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	<title>chacina &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Pará lidera o ranking nacional de conflitos por terra em 2021</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 May 2022 18:12:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/Alessandra_Munduruku_Midia_Ninja_2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará Terra Boa tem publicado informações nesta semana sobre o aumento da violência no Estado. Poucos dias atrás, houve chacina em Altamira e com participação de facções criminosas, conforme afirmou o governador Helder Barbalho. Agora, de acordo com a 36ª edição do relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Estado do Pará liderou [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/Alessandra_Munduruku_Midia_Ninja_2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O <strong>Pará Terra Boa</strong> tem publicado informações nesta semana sobre o aumento da violência no Estado. Poucos dias atrás, houve chacina em Altamira e com participação de facções criminosas, conforme afirmou o governador <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/altamira-vive-horror-de-chacinas-com-presenca-de-faccoes-criminosas/" target="_blank" rel="noopener">Helder Barbalho</a>.</p>
<p>Agora, de acordo com a 36ª edição do relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Estado do Pará liderou o ranking nacional de conflitos por terra em 2021, com 156 casos contra trabalhadores e trabalhadoras do campo brasileiro, indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais. Na sequência aparecem a Bahia (134) e o Maranhão (97). No total, no Brasil, foram registradas 1.242 ocorrências de conflitos por terra, com 670.760 mil pessoas envolvidas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 17/05, pela CPT.</p>
<p>Entre os principais promotores dos conflitos por terra estão os fazendeiros (25%), seguido por grileiros de terras (19%) e garimpeiros (15%). Já entre quem sofre com os conflitos no campo no Pará, estão, principalmente, os povos indígenas (38%), sem terra (29%) e assentados da reforma agrária (13%).</p>
<h3>Por água</h3>
<p>O número de conflitos por água no Pará registrou um aumento entre os dois últimos anos: passando de 31, em 2020, para 47, em 2021. E a quantidade de famílias envolvidas nesses conflitos mais que dobrou: saiu de 7.871 e foi para 16.122. Essas pessoas, vítimas dos conflitos por água, em sua maioria são indígenas (43%), depois ribeirinhos e quilombolas, que, ambos, representam 23% do total.</p>
<p>Entre as categorias que causaram os conflitos pela água, em primeiro lugar estão as hidrelétricas (26%), seguido por mineradoras internacionais (21%) e empresários de outros países (15%).</p>
<h3>Quais municípios?</h3>
<p>Os municípios paraenses com mais ocorrências de conflitos por água são Belém, Altamira e Santarém. No Brasil, em 2021, a CPT contabilizou 304 conflitos por água, sendo 224.540 pessoas envolvidas. Entre todos os Estados brasileiros, o Pará só fica atrás da Bahia no número de conflitos. O Estado nordestino registrou 80 ocorrências de conflitos pela água. Apesar da Bahia ter mais casos, o Pará é o que tem mais famílias envolvidas, mais de 16 mil.</p>
<h3>Violência contra a pessoa</h3>
<p>Segundo o CPT, foram registrados 35 assassinatos em conflitos no campo no ano de 2021, uma elevação de 75% em relação a 2020, quando foram registradas 20 mortes. Desse total, 11 ocorreram em Rondônia; 9 no Maranhão; Rio Grande do Sul, Tocantins e Roraima registraram 3 assassinatos cada; no Pará e na Bahia foram 2 mortes; Mato Grosso e Goiás com um caso cada.</p>
<p>No Estado paraense, além dos assassinatos de Isac Tembé, da Terra Indígena Tembé, e de Fernando dos Santos Araújo, sobrevivente do massacre de Pau D’Arco, também foram contabilizados 4 tentativas de assassinato; 2 mortes em consequência de conflitos; 18 pessoas ameaçadas de morte; 6 pessoas torturadas; 10 pessoas presas e 13 torturadas.</p>
<p>Nos últimos dias, a líder indígena Alessandra Korap Munduruku tem sido alvo de uma onda de ataques sistemáticos em evidente represália à sua atuação em defesa das terras indígenas e florestas e rios da Amazônia. Na última semana, as redes sociais de Alessandra foram sucessivamente invadidas e sua conta de WhatsApp foi clonada; nos dois casos, os perfis da liderança têm sido usados para disparar mensagens de ódio e difamação, além de ameaças e tentativas de intimidação aos seus amigos e familiares, e de humilhar e desmoralizar Alessandra.</p>
<p>Alessandra é presidente da Associação Indígena Pariri, que representa as 11 aldeias Munduruku no médio rio Tapajós, e vice-coordenadora da Federação dos Povos Indígenas do Pará (FEPIPA). Ela tem sido, na última década, uma das vozes do seu povo na luta pela demarcação e proteção de terras indígenas e na resistência ao avanço do extrativismo predatório nesses territórios e de projetos de infraestrutura, logística e geração de energia, que ameaçam as populações de toda a bacia do Tapajós.</p>
<h3>Amazônia Legal</h3>
<p>A região da Amazônia Legal, formada por 9 Estados brasileiros, detém boa parte dos conflitos no campo em 2021, como vem ocorrendo em anos anteriores. São 641 conflitos por terra no território, praticamente a metade (49,49%) de tudo que foi registrado no Brasil.</p>
<p>124 conflitos por água estão na Amazônia, o que representa 40,78% do total no País. E 54 conflitos trabalhistas estão nessa região, cerca de um terço do total.</p>
<p>Confira mais alguns números da Amazônia Legal:</p>
<p>Violência Contra Ocupação e a Posse: 77,9% das famílias afetadas por desmatamento ilegal; 87,2% das famílias afetadas por expulsão; 81,3% das famílias afetadas por grilagem de terras; 82,2% das famílias afetadas por invasões de seus territórios.</p>
<p>E nas violências contra a pessoa, 80% dos assassinatos em conflitos no campo ocorreram na Amazônia Legal, são 28 dos 35 assassinatos em 2021.</p>
<p>A publicação &#8220;Conflitos no Campo Brasil 2021&#8221; será lançada na quarta-feira, 18/05, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Norte 2, em Belém (PA).</p>
<p><em>Fonte: CPT</em></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/sob-suspeita-de-calote-aos-cofres-publicos-mineracao-nao-traz-paz-ao-paraense/" target="_blank" rel="noopener"><b>Sob suspeita de calote aos cofres públicos, mineração não traz paz ao paraense</b></a></p>
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		<title>Altamira vive horror de chacinas com presença de &#8216;facções criminosas&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2022 21:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[chacina]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo]]></category>
		<category><![CDATA[Helder Barbalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/altamira-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O governador Helder Barbalho (MDB) afirmou no domingo, 15/05, que as 12 execuções registradas em duas semanas em Altamira (PA) podem estar ligadas a conflito entre facções criminosas na cidade. No sábado, 14/05, quatro pessoas foram mortas na porta de uma distribuidora de bebidas na cidade. Essa é a terceira chacina registrada no Estado desde [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/altamira-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O governador Helder Barbalho (MDB) afirmou no domingo, 15/05, que as 12 execuções registradas em duas semanas em Altamira (PA) podem estar ligadas a conflito entre facções criminosas na cidade. No sábado, 14/05, quatro pessoas foram mortas na porta de uma distribuidora de bebidas na cidade.</p>
<p>Essa é a terceira chacina registrada no Estado desde 2019, em que as duas primeiras deixaram um saldo de 16 mortos: 11 em Belém e 5 em Parauapebas. Você que nos lê aqui no <strong>Pará Terra Boa</strong> sabe que o crime organizado do garimpo, mineradores e madeireiros ilegais trouxe um novo parceiro à bandidagem: as facções criminosas.</p>
<p>Entre 2018 e 2020, a dinâmica da violência letal na região amazônica diferenciou-se do restante do País em especial pela acentuada interiorização da violência. Houve uma redução dos homicídios urbanos em ritmo mais acentuado do que no restante do Brasil.</p>
<p>Simultaneamente, os homicídios nos municípios rurais e intermediários amazônicos cresceram, enquanto os homicídios nos municípios destes tipos no restante do País apresentaram redução. Esse fenômeno aponta para a importância de conflitos agrários e crimes ambientais, que coexistem e se imbricam no território com as dinâmicas das facções criminosas.</p>
<p>Parte da destruição da floresta na região é fruto de atividades ilegais alimentadas por complexas cadeias criminosas nacionais e transnacionais que movimentam diferentes economias &#8211; de madeira a minérios, passando pela especulação imobiliária, lavagem de ativos e outros crimes como o tráfico de pessoas ou animais silvestres.</p>
<p>Em 2020, a maior parte dos assassinatos estavam concentrados nas áreas classificadas como “desmatadas” (36%) e nas “não florestais” (33%). Em 2020, ao comparar as taxas de Mortes Violentas Intencionais (MVI) por zonas de ocupação, verificou-se que o conjunto de municípios com as maiores taxas eram os sob pressão de desmatamento (37,1 por 100 mil habitantes), em segundo lugar, os municípios desmatados (34,6), os municípios não florestais com taxa de 29,7, e, por fim, os municípios florestais apresentam a menor taxa de letalidade violência, com 24,9 por 100 mil.</p>
<p>&#8220;Para o criminoso, o ouro ilegal é a melhor forma de lavar dinheiro no Brasil e é mais seguro do que usar postos de gasolina e fazendas. Tem um sistema falho que não registra a origem adequada do produto e que pode ser facilmente regularizado depois. E, assim, pode ser usado pelo crime organizado para legitimar e justificar um grande incremento patrimonial&#8221;, afirmou o procurador de Itaituba, Paulo de Tarso, ao jornal &#8220;O Globo&#8221;, apontando um dos motivos pelos quais o crime organizado estaria interessado na atividade extrativista.</p>
<p><em>Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública</em></p>
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