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	<title>Brasil Novo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Brasil Novo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Agricultores familiares fazem Brasil Novo ser referência na produção de chocolate artesanal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paloma Lobatto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 17:49:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Cacauicultura paraense]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em Brasil Novo, na região do Rio Xingu, a economia pulsa ao ritmo do cacau. Com mais de 14 mil hectares plantados e uma produção que supera as 10 mil toneladas por ano, o município é o lar de mais de 1.400 produtores dedicados a essa cultura. Agora, muitos deles estão dando um passo adiante, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em Brasil Novo, na região do Rio Xingu, a economia pulsa ao ritmo do cacau. Com mais de 14 mil hectares plantados e uma produção que supera as 10 mil toneladas por ano, o município é o lar de mais de 1.400 produtores dedicados a essa cultura. Agora, muitos deles estão dando um passo adiante, transformando as amêndoas em <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/conheca-os-diferenciais-que-fizeram-o-cacau-paraense-conquistar-o-mercado/" target="_blank" rel="noopener">chocolate fino</a> e agregando valor à produção local.</p>
<p>Isso porque Agência de Defesa Agropecuária do Pará (ADEPARÁ) e instituições parceiras têm orientado produtores a começaram a verticalizar a produção, investindo na implementação de pequenas fábricas de chocolate que funcionam nas propriedades onde se planta cacau. A iniciativa não só gera mais renda para as famílias, mas também fortalece a cadeia produtiva sustentável local,</p>
<blockquote><p>“Nós somos o maior produtor de cacau e de cacau de qualidade e nós precisamos parar só de vender amêndoas, nós precisamos verticalizar, ganhar dinheiro com o cacau e a verticalização traz isso&#8221;, afirma<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/agricultora-organica-conquista-mercado-com-chocolate-com-sabor-de-floresta-viva/" target="_blank" rel="noopener"> Jiovana Lunelli,</a> proprietária da Cacau Xingu, de Brasil Novo.</p></blockquote>
<p>A Cacau Xingu, cuja produção é em sistemas agroflorestais,<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/primeira-fabrica-artesanal-de-chocolate-registrada-no-para-utiliza-agrofloresta/" target="_blank" rel="noopener"> foi o primeiro registro artesanal emitido pela ADEPAR</a>Á para uma fábrica de chocolate no estado. O selo é fundamentado na Portaria 5094/2024, que estabelece rigorosas normas de qualidade, desde a matéria-prima e os processos de fabricação até a rotulagem e a segurança alimentar.</p>
<p>Para se transformar na Cacau Xingu, a fábrida de Jiovana foi adaptada em parceria com instituições como o Sebrae (pelo programa Sustenta Inova), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a própria ADEPARÁ De acordo com Jiovana, o trabalho exercido pela Adepará e demais parceiros valorizam o trabalho do pequen produtor e isso contribui também para melhorar toda uma região.</p>
<blockquote><p>A marca Cacau Xingu não é só um chocolate, aqui tem história de agricultores familiares, de resistência e de luta de toda uma região, que recebeu diversas famílias que foram desafiadas a implantar uma lavoura na Amazônia. Não é um conceito, é uma ideia de sustentabilidade”, afirma a produtora.</p></blockquote>
<h3>Selo é diferencial</h3>
<figure id="attachment_35429" aria-describedby="caption-attachment-35429" style="width: 655px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-35429" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/Chocolate_Iradi-rutuoso-300x200.webp" alt="" width="655" height="436" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/Chocolate_Iradi-rutuoso-300x200.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/Chocolate_Iradi-rutuoso-768x512.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/Chocolate_Iradi-rutuoso-150x100.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/Chocolate_Iradi-rutuoso-450x300.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/Chocolate_Iradi-rutuoso.webp 860w" sizes="(max-width: 655px) 100vw, 655px" /><figcaption id="caption-attachment-35429" class="wp-caption-text">Iradi Frutuoso é uma das produtoras de chocolate de Brasil Novo. Foto: Frutuoso Chocolate/Divulgação</figcaption></figure>
<p>A produtora Iradi Frutuoso é outro exemplo dessa boa fase da produção de cacau na cidade. Em sua propriedade, a dedicação à qualidade é visível em cada etapa, com a Frutuoso Chcolate seguindo rigorosos padrões de higiene e boas práticas de fabricação.</p>
<blockquote><p>&#8220;Todo cuidado que temos é para a saúde de quem vai consumir nosso chocolate. A nossa preocupação é fazer um produto seguro e de qualidade para nossos clientes, processado em um lugar que possui higiene e que foi inspecionado&#8221;, afirma a chocolateira, destacando o compromisso com a segurança do consumidor.</p></blockquote>
<p>Embora o selo não seja obrigatório para o chocolate, ele é um diferencial competitivo crucial, agregando valor e atestando a qualidade de produtos feitos com amêndoas selecionadas, muitas vezes cultivadas em sistemas agroflorestais – onde o cacau convive com espécies nativas, beneficiando o solo e o meio ambiente, e elevando a qualidade do fruto.</p>
<h3>Sabores amazônicos</h3>
<p>Na fábrica da <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/no-brasil-novo-a-uniao-de-mulheres-fez-nascer-um-chocolate-com-qualidade-reconhecida-nacionalmente/" target="_blank" rel="noopener">“Kakao Blumenn</a>”, na zona rural de Brasil Novo, a produtora Verônica Preuss inova constantemente. Seus chocolates, feitos com amêndoas selecionadas do Sítio Santa Catarina (propriedade de sua família na região da Transamazônica), incorporam sabores amazônicos como jambu e cumaru. A loja exibe orgulhosamente diversos prêmios, inclusive internacionais. Verônica detalha as atividades da fábrica:</p>
<blockquote><p>&#8220;Aqui temos cursos e treinamentos em chocolateria. Também recebemos grupos de visitantes porque realizamos turismo de base comunitária para quem vem conhecer a produção sustentável de chocolate na Amazônia. Durante o Festival Internacional do Cacau e Chocolate em Altamira, lançamos um novo sabor com morango e já estamos testando novos sabores para até o final do ano&#8221;, afirma Verônica</p></blockquote>
<h3>Chocolate em pó e mercado institucional</h3>
<p>Além dos chocolates finos, a ADEPARÁ tem incentivado a produção de chocolate em pó para fornecer a prefeituras. Em Pacajá, na mesma região do Xingu, o casal de agricultores familiares Erilan e Thayse montou uma fábrica de chocolate em pó 100%. Com o selo da ADEPARÁ desde 2015, eles fornecem para a merenda escolar e, hoje, também para uma grande empresa de chocolate. Com recursos próprios e um faturamento superior a cem mil reais, a fábrica conquistou vários contratos ao longo dos anos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nós trabalhamos vendendo esse produto para a merenda escolar. O selo é muito importante para comprovar a origem do nosso produto. As prefeituras só compram mediante a comprovação dessa origem. Por mais que o chocolate seja isento de registro, as prefeituras exigem isso&#8221;, explica Erilan Araújo, proprietário da agroindústria, destacando a importância da certificação para o mercado institucional.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/rota-turistica-valoriza-cadeia-produtiva-do-cacau-e-do-chocolate-na-regiao-da-transamazonica-e-xingu/" target="_top">Rota turística valoriza cadeia produtiva do cacau e do chocolate na região da Transamazônica e Xingu</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/primeira-fabrica-artesanal-de-chocolate-registrada-no-para-utiliza-agrofloresta/" target="_top">Primeira fábrica artesanal de chocolate registrada no Pará utiliza agrofloresta</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/agricultora-organica-conquista-mercado-com-chocolate-com-sabor-de-floresta-viva/" target="_top">Agricultora orgânica conquista mercado com chocolate com sabor de floresta viva</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/conheca-os-diferenciais-que-fizeram-o-cacau-paraense-conquistar-o-mercado/" target="_top">Conheça os diferenciais que fizeram o cacau paraense conquistar o mercado</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/no-brasil-novo-a-uniao-de-mulheres-fez-nascer-um-chocolate-com-qualidade-reconhecida-nacionalmente/" target="_top">No Brasil Novo, a união de mulheres fez nascer um chocolate com qualidade reconhecida nacionalmente</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Primeira fábrica artesanal de chocolate registrada no Pará utiliza agrofloresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2025 15:34:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolate Cacau Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/03/Chocolate-Cacau-Xingu-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As melhores amêndoas de cacau produzidas no Pará estão na Transamazônica. Na região, municípios como Brasil Novo, estão plantando cacau em sistemas agroflorestais, ou seja, consorciados com espécies florestais nativas que garantem sombreamento e enriquecimento do fruto. É neste sistema que se origina o cacau que abastece a produção de chocolate da produtora Jiovana Lunelli, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/03/Chocolate-Cacau-Xingu-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As melhores amêndoas de cacau produzidas no Pará estão na Transamazônica. Na região, municípios como Brasil Novo, estão plantando cacau em sistemas agroflorestais, ou seja, consorciados com espécies florestais nativas que garantem sombreamento e enriquecimento do fruto.</p>
<p>É neste sistema que se origina o cacau que abastece a produção de chocolate da produtora Jiovana Lunelli, dona da marca “Chocolate Cacau Xingu&#8221;. Produzido em sistema agroecológico, de forma sustentável, a agroindústria de Brasil Novo tornou-se o primeiro estabelecimento a conquistar o registro artesanal concedido pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) a uma fábrica  de chocolate no Pará.</p>
<p>Para agregar valor e tornar o chocolate produzido na Amazônia ainda mais atrativo, a ADEPARÁ autorizou a agroindústria a fabricar mais de 10 tipos de chocolate, desde a barra 100% cacau, até geleias de cacau e nibs.</p>
<blockquote><p>“O primeiro chocolate produzido com cacau orgânico da região da Transamazônica e Xingu obedece às boas práticas de fabricação, respeitando as normas higiênico-sanitárias em todo o processo”, ressalta Nelson Leite, fiscal agropecuário responsável pela Gerência de Produtos Artesanais Vegetais &#8211; GPAOV</p></blockquote>
<p>A diretora de defesa e inspeção vegetal da ADEPARÁ, Lucionila Pimentel, comemora mais essa abertura do mercado para os produtos da sociobiodiversidade amazônica. ]</p>
<blockquote><p>“Nossa agricultura familiar está avançando e acompanhando as exigências do mercado. Precisamos também estar preparados para atender essa demanda do agricultor, cada certificado é entregue num misto de alegria e realização por nós do Serviço Oficial, e até a entrega do Selo acontecem vários processos nos quais a equipe local, a gerência do programa, e demais parceiros são fundamentais e imprescindíveis”, ressaltou.</p></blockquote>
<h3>Cacau Xingu</h3>
<p>O chocolate cacau xingu é produzido no processo tree to bar (da árvore a barra), um modelo que consiste na fabricação artesanal utilizando ingredientes selecionados, que vão desde a plantação do cacau até o produto final.</p>
<p>É a primeira certificação de chocolate desde a criação da Portaria No 5094/2024, que estabeleceu os procedimentos para a produção artesanal de chocolates e seus subprodutos com vistas à comercialização. A norma detalha as exigências para preservar a qualidade do chocolate produzido no Pará e as especificações de produção, acondicionamento e rotulagem, além da qualidade da matéria-prima (amêndoa de cacau) e do local onde vai ser produzido, assegurando que o produto foi elaborado obedecendo às normas de segurança alimentar, sem risco à saúde pública.</p>
<blockquote><p>“A certificação é importante porque dá segurança para quem produz e também para quem consome. Então, a gente leva um produto de qualidade até as pessoas, que passou por um processo de certificação por parte da Adepará”, explica Jiovana Lunelli.</p></blockquote>
<p>Na propriedade de 96 hectares, a produtora rural foi desenvolvendo a lavoura cacaueira e com o objetivo de trazer mais renda para a família iniciou a produção de chocolate, uma história que começa ainda na infância.</p>
<h3><strong>Brasil Novo </strong></h3>
<p>Segundo dados da Sedap, por meio do Procacau, o município de Brasil Novo possui 441 produtores e uma área total plantada de 14.038 hectares. Destes, 8.912 hectares são áreas em produção. A quantidade de cacau produzida é de 10.659 toneladas.</p>
<p>A produtividade é de 1.196 kg por hectares. A produção de cacau do município corresponde a 7,4% em relação à produção total do estado, que é de 143.675 toneladas.</p>
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		<title>Agricultora orgânica conquista mercado com chocolate com sabor de floresta viva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 17:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura orgânica]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Novo]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[SAF]]></category>
		<category><![CDATA[Transamazônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/Jiovana-Hoss-cacau-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz A BR-230, mais conhecida como Transamazônica, foi vendida como o principal símbolo da política de integração nacional pelo governo militar, na década de 1970, período em que milhares de famílias foram incentivadas a migrar para a região. Na época, a mentalidade era de que o desenvolvimento viria ao se avançar floresta adentro, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/Jiovana-Hoss-cacau-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>A BR-230, mais conhecida como Transamazônica, foi vendida como o principal símbolo da política de integração nacional pelo governo militar, na década de 1970, período em que milhares de famílias foram incentivadas a migrar para a região. Na época, a mentalidade era de que o desenvolvimento viria ao se avançar floresta adentro, numa verdadeira batalha entre civilização e natureza. Hoje, a Transamazônica é reconhecida como o principal polo produtor de cacau e de chocolate do Pará, graças ao trabalho de inúmeras famílias estabelecidas por lá, que, ao contrário da crença de 50 anos atrás, sabem o valor da floresta.</p>
<p>Uma delas é chefiada pela agricultora Jiovana Lunelli Hoss, catarinense que migrou com a família para o estado quando tinha apenas 2 anos. Com pouco conhecimento da língua portuguesa e da realidade local, a família de descendência alemã viu no contato e nas trocas com a população nativa um aprendizado decisivo para lidar, conviver e produzir em harmonia com a natureza.</p>
<blockquote><p>“Foi em 75 que meu pai implantou a primeira roça. Daí surgiu o entendimento das árvores, da importância da floresta em pé. Foi aí que soubemos que ela (floresta) servia de alimento, servia de abrigo não só para a minha família, mas para tantas outras e toda a diversidade que há dentro da Amazônia”, conta Jiovana.</p></blockquote>
<figure id="attachment_31005" aria-describedby="caption-attachment-31005" style="width: 836px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-31005 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/jiovana-hoss-cacau-xingu.jpg" alt="" width="836" height="835" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/jiovana-hoss-cacau-xingu.jpg 836w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/jiovana-hoss-cacau-xingu-300x300.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/jiovana-hoss-cacau-xingu-150x150.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/jiovana-hoss-cacau-xingu-768x767.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/jiovana-hoss-cacau-xingu-450x449.jpg 450w" sizes="(max-width: 836px) 100vw, 836px" /><figcaption id="caption-attachment-31005" class="wp-caption-text">Agricultora defende produção de cacau em harmonia com a floresta.. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>No sítio Paraíso Orgânico, localizado no município de Brasil Novo, a agricultora mantém uma pequena lavoura de cacau cultivada em sistema agroflorestal (SAF) para prezar pelo “ambiente equilibrado e saudável” que ela destaca como o diferencial que garante a qualidade dos frutos e dos chocolates da marca Cacau Xingu.</p>
<p>Os produtos são fabricados no processo denominado tree-to-bar (da árvore à barra) com controle de todas as etapas: desde o plantio, colheita, fermentação até a venda ao consumidor final. As práticas adotadas no campo privilegiam os tratos orgânicos, sem adição de agrotóxicos ou outros químicos para controle biológico, valorizando a biodiversidade da fauna e da flora locais e as relações ecológicas que ocorrem na mata.</p>
<p>Um exemplo disso se verifica nas próprias embalagens dos chocolates que são ilustradas com imagens de animais que vivem e se beneficiam do ambiente conservado nas agroflorestas, como a anta, o beija-flor e o macaco-prego. Além disso, a marca faz o aproveitamento integral do fruto e já conta com uma série de subprodutos, como geleia, licor, creme de castanha, nibs caramelizado, entre outros.</p>
<figure id="attachment_31004" aria-describedby="caption-attachment-31004" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-31004 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu-1024x835.jpg" alt="" width="1024" height="835" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu-1024x835.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu-300x245.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu-768x626.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu-150x122.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu-450x367.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu.jpg 1141w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-31004" class="wp-caption-text">Produtos da Cacau Xingu valorizam biodiversidade local. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<blockquote><p>“O meu chocolate é diferente porque nele tem florestas, rios, o solo e o modo de produção. Esse consórcio com essas árvores e com essa diversidade da floresta amazônica contribui para um terroir único dos nossos chocolates tanto é que as amêndoas do Pará são premiadas como as melhores do mundo”, ressalta a produtora.</p></blockquote>
<p>Para Jiovana Hoss, os SAFs são a saída para que a cacauicultura se desenvolva com produtividade, benefícios socioeconômicos e respeito ao meio ambiente. Isso porque, mesmo em momentos críticos como a atual seca, a produção das agroflorestas se mostra mais resistente que as monoculturas. Aliado a isso, ela acredita que o incentivo à verticalização irá potencializar a geração de renda e o fortalecimento das comunidades da agricultura familiar.</p>
<blockquote><p>“É dever nosso defender a agrofloresta, a floresta viva. A floresta em pé é um discurso, mas a floresta viva tem que ser a nossa realidade”, defende Jiovana Hoss.</p></blockquote>
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		<title>No Brasil Novo, a união de mulheres fez nascer um chocolate com qualidade reconhecida nacionalmente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jan 2024 13:25:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Novo]]></category>
		<category><![CDATA[cacau em SAF]]></category>
		<category><![CDATA[Kakao Blumenn]]></category>
		<category><![CDATA[Kakao Blumenn Chocolate Artesanal]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2022]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Produtoras rurais paraenses]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na zona rural de Brasil Novo, a união de mulheres fez nascer uma empresa que está ganhando destaque dentro e fora do país pelo chocolate saudável e saboroso que produz. Criada por Veronica Preuss, a Kakao Blumenn valoriza o protagonismo feminino em todas as etapas da cadeia produtiva. Prova disso é que a empreendedora foi [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na zona rural de Brasil Novo, a união de mulheres fez nascer uma empresa que está ganhando destaque dentro e fora do país pelo <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/pascoa-ganha-sabores-paraenses-com-chocolate-regional-recheios-de-castanhas-e-frutos-amazonicos/" target="_blank" rel="noopener">chocolate saudável</a> e saboroso que produz. Criada por Veronica Preuss, a Kakao Blumenn valoriza o protagonismo feminino em todas as etapas da cadeia produtiva. Prova disso é que a empreendedora foi vencedora do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2022, na categoria Produtora Rural, em segundo lugar no ranking nacional.</p>
<p>Em 2002, a família de Verônica se mudou de Santa Catarina para o Pará e enfrentou um dos maiores problemas vividos pela população da região: a falta de acesso à energia elétrica. Segundo um <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-enfrenta-desafios-para-tracar-plano-de-levar-energia-eletrica-para-990-mil-pessoas/" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> recentemente lançado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), a Amazônia tem 990 mil pessoas sem eletricidade, as áreas mais carentes do serviço público são terras indígenas, territórios quilombolas, assentamentos rurais e ribeirinhos.</p>
<p>A empreendedora correu atrás e conseguiu a energia nos primeiros oito quilômetros do travessão onde vive. A partir daí, um grupo de mulheres da região foi criado.</p>
<blockquote><p>“A gente criou um grupo de mulheres na época com a intenção de gerar empoderamento. Quando a gente chegou aqui na região, as mulheres normalmente não tinham nomes, elas eram conhecidas como esposas de fulano. E nesse grupo a gente inclusive começou a trabalhar o chocolate de uma forma bem artesanal. E aí que foi surgindo a vontade de ter a minha fábrica de chocolate. Em 2019, eu comprei minha primeira melanger, que é o moinho que a gente faz o chocolate e em 2020 eu abri a Kakao Blumenn”, explicou a cacauicultura.</p></blockquote>
<p>De origem alemã, os sulistas batizaram a marca com um nome que remetesse aos seus ancestrais, significando flores de cacau. E desde que conheceram o nosso cacau, a família se encantou.</p>
<blockquote><p>‘’As mulheres do grupo nos ajudaram no início de tudo porque eu não conhecia a cacauicultura, mas desde o primeiro momento que eu vi o cacau me encantei. Fazíamos receitas, artesanatos e até lançamos livros, Aí fiz cursos na área de chocomaker e de empreendedorismo. E em 2021 a gente ganhou como uma das três melhores amêndoas do Brasil.‘’</p></blockquote>
<p>Com um cacau plantado em sua maior parte em sistema agroflorestal (SAF), a produção de chocolates tem a procedência de todos os insumos verificada. O projeto com mulheres incentivou Verônica a vontade de trabalhar com um chocolate de qualidade indiscutível, eles são processados e usados de maneira a conservar todas as propriedades naturais.</p>
<p>Para ela, empreender e ser mulher tem seus obstáculos, mas ela observa que mulheres têm potencial de protagonizar grandes projetos no meio rural.</p>
<blockquote><p>‘’Normalmente o pessoal sempre trabalha muito com os homens na área da cacauicultura e as mulheres ficam em segundo plano. A mulher aqui da região não está sendo protagonista de muita coisa, mas ela tem esse potencial. Não necessariamente ela precisa trabalhar com chocolate porque na verdade a gente tem uma infinidade de coisas que você pode fazer com o cacau. Até artesanatos podem ser feitos com as folhas dele, as possibilidades são muitas. Então por que não ser uma protagonista com alguma coisa relacionada ao cacau? Nós podemos’’, refletiu</p></blockquote>
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		<title>Conheça a rotina de uma paraense que cultiva macaxeira e vende bolos de puba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 May 2023 14:49:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Trabalhador Rural]]></category>
		<category><![CDATA[macaxeira]]></category>
		<category><![CDATA[mandioca]]></category>
		<category><![CDATA[plantações de mandioca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.26.09-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Ivana Guimarães A vida de quem trabalha no campo não é para qualquer um.  Quem resume é Maria Iderivânia Oliveira, mais conhecida como Tia Jane, de 57 anos: “Morar na roça é muito bom, tem muita fartura, mas também é bem difícil, a rotina é puxada”, diz.  Moradora de um trecho da BR-230, que fica [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.26.09-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Ivana Guimarães</em></p>
<p>A vida de quem trabalha no campo não é para qualquer um.  Quem resume é Maria Iderivânia Oliveira, mais conhecida como Tia Jane, de 57 anos: “Morar na roça é muito bom, tem muita fartura, mas também é bem difícil, a rotina é puxada”, diz.  Moradora de um trecho da BR-230, que fica entre Altamira e Brasil Novo, ela cultiva espécies como mandioca, abacaxi, banana, cacau e milho e, aos sábados, ainda vende produtos como bolo de macaxeira e puba no Mercado Municipal de Altamira.</p>
<p>O dia começa cedo, como o de muitos <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/dia-da-biodiversidade-produtos-paraenses-que-eram-desvalorizados-mudam-vidas-de-agricultores-familiares/" target="_blank" rel="noopener">agricultores familiares paraenses</a>. Por volta das 6h30 ela já inicia suas atividades. Enquanto seu esposo se encarrega de tirar leite, ela cuida das galinhas, dos carneiros e dos porcos. No intervalo da manhã até o meio-dia, Jane se dedica à cozinha, preparando o almoço. Já na parte da tarde, ela faz os produtos que vende na feira, como os doces de leite, banana e mamão.</p>
<p>Ela explica que sempre procura utilizar ingredientes naturais e caseiros em suas receitas. Seu leite vem diretamente do curral, os ovos são caipiras e ela colhe coco e <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/producao-da-castanha-do-para-movimenta-mais-de-r-2-bilhoes-mas-coletadores-ficam-com-apenas-5/" target="_blank" rel="noopener">castanha-do-Pará</a> na roça onde vive. Além disso, Jane também trabalha com massas, fazendo pão caseiro, bolachas de queijo e biscoitos de castanha e de nata.</p>
<blockquote><p>“Se eu vou fazer a bolachinha de queijo, eu faço o meu queijo. A castanha, eu pego no mato. E o biscoitinho de nata, eu tiro do leite que eu fervo. Ai vou guardando, vou congelando. Até dar uma quantia suficiente para eu fazer os biscoitinhos”, diz.</p></blockquote>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19943" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.47.jpeg" alt="" width="250" height="333" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.47.jpeg 780w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.47-225x300.jpeg 225w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.47-768x1024.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.47-150x200.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.47-450x600.jpeg 450w" sizes="(max-width: 250px) 100vw, 250px" /></p>
<p>Quando o final de semana se aproxima, a rotina de Jane é ainda mais corrida. Ela começa a trabalhar na sexta-feira de manhã e só termina por volta das 23h. Às 3 horas da manhã de sábado, ela já está de pé, fervendo o leite e se preparando para chegar à feira por volta das 5h30.</p>
<p>Seus bolos mais procurados são o de <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/cadeia-produtiva-da-mandioca-cresce-e-para-ja-conta-com-175-estabelecimentos-certificados/" target="_blank" rel="noopener">macaxeira</a> e o de puba. O segundo também é conhecido como bolo indígena e é feito na palha da banana.</p>
<blockquote><p>“Esse bolo de puba é bem complicado. É diferente do bolo de macaxeira. A macaxeira você rala, coloca os temperos e já vai pro forno. Já o bolo de puba é da mandioca brava. Então eu descasco, lavo, coloco pra pubar uns três dias. Depois eu passo na peneira, coloco no saco, ponho numa prensa aí fica aquele pozinho. Dali eu faço o bolo de puba. Que é uma delícia, né? Ele é muito procurado na feira, então é o que eu mais me dedico”, explica Jane.</p></blockquote>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19944" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.48.jpeg" alt="" width="239" height="318" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.48.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.48-225x300.jpeg 225w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.48-150x200.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-24-at-21.24.48-450x600.jpeg 450w" sizes="(max-width: 239px) 100vw, 239px" /></p>
<p>A puba é a massa resultante da fermentação natural das raízes da mandioca. Como já publicamos aqui no <strong>Pará Terra Boa</strong>, ela é considerada um verdadeiro <a href="https://www.paraterraboa.com/cultura/ja-tomou-seu-caldo-de-puba-hoje-saiba-quais-alimentos-de-povos-tradicionais-sao-mais-saudaveis/" target="_blank" rel="noopener">presente dos povos originários</a>.</p>
<p>O horário de trabalho de Jane varia, mas geralmente vai até às 21h. Ela costuma dormir por volta das 22h. Apesar dos desafios e da rotina cansativa, ela encontra satisfação na conexão com a terra.</p>
<p>Ao chegar em casa, ela desfruta de um merecido descanso. Um banho relaxante e uma refeição reconfortante preparam-na para o merecido sono, enquanto sonha com um novo dia de trabalho no campo, com todas as suas demandas.</p>
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		<title>&#8216;Daqui a 100 anos, vou ser lembrado&#8217;, diz produtor de castanha-do-pará em Altamira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2022 20:37:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Novo]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[castanha-do-Pará]]></category>
		<category><![CDATA[cumaru]]></category>
		<category><![CDATA[rambutan]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Elias-produtor-rural-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Ivana Guimarães O Pará Terra Boa conversou com Elias Francisco, produtor rural que tem uma propriedade a 15 quilômetros de Altamira (PA), sentido Brasil Novo, e planta castanha-do-pará pensando em deixar sua marca no planeta, já que as castanheiras, também conhecidas como rainhas-da-Amazônia, são protegidas por lei. Além das castanhas, o agricultor cultiva espécies [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Elias-produtor-rural-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Ivana Guimarães</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>Pará Terra Boa</strong> conversou com Elias Francisco, produtor rural que tem uma propriedade a 15 quilômetros de Altamira (PA), sentido Brasil Novo, e planta castanha-do-pará pensando em deixar sua marca no planeta, já que as castanheiras, também conhecidas como rainhas-da-Amazônia, são protegidas por lei. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das castanhas, o agricultor cultiva espécies como cumaru, rambutan, rosa do deserto e fala sobre como a seca afetou sua produção neste mês de setembro. &#8220;Nós tivemos um verão atípico, puxado&#8221;, lembra. Seu quintal é um tesouro. Essa variedade de frutos serve para melhorar a qualidade do seu solo, diversificar sua fonte de renda e fazer aquela sombra bem-vinda para o pé de cacau.</span></p>
<h3>A história que uma castanheira carrega</h3>
<p>Elias diz que daqui a 100 anos quer ser lembrado por plantar castanheiras e preservá-las.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Eu resolvi plantar a castanha-do-pará por ser uma árvore que ninguém pode derrubar aqui na região. Ela é uma árvore protegida. Então, eu imaginei que, plantando essas castanhas, daqui a 100 anos alguém vai chegar aqui e vai procurar quem plantou. É uma coisa que eu vou passar por essa face da terra e vou ser lembrado porque alguém vai ter que perguntar quem foi que plantou. Então, meus filhos, netos ou quem adquirir essa propriedade vai ter que ver as castanhas e saber que fui eu que plantei.&#8221;</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_12795" aria-describedby="caption-attachment-12795" style="width: 768px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12795 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Elias-e-a-castanheira.jpg" alt="" width="768" height="1024" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Elias-e-a-castanheira.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Elias-e-a-castanheira-225x300.jpg 225w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Elias-e-a-castanheira-150x200.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Elias-e-a-castanheira-450x600.jpg 450w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption id="caption-attachment-12795" class="wp-caption-text">Foto: Elias ao lado de uma castanheira plantada em sua propriedade</figcaption></figure>
<h3>Diversidade de culturas</h3>
<p>Com uma produção diversa, ele fala sobre cada espécie que cultiva.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Aqui a gente tem praticamente tudo.</span><span style="font-weight: 400;"> Há dois anos, eu passei a entrar na área de cacau clonado e hoje eu tenho mais ou menos 1.100 pés plantados.</span><span style="font-weight: 400;"> A gente também tem uma fruta chamada miarina que lá para o sul chamam de bergamota. Temos limão-taiti, manga, produzimos uma fruta chamada rambutan, pitaya, abacaxi, macaxeira e mamão. </span><span style="font-weight: 400;">De 50 hectares, eu tenho 25 que é pastagem com gado branco que complementa a minha renda&#8221;, enumera.</span></p></blockquote>
<div style="width: 640px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-12779-1" width="640" height="352" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Miarina.mp4?_=1" /><a href="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Miarina.mp4">https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Miarina.mp4</a></video></div>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Um dos carros-chefes da produção do meu sítio é a rosa do deserto, a gente trabalha com rosas ornamentais. Temos quatro estufas com rosas matrizes. Aí a gente poliniza, produz a semente, faz as mudinhas para florir e vende&#8221;, relata.</span></p></blockquote>
<div style="width: 640px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-12779-2" width="640" height="352" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Rosas-do-deserto.mp4?_=2" /><a href="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Rosas-do-deserto.mp4">https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Rosas-do-deserto.mp4</a></video></div>
<h3>Cumaru do Baixo Amazonas</h3>
<p>Elias conta que também começou a trabalhar com um cumaru, usado na indústria de cosméticos.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Os primeiros pés que eu plantei foram o cumaru nativo aqui do Pará. Ele demorou em torno de 12 anos para começar a frutificar e, no ano passado, eu adquiri um que vende no Baixo Amazonas e que produz a partir de quatro anos. Ele é mais cheiroso que esse cumaru da minha região e costuma ser vendido para cosmético e para restaurante lá fora. O</span><span style="font-weight: 400;"> primeiro que eu plantei foi associado com a castanha, e esse que eu plantei agora já é fazendo sombreamento para o meu cacau.&#8221;</span></p></blockquote>
<h3>Verão severo</h3>
<p>Sobre as consequências das mudanças climáticas em sua produção, o produtor revela que desde 2015 não presenciava um período tão seco.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Esse ano eu tive um período de verão aqui na minha propriedade que nos afetou muito. Desde 2015, não tinha dado um verão como esse. Nós tivemos um período de 29 dias sem chover e foi complicado. Se eu não trabalhasse com irrigação aqui, eu tinha tido um problema sério porque quase que eu chego a perder o cacau e as pupunhas. Então, assim, esse ano nós tivemos um verão atípico e muito puxado, mas graças a Deus tem uns dez dias que choveu e aí normalizou, mas mês de setembro foi puxado aqui pra nós&#8221;, analisa.</span></p></blockquote>
<div style="width: 640px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-12779-3" width="640" height="352" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Seca-em-setembro.mp4?_=3" /><a href="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Seca-em-setembro.mp4">https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Seca-em-setembro.mp4</a></video></div>
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