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	<title>castanheira &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>castanheira &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Aplicativo brasileiro de IA mapeia 3,5 mil hectares da Amazônia em um só dia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 16:26:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/netflora-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nova metodologia desenvolvida pela Embrapa Acre (AC) utiliza drones e inteligência artificial (IA) para realizar inventários florestais na Amazônia de forma mais rápida e eficiente. Em pouco mais de duas horas de sobrevoo, o sistema Netflora identificou 604 castanheiras-da-amazônia (Bertholletia excelsa) e mais de 14 mil outras árvores em uma área de 1150 hectares na [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/netflora-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Nova metodologia desenvolvida pela Embrapa Acre (AC) utiliza drones e inteligência artificial (IA) para realizar inventários florestais na Amazônia de forma mais rápida e eficiente. Em pouco mais de duas horas de sobrevoo, o sistema Netflora identificou 604 castanheiras-da-amazônia (Bertholletia excelsa) e mais de 14 mil outras árvores em uma área de 1150 hectares na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, no Amazonas.</p>
<p>Essa tecnologia representa um avanço em relação aos métodos tradicionais, que levariam 73 dias de trabalho com uma equipe de cinco profissionais para mapear a mesma área. A inovação reduz o tempo de coleta de dados e aumenta a precisão do monitoramento ambiental.</p>
<p>A ação faz parte do Projeto Geoflora, financiado pelo Fundo JBS pela Amazônia, que abrange em seis estados da Amazônia (Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, Pará, Amazonas).</p>
<p>Segundo Evandro Orfanó, pesquisador da Embrapa Acre e um dos responsáveis pelo Netflora, a IA integrada ao inventário florestal permite uma gestão mais sustentável dos castanhais nativos e de outras espécies. O sistema também conecta o conhecimento científico aos sistemas tradicionais de uso da terra, otimiza rotas para extrativistas, reduzindo o esforço físico, e digitaliza informações para um monitoramento preciso das áreas de extração, auxiliando na preservação e exploração sustentável dos recursos naturais.</p>
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		<title>Ibama realiza operação contra o corte ilegal de castanheiras no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2022 19:01:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Cametá]]></category>
		<category><![CDATA[castanheira]]></category>
		<category><![CDATA[Goianésia do Pará]]></category>
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		<category><![CDATA[Operação Bertholletia 1]]></category>
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		<category><![CDATA[Tucuruí]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/castanheira2-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Municípios do Pará foram alvo da Operação Bertholletia 1 contra o corte ilegal de castanheira (Bertholletia excelsa). Realizada por equipe de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a atividade, que ocorreu no período de 4 a 20 de agosto, garantiu a apreensão de 1.062,464 m³ de madeira serrada [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/castanheira2-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Municípios do Pará foram alvo da Operação Bertholletia 1 contra o corte ilegal de castanheira (<em>Bertholletia excelsa</em>). Realizada por equipe de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a atividade, que ocorreu no período de 4 a 20 de agosto, garantiu a apreensão de 1.062,464 m³ de madeira serrada e em toras extraídas ilegalmente. A ação foi provocada por denúncias anônimas recebidas através da Ouvidoria do Ibama. A divulgação da operação foi feita na quinta-feira, 25/08.</p>
<p>Após análise das informações e organização da logística, a equipe chegou a depósitos de madeira com indícios de ilícitos ambientais em Tucuruí e em Novo Repartimento. Locais nos municípios de Cametá, de Oeiras do Pará, de Goianésia do Pará e de Tailândia também receberam a atividade fiscalizatória.</p>
<p>A Castanheira passou a ser protegida a partir de 1994 com o <a class="external-link" title="" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/d1282.htm" target="_blank" rel="noopener" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="" data-tippreview->Decreto nº 1.282</a> e desde então está presente em diversas normativas de teor semelhante. como no <a class="external-link" title="" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Decreto/D5975.htm#art32" target="_blank" rel="noopener" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="" data-tippreview->Decreto nº 5.975/2006</a>, que o substituiu. Ter em depósito ou transportar a espécie sem licença outorgada pela autoridade ambiental competente implica em infração ambiental passível de sanções administrativas.</p>
<p>Conforme determina a legislação, após constatados os ilícitos, foram aplicados autos de infração que somaram R$ 912.241,20 em multa e embargados 145,044 ha de terra.</p>
<p>A madeira apreendida foi destinada à Universidade Federal do Pará, aos municípios de Canaã dos Carajás, de Anapu e de Pacajá e a pessoas físicas de Tucurui e Novo Repartimento.</p>
<p>A ação contou com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos dias 12 e 13 de agosto.</p>
<h3><strong>Sobre a Castanheira (<em>Bertholletia excelsa</em>)</strong></h3>
<p>Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os indivíduos da espécie chegam a viver 500 anos, muitos deles em produtividade, e podem atingir até 50 metros. O seu fruto, conhecido como ouriço, possui em seu interior de 18 a 25 sementes, cujas amêndoas são popularmente chamadas de castanhas ou castanhas-do-brasil.</p>
<p>Esta amêndoa apresenta de 60% a 70% de lipídios e 15% a 20% de proteínas, são consumidas “in natura” e também na forma de doces, sorvete e farinha. O óleo é utilizado na culinária e para a indústria de cosméticos. Com os ouriços é possível fazer artesanatos variados e também carvão. A casca e o ouriço também são utilizados na medicina popular.</p>
<p>Considerada um produto de elevado valor, a castanha-do-Brasil é matéria-prima para comunidades extrativistas que vivem no interior das florestas e nas margens dos rios e exploram o bem de maneira sustentável.</p>
<h3>Como denunciar</h3>
<p>As denúncias de crimes ambientais são importantes ferramentas de participação da sociedade na defesa da flora e fauna silvestre. Para colaborar, procure a <a class="external-link" title="" href="https://www.gov.br/ibama/pt-br/composicao/quem-e-quem/ibama-nos-estados" target="_self" rel="noopener" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="" data-tippreview->unidade do Ibama</a> mais próxima ou entre em contato por uma das formas de atendimento do Linha Verde: <a class="external-link" title="" href="http://www.tellussa.com.br/webchats/index.php?chat=9e0ac993a735d9b771885f4315b73e8d" target="_blank" rel="noopener" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="" data-tippreview->chat online</a>, <a class="external-link" title="" href="https://sistema.ouvidorias.gov.br/publico/Manifestacao/RegistrarManifestacao.aspx" target="_blank" rel="noopener" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="" data-tippreview->Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação (Fala.BR)</a> e 0800 061 8080 (com ligação gratuita).</p>
<p>É importante que a comunicação do ilícito ambiental seja enviada com dados que possam auxiliar na identificação do autor da ação e do dano causado; como nome ou apelido do infrator, data, horário, local (com endereço e/ou referência), periodicidade da ocorrência, tipo de atividade, placa de veículo, nome de embarcação, fotografias, etc.</p>
<p><em>Fonte: Ibama</em></p>
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		<title>Rede de Cantinas transforma vida de extrativistas de castanha-do-pará em Altamira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jun 2022 19:32:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[castanha-do-Pará]]></category>
		<category><![CDATA[castanheira]]></category>
		<category><![CDATA[Nei Xipaya]]></category>
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		<category><![CDATA[Rede de Cantinas Terra do Meio]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Xipaya]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/castanha_meio_ambiente_abr_ilo_clareto_ISA-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Gisele Coutinho “Desculpa não ter respondido logo, é que eu tava no mato justamente fazendo coleta de castanha”. Assim começa a conversa do Pará Terra Boa com o líder indígena Nei Xipaya sobre os desafios e avanços na comercialização da castanha-do-pará em Altamira, onde ele vive com sua comunidade. Ele fala da revolução comercial [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/castanha_meio_ambiente_abr_ilo_clareto_ISA-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Gisele Coutinho</em></p>
<p>“Desculpa não ter respondido logo, é que eu tava no mato justamente fazendo coleta de castanha”.</p>
<p>Assim começa a conversa do <strong>Pará Terra Boa</strong> com o líder indígena Nei Xipaya sobre os desafios e avanços na comercialização da castanha-do-pará em Altamira, onde ele vive com sua comunidade. Ele fala da revolução comercial local a partir da criação da Rede de Cantinas da Terra do Meio, entre os rios Xingu, Caruá e Iriri. As cantinas são espaços de comercialização da mercadoria que funcionam como entreposto comercial justo entre a comunidade e o mercado externo.</p>
<p>Segundo produtor nacional da castanha, atrás do Amazonas, o Pará respondeu em 2020, segundo o IBGE, por 8.643 toneladas e R$ 20,8 milhões em valor de produção, mas na mão de quem colhe, o dinheiro chega muitas vezes minguado.</p>
<p>Antes de 2012, a produção de castanha em Altamira – e em diversas regiões que ainda vivem essa realidade &#8211; era dominada pelos chamados regatões, atravessadores que na pechincha pagavam bem menos que valia a caixa com 20 quilos da castanha.</p>
<p>“A gente vendia por R$ 10 a caixa. Então, em 2014 a gente iniciou a discussão da implementação da Rede de Cantinas”, relata Nei.</p>
<figure id="attachment_10606" aria-describedby="caption-attachment-10606" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-10606" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2-300x198.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2-1024x675.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2-768x506.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2-150x99.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2-450x297.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2.jpg 1056w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-10606" class="wp-caption-text">Na foto, Nei Xipaya comemora a safra</figcaption></figure>
<p>Em 2020, somente a Rede de Cantinas da Terra do Meio foi responsável por mais de 200 toneladas de castanha <em>in natura</em> e duas toneladas de castanha desidratada, além de 330 litros de óleos vegetais de castanha, babaçu, andiroba e outros produtos.</p>
<p>“A gente conseguiu uma valorização muito grande de 2014 para cá e saltou de R$ 10 a caixa de castanha para R$ 60, depois R$ 80, R$ 90 e, agora, R$ 110 na mão do produtor, que destina R$ 10 para a limpeza e seleção das castanhas e fica com R$ 100 livres ”, comemora.</p>
<h3>Pioneira</h3>
<p>A Terra indígena Xipaya foi a primeira a participar da Rede de Cantinas, uma vez que o trabalho entre indígenas e não indígenas não era comum por lá. Hoje, a Rede de Cantinas da Terra do Meio conta com 3 mil trabalhadores na extração de castanha, borracha, babaçu, óleo de copaíba e de coco no Pará. Engloba 27 cantinas em três reservas extrativistas, cinco terras indígenas e uma associação da agricultura familiar, todas ligadas às associações de moradores locais, que são 13, algumas com mais de uma cantina.</p>
<p>A Rede de Cantinas pode tanto fornecer capital quanto trocas por equipamentos e mercadorias que não são produzidos pelas comunidades, como facões, escovas de dentes ou botas. Outra função de uma cantina é ser local de troca de informações e diálogo sobre estratégias de defesa do território e acesso a políticas públicas.</p>
<figure id="attachment_10607" aria-describedby="caption-attachment-10607" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-10607 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-1024x485.jpg" alt="" width="1024" height="485" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-1024x485.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-300x142.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-768x364.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-150x71.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-450x213.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-1200x568.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-10607" class="wp-caption-text">Trabalho duro no castanhal em Altamira. foto: Nei Xipaya/Divulgação</figcaption></figure>
<h3>Trajetória da castanha</h3>
<p>Do castanhal até ser comercializada, a trajetória da semente é longa: primeiro, vem a pré-coleta, com organização comunitária, mapeamento dos castanhais, seleção das árvores, corte dos cipós e limpeza.</p>
<p>Só então materiais e equipamentos, como a mão-de-onça, um pegador de madeira com quatro pontas feito para coletar o ouriço no chão, são separados para começar a coleta.</p>
<p>Ouriço é o fruto da castanheira que carrega as sementes. Depois de coletado e amontoado na floresta, começa a fase da pós-coleta, com a quebra, lavagem, seleção, transporte, secagem e só então o armazenamento para depois ser comercializada na rede de cantinas ou ainda serem beneficiadas em miniusinas, o que depende da realidade de cada região.</p>
<p>Em Altamira, município mais extenso do Brasil, Nei Xipaya conta que as mudanças climáticas e a longa idade dos castanhais têm impactado o trabalho.</p>
<blockquote><p>“Há uns anos a gente tinha uma coleta de castanha bem maior do que se tem hoje, por conta até mesmo da existência dos castanhais novos e também do próprio clima”.</p></blockquote>
<p>Por isso, o trabalho hoje em busca da melhor castanha é ainda mais árduo.</p>
<p>Quando a castanha está pré-seca, ela é enviada um galpão da Rede de Cantina na cidade. Esse processo final, no entanto, não ocorre num passe de mágica. Muito suor é deixado para trás.</p>
<blockquote><p>“Ainda não se tem uma valorização significante. Está bom perto do que era, mas ainda tem um trabalho muito pesado na coleta. Você fica 3, 4 dias acampado, carrega muito peso nas costas sem apoio de trator, animal, é tudo no paneiro, nas costas, e anda muito tempo por isso, em período chuvoso, de dezembro até abril. Tem muita praga, muriçoca, e por isso tudo a gente busca mais valorização ainda para amenizar esse sofrimento”.</p></blockquote>
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		<title>Saiba qual é o melhor espaçamento da castanheira para aumentar produção de madeira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 May 2022 15:15:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[castanheira]]></category>
		<category><![CDATA[espaçamento]]></category>
		<category><![CDATA[madeira]]></category>
		<category><![CDATA[manejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/madeira-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Fase importante da instalação de um plantio, o espaçamento adotado entre as plantas influencia no crescimento e na utilização desta para o empreendimento. Resultados de estudos feitos pela Embrapa Amazônia Ocidental (AM), em plantios de castanheiras (Bertholletia excelsa) estabelecidos há 20 anos, concluiu a distância de 4m x 4m, e de 5m x 5m, como as mais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/madeira-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Fase importante da instalação de um plantio, o espaçamento adotado entre as plantas influencia no crescimento e na utilização desta para o empreendimento. Resultados de estudos feitos pela <a href="http://www.embrapa.br/amazonia-ocidental" target="_blank" rel="noopener">Embrapa Amazônia Ocidental</a> (AM), em plantios de castanheiras (<em>Bertholletia excelsa</em>) estabelecidos há 20 anos, concluiu a distância de 4m x 4m, e de 5m x 5m, como as mais adequadas para o cultivo dessa espécies florestal para a finalidade de produção de madeira.</p>
<p>De acordo com o pesquisador da Embrapa <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/241160/roberval-monteiro-bezerra-de-lima" target="_blank" rel="noopener">Roberval Lima</a>, usualmente há dois padrões de espaçamento no estabelecimento de plantações tropicais: quadrado (o mais comum) e retangular.</p>
<blockquote><p>“O número de árvores plantadas por hectare é uma das principais decisões silviculturais no estabelecimento das plantações”, informa. “É um fator que afeta o custo, porque pequenos espaçamentos requerem alto número de mudas, mas por outro lado, estreitos espaçamentos podem induzir à desrama natural, melhorando a qualidade da madeira”, compara Lima.</p></blockquote>
<p>No caso da castanha-do-brasil, espaçamentos iniciais muito amplos favorecem a formação de copas grandes, sendo mais indicados para a produção de frutos. Espaçamentos menores são mais indicados para a produção madeira, pois favorecem a desrama natural e a formação de copas mais estreitas.</p>
<p>O trabalho foi conduzido na fazenda Aruanã, em Itacoatiara, no Amazonas, em uma área alterada, usada anteriormente para pastagem, iniciada em janeiro de 1995, a utilização de mudas provenientes do próprio viveiro da propriedade, não tendo sido realizada nenhuma adubação ao longo dos 15 anos de idade do povoamento. Foram avaliadas 566 árvores.</p>
<p>Os tratamentos foram compostos por seis diferentes espaçamentos: 3 m x 4 m; 5 m x 5 m; 5 m x 6 m; e 6 m x 6 m. Foram avaliados e mensurados a altura total e do DAP (diâmetro tomado a 1,30 m do solo), e coletados os dados de sobrevivência.</p>
<h3>Bom negócio</h3>
<p>Em 2019, a balança comercial do setor de árvores plantadas foi de US$ 10,3 bilhões em 2019, o segundo melhor resultado dos últimos dez anos. Essa cadeia industrial representa 1,2% do PIB Nacional. Além de atuar de forma sustentável, é um importante gerador de riqueza compartilhada. Em 2019, foram 1,3 milhão de postos de trabalho, na cadeia de árvores plantadas, somando oportunidades para 3,75 milhões de brasileiros em todo o País.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa Amazônia Oriental</em></p>
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		<title>Sequenciamento do genoma da castanheira deve acelerar o melhoramento da espécie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jan 2022 16:06:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[castanheira]]></category>
		<category><![CDATA[genoma]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/castanheira-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Boa notícia para os castanheiros do Pará. Cientistas da Embrapa e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estão fazendo o sequenciamento genético da castanheira (Bertholletia excelsa), árvore ícone da floresta Amazônica não só por seu tamanho e exuberância, mas por sua importância social, econômica e como espécie-chave para a conservação das florestas. O estudo inédito, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/castanheira-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Boa notícia para os castanheiros do Pará. Cientistas da <a href="http://www.embrapa.br/rondonia" target="_blank" rel="noopener">Embrapa</a> e da Universidade Federal de São Carlos (<a href="http://www.ufscar.br/" target="_blank" rel="noopener">UFSCar</a>) estão fazendo o sequenciamento genético da castanheira (<em>Bertholletia excelsa</em>), árvore ícone da floresta Amazônica não só por seu tamanho e exuberância, mas por sua importância social, econômica e como espécie-chave para a conservação das florestas. O estudo inédito, publicado nesta terça-feira, 25/01, já produziu informações genômicas importantes e uma de suas maiores contribuições estará na aceleração do melhoramento genético da espécie.</p>
<p>Como se trata de uma árvore de longo período de vida, com o melhoramento genético clássico, seriam necessários cerca de 50 a 200 anos para que fosse feita uma avaliação dos ciclos completos e a seleção das melhores plantas para a obtenção de características desejadas. Isso porque o pesquisador tem de estudar o comportamento de diferentes plantas em diversos ambientes e situações ao longo de todo o seu ciclo de vida para obter as respostas desejadas.</p>
<p>No entanto, por meio de sequências genômicas e da bioinformática, utilizando banco de genes disponíveis para outras plantas, será possível encontrar genes que indicam características importantes, como tolerância à seca, resistência a patógenos ou compatibilidade reprodutiva, por exemplo. Desse modo, plantas com melhor perfil são selecionadas rapidamente, por meio de uma análise genética.</p>
<p>Outro fator importante é que a castanheira é uma espécie que apresenta incompatibilidade genética, ou seja, há indivíduos na espécie que não conseguem se reproduzir entre si e produzir frutos. Isso torna a identificação de plantas que sejam ou não compatíveis fundamental.</p>
<p>E o trabalho de sequenciamento já contribui nesse desafio, pois o genoma referência da castanheira revelou a presença de genes de incompatibilidade reprodutiva, trazendo oportunidades para uso de ferramentas genômicas no melhoramento, plantio e conservação da espécie. O reconhecimento dos determinantes de compatibilidade genética entre indivíduos pode facilitar a seleção de matrizes a serem utilizadas em programas de melhoramento e contribuir para o aumento da produtividade de castanhais.</p>
<p>Por meio do DNA de uma muda de castanheira, será possível identificar o grupo genético ao qual a muda pertence, direcionamento assim a escolha dos indivíduos a serem utilizados em plantios comerciais.</p>
<blockquote><p>“Além disso, outros genes de interesse podem ser identificados, favorecendo a seleção das melhores plantas ainda na fase de viveiro e ganhar muitos anos de pesquisa no programa de melhoramento, oferecendo resultados seguros e muito mais rápidos,” exemplifica a pesquisadora da <a href="http://www.embrapa.br/rondonia" target="_blank" rel="noopener">Embrapa Rondônia</a>, <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/300390/lucia-helena-de-oliveira-wadt" target="_blank" rel="noopener">Lúcia Wadt</a>.</p></blockquote>
<p>Outro ponto interessante é que a seleção natural para a adaptação das castanheiras em cada ambiente deixa marcas no genoma da planta, assim como o estudo dessas marcas é importante tanto para a conservação da espécie nas florestas como também para a seleção de árvores em programas de melhoramento genético para potencializar a produção de frutos. Essa pesquisa é conduzida pela Embrapa em parceria com a UFSCar, por meio do projeto EcogenCast. O trabalho teve início em 2016 e está em andamento.</p>
<p>Além da identificação de genes de interesse agronômico, os cientistas também querem entender a influência do meio ambiente na estruturação da variabilidade genética em castanhais nativos. Espera-se com isso subsidiar estratégias de conservação, com base na história evolutiva da espécie, sua distribuição geográfica atual e futura.</p>
<blockquote><p>“O estudo também busca identificar as regiões onde populações de castanheira podem ser mais vulneráveis às mudanças climáticas, e por extensão, refletem a vulnerabilidade de diversas outras espécies que ocorrem em associação com a castanheira”, complementa a pesquisadora da UFSCar, Karina Martins.</p></blockquote>
<h3><strong>Diversidade genética varia conforme a região</strong></h3>
<p>Segundo os pesquisadores, em uma análise inicial realizada com 30 populações distribuídas em toda a Amazônia brasileira, foi possível observar que os castanhais nativos explorados apresentam diversidade genética, mas com diferenças entre as regiões. Isso significa que a conservação da diversidade da espécie depende da manutenção dos castanhais nas diversas regiões onde ela ocorre.</p>
<blockquote><p>“Resultados desse tipo de pesquisa podem ser úteis para a definição de áreas prioritárias para conservação genética da espécie, bem como recomendar populações chave para coleta de material genético a ser utilizado no programa de melhoramento da castanheira”, comenta Wadt.</p></blockquote>
<p>Além desses aspectos de conservação e melhoramento, o estudo contribuirá para modelar os impactos de mudanças climáticas globais sobre as florestas, podendo auxiliar na definição de ações para combater as alterações climáticas e os seus impactos, contribuindo com 13 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que fazem parte da agenda mundial adotada pelas Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa Rondônia</em></p>
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