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	<title>#CAMTA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>#CAMTA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Intercâmbio agroflorestal conecta produtores da Transamazônica e Tomé-Açu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 14:20:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/agrofloresta_intercambio-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Entre os dias 20 e 24 de abril, o município de Tomé-Açu, no Pará, tornou-se o centro de um diálogo estratégico entre agricultores familiares, técnicos e pesquisadores. A “Jornada Técnica Agroflorestal: conexões amazônicas Transamazônica/Tomé-Açu” promoveu o intercâmbio de saberes para fortalecer os Sistemas Agroflorestais (SAFs) como pilar de desenvolvimento sustentável na região. O evento foi [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/agrofloresta_intercambio-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Entre os dias 20 e 24 de abril, o município de Tomé-Açu, no Pará, tornou-se o centro de um diálogo estratégico entre agricultores familiares, técnicos e pesquisadores. A “Jornada Técnica Agroflorestal: conexões amazônicas Transamazônica/Tomé-Açu” promoveu o intercâmbio de saberes para fortalecer os Sistemas Agroflorestais (SAFs) como pilar de desenvolvimento sustentável na região.</p>
<p>O evento foi promovido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), em parceria com a Cooperação Brasil-Alemanha (GIZ). A iniciativa faz parte do projeto “Restauração Florestal na Amazônia”, inserido no âmbito do Projeto Regulariza Rural, que atua na recuperação de áreas alteradas no Pará.</p>
<p>Com foco na articulação de diferentes territórios, a jornada reuniu participantes das regiões da Transamazônica e do Xingu. Para Edivan Carvalho, coordenador estadual do IPAM no Pará, o encontro superou a lógica tradicional de capacitação:</p>
<blockquote><p>“A proposta é reconhecer o conhecimento que cada agricultor e agricultora traz de sua realidade. Queremos criar um espaço de diálogo e construção coletiva, onde seja possível compartilhar experiências, tirar dúvidas e conhecer diferentes estratégias de sistemas agroflorestais, levando ideias que possam ser aplicadas nos territórios”, explica.</p></blockquote>
<p>Durante a programação, os participantes conheceram, na prática, diferentes modelos de sistemas agroflorestais implantados em campo, observando estratégias de manejo, diversificação de culturas e organização produtiva. As visitas evidenciaram a viabilidade de conciliar SAFs à produção agrícola, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e geração de renda.</p>
<blockquote><p>“Esse intercâmbio mostra como temos muitos manejos diferentes no mesmo Estado. Mesmo com todos nós já atuando na agricultura, essas experiências mostram que devemos estar sempre inovando no campo”, disse o agricultor familiar Antônio Lima, da Transamazônica.</p></blockquote>
<h3>Além da monocultura</h3>
<p>Um dos principais objetivos da missão foi oferecer alternativas à monocultura do cacau. Rogério Brito, assessor técnico da GIZ, ressaltou a importância de Tomé-Açu como referência histórica:</p>
<blockquote><p>“A proposta é aproximar técnicos e produtores da Transamazônica das experiências desenvolvidas em Tomé-Açu, reconhecido como berço dos sistemas agroflorestais no Pará. Ainda temos um cenário marcado pela monocultura do cacau, e esse intercâmbio abre espaço para diversificar a produção com base na biodiversidade, fortalecendo a renda e a sustentabilidade das propriedades.”</p></blockquote>
<p>O professor Elder Silva, representante da Casa Familiar Rural de Placas (PA), classificou o intercâmbio como uma oportunidade de transformação local, permitindo que novos modelos de recuperação de áreas degradadas sejam aplicados em sua realidade.</p>
<h3>O exemplo de 90 anos de idade</h3>
<p>A jornada contou com a participação de seis cooperativas amazônicas, que puderam conhecer de perto a estrutura da CAMTA (Cooperação Agrícola Mista de Tomé-Açu). Com quase 90 anos de história, a cooperativa é um modelo global de agregação de valor e acesso a mercados.</p>
<p>Segundo Edinaldo Santos, diretor de assistência agrícola da cooperativa, a CAMTA reúne atualmente 173 cooperados ativos e cerca de 1.800 produtores cadastrados, beneficiando diretamente 10 mil pessoas.</p>
<blockquote><p>“A CAMTA se destaca pela exportação de aproximadamente 5 mil toneladas de polpa de frutas por ano”, afirmou Santos.</p></blockquote>
<p>Para Elisângela Trzeciak, coordenadora do IPAM na Transamazônica, o evento celebrou a conexão entre produção, conservação e renda.</p>
<blockquote><p>“Encerramos essa jornada com a certeza de que o intercâmbio de saberes, aliado às experiências práticas e ao conhecimento técnico, fortalece os sistemas agroflorestais como estratégia de desenvolvimento sustentável na Amazônia. Ao longo desses dias, foi possível conectar diferentes realidades e reforçar a integração entre produção, conservação e geração de renda.”</p></blockquote>
<p>A Jornada Agroflorestal é coordenada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA Brasil), com apoio financeiro do banco alemão KfW.</p>
<p>No Pará, as ações de regularização ambiental e monitoramento são executadas pelo IPAM em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).</p>
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		<title>Conheça os diferenciais que fizeram o cacau paraense conquistar o mercado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 18:58:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#CAMTA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[#Tomé-Açu]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate]]></category>
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		<category><![CDATA[SAF]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Renato-Preuss-Kakao-Blumenn-e1744390929915-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Chocolate não é tudo igual e quem já provou chocolate feito com amêndoas de cacau paraenses sabe bem disso. Maior produtor de cacau do País, o Pará se destaca no mercado não só pela quantidade de frutos que abastecem grandes indústrias, mas também pela qualidade da produção, que  cada vez mais chama [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Renato-Preuss-Kakao-Blumenn-e1744390929915-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Chocolate não é tudo igual e quem já provou chocolate feito com amêndoas de cacau paraenses sabe bem disso. Maior produtor de cacau do País, o <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/maior-produtor-de-cacau-do-pais-para-estima-produzir-mais-de-152-mil-toneladas-do-fruto-em-2024/">Pará se destaca no mercado não só pela quantidade de frutos</a> que abastecem grandes indústrias, mas também pela qualidade da produção, que  cada vez mais chama atenção do mercado nacional e internacional.</p>
<p>As principais razões para isso são o fato de que o cacaueiro é uma espécie típica da Amazônia. Isso significa que por aqui é possível encontrar árvores seculares e com diversas variedades de frutos com características especiais e que podem gerar produtos únicos. Outro fator importante para a qualidade do fruto é o modelo de produção: os principais polos produtores do estado adotam o Sistema Agroflorestal (SAF).</p>
<p>Nas agroflorestas, o cacaueiro divide uma mesma área com árvores de maior porte que lhe dão sombra e ajudam o seu desenvolvimento. Além disso, ali também são cultivadas outras espécies frutíferas que atraem insetos e outros animais, tornando o ambiente e o solo mais biodiverso e rico em nutrientes. Isso faz com que os produtos tenham uma característica mais selvagem e incorporem no sabor as notas de todos esses processos.</p>
<blockquote><p>“A pessoa que tem uma degustação mais apurada para um cacau fino quer saber de onde vem o cacau, como é o pé, saber como faz aquele cacau, ela dá mais valor para o cacau que está comprando”, afirma Renato Preuss, proprietário da Kakao Blumenn.</p></blockquote>
<p>O agricultor familiar comanda, junto com a esposa, Verônica Preuss, o sítio Santa Catarina, no município de Brasil Novo, na região da Transamazônica.</p>
<p>Atualmente, 70% da produção total de cerca de 6 toneladas por ano da família Preuss é vendida para chocolatiers que adotam o processo bean-to-bar (do &#8220;grão para a barra&#8221;), em que os fabricantes compram amêndoas selecionadas por sua origem para fabricar chocolates artesanais.</p>
<p>Os outros 30% são usados na fabricação dos chocolates da marca própria, a <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/no-brasil-novo-a-uniao-de-mulheres-fez-nascer-um-chocolate-com-qualidade-reconhecida-nacionalmente/">Kakao Blumenn</a>. São 18 produtos, entre barras, bombons, gotas e nibs que combinam o cacau nativo com castanha, cupuaçu, cumaru, jambu e pimenta. Tudo com certificação sustentável.</p>
<figure id="attachment_19036" aria-describedby="caption-attachment-19036" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-19036 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-1024x672.jpeg" alt="" width="1024" height="672" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-1024x672.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-300x197.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-768x504.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-150x98.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-450x295.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12.jpeg 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-19036" class="wp-caption-text">O casal Verônica e Renato Preuss produz cacau em SAF. Foto: @kakaoblumennoficial</figcaption></figure>
<blockquote><p>“A procura pela amêndoa da nossa região é muito grande porque o cacau da Transamazônica já é reconhecido como de muita qualidade. Temos clientes do bean-to-bar, para quem vendemos o excedente da nossa produção, no Brasil inteiro”, pontua Verônica Preuss.</p></blockquote>
<h3>Exportação para o Japão</h3>
<p>Já em Tomé-Açu, no nordeste paraense, quem ganha destaque são os produtores cooperados da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) que conseguiram espaço no mercado internacional justamente por oferecer um cacau com selo de indicação geográfica que reconhece as qualidades especiais da amêndoa da região.</p>
<p>No chamado <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistemas-agroflorestais-ajudam-cacau-de-tome-acu-a-resistir-ao-calor-extremo-da-seca/">Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu (Safta)</a>, os agricultores têm cultivos de cacau combinados com pimenta-do-reino, açaí, dendê e diferentes frutas. A quantidade de cacau é menor do que se fosse uma monocultura, porém os produtores ganham pela venda dos outros cultivos e pelo valor agregado que uma cultura sustentável tem, o que vem sendo cada vez mais valorizado principalmente por consumidores mais exigentes com critérios socioambientais.</p>
<blockquote><p>“Nós exportamos há mais de 10 anos a amêndoa do nosso sistema agroflorestal. Eles (compradores) não querem um produto da monocultura, eles querem um produto mais harmônico com a natureza. O nosso produto tem isso por causa do selo do Safta”, comenta Alberto Oppata, presidente da CAMTA.</p></blockquote>
<figure id="attachment_33965" aria-describedby="caption-attachment-33965" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-33965 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/chocolate-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para.jpg" alt="" width="800" height="534" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/chocolate-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/chocolate-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/chocolate-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-768x513.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/chocolate-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/chocolate-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-33965" class="wp-caption-text">O cacau nativo é o preferido dos chocolatiers para produção de chocolate fino. Foto: Pedro Guerreiro / Agência Pará</figcaption></figure>
<p>O acordo comercial da cooperativa é com o Japão, que compra, em média, 500 toneladas de cacau da região a cada ano. Formada por descendentes japoneses, a CAMTA buscou aliar os conhecimentos acumulados sobre a integração da agricultura com a floresta com as necessidades e exigências do mercado nipônico.</p>
<blockquote><p>“A nossa cooperativa já atua dentro dos padrões internacionais. Por exemplo, já restringimos o uso de herbicidas proibidos por lei e a nossa amêndoa é feita pensando na produção de chocolates finos. Isso fez com que o produtor nacional voltasse os olhos para o nosso produto, assim como os japoneses. A nossa fermentação segue todas as diretrizes e regulações do mercado japonês para que ele possa ser usado na produção de chocolate fino lá”, ressalta Oppata.</p></blockquote>
<h4>LEIA MAIS:</h4>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/potencia-economica-e-sustentavel-o-cacau-e-um-dos-pilares-da-politica-de-bioeconomia-paraense/" target="_top">Potência econômica e sustentável, o cacau é um dos pilares da política de bioeconomia paraense</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/preservacao-da-floresta-aumenta-produtividade-do-cacau-no-para/" target="_top">Preservação da floresta aumenta produtividade do cacau no Pará</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistemas-agroflorestais-de-tome-acu-sao-exemplos-de-producao-sustentavel-na-amazonia/" target="_top">Sistemas agroflorestais de Tome-Açu são exemplos de produção sustentável na Amazônia</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Sistemas agroflorestais ajudam cacau de Tomé-Açu a resistir ao calor extremo da seca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2025 15:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/tomeacu2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA). Foto: Camta" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Seja mais doce ou meio amargo, em barra ou em trufa, em bebida quente ou como um sorvete bem gelado, todo mundo gosta de um bom chocolate. Por causa dessa preferência mundial, as amêndoas de cacau são hoje um produto muito valorizado no mercado, mas fazer com que o chocolate chegue às [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/tomeacu2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA). Foto: Camta" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Seja mais doce ou meio amargo, em barra ou em trufa, em bebida quente ou como um sorvete bem gelado, todo mundo gosta de um <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/maior-produtor-de-cacau-do-pais-para-estima-produzir-mais-de-152-mil-toneladas-do-fruto-em-2024/" target="_blank" rel="noopener">bom chocolate</a>. Por causa dessa preferência mundial, as amêndoas de cacau são hoje um produto muito valorizado no mercado, mas fazer com que o chocolate chegue às lojas está cada vez mais difícil devido aos impactos que as plantações têm sofrido com as secas recentes.</p>
<p>Isso ocorre porque o cacaueiro é uma árvore que precisa da combinação de três fatores para o seu desenvolvimento: clima tropical, com temperaturas entre 22º e 26ºC, chuvas regulares e solos profundos. Porém, as estiagens prolongadas dos últimos anos interferem em dois desses elementos e causam prejuízos para os produtores.</p>
<p>Entre os impactos mais comuns estão o atraso da safra, a redução da produtividade e até a morte de algumas árvores. É o que já vem ocorrendo na África, onde ficam Costa do Marfim, Gana, Camarões e Nigéria, que são os principais produtores mundiais de cacau. Um novo <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0168192325000139?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a> realizado pelo grupo de pesquisa independente <em>Climate Centra</em>l aponta que as ondas de calor se tornarão ainda mais frequentes naquela região.</p>
<blockquote><p>“Não pode ficar muito tempo sem chover. Com três meses sem chuva, por exemplo, já cai bastante a produção. O que tem acontecido é que os produtores têm tido perdas consideráveis nesses últimos anos, de 30% a 40%, porque quanto está muito quente também cai a umidade relativa do ar e isso aumenta as perdas”, explica Vicente Morais, engenheiro agrônomo e coordenador de projetos <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/novo-capitulo-sucesso-camta/" target="_blank" rel="noopener">Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu</a> (CAMTA).</p></blockquote>
<h3>SAF protege produção</h3>
<p>Em<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistemas-agroflorestais-de-tome-acu-sao-exemplos-de-producao-sustentavel-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener"> Tomé-Açu,</a> no nordeste paraense, os agricultores sentiram os efeitos das secas, mas as perdas foram minimizadas pelos benefícios gerados pelos sistemas agroflorestais (SAFs). Nesse modelo, o cultivo agrícola convive com espécies frutíferas e florestais, gerando uma diversificação da produção e da fonte de renda. Outra vantagem é que as agroflorestas melhoram o ecossistema, preservando a qualidade do solo e da água e protegendo a biodiversidade.</p>
<figure id="attachment_24608" aria-describedby="caption-attachment-24608" style="width: 799px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-24608 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/cacau7.jpg" alt="" width="799" height="533" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/cacau7.jpg 799w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/cacau7-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/cacau7-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/cacau7-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/cacau7-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 799px) 100vw, 799px" /><figcaption id="caption-attachment-24608" class="wp-caption-text">Foto: Wenderson Araujo/CNA</figcaption></figure>
<p>Além disso, a combinação de árvores de maior e menor porte cria sombras e conforto térmico que são importantes para o cacaueiro, por exemplo. Vicente Morais afirma, no entanto, que é preciso atenção com as plantas que serão consorciadas</p>
<blockquote><p>“Algumas plantas são mais agressivas e podem atrapalhar o cacau porque elas não entram em dormência no período seco e criam uma competição por água. Já identificamos isso com a castanheira e o mogno africano. Por outro lado, o mogno amazônico, o taperebá e a andiroba casam muito bem porque quando começa a estiagem elas entram em dormência, algumas delas jogam todas as folhas e, com isso, cai a evapotranspiração delas e beneficia o cacaueiro”, esclarece o agrônomo.</p></blockquote>
<h3>Modelos sustentáveis</h3>
<p>Com a intensificação das mudanças climáticas, a agricultura está em risco, mas os impactos podem ser reduzidos com estratégias de adaptação e modelos sustentáveis que conseguem preservar a produção mesmo em períodos de crise. Esse aprendizado faz parte da história da CAMTA, que há cinco décadas reverteu as perdas causadas pela monocultura com modelos do Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu (SAFTA).</p>
<blockquote><p>“Aqui na CAMTA houve aumento na procura de amêndoas, principalmente vindo do mercado nacional. Recebemos contato e pedidos de empresas que nunca tinham nos procurado porque temos amêndoas de qualidade e boa produtividade”, ressalta Vicente Morais.</p></blockquote>
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		<title>Já tomou seu sorbet de cupuaçu hoje?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Mar 2022 17:59:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#CAMTA]]></category>
		<category><![CDATA[#Tomé-Açu]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[cupuaçu]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[sorbet]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/sorbet-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Você sabe qual é a diferença entre sorvete e sorbet? O sorvete leva produtos lácteos, enquanto o sorbet, não. Ambas são sobremesas geladas que conquistam cada vez mais o paladar do paraense. Por trás desse impulso está uma delícia da terra, o sorbet de cupuaçu produzido pela Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/sorbet-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Você sabe qual é a diferença entre sorvete e sorbet? O sorvete leva produtos lácteos, enquanto o sorbet, não. Ambas são sobremesas geladas que conquistam cada vez mais o paladar do paraense. Por trás desse impulso está uma delícia da terra, o sorbet de cupuaçu produzido pela Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA).</p>
<p>Alberto Keit Oppata, presidente da cooperativa, comemora a entrada dos sorbets feitos pela CAMTA no mercado de São Paulo, que foi o primeiro Estado da Região Sudeste a conhecer essa iguaria gelada do Pará, em 2020.</p>
<blockquote><p>“O nosso carro-chefe é o açaí, que apresentamos para o mercado paulistano há três anos. Há quase um ano começamos a introduzir o cupuaçu. No começo, percebemos uma certa resistência em relação à adaptação ao sabor, porém já também notamos que está existindo um reconhecimento maior do gosto delicioso da fruta”, afirmou ele nesta quarta-feira, 23/03, ao <strong>Pará Terra Boa</strong>.</p></blockquote>
<h3><strong>Plantação do cupuaçu</strong></h3>
<p>Oppata explica que as árvores do cupuaçu não são plantadas no Sistema Agroflorestal (SAF), mas num sistema diferenciado.</p>
<blockquote><p>“Um dos motivos é porque o pé de cupuaçu não gosta do sombreamento. As árvores do cupuaçu são geralmente plantadas nas áreas onde estavam anteriormente as plantações de pimenta-do-reino, chamadas de pimenteiras”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Para iniciar o processo do plantio do cupuaçu é necessária uma adaptação do solo.</p>
<blockquote><p>“Os agricultores começam com a pimenta-do-reino, mas alguns seguem uma sequência com o plantio da abóbora, passando pelo maracujá, indo para a pimenta e finalmente plantando o cupuaçu”, contou Oppata.</p></blockquote>
<p>As árvores do fruto necessitam de outras que possam protegê-las dos ventos fortes. Por isso, nestas regiões, são encontradas muitas árvores de andirobas e castanhas-do-Pará.</p>
<p>Atualmente, a cooperativa tem 476.722 árvores de cupuaçu prontas para o cultivo, e a previsão é de mais de 4.700 pés da fruta para este ano.</p>
<p>Atualmente a CAMTA é formada por 172 comunidades cooperadas. Compra 30% dos produtos das não cooperadas, incentivando o mercado local. &#8220;Uma das principais características do mercado econômico de Tomé-Açu é representada pela força da agricultura, por isso incentivamos bastante os produtores locais&#8221;, disse Oppata.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:<br />
</strong><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/novo-capitulo-sucesso-camta/">O novo capítulo da história de sucesso da CAMTA</a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/chocolate-de-tome-acu-e-ouro-no-japao-durante-as-olimpiadas/">Chocolate de Tomé-Açu é ouro no Japão durante as Olimpíadas</a><br />
</strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/cupuacu-traz-mais-renda-para-o-produtor-do-que-a-soja-e-carne-por-ano-hectare/"><strong>Cupuaçu traz mais renda para o produtor do que a soja e carne por ano/hectare</strong></a></p>
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		<title>Com açaí de carro-chefe, cooperativa em Tomé-Açu completa 90 anos</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/com-acai-de-carro-chefe-cooperativa-em-tome-acu-completa-90-anos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jun 2021 19:48:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[#CAMTA]]></category>
		<category><![CDATA[#Tomé-Açu]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[cooperativa]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/tomeacu2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA). Foto: Camta" decoding="async" />A Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) completa 90 anos neste ano. Sediada em Tomé-Açu, o coletivo tem hoje 172 cooperados e 190 funcionários na produção de polpas de frutas. O carro-chefe da cooperativa é a polpa de açaí, exportada para o Japão, Alemanha, Israel e Estados Unidos. A CAMTA tem capacidade para processar 8 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/tomeacu2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA). Foto: Camta" decoding="async" /><p>A Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) completa 90 anos neste ano. Sediada em Tomé-Açu, o coletivo tem hoje 172 cooperados e 190 funcionários na produção de polpas de frutas. O carro-chefe da cooperativa é a polpa de açaí, exportada para o Japão, Alemanha, Israel e Estados Unidos.</p>
<p>A CAMTA tem capacidade para processar 8 mil toneladas de açaí por ano, mas trabalha hoje com metade dessa capacidade. A partir do recente investimento do governo japonês, de US$ 3 milhões, a cooperativa espera duplicar esse processamento.</p>
<p>LEIA MAIS: <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/novo-capitulo-sucesso-camta/" target="_blank" rel="noopener"><em>O novo capítulo da história de sucesso da CAMTA</em></a></p>
<p>Além dos números destacados, a CAMTA colhe seus frutos ambientais a partir do açaí plantado em sistemas agroflorestais desde a década de 1970. &#8220;Até então, era monocultura, mas na década de 70, começamos a trabalhar com sistema agroflorestal, utilizando o cacau que precisa de 40% de sombreamento para crescer. Assim não derrubamos a floresta&#8221;, conta Alberto Keti Oppata, presidente da cooperativa.</p>
<p>Além da expansão em infraestrutura, por meio de novas câmaras de refrigeração, a CAMTA vai investir o dinheiro do governo japonês na certificação dos seus produtos. &#8220;A cooperativa não tem lucro. Tudo é dividido entre os cooperados. Com o certificado, queremos passar mais segurança para nossos clientes, que vinham mais por confiança em nosso trabalho&#8221;, diz Oppata.</p>
<p>A CAMTA trabalha hoje com 14 tipos de polpa de frutas, sendo 60% delas consumidas pelo mercado paraense, exceto o açaí. &#8220;O paraense não come açaí congelado&#8221;, lembra.</p>
<p>A história da CAMTA se confunde com a história da migração japonesa para o Brasil e do próprio município paraense de Tomé-Açu. Em 1929, cerca de 200 japoneses embarcaram no navio Montevideo Maru e chegaram a Santos (SP) 45 dias depois. As famílias japonesas se instalaram no Pará e lá estão até hoje.</p>
<p>Começaram com hortaliças, pimenta-do-reino, conhecido na época como &#8220;diamante negro&#8221;, até chegar no açaí. &#8220;O açaí é o nosso carro-chefe. Na década de 1980, era o maracujá. Depois, a acerola. Depois, o cupuaçu. As pessoas tachavam o açaí como comida de pobre. Só na década de 80, ficou famoso porque um jogador de futebol paraense respondeu que o segredo do seu bom futebol era a ingestão diária de açaí. Daí ganhou o mundo&#8221;, comemora Oppata.</p>
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		<title>O novo capítulo da história de sucesso da CAMTA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jun 2021 21:14:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[#CAMTA]]></category>
		<category><![CDATA[#cooperativismo]]></category>
		<category><![CDATA[#frutas]]></category>
		<category><![CDATA[#pimenta do reino]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/Captura-de-Tela-2021-06-18-as-18.11.44-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em junho comemoramos o Dia da Imigração Japonesa.  O 18 de junho foi escolhido por ter sido a data em que chegou o primeiro navio com imigrantes japoneses, em 1908, no porto de Santos, em São Paulo. Para os paraenses, essa data é também motivo de orgulho. Porque é nesta terra boa que o Brasil [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/Captura-de-Tela-2021-06-18-as-18.11.44-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em junho comemoramos o Dia da Imigração Japonesa.  O 18 de junho foi escolhido por ter sido a data em que chegou o primeiro navio com imigrantes japoneses, em 1908, no porto de Santos, em São Paulo. Para os paraenses, essa data é também motivo de orgulho. Porque é nesta terra boa que o Brasil tem um dos mais bem sucedidos casos de integração entre a cultura nipônica e a sabedoria popular.</p>
<p>Ele começa em 1929, com a chegada de 43 famílias (189 pessoas) à região do Rio Acará.  Uma década mais tarde essas famílias fundaram em 1939 a CAMTA &#8211; Cooperativa Agropecuária Mista de Tomé-Açu. Uma parte dessa história é conhecida: foi pelas mãos desses pioneiros que o município se tornou líder na produção de pimenta do reino.</p>
<p>É uma história que tem uma boa dose de acaso, como em todas as boas histórias. No começo do século passado, a viagem entre o Japão para o Brasil acontecia de navio, passando por Singapura e pela África do Sul, na maioria das rotas.  Em Singapura, um grupo de japoneses decidiu comprar algumas mudas para tentar o cultivo em nossa terra – que hoje responde por 80% da área plantada com pimenta do reino no País, sendo o maior produtor nacional.  Segundo a Embrapa, o Brasil oscila entre o terceiro e o quarto lugar entre os países produtores de pimenta-do-reino.</p>
<p>Mas essa história tem um capítulo mais recente, e igualmente bem sucedido.  Após grandes crises econômicas causadas principalmente pelo ataque de pragas, os produtores começaram a questionar se valia a pena investir em apenas um ou outro tipo de cultivo, já que o risco de grandes perdas quando algo dá errado é enorme. Foi quando começaram a apostar na diversidade de culturas por meio do consórcio de árvores frutíferas (cacau, maracujá, açaí, banana, etc.) dentro das áreas onde a cultura da pimenta declinava.</p>
<p>Esse sistema integrado foi adaptado para o bioma Amazônia e denominado SAFTA, que é uma sigla que significa “Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu” (“Sistema Agrofloresta Tomé-Açu”). A aceitação a este novo sistema foi grande porque ele gera receita para os produtores no curto, médio e longo prazo. Como o SAFTA usa muita mão de obra, nos locais de produção houve aumento do emprego rural por hectare na comparação com o emprego médio gerado em áreas de pastagens.</p>
<p>Graças a uma usina de beneficiamento de óleo e manteiga, a economia circular tornou-se realidade, permitindo o manuseio das sementes de maracujá e cupuaçu que inicialmente eram jogadas fora. Agora são vendidas para a indústria cosmética brasileira e há também a perspectivas de crescimento da produção de óleo de andiroba.</p>
<p>Atualmente as polpas das frutas são vendidas principalmente no mercado regional, mas a cooperativa já vende para o restante do Brasil e até para o Japão. A maior parte dos óleos e manteigas, por sua vez, é vendida para uma empresa cosmética brasileira.</p>
<p>O desempenho da cooperativa é o resultado do capital social, valores compartilhados pelo grupo e solidariedade. O sucesso do projeto transformou o SAFTA naquilo que os especialistas chamam de tecnologia social – algo que traz benefícios econômicos e também sociais. Os impactos do trabalho em grupo fortaleceram os produtores e espalharam os benefícios para a comunidade. E este é o mais recente capítulo de sucesso nesta longa história dos nossos irmãos paraenses-nipônicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8211; Fonte: Climate Smart Institute </em></p>
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