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	<title>Cemaden &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Cemaden &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Contra o fogo e a seca: País cria força-tarefa semanal para monitorar o El Niño</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 18:58:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/seca23-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resuno Órgãos federais e centros de pesquisa passam a se reunir toda semana (antes era a cada 45 dias) para monitorar o El Niño e coordenar ações preventivas no país. Enquanto no Sul, o risco principal é o aumento de chuvas severas e enchentes na primavera, no Norte e Nordeste, traze seca, calor e pressão [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/seca23-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resuno</em></p>
<ul>
<li><em> Órgãos federais e centros de pesquisa passam a se reunir toda semana (antes era a cada 45 dias) para monitorar o El Niño e coordenar ações preventivas no país.</em></li>
<li><em>Enquanto no Sul, o risco principal é o aumento de chuvas severas e enchentes na primavera, no Norte e Nordeste, traze seca, calor e pressão sobre os reservatórios e a agricultura..</em></li>
<li><em>O Ministério do Meio Ambiente mobilizou um recorde de 4.630 profissionais (entre brigadistas federais, servidores do Ibama e ICMBio) para atuar na prevenção e combate a incêndios florestais.</em></li>
<li><em>Serão R$ 555 milhões do Fundo Amazônia para equipar e capacitar os Corpos de Bombeiros dos estados da Amazônia Legal, Cerrado e Pantanal.</em></li>
<li><em>Especialistas alertam que o El Niño potencializa o clima extremo, mas o tamanho do estrago e dos desastres depende diretamente do nível de preparação das cidades.</em></li>
</ul>
<p>O governo federal e instituições de pesquisa científica decidiram intensificar o monitoramento do clima no País. Os encontros técnicos para avaliar o comportamento do El Niño, que antes ocorriam a cada 45 dias, agora serão semanais. A mudança visa agilizar o planejamento e antecipar respostas a eventos climáticos extremos em parceria com estados, municípios e a sociedade civil.</p>
<p>A força-tarefa reúne o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a UFRJ. Além disso, o governo reativou a Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, que engloba 13 ministérios e nove autarquias para gerenciar crises.</p>
<h3>Os impactos</h3>
<p>Segundo o Cemaden, o El Niño já está configurado no Oceano Pacífico, mas seus reflexos no território brasileiro aparecerão de forma gradual e com características diferentes em cada região.</p>
<p>O impacto na região Norte, como no Nordeste, deve ser sentido mais tarde, durante o verão e o outono de 2027. Nestas áreas, a tendência é inversa ao Sul: haverá forte redução das chuvas e alta nas temperaturas, o que pode provocar secas prolongadas, prejudicar a agricultura e baixar o nível dos reservatórios de água.</p>
<p>Especialistas ressaltam que o fenômeno, por si só, não causa desastres isolados.</p>
<blockquote><p>&#8220;O El Niño gera os extremos de chuvas. O desastre é a combinação desse volume de água com a falta de preparação das cidades&#8221;, explica José Marengo, coordenador-geral de pesquisa do Cemaden. Os cientistas monitoram o nível de aquecimento do Pacífico durante a primavera para determinar se o evento será moderado, forte ou se atingirá a categoria de &#8220;Super El Niño&#8221; (quando as águas ficam 2°C acima da média por vários meses).</p></blockquote>
<h3>Reforço no combate a incêndios</h3>
<p>Uma das principais preocupações do planejamento é o controle de queimadas florestais desencadeadas pelo tempo seco. Para 2026, o Ministério do Meio Ambiente ampliou o efetivo de combate: serão 4.630 profissionais em campo, sendo mais de 4,4 mil brigadistas contratados temporariamente e 220 servidores do Ibama e do ICMBio. O número supera o contingente de 2025.</p>
<p>A estrutura jurídica também foi antecipada com a publicação de uma portaria de emergência ambiental por risco de incêndios em áreas vulneráveis. A medida agiliza contratações emergenciais e ações preventivas antes do período mais crítico de seca. Todas as ações seguem as diretrizes da recém-criada Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), que obriga a cooperação entre governo federal, estados, proprietários rurais e cientistas.</p>
<h3>Investimentos estruturais</h3>
<p>Apesar do alerta ligado para os próximos meses, os dados mais recentes trazem um cenário de melhora no curto prazo. Levantamento do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa/UFRJ) mostra que a área total queimada no Brasil em 2025 caiu 39% na comparação com a média dos sete anos anteriores. A redução de focos de incêndio foi de 91% no Pantanal, 75% na Amazônia, 58% na Mata Atlântica e 45% no Pampa.</p>
<p>Para consolidar essa queda e preparar as frentes de defesa contra o El Niño, o governo federal destinou R$ 555 milhões provenientes do Fundo Amazônia. O recurso está sendo aplicado na compra de equipamentos pesados e no treinamento de equipes dos Corpos de Bombeiros militares nos estados que compõem a Amazônia Legal, o Cerrado e o Pantanal.</p>
<p><em>Fonte: g1</em></p>
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		<title>Desastres climáticos afetaram 336 mil pessoas e geraram prejuízo de R$ 3,9 bi no País</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 15:21:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Cemaden]]></category>
		<category><![CDATA[desastres climáticos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[prejuízo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/seca11-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado no planeta, com a temperatura global 1,47 °C acima dos níveis pré-industriais. No Brasil, o aquecimento provocou eventos climáticos extremos. Recordes de temperatura, chuvas intensas com alto impacto urbano e uma seca prolongada que atingiu centenas de municípios atingiram 336.656 pessoas e geraram prejuízos de R$ [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/seca11-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado no planeta, com a temperatura global 1,47 °C acima dos níveis pré-industriais. No Brasil, o aquecimento provocou eventos climáticos extremos. Recordes de temperatura, chuvas intensas com alto impacto urbano e uma seca prolongada que atingiu centenas de municípios atingiram 336.656 pessoas e geraram prejuízos de R$ 3,9 bilhões.</p>
<p>Os dados são relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil em 2025, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).</p>
<p>O relatório destaca que os prejuízos públicos foram mais elevados no município de Belterra, Pará, em função de um episódio de chuva extrema ocorrido em março de 2025.</p>
<p>&#8220;Apenas os custos relacionados&#8217; à assistência médica, à saúde pública e ao atendimento de emergências médicas totalizaram aproximadamente R$ 356 milhões&#8221;, diz o relatório.</p>
<h3>Ondas de calor e frio</h3>
<p>Ao longo do ano, o País registrou sete ondas de calor. Em fevereiro, Quaraí (RS) alcançou 43,8°C, a maior temperatura do período no território nacional. Capitais também enfrentaram marcas históricas. O Rio de Janeiro (RJ) registrou máximas entre 42°C e 44°C, enquanto São Paulo (SP) atingiu 37,2°C em dezembro — o maior valor para o mês em 64 anos. O calor intenso foi acompanhado por impactos na saúde pública, aumento do consumo de energia e pressão sobre sistemas urbanos.</p>
<p>No Brasil, o verão 2024/2025 foi o sexto mais quente desde 1961, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.</p>
<p>O inverno também apresentou extremos. Foram registradas sete ondas de frio em 2025, com temperaturas negativas no Sul do País. Em General Carneiro (PR), os termômetros marcaram –7,8°C, e em São José dos Ausentes (RS), –4,5°C, com ocorrência de neve em áreas de maior altitude. A combinação de ondas de calor frequentes e episódios intensos de frio evidencia a crescente variabilidade climática observada no território brasileiro.</p>
<h3>Chuva e seca</h3>
<p>Além das temperaturas extremas, o ano foi marcado por episódios significativos de chuva intensa, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. Em abril, Teresópolis (RJ) acumulou 689,4 mm de precipitação — volume 548% acima da média histórica do mês. Em 24 de janeiro, a cidade de São Paulo registrou 125,4 mm em um único dia, o terceiro maior acumulado desde o início das medições, em 1961. No Rio Grande do Sul (RS), eventos de chuva em junho afetaram mais de 120 municípios, provocando alagamentos, transbordamentos de rios e deslocamentos de famílias.</p>
<p>Enquanto parte do País enfrentava enchentes, outra parcela convivia com estiagem prolongada. Ao longo de 2025, até 503 municípios chegaram à condição de seca severa ou extrema. Oito unidades federativas registraram seca em 100% do território no mês de novembro: Ceará (CE), Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Minas Gerais (MG), Piauí (PI), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Tocantins (TO). Em algumas áreas, o quadro de déficit hídrico persistiu por até dez meses consecutivos.</p>
<h3>Prevenção e monitoramento</h3>
<p>No campo da prevenção e monitoramento, o Cemaden enviou 2.505 alertas de risco geo-hidrológico ao longo do ano para 1.133 municípios monitorados. Foram registradas 1.493 ocorrências associadas a eventos hidrológicos e geológicos, com predominância de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. Embora o número seja inferior ao observado em anos de El Niño intenso, permanece elevado em comparação ao início da série histórica, indicando maior recorrência de eventos extremos e maior exposição territorial.</p>
<p>O relatório aponta que, mesmo em um ano sem atuação significativa de El Niño ou La Niña, o Brasil apresentou extremos relevantes. A combinação entre variabilidade climática natural e o aquecimento global tem ampliado a frequência e a intensidade desses eventos, com impactos diretos sobre a segurança hídrica, a infraestrutura urbana, a produção agrícola e a qualidade de vida da população.</p>
<p>Os dados consolidados reforçam a importância do monitoramento contínuo, do investimento em ciência e tecnologia e da integração entre pesquisa e gestão pública para antecipar riscos e reduzir vulnerabilidades. Para o MCTI, o fortalecimento da capacidade científica nacional é elemento central para enfrentar um cenário climático cada vez mais desafiador e complexo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Maior secada história do País, atinge 59% do território nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 16:44:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Cemaden]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/seca22-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A seca iniciada em 2023 ainda persiste, com índices de chuvas abaixo da média histórica que já duram pelo menos 12 meses em grande parte do Brasil. Os dados fazem parte de nota técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e mostram que a situação abrange cerca de 5 milhões [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/seca22-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A seca iniciada em 2023 ainda persiste, com índices de chuvas abaixo da média histórica que já duram pelo menos 12 meses em grande parte do Brasil. Os dados fazem parte de nota técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e mostram que a situação abrange cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados, o que corresponde a 59% do território nacional.</p>
<p>Divulgado na última semana, o documento também aponta que a partir da década de 90 as secas no Brasil se tornaram mais frequentes e intensas. Isso se reflete na redução da capacidade de geração hidroelétrica, na menor disponibilidade de água para abastecimento das cidades e nas condições adversas para irrigação de cultivos. O aumento de custos já se verifica em diversos setores da economia.</p>
<p>De acordo com o Cemaden, em 2024 mais da metade do Brasil sofreu os impactos diretos da crise climática, que resultou também na pior seca dos últimos 70 anos na Amazônia, Cerrado e Pantanal. Neste cenário, a combinação de altas temperaturas, ondas de calor e baixa umidade relativa do ar, chegando a registrar valores próximos de 7% em parte da região Centro-Oeste, impulsionou o alastramento das queimadas.</p>
<p>Embora historicamente as secas sejam mais recorrentes na região semiárida, nos últimos anos, elas têm avançado por diversas regiões do Brasil. Exemplo disso é o Pantanal, onde o fenômeno vem se intensificando desde 2019 e agora, no ciclo 2023-2024, causa uma situação de calamidade.</p>
<h3>Áreas Agroprodutivas afetadas</h3>
<p>Em 2024 o número de municípios com mais de 80% de suas áreas de produção agropecuária atingida pela seca foi o maior dos últimos 12 anos. Para se ter ideia, no mês de outubro, 228 municípios apresentaram mais de 80% de suas áreas agrícolas ou de pastagem afetadas. Conforme o Cemaden, eles estão distribuídos majoritariamente entre São Paulo (38), Paraná (27), Minas Gerais (23), Mato Grosso (20) e Pará (20).</p>
<p>No período, 923 municípios registraram impacto da seca em pelo menos 40% de suas áreas agroprodutivas, enquanto outros 195 tiveram entre 60% e 80% de suas áreas comprometidas. Até setembro, aproximadamente 1.200 municípios enfrentaram condições de seca severa. Já em situação de seca extrema, foram 263 municípios.</p>
<blockquote><p>“A recorrência de secas no período foi mais intensa nas regiões norte de SP, região do triângulo mineiro, norte de Mato Grosso, oeste do Amazonas e no Acre. Sob a influência do El Niño e do aquecimento do Atlântico Tropical Norte, a partir do segundo semestre de 2023, a seca se intensificou e se alastrou por extensas regiões do Centro-Oeste, Norte e Sudeste”, apontam os pesquisadores do destacarem que esse resultado reflete a peculiaridade da seca de 2023/2024.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Gigante 163</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Brasil enfrenta a pior seca de sua história recente, informa o CEMADEN</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2024 16:16:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/seca_no_amazonas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Não há um estado brasileiro, à exceção do Rio Grande do Sul, que não esteja sofrendo com falta de chuvas. A situação é inédita e faz com que o País esteja vivendo a pior seca de sua história recente, de acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (CEMADEN). E de acordo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/seca_no_amazonas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Não há um estado brasileiro, à exceção do Rio Grande do Sul, que não esteja sofrendo com falta de chuvas. A situação é inédita e faz com que o País esteja vivendo a pior seca de sua história recente, de acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (CEMADEN). E de acordo com as previsões, a situação não deve se alterar até novembro.</p>
<p>Os dados do CEMADEN sobre a seca cobrem o período desde 1950. A série histórica revela que a estiagem se agravou a partir de 1988. De lá para cá, a seca mais severa foi registrada em 2015. No entanto, à época, a falta de chuva atingiu apenas uma parte das regiões brasileiras.</p>
<p>Neste ano, porém, a seca se espalhou por quase todo o Brasil, e de forma mais intensa. A falta de chuva e os severos impactos na vegetação atingem uma área muito maior que a de 2015. Agora, grandes porções do Brasil passam por situação de seca severa a excepcional, explica o <a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2024/08/31/brasil-enfrenta-a-maior-seca-da-historia-diz-orgao-do-governo-federal.ghtml" target="_blank" rel="noopener">g1</a>.</p>
<blockquote>
<div class="show-block-quote__caption">&#8220;Nós nunca tínhamos visto, desde o início do monitoramento, uma seca tão extensa e intensa quanto essa. Víamos regiões isoladas sofrerem com os ciclos de seca, mas, dessa vez, é generalizado. Isso é um problema maior para o País enfrenta&#8221;, disse Ana Paula Cunha, pesquisadora do monitoramento de secas do Cemaden</div>
</blockquote>
<p>Hoje, mais de um terço do território nacional – uma área de mais de 3 milhões de km², equivalente ao tamanho da Índia – enfrenta a estiagem em seu pior grau. O resultado: cidades isoladas na região Norte, onde o cenário é crítico, destaca o <a href="https://globoplay.globo.com/v/12871538/" target="_blank" rel="noopener">Jornal Nacional</a>, com rios secando e impedindo a navegação, bem como incêndios em todas as regiões, sufocando a população com a fumaça e causando problemas respiratórios. Sem falar no “rio de fumaça” que carrega material das queimadas na Amazônia e no Pantanal para Sul e Sudeste.</p>
<p>De acordo com os dados mais recentes do CEMADEN, mais de 3,8 mil dos 5.570 municípios brasileiros estão com alguma classificação de seca, de fraca a excepcional. O número de cidades nessa situação aumentou quase 60% entre julho e agosto.</p>
<p>A seca histórica e os incêndios também colocam em risco as principais safras brasileiras, informa a <a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/08/pior-seca-em-40-anos-coloca-principais-safras-do-brasil-em-risco.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha</a>. Além do fogo que devastou canaviais na semana retrasada em São Paulo, as plantações de café e de soja estão ameaçadas pela falta de chuvas.</p>
<p>E não para por aí. A carne bovina, o feijão, a laranja e outros alimentos devem ficar mais caros por causa da estiagem, relata o <a href="https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2024/08/31/carne-feijao-laranja-maior-seca-dos-ultimos-44-anos-deve-encarecer-alimentos-dizem-especialistas.ghtml" target="_blank" rel="noopener">g1</a>. A falta de chuvas prejudica principalmente pequenos produtores, que, em sua maioria, não possuem um sistema de irrigação, explica Ana Paula Cunha, especialista no monitoramento de secas do CEMADEN.</p>
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		<title>Seca avança em 69% dos municípios da Amazônia Legal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2024 19:57:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-Santarem-Prefeitura-de-Santarem-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />De janeiro a junho de 2024, 531 cidades da Amazônia Legal foram afetadas por algum grau de seca. O dado corresponde a 69% do total de municípios da região e já supera o levantamento para o mesmo período do ano passado, quando 474 localidades estavam nessa situação. Os dados são do InfoAmazônia com base no [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-Santarem-Prefeitura-de-Santarem-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><span style="font-weight: 400;">De janeiro a junho de 2024, 531 cidades da Amazônia Legal foram afetadas por algum grau de seca. O dado corresponde a 69% do total de municípios da região e já supera o levantamento para o mesmo período do ano passado, quando 474 localidades estavam nessa situação. Os dados são </span><a href="https://infoamazonia.org/2024/08/09/seca-atinge-69-dos-municipios-da-amazonia-em-2024/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">do InfoAmazônia</span></a><span style="font-weight: 400;"> com base no Índice Integrado de Seca (IIS), sistema do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).</span></p>
<p>Impulsionada pelo El Niño, a região passou pela seca mais intensa dos últimos anos em 2023. A esperança era que o quadro melhorasse durante a estação chuvosa no primeiro semestre, porém o que se notou foi o aumento do número de cidades classificadas com seca fraca, moderada e severa.</p>
<p>No primeiro semestre de 2023 foram 309 municípios identificados com seca fraca, 126 com seca moderada e 39 com seca severa.. Já neste ano, além do número maior, o grau de intensidade também é mais elevado. Nos primeiros meses de 2024 foram 170 municípios com seca fraca, 300 com seca moderada e <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/la-nina-fraco-deve-prolongar-seca-que-ja-atinge-29-municipios-paraenses/">61 enfrentando seca severa, um aumento de 56%</a>.</p>
<p>Até então, as áreas mais afetadas estão nos estados do Amazonas, com 19 cidades; Mato Grosso, com 14, e Rondônia, com 10. No Pará, são três municípios com seca severa (São Félix do Xingu, Vitória do Xingu e Tucumã).</p>
<figure id="attachment_30131" aria-describedby="caption-attachment-30131" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-30131 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-2024-janeiro-a-julho-infoamazonia.png" alt="" width="588" height="468" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-2024-janeiro-a-julho-infoamazonia.png 588w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-2024-janeiro-a-julho-infoamazonia-300x239.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-2024-janeiro-a-julho-infoamazonia-150x119.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-2024-janeiro-a-julho-infoamazonia-450x358.png 450w" sizes="(max-width: 588px) 100vw, 588px" /><figcaption id="caption-attachment-30131" class="wp-caption-text">Seca já afeta 531 municípios da Amazônia Legal em 2024. Gráfico: InfoAmazônia</figcaption></figure>
<h3>Falta de chuva</h3>
<p>De acordo com o Cemaden, o problema é reflexo do baixo volume de chuvas registrado durante o inverno amazônico, prejudicado pelo El Niño que provoca o aquecimento das águas do Oceano Pacífico e dificulta a formação de nuvens na região. Aliado a isso, as águas do Atlântico Norte também estão mais quentes, impedindo o surgimento de chuvas nas porções sul e centro-oeste do bioma.</p>
<blockquote><p>“Isso perdurou ao longo do ano [2023] e chegou ao seu máximo em novembro e dezembro, que foram dois meses muito secos na Amazônia. Agora, mesmo sem El Niño, de uns dois meses para cá [junho e julho de 2024] a situação da seca está bem extensiva em quase todo o bioma, com chuvas predominando abaixo do normal”, analisou a pesquisadora Ana Paula Cunha, do Cemaden.</p></blockquote>
<p>As previsões indicam que a situação persista em setembro, elevando o alerta e o temor das comunidades locais. Quilombolas dos municípios de Óbidos e Oriximiná, no oeste paraense, por exemplo, que já se mobilizam para pressionar o poder público em busca de planos de emergência e adaptação às mudanças climáticas.</p>
<h3>Carta às autoridades</h3>
<p>Um coletivo com doze associações assina uma carta solicitando às prefeituras da região planos de contingência, suprimento de equipamentos para armazenamento de água, distribuição de alimentos e capacitação de agentes comunitários de saúde.</p>
<blockquote><p>“Ainda não estamos no limite de seca, mas nós já estamos sentindo porque cada dia que passa a água baixa mais. A nossa iniciativa com a carta foi prever a situação que nós vivemos no ano passado, que foi muito difícil. Neste ano, pelo nível da água, a gente vê que a seca vai ser ainda maior”, comentou Redinaldo Alves, líder da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Óbidos (ARQMOB).</p></blockquote>
<p>A demanda comunitária é uma necessidade cada vez mais urgente, avalia Ana Paula Cunha. O Governo Federal já trabalha na elaboração do Plano Clima, que deve ser lançado até 2025 e incluir medidas de mitigação e adaptação para todo o país. No entanto, a pesquisadora ressalta que as especificidades locais também precisam ser observadas e, por isso, governos estaduais e municipais precisam atuar na mesma linha.</p>
<blockquote><p>“A gente precisa cobrar planos de adaptação a desastres de eventos extremos, tanto seca quanto de inundação, no Brasil inteiro. O que precisa fazer é que o plano seja aplicado em todas as esferas de governo. É a prefeitura que está lá na ponta, a defesa civil da prefeitura que vai tomar conta de fato da gestão de riscos e desastres. Então tem que ser algo transversal e que seja aplicado principalmente na esfera local”, defende Ana Paula.</p></blockquote>
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