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	<title>brincos &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Frigoríficos podem impulsionar rastreabilidade a 30% do rebanho do Pará até 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 12:06:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/bois_brincos-e1757530242680-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A identificação individual de bovinos no Pará pode passar de 0,2% do rebanho, em 2025, para 30,2% até 2030, o equivalente a cerca de 7,5 milhões de animais. A projeção depende de os frigoríficos aptos do estado levarem a rastreabilidade aos seus fornecedores com incentivos e assistência técnica em campo. No projeto-piloto que embasa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/bois_brincos-e1757530242680-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Resumo</p>
<ul>
<li>A identificação individual de bovinos no Pará pode passar de 0,2% do rebanho, em 2025, para 30,2% até 2030, o equivalente a cerca de 7,5 milhões de animais.</li>
<li>A projeção depende de os frigoríficos aptos do estado levarem a rastreabilidade aos seus fornecedores com incentivos e assistência técnica em campo.</li>
<li>No projeto-piloto que embasa a estimativa, 59 fornecedores receberam apoio para identificar individualmente cerca de 26 mil cabeças de gado.</li>
<li>O estudo calcula que um frigorífico de médio porte gaste cerca de R$ 1,7 milhão em 12 meses para atender até 120 produtores, sendo 86% do valor destinado a incentivos ao produtor, principalmente os kits de identificação.</li>
<li>Na frente de requalificação comercial, 73 dos 96 produtores visitados no assentamento Tuerê, em Novo Repartimento (PA), recusaram inicialmente a proposta, segundo levantamento da Fundação Solidaridad.</li>
</ul>
<p>A identificação individual de bovinos no Pará pode saltar de 0,2% do rebanho, em 2025, para 30,2% até 2030, alcançando cerca de 7,5 milhões de animais. Para isso, os frigoríficos precisam levar a rastreabilidade aos seus fornecedores com incentivos e apoio técnico.</p>
<p>A projeção foi apresentada nesta terça-feira, 1º, no lançamento de relatório do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que reúne estratégias de rastreabilidade individual e de requalificação comercial para a cadeia bovina no Brasil em dois projetos-piloto realizados no Pará.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Pará foi escolhido para sediar os pilotos por reunir condições institucionais e territoriais relevantes, com iniciativas locais tanto de rastreabilidade quanto de regularização e reinserção comercial.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estado também concentra o segundo maior rebanho bovino do País e reúne desafios presentes em outras áreas da Amazônia, como a coexistência de propriedades rurais, assentamentos, Terras Indígenas, Unidades de Conservação, com diferentes formas de ocupação e uso da terra, segundo o Imaflora</span></p>
<p>No caso da rastreabilidade individual, a estratégia foi testada em projeto-piloto da Amigos da Terra – Amazônia Brasileira (AdT), no qual 59 fornecedores de frigoríficos receberam apoio para implementar a identificação individual de aproximadamente 26 mil cabeças de gado.</p>
<blockquote><p>“A experiência do projeto-piloto mostra que é possível dar escala e replicabilidade às ações e traz aprendizados importantes para fortalecer a sustentabilidade da pecuária&#8221;, afirmou Natália Grossi, coordenadora do Programa de Cadeias Agropecuárias da AdT, durante o lançamento do estudo.</p></blockquote>
<p>Para o frigorífico, o trabalho consiste em usar equipes que já mantêm contato com o pecuarista, como originação e ESG, e colocar técnicos em campo para acompanhar a brincagem. O estudo estima que uma empresa de médio porte gaste cerca de R$ 1,7 milhão em 12 meses para atender até 120 produtores.</p>
<p>Desse valor, 86% vão para incentivos ao produtor, principalmente os kits de identificação, doados a quem adere.</p>
<p>O projeto-piloto integra o Programa Pecuária Sustentável do Pará e foi desenvolvido em parceria entre o Imaflora e a AdT, com financiamento do Bezos Earth Fund, pelo programa Future of Food, e da União Europeia, pelo programa AL-INVEST Verde.</p>
<h3>Apoio ao produtor</h3>
<p>As experiências indicam que a ampliação da identificação individual dos animais depende de uma combinação de medidas. Entre elas estão incentivos econômicos, financiamento compartilhado, assistência técnica contínua, apoio documental e acompanhamento nas propriedades.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nosso desafio foi apresentar caminhos para que a política de identificação animal avance sem perder de vista a regularização ambiental, a inclusão produtiva e a permanência de pequenos produtores no mercado formal”, avaliou Bruno Vello, coordenador de políticas públicas do Imaflora.</p></blockquote>
<h3>Passivo ambiental dificulta adesão de famílias</h3>
<p>A outra frente do relatório mostra que ampliar a rastreabilidade também exige enfrentar as dificuldades de produtores que estão fora ou sob restrições no mercado formal devido a pendências ambientais.</p>
<p>Das 96 propriedades visitadas no assentamento Tuerê, em Novo Repartimento (PA), 73 produtores inicialmente recusaram a proposta de requalificação comercial, 17 ficaram indecisos e seis aderiram. Após a oferta do Bônus Desbloqueia Já e do atendimento presencial do Núcleo de Atendimento ao Produtor (NAP), outras sete famílias aderiram à iniciativa.</p>
<p>O levantamento, feito pela Fundação Solidaridad, relaciona a resistência principalmente ao tamanho do passivo ambiental, que chegava, em média, a 29,2 hectares, equivalente a cerca de 44% da área média das propriedades. Para essas famílias, destinar quase metade da área à recomposição da vegetação significa perda imediata de espaço para produzir e, com ela, de renda.</p>
<p>&#8220;Quando quase metade da propriedade está em área de passivo, o modelo tradicional de requalificação encontra seu limite. A resistência que mapeamos mostra que, para trazer esses pecuaristas à legalidade, precisamos adequar as exigências à realidade da Amazônia e oferecer caminhos produtivos de transição&#8221;, explicou Paulo Lima, gerente de programas da Fundação Solidaridad.</p>
<p>Incentivos financeiros e alternativas para elevar a produtividade nas áreas já abertas podem facilitar a transição. Além disso, a combinação do bônus e da assistência técnica voltada à intensificação sustentável da pecuária e à implantação de sistemas agroflorestais com cacau ajuda a reduzir a percepção de risco entre as famílias.</p>
<p>Uma análise de escalabilidade apontou São Félix do Xingu, Marabá e Novo Repartimento como territórios prioritários para a expansão da estratégia de requalificação comercial.</p>
<p>&nbsp;</p>
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