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	<title>Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Crise climática e gênero: estudo revela o impacto da seca nas mulheres do Norte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 15:11:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/461986448-18287236504230406-7116251328484301723-n-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces) lançou um relatório sobre os impactos da seca extrema de 2023–2024 na Amazônia, concentrando-se nas bacias do Tapajós (PA) e Purus-Madeira (AM). A pesquisa qualitativa destaca as consequências do clima sobre mulheres indígenas e de comunidades tradicionais em áreas sob pressão de obras [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/461986448-18287236504230406-7116251328484301723-n-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces) lançou um relatório sobre os impactos da seca extrema de 2023–2024 na Amazônia, concentrando-se nas bacias do Tapajós (PA) e Purus-Madeira (AM).</em></li>
<li><em> A pesquisa qualitativa destaca as consequências do clima sobre mulheres indígenas e de comunidades tradicionais em áreas sob pressão de obras e extrativismo.</em></li>
<li><em>O estudo mapeou nove áreas críticas afetadas pela estiagem, incluindo insegurança alimentar, isolamento por falta de transporte fluvial, sobrecarga de trabalho doméstico e aumento de riscos de violência de gênero.</em></li>
<li><em>Territórios e sociedade civil mobilizaram ações como distribuição de mantimentos, brigadas comunitárias de incêndio e criação de bancos de sementes agroecológicas.</em></li>
<li><em>O relatório propõe recomendações ao poder público para fortalecer os direitos territoriais e pede políticas integradas que unam o combate às crises climáticas ao suporte do trabalho de cuidado feito pelas mulheres.</em></li>
</ul>
<p>Quando os rios da Amazônia secaram entre 2023 e 2024, a crise climática ganhou contornos específicos para um grupo na linha de frente: as mulheres indígenas e ribeirinhas. Muito além dos dados ambientais, a estiagem histórica que castigou as bacias do Tapajós e do Purus-Madeira sobrecarregou a rotina de quem cuida da floresta e da família. É esse cenário complexo que o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV (FGVces) revela no relatório inédito “Seca Extrema na Amazônia: um olhar sobre territórios e mulheres atingidas”.</p>
<p>O documento analisa os desdobramentos da forte estiagem que afetou a região entre 2023 e 2024, focando as atenções nas bacias do Tapajós, no Pará, e do interflúvio Purus-Madeira, no Amazonas.</p>
<p>A pesquisa qualitativa ouviu lideranças locais e gestores públicos, lançando luz sobre a realidade de mulheres indígenas e de comunidades tradicionais. Essas populações habitam territórios coletivos que já sofrem pressões cotidianas devido a grandes obras de infraestrutura e atividades extrativistas.</p>
<h3>Os impactos divididos em nove eixos</h3>
<p>A equipe responsável pelo relatório organizou os efeitos da crise climática em nove dimensões principais:</p>
<ul>
<li><strong>Insegurança alimentar e perda de renda:</strong> Redução drástica na produção de alimentos e nas fontes de sustento financeiro.</li>
<li><strong>Isolamento comunitário:</strong> Interrupção da navegação pelos rios, alterando o direito de ir e vir.</li>
<li><strong>Prejuízos à saúde:</strong> Crescimento de diagnósticos de doenças físicas e de sofrimento psíquico.</li>
<li><strong>Fragilização social</strong>: Impactos na organização interna e nas ações coletivas de vigilância dos territórios.</li>
<li><strong>Mudanças socioecológicas:</strong> Alterações no meio ambiente que desafiam os conhecimentos tradicionais de previsão do tempo.</li>
<li><strong>Barreiras em serviços públicos</strong>: Queda na capacidade do Estado de ofertar serviços básicos e benefícios sociais.</li>
<li><strong>Êxodo forçado</strong>: Perda das condições mínimas de sobrevivência, forçando a saída das terras nativas.</li>
<li><strong>Sobrecarga de cuidado</strong>: Aumento expressivo do tempo e esforço exigidos das mulheres em tarefas domésticas e de assistência familiar.</li>
<li><strong>Risco de violência de gênero</strong>: Maior vulnerabilidade a agressões contra a mulher e enfraquecimento das redes de apoio locais.</li>
</ul>
<h3>Mapeamento de soluções e protagonismo feminino</h3>
<p>O relatório também traz um levantamento das táticas de enfrentamento adotadas por moradores, ONGs e órgãos governamentais. Essas iniciativas foram classificadas em cinco frentes: medidas de emergência; monitoramento autônomo e manejo integrado do fogo; recuperação ambiental e segurança alimentar; articulação política; e criação de comitês de resiliência.</p>
<p>O estudo cita o papel das mulheres na organização da logística de distribuição de água potável e cestas básicas. Também pontua o trabalho de brigadas indígenas no combate a queimadas em áreas produtivas ou sagradas, além do desenvolvimento de bancos de sementes e viveiros para migrar rumo a modelos agroecológicos mais resistentes.</p>
<h3>Recomendações e justiça climática</h3>
<p>O estudo apresenta sugestões direcionadas ao setor público para assegurar a permanência dessas populações em suas terras, blindar direitos territoriais e aprimorar a infraestrutura institucional. O diagnóstico central defende que soluções climáticas exigem governança multissetorial e foco na justiça climática.</p>
<p>Ao cruzar dados de clima com a perspectiva de gênero, a publicação inova ao detalhar como as dinâmicas ambientais afetam homens e mulheres de formas distintas, valorizando o papel feminino na linha de frente das respostas comunitárias. A pesquisa foi desenvolvida no escopo do Programa de Desenvolvimento Local do FGVces e executada ao longo de mais de um ano de monitoramento.</p>
<p><em>Fonte: FGVces</em></p>
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