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	<title>Bragantina &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Bragantina &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Restauração florestal: Veja o potencial econômico e ambiental no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Nov 2023 12:49:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
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		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/Acará-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia pode salvar a própria Amazônia. Isso é o que aponta o estudo sobre a restauração de áreas prioritárias da floresta, desenvolvido pelos pesquisadores Bernardo Strassburg, Paulo Branco e Álvaro Iribarrem. A pesquisa mostra que, se apenas 10% da área degradada da Amazônia fosse restaurada de forma otimizada, uma receita de até R$ 132 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/Acará-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia pode salvar a própria Amazônia. Isso é o que aponta o estudo sobre a restauração de áreas prioritárias da floresta, desenvolvido pelos pesquisadores Bernardo Strassburg, Paulo Branco e Álvaro Iribarrem. A pesquisa mostra que, se apenas 10% da área degradada da Amazônia fosse restaurada de forma otimizada, uma receita de até R$ 132 bilhões poderia ser gerada, abrindo novas possibilidades de financiamentos com essa receita.</p>
<p>Isso ocorreria porque, com a restauração priorizada destes 10%, equivalente a aproximadamente 5,7 milhões de hectares, cerca de 2,6 bilhões de toneladas de Co2 seriam retirados da atmosfera.</p>
<blockquote><p>“Se você comercializa esse potencial crédito de carbono vindo dessas áreas, por exemplo, você tem um cenário que é bom para muita coisa ao mesmo tempo. Ou seja: você gera receita a partir de carbono obtido com a restauração”, afirma Strassburg, que é diretor executivo do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS). Ele ainda argumenta que é possível usufruir desse dinheiro em benefício da própria floresta.</p>
<p>“A gente sabe que mais ou menos metade desse valor seria destinado aos fazendeiros por custo de restauração, para os locais e para quem faz essa restauração. Mas ainda sobra 50%, são R$ 66 bilhões. Esse valor poderia ser usado para investir em política pública, para financiar programas de desenvolvimento sustentável, para buscar caminhos mais sustentáveis para o desenvolvimento da própria Amazônia”, defende o pesquisador.</p></blockquote>
<p>A recuperação de áreas desmatadas e degradadas é uma prioridade para a superação de desafios globais, como a mitigação das mudanças do clima. No Brasil, a meta estabelecida através do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg, 2017) é de recuperar 12 milhões de hectares de vegetação nativa em todos os biomas brasileiros até 2030. Se considerarmos que a Amazônia Legal brasileira ocupa quase 60% do território nacional (IBGE, 2019), a recuperação florestal da região deve ser vista como uma questão, sobretudo, estratégica, tendo em vista as elevadas taxas de desmatamento e o alto potencial de regeneração natural do bioma.</p>
<p>Os resultados do estudo, entretanto, mostram que a restauração isolada, sem o planejamento de áreas prioritárias, pode ser uma escolha nada inteligente.</p>
<blockquote><p>“Um estudo anterior ao nosso mostra que se restaurar 10% da Amazônia sem priorização, sem planejamento, o processo é muito menos eficiente. O custo é até 10 vezes mais efetivo se você seguir a priorização”, ressalta Strassburg.</p></blockquote>
<p>Ele ainda aponta que, se os gestores escolherem apenas pelo fator de custo, ou seja, por onde seria mais barato restaurar, ao invés de ir para fatores como clima ou biodiversidade, o resultado dessa restauração pode ser oito vezes menor.</p>
<p>“Então, com o mesmo trabalho, ao invés de retirar 2,6 bilhões de toneladas de CO2 da atmosfera, como se fôssemos pelas áreas prioritárias, conseguiríamos apenas 330 milhões de toneladas. Estamos falando da mesma área, ainda restaurando os 10% do que foi perdido, a mesma dimensão de esforço, mas em locais diferentes por conta da prioridade”, destaca o diretor do IIS.</p>
<h3>Onde estão as áreas prioritárias?</h3>
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<p>Como resultado, a pesquisa conclui que há áreas prioritárias por toda a Amazônia. Algumas são mais importantes para a conservação da biodiversidade, clima, impacto social e, em alguns casos, são importantes para todos esses fatores juntos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os resultados mostram que a restauração em regiões próximas a calha e foz do rio Amazonas, <strong>Bragantina</strong>, no Pará, e Colíder, no Mato Grosso são de altíssima importância para a conservação da biodiversidade, enquanto que o <strong>sudeste paraense</strong>, nordeste mato-grossense e região de Ji-Paraná em Rondônia têm alto potencial para sequestro de carbono”, destaca Strassburg, acrescentando que “tais regiões também seriam prioritárias para impactos socioeconômicos”.</p></blockquote>
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<p>Os mapas elaborados pela pesquisa também apontam por onde começar a implementação da recuperação, levando em conta os diferentes cenários descritos. É possível perceber, a partir da delimitação por estados, que há regiões de alta prioridade em toda a Amazônia.</p>
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<p>“É interessante notar que todos os estados Amazônicos possuem regiões de altíssima prioridade para estes três critérios, reforçando a mensagem de que todos podem contribuir e se beneficiar de um programa de restauração em larga escala em áreas prioritárias”.</p>
<p><a href="https://amazonia2030.org.br/o-projeto/" target="_blank" rel="noopener"><em>Fonte: Amazônia 2030</em></a></p>
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		<title>Recuperação vegetal exige técnicas distintas por regiões paraenses, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 19:12:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Bragantina]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia florestal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/area-degradada-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Já ouvir dizer que, no Brasil, não é necessário derrubar nenhuma árvore para expandir a produção agrícola ou pecuária porque a solução seria restaurar o volume gigantesco de áreas degradadas no País? Pois é, o Pará Terra Boa ouviu o pesquisador Fernando Elias, membro da Rede Amazônia Sustentável e bolsista da Fundação [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/area-degradada-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Já ouvir dizer que, no Brasil, não é necessário derrubar nenhuma árvore para expandir a produção agrícola ou pecuária porque a solução seria restaurar o volume gigantesco de áreas degradadas no País? Pois é, o <strong>Pará Terra Boa</strong> ouviu o pesquisador Fernando Elias, membro da <a href="https://www.rasnetwork.org/" target="_blank" rel="noopener">Rede Amazônia Sustentável</a> e bolsista da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), sobre o assunto por causa de uma pesquisa dele publicada na importante revista científica europeia <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0378112722000470" target="_blank" rel="noopener">‘Forest Ecology and Management’</a>.</p>
<p>O estudo fala da recuperação de carbono e biodiversidade em florestas secundárias, ou seja, áreas desmatadas e que foram recuperadas naturalmente, depois de terem sido abandonadas. As áreas estudadas sofreram o corte total para a implementação de pastagens ou agricultura itinerante.</p>
<blockquote><p>“Atualmente, (<em>as áreas estudadas</em>) estão em processo de regeneração natural pós-abandono, um tipo de restauração florestal passiva. A recuperação nessas áreas ainda está em curso. Em nosso artigo, avaliamos as taxas de acúmulo de carbono dessas florestas e estabelecemos parâmetros de recuperação desse componente nas diferentes regiões”, afirma.</p></blockquote>
<p>A pesquisa demonstrou que a recuperação de carbono varia de acordo com a área. Como temos dito aqui neste espaço, o carbono ajuda a diminuir consideravelmente a quantidade de CO2 na atmosfera, gás que aumenta a temperatura da Terra: cada hectare de floresta em desenvolvimento é capaz de absorver de 150 a 200 toneladas <span class="Apple-style-span">de carbono</span>. É por isso que o desmatamento é um grande inimigo do <span class="Apple-style-span">sequestro de carbono</span>, já que o corte de árvores promove a liberação do <span class="Apple-style-span">CO2</span> capturado pelas plantas.</p>
<blockquote><p>“Nesse estudo, demonstramos que a recuperação do carbono é variável dependendo da região paraense, com maior ou menor taxa de acúmulo. Essas diferenças entre regiões estão ligadas às variações ambientais entre elas, a exemplo do número de ciclos de uso, histórico de uso da terra, proximidade com florestas primárias remanescentes, qualidade do banco de sementes, dentre outros, que controlam o tempo de recuperação florestal. A partir dos nossos resultados, podemos indicar um gradiente de recuperação do carbono (do maior para o menor) da região Santarém, Paragominas, Marabá e Bragantina”, relata.</p></blockquote>
<p>O pesquisador detalha que a taxas de acúmulo de carbono em áreas degradadas são mais baixas e lentas, diferente do que ocorre em áreas com maior cobertura vegetal.</p>
<blockquote><p>“Por exemplo, áreas altamente degradadas como a região Bragantina, onde os solos são pobres, com paisagem fragmentada e com baixa cobertura florestal, as taxas de acúmulo de carbono são mais lentas. Em contrapartida, áreas de desmatamento recente, onde os solos apresentam poucos ciclos de uso e elevada cobertura florestal remanescente, como a região de Santarém, exibem maiores taxas de acúmulo de carbono. Desse modo, para que ocorra a recuperação florestal em tempo hábil em regiões degradadas o Governo do Pará deverá considerar o uso em potencial de estratégias ativas de restauração, por exemplo, plantio de mudas, semeadura, instalação de poleiros, dentre outros&#8221;.</p></blockquote>
<figure id="attachment_8508" aria-describedby="caption-attachment-8508" style="width: 450px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-8508" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/belezapura5-1-300x298.png" alt="" width="450" height="448" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/belezapura5-1-300x298.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/belezapura5-1-150x149.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/belezapura5-1.png 398w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><figcaption id="caption-attachment-8508" class="wp-caption-text">O pesquisador Fernando Elias com a pesquisadora Socorro Ferreira, da Embrapa, em uma das áreas devastadas. Foto: Rede Amazônia Sustentável</figcaption></figure>
<p>Fernando, que é especialista em Ecologia Florestal com ênfase na recuperação do carbono e biodiversidade na Amazônia Oriental, relatou a importância da publicação de sua pesquisa na renomada revista estrangeira.</p>
<p>“Esta é uma revista de referência para os estudos de manejo florestal dos diversos ecossistemas tropicais, subtropicais e temperados. A publicação na ‘Forest Ecology and Management’ consagra o nosso trabalho no Estado do Pará”, comemorou.</p>
<p><a href="https://www.wri.org/data/atlas-forest-and-landscape-restoration-opportunities" target="_blank" rel="noopener">Estudo do WRI</a> estima que 2 bilhões de hectares no mundo todo tem algum grau de degradação. No Brasil, <a href="https://lapig.iesa.ufg.br/p/38972-atlas-das-pastagens" target="_blank" rel="noopener">estudo do LAPIG</a> identificou 69 milhões de hectares pastagens com degradação moderada ou severa no País.</p>
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