segurança climática é o próprio Código Florestal. O primeiro desincentivo é o desmatamento desenfreado”, disse Fabiana ao reforçar que essa dinâmica depende de uma estabilidade ecossistêmica associada à preservação.</p></blockquote>
<h3><strong>Análise baseada em dados climáticos</strong></h3>
<p>Ao incorporar essa nova variável de risco, o crédito rural passa a ser estruturado com maior nível de rastreabilidade, conectando o financiamento ao uso do solo e à exposição climática das áreas produtivas.</p>
<p>No Brasil, a Resolução 5.267 do Banco Central criou bases para essa integração, enquanto exigências de transparência sobre risco climático avançam em outros mercados, especialmente na Europa.</p>
<p>Na prática, a capacidade de adaptação do produtor vai influenciar cada vez mais as operações. Estratégias como manejo do solo, retenção de água, diversificação produtiva e preservação ambiental tendem a reduzir a percepção de risco e melhorar o acesso ao crédito.</p>
<blockquote><p>“Faz mais sentido abrir mais área ou garantir a resiliência climática da área que você já tem? Não é pela sustentabilidade ambiental, é pela sustentabilidade econômica do ativo”, disse a executiva.</p></blockquote>
<h3><strong>Seguro rural ainda é gargalo</strong></h3>
<p>Fabiana também chamou a atenção para a fragilidade do seguro rural no Brasil. A baixa cobertura e capacidade limitada de absorver perdas aumentam o risco do sistema e afetam as condições de financiamento. “É o seguro que vai garantir a fluidez do crédito em qualquer momento drástico, seja ele climático ou não”, acrescentou ela.</p>
<h3><strong>Compliance ambiental</strong></h3>
<p>A mudança também amplia a exigência de compliance ambiental pelos bancos, que precisam verificar se o produtor cumpre a legislação antes de liberar o recurso. Diante da falta de dados públicos confiáveis e integrados, as instituições têm criado estruturas próprias de verificação, o que encarece as operações.</p>
<blockquote><p>“Os bancos estão tendo que fazer além do seu papel, por risco reputacional e pela falta de dados públicos confiáveis”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Um dos principais entraves, segundo ela, é o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que ainda não está totalmente analisado e validado. “Sem o CAR, a gente não consegue garantir o compliance ambiental nem usar adequadamente os instrumentos de incentivo à segurança climática”, concluiu.</p>
<p><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
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		<title>Chuvas, cheias e El Niño: Veja o cenário climático do Pará para 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 17:23:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/cheias1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) apresentou, na última quinta-feira (26), a previsão climática para o trimestre março, abril e maio de 2026. O prognóstico indica chuvas dentro ou acima da média no Norte e Nordeste do Pará no trimestre, enquanto as demais regiões devem registrar chuvas normais ou abaixo do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/cheias1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) apresentou, na última quinta-feira (26), a previsão climática para o trimestre março, abril e maio de 2026. O prognóstico indica chuvas dentro ou acima da média no Norte e Nordeste do Pará no trimestre, enquanto as demais regiões devem registrar chuvas normais ou abaixo do esperado.</p>
<p>Em relação às cheias dos rios, as bacias do Tapajós e Baixo Amazonas apresentam maior probabilidade de atingimento da cota de alerta de cheias, entre abril e maio.</p>
<p>Mesmo com o foco no período chuvoso, a discussão técnica também acendeu um alerta antecipado para o segundo semestre de 2026, diante da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño.</p>
<p>A redução das chuvas na região Amazônica, associada à distribuição irregular registrada nos últimos meses, pode impactar o próximo ciclo. O alerta é direcionado especialmente ao período seco, com planejamento para uma possível estiagem mais intensa.</p>
<p>O cenário reforça a importância do fortalecimento contínuo do Programa Estadual de Prevenção a Incêndios Florestais (Pepif) e da integração entre os órgãos ambientais e de segurança pública. A previsibilidade climática realizada pela Semas é estratégica para subsidiar ações preventivas e garantir respostas mais rápidas e coordenadas.</p>
<blockquote><p>&#8220;A reunião climática coordenada foi fundamental para que possamos nos antecipar aos eventos extremos, especialmente neste período chuvoso, quando há maior ocorrência de chuvas intensas, inundações e alagamentos. Esses encontros fortalecem nosso planejamento e garantem uma resposta mais rápida e efetiva à população”, disse o segundo sargento do CBMPA, Márcio Avelar, atualmente na Coordenadoria Estadual de Defesa Civil.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Dias das Florestas: A importância da Amazônia no combate à crise climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2025 12:10:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/AMAZONIA-PARAENSE-Ascom-Ideflor-Bio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Falar em Amazônia nunca esteve tão em alta, principalmente neste 21 de março, quando se comemora o Dia Internacional das Florestas. Não apenas porque a maior floresta tropical do mundo vai abrigar a COP30, em novembro, mas pelo papel vital que ela desempenha no combate à crise climática. Sua importância fica ainda mais evidente nesta [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/AMAZONIA-PARAENSE-Ascom-Ideflor-Bio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Falar em Amazônia nunca esteve tão em alta, principalmente neste 21 de março, quando se comemora o Dia Internacional das Florestas. Não apenas porque a maior floresta tropical do mundo vai abrigar a COP30, em novembro, mas pelo papel vital que ela desempenha no combate à crise climática.</p>
<p>Sua importância fica ainda mais evidente nesta semana quando um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma das fontes mais confiáveis do mundo de atualizações climáticas, mostrou que o planeta, mais quente do que nunca, pede socorro.</p>
<p>A Floresta Amazônica é um dos maiores sumidouros de carbono do planeta, ou seja, ela absorve mais CO2 do que libera, ajudando a diminuir o aquecimento global.. Ela influencia os padrões de chuva em toda a América do Sul e em outras partes do mundo, através da evapotranspiração, que é o processo pelo qual a água é devolvida à atmosfera pelas plantas. Como se fosse pouco, a Amazônia ainda ajuda a regular a temperatura global, pois a floresta densa e úmida ajuda a resfriar o ar.</p>
<p>Isso sem contar que ela abriga uma enorme variedade de espécies de plantas e animais, muitas das quais são únicas e ainda desconhecidas pela ciência.</p>
<p>Por todos esses serviços fundamentais para regular o clima , é urgente livrar a Amazônia de uma série de ameaças interligadas, que podem se resumidas em um conjunto de atividades humanas que impulsionam o desmatamento e a degradação.</p>
<h3>As maiores ameaças</h3>
<p>A conversão de floresta em pastagens para criação de gado e em áreas de cultivo, especialmente para soja, é a principal causa do desmatamento na Amazônia. A extração ilegal de madeira contribui para a destruição da floresta e para a perda de biodiversidade. A mineração ilegal causa graves danos ambientais, como a contaminação de rios por mercúrio e a destruição de habitats.</p>
<p>Nossa floresta ainda sofre com as mudanças climáticas, impulsionadas pela queima de combustíveis fósseis e pelo desmatamento, que aumentam a frequência e a intensidade de secas e incêndios. Esses eventos extremos agravam a degradação da floresta e podem levar ao seu colapso.</p>
<p>Isso porque os altos índices de desmatamento não fazem só diminuir a cobertura verde e reduzir a biodiversidade em uma área, mas também leva ao aumento das emissões de CO2, já que há menos árvores para absorver. Com mais gases na atmosfera, as temperaturas vão aumentando e os ciclos de chuva e calor também são alterados.</p>
<p>Mas não é só isso. Menos floresta também é sinal de menos diversidade de alimentos na nossa mesa e menos renda para muitas populações. Já pensou uma alimentação com menos castanha, menos açaí, menos pupunha, menos cupuaçu, menos cacau? Todos esses produtos são produzidos e extraídos de florestas que estão cada vez mais encurraladas pelo fogo e pela serra elétrica. Além disso, as comunidades que sobrevivem protegendo e trabalhando com o que vem da mata também são diretamente atingidas.</p>
<h3>As principais armas</h3>
<p>Mas se as ameaças são diversas, as ações para combatê-las também são. Tudo começa com o fortalecimento da fiscalização e do controle do desmatamento. É fundamental também incentivar atividades econômicas sustentáveis, fomenttar práticas agrícolas que reduzam as emissões de gases de efeito estufa e criar mecanismos de pagamento por serviços ambientais.</p>
<p>Ações de reflorestamento e restauração de áreas degradadas são também essenciais para recuperar a capacidade da floresta de absorver CO2.</p>
<p>Em tempos de COP30, o mais importante evento climático está sendo realizado pela primeira vez na floresta. É necessário cobrar por mais medidas efetivas que ajudem a construir um futuro sustentável. A proteção da Amazônia é a ação essencial para proteger todo o planeta.</p>
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		<title>Aquecimento global bate recorde e planeta pede socorro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2025 13:08:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/Enchente_maraba-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O ano de 2024 foi o mais quente de toda história e o primeiro a registrar temperaturas 1,5 ºC acima da média da era pré-industrial, confirma o mais recente relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas especializada em estudos sobre clima, tempo e recursos hídricos. Divulgado nesta quarta-feira, 19, o estudo reforça [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/Enchente_maraba-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O ano de 2024 foi o mais quente de toda história e o primeiro a registrar temperaturas 1,5 ºC acima da média da era pré-industrial, confirma o mais recente relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas especializada em estudos sobre clima, tempo e recursos hídricos. Divulgado nesta quarta-feira, 19, o estudo reforça que o clima do planeta está mudando de forma acelerada, o que pode deixar consequências irreversíveis para a vida na Terra e levar a impactos econômicos e sociais.</p>
<p>Os sinais de alerta são diversos: a concentração de dióxido de carbono (CO2) está nos níveis mais altos dos últimos 800 mil anos; cada um dos últimos dez anos foram individualmente os mais quentes já registrados; a cada ano foram batidos novos recordes para ondas de calor no oceano; as maiores perdas de massa geleira ocorreu nos últimos três anos e o nível do mar dobrou desde que as medições por satélite começaram.</p>
<blockquote><p>“Dados de 2024 mostram que nossos oceanos continuaram a aquecer, e os níveis do mar continuaram a subir. As partes congeladas da superfície da Terra, conhecidas como criosfera, estão derretendo a uma taxa alarmante: as geleiras continuam a recuar, e o gelo marinho da Antártida atingiu sua segunda menor extensão já registrada. Enquanto isso, o clima extremo continua a ter consequências devastadoras ao redor do mundo”, destacou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM.</p></blockquote>
<p>A combinação desses fatores com a alta das temperaturas dos últimos anos cria um cenário de crise. Ciclones tropicais, inundações, secas e outros perigos em 2024 levaram ao maior número de novos deslocamentos registrados nos últimos 16 anos, contribuindo para o agravamento da fome, com enormes perdas econômicas.</p>
<p>Evitar um quadro mais drástico ainda é possível, segundo a agência. Apesar de em 2024 a Terra ter superado a média de 1,5 ºC prevista no Acordo de Paris, a OMM diz que o aumento médio está entre 1.34 e 1.41 °C.</p>
<blockquote><p>“Nosso planeta está emitindo mais sinais de socorro, mas este relatório mostra que limitar o aumento da temperatura global a longo prazo a 1,5 graus Celsius ainda é possível. Os líderes devem se esforçar para que isso aconteça,  aproveitando os benefícios de energias renováveis ​​baratas e limpas para seus povos e economias, com novos planos climáticos nacionais previstos para este ano”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, Antônio Guterres, fazendo alusão aos planos que devem ser aprovados pelos países na COP30, que ocorre em novembro, em Belém.</p></blockquote>
<p>Para a entidade, é necessário que os governos assumam compromissos mais ousados de redução das emissões de gases do efeito estufa e também invistam no fortalecimento de estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Sem esse investimento, populações inteiras ficam vulneráveis aos impactos de grandes secas, enchentes e outros desastres naturais cada vez mais frequentes.</p>
<p>O investimento em serviços meteorológicos, hídricos e climáticos é mais importante do que nunca para enfrentar os desafios e construir comunidades mais seguras e resilientes, enfatizou Celeste</p>
<blockquote><p>“Estamos progredindo, mas precisamos ir mais longe e mais rápido. Apenas metade de todos os países do mundo têm sistemas de alerta precoce adequados. Isso precisa mudar”, salientou ela.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Clima extremo matou 800 mil pessoas no mundo em 30 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2025 14:58:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/Seca_amazonia77-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um estudo, divulgado nesta semana, destaca que eventos climáticos extremos, como tempestades, inundações, ondas de calor e secas, causaram a morte de quase 800 mil pessoas nos últimos 30 anos em todo o mundo. Além disso,  geraram prejuízos econômicos estimados em US$ 4,2 trilhões. No Brasil, entre 1993 e 2022,  foram 137 mil mortes e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/Seca_amazonia77-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um estudo, divulgado nesta semana, destaca que eventos climáticos extremos, como tempestades, inundações, ondas de calor e secas, causaram a morte de quase 800 mil pessoas nos últimos 30 anos em todo o mundo. Além disso,  geraram prejuízos econômicos estimados em US$ 4,2 trilhões.</p>
<p>No Brasil, entre 1993 e 2022,  foram 137 mil mortes e um prejuízo de  mais de R$ 10 bilhões, segundo o relatório da ONG alemã German Watch. O período, portanto, não inclui os incêndios devastadores na Amazônia e no Pantanal, além da seca no Norte e Centro-Oeste, considerado a maior da história, que ocorreram no ano passado.</p>
<p>O Brasil, como sede da COP30, &#8220;a reunião mais importante do clima da ONU&#8221;, em novembro próximo, como destaca o estudo, tem um papel fundamental a desempenhar.  Ele pode usar sua influência diplomática para facilitar o diálogo entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, buscando um consenso para a implementação de medidas ambiciosas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e, principalmente, para destravar o financiamento climático.</p>
<p>Como mostra o relatório, o impacto maior dos mais de 9.400 desastres climáticos, registrados neste 30 anos, foi nos países mais pobres e vulneráveis do chamado Sul Global. Nesse sentido, Honduras, Mianmar e Vanuatu foram os que mais sofreram com o clima. Aqueles que  menos contribuem para as mudanças climáticas  sempre são os mais afetados por elas. a. Por isso é justo que países desenvolvidos ofereçam apoio financeiro e tecnológico para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar os desafios da crise climática.</p>
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		<title>Entenda o que é a COP16, que começa hoje na Colômbia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2024 13:13:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/mamifero_inia_geoffrensis_boto-vermelho_diogo_lagroteria_0-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Representações de mais de 190 países se reúnem a partir desta segunda-feira, 21, em Cali, na Colômbia, para a 16ª Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP16). Com o tema &#8220;Paz com a natureza&#8221;, a pauta principal será a proteção da diversidade biológica do mundo e a expectativa é que os debates apontem caminhos para a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/mamifero_inia_geoffrensis_boto-vermelho_diogo_lagroteria_0-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Representações de mais de 190 países se reúnem a partir desta segunda-feira, 21, em Cali, na Colômbia, para a 16ª Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP16). Com o tema &#8220;Paz com a natureza&#8221;, a pauta principal será a proteção da diversidade biológica do mundo e a expectativa é que os debates apontem caminhos para a implementação do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, adotada há dois anos na COP15, no Canadá.</p>
<p>O acordo, também conhecido pela sigla GBF, inclui 23 metas que têm por objetivo salvaguardar e utilizar de forma sustentável a biodiversidade. A expectativa é que a COP16 se dedique à apresentação de estratégias e planos para deter a perda de espécies até 2030, a atualização e revisão de metas para o cumprimento do acordo, a mobilização dos recursos necessários para a proteção da biodiversidade e a criação de um mecanismo multilateral para repartição justa e equitativa de benefícios decorrentes do uso de recursos genéticos.</p>
<p>Em coletiva à imprensa na semana passada, os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e das Relações Exteriores (MRE) detalharam os pontos centrais que serão defendidos pela delegação brasileira. Um aspecto decisivo será a definição de instrumentos para que o financiamento para a proteção da biodiversidade alcance os US$ 200 bilhões negociados na última COP. Segundo os especialistas, f<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/financiamento-para-protecao-da-biodiversidade-sera-desafio-da-cop16/">altam mecanismos transparentes para saber quanto de fato os países desenvolvidos estão repassando aos países em desenvolvimento</a>.</p>
<p>Além disso, o Brasil pretende assumir uma posição de liderança porque está elaborando a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (Epanb) em diálogo com o Plano Clima, que deve orientar as medidas para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Dessa forma, o país estaria unindo esforços para evitar o agravamento das crises climática e de perda de biodiversidade que foram aceleradas pela ação humana.</p>
<p>Em <a href="https://ricardoabramovay.com/2024/09/cop16-para-juntar-clima-e-biodiversidade/" target="_blank" rel="noopener">artigo publicado na Folha de São Paulo</a>, o pesquisador da Universidade de São Paulo, Ricardo Abramovay avalia que a COP16 será importante para unir as agendas de luta contra a emergência climática e de proteção e regeneração dos biomas. Para ele, o Brasil pode ser referência para um esforço global para que tenha como metas interromper a destruição da natureza e incorporar a diversidade biológica à agricultura, transformando as práticas baseadas no uso de produtos químicos e em “produções monótonas”.</p>
<blockquote><p>“O Brasil pode ser líder na transformação ecológica do sistema agroalimentar global. A premissa para tanto é fortalecer a biodiversidade da agropecuária, não só para ampliar o leque de produtos que ela oferece, mas, sobretudo, para protegê-la diante do avanço da crise climática. A forte presença do Brasil em Cali será uma contribuição fundamental nesse sentido”, sugere Abramovay.</p></blockquote>
<p>Fique por dentro dos principais anúncios, as propostas e contribuições brasileiras para a conservação da biodiversidade acompanhando a cobertura da COP16 no <strong>Pará Terra Boa</strong>.</p>
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		<title>Pesquisadores desenvolvem sistema para descrever com precisão o clima da América do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Apr 2024 14:24:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/clima-america-do-sul-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O agravamento da crise climática torna as informações sobre a condição do tempo, clima, temperatura, períodos de seca e níveis de chuva cada vez mais essenciais para a população do mundo todo. Apesar da importância desses dados, regiões vulneráveis a essas mudanças como a América do Sul ainda não contam com sistemas precisos para descrever [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/clima-america-do-sul-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O agravamento da crise climática torna as informações sobre a condição do tempo, clima, temperatura, períodos de seca e níveis de chuva cada vez mais essenciais para a população do mundo todo. Apesar da importância desses dados, regiões vulneráveis a essas mudanças como a América do Sul ainda não contam com sistemas precisos para descrever os processos hidroclimáticos.</p>
<p>Diante desse desafio, um consórcio de pesquisa que inclui especialistas do Brasil, Estados Unidos e da União Europeia tem se dedicado ao desenvolvimento de um modelo computacional específico para os países sulamericanos. A ideia é que o sistema ajude os tomadores de decisão a entender a necessidade de adotar medidas mais efetivas de adaptação às mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>“A América do Sul enfrenta duas forças gigantescas, que são as mudanças climáticas e no uso da terra, que têm ocorrido não só na floresta amazônica, mas também em outras áreas da região, como o Chaco, na Argentina. E também temos mudanças muito grandes tanto no clima global quanto no regional. Como resultado desses processos temos observado que os extremos climáticos estão mudando em todo o continente e isso põe em risco a segurança hídrica e alimentar de milhões de pessoas”, disse Francina Dominguez, do Centro Nacional de Aplicações de Supercomputação da Universidade de Illinois, à <a href="https://agencia.fapesp.br/grupo-internacional-faz-simulacoes-capazes-de-descrever-com-precisao-inedita-o-clima-na-america-do-sul/51389" target="_blank" rel="noopener">Agência Fapesp</a>.</p></blockquote>
<p>De acordo com os cientistas, as alterações já observadas, a exemplo da <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mudancas-climaticas-e-nao-o-el-nino-foram-a-causa-principal-da-seca-severa-na-amazonia/">seca extrema de 2023 na Amazônia</a>, devem afetar a produtividade agrícola, o abastecimento de água e a geração de energia em outras localidades. No entanto, as previsões são prejudicadas porque os modelos climáticos globais (GCMs, na sigla em inglês) não capturam as particularidades do hidroclima regional.</p>
<p>Por meio do South America Afinity Group, os pesquisadores já conseguiram realizar duas simulações computacionais e de previsão do tempo com precisão inédita, representando climas históricos e futuros do continente. Com isso será possível validar um modelo avaliar as alterações que ocorrerão na região com o clima mais quente, por exemplo.</p>
<blockquote><p> “Agora, estamos começando a ser capazes de representar corretamente o hidroclima da América do Sul nas escalas necessárias”, ressaltou Francina Dominguez,</p></blockquote>
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		<title>Restauração florestal eleva níveis de chuva e reduz impactos de secas e inundações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2024 13:17:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/floresta-mais-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz A Amazônia possui a maior superfície de água do Brasil, com 10,9 milhões de hectares, segundo dados do MapBiomas referentes ao ano de 2022, quando houve um crescimento de 6,2% na extensão dos corpos d’água. Apesar disso, o levantamento mostra que a tendência geral é de redução nesse índice em função dos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/floresta-mais-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>A Amazônia possui a maior superfície de água do Brasil, com 10,9 milhões de hectares, segundo dados do MapBiomas referentes ao ano de 2022, quando houve um crescimento de 6,2% na extensão dos corpos d’água. Apesar disso, o levantamento mostra que a tendência geral é de redução nesse índice em função dos sucessivos eventos de seca que provocam queda nos volumes de chuva. Para preservar esse recurso, a recomendação da ciência é atuar ao nível das paisagens, incentivando ações como a restauração florestal.</p>
<p>Estudos científicos já revelaram que a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mudancas-climaticas-e-nao-o-el-nino-foram-a-causa-principal-da-seca-severa-na-amazonia/">seca severa enfrentada em 2023 foi causada não apenas pelo El Niño</a>, mas sobretudo pelo impacto das mudanças climáticas que são intensificadas por práticas como o desmatamento. Na semana em que se celebra o Da da Água, em 22 de março, o <strong>Pará Terra Boa</strong> destca um documento elaborado pelo Painel Científico para a Amazônia (SPA, na sigla em inglês), em que reforça esse entendimento ao destacar os impactos humanos nas emissões de carbono e na perda dos serviços ecossistêmicos.</p>
<blockquote><p>“A perda de florestas pode reduzir a precipitação e aumentar as temperaturas da superfície terrestre, especialmente durante a estação seca, reforçando um ciclo de retroalimentação no qual a redução da transpiração leva a uma diminuição do conteúdo de água atmosférica e a novas reduções na precipitação. Isso já foi observado na região sul e sudeste da Amazônia, onde a estação seca é 4 a 5 semanas mais longa”, diz um <a href="https://www.aamazoniaquequeremos.org/spa_publication/policy-brief-2023-impactos-humanos-nas-emissoes-de-carbono-perdas-nos-servicos-ecossistemicos/" target="_blank" rel="noopener">artigo publicado pelo SPA</a>.</p></blockquote>
<p>Na mesma linha, um <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/2015GL066063" target="_blank" rel="noopener">artigo publicado na revista Geophysical Research Letters</a> faz uma constatação preocupante sobre o cenário atual e os efeitos futuros da devastação sobre os recursos hídricos. As modelagens realizadas indicam que a extensão atual do desmatamento já levou à redução das chuvas anuais na bacia amazônica em 1,8%. Até 2050, a estimativa é que o índice de precipitação caia 8,1%.</p>
<p>Para manter e recuperar o nível de chuvas da região, uma das estratégias defendidas é a restauração florestal. Um <a href="https://www.aamazoniaquequeremos.org/wp-content/uploads/2022/02/Chapter-29-in-Brief-PT.pdf" target="_blank" rel="noopener">dossiê do SPA</a> ressalta a importância dessa abordagem para a absorção de carbono e o combate às mudanças climáticas, por exemplo.</p>
<p>Segundo o estudo, os cerca de 2,4 milhões de hectares de florestas secundárias existentes na América Latina serão capazes de absorver o equivalente a 9 bilhões de toneladas de carbono, compensando as emissões provenientes dos processos industriais da América Latina e Caribe no período de 1993 a 2014. Além disso, o trabalho evidencia os benefícios da restauração para o clima do bioma.</p>
<blockquote><p>“A restauração terrestre ajudará a Amazônia a manter sua integridade hidrológica, com a evapotranspiração de florestas restauradas contribuindo para a transferência de umidade no sentido Leste-Oeste. Essa restauração também poderia beneficiar os ecossistemas aquáticos, assegurar que os níveis de descarga nos rios fossem mantidos por toda a bacia e até mesmo a transferência de nutrientes para as planícies inundadas. A maior umidade também ajudaria a prevenir queimadas, que são algumas das principais causas do colapso ecológico em grande escala”, pontua um trecho do documento.</p></blockquote>
<p>Assim como a seca, os períodos de cheias intensas também trazem enormes danos, principalmente para as populações que habitam próximo de áreas inundáveis. Nesse quesito, a restauração na escala das bacias também pode ajudar a mitigar esse risco que é potencializado pelo desmatamento.</p>
<blockquote><p>“Os modelos sugerem que a restauração de sub-bacias de matas ciliares é provavelmente um dos mecanismos mais eficazes para reduzir inundações, sendo que, por exemplo, a restauração em 10-15% da bacia reduziria a magnitude do pico das inundações em 6% após 25 anos”, acrescenta o artigo.</p></blockquote>
<p>Outros efeitos positivos do incentivo à restauração florestal incluem a garantia dos direitos territoriais de povos indígenas e comunidades tradicionais, o fortalecimento de modelos econômicos baseados nos produtos da floresta, bem como na recuperação da produtividade de áreas degradadas a partir de modelos sustentáveis, a exemplo do que ocorre com o <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/agroflorestas-tem-enorme-potencial-no-combate-as-mudancas-climaticas-diz-estudo/">SAF</a> e o <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistema-ilpf-garante-producao-rural-sustentavel-e-com-mais-rentabilidade/">ILPF</a>.</p>
<blockquote><p>“Manter ou até mesmo reduzir a duração da temporada seca poderia beneficiar sistemas de dupla lavoura que são vulneráveis a mudanças climáticas”, destaca.</p></blockquote>
<p>Para impulsionar esses benefícios, o SPA defende o engajamento dos setores público, privado e da sociedade civil em torno da restauração florestal pensada ao nível das paisagens e das bacias hidrográficas, ou seja, levando em consideração as diferentes formas de uso da terra e a necessidade de potencializar suas vantagens sociais, econômicas e ambientais.</p>
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		<title>Organizações pedem em manifesto paridade de gênero e raça na participação da COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2024 14:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[paridade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/mulheres_clima-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Mais de 50 organizações da sociedade civil divulgaram nesta sexta-feira, 8, Dia Internacional da Mulher, um manifesto em que se pede paridade de gênero, raça, etnia, classe social, geração, identidade de gênero e orientação sexual nos preparativos e nas negociações da COP30. A conferência do clima da ONU está prevista para aconteer em Belém, em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/mulheres_clima-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Mais de 50 organizações da sociedade civil divulgaram nesta sexta-feira, 8, Dia Internacional da Mulher, um <a href="https://www.oc.eco.br/wp-content/uploads/2024/03/Manifesto-pela-Paridade-de-Genero-e-Raca-na-COP30.pdf" target="_blank" rel="noopener" data-wpel-link="internal">manifesto em que se pede paridade</a> de gênero, raça, etnia, classe social, geração, identidade de gênero e orientação sexual nos preparativos e nas negociações da COP30. A conferência do clima da ONU está prevista para aconteer em Belém, em novembro de 2025.</p>
<p>O manifesto pede: equidade e representatividade nas delegações; promoção da igualdade de oportunidades; inclusão de perspectivas de gênero em políticas climáticas; investimentos em formação; combate à violência de gênero relacionada ao clima; e transparência.</p>
<blockquote><p>“Acreditamos que a inclusão plena e a igualdade de participação de mulheres, homens e outras identidades de gênero é essencial para a construção de um futuro resiliente e sustentável para o nosso planeta”, afirma o documento.</p></blockquote>
<p>A mobilização nasceu dentro do Grupo de Trabalho de Gênero e Justiça Climática do Observatório do Clima, que conta com 180 integrantes da rede do OC e de não membros.</p>
<p>Embora a disparidade de gênero e raça seja histórica nos ambientes de discussões climáticas, o manifesto ganha ainda mais sentido após o comitê organizador da COP29, que acontece na capital do Azerbaijão, receber críticas em janeiro por ser composto exclusivamente por homens. Só depois da pressão da opinião pública, foram incluídas mulheres.</p>
<h3>Mulheres pelo clima</h3>
<p>O Grupo de Trabalho de Gênero e Justiça Climática do Observatório do Clima também produziu uma campanha com as <a href="https://www.instagram.com/p/C4L3X3nPsLi/" target="_blank" rel="noopener external noreferrer" data-wpel-link="external">“Mulheres que dão as cartas pelo clima”</a>. Trata-se de um baralho, com a imagem de líderes que se destacam na luta contra a crise climática e as consequências do aquecimento global.</p>
<p>As 14 primeiras já começaram a circular com figuras como a ministra do STF Cármen Lúcia; a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; a ministra do Povos Indígenas, Sonia Guajajara; a secretária nacional de Mudança do Clima, Ana Toni; a líder indígena wapixana Sinéia do Vale; a líder comunitária de Caranguejo Tabaiares (PE) Sarah Marques; a jornalista Elaíze Farias; além de artistas como a cantora Maria Gadú e a atriz Laila Zaid.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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