<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>calor eztremi &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/calor-eztremi/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Thu, 10 Sep 2026 17:42:57 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>calor eztremi &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Eventos climáticos extremos avançam sobre área inesperada da Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/eventos-climaticos-extremos-avancam-sobre-area-inesperada-da-amazonia/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/eventos-climaticos-extremos-avancam-sobre-area-inesperada-da-amazonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 17:42:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazôia]]></category>
		<category><![CDATA[calor eztremi]]></category>
		<category><![CDATA[centri-norte]]></category>
		<category><![CDATA[falta de umidade]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[WWF]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=43871</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/vista-da-amazonia_-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Um Estudo da Universidade de Lancaster aponta que a Amazônia Centro-Norte — área preservada com florestas, savanas e terras indígenas — está se tornando vulnerável a calor extremo e seca, mostrando que a conservação local não basta isoladamente. A temperatura em 10% da bacia subiu pelo menos 0,75°C por década durante a estação seca [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/vista-da-amazonia_-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Um Estudo da Universidade de Lancaster aponta que a Amazônia Centro-Norte — área preservada com florestas, savanas e terras indígenas — está se tornando vulnerável a calor extremo e seca, mostrando que a conservação local não basta isoladamente.</em></li>
<li><em>A temperatura em 10% da bacia subiu pelo menos 0,75°C por década durante a estação seca desde 1981, uma alta muito superior à média geral e impulsionada por emissões globais, e não por desmatamento local.</em></li>
<li><em> O avanço climático reduz a margem de segurança do bioma, aproximando o limite crítico de desmatamento (entre 20% e 25%) que pode transformar a floresta em um ecossistema degradado (hoje a perda está em cerca de 17%).</em></li>
<li><em>O calor e a escassez de água causam mortes de animais (como botos), prejudicam espécies de aves e ameaçam a segurança alimentar, a sociobioeconomia e o sustento de populações locais, como na produção de açaí.</em></li>
<li><em>A previsão de um forte El Niño em 2026 eleva o risco de secas e incêndios, exigindo medidas rápidas de adaptação, combate ao desmatamento, prevenção ao fogo e apoio às comunidades afetadas.</em></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Regiões da Amazônia até então consideradas resistentes às mudanças climáticas podem estar mais vulneráveis do que se imaginava. É o que aponta um novo estudo conduzido pela Universidade de Lancaster, em parceria com o WWF Reino Unido, reunindo mais de 50 cientistas — entre eles, especialistas do Painel Científico para a Amazônia.</p>
<p>A pesquisa, publicada na revista &#8220;Communications Earth &amp; Environment&#8221;, é considerada a avaliação mais detalhada já feita sobre como o clima mudou na região: os pesquisadores dividiram toda a Amazônia em células de 11 km e analisaram dados de temperatura e chuva entre 1981 e 2023.</p>
<p>Historicamente, o sul da Amazônia é apontado como a região que mais esquenta. Isso continua verdade — mas o estudo identificou algo novo: a Amazônia Centro-Norte, área com grande cobertura florestal intacta, savanas naturais e extensos territórios indígenas, está se tornando um novo ponto crítico de calor extremo e falta de umidade, com risco crescente de seca e incêndios florestais.</p>
<p>Essa região era vista como uma das defesas naturais mais fortes da floresta justamente por estar mais preservada. O novo dado reforça que preservação, por si só, não é garantia de proteção.</p>
<blockquote><p>&#8220;Estamos mais interessados nas condições climáticas quando elas estão mais quentes e secas, pois é quando as altas temperaturas podem causar os maiores danos. Embora isso já tenha sido avaliado no sul da Amazônia, que compartilha uma estação seca bastante semelhante, nunca foi avaliado em toda a Amazônia – que inclui regiões ao norte do Equador com um período de estação seca diferente&#8221;, explica o professor Jos Barlow, da Universidade de Lancaster, principal autor do relatório.</p></blockquote>
<h3>Os extremos avançam mais rápido que a média</h3>
<p>Nos últimos 40 anos, a temperatura média da bacia amazônica subiu cerca de 0,21°C por década. Mas em 10% da bacia, durante a estação seca, esse aumento chegou a pelo menos 0,75°C por década — o equivalente a mais de 3,2°C desde 1981.</p>
<blockquote><p>&#8220;As taxas de mudança nos eventos climáticos extremos são muito maiores do que as taxas de mudança do clima médio na Amazônia, e as regiões mais afetadas também são diferentes para os extremos e para o clima médio&#8221;, afirma a pesquisadora Nathália Carvalho, do Lancaster Environment Centre. &#8220;Isso é importante porque mostramos que o clima da Amazônia não está mudando de forma uniforme. Essa informação será crucial para o planejamento e a implementação de estratégias de adaptação às mudanças climáticas.&#8221;</p></blockquote>
<p>Um dado chama atenção: a região com crescimento mais rápido nas temperaturas extremas fica longe das áreas mais desmatadas. Segundo Barlow, isso descarta o desmatamento local como explicação.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esses aumentos rápidos não podem ser explicados por mudanças locais, como desmatamento e alterações no uso da terra. Isso demonstra como a Amazônia está sendo afetada pelas mudanças climáticas globais. As emissões globais são as responsáveis.&#8221;</p></blockquote>
<h3>Quanto de desmatamento a floresta ainda suporta</h3>
<p>O estudo dialoga com outro levantamento do qual o WWF também foi parceiro, o Relatório Global sobre Pontos de Inflexão de 2025.</p>
<p>Segundo esse relatório, o avanço das mudanças climáticas está reduzindo o limite a partir do qual a Amazônia poderia sofrer uma transformação em larga escala, virando um ecossistema degradado: um desmatamento entre 20% e 25% do bioma seria suficiente para desencadear esse processo.</p>
<p>Hoje, cerca de 17% da floresta já foi perdida.</p>
<p>O calor extremo e a falta de água já afetam também a fauna amazônica. Nos últimos anos, foram registradas mortes em massa de mamíferos, como botos-cor-de-rosa, durante eventos climáticos extremos, além de redução no tamanho de populações de aves e mudanças em sua expectativa de vida, aparência e comportamento.</p>
<p>O impacto também chega às comunidades que dependem da floresta.</p>
<p>&#8220;Eventos climáticos extremos estão impactando os meios de subsistência locais de diversas maneiras, afetando produtos essenciais como o açaí. Isso elimina a proteção que as florestas oferecem, ameaçando a segurança alimentar e enfraquecendo seu papel em uma crescente sociobioeconomia&#8221;, diz a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa.</p>
<p>Para ela, esse cenário pode até comprometer políticas públicas de restauração florestal já em andamento nos governos federal e estaduais.</p>
<h3>O risco imediato: o El Niño</h3>
<p>Com a previsão de que o El Niño de 2026 será o mais forte da história recente, o risco de seca e incêndios florestais na Amazônia aumenta no curto prazo. Para o professor Barlow, isso exige resposta rápida.</p>
<blockquote><p>&#8220;Medidas de adaptação são urgentemente necessárias para lidar com os impactos dessas mudanças climáticas extremas e rápidas, incluindo a prevenção de fatores que amplificam os riscos climáticos, como o desmatamento. Também precisamos implementar medidas para apoiar o combate aos incêndios florestais, bem como o apoio às populações locais quando os rios dos quais dependem para navegação secarem, especialmente em um ano como 2026, com a chegada de um super El Niño.&#8221;</p></blockquote>
<h3>O que os pesquisadores recomendam</h3>
<p>Os autores do estudo apontam quatro frentes como urgentes: prevenção de incêndios, redução rápida das emissões globais de gases de efeito estufa, combate ao desmatamento e à degradação florestal, e mais investimento em adaptação climática.</p>
<p>Nesse contexto, os pesquisadores citam o TFFF (Fundo para Florestas Tropicais para Sempre), mecanismo que deve ajudar a financiar ações de conservação e adaptação em florestas tropicais diante de eventos climáticos cada vez mais intensos.</p>
<p>O compromisso do governo britânico com o fundo, anunciado em 3 de setembro, foi citado como um passo na direção certa — mas que, segundo os pesquisadores, precisa vir acompanhado de medidas para tirar produtos ligados ao desmatamento das cadeias de fornecimento do Reino Unido.</p>
<blockquote><p>&#8220;O rápido aumento dos extremos climáticos revelado neste estudo destaca a necessidade urgente de ação&#8221;, diz Mike Barrett, consultor científico-chefe do WWF-Reino Unido.</p></blockquote>
<div></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/eventos-climaticos-extremos-avancam-sobre-area-inesperada-da-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-09-10 15:46:45 by W3 Total Cache
-->